SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
“... duas razões para que a unidade da Pompéia seja a de maior visibilidade: a primeira é sua extensa
programação cultural, com espetáculos, eventos e exposições de grande ressonância na vida da
cidade e mesmo do país. A outra é sua arquitetura, tanto pelo que representa em termos de
memória industrial preservada, quanto pelas engenhosas soluções de restauro, reciclagem e novas
intervenções feitas por Lina Bo Bardi”.
(Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo )
Ano do projeto
1977
Área de intervenção
1.598 m2
Localização
Rua Clélia, 93 – São Paulo
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Objetivo do Projeto:
O projeto do SESC Pompéia propõe a manutenção do espaço livre dos
galpões, mas sugere também catalisadores daquelas atividades e também
um olhar crítico para a antiga estrutura: as funções seriam reprojetadas e
o projeto de tecnologia fabril seria deglutido por um projeto moderno
A partir de conceito básico comum, encontrar expressões arquitetônicas
com forte identidade. É esse aspecto que, em sua avaliação, fez com que
aquela unidade - também por sua arquitetura - se tornasse ponto de
partida de inúmeras outras obras de reciclagem e memória urbana e
industrial em todo o país.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Além da vitalidade
Arquitetônica é igualmente
um complexo de espaços e
instalações que conjuga
atividades relacionadas às
expressões artísticas,
às expressões do corpo, à
saúde e ao bem-estar social.
Complexo cultural e desportivo
Qualidade de programação cultural
Forte Expressão Arquitetônica
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Implantação / Planta Baixa
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDIPrograma
1. Conjunto esportivo com piscina, ginásio e quadras 15 pavimentos
duplos.
2. Lanchonete, vestiários, sala de ginástica, lutas e danças (11
pavimentos)
3. Torre da caixa d’água
4. Grande Deck/Solarium com espelho d’água e cachoeira.
5. Almoxarifado e Oficinas de manutenção.
6. Ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e
tipografia.
7. Laboratório fotográfico, estúdio musical, sala de danças e vestiários (13
pavimentos).
8. Teatro com 1200 lugares.
9. Vestíbulo coberto do teatro para espetáculos.
10.Restaurante self-service para 2000 refeições e choperia (noite).
11.Cozinha industrial.
12.Vestiários e refeitórios dos funcionários (2 pavimentos).
13.Grande espaço de estar, jogos de salão, espetáculos e mostras
expositivas com grande lareira e espelho d’água.
14.Biblioteca de lazer, lajes abertas de leitura e videoteca.
15.Pavilhão das grandes exposições temporárias.
16.Administração geral do centro (2 pavimentos).
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Leste
Oeste
O projeto do SESC Pompéia concretiza
a rua interna da fábrica transformando-a
num palco para manifestações
espontâneas ou para apresentação
agendada.
A rua, em declive, perpassa o programa
cultural e de serviço, e conduz o
visitante para uma área mais reservada,
que abriga sobretudo o balneário e o
programa de esportes.
No interior do lote há um encontro de
“vias” de pedestres: a rua principal com
a rua construída sobre o Córrego das
Águas Pretas. Com essas situações
Lina trás o ambiente urbano para dentro
do edifício. A rua interna do SESC
prolonga o espaço da cidade para o
terreno.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Leste
Oeste
Das antigas fabricas restam os antigos materiais:
Tijolos de Barro e Telhado de Madeira e o
movimento topográfico poético.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Teatro
Corte Longitudinal do Teatro
Corte Transversal do Teatro
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Corte Oficinas - Estrutura
Característica Principal:
Forte identidade através da
memória industrial preservada
pelas engenhosas soluções de
restauro, reciclagem e novas
intervenções.
