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> 1º semestre 2013 | edição 10
LIDERANÇA
Rodrigo
Dienstmann
assumepresidência
daCiscodoBrasil
VOZ DO CLIENTE
NETexpandeserviço
NOWeinstala
hotspotsemruasde
grandecirculação
INOVAÇÃO
Novas tecnologias
revolucionam sala de aula ;
Colégio Porto Seguro
adere ao WiFi
Bancos adotam ferramentas de
colaboração e personalizam atendimento
futurofuturofuturofuturofuturo
dododo
Aagência
> 3o
Trimestre 2013 | edição 11
VOZ DO CLIENTE
Hospital Alemão
Oswaldo Cruz, em São
Paulo, atualiza rede e
instala data center
ENTREVISTA
Gustavo Santana, da Cisco,
fala sobre seu novo livro,
“Data Center Virtualization
Fundamentals”
PARCEIROS
Cisco lança canais
de e-commerce para
distribuidores e canais
especializados em PMEs
DEDICADO À INSPIRAÇÃO
Centro de Inovação Rio de Janeiro
estimula desenvolvimento local
orelhav2.pdf124/09/1311:55
EDITORIAL
33
editorial
sumário
Curtas
04Liderança
rodrigo dienstmann assume
presidência da Cisco do Brasil
05Carro conectado
96 % dos brasileiros andariam em
carro que dispensa motorista
06Comunicação Unificada
uCC está na estratégia
de 78% dos líderes de ti
08Conexão
Cisco espera 50 bilhões de
dispositivos conectados até 2020
CoNNeCt
10Barômetro
Brasil rumo à Banda larga 2.0
12Dados Móveis
estudo constata que tráfego
alcançará 134,4 exabytes
14Internet de Todas as Coisas
ioe: oportunidade de us$ 14 trilhões
iNoVaÇÃo
16Educação
Novas tecnologias
revolucionam sala de aula
20Telemedicina
tecnologiavencepreconceitos
24Capa
o banco do futuro
já está em construção
VoZ do ClieNte
30WI-FI
eniac adota solução com
autenticação integrada à base de
usuários
32Vídeo
Net NoW: alta definição sob
demanda e sem intervalos
34Acesso à rede
CPFl controla conectividade dentro
e fora do ambiente corporativo
ParCeiro
36Carreira
Certificações Cisco: resultados
positivos na vida profissional
38Velocity
times de marketing da Cisco alinham
estratégias com parceiros
artigo
40Potencial
Como a interneto of everything
pode mudar a nossa rotina
equiPe resPoNsáVel
CisCo do Brasil
Presidente
rodrigo dienstmann
Diretor de Engenharia
marcelo ehalt
Diretor de Canais
eduardo almeida
Diretor de Marketing & RP
marco Barcellos
CisCo livE MagazinE é uMa PubliCação Da CIsCo Do BrAsIL
Conselho Editorial
adriana Bueno, Fabricio
mazzari, isabela Polito, isabella
micali, Jackeline Carvalho,
mariana Fonseca, monica
lau, renata Barros, sandro
Barrella e marco Barcellos.
ProduÇÃo
Comunicação interativa editora
Jornalista Responsável
Jackeline Carvalho
mtB 12456
Diretora de Redação
Jackeline Carvalho
Reportagem
Jackeline Carvalho
Edição
luciana robles
Revisão
Comunicação interativa
asssessoria de imprensa
in Press Porter Novelli
arte
marcelo max
Tiragem
5000 exemplares
os BANCos NÃo sÃo MAIs os MEsMos
P
ara aqueles que viveram os períodos de inflação em alta e corrida diária
às agências bancárias, é interessante notar que o relacionamento com
banco hoje é sinônimo de Internet. E caminha a passos largos para o
celular, ou seja, está cada vez mais à mão do cliente, sem filas e atropelos.
Isso provocou também uma inversão de papel das agências, que pouco a pouco
foram perdendo tamanho e ganhando ares de sala de visita, até chegarem ao es-
tágio de atendimento personalizado. Talvez hoje não mais com o cafezinho com
o gerente, mas recuperamos a oportunidade de olhar nos olhos de especialistas
para tirar dúvidas sobre investimentos, novos serviços ou gestão financeira. Um
laptop, tablet ou smartphones agora são suficientes para colocá-lo na frente de um
especialista dentro do banco. Ou mesmo uma Telepresença, como a do Bradesco
Next, em nossa reportagem de capa. Assim, rompemos a barreira da distância ou
de locomoção nas grandes cidades do país.
O atendimento também pode não acontecer na sua agência de origem, já que
as tecnologias de colaboração promovem isso. Mesmo em agências ou cidades
pequenas, o cliente pode ter acesso a um especialista para discutir seus planos de
investimento,semprecisardeumprofissionalnaagência100%dotempo.Bompara
obanco,queexploraoconceitodepresença,economizandotempoemelhorando
oatendimento.Bomparaocliente,quetemaoportunidadedeesclarecerdúvidase
receber informações diretamente da pessoa que vai influenciar suas decisões.
As tecnologias estão mudando os bancos, é verdade. Mas, vale lembrar que isto
é apenas o início da revolução da Internet de Todas as Coisas (IoE – Internet of
Everything), uma mudança no cenário mundial que representa um potencial eco-
nômicodeUS$14trilhõesparaasempresasdosetorprivadoatéapróximadécada.
Umresultadodiretodamaiorconectividadeentrepessoas,processos,dadosecoisas.
E,porfim,aCiscoLIVEMagazinecomemoraanomeaçãodeRodrigoDienstmann
comoonovopresidentedaCiscodoBrasil.Apartirdeagora,eleseráoresponsável
por comandar a filial brasileira e dar continuidade à estratégia da companhia de
incentivar a inovação e o desenvolvimento socioeconômico no país. Sem dúvida,
uma ótima notícia para todos nós.
Boa leitura!
Marco Barcellos
1
EQUIPE RESPONSÁVEL
CISCO DO BRASIL
Presidente
Rodrigo Dienstmann
Diretor de Engenharia
Marcelo Ehalt
Diretor de Canais
Eduardo Almeida
Diretor de Marketing & RP
Marco Barcellos	
Conselho Editorial
Adriana Bueno, Cristiane Guimarães,
Fabricio Mazzari, Fernanda Arajie,
Isabela Polito, Isabella Micali,
Jackeline Carvalho, Mariana Foseca,
Monica Lau, Renata Barros,
Sandro Barrella e Marco Barcellos
PRODUÇÃO
Comunicação Interativa Editora
Jornalista Responsável
Jackeline Carvalho
MTB 12456
Diretora de Redação
Jackeline Carvalho
Reportagem
Jackeline Carvalho
Mayra Feitosa
Edição
Luciana Robles
Revisão
Comunicação Interativa
Tradução
Estela Luis
Assessoria de Imprensa
In Press Porter Novelli
Arte
Ricardo Alves de Souza
Impressão
Intergraf
Tiragem
5000 cópias
SUMÁRIO
UMA NOVA FASE
NO BRASIL
N
ão é nada fácil cumprir metas audaciosas em um cenário de tantos
desafios como os que se vive no Brasil. Mas é igualmente singular a
sensação de concluir uma etapa e iniciar uma nova fase. Inauguramos
no final de agosto o Centro de Inovação Rio de Janeiro, mais uma etapa
do investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Cisco para estimular ainda
mais o desenvolvimento da economia brasileira. Aliás, é bom destacar que a
nossa empresa quer ser um dos maiores e melhores parceiros de estímulo à
inovação tecnológica deste País.
No pacote de compromissos estabelecidos nessa linha, tínhamos a
execução de manufatura local, o investimento em fundos de venture capital
e o lançamento do Centro de Inovação. Passo a passo, colocamos em
operação cada um desses itens e, hoje, podemos dizer que a fase inicial foi
vencida, apesar de a jornada de inovação estar apenas no início.
No evento de inauguração, o Centro do Rio recebeu a visita de políticos, de
representantes do Governo Federal, do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura
da Cidade, da Finep, além de nossos parceiros e clientes. As nossas alianças,
farão diferença neste empreendimento, porque virão do mercado as demandas
para os desenvolvimentos que serão operacionalizados naquele espaço.
A ideia é que saiam dali soluções de melhoria para o dia a dia da
segurança, da saúde, da educação, dos serviços públicos e outros itens
de interesse da população. O Centro de Inovação foi criado para atender
primordialmente os projetos dos brasileiros para o Brasil, mas também
poderá operacionalizar demandas dos outros países da América Latina.
Tudo partindo e chegando à internet, a grande via que vai criar
novas oportunidades de negócio e, rapidamente, promoverá melhorias
na qualidade de vida das comunidades, inclusive as mais carentes e
distantes dos grandes centros. Com redes robustas e seguras, os governos
podem criar políticas públicas e disponibilizar soluções que facilitem o
relacionamento com a sociedade e o acesso a serviços de interesse geral.
Mas nesse ambiente de alta demanda por conectividade nada se encerra em
si. O céu é o limite para a inovação e novos desenvolvimentos. E tudo sob a
força da Internet de Todas as Coisas, um novo conceito totalmente integrado
ao potencial da economia brasileira. Enfim, todo o esforço dedicado à
inovação realmente fará diferença na rotina das cidades e dos negócios.
Boa leitura!
CISCO LIVE MAGAZINE É UMA PUBLICAÇÃO DA CISCO DO BRASIL
MARCO BARCELLOS,
DIRETOR DE MARKETING
CURTAS
4On Telecom
Roteadores Cisco auxiliam a controlar a
qualidade do acesso ao 4G
CONECTIVIDADE
6Community
Inteligência de Redes é o primeiro passo
para criar Comunidades Conectadas
10FIESP
WiFi, Small Cells e CDN melhoram a
experiência do usuário móvel
12Colaboração sem fronteiras
Redes devem suportar novos e
variados dispositivos
INOVAÇÃO
14Tendência bancária
Os rumos do atendimento ao cliente
18SDN
Cisco ONE acelera adoção à conectividade
21Internet de todas as Coisas
Iniciativa pode gerar US$ 613 bilhões de lucro
22CAPA
Centro de Inovação do RJ é resultado do
investimento bilionário no Brasil
25CDN
Estratégia para operadores de cabo reduzir
churn e aumentar receita
28ABTA
Tecnologia e novos serviços de TV por Assinatura
VOZ DO CLIENTE
30HAOC
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
atualiza infraestrutura
32SETE BRASIL
Empresa adota UCS para implementar SAP Hana
34Smiles
Em IPO, empresa opta por rede sem fio
36Centro de Comando e Controle
Segurança a base de TI e comunicação para
ajudar a gerenciar grandes eventos
40Elavon
Soluções de rede e segurança apoiam estratégia
42Entrevista
Gustavo Santana fala sobre seu livro de
virtualização em data centers
PARCEIROS
44Marketing
Partner Marketing Review reforça atuação da
Cisco em cloud, mobilidade e vídeo
46PMEs
Canais online reforçam estratégia em PMEs
47Distribuição
Cisco e Avnet selam aliança para acelerar
as vendas de UCS em data centers
48Roadshow
Oportunidades com internet de todas as coisas
49Pedaladas
Executivo da Cisco viaja de Frankfurt a Munique,
registrando belas paisagens e ciclovias
ARTIGO
50O caminho das nuvens
Marcelo Menta, presidente da Dimension Data,
analisa a adoção de cloud
CURTAS
4
à CONFORTO NA NAVEGAÇÃO
On Telecom, nova operadora 4G, explora
inteligência dos roteadores Cisco para controlar
qualidade dos acessos oferecidos aos usuários
Expansão se baseia
no roteador Cisco
ASR 9000, que
oferece conectividade
IP altamente resiliente
e redundante,
além de suporte
robusto a IPv6
A
On Telecom, nova empre-
sa de telecomunicações do
Brasil, oferece banda lar-
ga 4G por meio a tecnolo-
gia TD-LTE. Inicialmente, os servi-
ços estão disponíveis em Itatiba, no
interior de São Paulo, mas já há planos
de atender a 130 cidades, com popula-
ção acima de 10 milhões de pessoas.
O sistema TD-LTE utiliza modem
sem fio para a composição da rede WiFi,
para acesso à internet em banda larga,
o que resulta em maior capacidade de
download do que a FD-LTE, utiliza-
da pela telefonia móvel convencional.
Segundo Fares Nassar, CEO da ope-
radora, todas as funções e controles
da rede IP são feitos com equipamen-
tos Cisco. Com a inteligência dos ro-
teadores, Fares informa que é pos-
sível manter equilibrada a qualida-
de de acesso dos usuários à internet.
A On Telecom chegou ao Brasil atra-
vés da aquisição da Sunrise Teleco-
municações e do arremate dos lotes
das áreas de DDD 12 e 19 no leilão de
frequências 4G, realizado pela Ana-
tel em junho de 2012. n
à GVT ADOTA OFERECE TV POR
SATÉLITE COM SEGURANÇA CISCO
àNIC.BR AMPLIA
REDE DE PTT
O
Nic.BR (Núcleo de Infor-
mação e Coordenação do
Ponto BR) instalou tec-
nologias IP e IP/DWDM
Cisco 100 Gbps para expandir uma
unidade de PTT.br (Ponto de Troca de
Tráfego). A rede abrange São Paulo
e outras grandes cidades, e incluirá
VPLS (Virtual Private LAN Services),
tecnologias de 100 Gbps.
O NIC.br implantará o roteador Cis-
co da série ASR 9000, que oferece
conectividade IP altamente resiliente,
redundante e com suporte robusto a
IPv6. A solução atendeu ao requisito
do NIC.br de solução alinhada ao
Protocolo de Internet sem forçar um
upgrade para qualquer infraestrutura
de fibra existente.
