TÓPICOS ESPECIAIS EM FILOSOFIA
Filosofia da Mente Filosofia da Educação Filosofia Política
 
A  filosofia da mente  é um ramo da filosofia que estuda a natureza da mente, os estados, funções e propriedades mentais, a consciência e suas relações com o corpo físico, principalmente com o cérebro.
A Filosofia da Mente, enquanto ramo específico da filosofia, tem seu começo na obra de Gilbert Ryle (1900-1976) “The Concept of Mind”, na qual ele critica o dualismo de Descartes.
As principais questões propostas pela filosofia da mente são: Qual a relação entre mente e corpo? A mente é uma entidade física? É possível verbalizar os estados mentais?
Dentro dos problemas abordados por esta subdivisão da filosofia sobressai-se a relação entre mente e corpo.  Há duas tendências na tentativa de resolução do problema:  Monismo  e  dualismo .
CONSIDERAÇÕES EM TORNO DO CONCEITO DE MENTE
  Mens, mentis , f. O princípio pensante, a mente, espírito, inteligência, pensamento, razão.  Do verbo  Mémini . Ter presente no espírito, lembrar-se, recordar-se.
JUDEUS basar nephesh rûah GREGOS somas psyché pneûma CRISTÃOS (latim) corpus anima spiritus PROBLEMA  GERAL CÉREBRO MENTE
DUALISMO  E  SEUS  REPRESENTANTES
O dualismo pode ser sustentado de dois modos. Pode-se considerar que a mente é uma substância independente. Ou que é um conjunto de propriedades distintas do cérebro, que não podem reduzidas ao cérebro, mas que não constituem uma substância independente
ANTIGUIDADE: O PROBLEMA EM PLATÃO E EM ARISTÓTELES
PLATÃO Platão defende um dualismo explícito que chega a argumentar em favor da transmigração da alma e afirma a existência da alma. As coisas são cópias de uma realidade pré-existente .
O homem para Platão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Enquanto o corpo está em constante mudança de aparência, a alma não muda nunca. Desde quando nascemos, temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais estão inscritas na alma eternamente, porém, ao nascermos, nós as esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.
 
ARISTÓTELES A  Psicologia  é a teoria da  alma  e baseia-se nos conceitos de alma ( psykhé ) e intelecto ( noûs ). A alma é a forma primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele .
O  organismo , uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam.
No  homem , a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica.
“ Sobre a Alma” – Primeiro escrito completo dedicado ao problema da alma. O objetivo de Aristóteles nesta obra é analisar os principais problemas respeitantes à alma, que é o princípio vital de todo e qualquer ser vivo
A RELAÇÃO CORPO-MENTE NO CRISTIANISMO
Em toda Idade Média, o dualismo foi quase predominante. SCHMITT (1995) afirma que, no século VI, vários autores mencionam o uso do corpo a propósito dos vícios – a gula em Pomerius, a fornicação (relacionamento sexual ilícito) em Cassiano e o orgulho em Gregório.
Já na baixa Idade Média, surge uma nova visão de corpo, que não é mais apenas a “prisão da alma”: quando bem governado, o corpo pode se tornar meio e lugar de salvação do homem.
A MODERNIDADE E O PROBLEMA  MENTE-CORPO
DESCARTES Descartes utiliza as expressões  res cogitans  e  res extensa  para falar sobre a mente e o corpo. O ponto de ligação entre os dois se daria na glândula pineal. O pensamento é diferente do corpo. “ ...a alma é inteiramente distinta do corpo.”
MONISMO  E  SEUS  REPRESENTANTES
O monismo é a vertente que sustenta que corpo e mente não são entidades ontologicamente distintas.
Os fisicistas sustentam que somente existe aquilo que é físico. Neste caso, a mente é reduzida a uma entidade física. Já os idealistas julgam que a mente é tudo que existe e que o mundo externo é uma ilusão criada por ela. Dentre o fisicismo está o behaviorismo.
Existem filósofos defensores desta solução para o problema mente-corpo: Parmênides (século V a. C.) e Spinoza (século XVII).
