Segurança, Design e Tecnologia Edição 4 - Ano 2012 
CASOS DE SUCESSO 
Center Castilho, 
Tent Beach, Besni, 
Nokia, Superbom 
e muitos outros 
LANÇAMENTO 
Cofre inteligente 
marca a estreia 
da sueca Gunnebo 
na América do Sul 
ASSOCIAÇÕES 
Representantes da 
Abras, Apas e 
Alshop: prevenir 
perdas é essencial 
LUCROS 
A SALVO 
Especialistas afirmam que 
investir na área de prevenção 
pode significar a diferença 
entre lucro e prejuízo nos 
vários canais do varejo
AUMENTE SEUS LUCROS 
EVITANDO AS FRAUDES NO PDV 
Software para gerenciamento e monitoramento à distância de todas as operações efetuadas 
em tempo real, conferindo seus tíquetes com os produtos realmente comprados. 
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CASOS SÃO 
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8 canais, gabinete 19” 3U. 
Ideal para lojas com poucos 
checkouts, como farmácias ou 
lojas de conveniência. 
Segurança 
Tecnologia 
Design
SUMÁRIO 
04. Negócios 
05. Associações 
Abras, Apas e Alshop: combate às perdas é fundamental 
06. Soluções 
Center Castilho: tecnologia contra fraudes no PDV 
07. Design 
Bonitinha, mas bem protegida 
08. Fusão no Varejo 
09. Eletrônicos 
Sucesso do cadeado eletrônico na Nokia e na Fnac 
10. capa 
Prevenção de perdas: custo ou investimento? 
12. Autosserviço 
Y. Yamada, São Roque e Superbom: foco nos negócios 
14. varejo 
Tent Beach, Besni, Esplanada e Valdac: parceria 
16. serviços 
18. tecnologia 
Expediente 
Sede América do Sul 
Rua Dr. Thomas Sepé, 350 
Cotia (SP) 
CEP 06711-270 
A revista Prevenção de Perdas é uma publicação da Gunnebo Gateway Brasil. 
Coordenação geral 
Adriano Sambugaro e Marta Alcarde 
Produção editorial 
Versátil Comunicação Estratégica 
(www.versatilcomunicacao.com.br) 
Textos 
Raquel Budow, Helder Horikawa e 
Sandra Takata 
Edição 
Cícero Vieira (MTb: 23.171) 
Atendimento: (11) 3732-6626 
Central de Negócios: (11) 3732-6628 
info@gateway-security.com.br 
www.gateway-security.com.br 
Fotos 
Shin Shikuma e Divulgação 
Conselho Editorial 
Adriano Sambugaro, Luciano Raposo, 
Luiz Fernando Sambugaro, Moacir Michel, 
Rubens Bulgarelli e Rui Rodrigues 
Projeto gráfico e diagramação 
Cyan Studio (www.cyan.com.br) 
Impressão 
Gráfica Josemar Ltda. 
Acompanhe a Gateway também na redes sociais e conheça o 
Blog Sobre o Varejo: www.gateway-security.com.br/blog 
Bem-vinda, Gunnebo 
Se somos constantemente chamados a dar suporte ao 
cliente com nossas recomendações e soluções na área 
de Prevenção de Perdas em todo o país, e os resultados 
diminuem o prejuízo significativamente, nada mais 
lógico que o tema esteja na capa desta publicação. 
Em 2011, o valor do prejuízo no varejo brasileiro foi 
estimado em R$ 16 bilhões. 
Nesta edição, contamos com os depoimentos de 
grandes especialistas em varejo e outros profissionais 
cujas empresas têm se destacado na Prevenção de Perdas. 
Outro ponto que desperta a atenção é o crescente número 
de fusões e aquisições. Destacamos a participação do 
gestor de uma rede supermercadista que enfrentou não 
apenas o problema de conflitos culturais, normalmente 
ocorridos nesses processos, mas também o de conciliação 
de conceitos, equipamentos e medidas corporativas na 
gestão do Departamento de Prevenção de Perdas. 
Por falar em fusão e aquisição, a nossa empresa 
também vive essa situação. Depois de dez anos de atividades 
no mercado varejista local e levando-se em conta os 
resultados e a necessidade de investimentos em novas 
áreas, a Gunnebo ampliou sua participação na Gateway 
Brasil. Isso mostra que o nosso país, a sexta maior economia 
do mundo e a primeira da América Latina, é um mercado 
estratégico na política de crescimento do grupo sueco. A 
subsidiária passa agora a ser denominada Gunnebo Gateway 
Brasil. O presidente e CEO da Gunnebo, Per Borgvall, 
afirmou que “vamos utilizar toda a expertise dela como 
plataforma para o crescimento do grupo na América do Sul. 
A unidade no país será uma base para nos aproximarmos de 
clientes dos segmentos de segurança bancária e manuseio 
de dinheiro, desde bancos centrais e instituições financeiras 
até o comércio varejista”. Em conjunto, isso vai permitir 
novos saltos, assunto abordado por Rubens Bulgarelli Filho, 
diretor-geral da empresa recém-criada. 
Também nesta edição mostramos os nossos 
lançamentos, os casos de sucesso compartilhados com 
nossos clientes e a profícua relação entre a Gateway e os 
arquitetos que deixam as lojas mais bonitas e lucrativas. 
Por último, e não menos importante, veja a reportagem 
sobre os nossos investimentos em treinamento de clientes 
e o êxito nos negócios decorrentes dessa atividade, além 
da realidade do RFID, já introduzida pela empresa no 
segmento de bibliotecas. 
Boa leitura, curta as novidades e espalhe as 
informações relevantes. 
Luiz Fernando Sambugaro 
Diretor de Comunicação 
luizfernando@gateway-security.com.br 
Brasil torna-se a base da Gunnebo para a América do Sul 
Estratégia de segurança é prioridade nas incorporações 
Treinamentos para tirar o máximo da tecnologia 
RFID Brasil – Gateway Library: resultados animadores 
Editorial
Prazer, 
Gunnebo 
Gateway 
Brasil 
Grupo sueco investe na 
subsidiária brasileira e 
amplia seus horizontes Sede para a América do Sul, em Cotia, inaugurada em outubro de 2011 
O grupo sueco Gunnebo, um dos principais 
fornecedores de sistemas de segurança no 
continente europeu, fundado há mais de 
200 anos, aumentou sua participação – de 
50% para 80% –, na brasileira Gateway 
Security. Com isso, a empresa internacional 
assume o controle acionário da líder no 
fornecimento para o setor varejista nacional 
de soluções tecnológicas para proteção 
eletrônica de mercadorias. A subsidiária do 
grupo passa a se chamar Gunnebo Gateway 
Brasil. “Vamos utilizar toda a sua expertise 
como plataforma para o crescimento do 
grupo na América do Sul. A unidade no país 
será uma base para nos aproximarmos de 
clientes dos segmentos de segurança ban-cária 
4 
e manuseio de dinheiro, desde bancos 
centrais e instituições financeiras até o 
comércio varejista”, afirma o presidente e 
CEO da Gunnebo, Per Borgvall. 
O investimento mostra que a sexta 
maior economia do mundo e a primeira da 
América Latina é um mercado estratégico 
na política de crescimento da Gunnebo. 
Além do mais, cinco anos atrás, as vendas 
do grupo sueco para mercados fora da 
Europa representavam pouco mais de 
10% do faturamento. Essa participação 
triplicou, percentualmente, no terceiro 
trimestre de 2011, saltando para 32% do 
resultado da companhia. 
Referência no varejo local 
Além desses fatores que indicam as boas 
perspectivas no Brasil, as negociações 
levaram em conta a performance da 
unidade no mercado nacional. Ela registra 
hoje a maior taxa de crescimento em 
soluções para a prevenção de perdas 
entre todas as subsidiárias do grupo 
espalhadas por mais de 30 países. 
A partir deste ano, as soluções da 
companhia começam a ser fornecidas 
para aeroportos, prédios inteligentes, 
shopping centers, bancos e varejo em 
todo o país. As expectativas de resultados 
nessa operação são bastante positivas, 
já que a economia brasileira continua no 
centro das atenções mundiais e o varejo, 
a atrair investidores internacionais. 
Além disso, há um grande reforço com a 
realização de dois eventos de visibilidade 
em todo planeta: a Copa do 
Mundo de Futebol, em 2014, e a 
Olimpíada, em 2016. 
A Gateway é uma referência 
no mercado local com as suas 
antenas antifurto, etiquetas rígidas e 
adesivas e cadeados eletrônicos, além dos 
circuitos fechados de televisão (CFTV). Em 
média, são cerca de 400 clientes novos 
conquistados anualmente e, nos últimos 
dois anos, foram lançados 11 produtos. Com 
crescimento de 40% ao ano, a companhia 
inaugurou recentemente uma nova sede, em 
Cotia, na Grande São Paulo. 
Rubens Bulgarelli Filho e toda a 
Equipe da Gateway mantêm-se à frente 
da gestão da Gunnebo Gateway Brasil e 
demonstram muito otimismo. “Devemos 
crescer tremendamente até o fim deste 
ano e acreditamos alcançar R$ 85 milhões 
de faturamento em 2012”, prevê. 
Negócios 
Números do grupo no país 
40% 11 400 
NOVOS CLIENTES A 
CADA ANO 
NOVOS PRODUTOS 
NOS ÚLTIMOS 2 ANOS 
DE CRESCIMENTO 
AO ANO
É necessário 
investir em 
prevenção 
Prevenção 
de Perdas 
Mais lucro, menos prejuízo 
Estudo realizado junto a 103 empresas brasileiras de todos 
os segmentos varejistas, divulgado em março pelo Instituto 
Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar/ 
FIA), revela que, no Brasil, o índice médio de perdas (quebra 
operacional, furtos internos e externos, erros administrativos e de 
fornecedores, entre outros menos representativos), em 2010, foi 
equivalente a 1,75% do faturamento dos setores pesquisados. Ou 
seja, no ano passado, foram desperdiçados R$ 16,4 bilhões. Com 
essa quantia, quantas novas lojas poderiam ser abertas ou novos 
empregos, criados? 
Com margens cada vez mais apertadas, qualquer perda tem 
um peso muito grande nos resultados das companhias varejistas. 
Por isso, planejar e colocar em prática um programa de prevenção 
de perdas é essencial para aumentar os lucros e garantir a 
sobrevivência dos negócios, como recomendam os executivos das 
entidades mais representativas de supermercadistas (Abras e 
Apas) e lojistas de shopping centers (Alshop). 
Associações 
Investir na adoção de medidas 
preventivas é essencial para 
aumentar os rendimentos e garantir 
a sobrevivência de todas as empresas 
“Cada shopping 
center no 
Brasil investe 
anualmente, 
em média, R$ 2 milhões em segurança. 
As empresas também despertaram para a 
necessidade de se prevenir, considerando 
em seus planejamentos um investimento 
em treinamento e equipamentos de 
prevenção de perdas. Apenas furtos e 
roubos respondem por quase 70% das 
ocorrências registradas no setor. 
Um bom plano integrado, envolvendo 
shoppings, lojistas e empresas de segurança, 
pode reduzir esse índice. Sugerimos que 
invistam cada vez mais em segurança, de 
olho nas novidades tecnológicas que podem 
ajudar nesse processo.” 
Fundamental 
para a 
sobrevivência 
“A perda é a gran-de 
vilã do varejo. 
Pelos números 
dos últimos anos, 
poderíamos dizer que, se existisse uma 
fórmula mágica de eliminá-la, dobraríamos 
o lucro líquido do setor. Diante desse cenário, 
prevenção é a palavra de ordem. As grandes 
redes já possuem essa cultura e entendem 
sua importância para o sucesso e a renta-bilidade 
do negócio, mas muitas pequenas 
e médias empresas, infelizmente, não. 
Acreditam que a perda pode ser absorvida por 
alterações de margem e esquecem que, com 
isso, diminuem a competitividade. Temos a 
obrigação de alertá-las sobre a necessidade 
da prevenção de perdas como item fundamen-tal 
para a sobrevivência no mercado.” 
Aguinaldo Gomes Marques, coordenador 
do Comitê Abras de Prevenção de Perdas 
Nabil Sahyoun, presidente da Associação 
Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop) 
Menos perdas 
e ameaças ao 
patrimônio 
“O varejo como 
um todo e, 
em especial, 
o comércio 
supermercadista, busca a maior eficiência 
em suas atividades, para minimizar seus 
custos e elevar suas margens. Dessa 
maneira, as perdas têm impacto direto na 
lucratividade da loja. 
O investimento em ferramentas e processos 
que minimizem as perdas traz, sem dúvida, 
resultados positivos em termos de vendas, e 
consequentemente nos resultados financeiros 
dos varejistas. Por isso, procuramos 
disseminar com regularidade em nossos 
eventos informações, exposições e palestras 
que enfatizem a importância de se evitar 
rupturas, perdas e ameaças ao patrimônio.” 
Carlos Corrêa, superintendente da Associação 
Paulista de Supermercados (Apas)
Soluções 
6 
Aliado contra as 
fraudes no PDV 
Monitorar à distância todas as operações 
efetuadas nos checkouts – em tempo 
real e com qualidade de DVD –, além de 
conferir cada lançamento no tíquete com 
os produtos efetivamente comprados, e até 
os cupons cancelados, são algumas das 
características do Gatecash®, solução da 
Gunnebo Gateway Brasil. “O custo-benefício 
é muito interessante e proporciona um 
controle maior. É um grande aliado na luta 
diária contra o furto no ponto de venda”, 
sintetiza o gerente administrativo-financeiro 
da rede de materiais de construção Center 
Castilho, Gerson Kühn, sobre a tecnologia 
ideal para diminuir as irregularidades no 
desempenho dos operadores de caixa. 