A solução promete uma topologia de
rede nova e redundante para ajudar o
NIC.br a melhorar a disponibilidade
e reduzir perdas de tráfego na rede
IP em caso de falhas na camada de
transporte óptico. Amos Maidan-
tchik, diretor de setor público da
Cisco Brasil, afirma que a solução
permitirá que o governo troque mais
tráfego entre seus departamentos e
com a sociedade civil que participa
da rede, a fim de reduzir custos e
atender demandas atuais e futuras
por voz, vídeo e dados. n
P
ara oferecer serviços de TV por assinatura via satélite sem o
risco de pirataria, a GVT adotou a solução de criptografia Cisco
VideoGuard Smart Card no serviço de DTH. O ambiente oferece
proteção contra cardsharing e Control Word sharing, dois dos tipos
mais comuns de pirataria via satélite. Até então, a operadora utilizava
uma solução da Ericsson com acesso condicional por DRM da Verisign,
que fazia a autenticação pela rede de banda larga. n
5
CONNECT
6
Baseada em redes inteligentes, proposta é considerada viável,
apesar de exigir mudanças e investimentos
A
demanda por conectividade
é crescente, não apenas de
dispositivos móveis ligados
à internet, mas de coisas e
processos que, conectados à rede, po-
dem facilitar o dia a dia de cidadãos
de grandes e pequenas cidades.
Segundo uma pesquisa recente di-
vulgada pela Cisco, a tendência da in-
ternet ligando todas as coisas (IoE,
em inglês) poderia representar às em-
presas, globalmente, uma oportuni-
dade de US$ 613 bilhões de lucro em
2013. No Brasil, o valor chegaria a
US$ 17,3 bilhões, se as instituições
otimizassem suas conexões.
O resultado seria revertido em efici­
ência, e levaria ao que a Cisco con-
sidera ‘Smart Connected Communi-
ties’, e que Wim Elfrink, vice-pre-
sidente executivo de soluções para
indústria da companhia, chama de
“oportunidade”. Algo não tão distan-
te assim, disse ele no evento “The
Human City, do New Cities Summit”,
em São Paulo.
Segundo Elfrink, a inteligência das
redes pode revolucionar setores estra-
tégicos da sociedade, como o elétrico,
com soluções que prometem entregar
melhores serviços em tempo real ao ci-
dadão, reduzir custos para as indústrias
e otimizar as comunicações. “Veremos
no setor elétrico a digitalização aconte-
cendo como foi na rede de voz”, pon-
tua o vice-presidente, afirmando que
a iniciativa requer redes inteligentes.
“É mais do que ter uma cidade co-
nectada, é uma comunidade. A cida-
PRIMEIROS PASSOS PARA
‘COMUNIDADES CONECTADAS’
de é apenas um exemplo do ponto de
vista de arquitetura, prédios, infraes-
trutura, eletricidade, óleo e gás; e a
nossa posição é ter redes inteligentes
como o centro de toda essa infraes-
trutura”, disparou.
Ele ainda comentou que um dos pro-
à ATENDIMENTO REMOTO
Durante o evento “The Human City, do New Cities Summit”, a Cisco
apresentou a solução ‘Remote Expert for Government Services’,
podendo ser instalada em ambientes como Shoppings Centers,
praças públicas, postos de atendimento, e permite ao usuário entrar
em contato com setores do governo, por videoconferência, e enviar
documentos em tempo real.
“Um dos desafios que as cidades têm hoje é viabilizar o acesso remoto
a serviços, como renovação do passaporte, carteiras de identidades,
entre outros tipos de serviços”, afirma Joel Curado Silveirinha, diretor de
produtos na área de Smart and Connected Communities da Cisco para
Europa, Oriente Médio, África, Rússia e Latam.
jetos nos quais a Cisco está empenha-
da no momento é o sistema de medi-
ção de consumo de energia em resi-
dências. “Isso é mais do que fornecer
informação em tempo real, é construir
uma visão de redes baseada em segu-
rança e em IP”, comenta. n
JOEL CURADO SILVEIRINHA, DA CISCO WIM ELFRINK, DA CISCO
7
www.netapp.com.br
A nuvem está mais próxima
do que você imagina
Agora é possível ter uma infraestrutura compartilhada e simplificada que
aumente o aproveitamento dos seus ativos e seja integrada ao seu ambiente
existente. NetApp e Cisco apresentam FlexPod, uma arquitetura de TI flexível
para as necessidades atuais, mas com espaço para crescimento futuro.
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CONNECT
10
Como o investimento em WiFi, Small Cells e SDN pode ajudar na
otimização do serviço e melhorar a experiência dos usuários de banda
larga móvel no País
O
respeito ao consumidor
foi o tema do 5o
encontro
de Telecomunicações da
FIESP (Federação das In-
dústrias do Estado de São Paulo), que
reuniu representantes do Ministério das
Comunicações e da Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações) para
responder a questões ligadas à infraes-
trutura das telecomunicações no Bra-
sil. Em evidência estiveram os servi-
ços móveis, devido à atual preferên-
cia do usuário.
Segundo o MiniCom, o Brasil tem
aproximadamente 100 milhões de aces-
sos em banda larga, com as conexões
móveis (3G e 4G) liderando os novos
acessos. A meta do governo é aten-
der todos os municípios com menos
de 30 mil habitantes até dezembro de
2019, como parte do plano de acele-
ração da banda larga.
Igor Giangrossi, engenheiro consul-
tor do Grupo de Arquiteturas da Cisco,
lembrou que o País tem aproximada-
mente 265 milhões de linhas de celu-
lares ativas, o que corresponde a uma
média de 1,4 celular por habitante, e da
mesma forma que o número representa
popularização da tecnologia, é preciso
conviver com o limite dessa penetração.
WiFi, SDN e Small Cells
“O impacto na rede é enorme. Um
aparelho 3G gera, em média, 340 MB
QUALIDADE DE SERVIÇO E
FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES
NÃO SE SEPARAM
de infraestrutura e acordos de roaming”.
Giangrossi também destaca o inves-
timento em small cells para garantir
uma cobertura indoor que otimize o
espectro. “As small cells trazem mais
capacidade em locais de alta densidade
de pessoas e ajuda a prestadora a ge-
renciar o aumento de tráfego, e a fal-
ta de espectro”, diz.
Por fim, Giangrossi acrescenta que o
SDN (Software Defined Network) é uma
forma das operadoras investirem em in-
teligência da rede e contribuir com a en-
trega de melhores serviços aos usuários,
e pode ser um diferencial ao permitir
a entrega de ofertas personalizadas. n
“O software tem
capacidade de trazer
mais inteligência,
criar experiências
personalizadas e
habilitar as operadoras
a melhorar a experiência
no uso da banda larga”
IGOR GIANGROSSI, ENGENHEIRO
CONSULTOR DA CISCO
por mês, e um 4G gera quatro vezes
mais dados”, diz Giangrossi, acrescen-
tando que os desafios enfrentados pelo
setor podem ser convertidos em opor-
tunidades, se houver investimento em
tecnologias e em planejamento, come-
çando pelo uso correto do espectro.
Entre essas tecnologias, o WiFi habi-
lita modelos de negócios e vai além de
criar offload. “A gente tem que pensar
em um portfólio de serviços que crie
um business case, que gere economia,
redução de churn. Algumas operadoras
de cabo implementaram WiFi com pro-
pósito de fidelização. Mas existem ou-
tros modelos, como compartilhamento
11
Reduza o tempo de Inatividade e
tenha maior visibilidade e controle de
sua infraestrutura com soluções Panduit
As soluções Panduit para Gerenciamento da Infraestrutura em Data
Centers (DCIM) possibilitam que sua empresa gerencie visualmente a
conectividade da rede em tempo real e rastreie os ativos de TI em
instalações e escritórios remotos em qualquer lugar do mundo. A
maior visibilidade das informações relevantes da rede ajuda a minimizar
riscos, reduzir o tempo de inatividade e obter vantagens operacionais
As soluções de hardware inteligente PViQ™
potencializam a solução
ao incluir gerenciamento remoto de mudanças e ampliações e
ao rastrear todos os enlaces e equipamentos da rede.
Minimize o Risco de Tempos de Inatividade
• Resolva problemas de conectividade da rede, de forma 80%
mais rápida em relação aos sistemas não gerenciáveis,
utilizando o software PIM™
para Gerenciamento da Infraestrutura
• Identifique a localização física exata de um acesso não autorizado
à rede com agilidade até 90% maior se comparada à ausência de
um sistema IPLM
Reduza Custos
• Realize mudanças e ampliações com precisão e rapidez superior em
75% do que nos sistemas não gerenciáveis
• Consolide as soluções de gerenciamento para camada física, energia e
gerenciamento ambiental na plataforma única do software PIM™
Melhore a Capacidade da Rede e a Colaboração
• Melhore a colaboração entre pessoas, processos e sistemas, através de
interconectividade confiável e de alta performance entre os sistemas de
gerenciamento de rede e as aplicações
• Gerenciamento baseado na web para acesso local e remoto via um
navegador web
Faça o download do folheto sobre o Software PIM™
em http://ittybitty.bz/PIM1
Para mais informações:
Visite o site www.panduit.com/software,
envie um e-mail para info@panduit.com.br ou ligue 55-11-3613-2353
CONNECT
12
BYOD é um caminho
sem volta e exige um
ambiente de redes
preparado para
suportar não apenas
a variedade, mas a
‘modernidade’ dos
dispositivos móveis
A
atual variedade de dispositi-
vos e a frequência com que
as pessoas têm levado seus
equipamentos pessoais para
o ambiente de trabalho vêm tornando
imperativa a criação de uma política de
BYOD (Bring your own device) dentro
das corporações. E ganhou destaque no
debate sobre mobilidade, durante o evento
Colaboração Sem Fronteiras, da Cisco,
que, com a estratégia de unificação “uma
política,umgerênciaeumarede”,mostrou
como as tecnologias podem ser usadas
a favor da empresa, com colaboração e
uso correto da rede empresarial.
O pilar dessa estratégia está na esco-
lha da infraestrutura que deve permi-
tir ao gestor identificar o dispositivo,
escolher a rede e definir a política de
acesso, sem afetar a experiência do
usuário. Alexandre Lessa, gerente de
desenvolvimento de negócios da Cis-
co, enfatiza que esse é um caminho
sem volta. “Não tem como bloquear a
demanda. Isso não é mais uma onda,
mas um tsunami”, brinca. E lembra que
há, no Brasil, mais de 30 milhões de
smartphones e uma nova geração de
usuários que já trabalha dessa forma.
Para auxiliar o gestor de TI das
corporações, a Cisco oferece o Cisco
Prime, que permite o gerenciamento
inteligente das redes. “O que a Cisco
traz em BYOD é conectar, de uma forma
UMA POLÍTICA,
UMA GERÊNCIA,
UMA REDE
“O que a Cisco traz
em BYOD é conectar
o dispositivo pessoal
à rede corporativa,
de uma forma
segura, criando uma
política de acesso
para ele”
ALEXANDRE LESSA,
GERENTE DE DESENVOLVIMENTO
DE NEGÓCIOS DA CISCO
“Por volta de 2015
ou 2016 é possível
que tenhamos
muito mais tráfego
nas redes WiFi
do que temos
hoje em redes
cabeadas”
VINÍCIUS SOUZA,
ARQUITETO DE SOLUÇÕES
DA CISCO
segura, o dispositivo pessoal à rede
corporativa, criando uma política de
acesso para ele”, diz. “É uma solução
que ajuda as empresas a enfrentar a
rapidez das mudanças no setor cor-
porativo”, acrescenta.
Mudanças
Na ocasião, Vinícius Souza, arquiteto
de soluções da Cisco, informou que
uma pesquisa feita pelo VNI (Virtual
Network Index), unidade de inteligência
da companhia, aponta que, em três
anos, o número de conexões wireless
irá superar a de cabos.
“Por volta de 2015 ou 2016 é possí-
vel que tenhamos muito mais tráfego
nas redes WiFi do que temos hoje em
redes cabeadas”, afirma, ao dizer que,
mesmo hoje, já é difícil encontrar um
usuário que acesse a rede corporativa
ou doméstica usando o cabo de rede.
Também é natural que, ao se abordar
tendências e inovações em dispositi-
vos móveis para o setor corporativo, se
remeta à adoção de infraestrutura no
padrão 802.11ac, que promete suportar
os dispositivos mais ‘modernos’.
“Pela velocidade das mudanças na área
de wireless, hoje diversos dispositivos
demandam o padrão 802.11.ac. A migra-
ção não é difícil e nos permite suportar
muito mais banda e velocidade para os
usuários wireless”, explica Souza. n
INOVAÇÃO
14
Cisco debate com bancos como será o
atendimento bancário no curto e médio prazo
O DESAFIO DE ATRAIR
E REATAR LAÇOS NO
SISTEMA FINANCEIRO
O
s bancos brasileiros vivem
uma dualidade. Precisam,
ao mesmo tempo, estar
preparados para atender
ao fenômeno da bancarização, muito
intenso devido à ascensão da população
à classe C, aumentando a presença de
agências e canais eletrônicos, sem deixar
de lado a personalização do atendi-
mento, tendência muito apreciada por
clientes de longa data.
Durante o Ciab 2013 – Congresso
e Exposição de Tecnologia Bancária,
os bancos apresentaram várias sina-
lizações sobre os rumos que darão ao
atendimento no curto e médio prazo.
Um dos pontos enfatizados foi o aten-
dimento aos novos clientes, já que a
população bancária evoluiu de 37%,
em 2008, para 53%, em 2013, segundo
levantamento feito pela Fecomércio-RJ
(Federação do Comércio do Estado do
Rio de Janeiro), em parceria com o
Instituto Ipsos.
Mas a retenção dos clientes também
foi apontada como ponto chave. O
relatório global Cisco Customer Ex-
perience Report revela o desejo dos
consumidores por uma experiência
bancária mais personalizada para
ajudar a simplificar a gestão de suas
finanças em múltiplos canais, incluin-
CIAB 2013
Estande da
Cisco no CIAB
15
do internet, telefones
celulares, telefones
fixos, videoconfe-
rências e agências
bancárias. O relatório
também analisou as
opiniões a respeito da
privacidade de suas
informações pessoais
e o valor das ferra-
mentas de gestão
financeira que eles
usam diariamente.
Os consumidores
identificaram os atri-
butos mais importan-
tes ao interagirem
com sua instituição
ou assessor financei-
ro, tais como: disponibilidade (63%
no mundo e 70% no Brasil), com-
petência (65% no mundo e 66% no
Brasil) e eficiência (68% no mundo
e 69% no Brasil).