Parmênides afirma toda a unidade e imobilidade do Ser. Princípios de sua doutrina: Unidade e a imobilidade do Ser; O mundo sensível é uma ilusão; O Ser é Uno, Eterno, Não-Gerado e Imutável. Não se confia no que vê.
Ele defendeu que  Deus  e  Natureza  eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única  substância  em que consiste o  universo  e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações.
Ele afirmou que  Deus sive Natura  era um ser de infinitos  atributos , entre os quais a  extensão  (sob o conceito atual de  matéria ) e o  pensamento  eram apenas dois conhecidos por nós. A sua visão da natureza da  realidade , então, fez tratar os mundos  físicos  e  mentais  como dois mundos diferentes ou submundos paralelos que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem em uma coisa só que é a substância.
Muitos filósofos da mente atuais adotam uma postura fisicista reducionista ou não. Eles sustentam que a mente não é totalmente separada do corpo.
FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
Toda concepção de educação implica necessariamente uma concepção de homem. Acompanharemos, a seguir, a visão dos principais pensadores sobre a formação do homem.
Educação Para os antigos
SÓCRATES O método de educação de Sócrates não pode ser pensado separadamente de seu método de filosofar: A maiêutica. Os fins de sua visão educacional são éticos. O homem almejado por esse modelo de educação é aquele disposto para a justiça, para o amor e para a virtude. A ignorância é a causa dos vícios e de todos os males.  O homem é definido pelo seu intelecto.
A metodologia socrática supõe que todos já possuem em sua alma o saber. A função do mestre é provocar o parto de ideias.
PLATÃO A visão de educação em Platão exige primeiramente um exame da teoria das formas. O mundo sensível é apenas um aspecto do mundo real. O conhecimento se dá pelo contato repetido com um objeto até formamos uma ideia geral do que ele é. A ignorância é um esquecimento, quem procura agora saber, em um determinado tempo, soube. Platão chama este fenômeno de  anamnese .
ARISTÓTELES Este filósofo procurou entender o funcionamento do raciocínio como base do processo cognitivo. Através da classificação das ciências, o pensador abrange o pensar, o agir e o fazer. Sua visão educacional quer atingir o homem como um todo. O conhecimento deve ser buscado pela inteligência.
Educação para os modernos e contemporâneos
BARUCH SPINOZA Spinoza é importante para a discussão em torno da educação por privilegiar a singularidade humana. O homem possui um desejo de conservar a si mesmo como singular. Os afetos são os modos de pensar as coisas.
IMANUEL KANT A liberdade e a moralidade são as fundadoras da educação. A finalidade da educação é justamente a consecução da liberdade por meio da universalização do saber. Educar a razão é adquirir autonomia.
GEORG FRIEDRICH HEGEL Hegel foca seu pensamento no absoluto. Para ele, portanto, educar o homem é ordená-lo, discipliná-lo segundo a razão. Este ordenamento acontece dentro da sociedade.  
KARL MARX Marx pensa a educação como parte da superestrutura e que foi por muito usada como forma de controle social pelas classes dominantes. Na sua visão a educação deveria ser igualitária. Educar o homem seria fazê-lo consciente de sua classe.
PROBLEMAS  DA  EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
No livro  Os sete saberes necessários à educação do futuro , Morin apresenta o que ele mesmo chama de inspirações para o educador ou os saberes necessários a uma boa prática educacional.
1º Saber  - Erro e ilusão Não afastar o erro do processo de aprendizagem. Integrar o erro ao processo, para que o conhecimento avance.
2º Saber - O conhecimento pertinente Juntar as mais variadas áreas de conhecimento, contra a fragmentação
3º Saber - Ensinar a condição humana Não somos um algo só. Somos indivíduos mais que culturais - somos psíquicos, físicos, míticos, biológicos.
4º Saber - Identidade terrena Saber que a Terra é um pequeno planeta, que precisa ser sustentado a qualquer custo. Idéia da sustentabilidade terra-pátria.
5º Saber - Enfrentar as incertezas Princípio da incerteza. Ensinar que a ciência deve trabalhar com a ideia de que existem coisas incertas.