A maioria das 11 lojas da Center 
Castilho, parceira da Gunnebo Gateway 
Brasil desde 2009, possui também antenas 
e desativadores e, até o fim do primeiro 
semestre de 2012, todas elas devem 
dispor desses equipamentos. Para Kühn, a 
tecnologia de prevenção de perdas é uma 
“ferramenta muito importante que vem ao 
encontro de todo nosso trabalho, esforço 
e investimento. São tão fundamentais que 
proporcionaram uma mudança de cultura 
no gerenciamento das lojas”. Hoje, diz ele, 
há uma exposição maior dos produtos, o 
que foi possível apenas com a instalação 
dos itens de proteção. 
Versões Full e Lite 
O Gatecash é uma solução tecnológica 
que se integra plenamente ao software 
de automação comercial do varejista. 
Lançada há três anos, a versão Full, para 
até 32 checkouts por servidor, surgiu 
para atender a uma demanda dos hiper-mercados. 
A Lite, para até oito caixas, 
lançada na Feira da Apas 2012 (mais 
informações abaixo), é apropriada para os 
estabelecimentos menores. 
Segundo Jafe Lourenço dos Santos 
Netto, supervisor de suporte técnico da 
Gunnebo Gateway Brasil, a versão Full tem 
encontrado muita receptividade. Atualmen-te, 
ela é utilizada por aproximadamente 50 
lojas de diferentes canais para a gestão dos 
processos e combate às fraudes no PDV. 
A instalação da tecnologia é muito 
rápida e, imediatamente depois de 
concluída, o equipamento do caixa está 
liberado para operação novamente. “Basta 
homologar a interface junto ao cliente e 
dar um treinamento de no máximo duas 
horas aos funcionários para explicações 
gerais, porque o software é bem didático”, 
garante o supervisor de suporte técnico da 
Gunnebo Gateway Brasil. 
Jafe, da Gunnebo Gateway: instalação do 
Gatecash é simples e rápida 
Para Gerson, da Center Castilho, o sistema é 
um parceiro na luta diária contra furtos 
Solução para lojas pequenas 
Desenvolvida em resposta a uma 
solicitação do mercado, para atender a 
necessidade dos pequenos varejistas, 
a versão Lite tem um preço mais 
acessível. Adequada para PDVs com 
até oito checkouts por servidor, é ideal 
para drogarias, lojas de conveniência 
e de departamentos (como calçados e 
roupas, por exemplo). Com o Gatecash 
Lite, elas podem começar a acompanhar 
o registro das compras no PDV e conferir 
os tíquetes em tempo real. 
A Gunnebo Gateway Brasil lança uma 
novidade inédita no mercado brasileiro, 
o Contador de Fluxo iPoint, totalmente 
wireless (sem fio) – dispensa a necessidade 
de infraestrutura para a instalação – e 
acessado pela internet. 
Além do modelo iPoint, a Gunnebo 
Gateway Brasil oferece outras duas versões 
de Contadores de Fluxo: a pedestal e 
outra que se integra à antena protetora. 
Considerada uma importante ferramenta de 
gestão e marketing, a tecnologia trabalha 
com análise de fluxo de pessoas, entrada e 
saída simultaneamente, com um índice de 
98% de acerto. Com ela, é possível saber 
quantas pessoas passaram por um local em 
determinado horário. 
O supervisor de Suporte Técnico, Jafe 
Lourenço dos Santos Netto, explica que o 
Contador de Fluxo é adequado para empresas de 
consultoria e shopping centers, que podem apre-sentar 
gráficos e estatísticas com os resultados 
obtidos. “Se um gerente de loja deseja fazer uma 
promoção dentro de um shopping, a administra-dora 
do empreendimento pode informar, com o 
auxílio do contador de fluxo, em quais horários 
há maior concentração de pessoas”, exemplifica 
o supervisor da Gunnebo Gateway Brasil. 
Gatecash permite 
a hipermercados, 
lojas de conveniência 
e drogarias a 
acompanhar, em 
tempo real, os 
registros de cada 
compra nos caixas 
para combater 
as fraudes
Design 
Loja bonita e protegida 
Além de embelezar a loja para encantar o cliente, projetos 
podem incorporar com harmonia equipamentos de segurança 
Prevenção 
de Perdas 
Diferentemente do pensamento comum aqui no Brasil, 
a segurança é um fator básico na hora de montar ou 
reformar qualquer negócio. E isso não se refere apenas 
aos grandes estabelecimentos. Ela pode ser vista como 
investimento e se torna um dos mais importantes 
instrumentos na luta diária contra a redução de perdas 
provenientes de furtos internos e externos. 
Nesta edição da revista Prevenção de Perdas 
conversamos com dois renomados arquitetos para 
mostrar que seus projetos, além de incluir o embele-zamento 
de uma loja para encantar o consumidor e 
facilitar o acesso aos produtos oferecidos, incorporam 
com harmonia os equipamentos de proteção. 
Para o arquiteto 
Manoel Roberto Alves 
Lima, sócio-diretor da 
FAL - Design Estratégico 
para Varejo, itens de 
segurança são cada 
vez mais necessários, 
tanto no segmento de 
luxo como no popular. 
A presença deles é 
imprescindível para 
minimizar qualquer im-pacto 
negativo. “Temos 
de criar vãos de acessos 
dentro das modulações 
certas para a inclusão 
das antenas, desenvolver 
elementos junto aos 
pórticos de entrada que 
absorvam a sua largura 
e especificar as antenas com o acabamento mais 
adequado”, exemplifica. 
O arquiteto Julio Takano, da Kawahara Takano 
Soluções para Varejo, que atua no mercado latino- 
-americano há mais de 20 anos, vai além: “A escolha 
dos equipamentos adequados para prevenção de 
perdas é o fator-chave de sucesso para a exposição 
dos produtos”, afirma. Ele ressalta que a arquitetura de 
varejo, merchandising, comunicação visual e design de 
equipamentos são instrumentos que contribuem para 
o reposicionamento estratégico dos varejistas, “porque 
mais que embelezar por meio da mostra criteriosa, os 
produtos são hipervalorizados, tornando-se desejados”. 
Manoel acredita que, via de regra, a primeira 
opção para a escolha de equipamentos contra rou-bos 
e furtos nos estabelecimentos recai pelos mais 
discretos. Mas há casos em que se opta por deixar 
evidente que a empresa tem foco na segurança. Às 
vezes, uma antena visível é bem mais eficiente e re-comendável, 
porque inibe a contravenção. “O design 
das antenas de primeira linha é muito bom, e não 
podemos dizer que a sua presença irá comprometer 
irremediavelmente a estética da loja”, comenta. 
Takano concorda, porque “equipamentos discretos 
com uma linguagem minimalista não interferem no 
design dos produtos expostos, e, ao mesmo tempo, 
comunicam de forma clara ao consumidor que a 
experimentação no ponto de venda é uma premissa 
muito importante”. 
Manoel acredita que 
o design dos equipamen-tos 
de segurança tem 
procurado adequar-se 
aos projetos das lojas 
para propor soluções 
mais apropriadas. 
Pequenos, médios e 
grandes 
Não há dúvida. A incor-poração 
de sistemas de 
segurança é a melhor 
alternativa para a prevenção 
de perdas nos estabele-cimentos. 
Takano conta 
que orienta os clientes 
a aderirem à iniciativa. 
Prevenção de perdas não é 
um privilégio somente dos maiores. “Hoje, com a con-corrência 
acirrada, buscamos melhorar ao máximo a 
rentabilidade no ponto de venda”, avisa. “Em nossos 
projetos de grandes formatos, normalmente, esses 
equipamentos devem ser incluídos. Poucas vezes, 
temos de alertá-los. Já nos de médio e pequeno for-matos, 
o desconhecimento e a viabilidade econômica 
ainda imperam, e o nosso trabalho de evangelização e 
educação ainda é complexo.” 
Manoel acrescenta que vários lojistas têm 
considerado essencial a adoção de um projeto 
arquitetônico com a inclusão de itens de segurança e 
orienta a busca de soluções que minimizem as perdas 
e colaborem para que os números fiquem ainda mais 
interessantes aos olhos do varejista. 
Antena acrílica e cadeado 
eletrônico: soluções com design 
inovador e segurança total
Fusão no Varejo 
Prevenção de Perdas em 1º lugar 
Nas incorporações, analisar a estratégia de segurança da empresa 
adquirida é uma das maiores prioridades, para garantir a rentabilidade e 
aumentar o potencial do retorno do investimento no novo negócio 
Quando ocorre uma fusão entre empresas, 
as experiências bem-sucedidas devem 
prevalecer. Essa foi a decisão da sexage-nária 
8 
cadeia de supermercados Russi em 
relação à prevenção de perdas nas lojas da 
Coopideal, rede adquirida em setembro e 
que não possuía equipamentos de prote-ção. 
Com a aquisição, o Russi passa a ter 
22 lojas, concentradas na região de Jundiaí, 
cidade a 60 quilômetros da capital pau-lista, 
com cerca de 2 milhões de clientes 
atendidos por mês. 
O Russi utiliza, há três anos, equipa-mentos 
de segurança em todas as suas 
unidades, desde CFTV e sistema de monito-ramento 
de operação até etiquetas rígidas 
(EAS) e alarmes. “A prioridade é introduzir 
os processos e procedimentos eficazes 
para a redução e eliminação de riscos nas 
lojas que já estão operando com a nossa 
bandeira”, afirma Marcelo Tavares, gerente 
executivo de Proteção de Ativos do Russi 
Supermercados e coordenador do Comitê 
de Prevenção de Perdas da Abras. 
“Nossos índices de perdas sempre se 
mantiveram em patamares aceitáveis e 
ajustados ao orçamento anual, contudo, 
quando se opta pela tecnologia para a 
prevenção, a decisão sempre deve ser 
embasada no retorno que possa oferecer. 
E a nossa foi acertada, já que a quebra foi 
reduzida”, avalia o gerente executivo do 
Russi. Ele acrescenta: “A qualificação das 
equipes de prevenção de perdas nas lojas 
também melhorou, além da sensação de 
segurança por parte dos nossos clientes 
e o nível de assertividade das ações, 
principalmente sobre os furtos”. Outro 
fator que Tavares destaca é que várias 
mercadorias estão mais próximas do con-sumidor, 
por causa dos equipamentos de 
proteção. “Além de uma satisfação maior 
do cliente, a venda de alguns produtos 
cresceu até 40%”, revela. 
Dicas para 
pequenas lojas 
Quanto menor o estabelecimento, 
maior é a preocupação dos varejistas 
para oferecer conforto e um mix de 
produtos adequado. Com foco nesses 
itens, muitas vezes a prevenção de 
perdas e furtos é negligenciada, porém, 
as dimensões da loja não determinam 
o tamanho do prejuízo. Medidas como a 
integração de soluções arquitetônicas 
e de segurança são fundamentais para 
a redução dos furtos. Confira, a seguir, 
algumas dicas dos especialistas da 
Gunnebo Gateway Brasil e tire o máximo 
proveito das tecnologias de prevenção 
de perdas no varejo. 
A rede do interior paulista adquiriu a Coopideal, que não possuía equipamentos de proteção Trabalhe em parceria com 
profissionais de prevenção 
de perdas, assim como 
fornecedores de equipamentos 
antifurto e de segurança, 
para que se possa antever 
os problemas e estudar as 
soluções com antecedência. 
Evite colunas e utilize 
gôndolas baixas. É uma 
solução simples, barata e 
permite ao varejista maior 
visibilidade do que ocorre no 
fundo do estabelecimento. 
Quando o imóvel já está 
pronto, a atenção com os 
detalhes para a prevenção 
deve aumentar. 
Os itens voltados para a 
prevenção de perdas não 
devem interferir e, sim, se 
harmonizar com o layout. 
Em todo projeto deve-se 
prever na infraestrutura, com 
antecedência, a instalação tanto 
de antenas como de CFTV. 
A entrada da loja deve ser 
dimensionada para contemplar 
os aspectos de marketing e 
conceituais do estabelecimento, 
sem perder de vista o custo que 
envolve a instalação das antenas 
e visual delas. Quanto maior a 
entrada, mais equipamentos 
serão necessários.
Eletrônicos 
Prevenção 
de Perdas 
Expor o equipamento 
ligado fez a diferença 
Nokia e Fnac aumentaram a venda de produtos 
com o cadeado eletrônico, por permitir ao 
cliente testar e explorar todos os recursos dos 
aparelhos, que permanecem ligados 
“A melhor solução de alarmes em termos 
de segurança e exposição”, afirma a 
gerente de Varejo da Nokia, Ana Okamoto. 
“Oferece praticidade e flexibilidade, além 
de tornar os negócios mais rentáveis”, res-salta 
o gerente de Segurança e Prevenção 
de Perdas da Fnac, Marcos Alves Gonçal-ves. 
Ambos referem-se à linha de alarmes, 
gancheiras, zips, cadeados eletrônicos e 
protetores mecânicos para eletroeletrôni-cos 
(celulares, GPS, câmeras, filmadoras, 
tablets e notebooks). 