O estudo identificou que os consumi-
dores estariam dispostos a fornecer mais
detalhes sobre seus hábitos financeiros
e utilizar os bancos como assessores
mais ativos em troca de maior prote-
ção contra roubo de identidade (83%
no mundo, sendo que no Brasil este
percentual chega a 92%), maior eco-
nomia (para 80% no mundo e 91% no
Brasil), serviços personalizados (78%
no mundo e 92% no Brasil) e maior
simplicidade (56% no mundo e 77%
no Brasil) na gestão de suas finanças.
Assessoria remota
No Brasil, 85% dos consumidores
expressaram o desejo por sistemas
automatizados de assessoria ou reco-
mendações financeiras, enquanto 87%
indicaram que se sentiriam confortáveis
em receber recomendações sensíveis à
localização em seus dispositivos móveis.
A maioria (71% no mundo e 79% no
Brasil) indicou sentir-se confortável
com o crescente uso de comunicações
virtuais, além das conversas financeiras
feitas pessoalmente.
No geral, o relatório demonstra inte-
resse dos consumidores por conexões
mais relevantes e de maior valor nos
bancos de varejo, facilitadas pela In-
ternet de Todas as Coisas (IoE).
Outro estudo recente divulgado pela
Cisco identificou bancos e seguradoras
como sendo os segmentos posiciona-
dos para capturar até 9% dos US$
14,4 trilhões dos resultados gerados
ao longo da próxima década, à medida
que empresas do setor privado nesses
segmentos aproveitam as vantagens de
inovações possibilitadas pela Internet
de Todas as Coisas.
A infraestrutura que vai suportar to-
das essas mudanças foi avaliada por
Mary Knox, analista de pesquisa do
setor bancário e serviços de investimen-
tos da Gartner. Em sua apresentação,
ela posicionou a infraestrutura como
fonte de vantagem competitiva no setor
de serviços financeiros.
“Para ter sucesso, um banco tem que
ter infraestrutura para três coisas princi-
pais: comunicação, tanto interna quanto
externa; conexão e colaboração”, afir-
mou Mary. “A recomendação é analisar
e redefinir o papel da infraestrutura
em seu banco”, completa.
Segundo ela, comunicação é uma
vertente fundamental para a competi-
tividade por proporcionar alinhamento
organizacional, facilitar a detecção de
problemas internos e externos, agilizar
processos e otimizar o tempo. Conexão
e disponibilidade são características bá-
sicas do setor financeiro, principalmente
focando na boa experiência do cliente.
E o estímulo à colaboração é uma ten-
dência em todos os setores do mercado.
Para a analista do Gartner, não são
mais os bancos que direcionam os ca-
nais de interação com o cliente, mas o
próprio cliente. As instituições finan-
ceiras precisam acompanhar o processo
e garantir a comunicação, sem perder
de vista as forças que influenciam a
tecnologia hoje, como cloud, mobili-
dade, redes sociais e conectividade.
Quando o assunto é cloud, Mary afir-
ma que é uma realidade que se ampliará
ainda mais, mas há informações que não
irão à nuvem por causa da segurança.
“Principalmente em bancos. Escolhe-
mos o que vai para a nuvem e os dados
mais críticos nós guardamos para nós
mesmos”, afirma.
O uso de vídeo em consultoria financeira é uma das tendências apoiadas pela Cisco
INOVAÇÃO
16
N
o auditório Eficiência Ope-
racional, durante o dia 13
de junho – o segundo do
Ciab 2013, a participação
da Cisco em duas mesas teve desta-
que: “Canais de Relacionamentos com
Clientes” e “Infraestrutura como Fonte
de Vantagem Competitiva no Setor de
Serviços Financeiros”.
Na mesa “Canais de Relacionamen-
tos com Clientes” o mediador Duarte
Simões, sócio de serviços financeiros
da Roland Berger, abriu a discussão
apontando a relevância dos canais
de relacionamento, destacando que
a comunicação deve ser
pensada como estrutural
em um negócio com a im-
portância de um banco.
Apresentando uma mé-
dia estimada dos relaciona-
mentos dos maiores bancos
brasileiros, Simões afirmou
que “quase 95% dos clien-
tes não têm atendimento
personalizado, mas têm
potencial interessante de
geração de receita”.
Esta potência foi expli-
O PAPEL DO DATA CENTER NO
RELACIONAMENTO COM O CLIENTE
Bancos precisam
se adaptar à nova
realidade tecnológica
garantindo
disponibilidade,
simplicidade, recursos
de interação
e agilidade
citada por Rodrigo Gonsales, diretor de
soluções da Cisco. Durante sua apre-
sentação ele esclareceu que os países
emergentes têm maior facilidade de
aceitação aos “canais eletrônicos” do
que os países desenvolvidos.
Interação personalizada
Entre as tendências de personalização
do atendimento, o grande destaque é
o uso de vídeo. A solução permitiria,
entre outras coisas, apoio remoto de
especialistas, experiên­cia multicanal,
melhorias de eficiência operacional,
redução de CO2
e otimização do tempo.
“Ir à agência pessoalmente demanda
tempo, que muitas vezes as pessoas
não têm”, lembrou Gonsales.
Data Centers bancários
No segmento de data center, modula-
rização, escolha entre modelo ativo-ativo
ou ativo-DR, convergência de redes e
computação nuvem, foram apontados por
Gustavo Santana, arquiteto de soluções
técnicas para data center da Cisco, como
dilemas da arquitetura de data centers
atualmente. Para Santana, ainda é muito
arriscado transferir todas as informações
para a nuvem, sendo mais indicado a
“convergência de redes”.
Itaú, Santander e BB
José Isern, diretor do Itaú-Uni-
banco, destacou que “pode parecer
óbvio, mas é muito difícil montar
uma estrutura grande como as dos
bancos brasileiros”. O diretor falou,
ainda, sobre o novo data center do
Itaú, em construção em Mogi Mi-
rim, São Paulo, no modelo Ativo-
-Ativo. O terreno comporta seis pré-
dios. Estão sendo construídos dois,
com previsão de ampliação para os
próximos 30 anos.
O Santander, por sua vez, possui cinco
data centers, sendo dois na Espanha, um
no Brasil e dois em construção (um no
México e um no Reino Unido). A ideia
é colocar todas as informações do gru-
po nesses locais. “É preciso tratar mais
de infraestrutura tecnológica do que de
infraestrutura física”, afirmou Fernando
Diaz Roldan, CIO do banco.
Paulo Cesar de Almeida Toledo, ge-
rente de infraestrutura de data centers do
Banco do Brasil, abordou
a construção do complexo
Data Center Capital Digi-
tal, em modelo colocation.
O projeto está sendo rea-
lizado em parceira com a
Caixa Econômica Fede-
ral, mas o BB tem 80%
de participação. A cons-
trução, segundo Toledo,
se deu “pelo aumento da
demanda e a necessidade
de mais segurança e dis-
ponibilidade”. n
Executivos da Cisco
demonstram soluções
e equipamentos
no Ciab 2013
CIAB 2013
17www.spread.com.br
Acompanhe a Spread nas redes sociais.
Há 30 anos no mercado, a Spread é uma empresa provedora e integradora de
serviços em tecnologia da informação e comunicação. Atua em 3 linhas de
negócios, sendo:
Nossa parceria com a Cisco dispõe de soluções inteligentes em
Colaboração, Data Center, Security e Enterprise Networks.
As melhores soluções
de Ti e Telecom
desenvolvidas sob
medida para o seu
negócio.
Comunicação Unificada
Data Center
Telepresença
Segurança em BYOD
Infraestrutura de Rede
Sistemas de Segurança
Servidores de Comunicações
Aplicações
Soluções na Nuvem
Redes  Telecom
Service Desk
Tratamento de Incidentes
Field Support
Gestão de Contratos
Salas de Comando
Gestão de Ativos
Roll Out
Serviços Gerenciados
Controle e Gestão de
Sistemas Operacionais
Consultoria
Desenvolvimento de Sistemas
Sistemas
Qualidade de Software
Soluções Especialistas
INOVAÇÃO
18
Conceito torna redes mais inteligentes, independentes e
com padrão aberto; com ONE, Cisco acelera a migração de
empresas e provedores de serviços de conectividade
MICHAEL GLICKMAN, VICE PRESIDENTE
SÊNIOR DA ÁREA DE SERVICE PROVIDERS PARA
REGIÃO DAS AMÉRICAS
SDN VIRTUALIZA A
INFRAESTRUTURA DE REDE
U
m novo conceito na constru­
ção de redes corporativas e
infraestrutura de comunica­
ção promete revolucionar a
forma como empresas e provedores de
serviços de conectividade implementam
e gerenciam a infraestrutura. Aos poucos,
o SDN (Software Defined Network, ou
em tradução livre, “Redes Definidas por
Software”)ganhavisibilidadenomercado,
pelo simples fato de permitir que uma
infraestrutura de redes seja cons­
truída com recursos de software
e uso extensivo de virtualização.
Em relatório produzido no
final do ano passado, a IDC
estimou que a oferta completa
de SDN (hardware, software e
serviços) deve render US$ 360
milhões ainda em 2013. E até
2016, esse valor deve chegar a
US$ 3,7 bilhões, montante que
inclui desde a infraestrutura de
redes e camadas de aplicações
até soluções de monitoramento
e serviços profissionais.
Segundo a Infonetics, nos Esta­
dos Unidos, pelo menos 25% dos
data centers adotaram a solução,
em um comportamento que pode
ser explicado pela inteligência
integrada à rede após a adição de
uma camada de software.
Uma das colunas dos conceitos por
trás da oferta SDN é que as novas im­
plementações e os conceitos de virtua­
lização de usuários e serviços terão
uma participação maior do software,
seja por meio do conceito de NFV
(Network Functions Virtualization) ou
pela capacidade muito mais completa
de programabilidade do hardware.
Usuários
O que justifica o interesse do segmento
de data centers que, junto com o setor
corporativo, dá os primeiros passos na
adoção da tecnologia, é a promessa
de redução do TCO (Custo Total de
Propriedade) da infraestrutura e me­
lhora da visibilidade das organizações
frente aos concorrentes. Isso porque,
ao integrar um framework completo, a
solução viabiliza a entrega de serviços
nas camadas física, virtual e também
em ambientes baseados em nuvem.
Player
Com o lançamento do ONE (Open
Network Environment), a Cisco parti­
cipa desse novo momento, entregando,
àNOVO
PROCESSADOR
A Cisco anunciou, em
setembro, o NPower, um
processador para SDN com
vários níveis de desempenho
e largura de banda. O
processador nPower X1, a
primeira geração da família, é o
primeiro da indústria com níveis
de desempenho multi-terabits.
A arquitetura de
processamento foi
desenvolvida para eventos
gerados por máquina e
aplicativos de vídeo ultra HD
e inclui cerca de 4 bilhões de
transistores em um chip. A
ferramenta permite soluções
com taxa de transferência oito
vezes maior e um quarto do
consumo de energia por bit, se
comparado a versão anterior.
INOVAÇÃO
20
ANDERSON A. ANDRÉ,
DIRETOR GERAL DO SEGMENTO
TELECOMUNICAÇÕES, PROVEDORES DE
SERVIÇOS, BROADCASTERS E NOVAS
MÍDIAS DA CISCO DO BRASIL
além de inteligência, uma certa inde­
pendência às redes, que se tornam mais
abertas, programáveis, e aceitam novas
aplicações – o que ajuda a melhorar a
experiência dos usuários.
A plataforma integra o onePK (One
Platform Kit), considerado elemento
chave na estratégia da Cisco e que pode
deixar a rede mais rápida e flexível,
possibilitando mais autonomia e controle
ao gestor da infraestrutura.
Anderson A. André, diretor geral do
segmento Telecomunicações, Provedo­
res de Serviços, Broadcasters e Novas
Mídias da Cisco do Brasil, explica que
a companhia chama de Cisco ONE o
framework que envolve uma série de
softwares e soluções, compondo um
ferramental que pode extrair informa­
ções da rede.
“A solução permite entender o com­
portamento da infraestrutura, o perfil
e a quantidade de usuários, além do
volume de tráfego. E adapta a rede, via
interfaces de programação, em tempo
real, a determinadas situações”, reforça.
Em visita ao Brasil, o vice presidente
sênior da Cisco, responsável pela área
de Service Providers para região das
Américas, Michael Glickman, ratificou
a mensagem da companhia sobre a so­
à DE CABEÇA NO ‘OPEN SOURCE’
Uma das apostas da Cisco para acelerar a adoção de SDN foi o
desenvolvimento do ONE em ambiente open source. “Por ser uma
plataforma aberta, o Cisco ONE já se diferencia no mercado e nos
coloca na vanguarda”, diz Glickman.
Ele conta que, recentemente, a Cisco participou do projeto de
software aberto OpenDaylight, da Linux Foundation, junto com
outros fabricantes do mercado. “Participamos do Daylight, com os
controladores de hardware One Controller. Estamos liderando, pois
respiramos a tecnologia”, afirma.
Para Glickman, o SDN precisa ser um padrão aberto. “Acredito
que o SDN, inevitavelmente, precisa ser oferecido em um padrão
aberto, e nós vamos encorajar isso”, prescreve, ressaltando que
se a tecnologia só funcionasse em ambiente Cisco, os clientes até
adotariam, mas seria um erro, pois eles também têm equipamentos
de outros fabricantes.
“O Cisco ONE
permite entender
o comportamento
da rede, o perfil e
a quantidade de
usuários, além do
volume de tráfego”
lução ONE. “Por ser uma plataforma
aberta, permite a equipamentos, como
switches, integrar e gerenciar novas
aplicações, o que pode ajudar as orga­
nizações a diferenciar seus serviços dos
outros concorrentes, além de beneficiar
os usuários”.
Ele conta que um dos clientes da
Cisco, focado na área de recuperação
de desastres, “reduziu o tempo de aten­
dimento aos seus clientes após adotar
o Cisco ONE. Em 4 horas ele pode
virtualizar os recursos em qualquer data
center e permitir que os clientes dele
continuem suas operações. Antes do
ONE, isso demorava dois dias”, contou.
