TURISMO EM ESPAÇO RURAL (TER)  O QUE É?   Conjunto de actividades e serviços prestados a troco de remuneração, de forma personalizada e de acordo com os valores tradicionais e modos de vida das comunidades rurais em que se insere
Objectivos do TER -Oferecer aos turistas  a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades de cada região, nomeadamente no que diz respeito à gastronomia , ao artesanato e aos costumes
DESENVOLVIMENTO DO TER O TURISMO PODE SER UM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO LOCAL PORQUE: •  cria postos de trabalho — quer pela construção de equipamentos e de infra-estruturas de implementação e suporte a esta actividade, quer pela manutenção da própria actividade; •  promove o desenvolvimento de outras actividades — serviços (transportes, banca, telecomunicações, etc.) e alguns tipos de indústria;
DESENVOLVIMENTO DO TER •  contribui para o encontro de culturas; •  projecta a cultura portuguesa no Mundo; •  permite a troca de experiências entre as diversas populações, o que por vezes contribui para a difusão de inovações; •  promove actividades de ocupação de tempos livres (lazer); •  incentiva o desenvolvimento do artesanato;
DESENVOLVIMENTO DO TER •  promove a qualidade dos produtos da região; •  valoriza o património paisagístico e/ou cultural das áreas onde se desenvolve, pela recuperação e conservação desse património; •  dinamiza as áreas pouco povoadas e em regressão, revalorizando-as; •  contribui para a fixação da população, em especial a população jovem;
DESENVOLVIMENTO DO TER •  contribui para a fixação da população, em especial a população jovem; •  evita o despovoamento das áreas rurais; •  melhora os rendimentos através da acumulação de actividades; •  minimiza as assimetrias (sociais, culturais, demográficas, etc.).
Factores que levam ao desenvolvimento do TER os níveis crescentes de instrução da população; o interesse crescente pelo património; o aumento dos tempos de recreio e lazer; a melhoria das infra-estruturas de acesso e das comunicações; a maior sensibilidade, por parte da população, para as questões ligadas à saúde e ao seu relacionamento com a natureza; uma maior sensibilidade ecológica; o maior interesse pelas especialidades gastronómicas tradicionais; a busca da paz e da tranquilidade.
MODALIDADES DE TER O  turismo em espaço rural engloba diversas modalidades estabelecidas pela Direcção-Geral do Turismo. —  O Turismo de Habitação  (TH) — é um serviço de hospedagem de natureza familiar prestado em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente os solares e casas casas apalaçadas.
O Turismo de Habitação Os hospedes são recebidos de forma personalizada pelo proprietário, que lhes fornece pormenores históricos da casa e do local, aconselha visitas e actividades de interesse e organiza passeios pela região
TURISMO DE HABITAÇÃO
MODALIDADES DE TER —O Turismo Rural (TR) — é o aproveitamento de casas rústicas particulares que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integrem na arquitectura típica regional.
O Turismo Rural O proprietário tem obrigação de dinamizar a estadia do visitante. Por vezes existem actividades organizadas  e a possibilidade de aluguer de equipamento necessário.
TURISMO RURAL
MODALIDADES DE TER O Agro-Turismo (AT) — é prestado em casas particulares integradas em explorações agrícolas, que permitem aos hóspedes o acompanhamento e o conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos.
O Agro-Turismo Os hospedes participam nas actividades das explorações agrícolas, nomeadamente nas actividades em tarefas por ex.: Apanha de fruta, desfolhada, vindima, pastoreio,...
O Agro-Turismo
MODALIDADES DE TER As Casas de Campo  – definem-se pelo aproveitamento  de casas particulares e casas de abrigo situadas em áreas rurais, devendo a sua traça, materiais de construção e demais características integrarem-se na arquitectura e ambiente rústico da área ou local onde se situam. Podem ser ou não utilizadas como habitação própria pelos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores.
MODALIDADES DE TER O Turismo de Aldeia  — é um empreendimento composto no mínimo por cinco casas particulares, situadas numa aldeia histórica, centros rurais ou aldeias, que mantenham, no seu conjunto, o ambiente rural, estético e paisagístico tradicional da região onde se inserem.
O Turismo de Aldeia Permite a recuperação de monumentos e do património construído, contribui para melhorar as acessibilidades às aldeias, cria emprego em diversas actividades ligadas ao turismo, ex.: restauração, comércio, artesanato,...
