Este documento lista os nomes e cargos de pessoas envolvidas na produção de um caderno escolar de Sociologia para o ensino médio. Ele descreve as equipes responsáveis pela concepção, coordenação, autoria e produção editorial do material.
Governo do Estadode São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretário-Adjunto
João Cardoso Palma Filho
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretário de Articulação Regional
Rubens Antonio Mandetta de Souza
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Vera Lucia Cabral Costa
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenador de Gestão de
Recursos Humanos
Jorge Sagae
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Maria Lucia Guardia
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Ana Leonor Sala Alonso
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Herman Voorwald
3.
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃOGERAL
COORDENADORIA DE GESTÃO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB
Coordenadora
Maria Elizabete da Costa
Diretor do Departamento de Desenvolvimento
Curricular de Gestão da Educação Básica
João Freitas da Silva
Diretora do Centro de Ensino Fundamental
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação
Profissional – CEFAF
Valéria Tarantello de Georgel
Coordenação Técnica
Roberto Canossa
Roberto Liberato
EQUIPES CURRICULARES
Área de Linguagens
Arte: Carlos Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno,
Pio de Sousa Santana e Roseli Ventrela.
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt,
Rosangela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto
Silveira.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire
de Souza Bispo, Neide Ferreira Gaspar e Sílvia
Cristina Gomes Nogueira.
Língua Portuguesa e Literatura: Claricia Akemi
Eguti, Ide Moraes dos Santos Barreira, João Mário
Santana, Kátia Regina Pessoa, Mara Lúcia David,
Roseli Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno
Alves.
Área de Matemática
Matemática: João dos Santos, Juvenal de
Gouveia, Otavio Yoshio Yamanaka, Patrícia de
Barros Monteiro, Sandra Maira Zen e Vanderley
Aparecido Cornatione.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi
Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Rodrigo Ponce.
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli e
Maria da Graça de Jesus Mendes.
Física: Carolina dos Santos Batista, Fábio
Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade
Oliveira e Tatiana Souza Luz Stroeymeyte.
Química: Ana Joaquina Simões S. de Matos
Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João
Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Tânia Gonçalves e Teônia de Abreu
Ferreira.
Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso,
Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
História: Cynthia Moreira Marcucci, Lydia
Elisabeth Menezello e Maria Margarete dos Santos.
Sociologia: Carlos Fernando de Almeida e Tony
Shigueki Nakatani.
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO
PEDAGÓGICO
Área de Linguagens
Educação Física: Ana Lucia Steidle, Daniela
Peixoto Rosa, Eliana Cristine Budisk de Lima,
Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni,
Karina Xavier, Katia Mendes, Liliane Renata Tank
Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mary
Lizete Lourenço dos Santos, Mônica Antonia
Cucatto da Silva, Patrícia Pinto Santiago, Sandra
Pereira Mendes, Thiago Candido Biselli Farias e
Welker José Mahler.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista Bom m,
Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia Aparecida
Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A.
Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena Passos,
Renata Motta Chicoli Belchior, Renato José de
Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de
Campos, Silmara Santade Masiero e Sílvia
Cristina Gomes Nogueira.
Língua Portuguesa: Andreia Righeto, Angela
Maria Baltieri Souza, Edilene Bachega R. Viveiros,
Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Graciana B.
Ignacio Cunha, João Mário Santana, Letícia
M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Alexandre Formici, Rosinei Aparecida Ribeiro
Liborio, Selma Rodrigues e Sílvia Regina Peres.
Área de Matemática
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi,
Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia,
Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes
Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello,
Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi,
Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro,
Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Meira de Aguiar Gomes.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Claudia
Segantino Leme, Evandro Rodrigues Vargas
Silvério, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani
Braguim Chioderoli de Arau o e So a Valeriano
Silva Ratz.
Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Luís Prati.
Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
Vieira Costa, André Henrique Ghel Ru no,
Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Plana Simões e Rui Buosi.
Química: Armenak Bolean, Cirila Tacconi, Daniel
B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson
N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier,
Marcos Antônio Gimenes, Massuko S. Warigoda,
Roza K. Morikawa, Sílvia H. M. Fernandes, Valdir P.