A Nokia utiliza, desde 2010, esses 
itens para a proteção de aparelhos celu-lares 
em todas as suas unidades (Nokia 
Stores, quiosques, Shop in Shop e totens 
para promoção) espalhadas pelo país. “O 
alarme é o nosso principal instrumento de 
prevenção de perdas e, com ele, os nossos 
produtos estão seguros. Ao mesmo tempo, 
serve como expositor e vem ao encontro de 
conceito de merchandising visual da loja”, 
explica Ana Okamoto. Ela destaca que, na 
relação do cliente com os acessórios de se-gurança, 
“os consumidores ficam à vontade 
no estabelecimento, não se sentem inibidos 
em mexer nos aparelhos e não veem a pro-teção 
como um cadeado eletrônico”. Essa 
constatação é compartilhada pelo gerente 
da Fnac. “Os equipamentos de segurança 
permitem que os clientes manuseiem os 
aparelhos eletrônicos e de informática 
de última geração. Eles podem testar e 
explorar os recursos dos aparelhos, o que 
comprovadamente aumenta o interesse 
pela compra”, enfatiza Marcos Gonçalves, 
que acrescenta: “Esses itens caíram como 
uma luva para o nosso departamento 
comercial, que solicitava uma forma de 
deixar o produto mais próximo das pes-soas”. 
Ele ressalta, ainda, a versatilidade 
do cadeado eletrônico que, em razão da 
bateria de longa duração, permite modifi-car 
o local da exposição dos aparelhos nas 
instalações, sem a necessidade de ficar 
próximo a pontos de energia. 
NA FNAC MORUMBI, VENDAS DE ALGUNS ITENS AUMENTARAM ATÉ 70% 
Maior volume de vendas, com muito mais 
segurança. A loja da Fnac no Shopping 
Morumbi, na capital paulista, tem regis-trado 
nos últimos meses um significativo 
aumento das vendas de produtos eletrô-nicos 
e de informática. O resultado, em 
grande parte, está relacionado à instalação 
do cadeado eletrônico. “A praticidade e a 
flexibilidade de dispor 
de uma bateria inter-na 
de longa duração, 
que permite expor 
as mercadorias em 
qualquer local da loja 
sem a necessidade de 
um ponto de energia, 
A Nokia utiliza a solução em todas 
unidades: clientes não se sentem 
inibidos em mexer nos aparelhos 
tem feito a Fnac planejar a utilização em 
larga escala dos cadeados eletrônicos em 
suas outras lojas”, afirma o gerente de 
Segurança e Prevenção de Perdas da Fnac, 
Marcos Alves Gonçalves. 
Abaixo, os índices de crescimento 
das vendas dos produtos expostos com o 
cadeado eletrônico, na unidade da Fnac no 
Shopping Morumbi: 
• Câmeras fotográficas profissionais: 70% 
• Filmadoras: 60% 
• Tocadores de MP3 e MP4: 46% 
• Câmeras fotográficas digitais: 39% 
• Tablets: 32% 
• Celulares: 27% 
• GPS: 15% 
Marcos (na foto ao lado), da Fnac: 
“Além de mais práticos e flexíveis, 
tornam os negócios mais rentáveis”
Capa 
Prevenção de perdas: 
uma questão de 
sobrevivência? 
Entrevistados com exclusividade, especialistas concordam que 
ações nessa área, em estabelecimentos de qualquer tamanho, 
devem ser consideradas investimento e não apenas custo 
No ano 2000, o Provar anunciou a primeira 
edição do estudo anual Avaliação de 
Perdas no Varejo Brasileiro, revelando um 
índice de 1,96%. De lá para cá, os varejis-tas 
10 
mais atentos montaram departamen-tos 
para cuidar do problema, treinaram 
funcionários, promoveram mudanças 
estruturais e investiram em tecnologia. 
Dez anos depois, ainda há muito que 
fazer. Apesar de o índice de perdas ter 
caído ano a ano (hoje, é de 1,75%), a mais 
recente pesquisa do instituto mostra 
que 42% das redes de supermercados 
entrevistadas ainda não possuem uma 
área de prevenção de perdas. Ou seja, 
numa época em que as margens de lucro 
estão cada vez mais apertadas e todos os 
processos necessitam ser minuciosamen-te 
ajustados, por que quase metade dos 
varejistas do segmento supermercadista 
ainda não dão a necessária atenção para 
o fato? Motivos, como o tamanho do 
prejuízo no resultado da cadeia varejista 
de qualquer parte do planeta, não faltam. 
Para dar uma ideia, nos EUA, o impacto 
das perdas decorrentes de fraudes 
e furtos no resultado do varejo local é 
estimado em 37,1 bilhões de dólares. 
A fonte é o estudo 2010 National Retail 
Security Survey, realizado anualmente pela 
Universidade da Flórida. 
Para muitos, a grande dúvida talvez seja 
saber o que vale a pena. Investir em equipa-mentos 
de segurança, equipe ou aparatos 
tecnológicos ou deixar como está? De acordo 
com Luiz Fernando Sambugaro, diretor de 
Comunicação da Gunnebo Gateway Brasil, é 
mais fácil dobrar os lucros com os benefícios 
da prevenção do que por meio da abertura de 
uma nova loja. “Hoje, um bom planejamento, 
integrado a soluções arquitetônicas e de 
segurança, permite reduzir em até 80% os 
furtos, tornando o investimento na precaução 
fundamental”, diz. 
Para o varejista, de qualquer segmento 
(farmácia, supermercado, shopping center, 
materiais de construção, lojas de conve-niência, 
pet shops, comércio de rua etc.), 
ainda com dúvida se a verba destinada para 
a prevenção de perdas é custo ou investi-mento, 
consultamos dois especialistas em 
varejo, Eugenio Foganholo, da consultoria 
Mixxer, e Gustavo Carrer, consultor do 
Sebrae-SP. Leia, analise e decida. 
Números de quem já investe em A média de investimento do 
varejo em equipamentos é de 
0,15% do faturamento líquido. 
As duas maiores causas de perdas são a quebra 
operacional e o furto externo, correspondendo a 
32% e 20% do índice total, respectivamente. 
20% 
0,15% 32%
Sistema de Aprovação de Cheques 50% 
50% 
Prevenção 
de Perdas 
37% 
31% 
30% 
25% 
25% 
25% 
25% 
23% 
Sistemas de Gravação Digital 
CFTV Visível 
Alarmes de Acesso 
Rádios Comunicadores 
Alarme de Segurança Eletrônica 
CFTV não visível 
Veículos blindados 
Cofre boca-de-lobo 
Gustavo Carrer, coordenador 
do Programa Comércio 
Varejista, do Sebrae-SP 
Mapa da mina 
“Como a margem no varejo é muito 
pequena, o impacto nos resultados, 
quando falamos em perdas, é muito 
grande. Por isso, um inventário 
montado, uma boa gestão de estoques e um mapa com os 
pontos de maior risco, aliados à tecnologia e ao treina-mento 
Coletor de dados p/ realização do inventário 
da equipe, hoje são fundamentais.” 
Mal-intencionados 
“Nunca sabemos onde e quando uma pessoa mal-inten-cionada 
vai agir. Não é porque a metragem quadrada do 
estabelecimento é menor que ele corre menos risco. O 
grande varejista ainda tem volume para diluir as perdas, 
mas para o pequeno o impacto é grande.” 
Sugestões simples 
“Mesmo com espaços pequenos e recursos limitados, as 
perdas devem ser contabilizadas e prevenidas de alguma 
forma. Além da tecnologia, sugestões como adaptações 
no layout, instalação de espelhos, análises de pontos ce-gos, 
posição dos checkouts e treinamento de funcionários 
são importantíssimas para a redução das perdas.” 
Dificuldades e motivação 
“Pelo programa do Sebrae, com atendimento de cerca de 8 
mil varejistas no Estado de São Paulo, percebemos que os 
gestores de micro e pequenos negócios têm ciência da im-portância 
de prevenir perdas. Eles apenas têm dificuldades 
para quantificá-las e quanto devem investir em tecnologia. 
No entanto, aqueles que realizam os cálculos se animam, 
percebem o retorno e investem cada vez mais.” 
Custo ou 
investimento 
"Prevenir perdas deixou de 
ser algo que se ouvia falar que 
as grandes redes realizavam. 
É quase uma questão de sobrevivência, pois com 
as margens cada vez mais apertadas por causa do 
aumento da concorrência e da disputa pela renda do 
consumidor, a prevenção pode significar, em alguns 
casos, a diferença entre o lucro e o prejuízo." 
Atitude 
“Os varejistas brasileiros têm a oportunidade – e, 
de alguma forma, a necessidade – de refletir e 
colocar em prática ações relativas à prevenção 
de perdas, que evidentemente têm origens 
diversas. Analisá-las e atacá-las passa a ser tarefa 
essencial. O importante é ter atitude. É primordial 
adotá-la como cultura, levá-la aos funcionários 
de todas as áreas e mostrar a sua importância. 
Assim, abrem-se possibilidades para que todos 
contribuam com a diminuição das perdas. E, 
certamente, a tecnologia é uma importante 
ferramenta para conseguir ganhos nessa área.” 
Perda é inaceitável 
“Os níveis de perda variam enormemente de 
acordo com o ramo de atividade varejista, bem 
como derivados das ações realizadas. Mas perda é 
inaceitável, porém, praticamente impossível de ser 
evitada. Se eliminá-la é virtualmente impossível, 
cabe ao varejista torná-la mínima.” 
Eugenio Foganholo é diretor da Mixxer 
Desenvolvimento Empresarial, consultoria 
especializada em varejo 
Gustavo Carrer é consultor do Sebrae-SP e um dos 
coordenadores do Programa Comércio Varejista, 
desenvolvido para capacitar o empresário do setor 
Eugenio Foganholo, da 
Mixxer, consultoria 
especializada em varejo 
prevenção 
O gasto tanto com equipamentos 
quanto com programas de prevenção 
é consideravelmente menor nas redes 
de supermercados do que nas redes de 
outros segmentos. 
Do total de furtos registrados, 77% 
são externos e 20%, internos. 
10 
Equipamentos 
mais utilizados 
pelos super-mercados
Autosserviço 
Caminho aberto para o lucro 
12 
Soluções adquiridas pelo Finame 
A busca contínua de alternativas para o crescimento 
e o desenvolvimento do negócio fez com que o 
Superbom, com três supermercados em Bauru, no 
interior do Estado de São Paulo, optasse por adquirir 
itens de segurança para a mais nova loja da rede, 
inaugurada em dezembro de 2011. O desejo dos 
gestores era que a unidade já começasse a funcionar 
com vários acessórios. “A condição comercial 
apresentada pela Gunnebo Gateway Brasil permitiu 
que fizéssemos o investimento em três tecnologias 
(CFTV, antenas e Gatecash) por meio do Finame. Daí, 
foi possível antecipar a aquisição dos sistemas de 
prevenção de perdas e colher os frutos já no início da 
operação da nova loja”, explica o sócio-proprietário 
do Superbom, José Flávio Cabreira Fernandes, 
que também é diretor de Tecnologia e Logística da 
Apas. “Na nossa análise, o retorno vai ocorrer bem 
antes do término dos pagamentos das parcelas 
financiadas”, diz. 
O retorno a que se refere o sócio-proprietário do 
Superbom são os ganhos de produtividade e rentabili-dade 
da loja, graças à melhoria da gestão de frente de 
caixa, ao aumento das vendas de produtos que antes 
permaneciam confinados e ao controle de perdas 
antes “não identificadas”. Fernandes destaca ainda 
que, pelo design clean das antenas de proteção, faz 
propaganda da própria rede e dos seus fornecedores. 
Supermercados 
confirmam que o 
investimento em 
prevenção de perdas 
permite, além de reduzir 
os prejuízos, aumentar o 
foco nos negócios e, com 
isso, gerar mais vendas 
São muitos os exemplos, especialmente no 
varejo supermercadista, em que a introdução 
da tecnologia de prevenção de perdas abriu 
caminho para o aumento das vendas e lucros. 
Tanto pequenos como grandes varejistas, ao 
tirar determinados produtos do confinamento, 
por exemplo, graças à instalação do Gatevision 
CFTV, e expô-los em prateleiras, ao alcance do 
consumidor, melhoraram os resultados. 
Outras soluções, como antenas, etiquetas 
ou o Gatecash, que combate as fraudes no 
PDV, também têm trazido benefícios para o 
autosserviço. As redes Y. Yamada (37 lojas no 
Norte do país), São Roque (17 unidades no 
interior paulista) e Superbom (três PDVs em 
Bauru, no Estado de São Paulo) comprovam 
que a prevenção de perdas, além de reduzir 
as ocorrências de furtos, permite ao varejista 
aumentar o foco nos negócios e, com isso, 
gerar mais lucros. 
A rede com três lojas na cidade de Bauru 
financiou todo o investimento em tecnologia. 
Além das antenas Phenom Trademark (na foto), o 
Superbom adquiriu CFTV e o Gatecash
Prevenção 
de Perdas 
Câmeras nos corredores 
Em várias lojas da rede São Roque, depois 
da instalação do CFTV, o número de furtos 
diminuiu de forma considerável. “A presença 
das câmeras nos corredores inibiu um 
antigo problema registrado principalmente 
nas áreas de bebidas, perfumaria e doces. 
Além de reduzir os furtos, elas permitiram 
trazer as mercadorias de alto valor para as 
prateleiras – antes ficavam trancadas em ar-mários 
–, o que alavancou as vendas”, explica 
Tony Carlos de Campos Godinho, gerente de 
Tecnologia da Informação. 
Com 17 lojas localizadas na região da 
cidade de mesmo nome, situada a pouco 
menos de 60 quilômetros da capital 
paulista, o São Roque iniciou a parceria 
com a Gunnebo Gateway Brasil em 2010 
e, em breve, todas as unidades da rede 
vão dispor das soluções tecnológicas 
de prevenção de perdas da fornecedora. 
“Elas possibilitam o monitoramento 
constante, evitam os furtos e, mais, o 
armazenamento das imagens no DVR, 
a consulta e sua recuperação sempre 
que necessário”, afirma o gerente dos 
Supermercados São Roque. 
