VALIDAÇÃO CRUZADA EM ANÁLISE
BASEADA EM MODELO DE EFEITOS
PRINCIPAIS ADITIVOS E INTERAÇÃO
     MULTIPLICATIVA (AMMI)

Carlos Tadeu dos Santos Dias




     Escola Superior de           Departamento de Ciências
Agricultura “Luiz de Queiroz” /           Exatas
        ESALQ / USP
Introdução

Interação Genótipo/Ambiente (GxE)

Adaptação específica de genótipos em ambientes

Métodos estatísticos tradicionais
         -Análise conjunta de ensaios multiambientes

            -Regressão linear simples e múltipla (Eberhart & Russel,
               1966) – Não é informativa se a linearidade falha

Métodos multivariados
       -PCA (Análise de Componentes Principais)

         -Análise de Agrupamento
        -AMMI
Procedimento AMMI


                  AMMI ⇒ ANOVA e PCA
Modela efeitos principais e interação de uma forma
   sequencial

•   Efeitos principaissão estimados usando mínimos quadrados
                   ⇒

•   PCA ⇒ É conduzida via decomposição em valores singulares
            (DVS) aplicado á matriz residual de interação.

Incorpora componentes aditivos e multiplicativos em uma
     análise de mínimos quadrados integrada e poderosa
Procedimento AMMI

Problema Geral

    Número de componentes multiplicativos a ser retido no
    modelo (com o objetivo de adequadamente explicar o
    padrão na interação)
    Propostas: Mandel (1961, 1969, 1971), Gollob (1968), Gauch &
    Zobel (1988), Cornelius (1993), Piepho (1994 and 1995). Fisher e
    Mackenzie (1923).Todas consideram a proporção de variância
    acumulada pelos componentes.
      Validação-Cruzada – como uma metodologia preditiva.

Problema Específico
    Otimizar o processo de validação cruzada
Objetivo


Sumário do modelo AMMI

Sumário da metodologia disponível para selecionar
o número de componentes multiplicativos no modelo


Descrever dois métodos baseados no procedimento
leave-one-out que otimiza o processo de validação cruzada
O modelo AMMI


Supor n genótipos em p ambientes com r repetições.
A média de cada combinação




modelada por
                                     m
y ij = µ + g i + e j +
        
                                  ∑λ
                                    k =1
                                         γ α jk + ρ ij
                                           k ik                          +         ε ij
                                                                                   
     Componentes aditivos                                             NID ( 0 ,σ 2 / r )
                            Componentes Multiplicativos para interação
O modelo AMMI

Estimativas:    µ, g i e e j       ⇒ De uma ANOVA da matriz nYp

µ = y ••
ˆ          g i = y i • − y ••
           ˆ                    e j = y • j − y ••
                                ˆ                    geij = y ij − y i• − y • j + y ••
                                                     ˆ


Os resíduos dessa matriz constituem a matriz de interação:




termos da interação multiplicativa ⇒ DVS da matriz nGEp
O modelo AMMI

 através do k-ésimo valor singular de GE

 os resíduos dessa matriz constituem a matriz do vetor
 …singular

através do j-ésimo elemento do vetor singular   αk associado
                                                 '


com   λk k=1,2,…,s = min{n-1, p-1}, s é o posto de
GE. Se k varia até s o modelo produz um ajuste
exato aos dados. Consequentemente k varia até m
(m<s), e as estimativas são obtidas dos primeiros m
termos da DVS da matriz GE.

é um resíduo adicional.
O modelo AMMI

Correspondência entre DVS e PCA
       :raiz quadrada do k-ésimo maior autovalor da matriz (GE) (GE)’
       ou (GE)’(GE)


γ ik    :é o i-ésimo elemento do autovetor de (GE)(GE)’ associado
        com kλ  2


        :é o j-ésimo elemento do autovetor de (GE)’(GE) associado
        com   λ  2
                 k

                           (DVS)
        GE = ΓΛΑ           Partição ortogonal


GE = λ γ α + λ γ α +  + λ γ α
                '
            1 1 1
                            '
                        2 2 2
                                                '
                                            s s s
O modelo AMMI


λ2 fornece a proporção da variância devido a interação GxE no k-
 k ésimo componente.
                 representam pesos para o genótipo i e ambiente j
      e          naquele componente da interação, respectivamente.


