FILOSOFIA
Profa. Katielle Costa
1
PRÉ-SOCRÁTICOS
2
PRÉ-SOCRÁTICOS
Os filósofos pré-socráticos fazem parte do primeiro período da
filosofia grega. Desenvolveram suas teorias do século VII ao século
V a.C.
Arkhé: elemento natural que compõe e dá origem ao universo a
partir da natureza.
Cosmologia: universo analisado pelo logos (razão)
Physis: filósofos da natureza ( matemática)
Monismo: identificam apenas um elemento constitutivo de todas as
coisas.
Pluralismo: vários princípios que, misturando-se, formam a
multiplicidade das coisas existentes
3
PRINCIPAIS FILÓSOFOS E SUAS IDEIAS
Tales de Mileto
Anaximandro
Anaxímenes
Heraclito de Éfeso
Parmênides de Eleia
Pitágoras de Samos
Empédocles
Demócrito
Água
Ápeiron (infinito indefinido)
Ar (ou névoa)
Fogo e mudança (devir)
O ser (imutável e eterno)
Números e harmonia
Quatro elementos ( terra, fogo,ar e água)
Átomos e vazio
FILÓSOFO PRINCÍPIO
1,2,3
4
LOGOS X MYTHOS
5
A diferença entre o mobilismo e o imobilismo é que a primeira visão
filosófica defende a mutabilidade dos seres, enquanto a segunda defende
que não há mudanças reais no universo.
“O ser é, e o não-ser não é”
vezes pelo mesmo rio, pois não
mais será o mesmo homem,
nem o rio será o mesmo rio”
Heráclito de Éfeso
Parmênides de Eleia
“Um homem não cruza duas
MOBILISMO X IMOBILISMO
IMOBILISMO: tudo que existe é
eterno, imutável, indestrutível,
indivisível, portanto imóvel.
MOBILISMO: o ser e o mundo
caracterizado pelo movimento e
transformação constante, de modo
que as coisas estão sempre em fluxo.
6
Exercício
o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a):
a) número, que fundamenta a criação dos deuses.
b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos.
c) água, que expressa a causa material da origem do universo.
d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal.
e) átomo, que explica o surgimento dos entes.
(Enem2017)A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em
que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios
fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é,
absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam
princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.
O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual
HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000
(adaptado).
7
Exercício
o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a):
a) número, que fundamenta a criação dos deuses.
b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos.
c) água, que expressa a causa material da origem do universo.
d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal.
e) átomo, que explica o surgimento dos entes.
(Enem2017)A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em
que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios
fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é,
absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam
princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.
OtextofazumaapresentaçãocríticaacercadopensamentodeDemócrito, segundo o qual
HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000
(adaptado).
8
SÓCRATES 9
SÓCRATES (470a. C. – 399a.c.)
Filho de uma parteira e de um pedreiro.
Profecia do Oráculo de Delfos: mais sábio de todos os homens.
Não deixou escritos.
Antagônico aos sofistas.
Foi general de guerra (Peloponeso).
Vida ascética.
(veneno).
•
•
•
•
Condenado por questões políticas: corromper a juventude,
ateísmo e paganismo
Preso por 30 dias e executado por ingestão de cicuta
Busca artífices, poetas e políticos.
•
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•
•
10
A MORTE DE SÓCRATES (Jacques-Louis David, 1787)
11
“Só sei que
nada sei”
“Ó homem conhece-te a ti mesmo e assim
conhecerás o universo e os deuses” 12
UNIVERSALISMO DE SÓCRATES RELATIVISMO DOS SOFISTAS
AMOR, VIRTUDE, AMIZADE, CORAGEM, JUSTIÇA,
GOVERNO BOM PROTÁGORAS DE ABDERA
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”
Ideia de que todos os seres humanos Questiona as verdades universais do
têm uma natureza comum e que essa
natureza é boa por si mesma.
homem, tornando o conhecimento
subjetivo.
13
Exercício
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na:
a) contemplação da tradição mítica.
b) sustentação do método dialético.
c) relativização do saber verdadeiro.
d) valorização da argumentação retórica.
e) investigação dos fundamentos da natureza
(Enem 2017)Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de
Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma
direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto
dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência
poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase
crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÊHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
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Exercício
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na:
a) contemplação da tradição mítica.
b) sustentação do método dialético.
c) relativização do saber verdadeiro.
d) valorização da argumentação retórica.
e) investigação dos fundamentos da natureza
(Enem 2017)Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de
Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma
direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto
dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência
poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase
crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÊHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
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PLATÃO 16
PLATÃO (427 a.C. – 347 a.c.)
Quem foi Platão?
Discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles;
Conjunto de ideias que abrangiam a metafísica, a
epistemologia, a ética e a política;
Fundador da Academia de Atenas, a primeira escola
filosófica do Ocidente.
17
Mundo das Ideias, estariam as essências das
coisas, os conceitos, as ideias fixas e imutáveis
que descrevem essencialmente cada ser ou
objeto existente.
Mundo sensível seria a realidade com a qual
nos defrontamos em nosso cotidiano básico,
acessada por meio de nossa experiência
sensível. Essa realidade é ilusória, enganosa e
inferior, levando o ser humano ao erro, causado
pelas aparências das coisas do mundo, que não
correspondem às essências.