6º Saber - Ensinar a compreensão A comunicação humana deve ser voltada para a compreensão. Introduzir a compreensão; compreensão entre departamentos de uma escola, entre alunos e professores.
7º Saber - Ética do gênero humano É a antropo-ética: não desejar para os outros, aquilo que não quer para você. A antropo-ética está ancorada em três elementos: Indivíduo Sociedade Espécie
FILOSOFIA POLÍTICA
CONCEITOS & PRECONCEITOS  EM CHARGES
Há muitos preconceitos em relação à política. “Arendt estabelece duas categorias de preconceitos contra a política: no âmbito internacional – o medo de um governo mundial totalitário e violento; no âmbito local ou interno – a política é reduzida a interesses mesquinhos, particularistas e à corrupção.”
Para se compreender a política, Francis propõe-nos a imaginar como seríamos sem ela. Ainda segundo Wolff (2003), a vida humana pode acontecer a partir das três possibilidades que se seguem: A) Em comunidade governado por poder externo; B) Isolados em pequenos grupos. C) Em comunidade sem necessidade de limites.
O MODELO ATENIENSE
Os atenienses desenvolveram a noção de esfera pública com o começo da democracia. Nas reformas de Sólon e de Clístenes, consolida-se uma forma de governo com a representação da vontade do povo: O conselho  (boulé)  era composto por 500 representantes das classes existentes e subdividido em 10 comissões (pritanias) de 50 membros. Ele recolhia as propostas de leis a serem votadas na  ekklesía .
 
O termo democracia é de origem grega (δημοκρατία, dēmokratía) e quer dizer "poder do povo".   Na Grécia antiga, o termo foi muitas vezes empregado de forma depreciativa, uma vez que a maior parte dos intelectuais gregos, entre eles Platão e Aristóteles, era contrária a um governo de iniciativa popular.
O MODELO  INDÍGENA BRASILEIRO
“ Os indígenas não têm política, não têm Estado, não têm leis – espantavam-se os colonizadores .”
Autogoverno. Economia de subsistência. Classes sociais como diversidade de funções. Retórica da tradição.
O chefe indígena tinha função de árbitro, de conciliador.  Ele precisava usar a retórica para manter a ordem só que seu discurso se baseava no passado. A tradição é o modo de convencimento das partes divergentes.
PORANDUBA Memória, IKÓ PORANG Moral, Lei MORUBIXABA Árbitro, chefe de conciliação
O modelo maquiavélico
Maquiavel chocou porque abordou o tema da política considerando o lado egoísta do ser humano. A sua intenção é dar instruções práticas em  “O Príncipe”.  O pensador desenvolve um estudo sobre o poder e na sua definição ele é entendido como “como correlação de forças, fundada no antagonismo que se estabelece em função dos desejos de comando e opressão, por um lado, e liberdade, por outro, pelos quais se formam as relações sociais.”
Existia uma ética própria para política. Algumas atitudes e valores individuais têm pesos diferentes para atitude do monarca, pois ele tem de pensar em seus súditos.  Por exemplo, a generosidade excessiva pode arruinar as finanças do Estado. A sobriedade garantiria gestos de nobreza do governante.
A democracia moderna e os diversos modelos
 
O enfraquecimento do poder do Estado; A formação dos Estados paralelos; A fragilidade do sistema de representação; As burocracias e a morosidade da justiça nas garantias dos direitos dos cidadãos; A influência da economia.
 
 
 
 
 

Tópicos especiais em filosofia

  • 1.
  • 2.
    Filosofia da MenteFilosofia da Educação Filosofia Política
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    A filosofiada mente é um ramo da filosofia que estuda a natureza da mente, os estados, funções e propriedades mentais, a consciência e suas relações com o corpo físico, principalmente com o cérebro.
  • 5.
    A Filosofia daMente, enquanto ramo específico da filosofia, tem seu começo na obra de Gilbert Ryle (1900-1976) “The Concept of Mind”, na qual ele critica o dualismo de Descartes.
  • 6.
    As principais questõespropostas pela filosofia da mente são: Qual a relação entre mente e corpo? A mente é uma entidade física? É possível verbalizar os estados mentais?