                              2
    SS(GxE) = ∑ k =1 λ
                         s
                                  e                         por quê?
                              k

devido GE ser por construção uma matriz de desvios centrada
na média e com média nula.

Assim a interação do genótipo i com o ambiente j é descrito por
∑           λkγ ikα jk descartando o ruído dado por ∑k =m +1 λk γ ikα jk
     m                                             s
     k =1
Análise AMMI
Análise AMMI
Avaliação Preditiva Usando Validação Cruzada


Em geral, ao melhorista de plantas interessa predizer o
comportamento de um genótipo.

Critérios de avaliação:

        POS-DICTIVO x Modelo PREDITIVO
     (Ajustado-via teste F)           (Predições)

Para fazer Predições: Métodos que são essencialmente
data-based e livres de distribuições teóricas terão maior
generalidades
Avaliação Preditiva Usando Validação Cruzada

Tais métodos envolvem reamostragem de um determinado conjunto
de dados, usando técnicas tais como jacknife, bootstrap e validação
cruzada (Avaliação preditiva)

 y111                                     (i) Dados para o
 y112                                        ajuste do AMMI
                  Aleatoriamente
  …                dividida em
 y11r             dois subgrupos           (ii) Dados para
 y121                                           validação
Avaliação Preditiva Usando Validação Cruzada

As respostas são preditas para uma família de modelos AMMI (≠’s m)
e esses são comparados com os respectivos dados de validação,
calculando as diferenças entre esses valores.
                                Root Mean Square

                                   Predictive Difference

          RMSPD =
                          ∑ ij ( yij − yij ) 2
                                        m


                                  np
Assumimos que
                 dados = padrão + ruído
                 dados1 = padrão + ruído1
                 dados2 = padrão + ruído2
Métodos “Leave-one-out”


Para o que segue, queremos predizer o elemento xij da

                              x ij = ∑k =1 d k u ik v jk + ε ij
matriz X por meio do modelo              m



no qual predizemos o valor ˆm
                           xij de xij (i=1,…,n;j=1,…,p)
para cada possível escolha de m, e medir a discrepância
entre o valor atual e predito.

             PRESS ( m ) = ∑i =1 ∑ j =1 ( x
                                   n         p
                                          ˆij − xij ) 2
                                            m
Métodos “Leave-one-out”

Entretanto, para evitar viés, o valor xij não deve ser usados nos
cálculos de    ˆijm.
               x       Assim, apelo a alguma forma de validação cruzada é
indicada.
Krzanowski (1982)
            - O algoritmo para validação cruzada

            X ( − i) = U D V T com U = (u st ),V = (vst ),e D = diag(d1 ,..., d p ),e
                       ~ ~ ~T     ~ ~ ~ ~                 ~        ~       ~
            X ( − j) = UDV com U = (u st ),V = (vst ),e D = diag(d1 ,..., d(p − 1) ).

Agora considere o preditor                           ~
                                      x = ∑t =1 (uit t tj t
                                                 ~ d )( v d )
                                        m           m
                                      ˆ ij

                  Note: é feito o máximo uso dos outros elementos de X.
Métodos “Leave-one-out”

Gabriel (2002)
        - Toma uma mistura de regressão e aproximação de uma
          matriz de posto-inferior como base para predição.
        - O algoritmo para validação cruzada
        (1) Para uma matriz X (n x p), use a partição      x11 x1. 
                                                                 T
                                                         X=          
                                                           x.1 X 11 
                                         m
        e aproxime a submatriz
                                 X 11 = ∑ u (k)d k v T = UDV T
                                                      (k)
                                        k =1

Então prediga x11 por
                        x11 = x1. VD −1UT x.1
                        ˆ      T

obtenha o resíduo da validação cruzada,        e11 = x11 − x11
                                                           ˆ
Métodos “Leave-one-out”


                                                  ˆ
   (2)Similarmente, obtêm-se os valores ajustados x ij
     e os resíduos eij = x ij − x ij para todos outros
                                ˆ
     elementos, xij, i=1,…n;j=1,…,m;(i,j)≠(1,1). Cada
     um irá requerer uma diferente partição de X.