PLATÃO (427 a.C. – 347 a.c.)
18
É a ideia de que "conhecer é relembrar" (anamnesis, em
grego).
Segundo Platão: A alma humana já conheceu
todas as ideias verdadeiras antes de nascer, no
mundo inteligível. Quando nascemos, esquecemos
esse conhecimento. Aprender, então, não é
descobrir algo novo, mas sim recordar o que a
alma já sabia.
O que é a Teoria da Reminiscência?
19
A ALMA É DIVIDIDA EM:
Apetitiva: Busca por sobrevivência
Ex.:Comer e trabalhar.
Irascível: Responsável pelos sentimentos
Ex.: Emoção e coragem.
Racional: Parte superior, responsável pelo
conhecimento.
Ex.: Pensar e governar.
O que é a Teoria da Reminiscência?
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21
Questão ENEM 2012 – Questão 25 (Ciências Humanas)
“Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de
conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma
relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em
detrimento do segundo.”
De acordo com o texto, como Platão se posiciona nessa relação entre razão e sensação?
a. Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
b. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
c. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
d. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
e. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
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Questão ENEM 2012 – Questão 25 (Ciências Humanas)
“Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de
conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma
relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em
detrimento do segundo.”
De acordo com o texto, como Platão se posiciona nessa relação entre razão e sensação?
a. Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
b. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.
c. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.
d. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
e. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
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ARISTÓTELES 24
ARISTÓTELES (384 a.C – 322 a.C)
•
•
•
Natural de Estagira, antiga cidade da Macedônia.
Parte de Atenas, por decepção, ao não ser
conduzido ao cargo de direção da Academia com a
morte do mestre Platão (por ser estrangeiro).
assume a educação de Alexandre, com 13 anos.
Fundou o Liceu.
Com a morte de Alexandre, temendo perseguição, se
isola em Cálcis, no litoral grego, e morre.
•
Aluno
Grande.
de Platão, professor de Alexandre, O
É convidado pelo Rei Filipe II da Macedônia e
•
•
25
ESCOLA DE ATENAS (Rafael Sanzio, 1510)
26
ARISTÓTELES (384 A.C – 322 A.C)
27
Por sua vez, Aristóteles afirmava que só
havia um mundo. A grande diferença era
como conhecemos este mundo, pois
captaremos através dos sentidos e do
intelecto.
Ele cria o conceito de substância ao afirmar
que não existe a ideia de um objeto e o dito
objeto.
ARISTÓTELES (384 A.C – 322 A.C)
28
Pense numa cadeira. Se fizermos esta pergunta
para dez pessoas, certamente cada pessoa
imaginará uma cadeira diferente. Platão diria
que não seria possível entender a "cadeira"
através de um objeto concreto, pois há várias
diferenças entre elas. Somente a ideia de
"cadeira" é que nos garantiria a existência
desse objeto.
ARISTÓTELES (384 A.C – 322 A.C)
29
Por sua parte, Aristóteles afirmaria que era possível superar a
ideia abstrata e conhecer a cadeira através de características
como o material, a forma, a origem e a finalidade de um objeto.
Aristóteles manifestou a opinião de que todos os objetos da
Natureza estavam em constante movimento.
Classificou os tipos de movimento, reduzindo-os a 5
fundamentais: Geração, corrupção, aumento e diminuição,
alteração, translação.
OS QUATRO TIPOS DE MOVIMENTO SEGUNDO ARISTÓTELES:
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Geração (gênesis) – o nascimento, ou seja, o surgimento de algo
que antes não existia.
Corrupção (phthora) – a destruição de algo, o deixar de ser.
Aumento e diminuição – mudanças quantitativas.
Alteração – mudanças qualitativas (por exemplo, mudanças de
cor, temperatura, forma etc.).
Translação (kinesis kata topon) mudança de lugar, o movimento
propriamente dito no espaço.
ANIMAL POLÍTICO E JUSTA MEDIDA
Ser humano nasceu para viver
em comunidade e não pode atingir plenitude da
felicidade sem o convívio em comunidade.
Propõe o equilíbrio ideal entre os vícios e as
virtudes.
Os vícios são ações incontroláveis.
A virtude é o oposto dos vícios.
31
ÉTICA VOLUNTARISTA
a partir da vontade.
A virtude é o "bem agir" baseado na capacidade
humana de deliberar, escolher e agir.
“A virtude está no hábito”
A ética está diretamente relacionada com a ideia de:
Virtude (areté)
Felicidade (eudaimonia)
A ação humana é baseada na volição: decisão tomada
32
Exercício
(Enem2013)A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa
do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente
em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais
doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes
atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a
identifica como:
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza.
b) plenitude espiritual e ascese pessoal.
c) finalidade das ações e condutas humanas.
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
33
Exercício
(Enem2013)A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa
do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente
em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais
doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes
atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a
identifica como:
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza.
b) plenitude espiritual e ascese pessoal.
c) finalidade das ações e condutas humanas.
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
34
A ÉTICA DE KANT
35
A ÉTICA DE KANT
Buscou criar um modelo ético que fosse:
Baseado apenas na capacidade de julgar;
independente de moral religiosa;
em que as ações devem ser orientadas pela
razão baseado no particular, na ação individual,
para o universal.