  • 7.
    Dentro dos problemasabordados por esta subdivisão da filosofia sobressai-se a relação entre mente e corpo. Há duas tendências na tentativa de resolução do problema: Monismo e dualismo .
  • 8.
    CONSIDERAÇÕES EM TORNODO CONCEITO DE MENTE
  • 9.
    Mens,mentis , f. O princípio pensante, a mente, espírito, inteligência, pensamento, razão. Do verbo Mémini . Ter presente no espírito, lembrar-se, recordar-se.
  • 10.
    JUDEUS basar nepheshrûah GREGOS somas psyché pneûma CRISTÃOS (latim) corpus anima spiritus PROBLEMA GERAL CÉREBRO MENTE
  • 11.
    DUALISMO E SEUS REPRESENTANTES
  • 12.
    O dualismo podeser sustentado de dois modos. Pode-se considerar que a mente é uma substância independente. Ou que é um conjunto de propriedades distintas do cérebro, que não podem reduzidas ao cérebro, mas que não constituem uma substância independente
  • 13.
    ANTIGUIDADE: O PROBLEMAEM PLATÃO E EM ARISTÓTELES
  • 14.
    PLATÃO Platão defendeum dualismo explícito que chega a argumentar em favor da transmigração da alma e afirma a existência da alma. As coisas são cópias de uma realidade pré-existente .
  • 15.
    O homem paraPlatão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Enquanto o corpo está em constante mudança de aparência, a alma não muda nunca. Desde quando nascemos, temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais estão inscritas na alma eternamente, porém, ao nascermos, nós as esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.
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    ARISTÓTELES A  Psicologia é a teoria da  alma  e baseia-se nos conceitos de alma ( psykhé ) e intelecto ( noûs ). A alma é a forma primordial de um corpo que possui vida em potência, sendo a essência do corpo. O intelecto, por sua vez, não se restringe a uma relação específica com o corpo; sua atividade vai além dele .
  • 18.
    O  organismo ,uma vez desenvolvido, recebe a forma que lhe possibilitará perfeição maior, fazendo passar suas potências a ato. Essa forma é alma. Ela faz com que vegetem, cresçam e se reproduzam os animais e plantas e também faz com que os animais sintam.
  • 19.
    No  homem ,a alma, além de suas características vegetativas e sensitivas, há também a característica da inteligência, que é capaz de apreender as essências de modo independente da condição orgânica.
  • 20.
    “ Sobre aAlma” – Primeiro escrito completo dedicado ao problema da alma. O objetivo de Aristóteles nesta obra é analisar os principais problemas respeitantes à alma, que é o princípio vital de todo e qualquer ser vivo
  • 21.
    A RELAÇÃO CORPO-MENTENO CRISTIANISMO
  • 22.
    Em toda IdadeMédia, o dualismo foi quase predominante. SCHMITT (1995) afirma que, no século VI, vários autores mencionam o uso do corpo a propósito dos vícios – a gula em Pomerius, a fornicação (relacionamento sexual ilícito) em Cassiano e o orgulho em Gregório.
  • 23.
    Já na baixaIdade Média, surge uma nova visão de corpo, que não é mais apenas a “prisão da alma”: quando bem governado, o corpo pode se tornar meio e lugar de salvação do homem.
  • 24.
    A MODERNIDADE EO PROBLEMA MENTE-CORPO
  • 25.
    DESCARTES Descartes utilizaas expressões res cogitans e res extensa para falar sobre a mente e o corpo. O ponto de ligação entre os dois se daria na glândula pineal. O pensamento é diferente do corpo. “ ...a alma é inteiramente distinta do corpo.”
  • 26.
    MONISMO E SEUS REPRESENTANTES
  • 27.
    O monismo éa vertente que sustenta que corpo e mente não são entidades ontologicamente distintas.
  • 28.
    Os fisicistas sustentamque somente existe aquilo que é físico. Neste caso, a mente é reduzida a uma entidade física. Já os idealistas julgam que a mente é tudo que existe e que o mundo externo é uma ilusão criada por ela. Dentre o fisicismo está o behaviorismo.