Berti e Willian G. Jesus.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Aparecido
Antônio de Almeida, Claudio Nitsch Medeiros, Jean
Paulo de Araújo Miranda e José Aparecido Vidal.
Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Batista da Silva, Cleunice Dias de Oliveira, Edison
Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana,
Elizete Buranello Perez, Márcio Luiz Verni, Milton
Paulo dos Santos, Mônica Estevan, Regina Célia
Batista, Rita de Cássia Araujo, Sandra Raquel
Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria
M. Romano.
História: Aparecida de Fátima dos Santos Pereira,
Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva,
Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina de Lima
Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto,
Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana Kossling,
Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia
Albertina de Lima Camargo, Priscila Lourenço,
Regina Celia Bertolino Munhoz, Rogerio Sicchieri,
Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho
Vilas Boas.
Sociologia: Aparecido Antônio de Almeida, Jean
Paulo de Araújo Miranda, Neide de Lima Moura e
Tânia Fetchir.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
EDITORIAL
FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI
Presidente da Diretoria Executiva
Antonio Rafael Namur Muscat
Vice-presidente da Diretoria Executiva
Hugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS
À EDUCAÇÃO
Direção da Área
Guilherme Ary Plonski
Coordenação Executiva do Projeto
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza
Gestão Editorial
Denise Blanes
Equipe de Produção
Editorial: Ana C. S. Pelegrini, Cíntia Leitão, Luiza
Sato, Michelangelo Russo, Olivia Frade Zambone,
Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza,
Rodolfo Marinho, Stella Assumpção Mendes
Mesquita e Tatiana F. Souza.
Direitos autorais e iconografia: Débora Arécio,
Érica Marques, José Carlos Augusto e Maria
Aparecida Acunzo Forli.
4.
COORDENAÇÃO TÉCNICA
Coordenadoria deGestão da Educação Básica
– CGEB
COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS
CADERNOS DOS ALUNOS
Ghisleine Trigo Silveira
CONCEPÇÃO
Guiomar Namo de Mello
Lino de Macedo
Luis Carlos de Menezes
Maria Inês Fini (coordenadora)
Ruy Berger (em memória)
AUTORES
Linguagens
Coordenador de área: Alice Vieira.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami
Makino e Sayonara Pereira.
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza,
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges,
Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo
Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e
Sueli Salles Fidalgo.
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez,
Isabel Gretel María Eres Fernández, Ivan
Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide
T. Maia González.
Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João
Henrique Nogueira Mateos.
Matemática
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz
Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério
Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e
Walter Spinelli.
Ciências Humanas
Coordenador de área: Paulo Miceli.
Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton
Luís Martins e Renê José Trentin Silveira.
Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu
Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
Sérgio Adas.
História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli
e Raquel dos Santos Funari.
Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Schrijnemaekers.
Ciências da Natureza
Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar
Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo
Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares
de Camargo.
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam
Rouxinol, Guilherme Brockington, Ivã Gurgel,
Luís Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de
Carvalho Bonetti, Maurício Pietrocola Pinto de
Oliveira, Maxwell Roger da Puri cação Siqueira,
Sonia Salem e Yassuko Hosoume.
Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes,
Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza,
Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de
Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria
Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa
Esperidião.
Caderno do Gestor
Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Felice Murrie.
EQUIPE DE PRODUÇÃO
Coordenação executiva: Beatriz Scavazza.
Assessores: Alex Barros, Antonio Carlos de
Carvalho, Beatriz Blay, Carla de Meira Leite,
Eliane Yambanis, Heloisa Amaral Dias de
Oliveira, José Carlos Augusto, Luiza Christov,
Maria Eloisa Pires Tavares, Paulo Eduardo
Mendes, Paulo Roberto da Cunha, Pepita Prata,
Renata Elsa Stark, Solange Wagner Locatelli e
Vanessa Dias Moretti.
EQUIPE EDITORIAL
Coordenação executiva: Angela Sprenger.
Assessores: Denise Blanes e Luis Márcio
Barbosa.
Projeto editorial: Zuleika de Felice Murrie.