Fundamentação da Metafísica dos
Costumes (1785)
Tema: embasamento racional para
o dever.
36
DENTOLOGIA X TELEOLOGIA
Fundamentação
Essa ação está de
acordo com meu dever
mora?
Deontologia
( Ética do dever)
Teleologia ( Ética da
finalidade/consequência )
Essa ação gera um
bom resultado ou
maior bem-estar?
Pergunta central
•
A moral depende da intenção e do
cumprimento do dever
A moral depende das consequências
ou do resultado da ação
•
37
IMPERATIVO CATEGÓRICO
“Age como se a máxima de tua ação devesse
servir de lei universal para todos os seres
racionais”
“Age como se a máxima de tua ação devesse
tornar-se, através da tua vontade, uma lei
universal”
“Age de tal maneira que trates a
humanidade, tanto na tua pessoa como
na pessoa de outrem, sempre como um
fim e nunca como um meio”
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Exercício
a) assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
b) garante que os efeitosdasações não destruam a possibilidade davida futura na terra.
c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.
e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.
(Enem 2017)Umapessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe
muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não
prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a
promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido
e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-
lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo
emprestado e prometo
pagá-lo,embora saiba quetalnunca sucederá.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto:
39
Exercício
a) assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
b) garante que os efeitosdasações não destruam a possibilidade davidafutura na terra. c)opõe-
c) se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
d) materializa-se noentendimento de queosfins da açãohumana podemjustificar os meios.
e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.
(Enem 2017)Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe
muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não
prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a
promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido
e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-
lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo
emprestado e prometo
pagá-lo,embora saiba que tal nunca sucederá.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto:
40
A ÉTICA UTILITARISTA
41
JEREMY BENTHAM (1748-1832) e JOHN STUART
MILL (1806-1873)
•
•
•
Bentham foi um filósofo inglês e jurista
teórico que chefiou um grupo de filósofos
radicais, conhecidos como “utilitaristas.
Em 1786, Bentham planejou um edifício
destinado a ser a nova prisão modelo
(panóptico) na Rússia.
Entre seus amigos e seguidores, estava
o filósofo e economista britânico John
Stuart Mill, responsável pela edição de
importantes obras de Bentham e que vai
revigorar a base teórica do utilitarismo.
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HEDONISMO QUANTITATIVO X HEDONISMO QUALITATIVO
BENTHAM: hedonismo quantitativo.
Quanto maior a duração e a intensidade das ações
corretas, maior serão as consequências positivas, ou
mesmo a felicidade gerada.
MILL: hedonismo qualitativo
Nessa perspectiva, devemos incluir a qualidade dos
prazeres além do tempo de duração e intensidade.
OS PRAZERES DE MILL:
Emoções, sentimentos e cognição (superior)
Prazeres carnais (inferior)
“Agir sempre de forma a produzir a
maior quantidade de bem-estar” 43
Exercício
(Enem 2017)Amoralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus,
muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a
maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer,
deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior
quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.
RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.
Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma
a) fundamentação científica de viés positivista.
b) convenção social de orientação normativa.
c) transgressão comportamental religiosa.
d) racionalidade de caráter pragmático.
e) inclinação de natureza passional.
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Exercício
(Enem 2017)Amoralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus,
muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a
maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer,
deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior
quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.
RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.
Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma
a) fundamentação científica de viés positivista.
b) convenção social de orientação normativa.
c) transgressão comportamental religiosa.
d) racionalidade de caráter pragmático.
e) inclinação de natureza passional.
45
Questões
1.(EnemPPL 2020) Aquilo que é quente necessita de umidade
para viver, e oque émorto seca, e todos os germes são
úmidos,etodoalimentoécheio de suco; ora, é natural que cada
coisa se nutra daquilo de que provém.
O fragmento atribuído ao filósofo Tales de Mileto é característico
do pensamento pré-socrático ao apresentar uma
a) abordagem epistemológica sobre o logos e a
fundamentação da metafísica.
b) teoria crítica sobre a essência e o método do conhecimento
científico.
c) justificação religiosa sobre a existência e as contradições
humanas.
d) laboração poética sobre os mitos e as narrativas
cosmogônicas.
e) explicação racional sobre a origem e a transformação da
physis.
A concepção ética presente no texto defende a
a) universalidade do dever. b) maximização da
utilidade. c) aprovação pelo sentimento. d)
identificação da justa medida. e) obediência à
determinação divina.
2. (Enem digital 2020) Princípios práticos são subjetivos, ou
máximas, quando a condição é considerada pelo sujeito como
verdadeira só para a sua vontade; são, por outro lado,
objetivos, quando a condição é válida para a vontade de todo
ser natural.
SIMPLÍCIO. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix,
1993. KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, 2008.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB,1988.
3. (Enem 2020) Vemos que toda cidade é uma espécie de
comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum
bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas
com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades
visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas
elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este
objetivo e visa ao mais importante de todos os
bens.
46
Questões
O fragmento evoca o seguinte princípio moral da filosofia
socrática, presente em sua ação dialógica:
a) examinar a própria vida.
b) ironizar o seu oponente.
No fragmento,Aristótelespromove uma reflexão que associa
doiselementos essenciaisà discussão sobre a vida em
comunidade, a saber:
a) ética e política, pois conduzem à eudaimonia.
b) retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora.
c) metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira.
d) democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais.
e) geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis.