   (3) Esses resíduos e valores ajustados podem ser
      resumidos por PRESS(m)/np e
         PRECORR(m) = Corr(x ij , x ij | ∀i, j)
                                  ˆ
Métodos “Leave-one-out”

Com cada método, a escolha de m pode ser baseada em
uma apropriada função de PRESS(m)/np.
Métodos “Leave-one-out”

Krzanowski sugere o uso da estatística
                 PRESS(m − 1) − PRESS(m) PRESS(m)
            Wm =                        ÷
                          Dm                Dr

Dm: número de GL required para ajustar o m-ésimo
    componente. Dm=n+p-2m
Dr: número de GL restante após ajustar o m-ésimo
    componente. D1=(n-1)p,
       Dr=Dr-1-(n+p-(m-1)2), r=2,3,…,(n-1).
Wm : representa o incremento na informação preditiva
    fornecida pelo m-ésimo componente, dividido pela
    informação preditiva média em cada um dos
    componentes restantes.
Exemplo ilustrativo

Tabela 1- Dados de vinte amostras solo e cinco variáveis
(Kendall, 1980, p.20, baseado em Krzanowski, 1988).

 Eastment-Krzanowski          Gabriel
       ________________________   _________________________
  m PRESS_m PRECORR W            PRESS_m PRECORR W
 ___________________________________________________________
  1   4.36     .9963     27.78   8.08      .9932     13.60
  2   2.23     .9981      2.14   7.45      .9937      0.18
  3   2.14     .9982      0.05   5.60      .9952      0.45
  4   2.13     .9982      0.00   0.21      .9998     10.20
Exemplo ilustrativo

Tabela 2 - Dados de quarenta afídeos e dezenove
variáveis (Jeffers, 1967, baseado em Krzanowski, 1987).
____________________________________
         Eastment-Krzanowski            Gabriel
   __________________________ ___________________________
m PRESS_m PRECORR W             PRESS_m PRECORR          W
________________________________________________________________
1 0.4500       .9799     29.04  0.4240     .9810       31.56
2 0.3391       .9849      3.71  0.2883     .9871        5.34
3 0.3389       .9849      0.00  0.2934     .9869       -0.18
4 0.2865       .9874      1.85  0.2957     .9868       -0.07
… …              …         …      …          …            …
18 0.2601      .9886     -0.00  0.5778    .9744         0.03
________________________________________________________________
Exemplo ilustrativo
Tabela 3 - Análise de efeitos principais aditivos e interação multiplicativa dos
dados de Hernández e Crossa (2000), para a análise dos cinco primeiros
componentes principal de interação (IPCA).
        Fonte de variação Soma de Quadrados F      Fgollob
        _________________________________________________________
        Bloco                   0.2001       2       0.63
        Tratamento           108.8393       47     14.65**
         Genótipos (G)         42.7587       7     38.65**
         Anos (E)              49.1997        5     62.27**
         Interação (GxE)       16.8809      35        3.05**
        _________________________________________________________
          IPCA 1                 7.2428      11       4.16**
          IPCA 2                 5.4232       9       3.81**
          IPCA 3                 2.9696       7       2.68*
          IPCA 4                 1.1906       5       1.50
          IPCA 5                 0.0545       3       0.11
        _________________________________________________________
        Resíduo                 14.8543      94
        _________________________________________________________
        Total                 123.8939      143
Exemplo ilustrativo