Edição e Produção editorial: Adesign, Jairo Souza
Design Grá co e Occy Design (projeto grá co).
APOIO
Fundação para o Desenvolvimento da Educação
– FDE
CTP, Impressão e Acabamento
Esdeva Indústria Grá ca S.A.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo autoriza a reprodução do conteúdo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educação do país, desde que mantida a integridade da obra
e dos créditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*deverão ser diretamente negociados com seus próprios titulares, sob pena de infração aos artigos da Lei nº- 9.610/98.
* Constituem “direitos autorais protegidos” todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que não estejam em domínio público nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos
Autorais.
* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados e como referências bibliográficas.
Todos esses endereços eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados.
* As fotografias da agência Abblestock/Jupiter publicadas no material são de propriedade da Getty Images.
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de terceiros e mantêm as características dos originais, no que diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos elementos cartográficos
(escala, legenda e rosa dos ventos).
5.
Neste primeiro Cadernoestudaremos a questão da diversidade nacional, que, como veremos,
pode ser expressa de diferentes formas.
Iniciaremos nossa reflexão considerando a diversidade musical de nosso país com a leitura
e discussão da música Paratodos, de Chico Buarque.
Muitas composições de Chico Buarque têm como temas prediletos as questões típicas dos seres
humanos: o amor, as perdas, as paixões, a tristeza e a saudade, entre outros. Ele também escreveu
muitas letras sobre o Brasil e a realidade nacional, e tanto fez críticas como elogios ao nosso país.
Paratodos, por exemplo, expressa a diversidade de estilos e de pessoas ligadas à música brasileira,
além de abordar a diversidade que pode existir dentro de cada um de nós e que aparece já na pri-
meira estrofe.
Copie no espaço a seguir a letra da música Paratodos.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A POPULAÇÃO BRASILEIRA:
DIVERSIDADE NACIONAL E REGIONAL
!
?
Leitura e Análise de Texto
Paratodos
Sociologia - 2ª série - Volume 1
3
Com base naleitura da letra da música, escreva:
1. O nome dos cantores(as) e compositores(as) que você conhece e que são citados.
3. O estilo de música que esses músicos cantam ou compõem.
4. Elabore uma lista com os mesmos dados (nome, cidade e Estado de nascimento e estilo de
música) dos cantores que aparecem nas fotos.
2. A cidade e o Estado de nascimento deles.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
5
8.
Você sabe onome do Estado e da cidade de nascimento de seus cantores prediletos? Faça
uma pequena pesquisa sobre eles e descubra um pouco mais a respeito da diversidade
nacional.
Exercício
1. Como afirmamos anteriormente, a diversidade social brasileira pode ser expressa de diferen-
tes formas. Veja nas imagens, a seguir, como há uma grande diversidade não só entre as regiões,
mas até em um mesmo município. Escreva um pequeno texto comentando as diferenças que
você observou.
PESQUISA INDIVIDUAL
Sociologia - 2ª série - Volume 1
6
1. Famílias porclasses de rendimento médio mensal familiar
Famílias por classes de rendimento médio mensal familiar (%) – 1999
Brasil e
Grandes
Regiões
Até 2
sm*
Mais de
2 a 5 sm
Mais de 5
a 10 sm
Mais de
10 a 20
sm
Mais de
20 sm
Sem
Rendimento
Brasil1
27,6 32,2 18,6 9,9 5,9 3,5
Norte2
29,2 34,9 17,0 8,6 4,3 5,4
Nordeste 47,5 29,7 9,2 4,4 2,7 4,2
Sudeste 17,7 32,2 23,5 13,0 7,8 3,1
Sul 22,2 34,5 21,7 11,3 6,4 2,6
Centro-Oeste 26,7 35,0 17,9 9,2 6,5 3,4
1
Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
2
Exclusive a população rural.
* sm: salários-mínimos.
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
9
12.
Taxa de analfabetismodas pessoas de 15 anos ou mais de idade (%) – 1999
Brasil e Grandes Regiões Total Homens Mulheres
Brasil1
13,3 13,3 13,3
Norte2
11,6 11,7 11,5
Nordeste 26,6 28,7 24,6
Sudeste 7,8 6,8 8,7
Sul 7,8 7,1 8,4
Centro-Oeste 10,8 10,5 11,0
1
Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
2
Exclusive a população rural.
