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INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL
PROF. FERNANDO FIGUEIRA
SERVIÇO DE RADIO-ONCOLOGIA
CABEÇA E PESCOÇO
TUMORES
DE
NASOFARINGE
MR1 Sonmi Lee
Recife, 25 de abril de 2019
ANATOMIA
 Nasofaringe = rinofaringe
 Parte exclusiva respiratória
 2,0 cm AP // 4,0 cm crânio-caudal
Osso esfenóide
Atlas e Axis →
Base de crânio
Palato mole
Coanas
Orofaringe
Palato mole
Fossa de
Rosenmuller
(recesso faíngeo)
NPC
PONTOS DE REPARO ANATÔMICO
 Avaliação clínica e na interpretação dos cortes
RNM e TAC
PONTOS DE REPARO ANATÔMICO
 Avaliação clínica e na
interpretação dos
cortes RNM e TAC
 Toro tubário
Mais proeminente das
estruturas
Protusão de parte da
cartilagem da tuba
auditiva
 Óstio da tuba auditiva
Imediatamente ântero-
inferior ao toro tubário
Discreta reentrância na
parede lateral da
nasofaringe
PONTOS DE REPARO ANATÔMICO
 Avaliação clínica e na
interpretação dos
cortes RNM e TAC
 Recesso faríngeo lateral
(Fosseta de Rosenmuller)
Situado posteriormente
Sítio mais comum de
origem do NPC
FOSSETA DE ROSENMÜLLER
 Superior: forame lacerum
 Carótida interna
 Disseminação pro seio cavernoso
 Anterior: nervo mandibular
 Atravessa base de crânio pelo forame oval
 Posterior: forame julgular
 NC IX, X, XI
RELAÇÕES
ANATÔMICAS
QUADRO
CLÍNICO
EVOLUÇÃO
FOSSETA DE ROSENMÜLLER
 Superior: forame lacerum
 Carótida interna
 Disseminação pro seio cavernoso
 Anterior: nervo mandibular
 Atravessa base de crânio pelo
forame oval
 Posterior: forame julgular
 NC IX, X, XI
O QUE É O ANEL LINFÁTICO DE
WALDEYER ?
 Conjunto de tecidos linfoides
 Primeira linha de defesa
aero-digestiva
IRRIGAÇÃO E DRENAGEM VENOSA
 Irrigação arterial: a. carótida externa
 A. faríngea ascendente
 A. palatina
 A. faciais
IRRIGAÇÃO E DRENAGEM VENOSA
 Drenagem venosa
 Plexo pterigoide
 Plexo faríngeo
 V. julgular interna
INTERVAÇÃO
 Sensitiva
 Anterior a tuba auditiva: n. maxilar
 Posterior a tuba adutiva: n. glossofaríngeo (IX)
 Motor
 Plexo faríngeo (IX, X, XI)
DRENAGEM LINFÁTICA
 LND retrofaríngeo laterais
(Nodes of Rouviere)
 Primeiros LND da drenagem
 Base de crânio → C3
DRENAGEM LINFÁTICA
 Retrofaríngeo
 Parafaríngeo
 Cadeia julgular
 Supraclavicular
 Pescoço contra lateral
EPIDEMIOLOGIA
 2% dos TU de cabeça e pescoço
 0,25% de todos os tumores
 86.000 caso/ano → 50.000 mortes
 2-3x mais comum em homens
 Diferença racial e distribuição geográfica
SUL CHINA
SUL DA ÁSIA
EUA EUROPA OCIDENTAL
0,5 a 2 casos por 100.000
Aumenta com a idade
25 casos por 100.000
Pico entre 50-59 anos
ALTO RISCOBAIXO RISCO
RISCO INTERMEDIÁRIO
NORTE DA ÁFRICA
ORIENTE MÉDIO ÁRTICO
FATORES DE RISCO
 Epstein-Barr Virus
 Lesões precursoras: EBV DNA e expressão do gene
 Tabagismo→ reativação EBV
 HPV
 Relação pouco definida
 Difere nas regiões endêmicas e não endêmicas
2000-2015 // 1328 pct // Sul da China
EBV + 91,9% // HPV/p16 7,7%
Coinfecção 0,6%
IMRT – estágio I e II
IMRT _ QT – estágio III e IV
Follow-up 72,8m
Recorrência: Menor EBV-/HPV+ comparado com EBV+/HPV- (6.4% vs 13.8%; P = .03)
FATORES DE RISCO
GENÉTICA
MEIO
AMBIENTE
VIRAL
HLAA2
HLA B46
HLA B17
POLIMORFISMO CYP2A6
PEIXE SALGADO
(NITROSAMINAS)
VIT C ↓
FUMAÇA DE MADEIRA
ALCOOL+CIGARRO
NÃO QUERATINIZANTE NPC
2 GENES LATENTES:
• LATENT MEMBRANE PROTEINS
(LMP)