Tabela 4- Dados (produção média de grãos) de um ensaio
de variedades de trigo oito genótipos testados durante seis
anos (1990-1995).
      Fonte de variação Soma de quadrados GLCornelius FCornelius
      _________________________________________________________
      Bloco                          -      -         -
      Tratamentos                    -       -        -
       Genótipos (G)                 -       -        -
       Anos (E)                      -      -         -
       Interação (GxE)               -       -        -
      _________________________________________________________
        IPCA 1                 9.6379      24         2.54**
        IPCA 2                 4.2147      15         1.78*
        IPCA 3                 1.2451       8         0.98
        IPCA 4                 0.0545       3         0.12
        IPCA 5                     -        -           -
      _________________________________________________________
      Resíduo                 14.8543      94
      _________________________________________________________
      Total                  123.8939     143
Exemplo ilustrativo

Tabela 5- Análise de validação cruzada e métodos “leave-
one-out” para os dados Hernandéz e Crossa (2000).
Discussão

Teste F distribucional indicou: dois componentes

Validação cruzada por aleatorização: três componentes

Leave-one-out: um componente

        Como avaliar estas diferenças?
Discussão

Métodos baseados no teste F dependem pesadamente das
suposições distribucional (normalidade dos dados e
validade das distribuições F para os quadrados médio) o
que pode não ser apropriado em muitos casos.

O teste F pode apresentar recomendações conflitantes
para um particular conjunto de dados.

O teste F seleciona muitos componentes de interação.
Discussão

∴ Parece que um método de validação cruzada baseado
em dados deve ser mais apropriado.

Validação cruzada por aleatorização tem uma grande
parte dos dados que fica fora do conjunto de validação.

∴ Métodos “Leave-one-out” faz o mais eficiente uso dos
dados e resulta em modelos mais parsimoniosos (AMMI 1)
Referências bibliográficas
CORNELIUS, P.L. 1993. Statistical tests and retention of terms in the
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GAUCH J´UNIOR, H.G.; ZOBEL, R.W. Predictive ans postdictive
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PIEPHO, H.P. 1994. Best linear unbiased prediction (BLUP) for regional
   yield trials: a comparison to additive main effects and multiplicative
   interaction (AMMI) analysis. Theor. Appl. Genet. 89:647–654
PIEPHO, H.P. 1995. Robustness of statistical test for multiplicativeterms
   in additive main effects and multiplicativeinteraction model for
   cultivar trial. Theor. Appl. Genet. 90:438–443