2. Educação – Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade (por sexo)
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
10
13.
Domicílios por condiçãode saneamento e luz elétrica (%) – 1999
Brasil e
Grandes
Regiões
Água canalizada
e rede geral de
distribuição
Esgoto e fossa
séptica
Lixo coletado Luz elétrica
Brasil1
76,1 52,8 79,9 94,8
Norte2
61,1 14,8 81,4 97,8
Nordeste 58,7 22,6 59,7 85,8
Sudeste 87,5 79,6 90,1 98,6
Sul 79,5 44,6 83,3 98,0
Centro-Oeste 70,4 34,7 82,1 95,0
1
Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
2
Exclusive a população rural.
3. Saneamento e luz elétrica – Domicílios por condição de saneamento e luz elétrica
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2000.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
11
14.
Procure esses mesmosdados, ou outros semelhantes, sobre a sua cidade. Essas informações
podem ser obtidas no site de sua prefeitura, no da Fundação Seade: <http://www.seade.gov.br>
ou no do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): <http://www.ibge.gov.br>. A
Fundação Seade é o órgão do governo do Estado de São Paulo responsável por pesquisar e analisar
os principais dados estatísticos do nosso Estado. Possui os dados mais abrangentes e diversificados
sobre os municípios paulistas. Já o IBGE é responsável por pesquisar sobre o Brasil. Caso você
more perto da prefeitura de sua cidade, não custa nada dar uma passadinha lá para conversar com
os funcionários e conseguir os dados pessoalmente. (Acessos em: 1 out. 2012).
No espaço a seguir, você pode anotar os dados mais relevantes de sua pesquisa e fazer uma análise
crítica.
LIÇÃO DE CASA
Sociologia - 2ª série - Volume 1
12
Para verificar serealmente aprendeu o que seu professor trabalhou em sala, responda:
1. Em termos de rendimento médio mensal familiar, qual é a região que tem a maior porcenta-
gem de famílias com menor rendimento médio mensal, e qual é a que possui a maior porcen-
tagem de famílias com maior rendimento médio mensal?
3. Em relação à taxa de analfabetismo, qual é a região que apresenta, em termos médios, as taxas
mais altas? E qual apresenta as taxas mais baixas?
4. O que pode ser dito a respeito da taxa de analfabetismo segundo o sexo das pessoas?
2. Pelos dados das famílias cujos ganhos variam de mais de 5 a 10 salários-mínimos, qual é a
região que mais se aproxima da média nacional?
VOCÊ APRENDEU?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
14
17.
5. Segundo osindicadores das condições de saneamento (água canalizada e rede geral de distri-
buição, esgoto e fossa séptica e lixo coletado) e luz elétrica, quais são as regiões que estão em
melhor situação e qual está em pior?
Ter consciência da diversidade social brasileira é importante para todos nós. Muitas
vezes, a grande diversidade que existe entre regiões ou no interior de uma mesma região é
encoberta pelos dados estatísticos. Uma forma de tomar consciência disso no nosso dia a
dia é prestar atenção nas tabelas que são colocadas nos jornais e revistas. A partir delas,
convém sempre verificar as diferenças para mais e para menos nos dados das diferentes
regiões do país em relação à média nacional, ou entre diferentes Estados para uma
mesma região, ou mesmo no interior de um Estado ou cidade.
6. A situação brasileira quanto ao acesso a saneamento básico é a mesma para todas as regiões?
Explique sua resposta.
APRENDENDO A APRENDER
Sociologia - 2ª série - Volume 1
15
18.
Gostou de conhecerum pouquinho melhor o nosso país? Quer saber mais? Acesse o site
da prefeitura de sua cidade ou o da Fundação Seade: <http://www.seade.gov.br> ou o
do IBGE: <http://www.ibge.gov.br>. Neles você encontrará muitas informações. A
Fundação Seade é o órgão responsável pela elaboração das principais pesquisas estatísticas
para o nosso Estado. Já o IBGE é responsável pelos dados estatísticos para todo o Brasil.