O Turismo de Aldeia
ALDEIAS HISTÓRICAS Actualmente está em curso, na Beira Interior, um Programa das aldeias históricas portuguesas, que pretende apoiar projectos de requalificação urbanística e arquitectónica, bem como ajudar à recuperação de monumentos e à melhoria das acessibilidades de cada uma das aldeias contempladas — Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo, Linhares da Beira, Sortelha, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte
ALDEIAS HISTÓRICAS
REDE EUROPEIA DE ALDEIAS TURISTICAS Projecto de cooperação de três regiões rurais da U.E. que procuram em conjunto um desenvolvimento sustentado com base nos recursos naturais e nas tradições, cultura e autenticidade. Integram este projecto a Lapónia Finlandesa, o Alentejo e a região de Trentino , na Itália. Estas regiões estudam em conjunto o aproveitamento dos cobertos vegetais próprios,  a resolução de problemas de qualidade dos produtos regionais e a introdução de actividades turisticas nas aldeias tradicionais
Rede Europeia de aldeias turisticas - Alentejo
OUTRAS FORMAS DE TURISMO EM ESPAÇO RURAL Turismo ambiental ou turismo activo Áreas protegidas Turismo fluvial Turismo cultural Turismo gustativo e enoturismo Turismo cinegético e pesca desportiva termalismo
Turismo ambiental ou turismo activo Esta forma de turismo, que contribui para a dinamização de algumas areas rurais, associa, por vezes, a prática de modalidades mais antigas de desporto (como, por exemplo, o Golfe) a outras mais recentes e algumas delas radicais (Balonismo, BTT, Canoagem, Circuitos de Aventura, Escalada, Espeleologia, Equitação, Mergulho, Orientação, Paint Ball, Pára-quedismo, Rappel, Slide, Ski Aquático,Windsurf Todo-o-Terreno, Tiro com arco, Vela, etc.). Algumas destas modalidades como, por exemplo, a Canoagem, o Ski Aquático, o Mergulho, etc., têm sofrido um grande incremento pela utilização das águas interiores (rios e albufeiras).
Turismo cinegético e pesca desportiva Esta actividade permite associar a prática desportiva ao contacto com a Natureza, o que possibilita um melhor conhecimento da fauna selvagem e da flora, através de caminhadas ao ar livre. A prática excessiva da caça originou a quase extinção de algumas espécies, o que levou à criação de Zonas de Caça Turística (ZCT) no final da década de 80. Estas zonas estão a adquirir uma dimensão significativa, como factores de animação e ainda como fonte de receitas para as explorações agrícolas. As ZCT localizam-se predominantemente no Alentejo, nas montanhas do Norte e Centro Interior. A pesca desportiva em água doce é também uma actividade que pode contribuir para o desenvolvimento das áreas rurais.
Turismo cultural A visita a monumentos (palácios, mosteiros, conventos, igrejas, castelos...), por motivos históricos, religiosos, etc., embora se praticasse em menor escala, é um tipo de turismo que tem vindo a registar um considerável desenvolvimento nas últimas décadas. Em certos casos, este movimento surgiu muito recentemente  como, por exemplo, o das visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, criado em consequência da descoberta de gravuras rupestres no vale do rio e com o intuito de as preservar. Existe mesmo um programa — PROCOA — com o objectivo de promover o desenvolvimento económico desta área.
Termalismo Presentemente assiste-se a uma tendência crescente de procura destes espaços, o que tem conduzido à revitalização das estâncias termais e a construção de novas infra-estruturas e à dinamização de actividades que atraem população jovem
Impacto das actividades turísticas nas áreas rurais Já vimos que as actividades turísticas podem ser um motor do desenvolvimento rural. No entanto, além do impacto positivo, há aspectos negativos a salientar: — o carácter sazonal do turismo, o que pode originar “períodos mortos’ na ocupação da mão-de-obra; —  o possível abandono da agricultura por parte da população local, atraída pela actividade turística; —  o excessivo aumento de equipamentos e infra-estruturas ligadas ao turismo, que pode provocar a ocupação de solos com grande capacidade produtiva; —  o possível aumento do turismo que, se não for acautelado, pode provocar degradação ambiental, como já se verifica nas áreas balneares.
Sugestões para diminuir o impacto negativo — Formação/sensibilização das populações locais para a importância de um turismo duradouro e sustentável. —  Redução dos “períodos mortos” através da implementação/alargamento do turismo sénior socialmente apoiado. — Promoção do “turismo verde”, valorizando as suas múltiplas potencialidades. — Divulgação/valorização das potencialidades das culturas tradicionais locais. —  Valorização dos produtos locais de qualidade. —  Potencialização da hospitalidade das populações das áreas rurais, bem como do seu património cultural.