4. (Enem PPL 2019)
Tomemos o exemplo de Sócrates: é
precisamente ele quem interpela as pessoas na rua, os jovens
no ginásio, perguntando: “Tu te ocupas de ti?” O deus o
encarregou disso, é sua missão, e ele não a abandonará,
mesmo no momento em que for ameaçado de morte. Ele é
certamente o homem que cuida do cuidado dos outros: esta é
a posição particular do filósofo.
c) sofismar com a verdade.
d) debater visando a aporia.
e) desprezar a virtude alheia.
Os parâmetros da ação indicados no texto
conformidade com uma
a) fundamentação científica de viés positivista.
b) convenção social de orientação normativa.
c) transgressão comportamental religiosa.
d) racionalidade de caráter pragmático.
e) inclinação de natureza passional.
estão em
questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras
abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade
de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer,
deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta
promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles
que serão afetados.
5.(Enem2017) Amoralidade,Benthamexortava,nãoéuma
FOUCAULT,M. Ditose escritos.RiodeJaneiro:ForenseUniversitária,2004.
RACHELS.J. Oselementosda filosofiamoral,Barueri-SP;Manole.2006.
47
Gabarito
2. [A] a) A alternativa está correta, pois a concepção ética do
texto
defende a universalidade do dever, baseada em princípios
racionais que são aplicáveis a todos. b) A alternativa está
incorreta, pois o texto não menciona a
maximização da utilidade como princípio ético, mas a
universalidade do dever.
c) A alternativa está incorreta, pois o texto não trata da
aprovação pelo sentimento como critério ético, mas da
aplicação de princípios objetivos e racionais.
d) A alternativa está incorreta, pois o texto não aborda a
identificação da justa medida como princípio ético, mas a
universalidade do dever.
e) A alternativa está incorreta, pois o texto não menciona a
obediência à determinação divina como critério ético, mas
baseia-se na razão prática e princípios racionais.
1. [E] a) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não
aborda
diretamente o logos (razão) nem a fundamentação da
metafísica. b) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não
apresenta
uma teoria crítica sobre a essência e o método do
conhecimento científico. c) A alternativa está incorreta, pois o
fragmento não apresenta
uma justificação religiosa sobre a existência e as contradições
humanas. d) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não
apresenta
uma elaboração poética sobre os mitos e as narrativas
cosmogônicas. e) A alternativa está correta, pois o fragmento
atribuído a
Tales de Mileto apresenta uma explicação racional sobre a
origem e a transformação da natureza (physis), com base na
relação entre elementos naturais e na ideia de que cada coisa
se nutre daquilo de que provém.
48
Gabarito
3. [A] a) A alternativa está correta, pois Aristóteles associa os
elementos ética e política à discussão sobre a vida em
comunidade, afirmando que todas as comunidades se formam
com o objetivo de alcançar algum bem, sendo a eudaimonia o
bem mais importante. Ele argumenta que a cidade (polis) é a
forma mais significativa de comunidade, englobando todas as
outras, e tem como objetivo principal buscar a eudaimonia.
b) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central
abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está discutindo
a retórica e a linguagem relacionadas aos discursos na ágora,
mas a associação entre ética e política na vida em
comunidade.
c) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central
abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está tratando
de metafísica e ontologia como filosofias primeiras, mas da
relação entre ética e política na vida em comunidade.
d) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central
abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está discutindo
especificamente a democracia e a sociedade como relações
sociais, mas a associação entre ética e política na vida em
comunidade.
e) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central
abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está
abordando diretamente a geração e a corrupção relacionadas
à physis, mas sim a associação entre ética e política na vida
em comunidade.
4. [A]
a) A alternativa está correta, pois Sócrates convidava as
pessoas a examinarem suas próprias vidas, refletindo sobre
suas crenças e valores, buscando o autoconhecimento e a
sabedoria.
49
Gabarito
b)Aalternativaestá incorreta, pois, embora Sócrates fosse
habilidoso em refutar argumentos usando a ironia socrática, esse
não é o princípio moral mencionado no fragmento.
c) A alternativa está incorreta, pois Sócrates buscava a
verdade e criticava os sofistas, que manipulavam argumentos
para defender qualquer posição. Ele não sofismava com a
verdade.
d) A alternativa está incorreta, pois, embora Sócrates
frequentemente levasse seus interlocutores a um estado de
perplexidade (aporia) por meio de seus questionamentos, esse
não é o princípio moral mencionado no fragmento.
e) A alternativa está incorreta, pois Sócrates valorizava a
virtude e incentivava as pessoas a buscarem o conhecimento
e a virtude em si mesmas e nos outros. Ele não desprezava a
virtude alheia.
5. [D]
a) A alternativa está incorreta, pois, embora a abordagem de
Bentham seja baseada na análise dos resultados das ações
(fundamentação científica), não há menção explícita de um viés
positivista.
b) A alternativa está incorreta, pois o texto enfatiza que a
moralidade não se baseia em seguir regras abstratas ou
convenções sociais, mas, sim, na busca pela maior quantidade
de felicidade possível.
c) A alternativa está incorreta, pois o texto menciona que a
moralidade não é uma questão de agradar a Deus ou de seguir
regras religiosas, mas de buscar a felicidade para todos.
d) A alternativa está correta, pois o texto indica que a
moralidade é determinada ao se perguntar qual curso de
conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para
todos. Isso evidencia uma abordagem racional e pragmática.
e) A alternativa está incorreta, pois o texto não menciona uma
inclinação emocional ou passional como base para a ação
moral, mas a busca pela felicidade por meio de uma análise
racional das consequências das ações.