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HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
INÍCIO
PERÍODO SILENCIOSO
INVASÃO FOCAL
PRIMEIRA CADEIA LINFONODAL INVASÃO LOCORREGIONAL
INVASÃO SISTÊMICA
Fatores genéticos, ambientais e viral
Retrofaríngeo
Parafaríngeo
Base de crânio
TUMORES DE NASOFARINGE
 Benignos
 Raros
 Fibromas, papilomas, pólipos
 SNC na nasofaringe:
Angiofibromas*
Crâniofaringiomas
Meningiomas extra cranianos
Encefaloceles
Hemangiomas
Cordomas
TUMORES DE NASOFARINGE
 Malignos
 Epiteliais
75 a 85%
CEC
Linfoepitelioma
 Linfáticos
10 a 15%
Linfoma de células B
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 Outros
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Adenocarcinoma
Melanoma
TUMORES DE NASOFARINGE
NEOPLASIAS EPITELIAIS
NÃO GLADULARES
E
NÃO LINFÁTICAS
NPC
ENDÊMICOS
99% NÃO QUERATINIZANTES
EBV +
5
75% NÃO QUERATINIZANTES
EBV +
25% QUERATINIZANTES
NÃO ENDÊMICOS
TUMORES DE NASOFARINGE
MASSA TUMORAL NASAL
OUVIDO NEURAL
SINTOMAS
NPC
 Apresentação clínica
 Localização Tu primário
 Tamanho
 Velocidade crescimento
PERDA DE PESO
TUMORES DE NASOFARINGE
70% acometimento ganglionar no momento do diagnóstico
 É frequente o cometimento linfonodoal cervical bilateral
principalmente no espaço retrofaríngeo
SINTOMA INICIAL
(mais comum)
MASSA CERVICAL
ASSINTOMÁTICA
TUMORES DE NASOFARINGE
 Secreção nasal
 Epistaxe
 Obstrução
NASAL
NEURAL
 Cefaleia
 Diplopia
 Parestesia facial
OUVIDO
 Zumbido
 Perda de audição
 Plenitude
Paralisia de n. craniano: mais comum VI (abducente)
Acometimento
Massa cervical 60%
Plenitude em ouvido 41%
Perda audição 37%
Diplopia 8%
Symptom & sign of NPC frequency at diagnostic in Mayo clinic series
TUMORES DE NASOFARINGE
 Apresentação clínica
 Localização:
 NPC normalmente se originam
na fossa de Rosenmuller
Pode se apresentar como disfagia
TUMORES DE NASOFARINGE
 Extensão local
ANTERIOR
Cavidade nasal
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Sinus esfenoidal
Sinus cavernoso
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 Síndromes
 O espaço parafaríngeo
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glossofaríngeo, vago, acessório, hipoglosso e a via
simpática cervical
 Villaret
 Vernet
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 Síndrome de Villaret
Descrita em 1916
Raro
Comprometimento seletivo e homolateral
n. glossofaríngeo (IX)
n. vago (X)
n. acessório(XI)
n. hipoglosso(XII)
e a via simpática cervical
DISFAGIA
DISFONIA
ANESTESIA DO PALATO
PERDA GUSTAÇÃO
1/3 POST LINGUA
PARESEIA:
ESTERNOCLEIDOMAST E
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DERREAMENTO DO
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PALPEBRAL
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 Síndrome de Vernet ou do forame julgular
Comprometimento homolateral
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n. vago (X)
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n. glossofaríngeo (IX)
n. vago (X)
n. acessório(XI)
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TUMORES DE NASOFARINGE
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TUMORES DE NASOFARINGE
 Extensão LND
 Superior
 Meio/Inferior
 Posterior
 Estágios LND
5A
5B
4A4B
TUMORES DE NASOFARINGE
 Estágios LND
TUMORES DE NASOFARINGE
 Avaliação / Diagnóstico
 Clínico
 Anamnese