Turismo

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    TURISMO EM ESPAÇORURAL (TER) O QUE É? Conjunto de actividades e serviços prestados a troco de remuneração, de forma personalizada e de acordo com os valores tradicionais e modos de vida das comunidades rurais em que se insere
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    Objectivos do TER-Oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades de cada região, nomeadamente no que diz respeito à gastronomia , ao artesanato e aos costumes
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    DESENVOLVIMENTO DO TERO TURISMO PODE SER UM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO LOCAL PORQUE: • cria postos de trabalho — quer pela construção de equipamentos e de infra-estruturas de implementação e suporte a esta actividade, quer pela manutenção da própria actividade; • promove o desenvolvimento de outras actividades — serviços (transportes, banca, telecomunicações, etc.) e alguns tipos de indústria;
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    DESENVOLVIMENTO DO TER• contribui para o encontro de culturas; • projecta a cultura portuguesa no Mundo; • permite a troca de experiências entre as diversas populações, o que por vezes contribui para a difusão de inovações; • promove actividades de ocupação de tempos livres (lazer); • incentiva o desenvolvimento do artesanato;
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    DESENVOLVIMENTO DO TER• promove a qualidade dos produtos da região; • valoriza o património paisagístico e/ou cultural das áreas onde se desenvolve, pela recuperação e conservação desse património; • dinamiza as áreas pouco povoadas e em regressão, revalorizando-as; • contribui para a fixação da população, em especial a população jovem;
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    DESENVOLVIMENTO DO TER• contribui para a fixação da população, em especial a população jovem; • evita o despovoamento das áreas rurais; • melhora os rendimentos através da acumulação de actividades; • minimiza as assimetrias (sociais, culturais, demográficas, etc.).
  • 7.
    Factores que levamao desenvolvimento do TER os níveis crescentes de instrução da população; o interesse crescente pelo património; o aumento dos tempos de recreio e lazer; a melhoria das infra-estruturas de acesso e das comunicações; a maior sensibilidade, por parte da população, para as questões ligadas à saúde e ao seu relacionamento com a natureza; uma maior sensibilidade ecológica; o maior interesse pelas especialidades gastronómicas tradicionais; a busca da paz e da tranquilidade.
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    MODALIDADES DE TERO turismo em espaço rural engloba diversas modalidades estabelecidas pela Direcção-Geral do Turismo. — O Turismo de Habitação (TH) — é um serviço de hospedagem de natureza familiar prestado em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico, sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente os solares e casas casas apalaçadas.
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    O Turismo deHabitação Os hospedes são recebidos de forma personalizada pelo proprietário, que lhes fornece pormenores históricos da casa e do local, aconselha visitas e actividades de interesse e organiza passeios pela região
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    MODALIDADES DE TER—O Turismo Rural (TR) — é o aproveitamento de casas rústicas particulares que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integrem na arquitectura típica regional.
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    O Turismo RuralO proprietário tem obrigação de dinamizar a estadia do visitante. Por vezes existem actividades organizadas e a possibilidade de aluguer de equipamento necessário.
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    MODALIDADES DE TERO Agro-Turismo (AT) — é prestado em casas particulares integradas em explorações agrícolas, que permitem aos hóspedes o acompanhamento e o conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos.
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    O Agro-Turismo Oshospedes participam nas actividades das explorações agrícolas, nomeadamente nas actividades em tarefas por ex.: Apanha de fruta, desfolhada, vindima, pastoreio,...
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    MODALIDADES DE TERAs Casas de Campo – definem-se pelo aproveitamento de casas particulares e casas de abrigo situadas em áreas rurais, devendo a sua traça, materiais de construção e demais características integrarem-se na arquitectura e ambiente rústico da área ou local onde se situam. Podem ser ou não utilizadas como habitação própria pelos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores.
  • 18.
    MODALIDADES DE TERO Turismo de Aldeia — é um empreendimento composto no mínimo por cinco casas particulares, situadas numa aldeia histórica, centros rurais ou aldeias, que mantenham, no seu conjunto, o ambiente rural, estético e paisagístico tradicional da região onde se inserem.
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    O Turismo deAldeia Permite a recuperação de monumentos e do património construído, contribui para melhorar as acessibilidades às aldeias, cria emprego em diversas actividades ligadas ao turismo, ex.: restauração, comércio, artesanato,...