Iluminação
natural pelo
telhado boa
parte do tempo.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDIOficinas
Seu mérito, além da admirável arquitetura, é sobretudo o de um espaço
respaldado pela efetiva apropriação pela população, que ali assistiu a
eventos, shows, exposições e desfiles que entraram para a crônica cultural
paulistana.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
O programa extenso exige
verticalização e a distância dos
dois espaços edificáveis sugere
uma solução simples, mas nem por
isso menos eficiente e poética, a
ocupação do espaço aéreo do
córrego por robustas passarelas.
Pontes unem os dois edifícios
principais da Pompéia e servem
para que os jovens, após os
suores dos espaçosos ginásios
que a grande torre abriga,
regressem aos vestiários da torre
pequena.
O conjunto escultórico dos dois
gigantes e a última torre cilíndrica
e alta como uma chaminé possuem
uma dimensão carregadamente
expressiva”.
Quadras
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Elevação QuadrasCorte Quadras
3 blocos isolados em concreto configuram a nova construção:
O 1º em um prisma estrutural regular destinado as piscinas e as quadras
esportivas, sobrepostas em 4 andares de pé direito duplo e piso em grelha
de concreto protendido para liberar áreas de 30 por 40 m.
O 2º um pouco mais esguio é ligado ao 1º por passarelas de concreto
protendido destinados aos vestiários e sala de exercícios tem uma das
faces marcadas pela escada de emergência e respectivos terraços de
circulação.
Um longo cilindro completa o conjunto que abriga a caixa d’água.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Interior das Quadras
Decoradas com cores que representam as 4 estações do ano.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Telhados reformulados com estrutura
metálica e cobertura com telha de barro e
vidro.
Mesmo dentro do lote, o projeto concebe
um espaço extraordinariamente urbano.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDI
Espaço para exposições
Área de convívio em acabamento aparente
Extensa programação cultural, com espetáculos,
eventos e exposições de grande ressonância na
vida da cidade e mesmo do país.
SESC POMPÉIA
LINA BO BARDIDos Materiais
Vigas e Pilares em concreto armado
Com fechamento em tijolos de Barro
Concreto Aparente nos pisos
Blocos de concreto nas referidas
Partes novas.
FIM

Estudo de Caso: Sesc Pompeia-SP

  • 1.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI “... duas razões para que a unidade da Pompéia seja a de maior visibilidade: a primeira é sua extensa programação cultural, com espetáculos, eventos e exposições de grande ressonância na vida da cidade e mesmo do país. A outra é sua arquitetura, tanto pelo que representa em termos de memória industrial preservada, quanto pelas engenhosas soluções de restauro, reciclagem e novas intervenções feitas por Lina Bo Bardi”. (Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo ) Ano do projeto 1977 Área de intervenção 1.598 m2 Localização Rua Clélia, 93 – São Paulo
  • 2.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Objetivo do Projeto: O projeto do SESC Pompéia propõe a manutenção do espaço livre dos galpões, mas sugere também catalisadores daquelas atividades e também um olhar crítico para a antiga estrutura: as funções seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria deglutido por um projeto moderno A partir de conceito básico comum, encontrar expressões arquitetônicas com forte identidade. É esse aspecto que, em sua avaliação, fez com que aquela unidade - também por sua arquitetura - se tornasse ponto de partida de inúmeras outras obras de reciclagem e memória urbana e industrial em todo o país.
  • 3.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Além da vitalidade Arquitetônica é igualmente um complexo de espaços e instalações que conjuga atividades relacionadas às expressões artísticas, às expressões do corpo, à saúde e ao bem-estar social. Complexo cultural e desportivo Qualidade de programação cultural Forte Expressão Arquitetônica
  • 4.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Implantação / Planta Baixa
  • 5.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDIPrograma 1. Conjunto esportivo com piscina, ginásio e quadras 15 pavimentos duplos. 2. Lanchonete, vestiários, sala de ginástica, lutas e danças (11 pavimentos) 3. Torre da caixa d’água 4. Grande Deck/Solarium com espelho d’água e cachoeira. 5. Almoxarifado e Oficinas de manutenção. 6. Ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e tipografia. 7. Laboratório fotográfico, estúdio musical, sala de danças e vestiários (13 pavimentos). 8. Teatro com 1200 lugares. 9. Vestíbulo coberto do teatro para espetáculos. 10.Restaurante self-service para 2000 refeições e choperia (noite). 11.Cozinha industrial. 12.Vestiários e refeitórios dos funcionários (2 pavimentos). 13.Grande espaço de estar, jogos de salão, espetáculos e mostras expositivas com grande lareira e espelho d’água. 14.Biblioteca de lazer, lajes abertas de leitura e videoteca. 15.Pavilhão das grandes exposições temporárias. 16.Administração geral do centro (2 pavimentos).