 Exame Físico
 Imagem
 Nasofaringoscopia
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 RX ou TAC tórax
 CO
MTX
30%
¼ óssea
Tóraco-lombar
TUMORES DE NASOFARINGE
 Avaliação / Diagnóstico
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TUMORES DE NASOFARINGE
 Estadiamento
 AJCC
TUMORES DE NASOFARINGE
 Estadiamento
 AJCC
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 Estadiamento
 AJCC
TUMORES DE NASOFARINGE
 Estadiamento / tratamento
 AJCC
DOENÇA INICIAL
RT isolada
SG 90% em 5 anos
Irradiação:
1) TU primário
2) LND II/III e Va
(se IV e Vb s/ alt)
5A
5B
4A4B
TUMORES DE NASOFARINGE
 Estadiamento / tratamento
 AJCC
DOENÇA LOCALMENTE
AVANÇADA
RT + QT
QT: cisplatina 100mg/m2
D1, D22, D43
QT adj: cisplatina + fluoracil
D1 a D4 (a cada 4 semanas)
(NE1B)
5A
5B
4A4B
TUMORES DE NASOFARINGE
 Estadiamento / tratamento
 AJCC
DOENÇA LOCALMENTE
AVANÇADA
QT neo:
(Docetaxel + cisplatina) 21/21d
ou
Docetaxel D1 + cisplatina D1
+ fluoracil D1 a D5
Seguida de RT
(NE2C)
5A
5B
4A4B
TUMORES DE NASOFARINGE
19 trials
4806 pacientes
Follow up 7,7 anos
Adição QT à RT: ↑ sobrevida global IC (0,73-0,86), p<0,0001
Benefício em 5 anos IC (3,5-9,1)
QT+ RT concomitante + QT adj: HR 0,65 IC (0,56 – 0,76)
Add de QT mostrou benefício em todos os desfechos: sobrevida livre
de doença, controle regional, controle a distância e morte por CA
TUMORES DE NASOFARINGE
TUMORES DE NASOFARINGE
 Radioterapia radical
 Isolada
 Alto risco: LND + local subclínico
 66 Gy / 30 fx
 70-70,2 Gy / 35 fx
 Baixo/intermediário risco: locais
suspeitos de extensão subclínica
 44-50 Gy / 25 fx
 54-63 Gy / 35 fx
TUMORES DE NASOFARINGE
 Radioterapia radical
 Associada a QT
 Alto risco:
 70-72 Gy / 35 fx
 Baixo/intermediário risco: locais
suspeitos de extensão subclínica
 44-50 Gy / 25 fx
 54-63 Gy / 35 fx
TUMORES DE NASOFARINGE
 Radioterapia Paliativa
 30 Gy / 10 fx
 20 Gy / 5 fx
 800 a 1000 cGy / DU
TUMORES DE NASOFARINGE
 TÉCNICA RADIOTERÁPICA
 Volume de tratamento
 Nasofaringe
 2cm posterior da cavidade nasal
 Posterior sinus etmoidal
 Todo sinus esfenoidal
 Parte basilar do osso occipital
(anterior ao forame magno unindo ao corpo do osso esfenoide)
 Sinus cavernoso
 Base de crânio: forame oval, canal caratótido
 Fossa pterigoide
 1/3 posterior do sinu maxilar
 Lateral e posterior no nível da fossa tonsilar média
 ? Posterior ¼ da órbita (Fletcher: sim, Perez: não)
TUMORES DE NASOFARINGE
 TÉCNICA RADIOTERÁPICA
 LND
 Julgular superior profunda
 Submandibular
 Jugulodigástrico
 Mid jugular
 Cervical posterior
 Retrofaríngeo
TUMORES DE NASOFARINGE
 PLANEJAMENTO
 Posicionamento
 Supina
 Cabeça extendida
 Imobilização
TUMORES DE NASOFARINGE
 TÉCNICAS
 Convencional
 3D conformacional
 IMRT
 IGRT
 ENERGIA
Co60: 1.25 MeV
LINAC: 4-6 MV
TUMORES DE NASOFARINGE
 TÉCNICAS
 FASE INICIAL
 2 campos paralelos opostos
 Abordagem com 3 campos
 BOOST
 Técnica de Fletcher – 4 campos
 Anterolateral
TUMORES DE NASOFARINGE
 REFERÊNCIAS
 Borda superior:
 2,5cm acima do arco zigomático
 5,0cm acima se acometimento intra
cranial
 Borda anterior
 2cm
 Borda posterior
 Ao longo da ponta do mastoide
 Borda inferior
 Ao longo da borda superior da clavícula
TUMORES DE NASOFARINGE
 COMPLICAÇÕES DA RT
 Brain:
 Disfunção da pituitária
 Encefalopatia
 Necrose lobo temporal
 Paralisia nervo craniano