No site do IBGE tem uma seção dedicada a você – o IBGE teen. Acessos em: 1 out. 2012.
GostoudamúsicadeChicoBuarque?Vocêencontrarámaisinformaçõessobreestecompositor,
em seu site. Disponível em: <http://www.chicobuarque.com.br>. Acesso em: 1 out. 2012.
PARA SABER MAIS
Sociologia - 2ª série - Volume 1
16
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM2
O ESTRANGEIRO DO PONTO DE VISTA SOCIOLÓGICO
Nesta Situação de Aprendizagem o objetivo é estabelecer uma reflexão sobre a migração no Brasil
a partir de uma reflexão sobre a própria família. Quase todos nós somos descendentes de estrangeiros,
sejam eles asiáticos, africanos ou europeus. Dificilmente um jovem terá apenas antepassados indígenas.
O Brasil é um país de grande miscigenação. Para verificar isso, organizem-se em grupos e troquem
informações a respeito de suas respectivas famílias no que se refere à migração.
!
?
Emigrante: Que ou quem emigra; emigrado.
Emigrar: Deixar um país para estabelecer-se em outro. Sair (da pátria) para residir em
outro país.
Imigrante: Que ou pessoa que imigra.
Imigrar: Entrar (num país estranho) para nele viver.
Migrante: Que ou quem migra.
Migrar: Mudar periodicamente ou passar de uma região para outra, de um país para outro.
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 5. ed. Versão em CD-ROM. Curitiba: Positivo, 2010.
Eis um roteiro para a sua discussão em sala. Não se esqueça de anotar as respostas no
seu Caderno:
A minha família já migrou, emigrou ou imigrou?
Há quanto tempo ela está aqui (bairro, cidade, país)?
O que eu sei sobre o passado da minha família?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
18
21.
Depois, conte paraos colegas do próprio grupo o que você sabe sobre sua família.
Reprodução
Georg Simmel.
Muitos são os autores que tratam o tema da migração,
imigração e emigração. Um deles foi o sociólogo alemão Georg
Simmel (1858-1918). Ele discutiu especificamente a figura
do estrangeiro e sua relação com o novo grupo. Para Simmel,
o estrangeiro não era o simples viajante.
1. Você pode explicar quem foi Simmel? Aproveite para anotar no espaço a seguir o que seu
professor diz sobre a vida de Simmel.
2. Para Simmel, qual é a diferença entre o estrangeiro e o viajante?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
19
permanecer no localporque não têm como alimentar-se nem a si próprias nem a seus filhos.
Num número menor de casos, dá-se a migração ou porque as pessoas são perseguidas por
sua nacionalidade – como as minorias dentro de uma cultura nacional maior – ou seu credo
religioso minoritário (dos judeus aos menonitas e aos dissidentes da Igreja russa ortodoxa)
é atacado pelo grupo religioso dominante.
Uma vez que as condições econômicas constituem o fator de expulsão mais importante,
é essencial saber por que mudam as condições e quais são os fatores responsáveis
pelo agravamento da situação crítica que afeta a capacidade potencial dos emigrantes de
enfrentá-la. Nessa fórmula, três fatores são dominantes: o primeiro é o acesso à terra e,
portanto, ao alimento; o segundo, a variação da produtividade da terra; e o terceiro, o
número de membros da família que precisam ser mantidos. Na primeira categoria estão as
questões que envolvem a mudança dos direitos sobre a terra, suscitada via de regra
pela variação da produtividade das colheitas, causada, por sua vez, pela modernização
agrícola em resposta ao crescimento populacional. Nas grandes migrações dos séculos XIX
e XX – época em que chegaram à América mais de dois terços dos migrantes –, o que de
fato contava era uma combinação desses três fatores.”
KLEIN, Herbert S. Migração internacional na história das Américas. In: FAUSTO, Boris. Fazer a América:
a imigração em massa para a América Latina. São Paulo: Edusp, 2000. p. 13-14.
