COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL E
DELINQUÊNCIA JUVENIL
(Conceitos, Reflexões e Propostas)
Transtornos Disruptivos, do Controle
de Impulsos e da Conduta
“Porque Deus não nos deu o espírito de
temor, mas de fortaleza, e de amor, e de
moderação.”
2 Timóteo 1:7
Os Transtornos Disruptivos consistem em um padrão persistente de comportamentos antissociais, que os
jovens manifestam quebrando direitos individuais do outro, e violando regras;
É mais frequente em meninos do que em meninas, com idade inferior a 18 anos;
O CID – 10 – Classificação Internacional de Doenças, denomina essa patologia como Distúrbio de
Conduta (F91), e caracteriza como padrões persistentes de comportamento antissocial, agressivo, ou
desafiante, grandes violações de normas sociais com caráter duradouro. Para que seja realizado o
diagnóstico devem ser considerados tais comportamentos: agressividade e tirania; crueldade com
animais e pessoas; destruição de propriedade; comportamento incendiário; roubos; mentiras repetidas;
fugas de casa; cabular aulas; comportamento provocativo desafiador; e desobediência grave persistente.
Em uma abordagem jurídica, pode-se diferenciar comportamento antissocial do comportamento
delinquente, em que o primeiro embora fuja dos padrões normalmente aceitos, não configura delito
normativo, já a delinquência sim;
Transtornos Disruptivos, do Controle
de Impulsos e da Conduta: CONCEITO
TRANSTORNO DE CONDUTA E
A DELINQUÊNCIA JUVENIL
• Os problemas comportamentais são amplamente
categorizados por dois tipos de comportamentos,
denominados internos e externos.
• Os internos são evidenciados por retraimento,
depressão, ansiedade, queixas somáticas;
• Enquanto os externos são caracterizados pela
impulsividade, agressão, agitação, características
desafiantes, antissociais; respectivamente.
CATEGORIZAÇÃO DOS TD E
DELINQUÊNCIA
1. Transtorno de Oposição Desafiante;
2. Transtorno Explosivo Intermitente;
3. Transtorno da Conduta;
4. Transtorno da Personalidade Antissocial;
5. Piromania;
6. Cleptomania;
CATEGORIZAÇÃO DOS TD E
DELINQUÊNCIA
1. O termo “transtorno” é usado por toda
a classificação, de forma a evitar
problemas ainda maiores inerentes ao
uso de termos tais como “doença”
ou“enfermidade”.
1. “Transtorno” não é um termo exato,
porém é usado para indicar a
existência de um conjunto de sintomas
ou comportamentos clinicamente
reconhecível associado, na maioria
dos casos, a sofrimento e interferência
com funções pessoais.
QUAIS FATORES INFLUEM NO
COMPORTAMENTO DESVIADO DE UM
ADOLESCENTE?
 Fatores Genéticos;
 Biológicos de maturação cognitiva;
 Níveis dos hormônios sexuais
estrógeno, progesterona e
testosterona;
 Qualidade nutricional;
 Padrões de sono;
 Estresse físico e psicológico;
 Abuso de Drogas;
 Estímulos ambientais (família,
escola, sociedade, cultura, religião
etc);
TODO COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL É
FRUTO DE TRANSTORNO?
Adolescentes às vezes cometem um
ato antissocial, o que não implica
necessariamente em um transtorno,
portanto difere-se de um menor
infrator ou de grupos de menores
infratores, pois estes cometem atos
antissociais com frequência e de
forma habitual, tais como roubos,
incêndios grandes ou pequenos,
estupros, furtos, depredação de
propriedades, agressões físicas e
envolvimentos frequentes em brigas.
TODO COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL É
FRUTO DE TRANSTORNO?
A adolescência é a fase da vida em
que o jovem encontra-se vulnerável a
várias influências externas, que
podem colocar em risco a saúde
física e mental, tais como álcool,
drogas, comportamentos sexuais e a
violência. Esses fatores são
decorrentes da característica
exploratória do adolescente ao meio
social, que refletem consequências
na família e na sociedade. Dessa
forma, os jovens estão suscetíveis a
cometerem atos infracionais que
podem levar à delinquência.
Reflexões
• Winnicott (1983), todos nós temos uma capacidade inata para o
desenvolvimento saudável, porém, precisamos que o ambiente
externo esteja atento às nossas necessidades quando ainda não
temos condições de assumí-las, como é o caso do bebê.