 Ouvido:
 Perda auditiva
 Otite média
 Disfunção da tuba auditiva
 Olho
 Sd olho seco
 Retinopatia
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 Hipotireoidismo
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Aula 4 nasofaringe

  • 1. INSTITUTO DE MEDICINA INTEGRAL PROF. FERNANDO FIGUEIRA SERVIÇO DE RADIO-ONCOLOGIA CABEÇA E PESCOÇO TUMORES DE NASOFARINGE MR1 Sonmi Lee Recife, 25 de abril de 2019
  • 2. ANATOMIA  Nasofaringe = rinofaringe  Parte exclusiva respiratória  2,0 cm AP // 4,0 cm crânio-caudal Osso esfenóide Atlas e Axis → Base de crânio Palato mole Coanas Orofaringe Palato mole Fossa de Rosenmuller (recesso faíngeo) NPC
  • 3. PONTOS DE REPARO ANATÔMICO  Avaliação clínica e na interpretação dos cortes RNM e TAC
  • 4. PONTOS DE REPARO ANATÔMICO  Avaliação clínica e na interpretação dos cortes RNM e TAC  Toro tubário Mais proeminente das estruturas Protusão de parte da cartilagem da tuba auditiva  Óstio da tuba auditiva Imediatamente ântero- inferior ao toro tubário Discreta reentrância na parede lateral da nasofaringe
  • 5. PONTOS DE REPARO ANATÔMICO  Avaliação clínica e na interpretação dos cortes RNM e TAC  Recesso faríngeo lateral (Fosseta de Rosenmuller) Situado posteriormente Sítio mais comum de origem do NPC
  • 6. FOSSETA DE ROSENMÜLLER  Superior: forame lacerum  Carótida interna  Disseminação pro seio cavernoso  Anterior: nervo mandibular  Atravessa base de crânio pelo forame oval  Posterior: forame julgular  NC IX, X, XI RELAÇÕES ANATÔMICAS QUADRO CLÍNICO EVOLUÇÃO
  • 7. FOSSETA DE ROSENMÜLLER  Superior: forame lacerum  Carótida interna  Disseminação pro seio cavernoso  Anterior: nervo mandibular  Atravessa base de crânio pelo forame oval  Posterior: forame julgular  NC IX, X, XI
  • 8. O QUE É O ANEL LINFÁTICO DE WALDEYER ?  Conjunto de tecidos linfoides  Primeira linha de defesa aero-digestiva
  • 9. IRRIGAÇÃO E DRENAGEM VENOSA  Irrigação arterial: a. carótida externa  A. faríngea ascendente  A. palatina  A. faciais
  • 10. IRRIGAÇÃO E DRENAGEM VENOSA  Drenagem venosa  Plexo pterigoide  Plexo faríngeo  V. julgular interna
  • 11. INTERVAÇÃO  Sensitiva  Anterior a tuba auditiva: n. maxilar  Posterior a tuba adutiva: n. glossofaríngeo (IX)  Motor  Plexo faríngeo (IX, X, XI)
  • 12. DRENAGEM LINFÁTICA  LND retrofaríngeo laterais (Nodes of Rouviere)  Primeiros LND da drenagem  Base de crânio → C3
  • 13. DRENAGEM LINFÁTICA  Retrofaríngeo  Parafaríngeo  Cadeia julgular  Supraclavicular  Pescoço contra lateral
  • 14. EPIDEMIOLOGIA  2% dos TU de cabeça e pescoço  0,25% de todos os tumores  86.000 caso/ano → 50.000 mortes  2-3x mais comum em homens  Diferença racial e distribuição geográfica SUL CHINA SUL DA ÁSIA EUA EUROPA OCIDENTAL 0,5 a 2 casos por 100.000 Aumenta com a idade 25 casos por 100.000 Pico entre 50-59 anos ALTO RISCOBAIXO RISCO RISCO INTERMEDIÁRIO NORTE DA ÁFRICA ORIENTE MÉDIO ÁRTICO
  • 15. FATORES DE RISCO  Epstein-Barr Virus  Lesões precursoras: EBV DNA e expressão do gene  Tabagismo→ reativação EBV  HPV  Relação pouco definida  Difere nas regiões endêmicas e não endêmicas 2000-2015 // 1328 pct // Sul da China EBV + 91,9% // HPV/p16 7,7% Coinfecção 0,6% IMRT – estágio I e II IMRT _ QT – estágio III e IV Follow-up 72,8m Recorrência: Menor EBV-/HPV+ comparado com EBV+/HPV- (6.4% vs 13.8%; P = .03)