Na Europa, era muito comum cantar músicas que enalteciam as virtudes do Brasil,
como os dois pequenos trechos a seguir:
Reprodução
“Descrição da terra de Cocanha/Discritione del paese di cuccagna” (terra de
fartura). Técnica mista de “torchio” (prensa) e coloração final à mão, 1606. In:
Capa do disco Mérica, Mérica – cantos populares da imigração italiana.
Alegoria de 1606, que mostra o imaginário europeu sobre a América, onde os rios
são de vinho, as montanhas são de ouro, as chuvas são de pérolas. Nesse lugar, quem
ganha mais é quem trabalha menos.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
22
25.
Texto 2
Esse erao imaginário a respeito da América que prevalecia na Europa desde o século
XVI e que, a partir de meados do século XIX, serviu de atrativo para grande parcela da
população camponesa de vários países europeus. É preciso, contudo, entender as condições de
vida dessa população em um continente que passava por muitas transformações decorrentes
da transição da economia feudal para a economia capitalista, e do desenvolvimento da
industrialização. Segundo Zuleika Alvim (Imigrantes: a vida privada dos pobres do campo.
In: NOVAIS, Fernando A. (Org.). História da vida privada no Brasil – República: da Belle
Époque à Era do Rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 219-220), em linhas
gerais, podemos apontar os seguintes fatores para esse processo histórico:
1. Concentração da terra nas mãos de poucos proprietários, expulsando os trabalhadores
rurais do campo;
2. Endividamento dos pequenos proprietários rurais devido às altas taxas de impostos
sobre a propriedade, o que levava à solicitação de empréstimos;
3. Dificuldade do pequeno proprietário de enfrentar a concorrência da oferta de
produtos a preços inferiores por parte dos grandes proprietários;
4. Grande concentração dessa população expulsa do campo nas cidades, criando uma
reserva de mão de obra para a indústria nascente;
5. Impossibilidade de absorção, especialmente na Itália e na Alemanha, de todos esses
trabalhadores pela indústria;
6. Acentuado crescimento demográfico, com a população europeia aumentando duas
vezes e meia;
7. Desenvolvimento tecnológico, com a máquina substituindo o trabalho do homem.
Entretanto, o sonho de “fazer a América” não era tão facilmente realizado. A vida desses
imigrantes foi marcada, especialmente no seu início, por muito trabalho, dificuldades de adaptação
à língua, costumes e hábitos diferentes. Além disso, não só traziam consigo os preconceitos dos
países de origem, como também sofriam preconceitos, reproduzindo aqui as visões negativas que
opunham alemães do norte ao sul, italianos setentrionais a italianos meridionais, alemães a po-
loneses, italianos a japoneses (ALVIM, 1998, p. 269).
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
“Vamos para a América
Naquele belo Brasil
Aqui ficam os nossos ricos senhores
A trabalhar a terra com a enxada
[...].”
Música italiana tirada de La Grande Emigrazione, de Emilio
Franzina. Veneza: Marsílio Editori, 1976. p. 204.
“O carro já está em frente à porta,
Partimos com a mulher e filharada,
Emigramos para a terra prometida,
Ali se encontra ouro como areia.
Logo, logo estaremos no Brasil.”
Música alemã tirada do livro O imigrante alemão, de Carlos
Fouquet. São Paulo: Instituto Hans Staden, 1974. p. 82.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
23
26.
Com base naaula, nas imagens e na leitura dos textos responda as seguintes questões:
1. Por que as pessoas migram?
2. Por que muitos ficam e não voltam?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
24
27.
3. O quelevou as pessoas a saírem da Europa? No texto 1, falou-se em perseguição, mas persegui-
ção do quê? De quem? Você pode dar outros exemplos, além dos mencionados no texto, tendo
em conta a situação de hoje?
Sugerimos que você continue a discussão sobre a família. Mas agora o grupo deve escolher uma
única família, de um dos seus membros, para aprofundar o tema da migração, imigração e emigração.