CFTV inibiu o antigo 
problema de furtos na 
cadeia de 17 lojas 
FORNECEDORA EXCLUSIVA 
A rede Y. Yamada, com 37 unidades localiza-das 
nos Estados do Pará e Amapá, é a maior 
varejista da região Norte. Em sua trajetória 
de mais de 60 anos, desenvolvida com a 
perseverança de imigrantes japoneses, 
tinha um grande obstáculo comum no dia 
a dia do varejo: os constantes furtos. Para 
reduzir os efeitos dos prejuízos, o diretor 
comercial, Ricardo Yamada, conta que há 
cerca de 10 anos fechou uma parceria com 
a Gunnebo Gateway Brasil, que desde 2008 
tornou-se fornecedora exclusiva de solu-ções 
de segurança. “Ainda estamos longe de 
zerar o risco, mas com os equipamentos de 
prevenção aumentamos o mix do autosser-viço, 
melhorando o volume de vendas”. 
Desde que a administração da rede 
optou, quatro anos atrás, pela migração 
total para os equipamentos da Gunnebo 
Gateway Brasil, foram adquiridas 247 
antenas Designergate com MDG (detector 
de áreas metálicas) para as portas de 
acesso, aproximadamente 3,5 milhões de 
etiquetas Galaxy G30 e verificadores de 
mesa em tamanho e modelo customizado, 
com o desenvolvimento de uma luminária 
especial (o próprio cliente constata a 
desativação do sistema). “Pretendemos 
agora investir na ampliação do CFTV”, 
antecipa Ricardo Yamada, que revela: “O 
nosso índice médio de perdas situa-se 
atualmente entre 1,3% e 1,7%. As seções 
de autosserviço são muito vulneráveis, 
e as de confecção e sapataria são as 
mais ´atacadas´. Os itens de maior valor 
agregado e de fácil revenda estão entre os 
mais cobiçados em nossas lojas”, afirma o 
diretor comercial da Y. Yamada. 
etiquetas 
galaxy 
Esta etiqueta rígida com 
supertrava apresenta 
uma perfeita combinação 
entre o pino e a etiqueta, que dificulta 
o acesso ao pino e a torna muito menos 
vulnerável à ação de vândalos. 
A linha de etiquetas Galaxy está 
disponível nas tecnologias AM ou RF e em 
três diferentes formatos (30mm, 40mm 
ou 50mm), possibilitando sua utilização 
pelos mais variados perfis de loja e na 
tecnologia escolhida pelo varejista.
14 
Trabalho árduo e difícil 
A adoção das tecnologias de prevenção de perdas na Besni fez 
com que o índice de perdas da rede varejista de moda, calçados e 
acessórios femininos, masculinos e infantojuvenis, com 31 lojas na 
região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista, passasse 
de 3% para 2,7%. “Quem trabalha no varejo sabe que diminuir o 
percentual de perdas é um trabalho árduo e difícil”, afirma Paulo 
Maurício de Moraes, gerente de operações. 
As medidas de 
segurança haviam sido 
introduzidas em algumas 
lojas e, hoje, graças aos 
resultados positivos, foram 
estendidas para toda a 
rede. O problema mais 
grave estava no setor de 
confecção e calçados. “A 
primeira ação adotada foi a 
instalação de câmeras de 
CFTV. Foi escolhida uma 
loja, entre aquelas que 
possuíam maior índice de 
furtos e, com a redução 
dos delitos e da quantidade 
de desvios, houve uma ampliação bem rápida dos serviços para as 
demais unidades”, explica Moraes. 
Assim, a Besni adquiriu também antenas, verificadores e 
etiquetas de alarme. “O investimento em tecnologia é a única 
forma de acompanhar o avanço no campo das fraudes e furtos, 
dando à gestão da empresa informações necessárias para a 
tomada de decisões”, ressalta o gerente de operações da rede. 
Redução SIGNIFICATIVA dos prejuízos 
Resultado comprovado. Este é o motivo da longa duração 
da parceria, que começou em 1995, entre a Tent Beach e a 
Gunnebo Gateway Brasil. Quando ela foi iniciada, a maior rede de 
multimarcas de surfwear do Brasil possuía apenas seis lojas e 
os prejuízos concentravam-se no setor de produtos com marcas 
mais conhecidas e preços mais altos. “Naquela época, escolhemos 
duas unidades para testes com as antenas Spectra. Com a rápida 
diminuição dos furtos, fizemos a instalação em toda a rede”, diz 
Marcio Roberto Alves Camilo, supervisor da Tent Beach, que hoje 
tem 34 lojas próprias (uma na Bahia e as demais no Estado de 
São Paulo) e quatro franquias (duas em Fortaleza e as outras em 
Ribeirão Preto e Franca, ambas no interior paulista). 
Os números de hoje justificam o sucesso de uma parceria muito 
bem-sucedida. Desde a realização do piloto com as antenas Spectra, 
a Tent Beach reduziu de 
forma significativa os 
índices de perdas, de 4% 
a 5% para 1%. A rede 
também registrou aumento 
nas vendas de produtos 
de maior rentabilidade, 
porque passaram a ser 
expostos em locais de fácil 
acesso para o cliente. “O 
custo dos equipamentos 
de proteção, em princípio, 
parecia elevado, mas com a 
queda do índice de furtos o 
investimento foi totalmente 
justificado”, ressalta Camilo. 
Varejo 
Parcerias que dão certo 
Das varejistas de moda à rede de lojas de departamentos, com unidades em shoppings 
ou no comércio de rua, todas confirmam a eficácia da tecnologia de combate às perdas
Prevenção 
de Perdas 
Rapidez no atendimento 
Alexsandro Alves de Sousa, do Departamento de Prevenção de Perdas 
da Esplanada Brasil, do Grupo Deib Otoch, explica que, ao mesmo 
tempo em que a expansão da cadeia de lojas de departamentos é 
planejada para 2012, os investimentos na aquisição de equipamentos 
de segurança também fazem parte do projeto de ampliação. 
Das 39 lojas, distribuídas em todos os Estados do Nordeste, em 
Belém e em Brasília, 79% delas possuem equipamentos da Gunnebo 
Gateway Brasil, fornecedora da Esplanada desde 2011. “O índice de 
perdas diminuiu em mais de 95% delas”, comemora Sousa. A previsão 
dele é que, até o fim do ano, a quantidade de unidades com sistemas 
de prevenção de perdas suba para 90% e contribua para atingir a meta 
de redução dos prejuízos com perdas de 2,07% para 1,25% até o fim de 
2012. As tecnologias utilizadas são CFTV, antenas EAS, etiquetas Galaxy, 
90% das lojas equipadas 
Para Marcelo Kalil, diretor de operações e vendas do Valdac Global 
Brands (VGB), grupo com 115 lojas das bandeiras Siberian, Crawford 
e Memove em todo o Brasil, “ao longo dos últimos anos houve uma 
conscientização de que seria necessário o investimento em prevenção 
de perdas, pois elas têm impacto direto sobre o resultado final da 
companhia”. Ele explica que o trabalho envolve desde o presidente até 
os cargos operacionais dentro da estrutura organizacional, por meio da 
atitude diária dos colaboradores. “A questão segurança faz parte das 
premissas iniciais, desde o momento da criação do layout de loja.” 
A VGB mantém a parceria 
com a Gunnebo Gateway 
Brasil há cerca de cinco anos. 
Atualmente, 90% dos estabe-lecimentos 
do grupo possuem 
equipamentos de proteção e, 
até o fim de 2012, os benefícios 
serão estendidos a todos. 
“Com isso, teremos a otimiza-ção 
das operações que incluem 
movimentação e controle de 
produtos, além da melhoria 
dos processos e rotinas da 
empresa”, completa. 
Unidade do Grupo Deib Otoch: redução de perdas em 95% das lojas 
desativadores e verificadores RF, entre outras. Na loja mais nova do 
grupo, a administração fará uma experiência com o Contador de Fluxo. 
Da parceria com a Gunnebo Gateway Brasil, Sousa destaca 
a rapidez no atendimento e o comprometimento com os prazos. 
“Quando se trata de prevenção, é importante contar com grandes 
aliados, e a Gunnebo Gateway Brasil vem sendo uma forte parceira 
da Esplanada”, afirma Sousa. 
Lojas do Grupo Valdac (acima 
e ao lado): até o fim de 2012, 
todas as unidades terão 
equipamentos de proteção
Serviços 
Comprovadamente, os equipamentos de prevenção de perdas 
tornaram-se aliados, dos mais eficazes, diga-se, dos varejistas 
para reduzir os prejuízos causados pelos furtos em suas lojas. 
Com eles, é possível reduzir em até 80% esse tipo de ocorrência. 
16 
Para isso, a utilização da 
tecnologia pode e deve ser 
otimizada. A Gunnebo Gateway 
Brasil oferece treinamento sob 
medida e prepara os clientes 
para uma operação eficiente 
e tranquila do sistema. Quem 
fornece detalhes e comenta 
os serviços colocados à 
disposição dos clientes 
são Marta Alcarde, gerente 
de atendimento, e Héctor 
Vinicio Becerra, diretor de 
Engenharia. 
COMPROMISSO 
COM A QUALIDADE 
Por trabalharem com tecnologia de ponta, os profissionais 
Gunnebo Gateway Brasil precisam estar sempre 
atualizados. Além de programas de treinamentos 
internos, a empresa adota ainda processos de qualidade 
incluídos nas exigências da certificação ISO 9001. “Com 
a implementação da norma ISO 9001, os controles sobre 
atendimentos técnicos trazem cada vez mais benefícios aos 
nossos clientes”, ressalta Héctor. 
atenção 
sob medida 
ao cliente 
Treinamento in company e em 
qualquer localidade do território 
nacional possibilita aproveitar ao 
máximo os benefícios de cada 
tecnologia para prevenção 
Política de Qualidade Gunnebo Gateway 
Marta Alcarde: “Nosso objetivo é 
fazer com que o cliente usufrua 
100% dos equipamentos adquiridos”
Em um primeiro momento, todo equipamento 
adquirido por pequenos, médios ou grandes 
varejistas pode ser considerado apenas mais uma 
despesa. O suporte de qualidade mostra que o 
investimento em prevenção traz vantagens para 
os negócios. “A nossa missão é fazer com que o 
equipamento auxilie efetivamente nas reduções das 
perdas, assim conseguimos provar que o que até 
então parecia uma despesa é um investimento que 
traz lucros”, afirma Marta Alcarde. 
Prevenção 
de Perdas 
Atendimento em 
todo o país 
O tema tecnologia é abordado de maneira objetiva, 
didática e divertida. A equipe de suporte ao cliente utiliza 
técnicas especiais para transmitir e fixar melhor as 
informações, com exemplos de questões específicas de 
cada segmento. O treinamento geralmente ocorre no local 
em que os equipamentos estão instalados, englobando 
assim teoria e prática. 
Além do treinamento sob medida, que é uma 
constante nas soluções oferecidas pela Gunnebo 
Gateway Brasil, o setor técnico também conta 
com um diferencial significativo para os varejistas. 
Como padrão, a empresa toma a iniciativa de enviar 
um supervisor técnico para locais com histórico 
diferenciado de chamados, com o intuito de verificar 
e sanar a raiz do problema. 
A qualidade dos serviços é um diferencial no 
mercado de Prevenção de Perdas. O treinamento 
esclarece e desmistifica o sistema, fazendo com 
que os funcionários passem a operar as soluções 
tecnológicas de forma mais consciente e segura. 
Além dos técnicos, presentes nas principais capitais brasileiras, 
os profissionais de suporte ao cliente e assistência técnica 
deslocam-se a qualquer localidade em território nacional, 
para oferecer atendimento rápido e efetivo, garantindo o 
aproveitamento total da tecnologia adquirida. 
A empresa conta também com uma equipe de retaguarda, na 
sede em Cotia, na Grande São Paulo, pronta para tornar mais 
ágil o atendimento a questões mais específicas. 
TREINAMENTO 
CUSTOMIZADO 
Iniciativa parte 
também do fornecedor 
Diferencial no 
mercado segmentado 
Contribuição para 
o resultado 
Equipe técnica na sede Gunnebo Gateway em Cotia: 
atendimento ágil via telefone, email ou extranet 
Supervisão Técnica é uma iniciativa da empresa
Tecnologia 
RFID em bibliotecas e arquivos 
A RFID Brasil – Gateway Library desenvolve, desde 2010, projetos em 
instituições públicas para promover a tecnologia e fazer medições dos 
seus ganhos; os resultados apresentados são entusiasmantes 
A tecnologia de identificação por radio-frequência 
18 
(RFID) já há algum tempo 
é conhecida e aplicada em soluções 
específicas por aqui. A RFID Brasil – 
Gateway Library (www.rfidbrasil.com), 
empresa voltada para o atendimento a 
bibliotecas e centros de documentação 
e arquivos, além de projetos especiais 
para todas as esferas de governo, 
empresas estatais e de economia mista, 
ampliou o leque de aplicações. 
Por meio de etiquetas eletrônicas 
inseridas no material que se deseja 
gerenciar e leitores controlados por um 
software, é possível garantir a segurança, 
identificação, inventário, rastreamento, 
organização de estantes, automação 
de processos por meio de máquinas 
de triagem automática e terminais de 
autoatendimento destinados a emprésti-mos 
e devoluções de obras e controle de 
acesso dos leitores. 
Os primeiros projetos da empresa 
estão sendo realizados em instituições 
públicas, desde 2010, para promover a 
tecnologia e fazer medições dos seus 
ganhos. “De imediato, sabe-se que os 
resultados são extremamente entusias-mantes”, 
diz o engenheiro eletrônico Jorge 
Abrunhosa, da Ouvidoria Técnica da RFID 
Brasil, parceira da Gunnebo Gateway 
Brasil desde 2004. 