  • 29.
    Existem filósofos defensoresdesta solução para o problema mente-corpo: Parmênides (século V a. C.) e Spinoza (século XVII).
  • 30.
    Parmênides afirma todaa unidade e imobilidade do Ser. Princípios de sua doutrina: Unidade e a imobilidade do Ser; O mundo sensível é uma ilusão; O Ser é Uno, Eterno, Não-Gerado e Imutável. Não se confia no que vê.
  • 31.
    Ele defendeu que Deus  e  Natureza  eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única  substância  em que consiste o  universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações.
  • 32.
    Ele afirmou que Deus sive Natura era um ser de infinitos  atributos , entre os quais a  extensão  (sob o conceito atual de  matéria ) e o  pensamento  eram apenas dois conhecidos por nós. A sua visão da natureza da  realidade , então, fez tratar os mundos  físicos  e  mentais  como dois mundos diferentes ou submundos paralelos que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem em uma coisa só que é a substância.
  • 33.
    Muitos filósofos damente atuais adotam uma postura fisicista reducionista ou não. Eles sustentam que a mente não é totalmente separada do corpo.
  • 34.
  • 35.
    Toda concepção deeducação implica necessariamente uma concepção de homem. Acompanharemos, a seguir, a visão dos principais pensadores sobre a formação do homem.
  • 36.
  • 37.
    SÓCRATES O métodode educação de Sócrates não pode ser pensado separadamente de seu método de filosofar: A maiêutica. Os fins de sua visão educacional são éticos. O homem almejado por esse modelo de educação é aquele disposto para a justiça, para o amor e para a virtude. A ignorância é a causa dos vícios e de todos os males. O homem é definido pelo seu intelecto.
  • 38.
    A metodologia socráticasupõe que todos já possuem em sua alma o saber. A função do mestre é provocar o parto de ideias.
  • 39.
    PLATÃO A visãode educação em Platão exige primeiramente um exame da teoria das formas. O mundo sensível é apenas um aspecto do mundo real. O conhecimento se dá pelo contato repetido com um objeto até formamos uma ideia geral do que ele é. A ignorância é um esquecimento, quem procura agora saber, em um determinado tempo, soube. Platão chama este fenômeno de anamnese .
  • 40.
    ARISTÓTELES Este filósofoprocurou entender o funcionamento do raciocínio como base do processo cognitivo. Através da classificação das ciências, o pensador abrange o pensar, o agir e o fazer. Sua visão educacional quer atingir o homem como um todo. O conhecimento deve ser buscado pela inteligência.
  • 41.
    Educação para osmodernos e contemporâneos
  • 42.
    BARUCH SPINOZA Spinozaé importante para a discussão em torno da educação por privilegiar a singularidade humana. O homem possui um desejo de conservar a si mesmo como singular. Os afetos são os modos de pensar as coisas.
  • 43.
    IMANUEL KANT Aliberdade e a moralidade são as fundadoras da educação. A finalidade da educação é justamente a consecução da liberdade por meio da universalização do saber. Educar a razão é adquirir autonomia.
  • 44.
    GEORG FRIEDRICH HEGELHegel foca seu pensamento no absoluto. Para ele, portanto, educar o homem é ordená-lo, discipliná-lo segundo a razão. Este ordenamento acontece dentro da sociedade.  
  • 45.
    KARL MARX Marxpensa a educação como parte da superestrutura e que foi por muito usada como forma de controle social pelas classes dominantes. Na sua visão a educação deveria ser igualitária. Educar o homem seria fazê-lo consciente de sua classe.
  • 46.
    PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
  • 47.
    No livro  Ossete saberes necessários à educação do futuro , Morin apresenta o que ele mesmo chama de inspirações para o educador ou os saberes necessários a uma boa prática educacional.
  • 48.
    1º Saber - Erro e ilusão Não afastar o erro do processo de aprendizagem. Integrar o erro ao processo, para que o conhecimento avance.
  • 49.
    2º Saber -O conhecimento pertinente Juntar as mais variadas áreas de conhecimento, contra a fragmentação
  • 50.