  • 16. FATORES DE RISCO GENÉTICA MEIO AMBIENTE VIRAL HLAA2 HLA B46 HLA B17 POLIMORFISMO CYP2A6 PEIXE SALGADO (NITROSAMINAS) VIT C ↓ FUMAÇA DE MADEIRA ALCOOL+CIGARRO NÃO QUERATINIZANTE NPC 2 GENES LATENTES: • LATENT MEMBRANE PROTEINS (LMP) • EBV-NUCLEAR ANTIGEN (EBNA)
  • 17. HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA INÍCIO PERÍODO SILENCIOSO INVASÃO FOCAL PRIMEIRA CADEIA LINFONODAL INVASÃO LOCORREGIONAL INVASÃO SISTÊMICA Fatores genéticos, ambientais e viral Retrofaríngeo Parafaríngeo Base de crânio
  • 18. TUMORES DE NASOFARINGE  Benignos  Raros  Fibromas, papilomas, pólipos  SNC na nasofaringe: Angiofibromas* Crâniofaringiomas Meningiomas extra cranianos Encefaloceles Hemangiomas Cordomas
  • 19. TUMORES DE NASOFARINGE  Malignos  Epiteliais 75 a 85% CEC Linfoepitelioma  Linfáticos 10 a 15% Linfoma de células B Linfoma de células gigantes  Outros <5% Sarcoma Adenocarcinoma Melanoma
  • 20. TUMORES DE NASOFARINGE NEOPLASIAS EPITELIAIS NÃO GLADULARES E NÃO LINFÁTICAS NPC ENDÊMICOS 99% NÃO QUERATINIZANTES EBV + 5 75% NÃO QUERATINIZANTES EBV + 25% QUERATINIZANTES NÃO ENDÊMICOS
  • 21. TUMORES DE NASOFARINGE MASSA TUMORAL NASAL OUVIDO NEURAL SINTOMAS NPC  Apresentação clínica  Localização Tu primário  Tamanho  Velocidade crescimento PERDA DE PESO
  • 22. TUMORES DE NASOFARINGE 70% acometimento ganglionar no momento do diagnóstico  É frequente o cometimento linfonodoal cervical bilateral principalmente no espaço retrofaríngeo SINTOMA INICIAL (mais comum) MASSA CERVICAL ASSINTOMÁTICA
  • 23. TUMORES DE NASOFARINGE  Secreção nasal  Epistaxe  Obstrução NASAL NEURAL  Cefaleia  Diplopia  Parestesia facial OUVIDO  Zumbido  Perda de audição  Plenitude Paralisia de n. craniano: mais comum VI (abducente) Acometimento Massa cervical 60% Plenitude em ouvido 41% Perda audição 37% Diplopia 8% Symptom & sign of NPC frequency at diagnostic in Mayo clinic series
  • 24. TUMORES DE NASOFARINGE  Apresentação clínica  Localização:  NPC normalmente se originam na fossa de Rosenmuller Pode se apresentar como disfagia
  • 25. TUMORES DE NASOFARINGE  Extensão local ANTERIOR Cavidade nasal Sinus paranasal Invasão de órbita Sinus esfenoidal Sinus cavernoso Orofaringe Vértebra C1 Espaço parafaríngeo lateral Cavidade auditiva média Base de crânio Clivus LND retrofaríngeos
  • 27. TUMORES DE NASOFARINGE  Síndromes  O espaço parafaríngeo Espaço virtual separa o lobo profundo da g. parótida das partes moles na nasofaringe Estrututas neurovasculares: a. carótida, v. julgular int, n. glossofaríngeo, vago, acessório, hipoglosso e a via simpática cervical  Villaret  Vernet  Collet - Sicard
  • 28. TUMORES DE NASOFARINGE  Síndrome de Villaret Descrita em 1916 Raro Comprometimento seletivo e homolateral n. glossofaríngeo (IX) n. vago (X) n. acessório(XI) n. hipoglosso(XII) e a via simpática cervical DISFAGIA DISFONIA ANESTESIA DO PALATO PERDA GUSTAÇÃO 1/3 POST LINGUA PARESEIA: ESTERNOCLEIDOMAST E PARTE DO TRAPÉZIO DERREAMENTO DO OMBRO MIOSE ENOFTALMIA REDUÇÃO RIMA PALPEBRAL ANIDROSE SINAL DE HORNER
  • 29. TUMORES DE NASOFARINGE  Síndrome de Villaret
  • 30. TUMORES DE NASOFARINGE  Síndrome de Vernet ou do forame julgular Comprometimento homolateral n. glossofaríngeo (IX) n. vago (X) n. acessório (XI)  Síndrome de Collet - Sicard Forame jugular quanto o canal do hipoglosso n. glossofaríngeo (IX) n. vago (X) n. acessório(XI) n. hipoglosso(XII)
