Terceiro setor - Difícil de administrar
O terceiro setor vem crescendo cada vez mais no Brasil. Mas será que o
País está preparado para atendê-lo?
O filósofo e professor Mario Sérgio Cortella faz um desafio a todas as pessoas
que lerem o seu livro. Já no título, ele dispara e pergunta: “Qual é a tua obra?”.
No livro, Cortella se lembra da importância do líder espiritualizado, que sabe
bem quais são seus objetivos, que nunca para de procurar o sentido das coisas
e conhece a importância da ética para realizá-los.
Mas diante da indagação “qual é a tua obra”, inevitavelmente outras perguntas
podem surgir, como: “O que estou fazendo no meu dia a dia?”; “o que posso
fazer para ser uma pessoa melhor?”; “o que posso fazer para ser um
profissional bem-sucedido?”, “será que a minha profissão pode ajudar algum
segmento da sociedade?”, e por aí vai.
E é neste ponto que algumas pessoas procuram o trabalho voluntário, pois
veem nele um meio de edificar a “sua obra” enquanto cidadãos. Utilizam de sua
profissão para praticar este tipo de trabalho em prol de terceiros. Outros são
voluntários em sua área de atuação, aproveitando, assim, o que estudaram nos
bancos acadêmicos não só para ganhar salário, mas também para ajudar
quem precisa.
O trabalho voluntário pode ser praticado em diversas frentes, inclusive no
terceiro setor, que se caracteriza pela utilização de recursos privados para fins
públicos. E estas organizações têm crescido ano a ano: segundo dados do
Cadastro Central das Empresas (Cempre) do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), entre os anos de 2002 e 2005 houve um crescimento de
22% no número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos no
Brasil. Entre 2006 e 2010 este crescimento também foi verificado, embora
desacelerado: 8%.”
Segundo os últimos dados do IBGE (de 2010), existem oficialmente no Brasil
290 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos, sendo que 210
mil delas não possuem funcionários formalizados, o que leva a crer que
funcionam com voluntários ou com autônomos. “São pessoas que querem ser
socialmente úteis, sem esperar a contrapartida da remuneração pelo seu
trabalho”, chama a atenção a professora da disciplina de Gestão de Pessoas
na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em
Administração e psicóloga Maria de Fátima Alexandre.
FONTE RBA

Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090
Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br

Terceiro setor difícil de administrar

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    Terceiro setor -Difícil de administrar O terceiro setor vem crescendo cada vez mais no Brasil. Mas será que o País está preparado para atendê-lo? O filósofo e professor Mario Sérgio Cortella faz um desafio a todas as pessoas que lerem o seu livro. Já no título, ele dispara e pergunta: “Qual é a tua obra?”. No livro, Cortella se lembra da importância do líder espiritualizado, que sabe bem quais são seus objetivos, que nunca para de procurar o sentido das coisas e conhece a importância da ética para realizá-los. Mas diante da indagação “qual é a tua obra”, inevitavelmente outras perguntas podem surgir, como: “O que estou fazendo no meu dia a dia?”; “o que posso fazer para ser uma pessoa melhor?”; “o que posso fazer para ser um profissional bem-sucedido?”, “será que a minha profissão pode ajudar algum segmento da sociedade?”, e por aí vai. E é neste ponto que algumas pessoas procuram o trabalho voluntário, pois veem nele um meio de edificar a “sua obra” enquanto cidadãos. Utilizam de sua profissão para praticar este tipo de trabalho em prol de terceiros. Outros são voluntários em sua área de atuação, aproveitando, assim, o que estudaram nos bancos acadêmicos não só para ganhar salário, mas também para ajudar quem precisa. O trabalho voluntário pode ser praticado em diversas frentes, inclusive no terceiro setor, que se caracteriza pela utilização de recursos privados para fins públicos. E estas organizações têm crescido ano a ano: segundo dados do Cadastro Central das Empresas (Cempre) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2002 e 2005 houve um crescimento de 22% no número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil. Entre 2006 e 2010 este crescimento também foi verificado, embora desacelerado: 8%.” Segundo os últimos dados do IBGE (de 2010), existem oficialmente no Brasil 290 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos, sendo que 210 mil delas não possuem funcionários formalizados, o que leva a crer que funcionam com voluntários ou com autônomos. “São pessoas que querem ser socialmente úteis, sem esperar a contrapartida da remuneração pelo seu trabalho”, chama a atenção a professora da disciplina de Gestão de Pessoas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em Administração e psicóloga Maria de Fátima Alexandre. FONTE RBA Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090 Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br