Depois da fase de implementações 
iniciais e análise dos resultados, o próximo 
passo é estender o uso da radiofrequência 
para bibliotecas do mercado varejista. 
Com uma gama enorme de aplicações, 
qualquer processo que inclua inventário, 
segurança, identificação, rastreamento, 
logística em geral e automação pode ser 
beneficiado. A Gunnebo Gateway Brasil 
já domina a área e investe em novos 
produtos e soluções. “Um exemplo é o 
portal híbrido que opera simultaneamente 
com as tecnologias RFID e eletromagné-tica 
(EM), o único no mercado produzido 
no país, que as combina em apenas um 
produto, possibilitando aos clientes 
migrarem de uma para outra de forma 
suave, sem traumas e descontinuidades 
operacionais”, explica Abrunhosa. 
Descubra a 
tecnologia 
A identificação por radiofrequência 
(RFID) é constituída de três partes: 
1. leitores (hardware) 
2. etiquetas 
3. software 
Os leitores apresentam vários formatos: 
• portal (operam na vertical, 
similarmente aos equipamentos de 
segurança presentes em lojas); 
• manual ou portátil; 
• de mesa (operam na horizontal e são 
também conhecidos como pads). 
Apesar de serem denominados leitores, 
os equipamentos leem e gravam e são 
tecnicamente “transceptores”, ou seja, 
transmitem e recebem informações por 
sinais eletromagnéticos por meio do chip 
presente nas etiquetas. 
As etiquetas eletrônicas (também co-nhecidas 
como tags) são basicamente 
constituídas de uma antena transcep-tora 
embutida e conectada a um chip, 
sendo, portanto, capazes de transmitir 
e receber informações armazenadas 
convenientemente nele. 
O software é responsável pelo geren-ciamento 
do fluxo de informações entre 
os leitores e as etiquetas eletrônicas. 
O portal híbrido opera com as tecnologias 
RFID e eletromagnética (EM)
Prevenção 
de Perdas 
INTELISAFE 
Gunnebo INTELISAFE® é a solução para reduzir 
o tempo de processo de tratamento de dinheiro, 
com maior confiabilidade e diminuindo riscos de 
assaltos, furtos e erros operacionais. 
• Disponível em duas versões 
INTELISAFE® E INTELISAFE LITE® 
• Menor tempo gasto com a administração de 
processos internos 
• Monitoramento em tempo real do valor em caixa 
• Crédito no mesmo dia (mediante acordo com a 
instituição financeira) 
• Transparência no demonstrativo de transações 
• Ausência de discrepâncias de caixa 
Acesso direto em terminal 
de autoatendimento com tela 
touchscreen e senha por usuário. 
Depósito de notas identificadas 
através de sensores óticos. 
Aceita maços de até 50 notas. 
Armazenamento seguro e pronto 
para integração com bancos, 
empresas de transporte de valor e 
varejista. O processo libera a equipe 
para outras atividades, reduzindo 
riscos e erros operacionais.
20

Gunnebo Gateway - Prevenção de Perdas (Edição 4 - Ano 2012)

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    Segurança, Design eTecnologia Edição 4 - Ano 2012 CASOS DE SUCESSO Center Castilho, Tent Beach, Besni, Nokia, Superbom e muitos outros LANÇAMENTO Cofre inteligente marca a estreia da sueca Gunnebo na América do Sul ASSOCIAÇÕES Representantes da Abras, Apas e Alshop: prevenir perdas é essencial LUCROS A SALVO Especialistas afirmam que investir na área de prevenção pode significar a diferença entre lucro e prejuízo nos vários canais do varejo
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    AUMENTE SEUS LUCROS EVITANDO AS FRAUDES NO PDV Software para gerenciamento e monitoramento à distância de todas as operações efetuadas em tempo real, conferindo seus tíquetes com os produtos realmente comprados. Consulta de vídeos e eventos gravados com múltiplas alternativas de filtragem. Armazenamento inteligente e gravação dos vídeos associados TESTADO E HOMOLOGADO PELO VAREJO BRASILEIRO MONITORAMENTO DOS PDVS EM TEMPO REAL www.gateway-security.com.br | info@gateway-security.com.br | (11) 3732-6626 a eventos. Exportação e visualização das imagens em qualquer PC. Compatível com variados sistemas de frente de caixa utilizados no mercado. DIVERSAS REDES reconhecem OS BENEFÍCIOS DESTA INOVADORA SOLUÇÃO. EM 80% DOS CASOS SÃO DETECTADAS FRAUDES DO PDV JÁ NO PRIMEIRO DIA GATECASH FULL® Acesso remoto via web, com nova interface mais amigável. Monitoramento customizado para produtos de alto risco e possibilidade de integração com até 32 pdvs. Captura de áudio, 32 canais, gabinete 19” 4U e iluminação frontal. GATECASH LITE® Captura de áudio opcional. 8 canais, gabinete 19” 3U. Ideal para lojas com poucos checkouts, como farmácias ou lojas de conveniência. Segurança Tecnologia Design
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    SUMÁRIO 04. Negócios 05. Associações Abras, Apas e Alshop: combate às perdas é fundamental 06. Soluções Center Castilho: tecnologia contra fraudes no PDV 07. Design Bonitinha, mas bem protegida 08. Fusão no Varejo 09. Eletrônicos Sucesso do cadeado eletrônico na Nokia e na Fnac 10. capa Prevenção de perdas: custo ou investimento? 12. Autosserviço Y. Yamada, São Roque e Superbom: foco nos negócios 14. varejo Tent Beach, Besni, Esplanada e Valdac: parceria 16. serviços 18. tecnologia Expediente Sede América do Sul Rua Dr. Thomas Sepé, 350 Cotia (SP) CEP 06711-270 A revista Prevenção de Perdas é uma publicação da Gunnebo Gateway Brasil. Coordenação geral Adriano Sambugaro e Marta Alcarde Produção editorial Versátil Comunicação Estratégica (www.versatilcomunicacao.com.br) Textos Raquel Budow, Helder Horikawa e Sandra Takata Edição Cícero Vieira (MTb: 23.171) Atendimento: (11) 3732-6626 Central de Negócios: (11) 3732-6628 info@gateway-security.com.br www.gateway-security.com.br Fotos Shin Shikuma e Divulgação Conselho Editorial Adriano Sambugaro, Luciano Raposo, Luiz Fernando Sambugaro, Moacir Michel, Rubens Bulgarelli e Rui Rodrigues Projeto gráfico e diagramação Cyan Studio (www.cyan.com.br) Impressão Gráfica Josemar Ltda. Acompanhe a Gateway também na redes sociais e conheça o Blog Sobre o Varejo: www.gateway-security.com.br/blog Bem-vinda, Gunnebo Se somos constantemente chamados a dar suporte ao cliente com nossas recomendações e soluções na área de Prevenção de Perdas em todo o país, e os resultados diminuem o prejuízo significativamente, nada mais lógico que o tema esteja na capa desta publicação. Em 2011, o valor do prejuízo no varejo brasileiro foi estimado em R$ 16 bilhões. Nesta edição, contamos com os depoimentos de grandes especialistas em varejo e outros profissionais cujas empresas têm se destacado na Prevenção de Perdas. Outro ponto que desperta a atenção é o crescente número de fusões e aquisições. Destacamos a participação do gestor de uma rede supermercadista que enfrentou não apenas o problema de conflitos culturais, normalmente ocorridos nesses processos, mas também o de conciliação de conceitos, equipamentos e medidas corporativas na gestão do Departamento de Prevenção de Perdas. Por falar em fusão e aquisição, a nossa empresa também vive essa situação. Depois de dez anos de atividades no mercado varejista local e levando-se em conta os resultados e a necessidade de investimentos em novas áreas, a Gunnebo ampliou sua participação na Gateway Brasil. Isso mostra que o nosso país, a sexta maior economia do mundo e a primeira da América Latina, é um mercado estratégico na política de crescimento do grupo sueco. A subsidiária passa agora a ser denominada Gunnebo Gateway Brasil. O presidente e CEO da Gunnebo, Per Borgvall, afirmou que “vamos utilizar toda a expertise dela como plataforma para o crescimento do grupo na América do Sul. A unidade no país será uma base para nos aproximarmos de clientes dos segmentos de segurança bancária e manuseio de dinheiro, desde bancos centrais e instituições financeiras até o comércio varejista”. Em conjunto, isso vai permitir novos saltos, assunto abordado por Rubens Bulgarelli Filho, diretor-geral da empresa recém-criada. Também nesta edição mostramos os nossos lançamentos, os casos de sucesso compartilhados com nossos clientes e a profícua relação entre a Gateway e os arquitetos que deixam as lojas mais bonitas e lucrativas. Por último, e não menos importante, veja a reportagem sobre os nossos investimentos em treinamento de clientes e o êxito nos negócios decorrentes dessa atividade, além da realidade do RFID, já introduzida pela empresa no segmento de bibliotecas. Boa leitura, curta as novidades e espalhe as informações relevantes. Luiz Fernando Sambugaro Diretor de Comunicação luizfernando@gateway-security.com.br Brasil torna-se a base da Gunnebo para a América do Sul Estratégia de segurança é prioridade nas incorporações Treinamentos para tirar o máximo da tecnologia RFID Brasil – Gateway Library: resultados animadores Editorial
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    Prazer, Gunnebo Gateway Brasil Grupo sueco investe na subsidiária brasileira e amplia seus horizontes Sede para a América do Sul, em Cotia, inaugurada em outubro de 2011 O grupo sueco Gunnebo, um dos principais fornecedores de sistemas de segurança no continente europeu, fundado há mais de 200 anos, aumentou sua participação – de 50% para 80% –, na brasileira Gateway Security. Com isso, a empresa internacional assume o controle acionário da líder no fornecimento para o setor varejista nacional de soluções tecnológicas para proteção eletrônica de mercadorias. A subsidiária do grupo passa a se chamar Gunnebo Gateway Brasil. “Vamos utilizar toda a sua expertise como plataforma para o crescimento do grupo na América do Sul. A unidade no país será uma base para nos aproximarmos de clientes dos segmentos de segurança ban-cária 4 e manuseio de dinheiro, desde bancos centrais e instituições financeiras até o comércio varejista”, afirma o presidente e CEO da Gunnebo, Per Borgvall. O investimento mostra que a sexta maior economia do mundo e a primeira da América Latina é um mercado estratégico na política de crescimento da Gunnebo. Além do mais, cinco anos atrás, as vendas do grupo sueco para mercados fora da Europa representavam pouco mais de 10% do faturamento. Essa participação triplicou, percentualmente, no terceiro trimestre de 2011, saltando para 32% do resultado da companhia. Referência no varejo local Além desses fatores que indicam as boas perspectivas no Brasil, as negociações levaram em conta a performance da unidade no mercado nacional. Ela registra hoje a maior taxa de crescimento em soluções para a prevenção de perdas entre todas as subsidiárias do grupo espalhadas por mais de 30 países. A partir deste ano, as soluções da companhia começam a ser fornecidas para aeroportos, prédios inteligentes, shopping centers, bancos e varejo em todo o país. As expectativas de resultados nessa operação são bastante positivas, já que a economia brasileira continua no centro das atenções mundiais e o varejo, a atrair investidores internacionais. Além disso, há um grande reforço com a realização de dois eventos de visibilidade em todo planeta: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e a Olimpíada, em 2016. A Gateway é uma referência no mercado local com as suas antenas antifurto, etiquetas rígidas e adesivas e cadeados eletrônicos, além dos circuitos fechados de televisão (CFTV). Em média, são cerca de 400 clientes novos conquistados anualmente e, nos últimos dois anos, foram lançados 11 produtos. Com crescimento de 40% ao ano, a companhia inaugurou recentemente uma nova sede, em Cotia, na Grande São Paulo. Rubens Bulgarelli Filho e toda a Equipe da Gateway mantêm-se à frente da gestão da Gunnebo Gateway Brasil e demonstram muito otimismo. “Devemos crescer tremendamente até o fim deste ano e acreditamos alcançar R$ 85 milhões de faturamento em 2012”, prevê. Negócios Números do grupo no país 40% 11 400 NOVOS CLIENTES A CADA ANO NOVOS PRODUTOS NOS ÚLTIMOS 2 ANOS DE CRESCIMENTO AO ANO
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    É necessário investirem prevenção Prevenção de Perdas Mais lucro, menos prejuízo Estudo realizado junto a 103 empresas brasileiras de todos os segmentos varejistas, divulgado em março pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar/ FIA), revela que, no Brasil, o índice médio de perdas (quebra operacional, furtos internos e externos, erros administrativos e de fornecedores, entre outros menos representativos), em 2010, foi equivalente a 1,75% do faturamento dos setores pesquisados. Ou seja, no ano passado, foram desperdiçados R$ 16,4 bilhões. Com essa quantia, quantas novas lojas poderiam ser abertas ou novos empregos, criados? Com margens cada vez mais apertadas, qualquer perda tem um peso muito grande nos resultados das companhias varejistas. Por isso, planejar e colocar em prática um programa de prevenção de perdas é essencial para aumentar os lucros e garantir a sobrevivência dos negócios, como recomendam os executivos das entidades mais representativas de supermercadistas (Abras e Apas) e lojistas de shopping centers (Alshop). Associações Investir na adoção de medidas preventivas é essencial para aumentar os rendimentos e garantir a sobrevivência de todas as empresas “Cada shopping center no Brasil investe anualmente, em média, R$ 2 milhões em segurança. As empresas também despertaram para a necessidade de se prevenir, considerando em seus planejamentos um investimento em treinamento e equipamentos de prevenção de perdas. Apenas furtos e roubos respondem por quase 70% das ocorrências registradas no setor. Um bom plano integrado, envolvendo shoppings, lojistas e empresas de segurança, pode reduzir esse índice. Sugerimos que invistam cada vez mais em segurança, de olho nas novidades tecnológicas que podem ajudar nesse processo.” Fundamental para a sobrevivência “A perda é a gran-de vilã do varejo. Pelos números dos últimos anos, poderíamos dizer que, se existisse uma fórmula mágica de eliminá-la, dobraríamos o lucro líquido do setor. Diante desse cenário, prevenção é a palavra de ordem. As grandes redes já possuem essa cultura e entendem sua importância para o sucesso e a renta-bilidade do negócio, mas muitas pequenas e médias empresas, infelizmente, não. Acreditam que a perda pode ser absorvida por alterações de margem e esquecem que, com isso, diminuem a competitividade. Temos a obrigação de alertá-las sobre a necessidade da prevenção de perdas como item fundamen-tal para a sobrevivência no mercado.” Aguinaldo Gomes Marques, coordenador do Comitê Abras de Prevenção de Perdas Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping (Alshop) Menos perdas e ameaças ao patrimônio “O varejo como um todo e, em especial, o comércio supermercadista, busca a maior eficiência em suas atividades, para minimizar seus custos e elevar suas margens. Dessa maneira, as perdas têm impacto direto na lucratividade da loja. O investimento em ferramentas e processos que minimizem as perdas traz, sem dúvida, resultados positivos em termos de vendas, e consequentemente nos resultados financeiros dos varejistas. Por isso, procuramos disseminar com regularidade em nossos eventos informações, exposições e palestras que enfatizem a importância de se evitar rupturas, perdas e ameaças ao patrimônio.” Carlos Corrêa, superintendente da Associação Paulista de Supermercados (Apas)