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ATÉ A PRÓXIMA AULA!
51

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  • 1.
  • 2.
  • 3.
    PRÉ-SOCRÁTICOS Os filósofos pré-socráticosfazem parte do primeiro período da filosofia grega. Desenvolveram suas teorias do século VII ao século V a.C. Arkhé: elemento natural que compõe e dá origem ao universo a partir da natureza. Cosmologia: universo analisado pelo logos (razão) Physis: filósofos da natureza ( matemática) Monismo: identificam apenas um elemento constitutivo de todas as coisas. Pluralismo: vários princípios que, misturando-se, formam a multiplicidade das coisas existentes 3
  • 4.
    PRINCIPAIS FILÓSOFOS ESUAS IDEIAS Tales de Mileto Anaximandro Anaxímenes Heraclito de Éfeso Parmênides de Eleia Pitágoras de Samos Empédocles Demócrito Água Ápeiron (infinito indefinido) Ar (ou névoa) Fogo e mudança (devir) O ser (imutável e eterno) Números e harmonia Quatro elementos ( terra, fogo,ar e água) Átomos e vazio FILÓSOFO PRINCÍPIO 1,2,3 4
  • 5.
  • 6.
    A diferença entreo mobilismo e o imobilismo é que a primeira visão filosófica defende a mutabilidade dos seres, enquanto a segunda defende que não há mudanças reais no universo. “O ser é, e o não-ser não é” vezes pelo mesmo rio, pois não mais será o mesmo homem, nem o rio será o mesmo rio” Heráclito de Éfeso Parmênides de Eleia “Um homem não cruza duas MOBILISMO X IMOBILISMO IMOBILISMO: tudo que existe é eterno, imutável, indestrutível, indivisível, portanto imóvel. MOBILISMO: o ser e o mundo caracterizado pelo movimento e transformação constante, de modo que as coisas estão sempre em fluxo. 6
  • 7.
    Exercício o “princípio constitutivodas coisas” estava representado pelo(a): a) número, que fundamenta a criação dos deuses. b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos. c) água, que expressa a causa material da origem do universo. d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal. e) átomo, que explica o surgimento dos entes. (Enem2017)A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura. O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado). 7
  • 8.
    Exercício o “princípio constitutivodas coisas” estava representado pelo(a): a) número, que fundamenta a criação dos deuses. b) devir, que simboliza o constante movimento dos objetos. c) água, que expressa a causa material da origem do universo. d) imobilidade, que sustenta a existência do ser atemporal. e) átomo, que explica o surgimento dos entes. (Enem2017)A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura. OtextofazumaapresentaçãocríticaacercadopensamentodeDemócrito, segundo o qual HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado). 8
  • 9.
  • 10.
    SÓCRATES (470a. C.– 399a.c.) Filho de uma parteira e de um pedreiro. Profecia do Oráculo de Delfos: mais sábio de todos os homens. Não deixou escritos. Antagônico aos sofistas. Foi general de guerra (Peloponeso). Vida ascética. (veneno). • • • • Condenado por questões políticas: corromper a juventude, ateísmo e paganismo Preso por 30 dias e executado por ingestão de cicuta Busca artífices, poetas e políticos. • • • • • 10
  • 11.
    A MORTE DESÓCRATES (Jacques-Louis David, 1787) 11
  • 12.
    “Só sei que nadasei” “Ó homem conhece-te a ti mesmo e assim conhecerás o universo e os deuses” 12
  • 13.
    UNIVERSALISMO DE SÓCRATESRELATIVISMO DOS SOFISTAS AMOR, VIRTUDE, AMIZADE, CORAGEM, JUSTIÇA, GOVERNO BOM PROTÁGORAS DE ABDERA “O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS” Ideia de que todos os seres humanos Questiona as verdades universais do têm uma natureza comum e que essa natureza é boa por si mesma. homem, tornando o conhecimento subjetivo. 13
  • 14.
    Exercício O texto evidenciacaracterísticas do modo de vida socrático, que se baseava na: a) contemplação da tradição mítica. b) sustentação do método dialético. c) relativização do saber verdadeiro. d) valorização da argumentação retórica. e) investigação dos fundamentos da natureza (Enem 2017)Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação. BRÊHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977. 14
  • 15.
    Exercício O texto evidenciacaracterísticas do modo de vida socrático, que se baseava na: a) contemplação da tradição mítica. b) sustentação do método dialético. c) relativização do saber verdadeiro. d) valorização da argumentação retórica. e) investigação dos fundamentos da natureza (Enem 2017)Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação. BRÊHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977. 15
  • 16.
  • 17.
    PLATÃO (427 a.C.– 347 a.c.) Quem foi Platão? Discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles; Conjunto de ideias que abrangiam a metafísica, a epistemologia, a ética e a política; Fundador da Academia de Atenas, a primeira escola filosófica do Ocidente. 17
  • 18.