Faça, junto com os demais elementos do grupo, uma pequena pesquisa de campo com a família do
aluno escolhido para compreender o tema da mudança. Juntos, entrevistem as pessoas que podem
dar explicações sobre o passado da família: às vezes são os avós, os tios ou mesmo os pais. Enfim,
construam uma narrativa da história de migração de uma família e apresentem para a classe.
A seguir estão algumas sugestões de perguntas que poderão nortear sua pesquisa.
1. Você sabe como se deu a emigração, a imigração ou a migração na sua família?
PESQUISA DE CAMPO
Sociologia - 2ª série - Volume 1
25
28.
2. O quesabia(m) da cidade/Estado/ou país de destino?
4. Ainda se sente(m) estrangeiro(s)? Tem vontade de voltar?
3. Há quanto tempo está(ão) no lugar (bairro, cidade, país)?
5. Já pôde (puderam) voltar ao local de origem? Se sim, como foi essa volta?
6. Já sentiu (sentiram) vontade de voltar para o lugar de origem? Se sim, por que ficou (ficaram)?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
26
29.
Se no seugrupo não houver nenhum jovem cuja família tenha se mudado de país, Estado,
bairro ou cidade, você pode fazer a pesquisa escolhendo alguma família da vizinhança que não
esteja há muito tempo na região.
7. Por que voltou (voltaram) para o local de origem? (caso seja emigração)
1. Quem foi Georg Simmel?
2. Explique como ele analisou a figura do estrangeiro.
VOCÊ APRENDEU?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
27
30.
3. Explique apartir da leitura dos textos sobre emigração europeia, por que, de repente, muitas
pessoas deixaram os campos e foram morar nas cidades.
4. Com base nas músicas cantadas na época da imigração, nas fotos de imigrantes e na discussão
em sala, explique se a imagem idealizada pelos europeus estava de acordo com a realidade aqui
encontrada.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
28
31.
APRENDENDO A APRENDER
Umaforma muito gostosa de saber mais é ir a um museu. Em muitas cidades do Estado
de São Paulo há museus que contam a história da imigração, como em Jundiaí, Holambra,
Santa Bárbara D’Oeste, entre outras. Na sua própria cidade, ou numa cidade vizinha, pode
existir um museu de imigração. Vale a pena visitá-los. A cidade de São Paulo tem um muito
importante, que é o Memorial do Imigrante, localizado na antiga Hospedaria dos Imigrantes,
e também há o Centro de Tradições Nordestinas (CTN).
Além de ser um passeio agradável, você aprende mais sobre a sua história.
Sites
CENTRO de Tradições Nordestinas (CTN). Disponível em: <http://www.ctn.org.br>.
Acesso em: 1 out. 2012. Traz muitas informações interessantes sobre os nordestinos em
São Paulo.
MEMORIAL do Imigrante. Disponível em: <http://www.memorialdoimigrante.org.br>.
Acesso em: 1 out. 2012. Pode ajudar muitos descendentes de imigrantes a descobrir um
pouco mais sobre sua origem.
PARA SABER MAIS
Sociologia - 2ª série - Volume 1
29
2. Descreva brevementea vida de Norbert Elias e relacione-a a sua análise sobre os estabelecidos
e os outsiders.
O termo outsider não tem uma tradução muito fácil para a língua portuguesa.
Literalmente, significa “de fora”, ou seja, alguém que veio de outro lugar e não é membro
original do grupo, não se encaixa muito bem nele. Mas dizer em português ele é um “de
fora” ou alguém fora do grupo soa um tanto quanto estranho aos nossos ouvidos. É por isso
que o termo não é traduzido e usa-se a expressão em inglês. Estabelecidos refere-se aos mo-
radores no bairro mais antigo da cidade, aqueles que estavam mais integrados.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
33
36.
2. Língua (gírias):a língua também é importante no momento da migração, seja como facilitador
da integração, seja como um elemento que a atrapalha. Você pode fazer uma lista de palavras
que até hoje são usadas pela família e de outras novas, que não conheciam ou conheciam por
outro nome. Por exemplo, mandioca/aipim, abóbora/jerimum etc.
Sugerimos os seguintes pontos a ser abordados:
1. Religião: o grupo poderia perguntar como foi possível a manutenção de determinada religião
ou se houve conversão de várias pessoas da família a outra religião.