  • 31. TUMORES DE NASOFARINGE  Síndrome de Jacob Invasão tumoral em base de crânio Pode envolver n. craniano II ao VI n. óptico (II) ↓ visual, amaurose n. trigêmeo, n. toclear, abducente (III, IV, VI) Oftalmoplegia n. abducente (VI) Estrabismo e diplopia n. trigêmo (V) Dor facial e reflexo corneal ausente
  • 32. TUMORES DE NASOFARINGE  Extensão LND  Superior  Meio/Inferior  Posterior  Estágios LND 5A 5B 4A4B
  • 33. TUMORES DE NASOFARINGE  Estágios LND
  • 34. TUMORES DE NASOFARINGE  Avaliação / Diagnóstico  Clínico  Anamnese  Exame Físico  Imagem  Nasofaringoscopia  TAC ou RNM cabeça e pescoço  RX ou TAC tórax  CO MTX 30% ¼ óssea Tóraco-lombar
  • 35. TUMORES DE NASOFARINGE  Avaliação / Diagnóstico  Outras investigações  EBV sorologia
  • 36. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento  AJCC
  • 37. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento  AJCC
  • 38. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento  AJCC
  • 39. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento / tratamento  AJCC DOENÇA INICIAL RT isolada SG 90% em 5 anos Irradiação: 1) TU primário 2) LND II/III e Va (se IV e Vb s/ alt) 5A 5B 4A4B
  • 40. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento / tratamento  AJCC DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA RT + QT QT: cisplatina 100mg/m2 D1, D22, D43 QT adj: cisplatina + fluoracil D1 a D4 (a cada 4 semanas) (NE1B) 5A 5B 4A4B
  • 41. TUMORES DE NASOFARINGE  Estadiamento / tratamento  AJCC DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA QT neo: (Docetaxel + cisplatina) 21/21d ou Docetaxel D1 + cisplatina D1 + fluoracil D1 a D5 Seguida de RT (NE2C) 5A 5B 4A4B
  • 42. TUMORES DE NASOFARINGE 19 trials 4806 pacientes Follow up 7,7 anos Adição QT à RT: ↑ sobrevida global IC (0,73-0,86), p<0,0001 Benefício em 5 anos IC (3,5-9,1) QT+ RT concomitante + QT adj: HR 0,65 IC (0,56 – 0,76) Add de QT mostrou benefício em todos os desfechos: sobrevida livre de doença, controle regional, controle a distância e morte por CA
  • 44. TUMORES DE NASOFARINGE  Radioterapia radical  Isolada  Alto risco: LND + local subclínico  66 Gy / 30 fx  70-70,2 Gy / 35 fx  Baixo/intermediário risco: locais suspeitos de extensão subclínica  44-50 Gy / 25 fx  54-63 Gy / 35 fx
  • 45. TUMORES DE NASOFARINGE  Radioterapia radical  Associada a QT  Alto risco:  70-72 Gy / 35 fx  Baixo/intermediário risco: locais suspeitos de extensão subclínica  44-50 Gy / 25 fx  54-63 Gy / 35 fx
  • 46. TUMORES DE NASOFARINGE  Radioterapia Paliativa  30 Gy / 10 fx  20 Gy / 5 fx  800 a 1000 cGy / DU
  • 47. TUMORES DE NASOFARINGE  TÉCNICA RADIOTERÁPICA  Volume de tratamento  Nasofaringe  2cm posterior da cavidade nasal  Posterior sinus etmoidal  Todo sinus esfenoidal  Parte basilar do osso occipital (anterior ao forame magno unindo ao corpo do osso esfenoide)  Sinus cavernoso  Base de crânio: forame oval, canal caratótido  Fossa pterigoide  1/3 posterior do sinu maxilar  Lateral e posterior no nível da fossa tonsilar média  ? Posterior ¼ da órbita (Fletcher: sim, Perez: não)
  • 48. TUMORES DE NASOFARINGE  TÉCNICA RADIOTERÁPICA  LND  Julgular superior profunda  Submandibular  Jugulodigástrico  Mid jugular  Cervical posterior  Retrofaríngeo