    Mundo das Ideias,estariam as essências das coisas, os conceitos, as ideias fixas e imutáveis que descrevem essencialmente cada ser ou objeto existente. Mundo sensível seria a realidade com a qual nos defrontamos em nosso cotidiano básico, acessada por meio de nossa experiência sensível. Essa realidade é ilusória, enganosa e inferior, levando o ser humano ao erro, causado pelas aparências das coisas do mundo, que não correspondem às essências. PLATÃO (427 a.C. – 347 a.c.) 18
  • 19.
    É a ideiade que "conhecer é relembrar" (anamnesis, em grego). Segundo Platão: A alma humana já conheceu todas as ideias verdadeiras antes de nascer, no mundo inteligível. Quando nascemos, esquecemos esse conhecimento. Aprender, então, não é descobrir algo novo, mas sim recordar o que a alma já sabia. O que é a Teoria da Reminiscência? 19
  • 20.
    A ALMA ÉDIVIDIDA EM: Apetitiva: Busca por sobrevivência Ex.:Comer e trabalhar. Irascível: Responsável pelos sentimentos Ex.: Emoção e coragem. Racional: Parte superior, responsável pelo conhecimento. Ex.: Pensar e governar. O que é a Teoria da Reminiscência? 20
  • 21.
  • 22.
    Questão ENEM 2012– Questão 25 (Ciências Humanas) “Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo.” De acordo com o texto, como Platão se posiciona nessa relação entre razão e sensação? a. Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas. b. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles. c. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis. d. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não. e. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão. 22
  • 23.
    Questão ENEM 2012– Questão 25 (Ciências Humanas) “Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo.” De acordo com o texto, como Platão se posiciona nessa relação entre razão e sensação? a. Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas. b. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles. c. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis. d. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não. e. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão. 23
  • 24.
  • 25.
    ARISTÓTELES (384 a.C– 322 a.C) • • • Natural de Estagira, antiga cidade da Macedônia. Parte de Atenas, por decepção, ao não ser conduzido ao cargo de direção da Academia com a morte do mestre Platão (por ser estrangeiro). assume a educação de Alexandre, com 13 anos. Fundou o Liceu. Com a morte de Alexandre, temendo perseguição, se isola em Cálcis, no litoral grego, e morre. • Aluno Grande. de Platão, professor de Alexandre, O É convidado pelo Rei Filipe II da Macedônia e • • 25
  • 26.
    ESCOLA DE ATENAS(Rafael Sanzio, 1510) 26
  • 27.
    ARISTÓTELES (384 A.C– 322 A.C) 27 Por sua vez, Aristóteles afirmava que só havia um mundo. A grande diferença era como conhecemos este mundo, pois captaremos através dos sentidos e do intelecto. Ele cria o conceito de substância ao afirmar que não existe a ideia de um objeto e o dito objeto.
  • 28.
    ARISTÓTELES (384 A.C– 322 A.C) 28 Pense numa cadeira. Se fizermos esta pergunta para dez pessoas, certamente cada pessoa imaginará uma cadeira diferente. Platão diria que não seria possível entender a "cadeira" através de um objeto concreto, pois há várias diferenças entre elas. Somente a ideia de "cadeira" é que nos garantiria a existência desse objeto.
  • 29.
    ARISTÓTELES (384 A.C– 322 A.C) 29 Por sua parte, Aristóteles afirmaria que era possível superar a ideia abstrata e conhecer a cadeira através de características como o material, a forma, a origem e a finalidade de um objeto. Aristóteles manifestou a opinião de que todos os objetos da Natureza estavam em constante movimento. Classificou os tipos de movimento, reduzindo-os a 5 fundamentais: Geração, corrupção, aumento e diminuição, alteração, translação.
  • 30.
    OS QUATRO TIPOSDE MOVIMENTO SEGUNDO ARISTÓTELES: 30 Geração (gênesis) – o nascimento, ou seja, o surgimento de algo que antes não existia. Corrupção (phthora) – a destruição de algo, o deixar de ser. Aumento e diminuição – mudanças quantitativas. Alteração – mudanças qualitativas (por exemplo, mudanças de cor, temperatura, forma etc.). Translação (kinesis kata topon) mudança de lugar, o movimento propriamente dito no espaço.
  • 31.
    ANIMAL POLÍTICO EJUSTA MEDIDA Ser humano nasceu para viver em comunidade e não pode atingir plenitude da felicidade sem o convívio em comunidade. Propõe o equilíbrio ideal entre os vícios e as virtudes. Os vícios são ações incontroláveis. A virtude é o oposto dos vícios. 31
  • 32.
    ÉTICA VOLUNTARISTA a partirda vontade. A virtude é o "bem agir" baseado na capacidade humana de deliberar, escolher e agir. “A virtude está no hábito” A ética está diretamente relacionada com a ideia de: Virtude (areté) Felicidade (eudaimonia) A ação humana é baseada na volição: decisão tomada 32
  • 33.
    Exercício (Enem2013)A felicidade é,portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como: a) busca por bens materiais e títulos de nobreza. b) plenitude espiritual e ascese pessoal. c) finalidade das ações e condutas humanas. d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 33
  • 34.