Tadeu

  • 1.
    VALIDAÇÃO CRUZADA EMANÁLISE BASEADA EM MODELO DE EFEITOS PRINCIPAIS ADITIVOS E INTERAÇÃO MULTIPLICATIVA (AMMI) Carlos Tadeu dos Santos Dias Escola Superior de Departamento de Ciências Agricultura “Luiz de Queiroz” / Exatas ESALQ / USP
  • 3.
    Introdução Interação Genótipo/Ambiente (GxE) Adaptaçãoespecífica de genótipos em ambientes Métodos estatísticos tradicionais -Análise conjunta de ensaios multiambientes -Regressão linear simples e múltipla (Eberhart & Russel, 1966) – Não é informativa se a linearidade falha Métodos multivariados -PCA (Análise de Componentes Principais) -Análise de Agrupamento -AMMI
  • 4.
    Procedimento AMMI AMMI ⇒ ANOVA e PCA Modela efeitos principais e interação de uma forma sequencial • Efeitos principaissão estimados usando mínimos quadrados ⇒ • PCA ⇒ É conduzida via decomposição em valores singulares (DVS) aplicado á matriz residual de interação. Incorpora componentes aditivos e multiplicativos em uma análise de mínimos quadrados integrada e poderosa
  • 5.
    Procedimento AMMI Problema Geral Número de componentes multiplicativos a ser retido no modelo (com o objetivo de adequadamente explicar o padrão na interação) Propostas: Mandel (1961, 1969, 1971), Gollob (1968), Gauch & Zobel (1988), Cornelius (1993), Piepho (1994 and 1995). Fisher e Mackenzie (1923).Todas consideram a proporção de variância acumulada pelos componentes. Validação-Cruzada – como uma metodologia preditiva. Problema Específico Otimizar o processo de validação cruzada
  • 6.
    Objetivo Sumário do modeloAMMI Sumário da metodologia disponível para selecionar o número de componentes multiplicativos no modelo Descrever dois métodos baseados no procedimento leave-one-out que otimiza o processo de validação cruzada
  • 7.
    O modelo AMMI Suporn genótipos em p ambientes com r repetições. A média de cada combinação modelada por m y ij = µ + g i + e j +     ∑λ k =1 γ α jk + ρ ij k ik + ε ij  Componentes aditivos    NID ( 0 ,σ 2 / r ) Componentes Multiplicativos para interação
  • 8.
    O modelo AMMI Estimativas: µ, g i e e j ⇒ De uma ANOVA da matriz nYp µ = y •• ˆ g i = y i • − y •• ˆ e j = y • j − y •• ˆ geij = y ij − y i• − y • j + y •• ˆ Os resíduos dessa matriz constituem a matriz de interação: termos da interação multiplicativa ⇒ DVS da matriz nGEp
  • 9.
    O modelo AMMI através do k-ésimo valor singular de GE os resíduos dessa matriz constituem a matriz do vetor …singular através do j-ésimo elemento do vetor singular αk associado ' com λk k=1,2,…,s = min{n-1, p-1}, s é o posto de GE. Se k varia até s o modelo produz um ajuste exato aos dados. Consequentemente k varia até m (m<s), e as estimativas são obtidas dos primeiros m termos da DVS da matriz GE. é um resíduo adicional.
  • 10.
    O modelo AMMI Correspondênciaentre DVS e PCA :raiz quadrada do k-ésimo maior autovalor da matriz (GE) (GE)’ ou (GE)’(GE) γ ik :é o i-ésimo elemento do autovetor de (GE)(GE)’ associado com kλ 2 :é o j-ésimo elemento do autovetor de (GE)’(GE) associado com λ 2 k (DVS) GE = ΓΛΑ Partição ortogonal GE = λ γ α + λ γ α +  + λ γ α ' 1 1 1 ' 2 2 2 ' s s s
  • 11.
    O modelo AMMI λ2fornece a proporção da variância devido a interação GxE no k- k ésimo componente. representam pesos para o genótipo i e ambiente j e naquele componente da interação, respectivamente. 2 SS(GxE) = ∑ k =1 λ s e por quê? k devido GE ser por construção uma matriz de desvios centrada na média e com média nula. Assim a interação do genótipo i com o ambiente j é descrito por ∑ λkγ ikα jk descartando o ruído dado por ∑k =m +1 λk γ ikα jk m s k =1
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    Avaliação Preditiva UsandoValidação Cruzada Em geral, ao melhorista de plantas interessa predizer o comportamento de um genótipo. Critérios de avaliação: POS-DICTIVO x Modelo PREDITIVO (Ajustado-via teste F) (Predições) Para fazer Predições: Métodos que são essencialmente data-based e livres de distribuições teóricas terão maior generalidades
  • 15.