  • 49. TUMORES DE NASOFARINGE  PLANEJAMENTO  Posicionamento  Supina  Cabeça extendida  Imobilização
  • 50. TUMORES DE NASOFARINGE  TÉCNICAS  Convencional  3D conformacional  IMRT  IGRT  ENERGIA Co60: 1.25 MeV LINAC: 4-6 MV
  • 51. TUMORES DE NASOFARINGE  TÉCNICAS  FASE INICIAL  2 campos paralelos opostos  Abordagem com 3 campos  BOOST  Técnica de Fletcher – 4 campos  Anterolateral
  • 52. TUMORES DE NASOFARINGE  REFERÊNCIAS  Borda superior:  2,5cm acima do arco zigomático  5,0cm acima se acometimento intra cranial  Borda anterior  2cm  Borda posterior  Ao longo da ponta do mastoide  Borda inferior  Ao longo da borda superior da clavícula
  • 53. TUMORES DE NASOFARINGE  COMPLICAÇÕES DA RT  Brain:  Disfunção da pituitária  Encefalopatia  Necrose lobo temporal  Paralisia nervo craniano  Ouvido:  Perda auditiva  Otite média  Disfunção da tuba auditiva  Olho  Sd olho seco  Retinopatia  Tireoide  Hipotireoidismo  Boca:  Mucosite  Xerostomia

Notas do Editor

  1. Em jovens tem menor amplitude devido à maior presença de tecido linfóide retrofaríngeo A fosseta de Rosenmüller repousa sobre o espaço parafaríngeo e relaciona-se com o espaço retrofaríngeo (contendo os nódulos de Rouvière). Este último é contíguo com o espaço retrofaríngeo contralateral, favorecendo o acometimento linfonodal contra-lateral.
  2. A fosseta de Rosenmüller repousa sobre o espaço parafaríngeo e relaciona-se com o espaço retrofaríngeo (contendo os nódulos de Rouvière). Este último é contíguo com o espaço retrofaríngeo contralateral, favorecendo o acometimento linfonodal contra-lateral.
  3. A fosseta de Rosenmüller repousa sobre o espaço parafaríngeo e relaciona-se com o espaço retrofaríngeo (contendo os nódulos de Rouvière). Este último é contíguo com o espaço retrofaríngeo contralateral, favorecendo o acometimento linfonodal contra-lateral.
  4. A fosseta de Rosenmüller repousa sobre o espaço parafaríngeo e relaciona-se com o espaço retrofaríngeo (contendo os nódulos de Rouvière). Este último é contíguo com o espaço retrofaríngeo contralateral, favorecendo o acometimento linfonodal contra-lateral.
  5. Populations that migrate from areas of high to low risk retain an elevated risk, although this A incidência de carcinoma nasofaríngeo diminuiu nos últimos 30 anos em muitas áreas endêmicas, incluindo Hong Kong, Cingapura e Taiwan [5-7]. As razões para esse declínio não são claras, embora sejam geralmente atribuídas a mudanças no estilo de vida associadas ao rápido desenvolvimento econômico que ocorreu nessas áreas. Como exemplo, tem havido um decréscimo no uso de peixe salgado em lactentes e uma menor exposição a alimentos conservados tradicionais. No entanto, a incidência em declínio pode também ser devida a mudanças populacionais como resultado de padrões alterados de imigração.risk typically diminishes in successive generations
  6. Basaloides: As células basalóides são pequenas com citoplasma escasso, os núcleos são hipercromáticos e sem nucléolos evidentes, geralmente encontradas em ilhas ou lóbulos
  7. Basaloides: As células basalóides são pequenas com citoplasma escasso, os núcleos são hipercromáticos e sem nucléolos evidentes, geralmente encontradas em ilhas ou lóbulos