    Exercício (Enem2013)A felicidade é,portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica como: a) busca por bens materiais e títulos de nobreza. b) plenitude espiritual e ascese pessoal. c) finalidade das ações e condutas humanas. d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas. e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público. 34
  • 35.
    A ÉTICA DEKANT 35
  • 36.
    A ÉTICA DEKANT Buscou criar um modelo ético que fosse: Baseado apenas na capacidade de julgar; independente de moral religiosa; em que as ações devem ser orientadas pela razão baseado no particular, na ação individual, para o universal. Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785) Tema: embasamento racional para o dever. 36
  • 37.
    DENTOLOGIA X TELEOLOGIA Fundamentação Essaação está de acordo com meu dever mora? Deontologia ( Ética do dever) Teleologia ( Ética da finalidade/consequência ) Essa ação gera um bom resultado ou maior bem-estar? Pergunta central • A moral depende da intenção e do cumprimento do dever A moral depende das consequências ou do resultado da ação • 37
  • 38.
    IMPERATIVO CATEGÓRICO “Age comose a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais” “Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal” “Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca como um meio” 38
  • 39.
    Exercício a) assegura quea ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa. b) garante que os efeitosdasações não destruam a possibilidade davida futura na terra. c) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal. d) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios. e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas. (Enem 2017)Umapessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê- lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo,embora saiba quetalnunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980. De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto: 39
  • 40.
    Exercício a) assegura quea ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa. b) garante que os efeitosdasações não destruam a possibilidade davidafutura na terra. c)opõe- c) se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal. d) materializa-se noentendimento de queosfins da açãohumana podemjustificar os meios. e) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas. (Enem 2017)Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê- lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo,embora saiba que tal nunca sucederá. KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980. De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto: 40
  • 41.
  • 42.
    JEREMY BENTHAM (1748-1832)e JOHN STUART MILL (1806-1873) • • • Bentham foi um filósofo inglês e jurista teórico que chefiou um grupo de filósofos radicais, conhecidos como “utilitaristas. Em 1786, Bentham planejou um edifício destinado a ser a nova prisão modelo (panóptico) na Rússia. Entre seus amigos e seguidores, estava o filósofo e economista britânico John Stuart Mill, responsável pela edição de importantes obras de Bentham e que vai revigorar a base teórica do utilitarismo. 42
  • 43.
    HEDONISMO QUANTITATIVO XHEDONISMO QUALITATIVO BENTHAM: hedonismo quantitativo. Quanto maior a duração e a intensidade das ações corretas, maior serão as consequências positivas, ou mesmo a felicidade gerada. MILL: hedonismo qualitativo Nessa perspectiva, devemos incluir a qualidade dos prazeres além do tempo de duração e intensidade. OS PRAZERES DE MILL: Emoções, sentimentos e cognição (superior) Prazeres carnais (inferior) “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar” 43
  • 44.
    Exercício (Enem 2017)Amoralidade, Benthamexortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados. RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006. Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma a) fundamentação científica de viés positivista. b) convenção social de orientação normativa. c) transgressão comportamental religiosa. d) racionalidade de caráter pragmático. e) inclinação de natureza passional. 44
  • 45.
    Exercício (Enem 2017)Amoralidade, Benthamexortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados. RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006. Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma a) fundamentação científica de viés positivista. b) convenção social de orientação normativa. c) transgressão comportamental religiosa. d) racionalidade de caráter pragmático. e) inclinação de natureza passional. 45
  • 46.
    Questões 1.(EnemPPL 2020) Aquiloque é quente necessita de umidade para viver, e oque émorto seca, e todos os germes são úmidos,etodoalimentoécheio de suco; ora, é natural que cada coisa se nutra daquilo de que provém. O fragmento atribuído ao filósofo Tales de Mileto é característico do pensamento pré-socrático ao apresentar uma a) abordagem epistemológica sobre o logos e a fundamentação da metafísica. b) teoria crítica sobre a essência e o método do conhecimento científico. c) justificação religiosa sobre a existência e as contradições humanas. d) laboração poética sobre os mitos e as narrativas cosmogônicas. e) explicação racional sobre a origem e a transformação da physis. A concepção ética presente no texto defende a a) universalidade do dever. b) maximização da utilidade. c) aprovação pelo sentimento. d) identificação da justa medida. e) obediência à determinação divina. 2. (Enem digital 2020) Princípios práticos são subjetivos, ou máximas, quando a condição é considerada pelo sujeito como verdadeira só para a sua vontade; são, por outro lado, objetivos, quando a condição é válida para a vontade de todo ser natural. SIMPLÍCIO. In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 1993. KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa: Edições 70, 2008. ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB,1988. 3. (Enem 2020) Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens. 46
  • 47.
