O documento discute o que é aborto, os tipos de aborto (espontâneo, induzido, ilegal), os riscos à saúde associados, a legalidade em diferentes países, argumentos a favor e contra a legalização, e estatísticas sobre abortos no Brasil.
Um aborto, ouinterrupção da gravidez
é a remoção ou expulsão prematura de um
embrião ou feto do útero, resultando na sua
morte ou sendo por esta causada.
O Que é Aborto?
4.
• Aborto espontâneo:Surge quando a gravidez é interrompida sem
que seja por vontade da mulher. Pode acontecer por vários fatores
biológicos, psicológicos e sociais que contribuem para que esta
situação se verifique.
• Aborto induzido: O aborto induzido é um procedimento usado para
interromper uma gravidez. Pode acontecer quando existem
malformações congénitas, quando a gravidez resulta de um crime
contra a liberdade e autodeterminação sexual, quando a gravidez
coloca em perigo a vida e a saúde física e/ou psíquica da mulher ou
simplesmente por opção da mulher.
É legal quando a interrupção da gravidez é realizada de acordo com a
legislação em vigor. Quando feito precocemente por médicos
experientes e em condições adequadas apresenta um elevadíssimo
nível de segurança.
5.
• Aborto ilegal:O aborto ilegal é a interrupção duma gravidez quando os
motivos apresentados não se encontram enquadrados na legislação em
vigor ou quando é feito em locais que não estão oficialmente reconhecidos
para o efeito.
6.
• As mulheresque abortaram tinham um agrupamento de sintomas
psicológicos que ocorrem com muito mais frequência do que entre as
mulheres que não abortam. Esses sintomas incluem perturbações
mentais ou flashbacks (63%), tentativas de suicídio (28%), crises
histéricas (51 %), perda de autoconfiança e de autoestima (82%),
irregularidades nos hábitos de comer, tais como anorexia ou bulimia
(39%), uso ilegal de drogas (41 %) e perda do prazer durante a relação
sexual (59%). Muitas sentem a sensação de um vazio interior, mesclado
de sentimento de culpa consciente ou inconsciente.
• Muitas mães perdem a vida durante a operação ou depois, devido a
intensas hemorragias e infecções. Algumas ficam estéreis, outras são
vítimas de câncer. Existem aquelas que perdem o útero, não podendo
engravidar mais.
8.
• Países quepermitem: Apenas quatro países da América Latina
permitem o aborto sem que seja necessário apresentar justificativa, até
a 12ª semana de gestação: Uruguai, Guiana, Porto Rico e Cuba.
• Países que permitem com restrições: México, Panamá, Guatemala,
Afeganistão, Nigéria, Venezuela, Peru, Uruguai, Colômbia, China,
Espanha, Suíça, Tailândia, Argélia, Israel, Coreia do sul, etc.
• Países que não permitem: Moçambique, Somália, Indonésia, Líbia,
Paraguai, Honduras, Costa do Marfim, República Dominicana,
Nicarágua, Haiti, Filipinas, Irã, etc.
9.
• O Brasilé um dos países campeões em abortos. (Um milhão por ano).
• Calcula-se que 50 milhões de abortos, entre legais e clandestinos,
sejam praticados em todo mundo atualmente.
• Dez mil mulheres morrem a cada ano no Brasil devido ao aborto ilegal.
• 300.000 mil mulheres são internadas com complicações decorrentes de
abortos clandestinos no Brasil.
10.
• À favor:
1.É um caso de saúde pública, proibir não coíbe a prática.
2. Algumas fontes indicam que mais de dez mil mulheres morrem a
cada ano e outras dezenas de mulheres ficam com sequelas
permanentes, como esterilidade, pois procuram meios
clandestinos.
3. Outros afirmam que a mulher tem direita a seu próprio corpo e a
sua vida, isto inclui a decisão sobre o momento em ter um filho.
4. A maternidade não desejada é a fonte de vários problemas para a
mãe, o pai e a própria criança, como inadequações nas relações
familiares.
5. A legalização deve reduzir o número de abortos. A interrupção
normalmente é feita por pessoas sem informação sobre
contraceptivos, nem acesso a eles.
12.
• Contra:
1. Oprimeiro fato é que, hoje em dia, só engravida quem quer.
2. A distribuição de anticoncepcionais e mesmo da pílula do dia seguinte
é suficiente para evitar a gravidez.
3. O aborto é um atentado contra a vida humana, além disso a
legalização sujeitará a mulher a maiores pressões por parte dos
parceiros que não se preveniram.
4. O aborto provocado vai piorar o atendimento público de saúde, já que
vai congestionar ambulatórios e hospitais, e vai aumentar o total de
interrupções, porque muitas mulheres vão encará-lo como um método
contraceptivo.
5. O principal argumento comentado pelos grupos contra o aborto,
porém, é o de que este é um ato intrinsecamente mal e imoral.