    Avaliação Preditiva UsandoValidação Cruzada Tais métodos envolvem reamostragem de um determinado conjunto de dados, usando técnicas tais como jacknife, bootstrap e validação cruzada (Avaliação preditiva) y111 (i) Dados para o y112 ajuste do AMMI Aleatoriamente … dividida em y11r dois subgrupos (ii) Dados para y121 validação
  • 16.
    Avaliação Preditiva UsandoValidação Cruzada As respostas são preditas para uma família de modelos AMMI (≠’s m) e esses são comparados com os respectivos dados de validação, calculando as diferenças entre esses valores. Root Mean Square Predictive Difference RMSPD = ∑ ij ( yij − yij ) 2 m np Assumimos que dados = padrão + ruído dados1 = padrão + ruído1 dados2 = padrão + ruído2
  • 17.
    Métodos “Leave-one-out” Para oque segue, queremos predizer o elemento xij da x ij = ∑k =1 d k u ik v jk + ε ij matriz X por meio do modelo m no qual predizemos o valor ˆm xij de xij (i=1,…,n;j=1,…,p) para cada possível escolha de m, e medir a discrepância entre o valor atual e predito. PRESS ( m ) = ∑i =1 ∑ j =1 ( x n p ˆij − xij ) 2 m
  • 18.
    Métodos “Leave-one-out” Entretanto, paraevitar viés, o valor xij não deve ser usados nos cálculos de ˆijm. x Assim, apelo a alguma forma de validação cruzada é indicada. Krzanowski (1982) - O algoritmo para validação cruzada X ( − i) = U D V T com U = (u st ),V = (vst ),e D = diag(d1 ,..., d p ),e ~ ~ ~T ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ X ( − j) = UDV com U = (u st ),V = (vst ),e D = diag(d1 ,..., d(p − 1) ). Agora considere o preditor ~ x = ∑t =1 (uit t tj t ~ d )( v d ) m m ˆ ij Note: é feito o máximo uso dos outros elementos de X.
  • 19.
    Métodos “Leave-one-out” Gabriel (2002) - Toma uma mistura de regressão e aproximação de uma matriz de posto-inferior como base para predição. - O algoritmo para validação cruzada (1) Para uma matriz X (n x p), use a partição x11 x1.  T X=  x.1 X 11  m e aproxime a submatriz X 11 = ∑ u (k)d k v T = UDV T (k) k =1 Então prediga x11 por x11 = x1. VD −1UT x.1 ˆ T obtenha o resíduo da validação cruzada, e11 = x11 − x11 ˆ
  • 20.
    Métodos “Leave-one-out” ˆ (2)Similarmente, obtêm-se os valores ajustados x ij e os resíduos eij = x ij − x ij para todos outros ˆ elementos, xij, i=1,…n;j=1,…,m;(i,j)≠(1,1). Cada um irá requerer uma diferente partição de X. (3) Esses resíduos e valores ajustados podem ser resumidos por PRESS(m)/np e PRECORR(m) = Corr(x ij , x ij | ∀i, j) ˆ
  • 21.
    Métodos “Leave-one-out” Com cadamétodo, a escolha de m pode ser baseada em uma apropriada função de PRESS(m)/np.
  • 22.
    Métodos “Leave-one-out” Krzanowski sugereo uso da estatística PRESS(m − 1) − PRESS(m) PRESS(m) Wm = ÷ Dm Dr Dm: número de GL required para ajustar o m-ésimo componente. Dm=n+p-2m Dr: número de GL restante após ajustar o m-ésimo componente. D1=(n-1)p, Dr=Dr-1-(n+p-(m-1)2), r=2,3,…,(n-1). Wm : representa o incremento na informação preditiva fornecida pelo m-ésimo componente, dividido pela informação preditiva média em cada um dos componentes restantes.
  • 23.
    Exemplo ilustrativo Tabela 1-Dados de vinte amostras solo e cinco variáveis (Kendall, 1980, p.20, baseado em Krzanowski, 1988). Eastment-Krzanowski Gabriel ________________________ _________________________ m PRESS_m PRECORR W PRESS_m PRECORR W ___________________________________________________________ 1 4.36 .9963 27.78 8.08 .9932 13.60 2 2.23 .9981 2.14 7.45 .9937 0.18 3 2.14 .9982 0.05 5.60 .9952 0.45 4 2.13 .9982 0.00 0.21 .9998 10.20
  • 24.
    Exemplo ilustrativo Tabela 2- Dados de quarenta afídeos e dezenove variáveis (Jeffers, 1967, baseado em Krzanowski, 1987). ____________________________________ Eastment-Krzanowski Gabriel __________________________ ___________________________ m PRESS_m PRECORR W PRESS_m PRECORR W ________________________________________________________________ 1 0.4500 .9799 29.04 0.4240 .9810 31.56 2 0.3391 .9849 3.71 0.2883 .9871 5.34 3 0.3389 .9849 0.00 0.2934 .9869 -0.18 4 0.2865 .9874 1.85 0.2957 .9868 -0.07 … … … … … … … 18 0.2601 .9886 -0.00 0.5778 .9744 0.03 ________________________________________________________________