    Questões O fragmento evocao seguinte princípio moral da filosofia socrática, presente em sua ação dialógica: a) examinar a própria vida. b) ironizar o seu oponente. No fragmento,Aristótelespromove uma reflexão que associa doiselementos essenciaisà discussão sobre a vida em comunidade, a saber: a) ética e política, pois conduzem à eudaimonia. b) retórica e linguagem, pois cuidam dos discursos na ágora. c) metafísica e ontologia, pois tratam da filosofia primeira. d) democracia e sociedade, pois se referem a relações sociais. e) geração e corrupção, pois abarcam o campo da physis. 4. (Enem PPL 2019) Tomemos o exemplo de Sócrates: é precisamente ele quem interpela as pessoas na rua, os jovens no ginásio, perguntando: “Tu te ocupas de ti?” O deus o encarregou disso, é sua missão, e ele não a abandonará, mesmo no momento em que for ameaçado de morte. Ele é certamente o homem que cuida do cuidado dos outros: esta é a posição particular do filósofo. c) sofismar com a verdade. d) debater visando a aporia. e) desprezar a virtude alheia. Os parâmetros da ação indicados no texto conformidade com uma a) fundamentação científica de viés positivista. b) convenção social de orientação normativa. c) transgressão comportamental religiosa. d) racionalidade de caráter pragmático. e) inclinação de natureza passional. estão em questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados. 5.(Enem2017) Amoralidade,Benthamexortava,nãoéuma FOUCAULT,M. Ditose escritos.RiodeJaneiro:ForenseUniversitária,2004. RACHELS.J. Oselementosda filosofiamoral,Barueri-SP;Manole.2006. 47
  • 48.
    Gabarito 2. [A] a)A alternativa está correta, pois a concepção ética do texto defende a universalidade do dever, baseada em princípios racionais que são aplicáveis a todos. b) A alternativa está incorreta, pois o texto não menciona a maximização da utilidade como princípio ético, mas a universalidade do dever. c) A alternativa está incorreta, pois o texto não trata da aprovação pelo sentimento como critério ético, mas da aplicação de princípios objetivos e racionais. d) A alternativa está incorreta, pois o texto não aborda a identificação da justa medida como princípio ético, mas a universalidade do dever. e) A alternativa está incorreta, pois o texto não menciona a obediência à determinação divina como critério ético, mas baseia-se na razão prática e princípios racionais. 1. [E] a) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não aborda diretamente o logos (razão) nem a fundamentação da metafísica. b) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não apresenta uma teoria crítica sobre a essência e o método do conhecimento científico. c) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não apresenta uma justificação religiosa sobre a existência e as contradições humanas. d) A alternativa está incorreta, pois o fragmento não apresenta uma elaboração poética sobre os mitos e as narrativas cosmogônicas. e) A alternativa está correta, pois o fragmento atribuído a Tales de Mileto apresenta uma explicação racional sobre a origem e a transformação da natureza (physis), com base na relação entre elementos naturais e na ideia de que cada coisa se nutre daquilo de que provém. 48
  • 49.
    Gabarito 3. [A] a)A alternativa está correta, pois Aristóteles associa os elementos ética e política à discussão sobre a vida em comunidade, afirmando que todas as comunidades se formam com o objetivo de alcançar algum bem, sendo a eudaimonia o bem mais importante. Ele argumenta que a cidade (polis) é a forma mais significativa de comunidade, englobando todas as outras, e tem como objetivo principal buscar a eudaimonia. b) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está discutindo a retórica e a linguagem relacionadas aos discursos na ágora, mas a associação entre ética e política na vida em comunidade. c) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está tratando de metafísica e ontologia como filosofias primeiras, mas da relação entre ética e política na vida em comunidade. d) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está discutindo especificamente a democracia e a sociedade como relações sociais, mas a associação entre ética e política na vida em comunidade. e) A alternativa está incorreta, pois não reflete o tema central abordado por Aristóteles no fragmento. Ele não está abordando diretamente a geração e a corrupção relacionadas à physis, mas sim a associação entre ética e política na vida em comunidade. 4. [A] a) A alternativa está correta, pois Sócrates convidava as pessoas a examinarem suas próprias vidas, refletindo sobre suas crenças e valores, buscando o autoconhecimento e a sabedoria. 49
  • 50.
    Gabarito b)Aalternativaestá incorreta, pois,embora Sócrates fosse habilidoso em refutar argumentos usando a ironia socrática, esse não é o princípio moral mencionado no fragmento. c) A alternativa está incorreta, pois Sócrates buscava a verdade e criticava os sofistas, que manipulavam argumentos para defender qualquer posição. Ele não sofismava com a verdade. d) A alternativa está incorreta, pois, embora Sócrates frequentemente levasse seus interlocutores a um estado de perplexidade (aporia) por meio de seus questionamentos, esse não é o princípio moral mencionado no fragmento. e) A alternativa está incorreta, pois Sócrates valorizava a virtude e incentivava as pessoas a buscarem o conhecimento e a virtude em si mesmas e nos outros. Ele não desprezava a virtude alheia. 5. [D] a) A alternativa está incorreta, pois, embora a abordagem de Bentham seja baseada na análise dos resultados das ações (fundamentação científica), não há menção explícita de um viés positivista. b) A alternativa está incorreta, pois o texto enfatiza que a moralidade não se baseia em seguir regras abstratas ou convenções sociais, mas, sim, na busca pela maior quantidade de felicidade possível. c) A alternativa está incorreta, pois o texto menciona que a moralidade não é uma questão de agradar a Deus ou de seguir regras religiosas, mas de buscar a felicidade para todos. d) A alternativa está correta, pois o texto indica que a moralidade é determinada ao se perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos. Isso evidencia uma abordagem racional e pragmática. e) A alternativa está incorreta, pois o texto não menciona uma inclinação emocional ou passional como base para a ação moral, mas a busca pela felicidade por meio de uma análise racional das consequências das ações. 50
  • 51.