Entre os segmentos alvos para essa
solução, o executivo vê, inclusive, os
pequenos provedores de serviços de co­
nectividade, e prevê: “as telcos, grandes
empresas e o setor público seguirão a
tendência. Também acredito que ve­
remos cases em grandes empresas de
redes”, acrescenta.
Ele reconhece, no entanto, que haverá
um longo caminho e muitas conversas
com clientes para apresentar os benefí­
cios da solução. “A demanda crescerá
aos poucos”, ressalta.
Glickman avalia os mercados brasileiro
e latino-americano como “vibrantes, e
com grandes oportunidades de trabalho
conjunto com provedores de serviços”.
E diz que a Cisco está preparada para
ajudá-los nas ofertas de mobilidade,
nuvem e SDN. “A Cisco pode ajudá­
-los a aumentar o valor competitivo no
mercado, com uma visível diferenciação
dos serviços. Acho que estamos em uma
posição favorável”, reforça. n
21
IoE (Internet of
Everything) deve
gerar lucros globais
de US$ 613 bilhões
em 2013; no Brasil,
esperam-se ganhos
de US$ 17,3 bilhões
A INTERNET
DE TODOS E
DE TODAS
AS COISAS
A
Internet de Todas as Coi-
sas (IoE – Internet of
Everything) permitirá que
as empresas gerem, pelo me-
nos, US$ 613 bilhões em lucros globais,
em 2013, de acordo com a pesquisa de
índice de valor da IoE da Cisco (IoE
Value Index). Serão novas oportuni-
dades de negócios geradas a partir da
disponibilidade da conexão à internet,
tanto de pessoas quanto de objetos.
Marcelo Ehalt, diretor de tecnologia
da Cisco do Brasil, explica que o con-
ceito IoE é uma evolução da “internet
das coisas”, cuja proposta se restringia
à conectividade de laptops, desktops,
tablets, smartphones e outros dispo-
sitivos. “O mais importante agora não
é só a conectividade, mas também a
inteligência da rede e a capacidade de
interconectar pessoas, processos e da-
dos, trazendo mais relevância e valor ao
que trafega nas redes. Isso permitirá
que se tenha toda a orquestração en-
tre os dispositivos, a convergência e a
visibilidade das informações, abrindo
caminho para a comunicação máquina/
máquina (M2M)”, conceitua.
Nesse universo, as “coisas” passam
a ser programadas e gerenciadas re-
motamente para tomarem ações em
determinadas situações. Há casos, por
exemplo, de hospitais automatizando
seus ativos para rastreamento ou en-
vio de informações aos sistemas, a fim
de simplificar processos ou facilitar a
criação de novos projetos.
Outros exemplos: sem interferência
humana, um semáforo poderia auto-
programar seu temporizador a partir
da constatação de aumento de tráfego
em uma determinada via. Ou mesmo
as tags utilizadas para a prevenção de
furtos em lojas de vestuários, pode-
riam também armazenar informações
sobre origem da peça, data de confec-
ção e outros, e enviar esses dados a
smartphones de potenciais compradores.
Num futuro não muito distante, até
mesmo pessoas passarão a se conectar
à internet, não através de seus dispositi-
vos, mas através de sensores colocados
na pele que medirão seus sinais vitais
e enviarão informações médicas e que
poderão ajudar a salvar vidas.
O relatório IoE Value Index concluiu
que as organizações que otimizarem
as conexões entre pessoas, processos,
dados e coisas, para se tornarem mais
eficientes e criarem novas experiências
para os clientes, gerarão lucros maiores.
“A internet de todas as coisas tem
potencial para reformular considera-
velmente nossa economia e moder-
nizar os principais setores”, diz Rob
Lloyd, presidente de desenvolvimento
e vendas da Cisco. n
MARCELO EHALT, DIRETOR DE
TECNOLOGIA DA CISCO BRASIL
à BÚSSOLA
Entre os líderes empresariais
que participaram do Índice
de valor da IoE:
• 69% declararam que pensam
que o mercado de trabalho
mundial permaneceria igual ou
melhoraria por causa da IoE.
• 89% pensam que os
salários aumentariam ou
permaneceriam iguais.
• 50% declaram que a IoE
aumentaria a segurança,
enquanto 26% pensam que
não haveria mudanças
CAPA
22
Cisco inaugura
Centro de Inovação
Rio de Janeiro,
a 3a
etapa do
investimento de
R$ 1 bilhão no Brasil;
avisa que quer ser
o maior parceiro de
tecnologia do País,
e convoca parceiros
a investir em
desenvolvimento
“Este espaço tem o objetivo de gerar
mais valor às empresas com as quais
a Cisco faz negócio”, disse Lloyd.
“O Centro de Inovação é um recurso
fundamental para a Cisco, pois cria
relacionamentos duradouros com os
clientes brasileiros, pois trabalhamos
em conjunto para identificar suas ne-
cessidades e oferecer soluções que
auxiliem seu sucesso”, acrescentou.
Segundo Lloyd, a Cisco se comprome-
teu a colaborar com parceiros locais no
desenvolvimento de novas tecnologias,
e o Centro de Inovação é mais uma
etapa desta promessa. “Queremos ser
o melhor parceiro do Brasil”, disse.
Ele afirmou também que o País é
estratégico e uma fonte de crescimento
para a empresa. Disse que a visão da
Cisco é ser a organização mais inova-
dora em TI, modelando a transição do
mercado e impulsionando a relevância
Q
uinta-feira, 22 de agosto de
2013. A data marca o ápice
do ciclo de investimento de
R$ 1 bilhão, programado
pela Cisco para o mercado brasileiro.
Estava sendo inaugurado o Centro de
Inovação ou Center of Innovation (CoI),
o primeiro da companhia no mundo, e
uma iniciativa que se dedica à criação
de soluções orientadas às necessidades
do mercado local.
A importância do empreendimento
pode ser notada pelas personalidades
presentes. Rob Lloyd, presidente de
desenvolvimento e vendas da Cisco e
uma espécie de “padrinho” da operação
brasileira, falou, durante a manhã, para
uma sala repleta de políticos, repre-
sentantes da prefeitura e do governo
estado do Rio de Janeiro, executivos
do Ministério das Comunicações e da
Finep, além da imprensa.
A INOVAÇÃO EM
PRIMEIRO PLANO
23
à RETROSPECTIVA
À época do anúncio de investimento no Brasil, em abril de 2012,
a Cisco informou que os aportes aconteceriam na produção local,
em fundos de venture capital, no Centro de Inovação (CoI) e na
expansão das operações no País.
Vinte e um milhões de dólares foram destinados a investimentos
em fundos de venture capital de Tecnologia da Informação e
comunicação no Brasil. Em 24 de julho de 2012, foi anunciado o
aporte de US$ 15 milhões no Fundo de Venture Capital Redpoint
e.ventures e, em 12 de dezembro, outros US$ 6 milhões foram
aportados no Fundo de Venture Capital Monashees Capital, com o
objetivo de promover a inovação e o empreendedorismo no país.
A fábrica da companhia também já produz dois modelos de
roteadores e, em breve, passará a produzir um modelo de switch.
dos negócios. “O CoI será fundamental
para impulsionar soluções de software
e serviços e capturar as transições em
modelos de cloud, mobilidade e con-
sumo”, informou.
Para o Brasil
Rodrigo Dienstmann, presidente da
operação brasileira da Cisco, informou
que o objetivo é que o espaço seja um
“catalizador” de ideias. “Colaboração,
cloud technology, mobilidade, vídeo.
Estas tecnologias e outras serão a base
para o desenvolvimento de soluções
verticais no Centro de Inovação”, afir-
mou o executivo, ao ratificar que conta
com os parceiros e dedica o espaço
aos clientes – ambos convidados à
apresentação e visita ao CoI no período
da tarde do dia 22 de agosto.
O sucesso da iniciativa, segundo ele,
será medido pelas soluções testadas
e incubadas no Brasil. “Em seis me-
ses, acho que já teremos ideias sendo
incubadas, com a comercialização
acontecendo em um ano”, reforçou.
Um dos exemplos de projetos que
podem ser operacionalizados no CoI
são os Centros Integrados de Comando
e Controle Móvel (CiCCM), desenvol-
vidos pelo Consórcio Rontan e Medi-
data, a IBM e a Cisco. São veículos
(caminhões) adaptados e equipados
com sistemas de comunicações, vi-
deomonitoramento e uma plataforma
integrada de inteligência para gestão
de eventos (veja mais na página 36).
O Centro de Inovação deve gerar
50 empregos diretos e indiretos, de-
pendendo da demanda do negócio.
Inicialmente, a Cisco concentrará o
desenvolvimento em soluções para os
setores de educação, desenvolvimen-
to urbano (Cisco Smart+Connected
Communities), esporte e entreteni-
mento, segurança pública, saúde, re-
des elétricas inteligentes (smart grid),
petróleo e gás (veja mais informações
na próxima página).
dida que o Brasil mantém seu
rápido crescimento econômico e
social”, comentou Dienstmann.
Alavancagem
As novas tecnologias, na visão
da companhia, ajudarão o País
a aumentar sua produtividade,
a melhorar serviços públicos e
privados, a elevar a qualidade de
vida da população e a garantir a
segurança pública. As soluções
que surgirem no Rio de Janeiro
também serão oferecidas em ou-
tros países da América do Sul e
devem ajudar a “transformar as
metrópoles da região em cidades
inteligentes e conectadas”.
“Vemos oportunidades signi-
ficativas para que a América Latina e
o Brasil cresçam e promovam práticas
inovadoras de negócios. O Centro de
Inovação Rio de Janeiro ajudará nossos
clientes e parceiros a melhor inovar
no uso de tecnologia para reduzir as
diferenças competitivas, econômicas e
sociais da região, evitando assim picos
negativos e criando um caminho de
crescimento mais equilibrado e susten-
tável”, afirmou Jordi Botifoll, presidente
da Cisco para a América Latina.
“Colaboração, cloud
technology, mobilidade,
vídeo. Estas e outras
tecnologias podem ser
alavancadas no CoI”
RODRIGO DIENSTMANN, PRESIDENTE
DA CISCO DO BRASIL
“Trabalharemos de perto com nos-
sos parceiros para projetar e entregar
soluções verticais específicas, à me-
CAPA
24
Educação
• A tecnologia tem o
potencial de aumentar
o acesso à educação,
bem como melhorar a
formação de professores e a aprendi-
zagem dos alunos, um dos principais
desafios para o Brasil.
• O Centro de Inovação buscará esten-
der as soluções Cisco às necessidades
específicas do Brasil para a melhoria
contínua da qualidade do ensino e ava-
liação de educação, criando modelos
inovadores de aprendizagem, melho-
rando a tomada de decisões e reduzindo
custos com eficiência administrativa.
Desenvolvimento
Urbano
• O CoI apoiará os es-
forços globais do Cisco
Smart+Connect Com-
munities no Brasil, que visam implantar
as tecnologias Cisco através de uma plata-
forma de entrega de serviços, tecnologias,
big data e analytics para melhorar os
serviços aos cidadãos e assim estimular
o desenvolvimento econômico e reduzir
o custo das operações do governo.
• Soluções de mobilidade e planejamento
urbano e saúde pública são algumas das
soluções vitais para o desenvolvimen-
to de uma infraestrutura urbana mais
eficiente e o crescimento das cidades
brasileiras, tanto em projetos quanto
na revitalização de áreas existentes.
Esporte e
Entretenimento
•OCoIpretendeapoiar
ospreparativosdoBrasil
paraaCopadoMundoe
os Jogos Olímpicos, desenvolvendo so-
luçõesparaatenderanecessidadesespe-
cíficas. A proposta é utilizar as soluções
CiscoConnectedSportsparatransformar
OS INVESTIMENTOS EM VERTICAIS COM GRANDE POTENCIAL
PARA DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS
anaturezadasexperiênciasdoesportee
doentretenimento,apartirdeinovações
baseadas em rede.
Segurança Pública
• Com o auxílio de par-
ceiros, a Cisco pretende
ajudar os clientes nos
setores público e pri-
vado a proteger a população em geral
e otimizar os recursos utilizados para
responder a situações de risco, melho-
rando a precisão e a pontualidade.
• Isto é viabilizado por meio da con-
vergência dos sistemas de segurança,
tais como sensores, vídeo, telefonia e
rádios, com sistemas integrados em
uma plataforma comum de Protocolo
de Internet. Com a integração desses
sistemas, a resposta das organizações
para situações críticas será mais ade-
quada, pois obterão informações na
hora e local necessários, e em um
formato que facilita a operação.
Saúde
• A escassez de médicos
especialistas em algu-
mas regiões, o amento
dos custos com a saúde
e a crescente proporção de pessoas com
doenças crônicas são alguns dos desa-
fios enfrentados pela área de saúde no
Brasil. Usando a rede como plataforma,
as soluções Cisco HealthPresence com-
binam vídeo de alta definição, áudio
e informações clínicas para pacientes
de forma a aumentar a eficiência dos
profissionais de saúde e suas organiza-
ções; tornar os cuidados com a saúde
acessíveis a mais pessoas; melhorar a
experiência do paciente; e aumentar a
disponibilidade e o fluxo de informa-
ções. O Centro de Inovação desenvolverá
soluções específicas de saúde para o
mercado brasileiro.
Redes Elétricas
Inteligentes
(Smart Grid)
• Globalmente, as con-
cessionárias elétricas
enfrentam o desafio de modernizar
uma infraestrutura obsoleta e enve-
lhecida para apoiar a entrega de um
serviço mais confiável e eficiente. A
Cisco e seus parceiros estão ajudando
a indústria de energia a modernizar a
geração, a distribuição e o consumo
de energia com soluções de comuni-
cação altamente seguras, confiáveis e
escaláveis. O Cisco Smart Grid permite
que as concessionárias de energia e
outras organizações do setor elétrico
construam redes altamente seguras
com base IP, para administrar de forma
eficiente a demanda de geração, distri-
buição, armazenamento e o consumo
de eletricidade. Com a convergência
de sistemas de rastreamento e controle
em uma única rede IP, a indústria pode
reduzir despesas operacionais e ajudar
a garantir que as operações de rede e
gerenciamento de tráfego tenham alta
prioridade.