  • 25.
    Exemplo ilustrativo Tabela 3- Análise de efeitos principais aditivos e interação multiplicativa dos dados de Hernández e Crossa (2000), para a análise dos cinco primeiros componentes principal de interação (IPCA). Fonte de variação Soma de Quadrados F Fgollob _________________________________________________________ Bloco 0.2001 2 0.63 Tratamento 108.8393 47 14.65** Genótipos (G) 42.7587 7 38.65** Anos (E) 49.1997 5 62.27** Interação (GxE) 16.8809 35 3.05** _________________________________________________________ IPCA 1 7.2428 11 4.16** IPCA 2 5.4232 9 3.81** IPCA 3 2.9696 7 2.68* IPCA 4 1.1906 5 1.50 IPCA 5 0.0545 3 0.11 _________________________________________________________ Resíduo 14.8543 94 _________________________________________________________ Total 123.8939 143
  • 26.
    Exemplo ilustrativo Tabela 4-Dados (produção média de grãos) de um ensaio de variedades de trigo oito genótipos testados durante seis anos (1990-1995). Fonte de variação Soma de quadrados GLCornelius FCornelius _________________________________________________________ Bloco - - - Tratamentos - - - Genótipos (G) - - - Anos (E) - - - Interação (GxE) - - - _________________________________________________________ IPCA 1 9.6379 24 2.54** IPCA 2 4.2147 15 1.78* IPCA 3 1.2451 8 0.98 IPCA 4 0.0545 3 0.12 IPCA 5 - - - _________________________________________________________ Resíduo 14.8543 94 _________________________________________________________ Total 123.8939 143
  • 27.
    Exemplo ilustrativo Tabela 5-Análise de validação cruzada e métodos “leave- one-out” para os dados Hernandéz e Crossa (2000).
  • 28.
    Discussão Teste F distribucionalindicou: dois componentes Validação cruzada por aleatorização: três componentes Leave-one-out: um componente Como avaliar estas diferenças?
  • 29.
    Discussão Métodos baseados noteste F dependem pesadamente das suposições distribucional (normalidade dos dados e validade das distribuições F para os quadrados médio) o que pode não ser apropriado em muitos casos. O teste F pode apresentar recomendações conflitantes para um particular conjunto de dados. O teste F seleciona muitos componentes de interação.
  • 30.
    Discussão ∴ Parece queum método de validação cruzada baseado em dados deve ser mais apropriado. Validação cruzada por aleatorização tem uma grande parte dos dados que fica fora do conjunto de validação. ∴ Métodos “Leave-one-out” faz o mais eficiente uso dos dados e resulta em modelos mais parsimoniosos (AMMI 1)
  • 31.
    Referências bibliográficas CORNELIUS, P.L.1993. Statistical tests and retention of terms in the additive main effects and multiplicative interaction model for cultivar trials. Crop Sci. 33:1186–1193 EBERHART, S.A.; RUSSELL, W.A. Stability parameters for comparing varieties. Crop Science,v.6, n.1, p.36-40, 1966 FISHER, R.A. and MACKENZIE,W.A. (1923). The manurial response of different potato varieties. Journal of Agricultural Science, xiii. 311- 320 GAUCH J´UNIOR, H.G.; ZOBEL, R.W. Predictive ans postdictive sucess of statistical analysis of yield trials. Theoretical and Applied Genetics, New York, v.76, p.1-10, 1988 MANDEL, J. Non-additivity in two-way analysis of variance. Journal of the American Statistical Association, v.56, p.878-888, 1961 MANDEL, J. The partitioning of interactions in analysis of variance. Journal of Research of the National Bureau of Standards , Series B, Washington, v.73, p.309-328, 1969 MANDEL, J. A new analysis of variance model for non-adittive data. Technometrics, Alexandria, v.13, n.1, p.1-18, 1971
  • 32.
    PIEPHO, H.P. 1994.Best linear unbiased prediction (BLUP) for regional yield trials: a comparison to additive main effects and multiplicative interaction (AMMI) analysis. Theor. Appl. Genet. 89:647–654 PIEPHO, H.P. 1995. Robustness of statistical test for multiplicativeterms in additive main effects and multiplicativeinteraction model for cultivar trial. Theor. Appl. Genet. 90:438–443