Na Situação de Aprendizagem 2 você fez um trabalho sobre a história de migração de uma família.
Agora o trabalho deve dar continuidade ao anterior. O objetivo é trabalhar a questão da adaptação à
nova realidade e do estranhamento ante a nova realidade, seja a mudança de bairro, de cidade, de Estado
ou de país. Nem sempre a mudança é fácil. Na maioria das vezes ela envolve adaptação e concessões.
Isso se reflete na vida cotidiana das pessoas, nos seus hábitos, nas maneiras de ser e de agir. Você pode
manter os mesmos grupos e a mesma família da pesquisa anterior. Descubra as tensões da migração
para eles.
LIÇÃO DE CASA
Sociologia - 2ª série - Volume 1
34
37.
3. Alimentação: aalimentação às vezes pode ser um dos elementos mais complicados em
qualquer adaptação. Peça para as pessoas entrevistadas falarem sobre:
a) Os tipos de alimentos: você pode perguntar, entre outras coisas, sobre o consumo de carne. Por
exemplo, coreanos: carne de cachorro; franceses: carne de cavalo; chineses: ratos, escorpiões, certos
tipos de barata. Entre os próprios brasileiros, dependendo da região, há consumo de diferentes
animais: o bode, em muitas localidades do Nordeste; jacaré mato-grossense, içá, a fêmea da
formiga saúva nas regiões Norte e Centro-Oeste etc. Ou aborde ainda outros tipos de alimentos.
b) Pergunte se eles ainda consomem produtos ou alimentos de seu lugar de origem e como
fazem para adquiri-los.
c) As adaptações de antigas receitas e a incorporação de novas: não deixe de pedir uma lista
de alimentos e pratos que hoje comem e que não comiam ou nem conheciam, bem como de
novas receitas que foram introduzidas na alimentação da família.
4. Costumes: você pode fazer perguntas sobre: vestuário, formas de casamento, brincadeiras,
festas típicas, danças, maneira de se cumprimentar etc.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
35
38.
5. Histórias defamília: pergunte também a respeito das histórias de família. Histórias pitores-
cas, engraçadas ou tristes da adaptação das famílias/pessoas ao novo lugar.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
36
39.
2. Explique arelação entre mudança cultural e aculturação.
1. Aculturação é sinônimo de assimilação? Por quê?
VOCÊ APRENDEU?
Deixamos um espaço para outros temas que queira abordar e que não foram aqui sugeridos.
Sociologia - 2ª série - Volume 1
37
40.
APRENDENDO A APRENDER
Muitasvezes as discussões em sala de aula parecem distantes de nossa realidade. E às
vezes até são. Entretanto, em outras, saber mais sobre a história da nossa família ajuda a
refletir sobre questões mais amplas. Conversar com pais, parentes e avós sobre a história da
família pode ajudar a compreender certos acontecimentos mais gerais. Como, por exemplo,
perceber que o desemprego de seu pai coincidiu com um período de recessão da economia,
entre muitos outros. Isso nos ajuda a ver o mesmo fato sob um outro ângulo. Esse tipo de
conversa, além de ser muito interessante, pois nos aproxima de nossos pais e de nossa
história, também pode nos ajudar a compreender diversas situações que marcaram ou
marcam a história do nosso país.
3. Por que os estabelecidos se viam como melhores do que os outsiders em Winston Parva?
Sociologia - 2ª série - Volume 1
38
41.
Indicamos o sitedo Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos
da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Disponível em:
<http://www.diversitas.fflch.usp.br>. Acesso em: 1 out. 2012. Contém textos e vídeos,
além de links para outros sites.
Outra indicação é o curta Daqui nóis não arreda o pé. Direção: Jairo Teixeira dos Santos.
Brasil, 2005. 15 min. Sinopse: as irmãs Tonha e Aparecida são alvo da zombaria da
molecada e da ira de alguns moradores de Santana do Jacaré, que querem expulsá-las
da cidade.
PARA SABER MAIS
Sociologia - 2ª série - Volume 1
39