• As falhas ambientais deste período podem deixar marcas, como o
comportamento relacionado ao ato infracional
Um bebê de um ano foi abandonado na linha
férrea no Jardim Nova Esperança, em
Sorocaba (SP) em 2021
https://www.youtube.com/watch?v=1DDyPtW6_JU
Reflexões
 Winnicott (2005) afirma que, para as crianças que
foram privadas de um ambiente suficientemente bom,
uma possibilidade de estabilidade seria sua
permanência em um reformatório ou, em último caso,
na cela de uma prisão.
http://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201802/INTERATIVAS_2_0/DESENVOLVIMENTO_HUMANO_II/U1/LIVRO_UNICO.pd
https://www.youtube.com/watch?v=-SemHEc3H74
REFLEXÕES
• Para ele, “a tendência antissocial caracteriza-se por um
elemento que compele ao ambiente a tornar-se
importante. O paciente, devido a impulsos
inconscientes, obriga alguém a encarregar-se de cuidar
dele”
REFLEXÕES
O valentão, bullier, rebelde, não
deve ser incentivado, aplaudido,
imitado, como se sua conduta
fosse agradável, pois diferente
dos filmes americanos, seu
comportamento está longe de ser
funcional.
https://www.youtube.com/watch?v=RAfbbbALALY
PROPOSTAS
Técnicas da Comunicação não Violenta, visando enfraquecer a
incidência da conduta atípica, mas provocar a reflexão e auto-
responsabilização;
Não se deve reagir emocionalmente frente ao
comportamento disfuncional, tentar ficar o mais
calmo possível enquanto a criança/adolescente
está tentando testar o limite, o comportamento
deve ser claro, consistente, deve ser simples e
direto, tem de ser firme.
PROPOSTAS
PROPOSTAS
PROPOSTAS
Os quatro componentes do
modelo da Comunicação Não
Violenta (CNV)
• Observação
• Sentimento
• Necessidades
• Pedido
PROPOSTAS
O processo da
CNV
• Observo as ações concretas que me
afetam
• Como me sinto relativamente ao que
observo
• As necessidades, valores, desejos, etc.
que geram os meus sentimentos
• As ações concretas que peço para
enriquecer a minha vida
https://www.youtube.com/watch?v=6pbpOV7_8RY
• Escolas
• Famílias
• Relacionamentos íntimos
• Organizações e instituições
• Terapia e aconselhamento
• Negociações comerciais
• Disputas e conflitos diversos
A CNV aplica-se eficazmente a
todos os níveis de comunicação e a
diversas situações
https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE
Transtornos Disruptivos, do
Controle
de Impulsos e da Conduta
DÚVIDAS?
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
• KOMATSU, André Vilela; COSTA, Rafaelle CS; BAZON, Marina Rezende. Delinquência juvenil:
relações entre desenvolvimento, funções executivas e comportamento social na adolescência.
Rev. Bras. Polít. Públicas, Brasília, v. 8, nº 2, 2018 p.979-999.
• MARQUES, Anaísa Saraiva. Comportamentos Antissociais e fatores de risco da delinquência
juvenil: caracterização de uma escola. Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2012.
• RAMOS, Elissandra Elayne Martins dos Santos. Anjos em fúria: Transtorno de Conduta e
Delinquência Juvenil, um olhar psicopedagógico. João Pessoa, 2014.
• ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos
pessoais e profissionais. 3. ed. São Paulo: Ágora, 2006.

Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta:

  • 1.
    COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL E DELINQUÊNCIAJUVENIL (Conceitos, Reflexões e Propostas) Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” 2 Timóteo 1:7
  • 2.
    Os Transtornos Disruptivosconsistem em um padrão persistente de comportamentos antissociais, que os jovens manifestam quebrando direitos individuais do outro, e violando regras; É mais frequente em meninos do que em meninas, com idade inferior a 18 anos; O CID – 10 – Classificação Internacional de Doenças, denomina essa patologia como Distúrbio de Conduta (F91), e caracteriza como padrões persistentes de comportamento antissocial, agressivo, ou desafiante, grandes violações de normas sociais com caráter duradouro. Para que seja realizado o diagnóstico devem ser considerados tais comportamentos: agressividade e tirania; crueldade com animais e pessoas; destruição de propriedade; comportamento incendiário; roubos; mentiras repetidas; fugas de casa; cabular aulas; comportamento provocativo desafiador; e desobediência grave persistente. Em uma abordagem jurídica, pode-se diferenciar comportamento antissocial do comportamento delinquente, em que o primeiro embora fuja dos padrões normalmente aceitos, não configura delito normativo, já a delinquência sim; Transtornos Disruptivos, do Controle de Impulsos e da Conduta: CONCEITO
  • 3.
    TRANSTORNO DE CONDUTAE A DELINQUÊNCIA JUVENIL • Os problemas comportamentais são amplamente categorizados por dois tipos de comportamentos, denominados internos e externos. • Os internos são evidenciados por retraimento, depressão, ansiedade, queixas somáticas; • Enquanto os externos são caracterizados pela impulsividade, agressão, agitação, características desafiantes, antissociais; respectivamente.
  • 4.
    CATEGORIZAÇÃO DOS TDE DELINQUÊNCIA 1. Transtorno de Oposição Desafiante; 2. Transtorno Explosivo Intermitente; 3. Transtorno da Conduta; 4. Transtorno da Personalidade Antissocial; 5. Piromania; 6. Cleptomania;
  • 5.
    CATEGORIZAÇÃO DOS TDE DELINQUÊNCIA 1. O termo “transtorno” é usado por toda a classificação, de forma a evitar problemas ainda maiores inerentes ao uso de termos tais como “doença” ou“enfermidade”. 1. “Transtorno” não é um termo exato, porém é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais.
  • 6.