  • 6.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Leste Oeste O projeto do SESC Pompéia concretiza a rua interna da fábrica transformando-a num palco para manifestações espontâneas ou para apresentação agendada. A rua, em declive, perpassa o programa cultural e de serviço, e conduz o visitante para uma área mais reservada, que abriga sobretudo o balneário e o programa de esportes. No interior do lote há um encontro de “vias” de pedestres: a rua principal com a rua construída sobre o Córrego das Águas Pretas. Com essas situações Lina trás o ambiente urbano para dentro do edifício. A rua interna do SESC prolonga o espaço da cidade para o terreno.
  • 7.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Leste Oeste Das antigas fabricas restam os antigos materiais: Tijolos de Barro e Telhado de Madeira e o movimento topográfico poético.
  • 8.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Teatro Corte Longitudinal do Teatro Corte Transversal do Teatro
  • 9.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Corte Oficinas - Estrutura Característica Principal: Forte identidade através da memória industrial preservada pelas engenhosas soluções de restauro, reciclagem e novas intervenções. Iluminação natural pelo telhado boa parte do tempo.
  • 10.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDIOficinas Seu mérito, além da admirável arquitetura, é sobretudo o de um espaço respaldado pela efetiva apropriação pela população, que ali assistiu a eventos, shows, exposições e desfiles que entraram para a crônica cultural paulistana.
  • 11.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI O programa extenso exige verticalização e a distância dos dois espaços edificáveis sugere uma solução simples, mas nem por isso menos eficiente e poética, a ocupação do espaço aéreo do córrego por robustas passarelas. Pontes unem os dois edifícios principais da Pompéia e servem para que os jovens, após os suores dos espaçosos ginásios que a grande torre abriga, regressem aos vestiários da torre pequena. O conjunto escultórico dos dois gigantes e a última torre cilíndrica e alta como uma chaminé possuem uma dimensão carregadamente expressiva”. Quadras
  • 12.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Elevação QuadrasCorte Quadras 3 blocos isolados em concreto configuram a nova construção: O 1º em um prisma estrutural regular destinado as piscinas e as quadras esportivas, sobrepostas em 4 andares de pé direito duplo e piso em grelha de concreto protendido para liberar áreas de 30 por 40 m. O 2º um pouco mais esguio é ligado ao 1º por passarelas de concreto protendido destinados aos vestiários e sala de exercícios tem uma das faces marcadas pela escada de emergência e respectivos terraços de circulação. Um longo cilindro completa o conjunto que abriga a caixa d’água.
  • 13.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Interior das Quadras Decoradas com cores que representam as 4 estações do ano.
  • 14.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Telhados reformulados com estrutura metálica e cobertura com telha de barro e vidro. Mesmo dentro do lote, o projeto concebe um espaço extraordinariamente urbano.
  • 15.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDI Espaço para exposições Área de convívio em acabamento aparente Extensa programação cultural, com espetáculos, eventos e exposições de grande ressonância na vida da cidade e mesmo do país.
  • 16.
    SESC POMPÉIA LINA BOBARDIDos Materiais Vigas e Pilares em concreto armado Com fechamento em tijolos de Barro Concreto Aparente nos pisos Blocos de concreto nas referidas Partes novas.
  • 17.