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    Soluções 6 Aliadocontra as fraudes no PDV Monitorar à distância todas as operações efetuadas nos checkouts – em tempo real e com qualidade de DVD –, além de conferir cada lançamento no tíquete com os produtos efetivamente comprados, e até os cupons cancelados, são algumas das características do Gatecash®, solução da Gunnebo Gateway Brasil. “O custo-benefício é muito interessante e proporciona um controle maior. É um grande aliado na luta diária contra o furto no ponto de venda”, sintetiza o gerente administrativo-financeiro da rede de materiais de construção Center Castilho, Gerson Kühn, sobre a tecnologia ideal para diminuir as irregularidades no desempenho dos operadores de caixa. A maioria das 11 lojas da Center Castilho, parceira da Gunnebo Gateway Brasil desde 2009, possui também antenas e desativadores e, até o fim do primeiro semestre de 2012, todas elas devem dispor desses equipamentos. Para Kühn, a tecnologia de prevenção de perdas é uma “ferramenta muito importante que vem ao encontro de todo nosso trabalho, esforço e investimento. São tão fundamentais que proporcionaram uma mudança de cultura no gerenciamento das lojas”. Hoje, diz ele, há uma exposição maior dos produtos, o que foi possível apenas com a instalação dos itens de proteção. Versões Full e Lite O Gatecash é uma solução tecnológica que se integra plenamente ao software de automação comercial do varejista. Lançada há três anos, a versão Full, para até 32 checkouts por servidor, surgiu para atender a uma demanda dos hiper-mercados. A Lite, para até oito caixas, lançada na Feira da Apas 2012 (mais informações abaixo), é apropriada para os estabelecimentos menores. Segundo Jafe Lourenço dos Santos Netto, supervisor de suporte técnico da Gunnebo Gateway Brasil, a versão Full tem encontrado muita receptividade. Atualmen-te, ela é utilizada por aproximadamente 50 lojas de diferentes canais para a gestão dos processos e combate às fraudes no PDV. A instalação da tecnologia é muito rápida e, imediatamente depois de concluída, o equipamento do caixa está liberado para operação novamente. “Basta homologar a interface junto ao cliente e dar um treinamento de no máximo duas horas aos funcionários para explicações gerais, porque o software é bem didático”, garante o supervisor de suporte técnico da Gunnebo Gateway Brasil. Jafe, da Gunnebo Gateway: instalação do Gatecash é simples e rápida Para Gerson, da Center Castilho, o sistema é um parceiro na luta diária contra furtos Solução para lojas pequenas Desenvolvida em resposta a uma solicitação do mercado, para atender a necessidade dos pequenos varejistas, a versão Lite tem um preço mais acessível. Adequada para PDVs com até oito checkouts por servidor, é ideal para drogarias, lojas de conveniência e de departamentos (como calçados e roupas, por exemplo). Com o Gatecash Lite, elas podem começar a acompanhar o registro das compras no PDV e conferir os tíquetes em tempo real. A Gunnebo Gateway Brasil lança uma novidade inédita no mercado brasileiro, o Contador de Fluxo iPoint, totalmente wireless (sem fio) – dispensa a necessidade de infraestrutura para a instalação – e acessado pela internet. Além do modelo iPoint, a Gunnebo Gateway Brasil oferece outras duas versões de Contadores de Fluxo: a pedestal e outra que se integra à antena protetora. Considerada uma importante ferramenta de gestão e marketing, a tecnologia trabalha com análise de fluxo de pessoas, entrada e saída simultaneamente, com um índice de 98% de acerto. Com ela, é possível saber quantas pessoas passaram por um local em determinado horário. O supervisor de Suporte Técnico, Jafe Lourenço dos Santos Netto, explica que o Contador de Fluxo é adequado para empresas de consultoria e shopping centers, que podem apre-sentar gráficos e estatísticas com os resultados obtidos. “Se um gerente de loja deseja fazer uma promoção dentro de um shopping, a administra-dora do empreendimento pode informar, com o auxílio do contador de fluxo, em quais horários há maior concentração de pessoas”, exemplifica o supervisor da Gunnebo Gateway Brasil. Gatecash permite a hipermercados, lojas de conveniência e drogarias a acompanhar, em tempo real, os registros de cada compra nos caixas para combater as fraudes
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    Design Loja bonitae protegida Além de embelezar a loja para encantar o cliente, projetos podem incorporar com harmonia equipamentos de segurança Prevenção de Perdas Diferentemente do pensamento comum aqui no Brasil, a segurança é um fator básico na hora de montar ou reformar qualquer negócio. E isso não se refere apenas aos grandes estabelecimentos. Ela pode ser vista como investimento e se torna um dos mais importantes instrumentos na luta diária contra a redução de perdas provenientes de furtos internos e externos. Nesta edição da revista Prevenção de Perdas conversamos com dois renomados arquitetos para mostrar que seus projetos, além de incluir o embele-zamento de uma loja para encantar o consumidor e facilitar o acesso aos produtos oferecidos, incorporam com harmonia os equipamentos de proteção. Para o arquiteto Manoel Roberto Alves Lima, sócio-diretor da FAL - Design Estratégico para Varejo, itens de segurança são cada vez mais necessários, tanto no segmento de luxo como no popular. A presença deles é imprescindível para minimizar qualquer im-pacto negativo. “Temos de criar vãos de acessos dentro das modulações certas para a inclusão das antenas, desenvolver elementos junto aos pórticos de entrada que absorvam a sua largura e especificar as antenas com o acabamento mais adequado”, exemplifica. O arquiteto Julio Takano, da Kawahara Takano Soluções para Varejo, que atua no mercado latino- -americano há mais de 20 anos, vai além: “A escolha dos equipamentos adequados para prevenção de perdas é o fator-chave de sucesso para a exposição dos produtos”, afirma. Ele ressalta que a arquitetura de varejo, merchandising, comunicação visual e design de equipamentos são instrumentos que contribuem para o reposicionamento estratégico dos varejistas, “porque mais que embelezar por meio da mostra criteriosa, os produtos são hipervalorizados, tornando-se desejados”. Manoel acredita que, via de regra, a primeira opção para a escolha de equipamentos contra rou-bos e furtos nos estabelecimentos recai pelos mais discretos. Mas há casos em que se opta por deixar evidente que a empresa tem foco na segurança. Às vezes, uma antena visível é bem mais eficiente e re-comendável, porque inibe a contravenção. “O design das antenas de primeira linha é muito bom, e não podemos dizer que a sua presença irá comprometer irremediavelmente a estética da loja”, comenta. Takano concorda, porque “equipamentos discretos com uma linguagem minimalista não interferem no design dos produtos expostos, e, ao mesmo tempo, comunicam de forma clara ao consumidor que a experimentação no ponto de venda é uma premissa muito importante”. Manoel acredita que o design dos equipamen-tos de segurança tem procurado adequar-se aos projetos das lojas para propor soluções mais apropriadas. Pequenos, médios e grandes Não há dúvida. A incor-poração de sistemas de segurança é a melhor alternativa para a prevenção de perdas nos estabele-cimentos. Takano conta que orienta os clientes a aderirem à iniciativa. Prevenção de perdas não é um privilégio somente dos maiores. “Hoje, com a con-corrência acirrada, buscamos melhorar ao máximo a rentabilidade no ponto de venda”, avisa. “Em nossos projetos de grandes formatos, normalmente, esses equipamentos devem ser incluídos. Poucas vezes, temos de alertá-los. Já nos de médio e pequeno for-matos, o desconhecimento e a viabilidade econômica ainda imperam, e o nosso trabalho de evangelização e educação ainda é complexo.” Manoel acrescenta que vários lojistas têm considerado essencial a adoção de um projeto arquitetônico com a inclusão de itens de segurança e orienta a busca de soluções que minimizem as perdas e colaborem para que os números fiquem ainda mais interessantes aos olhos do varejista. Antena acrílica e cadeado eletrônico: soluções com design inovador e segurança total
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    Fusão no Varejo Prevenção de Perdas em 1º lugar Nas incorporações, analisar a estratégia de segurança da empresa adquirida é uma das maiores prioridades, para garantir a rentabilidade e aumentar o potencial do retorno do investimento no novo negócio Quando ocorre uma fusão entre empresas, as experiências bem-sucedidas devem prevalecer. Essa foi a decisão da sexage-nária 8 cadeia de supermercados Russi em relação à prevenção de perdas nas lojas da Coopideal, rede adquirida em setembro e que não possuía equipamentos de prote-ção. Com a aquisição, o Russi passa a ter 22 lojas, concentradas na região de Jundiaí, cidade a 60 quilômetros da capital pau-lista, com cerca de 2 milhões de clientes atendidos por mês. O Russi utiliza, há três anos, equipa-mentos de segurança em todas as suas unidades, desde CFTV e sistema de monito-ramento de operação até etiquetas rígidas (EAS) e alarmes. “A prioridade é introduzir os processos e procedimentos eficazes para a redução e eliminação de riscos nas lojas que já estão operando com a nossa bandeira”, afirma Marcelo Tavares, gerente executivo de Proteção de Ativos do Russi Supermercados e coordenador do Comitê de Prevenção de Perdas da Abras. “Nossos índices de perdas sempre se mantiveram em patamares aceitáveis e ajustados ao orçamento anual, contudo, quando se opta pela tecnologia para a prevenção, a decisão sempre deve ser embasada no retorno que possa oferecer. E a nossa foi acertada, já que a quebra foi reduzida”, avalia o gerente executivo do Russi. Ele acrescenta: “A qualificação das equipes de prevenção de perdas nas lojas também melhorou, além da sensação de segurança por parte dos nossos clientes e o nível de assertividade das ações, principalmente sobre os furtos”. Outro fator que Tavares destaca é que várias mercadorias estão mais próximas do con-sumidor, por causa dos equipamentos de proteção. “Além de uma satisfação maior do cliente, a venda de alguns produtos cresceu até 40%”, revela. Dicas para pequenas lojas Quanto menor o estabelecimento, maior é a preocupação dos varejistas para oferecer conforto e um mix de produtos adequado. Com foco nesses itens, muitas vezes a prevenção de perdas e furtos é negligenciada, porém, as dimensões da loja não determinam o tamanho do prejuízo. Medidas como a integração de soluções arquitetônicas e de segurança são fundamentais para a redução dos furtos. Confira, a seguir, algumas dicas dos especialistas da Gunnebo Gateway Brasil e tire o máximo proveito das tecnologias de prevenção de perdas no varejo. A rede do interior paulista adquiriu a Coopideal, que não possuía equipamentos de proteção Trabalhe em parceria com profissionais de prevenção de perdas, assim como fornecedores de equipamentos antifurto e de segurança, para que se possa antever os problemas e estudar as soluções com antecedência. Evite colunas e utilize gôndolas baixas. É uma solução simples, barata e permite ao varejista maior visibilidade do que ocorre no fundo do estabelecimento. Quando o imóvel já está pronto, a atenção com os detalhes para a prevenção deve aumentar. Os itens voltados para a prevenção de perdas não devem interferir e, sim, se harmonizar com o layout. Em todo projeto deve-se prever na infraestrutura, com antecedência, a instalação tanto de antenas como de CFTV. A entrada da loja deve ser dimensionada para contemplar os aspectos de marketing e conceituais do estabelecimento, sem perder de vista o custo que envolve a instalação das antenas e visual delas. Quanto maior a entrada, mais equipamentos serão necessários.