    3º Saber -Ensinar a condição humana Não somos um algo só. Somos indivíduos mais que culturais - somos psíquicos, físicos, míticos, biológicos.
  • 51.
    4º Saber -Identidade terrena Saber que a Terra é um pequeno planeta, que precisa ser sustentado a qualquer custo. Idéia da sustentabilidade terra-pátria.
  • 52.
    5º Saber -Enfrentar as incertezas Princípio da incerteza. Ensinar que a ciência deve trabalhar com a ideia de que existem coisas incertas.
  • 53.
    6º Saber -Ensinar a compreensão A comunicação humana deve ser voltada para a compreensão. Introduzir a compreensão; compreensão entre departamentos de uma escola, entre alunos e professores.
  • 54.
    7º Saber -Ética do gênero humano É a antropo-ética: não desejar para os outros, aquilo que não quer para você. A antropo-ética está ancorada em três elementos: Indivíduo Sociedade Espécie
  • 55.
  • 56.
  • 57.
    Há muitos preconceitosem relação à política. “Arendt estabelece duas categorias de preconceitos contra a política: no âmbito internacional – o medo de um governo mundial totalitário e violento; no âmbito local ou interno – a política é reduzida a interesses mesquinhos, particularistas e à corrupção.”
  • 58.
    Para se compreendera política, Francis propõe-nos a imaginar como seríamos sem ela. Ainda segundo Wolff (2003), a vida humana pode acontecer a partir das três possibilidades que se seguem: A) Em comunidade governado por poder externo; B) Isolados em pequenos grupos. C) Em comunidade sem necessidade de limites.
  • 59.
  • 60.
    Os atenienses desenvolverama noção de esfera pública com o começo da democracia. Nas reformas de Sólon e de Clístenes, consolida-se uma forma de governo com a representação da vontade do povo: O conselho (boulé) era composto por 500 representantes das classes existentes e subdividido em 10 comissões (pritanias) de 50 membros. Ele recolhia as propostas de leis a serem votadas na ekklesía .
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    O termo democraciaé de origem grega (δημοκρατία, dēmokratía) e quer dizer "poder do povo". Na Grécia antiga, o termo foi muitas vezes empregado de forma depreciativa, uma vez que a maior parte dos intelectuais gregos, entre eles Platão e Aristóteles, era contrária a um governo de iniciativa popular.
  • 63.
    O MODELO INDÍGENA BRASILEIRO
  • 64.
    “ Os indígenasnão têm política, não têm Estado, não têm leis – espantavam-se os colonizadores .”
  • 65.
    Autogoverno. Economia desubsistência. Classes sociais como diversidade de funções. Retórica da tradição.
  • 66.
    O chefe indígenatinha função de árbitro, de conciliador. Ele precisava usar a retórica para manter a ordem só que seu discurso se baseava no passado. A tradição é o modo de convencimento das partes divergentes.
  • 67.
    PORANDUBA Memória, IKÓPORANG Moral, Lei MORUBIXABA Árbitro, chefe de conciliação
  • 68.
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    Maquiavel chocou porqueabordou o tema da política considerando o lado egoísta do ser humano. A sua intenção é dar instruções práticas em “O Príncipe”. O pensador desenvolve um estudo sobre o poder e na sua definição ele é entendido como “como correlação de forças, fundada no antagonismo que se estabelece em função dos desejos de comando e opressão, por um lado, e liberdade, por outro, pelos quais se formam as relações sociais.”
  • 70.
    Existia uma éticaprópria para política. Algumas atitudes e valores individuais têm pesos diferentes para atitude do monarca, pois ele tem de pensar em seus súditos. Por exemplo, a generosidade excessiva pode arruinar as finanças do Estado. A sobriedade garantiria gestos de nobreza do governante.
  • 71.
    A democracia modernae os diversos modelos
  • 72.
  • 73.
    O enfraquecimento dopoder do Estado; A formação dos Estados paralelos; A fragilidade do sistema de representação; As burocracias e a morosidade da justiça nas garantias dos direitos dos cidadãos; A influência da economia.
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