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    ALDEIAS HISTÓRICAS Actualmenteestá em curso, na Beira Interior, um Programa das aldeias históricas portuguesas, que pretende apoiar projectos de requalificação urbanística e arquitectónica, bem como ajudar à recuperação de monumentos e à melhoria das acessibilidades de cada uma das aldeias contempladas — Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo, Linhares da Beira, Sortelha, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte
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    REDE EUROPEIA DEALDEIAS TURISTICAS Projecto de cooperação de três regiões rurais da U.E. que procuram em conjunto um desenvolvimento sustentado com base nos recursos naturais e nas tradições, cultura e autenticidade. Integram este projecto a Lapónia Finlandesa, o Alentejo e a região de Trentino , na Itália. Estas regiões estudam em conjunto o aproveitamento dos cobertos vegetais próprios, a resolução de problemas de qualidade dos produtos regionais e a introdução de actividades turisticas nas aldeias tradicionais
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    Rede Europeia dealdeias turisticas - Alentejo
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    OUTRAS FORMAS DETURISMO EM ESPAÇO RURAL Turismo ambiental ou turismo activo Áreas protegidas Turismo fluvial Turismo cultural Turismo gustativo e enoturismo Turismo cinegético e pesca desportiva termalismo
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    Turismo ambiental outurismo activo Esta forma de turismo, que contribui para a dinamização de algumas areas rurais, associa, por vezes, a prática de modalidades mais antigas de desporto (como, por exemplo, o Golfe) a outras mais recentes e algumas delas radicais (Balonismo, BTT, Canoagem, Circuitos de Aventura, Escalada, Espeleologia, Equitação, Mergulho, Orientação, Paint Ball, Pára-quedismo, Rappel, Slide, Ski Aquático,Windsurf Todo-o-Terreno, Tiro com arco, Vela, etc.). Algumas destas modalidades como, por exemplo, a Canoagem, o Ski Aquático, o Mergulho, etc., têm sofrido um grande incremento pela utilização das águas interiores (rios e albufeiras).
  • 27.
    Turismo cinegético epesca desportiva Esta actividade permite associar a prática desportiva ao contacto com a Natureza, o que possibilita um melhor conhecimento da fauna selvagem e da flora, através de caminhadas ao ar livre. A prática excessiva da caça originou a quase extinção de algumas espécies, o que levou à criação de Zonas de Caça Turística (ZCT) no final da década de 80. Estas zonas estão a adquirir uma dimensão significativa, como factores de animação e ainda como fonte de receitas para as explorações agrícolas. As ZCT localizam-se predominantemente no Alentejo, nas montanhas do Norte e Centro Interior. A pesca desportiva em água doce é também uma actividade que pode contribuir para o desenvolvimento das áreas rurais.
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    Turismo cultural Avisita a monumentos (palácios, mosteiros, conventos, igrejas, castelos...), por motivos históricos, religiosos, etc., embora se praticasse em menor escala, é um tipo de turismo que tem vindo a registar um considerável desenvolvimento nas últimas décadas. Em certos casos, este movimento surgiu muito recentemente como, por exemplo, o das visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, criado em consequência da descoberta de gravuras rupestres no vale do rio e com o intuito de as preservar. Existe mesmo um programa — PROCOA — com o objectivo de promover o desenvolvimento económico desta área.
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    Termalismo Presentemente assiste-sea uma tendência crescente de procura destes espaços, o que tem conduzido à revitalização das estâncias termais e a construção de novas infra-estruturas e à dinamização de actividades que atraem população jovem
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    Impacto das actividadesturísticas nas áreas rurais Já vimos que as actividades turísticas podem ser um motor do desenvolvimento rural. No entanto, além do impacto positivo, há aspectos negativos a salientar: — o carácter sazonal do turismo, o que pode originar “períodos mortos’ na ocupação da mão-de-obra; — o possível abandono da agricultura por parte da população local, atraída pela actividade turística; — o excessivo aumento de equipamentos e infra-estruturas ligadas ao turismo, que pode provocar a ocupação de solos com grande capacidade produtiva; — o possível aumento do turismo que, se não for acautelado, pode provocar degradação ambiental, como já se verifica nas áreas balneares.
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    Sugestões para diminuiro impacto negativo — Formação/sensibilização das populações locais para a importância de um turismo duradouro e sustentável. — Redução dos “períodos mortos” através da implementação/alargamento do turismo sénior socialmente apoiado. — Promoção do “turismo verde”, valorizando as suas múltiplas potencialidades. — Divulgação/valorização das potencialidades das culturas tradicionais locais. — Valorização dos produtos locais de qualidade. — Potencialização da hospitalidade das populações das áreas rurais, bem como do seu património cultural.