Petróleo e Gás
• O principal objetivo
das empresas de pe-
tróleo e da sociedade
é explorar reservas de
petróleo de forma sustentável, com
segurança e com máxima eficiência.
As soluções de petróleo e gás da Cisco,
desenvolvidas no Rio de Janeiro, terão
um papel fundamental no aumento da
produtividade e eficiência operacional
em exploração e produção. Por exemplo,
a Cisco estimula a colaboração entre
equipes de campo onshore e offshore
e ajuda a promover o envolvimento
remoto de especialistas em atividades
de missão crítica.
INOVAÇÃO
25
Aquisição da NDS permite adotar
infraestrutura, pagar mensalmente e ampliar
oferta de conteúdo Over The Top
C
omo um ‘aquecimento’
para a 21ª edição do Con-
gresso e Feira da ABTA
(Associação Brasileira de
TV por Assinatura), a Cisco reuniu
operadores de cabo no evento Small
Cable TV, no Blue Tree Morumbi, em
São Paulo, para discutir tendências e
soluções para o setor.
AndréNeiva,gerentedaáreadeService
Providers da Cisco, recomendou que as
empresas olhem para a oferta de servi-
ços de banda larga, que cresce com a
demanda por vídeo, ressaltando que a
experiênciadoclientedeveseroitemmais
importante da oferta. “Em uma pesquisa
realizada pela Heavy Reading, 67% dos
usuários disseram que talvez mudariam
de operadora, e 16,8% definitivamente
mudariam”, afirmou Neiva.
Conteúdo
“A necessidade de flexibilidade é
básica no setor”, pontuou, explicando
que consumir vídeo pode aumentar a
banda, portanto, a internet deve estar
pronta para entregar o serviço ofertado
e as operadoras devem buscar uma
rede flexível. Ele também recomendou
o investimento em tecnologias que
permitam novas aplicações, como o
CDN (content delivery network).
CDN COMO SERVIÇO
É APOSTA DA CISCO
PARA OPERADORAS
DE CABO
Um dos motivos para investir em CDN
é a possibilidade de a operadora ofertar
OTT (over-the-top), caso contrário, o ser-
viço que cresce pode ameaçar o provedor
de conteúdo que, em sua maioria, não
investe em vídeo on demand. O gestor
exemplificou o cenário de competição
com o caso da Netflix. “São quase 2,5
milhões de clientes no Brasil. A em-
presa faz pouca propaganda, não tem
fio novo e depende exclusivamente da
banda larga”, ponderou.
Neiva também fez um alerta: “se as
operadoras menores se concentrarem
em dar uma boa experiência ao cliente
Netflix, usar o serviço pela rede da
operadora será um benefício. Por isso,
tratar isso como competição pode blo-
quear ou dificultar esse tipo de acesso
e deixar o cliente frustrado”.
Marcello Borges, gerente de ven-
das e desenvolvimento de negócios
da companhia, disse que investir na
oferta OTT ajuda manter os clientes.
“O OTT muitas vezes é de graça, mas
atrai receita por outro lado, pois o cliente
precisa ter uma banda muito boa”, diz.
Para ele, o grande ‘negócio’ do OTT
é ajudar a reduzir o churn.
Mas, adotar a infraestrutura requer
um investimento alto, e Neiva informa
que a aquisição da NDS pela Cisco
permitirá às operadoras que não podem
adotar e gerenciar uma infraestrutura
de CDN, usá-la como serviço e pagar
mensalmente.
Uma das facilidades da solução é
o fato de ser hosteada na nuvem, e
Borges explica que os data centers
ficam nos EUA e em Israel. “A ideia
é conseguir atrair clientes e levantar
isso no Brasil, Argentina ou México”,
afirma. O modelo é rentável para as
operadoras de cabo, por não precisarem
se preocupar com a atualização e mo-
nitoramento da infraestrutura. “Hoje
esse modelo de negócio, de conseguir
entrar no OTT com VaaS (video as a
service), traz toda a plataforma como
serviço sem o cliente precisar comprar
nada”, adiciona.
Neiva também destacou que é preciso
levar a banda larga para “fora da casa
do assinante”, e enriquecer a oferta. “É
preciso se planejar, entender o que tem
hoje e a demanda que está chegando.
Sabemos que o primeiro investimen-
to pode não ser pequeno, mas o in-
vestimento correto, na infraestrutura
adequada, e de maneira flexível, traz
benefícios em médio e longo prazo”. n
ANDRÉ NEIVA, GERENTE DA ÁREA DE
SERVICE PROVIDERS DA CISCO
INOVAÇÃO
28
Cisco considera o investimento em redes
inteligentes uma estratégia para diferenciação da
oferta de serviços, inclusive, de over the top
O IMPACTO DA BANDA
LARGA NO MERCADO DE TV
POR ASSINATURA
A
Lei do SeAC (12.485/11),
que permite às operadoras
de telefonia utilizar a mesma
rede para ofertar serviços de
TV a cabo, provocou uma real expan-
são do setor entre 2011 e 2012. Algo
que, inclusive, colocou o Brasil entre
os 10 principais mercados de TV paga
do mundo. Mas, em 2013, o cenário
macroeconômico desafiador levou o
serviço à estabilidade. O resultado foi
uma evolução inferior a 1% no número
de assinantes de TV paga, que somou
17 milhões em maio, segundo dados
da ABTA (Associação Brasileira de
TV por Assinatura).
Durante o 21o
Congresso da ABTA,
o Ministro das Comunicações, Paulo
Bernardo, disse que o setor não deve
se sentir ameaçado com o resultado
dos primeiros meses de 2013. “Ain-
da tem muita demanda e espaço para
crescer. Nós só temos 17 milhões de
assinaturas, e achamos que uma boa
meta é que nos próximos três ou quatro
anos o serviço atinja 35 ou 40 milhões
de domicílios”, declarou.
Rodrigo Dienstmann, presidente da
Cisco do Brasil, lembrou que o País não
está isolado dos fenômenos mundiais
– inclusive da economia – e reforçou
que o dólar está ligado à matéria prima
dos equipamentos. O executivo tam-
O executivo destacou as mudanças
impulsionadas pela banda larga – con-
siderada uma ‘alavanca’ para a compe-
titividade do País. “Faltava o reconhe-
cimento de que a banda larga estava
ligada à competitividade. Hoje, com
a expansão do serviço, é possível ver
projetos nas áreas da saúde, educação,
energia. O governo já percebeu isso,
e está trabalhando em desonerações e
ampliações”, afirmou, ressaltando que
ainda existem dois desafios para a ex-
pansão do serviço: a disponibilidade
nos municípios, e a melhor experiência
para os usuários dos grandes centros.
Economia desafiadora
Segundo Pedro Araujo, do departa-
mento de banda larga do Ministério das
Comunicações, a presença dos operado-
res de TV a cabo é determinante para a
penetração da internet nos municípios,
e o SeAC foi um divisor de águas para a
expansão em muitas regiões – liderada,
boa parte, pela classe C.
“O Ministério das Comunicações
acredita que o mercado de TV por
assinatura passa apenas por uma aco-
modação. Não parece que vai crescer
tanto quanto cresceu nos últimos anos,
especialmente por causa da perda de fon-
tes, de amplitude, da base de assinantes
do DTH, mas isso está relacionado ao
“Ao invés da operadora
triplicar o backbone,
é preciso adotar a
infraestrutura correta,
fazendo isso com redes
inteligentes”
HUGO MARQUES, DA CISCO DO BRASIL
bém afirmou que é preciso se preparar
para atender demandas futuras, pois até
2017 haverá uma explosão no tráfego
de dados impulsionada pelo vídeo e,
nos próximos 4 anos, o WiFi será res-
ponsável por 53% desse tráfego.
29
desempenho da economia. É um risco
macroeconômico ligado à renda per
capita do segmento por uma parte da
população, que é a classe C”, explica.
Segundo Marcelo Carvalho, diretor
de marketing da NET Serviços, “o dólar
alto também impacta na capacidade
de expansão de rede”. Mas ele desta-
ca que a NET tem vivido um ano de
oportunidades, pois o serviço de TV
por assinatura da prestadora continua
em expansão.
“Estamos operando em 150 cidades
e anunciando a disponibilidade em 11
novas localidades até o final do ano”,
declarou o executivo da NET, que foi
parceira da Cisco na disponibilidade
do WiFi durante o evento.
Para Oscar Simões, presidente da
Associação Brasileira de TV por Assina-
tura, o setor ainda não está em situação
de alerta: o Brasil passa apenas por um
‘delay’, “mas vai alavancar depois”.
E o Over the Top?
Com a evolução da banda larga, um
assunto em debate durante o congresso
foi o OTT (over-the-top), com pedi-
dos de regulamentações justas para as
prestadoras que vendem o serviço no
mercado brasileiro. “Essas empresas
disponibilizam conteúdos que não são
produzidos localmente e não existe
nenhuma regulamentação sobre isso.
Hoje você assina, paga com cartão
de crédito internacional e o dinheiro
vai para fora. Pedimos para a Anatel
e a Ancine reverem essa questão”,
explicou Bernardo.
Empresas como Netflix e Hulu têm
atraído uma quantidade considerável
de assinantes no Brasil e no mundo, e
para operadoras que não conseguem
investir em equipamentos para dispo-
nibilizar esse tipo de servi-
ço no pacote, o OTT pode
representar uma ameaça.
Oportunidade
Mas, “se você não pode
com eles, junte-se a eles”.
A regra popular também
se adequa às telecomuni-
cações, e a mensagem pode
ser repassada aos operadores
de cabo que consideram o
serviço uma ‘ameaça’. A
boa notícia vem da aquisi-
ção da NDS – provedora de
soluções de software para
vídeo e segurança de con-
teúdo – pela Cisco, no ano
passado. Um novo portfólio
que permite às operadoras
investirem em CDN (content
delivery network) e pagar mensalmente
pelo serviço.
Isso pode contribuir para o aumento
de tráfego de vídeo na rede, explica
Hugo Marques, arquiteto técnico de
soluções da Cisco do Brasil. Com o
OTT esse crescimento pode chegar a
80% na rede, principalmente em ho-
rários de pico ou na transmissão de
grandes eventos.
“Nesses eventos, aliás, o tráfego
de vídeo sobe cerca de 1000 vezes.
Nos Jogos Olímpicos de Londres, por
exemplo, ele chegou a 1 gigabyte por
segundo. E o que esperar para os jogos
no Rio de Janeiro em 2016, os back-
bones estão preparados?”, questionou
durante a palestra.
Marques afirmou que é preciso fazer
um investimento correto no backbone,
pois isso permite ao usuário acessar
o serviço com qualidade. “Ao invés
da operadora triplicar o backbone, é
preciso adotar a infraestrutura correta,
fazendo isso com redes inteligentes. E
quando construir uma rede, tem que
entender o que o gigabyte, a latência
e o delay podem fazer”, ressaltou. n
“Temos 17 milhões de
assinaturas de TV Paga,
mas achamos que há
espaço para chegar a 35
ou 40 milhões em três
ou quatro anos”
PAULO BERNARDO, MINISTRO DAS
COMUNICAÇÕES
“Faltava um
reconhecimento de
que a banda larga
estava ligada à
competitividade. Hoje,
com a expansão do
serviço, é possível ver
projetos nas áreas
da saúde, educação,
energia”
RODRIGO DIENSTMANN,
DA CISCO DO BRASIL
VOZ DO CLIENTE
30
Hospital Alemão Oswaldo Cruz substitui cabeamento antigo
por fibra óptica e instala switches Cisco Nexus para conectar
cinco edifícios; infraestrutura viabiliza instalação de sistemas de
telemedicina, videomonitoramento, entre outros
pela administração do Oswaldo Cruz.
Depois, o mais complicado: integrar
este moderno ambiente à rede corpo-
rativa, composta, inclusive, pela infra-
estrutura do bloco histórico – o berço
do hospital, onde as tecnologias já se
mostravam defasadas.
“Naquele momento, vimos a neces-
sidade de atualizar toda a rede corpo-
rativa”, sustenta Rodrigues. No Bloco
E, segundo ele, já estão instalados sis-
tema de IPTV e até 11 pontos de rede
em cada quarto.
Contando com o apoio da DMI –
parceira da Cisco e provedora de ser-
viço do complexo hospitalar há mais
de 10 anos –, o HAOC reestruturou a
rede, adotando uma arquitetura capaz
de viabilizar os seis pontos conside-
rados essenciais ao seu projeto de ex-
pansão: excelência na experiência do
usuário; excelência operacional maxi-
mizando performance e minimizando
riscos; facilidade na instalação de no-
C
om o objetivo de potenciali-
zar uma das suas principais
vocações, o atendimento hu-
manizado aos pacientes, o
centenário Hospital Alemão Oswal-
do Cruz reestruturou toda a sua in-
fraestrutura de rede. Aumentou a ca-
pacidade das fibras ópticas e instalou
uma nova infraestrutura baseada em
equipamentos Cisco, capazes de su-
portar, de forma integrada, todos os
novos serviços projetados pela admi-
nistração da instituição, desde o uso
de sistemas de telemedicina, o supor-
te de dispositivos móveis, até o mo-
nitoramento feito por circuito fecha-
do de CFTV.
As mudanças começaram em janeiro
de 2012, quando Denis da Costa Ro-
drigues assumiu a gerência de TI do
hospital. O primeiro desafio foi equi-
par o novo edifício do complexo hos-
pitalar, o Bloco E, com tecnologias ca-
pazes de suportar os serviços previstos
COMPLEXO
HOSPITALAR
PREPARA REDE
PARA RECEBER
NOVOS
SERVIÇOS IP
à DE PONTA A PONTA
Descrição do
data center do HAOC:
Switches
•Cisco Nexus 7000 Series
•Cisco Nexus 5000 Series
•Cisco Catalyst 2960-S Series
WLAN
•Cisco 5500 Series Wireless
Controllers
•Cisco Aironet 3500 Series
Gerenciamento
•Cisco Prime Infrastructure -
Virtual Appliance
•Cisco Identity Services Engine
(ISE) - Virtual Appliance
•Cisco Secure Access Control -
Virtual Appliance
Server
•Cisco UCS C-Series Rack
Servers
vos serviços; escalabilidade; facilida-
de de operação/manutenção; proteção
de investimento.