    QUAIS FATORES INFLUEMNO COMPORTAMENTO DESVIADO DE UM ADOLESCENTE?  Fatores Genéticos;  Biológicos de maturação cognitiva;  Níveis dos hormônios sexuais estrógeno, progesterona e testosterona;  Qualidade nutricional;  Padrões de sono;  Estresse físico e psicológico;  Abuso de Drogas;  Estímulos ambientais (família, escola, sociedade, cultura, religião etc);
  • 7.
    TODO COMPORTAMENTO ANTISSOCIALÉ FRUTO DE TRANSTORNO? Adolescentes às vezes cometem um ato antissocial, o que não implica necessariamente em um transtorno, portanto difere-se de um menor infrator ou de grupos de menores infratores, pois estes cometem atos antissociais com frequência e de forma habitual, tais como roubos, incêndios grandes ou pequenos, estupros, furtos, depredação de propriedades, agressões físicas e envolvimentos frequentes em brigas.
  • 8.
    TODO COMPORTAMENTO ANTISSOCIALÉ FRUTO DE TRANSTORNO? A adolescência é a fase da vida em que o jovem encontra-se vulnerável a várias influências externas, que podem colocar em risco a saúde física e mental, tais como álcool, drogas, comportamentos sexuais e a violência. Esses fatores são decorrentes da característica exploratória do adolescente ao meio social, que refletem consequências na família e na sociedade. Dessa forma, os jovens estão suscetíveis a cometerem atos infracionais que podem levar à delinquência.
  • 9.
    Reflexões • Winnicott (1983),todos nós temos uma capacidade inata para o desenvolvimento saudável, porém, precisamos que o ambiente externo esteja atento às nossas necessidades quando ainda não temos condições de assumí-las, como é o caso do bebê. • As falhas ambientais deste período podem deixar marcas, como o comportamento relacionado ao ato infracional Um bebê de um ano foi abandonado na linha férrea no Jardim Nova Esperança, em Sorocaba (SP) em 2021 https://www.youtube.com/watch?v=1DDyPtW6_JU
  • 10.
    Reflexões  Winnicott (2005)afirma que, para as crianças que foram privadas de um ambiente suficientemente bom, uma possibilidade de estabilidade seria sua permanência em um reformatório ou, em último caso, na cela de uma prisão. http://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201802/INTERATIVAS_2_0/DESENVOLVIMENTO_HUMANO_II/U1/LIVRO_UNICO.pd https://www.youtube.com/watch?v=-SemHEc3H74
  • 11.
    REFLEXÕES • Para ele,“a tendência antissocial caracteriza-se por um elemento que compele ao ambiente a tornar-se importante. O paciente, devido a impulsos inconscientes, obriga alguém a encarregar-se de cuidar dele”
  • 12.
    REFLEXÕES O valentão, bullier,rebelde, não deve ser incentivado, aplaudido, imitado, como se sua conduta fosse agradável, pois diferente dos filmes americanos, seu comportamento está longe de ser funcional. https://www.youtube.com/watch?v=RAfbbbALALY
  • 13.
    PROPOSTAS Técnicas da Comunicaçãonão Violenta, visando enfraquecer a incidência da conduta atípica, mas provocar a reflexão e auto- responsabilização; Não se deve reagir emocionalmente frente ao comportamento disfuncional, tentar ficar o mais calmo possível enquanto a criança/adolescente está tentando testar o limite, o comportamento deve ser claro, consistente, deve ser simples e direto, tem de ser firme.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    PROPOSTAS Os quatro componentesdo modelo da Comunicação Não Violenta (CNV) • Observação • Sentimento • Necessidades • Pedido
  • 17.
    PROPOSTAS O processo da CNV •Observo as ações concretas que me afetam • Como me sinto relativamente ao que observo • As necessidades, valores, desejos, etc. que geram os meus sentimentos • As ações concretas que peço para enriquecer a minha vida https://www.youtube.com/watch?v=6pbpOV7_8RY
  • 18.
    • Escolas • Famílias •Relacionamentos íntimos • Organizações e instituições • Terapia e aconselhamento • Negociações comerciais • Disputas e conflitos diversos A CNV aplica-se eficazmente a todos os níveis de comunicação e a diversas situações https://www.youtube.com/watch?v=rd1mCZVNnxE
  • 19.
    Transtornos Disruptivos, do Controle deImpulsos e da Conduta DÚVIDAS?
  • 20.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • KOMATSU, AndréVilela; COSTA, Rafaelle CS; BAZON, Marina Rezende. Delinquência juvenil: relações entre desenvolvimento, funções executivas e comportamento social na adolescência. Rev. Bras. Polít. Públicas, Brasília, v. 8, nº 2, 2018 p.979-999. • MARQUES, Anaísa Saraiva. Comportamentos Antissociais e fatores de risco da delinquência juvenil: caracterização de uma escola. Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2012. • RAMOS, Elissandra Elayne Martins dos Santos. Anjos em fúria: Transtorno de Conduta e Delinquência Juvenil, um olhar psicopedagógico. João Pessoa, 2014. • ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 3. ed. São Paulo: Ágora, 2006.