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    Eletrônicos Prevenção dePerdas Expor o equipamento ligado fez a diferença Nokia e Fnac aumentaram a venda de produtos com o cadeado eletrônico, por permitir ao cliente testar e explorar todos os recursos dos aparelhos, que permanecem ligados “A melhor solução de alarmes em termos de segurança e exposição”, afirma a gerente de Varejo da Nokia, Ana Okamoto. “Oferece praticidade e flexibilidade, além de tornar os negócios mais rentáveis”, res-salta o gerente de Segurança e Prevenção de Perdas da Fnac, Marcos Alves Gonçal-ves. Ambos referem-se à linha de alarmes, gancheiras, zips, cadeados eletrônicos e protetores mecânicos para eletroeletrôni-cos (celulares, GPS, câmeras, filmadoras, tablets e notebooks). A Nokia utiliza, desde 2010, esses itens para a proteção de aparelhos celu-lares em todas as suas unidades (Nokia Stores, quiosques, Shop in Shop e totens para promoção) espalhadas pelo país. “O alarme é o nosso principal instrumento de prevenção de perdas e, com ele, os nossos produtos estão seguros. Ao mesmo tempo, serve como expositor e vem ao encontro de conceito de merchandising visual da loja”, explica Ana Okamoto. Ela destaca que, na relação do cliente com os acessórios de se-gurança, “os consumidores ficam à vontade no estabelecimento, não se sentem inibidos em mexer nos aparelhos e não veem a pro-teção como um cadeado eletrônico”. Essa constatação é compartilhada pelo gerente da Fnac. “Os equipamentos de segurança permitem que os clientes manuseiem os aparelhos eletrônicos e de informática de última geração. Eles podem testar e explorar os recursos dos aparelhos, o que comprovadamente aumenta o interesse pela compra”, enfatiza Marcos Gonçalves, que acrescenta: “Esses itens caíram como uma luva para o nosso departamento comercial, que solicitava uma forma de deixar o produto mais próximo das pes-soas”. Ele ressalta, ainda, a versatilidade do cadeado eletrônico que, em razão da bateria de longa duração, permite modifi-car o local da exposição dos aparelhos nas instalações, sem a necessidade de ficar próximo a pontos de energia. NA FNAC MORUMBI, VENDAS DE ALGUNS ITENS AUMENTARAM ATÉ 70% Maior volume de vendas, com muito mais segurança. A loja da Fnac no Shopping Morumbi, na capital paulista, tem regis-trado nos últimos meses um significativo aumento das vendas de produtos eletrô-nicos e de informática. O resultado, em grande parte, está relacionado à instalação do cadeado eletrônico. “A praticidade e a flexibilidade de dispor de uma bateria inter-na de longa duração, que permite expor as mercadorias em qualquer local da loja sem a necessidade de um ponto de energia, A Nokia utiliza a solução em todas unidades: clientes não se sentem inibidos em mexer nos aparelhos tem feito a Fnac planejar a utilização em larga escala dos cadeados eletrônicos em suas outras lojas”, afirma o gerente de Segurança e Prevenção de Perdas da Fnac, Marcos Alves Gonçalves. Abaixo, os índices de crescimento das vendas dos produtos expostos com o cadeado eletrônico, na unidade da Fnac no Shopping Morumbi: • Câmeras fotográficas profissionais: 70% • Filmadoras: 60% • Tocadores de MP3 e MP4: 46% • Câmeras fotográficas digitais: 39% • Tablets: 32% • Celulares: 27% • GPS: 15% Marcos (na foto ao lado), da Fnac: “Além de mais práticos e flexíveis, tornam os negócios mais rentáveis”
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    Capa Prevenção deperdas: uma questão de sobrevivência? Entrevistados com exclusividade, especialistas concordam que ações nessa área, em estabelecimentos de qualquer tamanho, devem ser consideradas investimento e não apenas custo No ano 2000, o Provar anunciou a primeira edição do estudo anual Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, revelando um índice de 1,96%. De lá para cá, os varejis-tas 10 mais atentos montaram departamen-tos para cuidar do problema, treinaram funcionários, promoveram mudanças estruturais e investiram em tecnologia. Dez anos depois, ainda há muito que fazer. Apesar de o índice de perdas ter caído ano a ano (hoje, é de 1,75%), a mais recente pesquisa do instituto mostra que 42% das redes de supermercados entrevistadas ainda não possuem uma área de prevenção de perdas. Ou seja, numa época em que as margens de lucro estão cada vez mais apertadas e todos os processos necessitam ser minuciosamen-te ajustados, por que quase metade dos varejistas do segmento supermercadista ainda não dão a necessária atenção para o fato? Motivos, como o tamanho do prejuízo no resultado da cadeia varejista de qualquer parte do planeta, não faltam. Para dar uma ideia, nos EUA, o impacto das perdas decorrentes de fraudes e furtos no resultado do varejo local é estimado em 37,1 bilhões de dólares. A fonte é o estudo 2010 National Retail Security Survey, realizado anualmente pela Universidade da Flórida. Para muitos, a grande dúvida talvez seja saber o que vale a pena. Investir em equipa-mentos de segurança, equipe ou aparatos tecnológicos ou deixar como está? De acordo com Luiz Fernando Sambugaro, diretor de Comunicação da Gunnebo Gateway Brasil, é mais fácil dobrar os lucros com os benefícios da prevenção do que por meio da abertura de uma nova loja. “Hoje, um bom planejamento, integrado a soluções arquitetônicas e de segurança, permite reduzir em até 80% os furtos, tornando o investimento na precaução fundamental”, diz. Para o varejista, de qualquer segmento (farmácia, supermercado, shopping center, materiais de construção, lojas de conve-niência, pet shops, comércio de rua etc.), ainda com dúvida se a verba destinada para a prevenção de perdas é custo ou investi-mento, consultamos dois especialistas em varejo, Eugenio Foganholo, da consultoria Mixxer, e Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP. Leia, analise e decida. Números de quem já investe em A média de investimento do varejo em equipamentos é de 0,15% do faturamento líquido. As duas maiores causas de perdas são a quebra operacional e o furto externo, correspondendo a 32% e 20% do índice total, respectivamente. 20% 0,15% 32%
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    Sistema de Aprovaçãode Cheques 50% 50% Prevenção de Perdas 37% 31% 30% 25% 25% 25% 25% 23% Sistemas de Gravação Digital CFTV Visível Alarmes de Acesso Rádios Comunicadores Alarme de Segurança Eletrônica CFTV não visível Veículos blindados Cofre boca-de-lobo Gustavo Carrer, coordenador do Programa Comércio Varejista, do Sebrae-SP Mapa da mina “Como a margem no varejo é muito pequena, o impacto nos resultados, quando falamos em perdas, é muito grande. Por isso, um inventário montado, uma boa gestão de estoques e um mapa com os pontos de maior risco, aliados à tecnologia e ao treina-mento Coletor de dados p/ realização do inventário da equipe, hoje são fundamentais.” Mal-intencionados “Nunca sabemos onde e quando uma pessoa mal-inten-cionada vai agir. Não é porque a metragem quadrada do estabelecimento é menor que ele corre menos risco. O grande varejista ainda tem volume para diluir as perdas, mas para o pequeno o impacto é grande.” Sugestões simples “Mesmo com espaços pequenos e recursos limitados, as perdas devem ser contabilizadas e prevenidas de alguma forma. Além da tecnologia, sugestões como adaptações no layout, instalação de espelhos, análises de pontos ce-gos, posição dos checkouts e treinamento de funcionários são importantíssimas para a redução das perdas.” Dificuldades e motivação “Pelo programa do Sebrae, com atendimento de cerca de 8 mil varejistas no Estado de São Paulo, percebemos que os gestores de micro e pequenos negócios têm ciência da im-portância de prevenir perdas. Eles apenas têm dificuldades para quantificá-las e quanto devem investir em tecnologia. No entanto, aqueles que realizam os cálculos se animam, percebem o retorno e investem cada vez mais.” Custo ou investimento "Prevenir perdas deixou de ser algo que se ouvia falar que as grandes redes realizavam. É quase uma questão de sobrevivência, pois com as margens cada vez mais apertadas por causa do aumento da concorrência e da disputa pela renda do consumidor, a prevenção pode significar, em alguns casos, a diferença entre o lucro e o prejuízo." Atitude “Os varejistas brasileiros têm a oportunidade – e, de alguma forma, a necessidade – de refletir e colocar em prática ações relativas à prevenção de perdas, que evidentemente têm origens diversas. Analisá-las e atacá-las passa a ser tarefa essencial. O importante é ter atitude. É primordial adotá-la como cultura, levá-la aos funcionários de todas as áreas e mostrar a sua importância. Assim, abrem-se possibilidades para que todos contribuam com a diminuição das perdas. E, certamente, a tecnologia é uma importante ferramenta para conseguir ganhos nessa área.” Perda é inaceitável “Os níveis de perda variam enormemente de acordo com o ramo de atividade varejista, bem como derivados das ações realizadas. Mas perda é inaceitável, porém, praticamente impossível de ser evitada. Se eliminá-la é virtualmente impossível, cabe ao varejista torná-la mínima.” Eugenio Foganholo é diretor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, consultoria especializada em varejo Gustavo Carrer é consultor do Sebrae-SP e um dos coordenadores do Programa Comércio Varejista, desenvolvido para capacitar o empresário do setor Eugenio Foganholo, da Mixxer, consultoria especializada em varejo prevenção O gasto tanto com equipamentos quanto com programas de prevenção é consideravelmente menor nas redes de supermercados do que nas redes de outros segmentos. Do total de furtos registrados, 77% são externos e 20%, internos. 10 Equipamentos mais utilizados pelos super-mercados
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    Autosserviço Caminho abertopara o lucro 12 Soluções adquiridas pelo Finame A busca contínua de alternativas para o crescimento e o desenvolvimento do negócio fez com que o Superbom, com três supermercados em Bauru, no interior do Estado de São Paulo, optasse por adquirir itens de segurança para a mais nova loja da rede, inaugurada em dezembro de 2011. O desejo dos gestores era que a unidade já começasse a funcionar com vários acessórios. “A condição comercial apresentada pela Gunnebo Gateway Brasil permitiu que fizéssemos o investimento em três tecnologias (CFTV, antenas e Gatecash) por meio do Finame. Daí, foi possível antecipar a aquisição dos sistemas de prevenção de perdas e colher os frutos já no início da operação da nova loja”, explica o sócio-proprietário do Superbom, José Flávio Cabreira Fernandes, que também é diretor de Tecnologia e Logística da Apas. “Na nossa análise, o retorno vai ocorrer bem antes do término dos pagamentos das parcelas financiadas”, diz. O retorno a que se refere o sócio-proprietário do Superbom são os ganhos de produtividade e rentabili-dade da loja, graças à melhoria da gestão de frente de caixa, ao aumento das vendas de produtos que antes permaneciam confinados e ao controle de perdas antes “não identificadas”. Fernandes destaca ainda que, pelo design clean das antenas de proteção, faz propaganda da própria rede e dos seus fornecedores. Supermercados confirmam que o investimento em prevenção de perdas permite, além de reduzir os prejuízos, aumentar o foco nos negócios e, com isso, gerar mais vendas São muitos os exemplos, especialmente no varejo supermercadista, em que a introdução da tecnologia de prevenção de perdas abriu caminho para o aumento das vendas e lucros. Tanto pequenos como grandes varejistas, ao tirar determinados produtos do confinamento, por exemplo, graças à instalação do Gatevision CFTV, e expô-los em prateleiras, ao alcance do consumidor, melhoraram os resultados. Outras soluções, como antenas, etiquetas ou o Gatecash, que combate as fraudes no PDV, também têm trazido benefícios para o autosserviço. As redes Y. Yamada (37 lojas no Norte do país), São Roque (17 unidades no interior paulista) e Superbom (três PDVs em Bauru, no Estado de São Paulo) comprovam que a prevenção de perdas, além de reduzir as ocorrências de furtos, permite ao varejista aumentar o foco nos negócios e, com isso, gerar mais lucros. A rede com três lojas na cidade de Bauru financiou todo o investimento em tecnologia. Além das antenas Phenom Trademark (na foto), o Superbom adquiriu CFTV e o Gatecash
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    Prevenção de Perdas Câmeras nos corredores Em várias lojas da rede São Roque, depois da instalação do CFTV, o número de furtos diminuiu de forma considerável. “A presença das câmeras nos corredores inibiu um antigo problema registrado principalmente nas áreas de bebidas, perfumaria e doces. Além de reduzir os furtos, elas permitiram trazer as mercadorias de alto valor para as prateleiras – antes ficavam trancadas em ar-mários –, o que alavancou as vendas”, explica Tony Carlos de Campos Godinho, gerente de Tecnologia da Informação. Com 17 lojas localizadas na região da cidade de mesmo nome, situada a pouco menos de 60 quilômetros da capital paulista, o São Roque iniciou a parceria com a Gunnebo Gateway Brasil em 2010 e, em breve, todas as unidades da rede vão dispor das soluções tecnológicas de prevenção de perdas da fornecedora. “Elas possibilitam o monitoramento constante, evitam os furtos e, mais, o armazenamento das imagens no DVR, a consulta e sua recuperação sempre que necessário”, afirma o gerente dos Supermercados São Roque. CFTV inibiu o antigo problema de furtos na cadeia de 17 lojas FORNECEDORA EXCLUSIVA A rede Y. Yamada, com 37 unidades localiza-das nos Estados do Pará e Amapá, é a maior varejista da região Norte. Em sua trajetória de mais de 60 anos, desenvolvida com a perseverança de imigrantes japoneses, tinha um grande obstáculo comum no dia a dia do varejo: os constantes furtos. Para reduzir os efeitos dos prejuízos, o diretor comercial, Ricardo Yamada, conta que há cerca de 10 anos fechou uma parceria com a Gunnebo Gateway Brasil, que desde 2008 tornou-se fornecedora exclusiva de solu-ções de segurança. “Ainda estamos longe de zerar o risco, mas com os equipamentos de prevenção aumentamos o mix do autosser-viço, melhorando o volume de vendas”. Desde que a administração da rede optou, quatro anos atrás, pela migração total para os equipamentos da Gunnebo Gateway Brasil, foram adquiridas 247 antenas Designergate com MDG (detector de áreas metálicas) para as portas de acesso, aproximadamente 3,5 milhões de etiquetas Galaxy G30 e verificadores de mesa em tamanho e modelo customizado, com o desenvolvimento de uma luminária especial (o próprio cliente constata a desativação do sistema). “Pretendemos agora investir na ampliação do CFTV”, antecipa Ricardo Yamada, que revela: “O nosso índice médio de perdas situa-se atualmente entre 1,3% e 1,7%. As seções de autosserviço são muito vulneráveis, e as de confecção e sapataria são as mais ´atacadas´. Os itens de maior valor agregado e de fácil revenda estão entre os mais cobiçados em nossas lojas”, afirma o diretor comercial da Y. Yamada. etiquetas galaxy Esta etiqueta rígida com supertrava apresenta uma perfeita combinação entre o pino e a etiqueta, que dificulta o acesso ao pino e a torna muito menos vulnerável à ação de vândalos. A linha de etiquetas Galaxy está disponível nas tecnologias AM ou RF e em três diferentes formatos (30mm, 40mm ou 50mm), possibilitando sua utilização pelos mais variados perfis de loja e na tecnologia escolhida pelo varejista.