No projeto, foi implementada uma
arquitetura de Core+Data Center co-
lapsados, utilizando switches Core da
linha Nexus 7010. Cabos de fibra óp-
tica foram instalados entre o núcleo da
rede (core) e a distribuição da conexão
em todos os andares. “O backbone roda
10 GB, podendo chegar a 40 GB”, diz
Rodrigues. Todos os cinco edifícios do
complexo (blocos) estão conectados aos
switches core através deste backbone e
cada bloco é atendido internamente por
switches de distribuição Nexus 5000,
conectados a switches de acesso da li-
nha 2960 através de links de 1Gbps.
Automação
Entre as inovações incorporadas ao
projeto, o gestor de TI do HAOC in-
forma que o Bloco E tem todos os sis-
temas de automação sustentados pela
rede IP – WiFi, CFTV, relógios de en-
fermagem, etc. “Hoje não se vende
projeto de relógio que não seja IP”,
exemplifica. Além disso, a rede su-
porta sistemas de telemedicina, ví-
deo e digital media.
A rede wireless atende às necessida-
des médicas, como prescrição à beira
do leito, além de servir para fornecer
acesso à internet a pacientes e acom-
panhantes. Tudo isso de maneira au-
tomática e monitorada, sem oferecer
risco à segurança do Hospital e aos da-
dos dos pacientes, uma vez que ferra-
mentas de controle como o Cisco ISE
estão sendo utilizadas.
A configuração da rede WiFi pre-
vê a conexão de 12 a 15 usuários por
Access Point (AP), que fazem a dis-
tribuição automática da carga, sem in-
tervenção da área de TI. “Precisáva-
mos ter certeza da cobertura por cau-
sa dos novos serviços aplicados sobre
a rede corporativa. O segundo nível
era a disponibilidade da rede para pa-
cientes e acompanhantes”, relata De-
nis Rodrigues.
Também foi ativado o monitoramen-
to de toda a infraestrutura através da
utilização de software de gerencia-
mento Cisco, permitindo rápida res-
posta a incidentes. E a utilização de
uma robusta plataforma de virtuali-
zação das aplicações como ISE, wi-
reless e softwares de gerenciamento,
garantindo facilidade de manutenção,
inclusão de novos serviços e, prin-
cipalmente, economia de espaço no
data center. n
VOZ DO CLIENTE
32
Disponibilidade de dados em tempo real, dashboards de dados
analíticos e indicadores estratégicos são alguns benefícios da
adoção do SAP HANA e UCS, da Cisco. Iniciativa garante ganho de
performance e redução de 50% dos gastos com energia
mentos que atendessem à demanda
por melhor eficiência operacional.
O benefício foi percebido, principal-
mente, no setor financeiro e diretoria.
A migração para o UCS permitiu a
centralização dos equipamentos em
um único nó, possibilitando melhor
utilização do espaço físico e redução
dos gastos com energia, variando entre
40% e 50%, além de melhorias no
gerenciamento.
“Quando colocamos o UCS e o
HANA, conseguimos centralizar vá-
rias máquinas físicas e serviços em
apenas um nó. Nossa performance
aumentou, em média, 60%. Por en-
quanto, temos uma estratégia simples:
unificar e integrar. Quanto mais conse-
guirmos escapar das máquinas físicas
e centralizar, melhor para nós”, afirma
Leonardo Simões, coordenador de TI
e Telecom da Sete Brasil.
Ele comenta que a escolha do UCS
se deu após uma pesquisa com diversos
A
Sete Brasil, companhia que
reúne investidores para cons-
truir sondas no Brasil e, pos-
teriormente, operá-las para
a Petrobras na exploração do Pré-Sal,
em parceria com a Accenture e a SAP,
concluiu, em maio, a troca de servidores
em blades físicas pela plataforma de
UCS (Unified Computing System), da
Cisco. A empresa também investiu na
solução SAP HANA, para a análise
de dados em tempo real e indicado-
res estratégicos – todos funcionando
sobre a plataforma Cisco. O projeto
de integração contou com a ajuda da
SAP, para o HANA e modelagem;
enquanto a Accenture foi responsável
pelo planejamento e implementação
da infraestrutura Cisco.
A equipe de TI buscava equipa-
à BENEFÍCIOS
A migração para o UCS
permitiu à SETE Brasil:
•Centralização dos
equipamentos em
um único nó
•Melhor utilização do
espaço físico
•Redução dos gastos de
energia em algo entre
40% e 50%
•Melhorias no gerenciamento
UCS ACELERA IMPLANTAÇÃO
DE SAP HANA NA SETE BRASIL
fornecedores. “A Cisco foi uma indica-
ção da Accenture, que já é parceira da
Sete Brasil. A empresa nos disse que
o UCS seria o melhor, e realmente foi.
Não tivemos problema”, avalia.
A companhia tem quase todo seu
parque tecnológico com soluções da
Cisco, como call manager, switches de
acesso, switches core, firewalls e IPS,
e tem apostado também no projeto de
IronPort, para segurança. “O projeto está
em fase de planejamento e implemen-
tação, mas as máquinas já estão aqui.
Se tudo correr bem, será implantado
até outubro”, antecipa Simões.
O gestor considera o relacionamento
com a Cisco excelente. “Já usei equipa-
mentos da Cisco anteriormente e, pela
experiência que tive, as tecnologias fo-
ram as mais duráveis e geraram menos
‘dores de cabeça’. O relacionamento
com eles é fantástico, desde a parte
comercial, o projeto e planejamento até
a implementação”, resume Simões. n
“Temos uma estratégia simples:
unificar e integrar.
Quanto mais escaparmos
das máquinas físicas e
centralizarmos, melhor
para nós”
LEONARDO SIMÕES, RESPONSÁVEL PELA ÁREA DE
TI E TELECOM DA SETE BRASIL
VOZ DO CLIENTE
34
U
m negócio novo, com in-
fraestrutura inovadora e
modelo operacional igual-
mente desafiador. Este era
o cenário quando a Smiles tornou-se
um programa de coalizão, empresa
independente e com ações negocia-
das em Bolsa de Valores, após oferta
pública inicial de ações (IPO na sigla
em inglês) realizada em abril, na qual
captou cerca de R$ 3 bilhões.
Alguns meses antes do IPO, a Smiles
iniciou o processo de independência,
deixando de ser um departamento
da companhia aérea e virando uma
empresa do Grupo GOL, responsável
pela administração do programa de
relacionamento com clientes.
Com isso, foi necessário buscar uma
Massa de dados
Saltando de 15 funcionários para 70
nesta nova fase, a recém-criada empresa
teve como desafio a construção de uma
infraestrutura completa e confiável em
pouco tempo. “Éramos um departamen-
to dentro de uma empresa e tivemos
que, em poucos meses, operar em uma
nova sede, com sistemas e controles
próprios, e também com uma infra-
estrutura adaptada à operação”, conta
Pedro Dorico, CTO da Smiles S.A.
Além de continuar sendo uma im-
portante ferramenta de relacionamen-
to com os clientes GOL, o Programa
Smiles cresceu após o IPO, ampliando
a relação com parceiros nos mais va-
riados segmentos: bancos, cartões de
crédito, lojas virtuais, grandes redes
sede própria, com uma infraestrutura
completa e adequada de comunicação –
voz, dados e imagens. Contando com o
apoio da A.Telecom, parceira da Cisco,
tanto para a construção da nova rede
100% wireless, quanto para a manu-
tenção da infraestrutura, sob o modelo
conhecido pela sigla IaaS (Infrastructure
as a Service), a Smiles teve disponível
uma solução composta de LAN, WAN,
Firewall, Wireless, Jabber e Be 6000.
O pacote tecnológico permitiu
ofertar uma plataforma de colabo-
ração integrada, segura e adaptável
às necessidades dos colaboradores
e às diversas plataformas de BYOD
(Android, Windows e Apple), conta
Ricardo Amaral, consultor de negócios
estratégicos da A.Telecom.
SMILES DECOLA
E OPTA POR
REDE SEM FIO
Administradora do
segmento de recompensa
e fidelização constrói
infraestrutura
de ponta para
administrar
dados de 9,3
milhões de
participantes do
Programa Smiles
à CONECTIVIDADE
Soluções disponíveis no novo
escritório SMILES:
1. Unified Communications e
Colaboração (Chat, Video
e Voz)
2. Gestão unificada das
plataformas
3. Confiabilidade
4. Segurança
5. Mobilidade
6. BYOD
7. CAAS
8. NAAS
de varejo, postos de combustível, res-
taurantes, hotéis, editoras, etc, além de
seis empresas aéreas. “Milhas viraram
uma moeda valiosa”, ressalta Dorico.
Escritório na maleta
Umdosrequisitosbásicosdarededeco-
municação era a conectividade. Primeiro
porque os sistemas da companhia estão
distribuídos em dois data centers - Tivit e
Oracle, acessados remotamente, e depois
porque era unanimidade que o escritório
fosse referência em inovação, inclusive
em espaço de trabalho, sem mesa fixa e
com a possibilidade de trabalho remoto.
Assim, confirmou-se a ideia de que
o escritório passasse a ser o laptop do
profissional, com telefone, ou melhor,
softphone, videoconferência e outras
ferramentas de colaboração. “Em uma
empresa como a Smiles, que oferece
um alto valor agregado, com poucos
funcionários, oferecer as ferramentas
certas para garantir a produtividade é
fundamental”, destaca Ricardo Amaral,
da A.Telecom.
Para a construção da infraestrutura,
a Smiles avaliou várias soluções de
mercado, optando finalmente pelos
equipamentos da Cisco. Pedro Dorico
revela que, como resultado da pesquisa
de mercado e do benchmark, optou pela
Cisco por vários fatores, principalmente
funcionalidade e TCO (custo total de
propriedade). “Encontramos nas solu-
ções Cisco facilidade para administrar
e maior integração”, pondera Dorico.
Ao optar por rede sem fio, uma das
preocupações do projeto foi a disponibi-
lidade da infraestrutura. Dorico destaca
que assim como a área administrativa
de um banco, a Smiles não pode sofrer
interrupção, principalmente no horário
comercial. Qualquer parada impacta a
produtividade da empresa e sua capa-
cidade de atuar em processos críticos
ligados à operação, como atendimen-
to aos clientes, vendas e funções do
backoffice da companhia, relacionados
à emissão de passagens aéreas ou à
venda dos produtos no e-commerce.
Usabilidade
Pedro Dorico diz que a infraestrutura
estásendobemassimiladapeloscolabora-
doresSmiles.Aredesemfioeosoftphone
são utilizados por 100% das pessoas,
inclusive porque o ambiente não prevê a
instalação de terminais telefônicos sobre
as mesas. O chat é utilizado por metade
do grupo, e a videoconferência está em
fase piloto. “No momento, fazemos um
piloto para o tuning da solução”, indica
o executivo da Smiles.
Segundo ele, ao projetar a infraes-
trutura, foram considerados economia
com comunicação e espaço físico, assim
como a facilidade de acesso e manu-
tenção. Um dos itens ponderados foi a
mão de obra. “Não contamos com espe-
cialistas internos, toda a infraestrutura
e o suporte de telecom são oferecidos
como serviço, e o SLA foi ajustado
aos requisitos da nossa operação”, ex-
plica Pedro Dorico. A A.Telecom se
responsabilizou tanto pela aquisição dos
equipamentos, quanto pela instalação,
operação e manutenção. n
VOZ DO CLIENTE
36
Projeto da SESGE equipa 27 caminhões
com sistemas de TI, comunicações e
videomonitoramento para gerenciar
grandes eventos nas cidades sedes
gestão de eventos. Os veículos podem
abrigar até 16 profissionais.
Os caminhões funcionam como postos
avançados de comando e controle, a
partir dos quais agentes de diferentes
Órgãos Públicos, como Polícia Federal,
SAMU, Corpo de Bombeiros, Polícia
Militar e Civil dos Estados, coordenarão
esforços em conjunto e terão acesso a
informações integradas, agilizando a
capacidade de resposta em relação a
incidentes ou possíveis ameaças.
Os operadores vizualizam, monitoram
e analisam as informações para ajudar na
tomada de decisões rápidas em situações
de emergência e risco. Os centros móveis
(CiCCMs) são capazes de monitorar e
dar suporte a toda operação de segurança
dos jogos nas Arenas, Fan Fests, hotéis
e deslocamentos de delegações.
De olho
A infraestrutura de TI e os sistemas
de comunicações e videomonitoramento
permitem o monitoramento em tempo
real, por meio de imagens de câmeras
térmica e visual, instaladas no próprio
caminhão, sistemas de comunicações
via rádio, microondas e telefonia entre
os operadores do centro e as equipes de
campo, além de tecnologias inteligentes,
especialmente desenhadas para a gestão
de grandes eventos.
A Medidata Grupo Amper foi res-
ponsável por unir todos os sistemas de
tecnologia da informação e processos
A
Secretaria Extraordinária
de Segurança para Grandes
Eventos (SESGE), ligada ao
Ministério da Justiça, anun-
ciou a implementação de 27 Centros
Integrados de Comando e Controle
Móvel (CiCCM) que integram as ações
de segurança pública nas cidades que
sediam grandes eventos - Copa das Con-
federações 2013, Jornada Mundial da
Juventude, Copa do Mundo de 2014 e
Olimpíadas de 2016, entre outros.
Os centros móveis (CiCCMs), de-
senvolvidos pelo Consórcio Rontan e
Medidata e os fabricantes IBM e Cisco,
são veículos (caminhões) adaptados e
equipados com sistemas de comunica-
ções, videomonitoramento e uma pla-
taforma integrada de inteligência para
à COMUNICAÇÃO E
COLABORAÇÃO
As tecnologias de
comunicação e colaboração
da Cisco adotadas pelo
Centro de Comando incluem:
•Roteadores e switches de alta
perfomance
•Pontos de acesso WiFi
internos e externos
•Sistema de telefonia IP
•Plataforma IPICS – Cisco
IP Interoperability and
Collaboration System
envolvidos no projeto. A empresa liderou
o trabalho conjunto entre os parceiros
de tecnologia, transformando o veículo
efetivamente em um Centro Integrado
de Comando e Controle.
A IBM contribuirá com sua experiên­
cia em Cidades Inteligentes e com
tecnologia de análise de dados para
criar uma plataforma integrada que
oferece inteligência para os agentes
de segurança pública. Com a solução,
será possível obter as informações
necessárias para identificar rapida-
mente possíveis incidentes, melhorar
a identificação de ameaças e capacitar
os operadores a responder mais rapi-
damente a situações adversas.
As tecnologias de comunicação e
colaboração da Cisco incluem roteadores
e switches de alta perfomance, pontos
de acesso WiFi internos e externos,
sistema de telefonia IP, além da pla-
taforma IPICS - Cisco IP Interopera-
bility and Collaboration System - que
permite a interligação de forma rápida
e confiável de todos os sistemas lega-
dos de rádiocomunicação e telefonia
das agências envolvidas na gestão da
segurança dos eventos.
“O centro móvel será fundamental
para a gestão da segurança durante
os grandes eventos ao reunir o que
há de mais eficaz em tecnologia para
respostas rápidas à incidentes e ameças”,
afirma Rodrigo Dienstmann, presidente
da Cisco do Brasil. n
SEGURANÇA A BASE DE
TI E COMUNICAÇÃO
37
VOZ DO CLIENTE
40
Companhia forneceu equipamentos de
rede e segurança para os data centers
de São Paulo e Rio de Janeiro, e para as
áreas comercial e call center
estimativa é atingir uma participação
de mercado de cerca 15% nos próximos
anos, e um volume de transações que
acompanhe essa estratégia; a longo prazo,
a intenção é expandir o número de ban-
deiras de cartões nacionais e regionais.
O plano de negócios da Elavon prevê
uma forte preesença em todo o território
nacional. Mas, em função das dimensões
continentais do Brasil, haverá também
uma segmentação com prioridade às
regiões de maior oportunidade. “A
estrutura atual é suficiente para dar
suporte a esta estratégia e, à medida
que a empresa começar a ganhar esca-
U
ma das gigantes de credencia-
mento de cartões de créditos,
a Elavon, empresa que opera
comasbandeirasinternacionais
Visa, MasterCard, Discover e Diners,
começou a operar no Brasil em 2011 e
contou com a Cisco para o fornecimento
de equipamentos de infraestrutura de
seus data centers (São Paulo e Rio de
Janeiro), dos escritórios comerciais e do
contact center.
A empresa é um dos maiores creden-
ciadores globais de cartões, movimen-
tando mais de US$ 300 bilhões por ano,
e têm planos ambiciosos no País. Sua
la, a expansão se dará naturalmente”,
informa Eduardo Camasmie, diretor
de TI da Elavon.
Conexão internacional
As transações que acontecem no Brasil
passam pelos sites da companhia em
São Paulo ou no Rio de Janeiro, depois
são enviadas para os data centers nos
EUA (Knoxville, Tennessee) e na Europa
(Polônia e Varsóvia).
No Brasil, a companhia tinha infra-
estrutura da Panduit, com switches,
firewalls e roteadores, e por meio da
DMI adicionou soluções da Cisco, como
switches core da série 4500, switches
de acesso 3560, firewall, aceleração e
roteadores para os links, para dar suporte
à infraestrutura e auxiliar na gestão dos
contratos de manutenção com os demais
fornecedores.
Expansão
“Os switches escolhidos têm o perfil de
gerar o diferencial que eles precisavam,
que é o alto desempenho e a disponibi-
lidade”, afirma Gabriela Giovanni, da
área comercial e de vendas da Cisco do
Brasil. Segundo ela, a escalabilidade foi
pensada no projeto, com a adoção dos
switches 4500, colocados como core de
rede, e suportará o plano de expansão
do cliente no Brasil. “Para atender o
volume de transações, o projeto exi-
gia segurança e robustez da rede, e eles
conseguiram enxergar esse diferencial
na Cisco”, declara Gabriela.
Segundo a Elavon, em todas as fases
do projeto a DMI foi responsável pelo
suporte técnico e atendeu às suas neces-
sidades. Segundo Eduardo Camasmie,
o projeto – desenvolvido para suportar o
momento de entrada no mercado brasi-
leiro e início da operação comercial no
País – terá uma evolução natural, “de
acordo com a velocidade do crescimento
dos negócios e a necessidade de atingir
as metas traçadas estrategicamente pela
direção da companhia”. n
CISCO APOIA
INSTALAÇÃO E
EXPANSÃO DA
ELAVON NO BRASIL
ENTREVISTA
42
LM: O que você destaca de marcos na
área de virtualização de data centers?
Santana: Para a Cisco foi o lança-
mento da linha Nexus de switches de
data center, em 2008, quando criou-
-se uma mentalidade diferente de re-
des para esses ambientes; outro marco
importante foi o lançamento do UCS,
que é um sistema de servidores para
data centers mais modernos, com vir-
tualização expressiva. Particularmen-
te, gosto muito da área de redes vir-
tuais, pois ela representa a “cola” de
quase todos os conceitos de virtuali-
zação, e que na Cisco é representada
pelo Nexus 1000V. Fora da Cisco, eu
diria que a principal referência foi pro-
porcionada pela VMware, com a cria-
ção de máquinas virtuais em servido-
res x86. O conceito de virtualização
já vinha acontecendo em várias outras
soluções tecnoloógicas e essa ideia es-
pecífica ajudou a viabilizar novos con-
ceitos como automação de data cen-
ters e computação em nuvem.
LM: Há uma joint venture entre a
VMware, Cisco e EMC, a VCE. Como
isso é relatado no livro?
Santana: Eu sou um grande admi-
rador da VMware, por causa da re-
volução que realizaram no data cen-
ter. Inclusive usei uma seção inteira
do livro para ressaltar o papel deles e,
principalmente, o que a Cisco fez com o
Nexus 1000V para evoluir a área de
redes virtuais.
LIVE Magazine: O que te motivou
a escrever um material tão completo
sobre virtualização em data centers?
Gustavo Santana: A ideia surgiu
por dois motivos. Primeiro, por uma
frustração. Eu ouvia bastante, de
muitas pessoas diferentes, que tecno­
logias para data center eram muito
difíceis e complexas para iniciantes.
E, desde o início da minha carreira
nessa área, via muito material espa-
lhado, com sites e livros que reuniam
apenas partes das informações ne-
cessárias para uma introdução satis-
fatória. Eu mesmo nunca tinha pas-
sado pela experiência de ver um ma-
terial ou um treinamento comple-
to sobre tecnologias de data centers.
Além disso, um amigo meu, o Ale-
xandre Moraes, lançou o seu livro
“Cisco Firewalls”, em 2011, me mos-
trando que realizar esse feito era algo
difícil, mas possível.
LM: Você tem 15 anos de experiên-
cia nessa área, qual foi sua princi-
pal dificuldade no início?
Santana: Foi justamente agregar co-
nhecimentos díspares e fazer a ligação
entre diferentes áreas de especialização.
Muitas vezes, após acessar diferentes re-
ferências, eu tinha nítida a impressão que
não havia muita ligação entre as tecno-
logias de servidores, redes e armazena-
mento. Em várias ocasiões, precisei pes-
quisar bastante para entender profunda-
mente o relacionamento entre essas áreas.
PRIMEIRA OBRA COMPLETA
SOBRE VIRTUALIZAÇÃO
EM DATA CENTERS
É LANÇADA PELA CISCO
Gustavo Santana, formado em
Engenharia da Computação
no ITA, e atual arquiteto de
Soluções Técnicas de Data
Center da Cisco Brasil,
lançou o livro “Data Center
Virtualization Fundamentals”,
um guia completo sobre
aspectos da virtualização
nesses ambientes.
Em 900 páginas, Santana
aborda a virtualização em
data centers com foco nas
áreas de redes, servidores
e armazenamento. Em
entrevista à LIVE Magazine,
o executivo conta sua
trajetória e discorre sobre
conceitos e tecnologias, entre
elas Nexus e UCS, da Cisco,
e vSphere, da VMware,
abordados na publicação.
DATA CENTER
VIRTUALIZATION
FUNDAMENTALS,
900 PGS.
DISPONÍVEL
NO SITE DA
CISCO PRESS,
POR US$ 51.99
43
Essa seção é constituída de três
capítulos baseados em ambientes de
virtuali­zação de servidores, onde é
detalhada a integração entre tecnolo-
gias Cisco e VMware. Um outro ca-
pítulo fala sobre computação em nu-
vem de forma bem pragmática, por-
que o assunto normalmente é envol-
vido por uma camada muito espes-
sa de marketing. Nele, explico que a
padronização é um dos passos mais
importantes para a implementação de
um projeto de nuvem, já que possi-
bilita a redução de processos de pro-
visionamento e habilita a automação
de ambientes de TI.
Foi nesse contexto que encaixei o
posicionamento da VCE, cujo pro-
duto é o ‘Vblock’, intencionalmente
definido como um “módulo padro-
nizado de data center”. Assim, por
exemplo, se eu precisar de mais 10
mil máquinas virtuais, posso com-
prar um módulo de data center pron-
to, que estará funcionando em cer-
ca de cinco dias. Consequentemen-
te, não preciso gastar esforços na in-
tegração entre os inúmeros compo-
nentes da solução, evitando atrasos
e erros operacionais.
LM: Como avalia a virtualização em
data centers menores?
Santana: Considero que esses locais
têm uma grande vantagem em relação
aos data centers de maior porte: a de
ter equipes enxutas. Nessas empresas,
existem pessoas que cuidam de áreas
diferentes e, naturalmente, passam a
ter uma visão de arquitetura mais am-
pla. Por esse motivo, vejo uma adoção
mais rápida de virtualização nos data
centers menores. Quando um data cen-
ter é muito grande, alguém tem que
reali­zar a difícil tarefa de coordenar
projetos de equipes diferentes.
Um exemplo: vários clientes têm
uma rede para dados e outra exclusi-
va para acessar os dados armazena-
dos. É possível virtualizar esses re-
cursos e construir uma rede consoli-
dada? Sim, mas a principal dificulda-
de é como fazer essas equipes alinha-
rem processos.
LM: Então a gestão é a base de tudo?
Santana: Com certeza. Tecnologias
de virtualização estão disponíveis para
todo mundo, ou seja, potencialmente,
qualquer empresa pode comprar. No en-
tanto, somente empresas que têm pro-
cessos eficientes conse-
guem transformar isso
em vantagem competi-
tiva. Portanto, é preciso
gestão e conhecimento.
Acredito piamente que
aprendizagem é o prin-
cipal catalisador desses
processos.
LM: A segurança é fun-
damental para o suces-
so dos data centers.
Como a vir­tualização
pode ajudar as empre-
sas a manter os ambien-
tes seguros?
Santana: É muito mais
fácil para um data center
proteger seus usuários quando a segu-
rança faz parte de todas as etapas de
um projeto. Por exemplo, se a equipe
de segurança não conhece redes vir-
tuais e não domina os princípios que
regem esses ambientes, como ela pode
protegê-lo? A equipe de segurança faz
parte dessa arquitetura e, por isso, deve
compartilhar dessa visão.
Em resumo, o livro é uma mensagem
de “paz e harmonia” entre as equipes
de um data center, pois se elas não ca-
minharem na mesma direção, é mui-
to difícil fazer uma estrutura tão com-
plexa evoluir.
LM: Qual a mensagem que deixa para
os futuros leitores?
Santana: Eu gostaria que esse li-
vro fosse realmente proveitoso para
esses profissionais e estudantes. No
início da minha carreira senti muita
falta de um material completo, foca-
do na arquitetura desses ambientes, e
que discutisse o relacionamento entre
os seus diferentes dispositivos e tec-
nologias. Escrevi esse livro como se
fosse a fonte de informação que eu
gostaria de ter lido quando comecei
a trabalhar em data centers. n
“O livro é uma
mensagem de ‘paz
e harmonia’ entre as
equipes de um data
center, pois se elas não
caminharem na mesma
direção, é muito difícil
fazer uma estrutura tão
complexa evoluir”
GUSTAVO SANTANA, ARQUITETO DE
SOLUÇÕES TÉCNICAS DE DATA CENTER
DA CISCO DO BRASIL
PARCEIRO
44
Cisco inicia ano
fiscal apresentando a
parceiros os drivers
de sua estratégia:
cloud computing,
mobilidade e vídeo
arquitetura da Cisco; Roberto Camanho,
professor da FGV e especialista em
estruturação de processos decisórios e
estratégicos; e Marco Barcellos, diretor
de marketing da Cisco.
Marco Barcellos abriu e encerrou
o evento convidando os parceiros a
mergulharem nos novos conceitos
tecnológicos. Apresentou o plano de
marketing da companhia, incluindo a
participação em eventos de mercado
e as iniciativas da Cisco nesta área;
O
encontro da equipe de
marketing da Cisco com
seus pares dentro dos par-
ceiros atrai cada vez mais
participantes. Cerca de 50 profissio-
nais estiveram no Partner Marketing
Review, em agosto, em São Paulo. Eles
acompanharam as palestras de Bruno
Tasco, analista sênior do mercado de
TI da Frost  Sullivan, empresa inter-
nacional de consultoria e inteligência
de mercado; Marcelo Leite, diretor de
2014 JÁ COMEÇOU
45
explicou as campanhas publicitárias
da empresa no Brasil e as ações desen-
volvidas para fomentar os negócios do
ecossistema Cisco, incluindo a revista
Live Magazine.
O objetivo do encontro foi mapear
as tendências de mercado, o que foi
apresentado por Tasco, e a partir delas
indicar os caminhos já traçados pela
Cisco para se manter líder em internet e
suas adjacências no próximo ano. Tasco
lembrou que, mesmo em momentos de
crise econômica, como o atual, o setor
de tecnologia da informação e comu-
nicação (TIC) mantém o crescimento,
mesmo que menor, porque contribui
para a abertura de novas oportunidades
pelas empresas e também auxilia no
controle e na redução de custos.