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    14 Trabalho árduoe difícil A adoção das tecnologias de prevenção de perdas na Besni fez com que o índice de perdas da rede varejista de moda, calçados e acessórios femininos, masculinos e infantojuvenis, com 31 lojas na região metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista, passasse de 3% para 2,7%. “Quem trabalha no varejo sabe que diminuir o percentual de perdas é um trabalho árduo e difícil”, afirma Paulo Maurício de Moraes, gerente de operações. As medidas de segurança haviam sido introduzidas em algumas lojas e, hoje, graças aos resultados positivos, foram estendidas para toda a rede. O problema mais grave estava no setor de confecção e calçados. “A primeira ação adotada foi a instalação de câmeras de CFTV. Foi escolhida uma loja, entre aquelas que possuíam maior índice de furtos e, com a redução dos delitos e da quantidade de desvios, houve uma ampliação bem rápida dos serviços para as demais unidades”, explica Moraes. Assim, a Besni adquiriu também antenas, verificadores e etiquetas de alarme. “O investimento em tecnologia é a única forma de acompanhar o avanço no campo das fraudes e furtos, dando à gestão da empresa informações necessárias para a tomada de decisões”, ressalta o gerente de operações da rede. Redução SIGNIFICATIVA dos prejuízos Resultado comprovado. Este é o motivo da longa duração da parceria, que começou em 1995, entre a Tent Beach e a Gunnebo Gateway Brasil. Quando ela foi iniciada, a maior rede de multimarcas de surfwear do Brasil possuía apenas seis lojas e os prejuízos concentravam-se no setor de produtos com marcas mais conhecidas e preços mais altos. “Naquela época, escolhemos duas unidades para testes com as antenas Spectra. Com a rápida diminuição dos furtos, fizemos a instalação em toda a rede”, diz Marcio Roberto Alves Camilo, supervisor da Tent Beach, que hoje tem 34 lojas próprias (uma na Bahia e as demais no Estado de São Paulo) e quatro franquias (duas em Fortaleza e as outras em Ribeirão Preto e Franca, ambas no interior paulista). Os números de hoje justificam o sucesso de uma parceria muito bem-sucedida. Desde a realização do piloto com as antenas Spectra, a Tent Beach reduziu de forma significativa os índices de perdas, de 4% a 5% para 1%. A rede também registrou aumento nas vendas de produtos de maior rentabilidade, porque passaram a ser expostos em locais de fácil acesso para o cliente. “O custo dos equipamentos de proteção, em princípio, parecia elevado, mas com a queda do índice de furtos o investimento foi totalmente justificado”, ressalta Camilo. Varejo Parcerias que dão certo Das varejistas de moda à rede de lojas de departamentos, com unidades em shoppings ou no comércio de rua, todas confirmam a eficácia da tecnologia de combate às perdas
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    Prevenção de Perdas Rapidez no atendimento Alexsandro Alves de Sousa, do Departamento de Prevenção de Perdas da Esplanada Brasil, do Grupo Deib Otoch, explica que, ao mesmo tempo em que a expansão da cadeia de lojas de departamentos é planejada para 2012, os investimentos na aquisição de equipamentos de segurança também fazem parte do projeto de ampliação. Das 39 lojas, distribuídas em todos os Estados do Nordeste, em Belém e em Brasília, 79% delas possuem equipamentos da Gunnebo Gateway Brasil, fornecedora da Esplanada desde 2011. “O índice de perdas diminuiu em mais de 95% delas”, comemora Sousa. A previsão dele é que, até o fim do ano, a quantidade de unidades com sistemas de prevenção de perdas suba para 90% e contribua para atingir a meta de redução dos prejuízos com perdas de 2,07% para 1,25% até o fim de 2012. As tecnologias utilizadas são CFTV, antenas EAS, etiquetas Galaxy, 90% das lojas equipadas Para Marcelo Kalil, diretor de operações e vendas do Valdac Global Brands (VGB), grupo com 115 lojas das bandeiras Siberian, Crawford e Memove em todo o Brasil, “ao longo dos últimos anos houve uma conscientização de que seria necessário o investimento em prevenção de perdas, pois elas têm impacto direto sobre o resultado final da companhia”. Ele explica que o trabalho envolve desde o presidente até os cargos operacionais dentro da estrutura organizacional, por meio da atitude diária dos colaboradores. “A questão segurança faz parte das premissas iniciais, desde o momento da criação do layout de loja.” A VGB mantém a parceria com a Gunnebo Gateway Brasil há cerca de cinco anos. Atualmente, 90% dos estabe-lecimentos do grupo possuem equipamentos de proteção e, até o fim de 2012, os benefícios serão estendidos a todos. “Com isso, teremos a otimiza-ção das operações que incluem movimentação e controle de produtos, além da melhoria dos processos e rotinas da empresa”, completa. Unidade do Grupo Deib Otoch: redução de perdas em 95% das lojas desativadores e verificadores RF, entre outras. Na loja mais nova do grupo, a administração fará uma experiência com o Contador de Fluxo. Da parceria com a Gunnebo Gateway Brasil, Sousa destaca a rapidez no atendimento e o comprometimento com os prazos. “Quando se trata de prevenção, é importante contar com grandes aliados, e a Gunnebo Gateway Brasil vem sendo uma forte parceira da Esplanada”, afirma Sousa. Lojas do Grupo Valdac (acima e ao lado): até o fim de 2012, todas as unidades terão equipamentos de proteção
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    Serviços Comprovadamente, osequipamentos de prevenção de perdas tornaram-se aliados, dos mais eficazes, diga-se, dos varejistas para reduzir os prejuízos causados pelos furtos em suas lojas. Com eles, é possível reduzir em até 80% esse tipo de ocorrência. 16 Para isso, a utilização da tecnologia pode e deve ser otimizada. A Gunnebo Gateway Brasil oferece treinamento sob medida e prepara os clientes para uma operação eficiente e tranquila do sistema. Quem fornece detalhes e comenta os serviços colocados à disposição dos clientes são Marta Alcarde, gerente de atendimento, e Héctor Vinicio Becerra, diretor de Engenharia. COMPROMISSO COM A QUALIDADE Por trabalharem com tecnologia de ponta, os profissionais Gunnebo Gateway Brasil precisam estar sempre atualizados. Além de programas de treinamentos internos, a empresa adota ainda processos de qualidade incluídos nas exigências da certificação ISO 9001. “Com a implementação da norma ISO 9001, os controles sobre atendimentos técnicos trazem cada vez mais benefícios aos nossos clientes”, ressalta Héctor. atenção sob medida ao cliente Treinamento in company e em qualquer localidade do território nacional possibilita aproveitar ao máximo os benefícios de cada tecnologia para prevenção Política de Qualidade Gunnebo Gateway Marta Alcarde: “Nosso objetivo é fazer com que o cliente usufrua 100% dos equipamentos adquiridos”
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    Em um primeiromomento, todo equipamento adquirido por pequenos, médios ou grandes varejistas pode ser considerado apenas mais uma despesa. O suporte de qualidade mostra que o investimento em prevenção traz vantagens para os negócios. “A nossa missão é fazer com que o equipamento auxilie efetivamente nas reduções das perdas, assim conseguimos provar que o que até então parecia uma despesa é um investimento que traz lucros”, afirma Marta Alcarde. Prevenção de Perdas Atendimento em todo o país O tema tecnologia é abordado de maneira objetiva, didática e divertida. A equipe de suporte ao cliente utiliza técnicas especiais para transmitir e fixar melhor as informações, com exemplos de questões específicas de cada segmento. O treinamento geralmente ocorre no local em que os equipamentos estão instalados, englobando assim teoria e prática. Além do treinamento sob medida, que é uma constante nas soluções oferecidas pela Gunnebo Gateway Brasil, o setor técnico também conta com um diferencial significativo para os varejistas. Como padrão, a empresa toma a iniciativa de enviar um supervisor técnico para locais com histórico diferenciado de chamados, com o intuito de verificar e sanar a raiz do problema. A qualidade dos serviços é um diferencial no mercado de Prevenção de Perdas. O treinamento esclarece e desmistifica o sistema, fazendo com que os funcionários passem a operar as soluções tecnológicas de forma mais consciente e segura. Além dos técnicos, presentes nas principais capitais brasileiras, os profissionais de suporte ao cliente e assistência técnica deslocam-se a qualquer localidade em território nacional, para oferecer atendimento rápido e efetivo, garantindo o aproveitamento total da tecnologia adquirida. A empresa conta também com uma equipe de retaguarda, na sede em Cotia, na Grande São Paulo, pronta para tornar mais ágil o atendimento a questões mais específicas. TREINAMENTO CUSTOMIZADO Iniciativa parte também do fornecedor Diferencial no mercado segmentado Contribuição para o resultado Equipe técnica na sede Gunnebo Gateway em Cotia: atendimento ágil via telefone, email ou extranet Supervisão Técnica é uma iniciativa da empresa
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    Tecnologia RFID embibliotecas e arquivos A RFID Brasil – Gateway Library desenvolve, desde 2010, projetos em instituições públicas para promover a tecnologia e fazer medições dos seus ganhos; os resultados apresentados são entusiasmantes A tecnologia de identificação por radio-frequência 18 (RFID) já há algum tempo é conhecida e aplicada em soluções específicas por aqui. A RFID Brasil – Gateway Library (www.rfidbrasil.com), empresa voltada para o atendimento a bibliotecas e centros de documentação e arquivos, além de projetos especiais para todas as esferas de governo, empresas estatais e de economia mista, ampliou o leque de aplicações. Por meio de etiquetas eletrônicas inseridas no material que se deseja gerenciar e leitores controlados por um software, é possível garantir a segurança, identificação, inventário, rastreamento, organização de estantes, automação de processos por meio de máquinas de triagem automática e terminais de autoatendimento destinados a emprésti-mos e devoluções de obras e controle de acesso dos leitores. Os primeiros projetos da empresa estão sendo realizados em instituições públicas, desde 2010, para promover a tecnologia e fazer medições dos seus ganhos. “De imediato, sabe-se que os resultados são extremamente entusias-mantes”, diz o engenheiro eletrônico Jorge Abrunhosa, da Ouvidoria Técnica da RFID Brasil, parceira da Gunnebo Gateway Brasil desde 2004. Depois da fase de implementações iniciais e análise dos resultados, o próximo passo é estender o uso da radiofrequência para bibliotecas do mercado varejista. Com uma gama enorme de aplicações, qualquer processo que inclua inventário, segurança, identificação, rastreamento, logística em geral e automação pode ser beneficiado. A Gunnebo Gateway Brasil já domina a área e investe em novos produtos e soluções. “Um exemplo é o portal híbrido que opera simultaneamente com as tecnologias RFID e eletromagné-tica (EM), o único no mercado produzido no país, que as combina em apenas um produto, possibilitando aos clientes migrarem de uma para outra de forma suave, sem traumas e descontinuidades operacionais”, explica Abrunhosa. Descubra a tecnologia A identificação por radiofrequência (RFID) é constituída de três partes: 1. leitores (hardware) 2. etiquetas 3. software Os leitores apresentam vários formatos: • portal (operam na vertical, similarmente aos equipamentos de segurança presentes em lojas); • manual ou portátil; • de mesa (operam na horizontal e são também conhecidos como pads). Apesar de serem denominados leitores, os equipamentos leem e gravam e são tecnicamente “transceptores”, ou seja, transmitem e recebem informações por sinais eletromagnéticos por meio do chip presente nas etiquetas. As etiquetas eletrônicas (também co-nhecidas como tags) são basicamente constituídas de uma antena transcep-tora embutida e conectada a um chip, sendo, portanto, capazes de transmitir e receber informações armazenadas convenientemente nele. O software é responsável pelo geren-ciamento do fluxo de informações entre os leitores e as etiquetas eletrônicas. O portal híbrido opera com as tecnologias RFID e eletromagnética (EM)
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    Prevenção de Perdas INTELISAFE Gunnebo INTELISAFE® é a solução para reduzir o tempo de processo de tratamento de dinheiro, com maior confiabilidade e diminuindo riscos de assaltos, furtos e erros operacionais. • Disponível em duas versões INTELISAFE® E INTELISAFE LITE® • Menor tempo gasto com a administração de processos internos • Monitoramento em tempo real do valor em caixa • Crédito no mesmo dia (mediante acordo com a instituição financeira) • Transparência no demonstrativo de transações • Ausência de discrepâncias de caixa Acesso direto em terminal de autoatendimento com tela touchscreen e senha por usuário. Depósito de notas identificadas através de sensores óticos. Aceita maços de até 50 notas. Armazenamento seguro e pronto para integração com bancos, empresas de transporte de valor e varejista. O processo libera a equipe para outras atividades, reduzindo riscos e erros operacionais.
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