“Normalmente, o crescimento de TI
em relação ao PIB varia entre 2 a 3
vezes. Mas começa a haver um desco-
lamento. As economias têm investido
mais em TI como forma de estimular
o crescimento”, disse.
No Brasil, o analista estima uma ex-
pansão entre 8,5 a 9%. Segundo ele, o
amadurecimento do setor está relaciona-
do ao percentual de investimento feito
em hardware, software e serviço. “Uma
economia mais desenvolvida investe
30% em hardware. Quanto maior este
percentual, menor a maturidade em
TI”, ponderou, dizendo que o Brasil
investe 55% em hardware; 30% em
serviços; e 15% em software.
Quem compra?
Os parceiros da Cisco também ouvi-
ram de Tasco dados importantes sobre
seus interlocutores dentro das empresas,
ou seja, os consumidores de TIC. “O
CIO antes era mais responsável por
tocar TI. Agora está mais próximo dos
CFOs (gestores de finanças) e dos pre-
sidentes das organizações”.
Segundo o analista, o termo “tec-
nologia de negócios” tem ganhado
destaque quando comparado com
a antiga abordagem de “tecnologia
da informação”. A ideia desta nova
premissa é transformar a informação
em insights que trazem vantagem e
diferencial competitivo para a empresa.
Segundo levantamento feito pela
Frost  Sullivan, a agenda do CIO,
neste final de 2013 e início de 2014,
prioriza a terceirização da atividade de
TI; análise do conceito de computação
em nuvem; minimizar as ameaças de
segurança da informação; oferecer so-
luções móveis e colaborativas; e inovar
com orçamentos limitados.
As ofertas mais promissoras se confi-
guram a partir das soluções baseadas em
computação em nuvem – IaaS (infras-
tructure as a service) e PaaS (platform as
a service), SaaS (software as a service).
No entanto, quase 70% das empresas
(66,7%) não investirão em nuvem pú-
blica nos próximos dois anos, devido a
questões relacionadas a segurança, baixo
conhecimento e regulação.
Alinhamento
Avaliando desafios e oportunidades,
Marcelo Leite, da Cisco, anunciou o
início do ano fiscal 2014 da companhia
e ressaltou que o objetivo é aumentar
a relevância das soluções Cisco para
o negócio dos clientes. “A Cisco não
quer ser a maior empresa em tamanho,
aquela que tem o maior número de
funcionários, por exemplo, mas quer
ser sim a empresa de TI mais relevante
para os clientes”, reforçou.
Leite ratificou a ideia de que estamos
à AGENDA DO CIO
• Terceirização
• Analise de Cloud Computing
• Segurança
• Mobilidade e Colaboração
• Inovação
ingressando na era da internet de todas
as coisas, com 99% das coisas ainda
não conectadas; 2,5 dispositivos por
pessoa; e demanda por tráfego quatro
vezes mais rápido, uma transição para
o cloud computing.
Outro indicador de alinhamento da
Cisco com as tendências de mercado é
a grande aceitação da solução de data
center UCS, solução convergente, que
reúne capacidade de processamento,
armazenamento, rede e gestão unifi-
cada. Segundo Leite, a Cisco hoje é o
2o
fornecedor de plataforma de unified
computing nos EUA e 3o
no mundo. No
Brasil, há 400 novos clientes de UCS.
Porém, nenhuma dessas soluções
ou indicadores de tendências retiram
da Cisco o foco em networking. A
companhia reforça, neste novo ano
fiscal, as vantagens de se extrair valor
da rede, sendo parte deste desafio o
conceito SDN (software defined ne-
twork) que já compõe o portfólio de
soluções da companhia.
Na esteira da internet de todas as
coisas e as mudanças originadas a partir
daí, a massa de dados gerada pelas
pessoas, cada vez mais conectadas,
leva à consolidação do big data. Para
encerrar, Leite convidou os parceiros a
trabalhar junto com a Cisco para fazer
a internet de todas as coisas acontecer
de forma relevante.
Fechando o evento, Roberto Camanho
propôs uma dinâmica na qual as pessoas
foram divididas em grupos para analisar
um business case. Com o resultado, o
consultor discorreu sobre os diferentes
modelos decisórios dentro das corpo-
rações, reforçando que os latinos são
mais emocionais e impulsivos.
“Por isso, quando decidimos, assumi-
mos um comportamento tão diferente
dos norte-americanos”, afirmou Cam-
panho. Segundo ele, um dos caminhos
para uma decisão correta é sempre
questionar decisões aparentemente
óbvias, perguntando: “Por que Não?”. n
PARCEIRO
46
No website da
companhia estão
disponíveis os canais
“Soluções para
PME” e o “Brasil
E-commerce”
Brasil. Nossa intenção é replicar nesse
segmento o sucesso que temos junto
a grandes empresas”, informa Paulo
Sales, líder de canal SMB da Cisco.
Portal SMB
Ferramenta B2C (business to consu-
mer), o “Soluções para PME” permite
aos clientes procurar produtos, serviços
e soluções; gerenciar transações; postar
projetos de TI; e comprar em lojas
virtuais de parceiros certificados. O
microsite permite solicitar orçamentos,
que são enviados confidencialmente
para aos parceiros Cisco, mas não
permite realização da transação on-
line. “Toda transação é feita como
sempre foi, no mundo físico”, enfatiza
Paulo Sales.
Marcia Oliveira, project manager
do portal SMB, conta que se trata de
uma iniciativa global que, no Brasil,
foi iniciada com 8 parceiros instalados
em São Paulo, mas com previsão de
reunir empresas do Rio de Janeiro,
S
egundodadosdoIBGE(Insti-
tuto Brasileiro de Geografia
e Estatística), em 2012 as
pequenas e médias empresas
representaram 39% do PIB (Produto
Interno Bruto) Nacional, o equivalente
a US$ 282 bilhões, e somaram mais de
2,7 milhões de empresas. Um desem-
penho que vem chamando a atenção
de especialistas e um mercado para o
qual a Cisco também olha com atenção,
ao ponto de lançar, em agosto, duas
iniciativas online de venda e relacio-
namento com este grupo de empresas.
A primeira iniciativa é o micro-
site “Soluções para PME”, cujo
foco é aumentar o relacionamen-
to entre parceiros Cisco e clien-
tes que atuam com as PMEs. A se-
gunda é a página eletrônica “Brasil
e-commerce” , que se dedica a em-
presas que compram produtos Cisco
pela internet.
“O mercado SMB é, para a Cisco,
uma grande aposta de crescimento no
CISCO ANUNCIA
ESTRATÉGIA ONLINE
PARA ATUAÇÃO
COM PMES
Brasília, Recife, Porto Alegre, e outras
cidades, conforme demanda.
Foco
Diferente do “Soluções para PME”, a
página “Brasil E-commerce” tem foco na
divulgação das empresas ‘credenciadas’
a vender produtos Cisco pela internet.
Para participar, a empresa pre-
cisa estar habilitada para a venda
virtual de produtos SMB, atendendo
a pré-requisitos como capacidade de
transação comercial online, estoque de
produtos para o mercado PME, ferra-
mentas de criação de campanhas de
marketing e prática da política de preço
anunciado pela fabricante.
Emerson Yoshimura, gerente de Novos
Negócios da Cisco, conta que já estão
cadastrados os parceiros Best Market e
Balão da Informática, e diz que outras
empresas também estão se adequando
às regras. “A estimativa é que até o final
do ano três outras empresas estejam
cadastradas”, informa Yoshimura. n
Brasil e-commerce
(https://solucoespme.cisco.com)
Soluções para PME
(https://solucoespme.cisco.com)
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  • 1. > 1º semestre 2013 | edição 10 LIDERANÇA Rodrigo Dienstmann assumepresidência daCiscodoBrasil VOZ DO CLIENTE NETexpandeserviço NOWeinstala hotspotsemruasde grandecirculação INOVAÇÃO Novas tecnologias revolucionam sala de aula ; Colégio Porto Seguro adere ao WiFi Bancos adotam ferramentas de colaboração e personalizam atendimento futurofuturofuturofuturofuturo dododo Aagência > 3o Trimestre 2013 | edição 11 VOZ DO CLIENTE Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, atualiza rede e instala data center ENTREVISTA Gustavo Santana, da Cisco, fala sobre seu novo livro, “Data Center Virtualization Fundamentals” PARCEIROS Cisco lança canais de e-commerce para distribuidores e canais especializados em PMEs DEDICADO À INSPIRAÇÃO Centro de Inovação Rio de Janeiro estimula desenvolvimento local orelhav2.pdf124/09/1311:55
  • 2.
  • 3. EDITORIAL 33 editorial sumário Curtas 04Liderança rodrigo dienstmann assume presidência da Cisco do Brasil 05Carro conectado 96 % dos brasileiros andariam em carro que dispensa motorista 06Comunicação Unificada uCC está na estratégia de 78% dos líderes de ti 08Conexão Cisco espera 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020 CoNNeCt 10Barômetro Brasil rumo à Banda larga 2.0 12Dados Móveis estudo constata que tráfego alcançará 134,4 exabytes 14Internet de Todas as Coisas ioe: oportunidade de us$ 14 trilhões iNoVaÇÃo 16Educação Novas tecnologias revolucionam sala de aula 20Telemedicina tecnologiavencepreconceitos 24Capa o banco do futuro já está em construção VoZ do ClieNte 30WI-FI eniac adota solução com autenticação integrada à base de usuários 32Vídeo Net NoW: alta definição sob demanda e sem intervalos 34Acesso à rede CPFl controla conectividade dentro e fora do ambiente corporativo ParCeiro 36Carreira Certificações Cisco: resultados positivos na vida profissional 38Velocity times de marketing da Cisco alinham estratégias com parceiros artigo 40Potencial Como a interneto of everything pode mudar a nossa rotina equiPe resPoNsáVel CisCo do Brasil Presidente rodrigo dienstmann Diretor de Engenharia marcelo ehalt Diretor de Canais eduardo almeida Diretor de Marketing & RP marco Barcellos CisCo livE MagazinE é uMa PubliCação Da CIsCo Do BrAsIL Conselho Editorial adriana Bueno, Fabricio mazzari, isabela Polito, isabella micali, Jackeline Carvalho, mariana Fonseca, monica lau, renata Barros, sandro Barrella e marco Barcellos. ProduÇÃo Comunicação interativa editora Jornalista Responsável Jackeline Carvalho mtB 12456 Diretora de Redação Jackeline Carvalho Reportagem Jackeline Carvalho Edição luciana robles Revisão Comunicação interativa asssessoria de imprensa in Press Porter Novelli arte marcelo max Tiragem 5000 exemplares os BANCos NÃo sÃo MAIs os MEsMos P ara aqueles que viveram os períodos de inflação em alta e corrida diária às agências bancárias, é interessante notar que o relacionamento com banco hoje é sinônimo de Internet. E caminha a passos largos para o celular, ou seja, está cada vez mais à mão do cliente, sem filas e atropelos. Isso provocou também uma inversão de papel das agências, que pouco a pouco foram perdendo tamanho e ganhando ares de sala de visita, até chegarem ao es- tágio de atendimento personalizado. Talvez hoje não mais com o cafezinho com o gerente, mas recuperamos a oportunidade de olhar nos olhos de especialistas para tirar dúvidas sobre investimentos, novos serviços ou gestão financeira. Um laptop, tablet ou smartphones agora são suficientes para colocá-lo na frente de um especialista dentro do banco. Ou mesmo uma Telepresença, como a do Bradesco Next, em nossa reportagem de capa. Assim, rompemos a barreira da distância ou de locomoção nas grandes cidades do país. O atendimento também pode não acontecer na sua agência de origem, já que as tecnologias de colaboração promovem isso. Mesmo em agências ou cidades pequenas, o cliente pode ter acesso a um especialista para discutir seus planos de investimento,semprecisardeumprofissionalnaagência100%dotempo.Bompara obanco,queexploraoconceitodepresença,economizandotempoemelhorando oatendimento.Bomparaocliente,quetemaoportunidadedeesclarecerdúvidase receber informações diretamente da pessoa que vai influenciar suas decisões. As tecnologias estão mudando os bancos, é verdade. Mas, vale lembrar que isto é apenas o início da revolução da Internet de Todas as Coisas (IoE – Internet of Everything), uma mudança no cenário mundial que representa um potencial eco- nômicodeUS$14trilhõesparaasempresasdosetorprivadoatéapróximadécada. Umresultadodiretodamaiorconectividadeentrepessoas,processos,dadosecoisas. E,porfim,aCiscoLIVEMagazinecomemoraanomeaçãodeRodrigoDienstmann comoonovopresidentedaCiscodoBrasil.Apartirdeagora,eleseráoresponsável por comandar a filial brasileira e dar continuidade à estratégia da companhia de incentivar a inovação e o desenvolvimento socioeconômico no país. Sem dúvida, uma ótima notícia para todos nós. Boa leitura! Marco Barcellos 1 EQUIPE RESPONSÁVEL CISCO DO BRASIL Presidente Rodrigo Dienstmann Diretor de Engenharia Marcelo Ehalt Diretor de Canais Eduardo Almeida Diretor de Marketing & RP Marco Barcellos Conselho Editorial Adriana Bueno, Cristiane Guimarães, Fabricio Mazzari, Fernanda Arajie, Isabela Polito, Isabella Micali, Jackeline Carvalho, Mariana Foseca, Monica Lau, Renata Barros, Sandro Barrella e Marco Barcellos PRODUÇÃO Comunicação Interativa Editora Jornalista Responsável Jackeline Carvalho MTB 12456 Diretora de Redação Jackeline Carvalho Reportagem Jackeline Carvalho Mayra Feitosa Edição Luciana Robles Revisão Comunicação Interativa Tradução Estela Luis Assessoria de Imprensa In Press Porter Novelli Arte Ricardo Alves de Souza Impressão Intergraf Tiragem 5000 cópias SUMÁRIO UMA NOVA FASE NO BRASIL N ão é nada fácil cumprir metas audaciosas em um cenário de tantos desafios como os que se vive no Brasil. Mas é igualmente singular a sensação de concluir uma etapa e iniciar uma nova fase. Inauguramos no final de agosto o Centro de Inovação Rio de Janeiro, mais uma etapa do investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Cisco para estimular ainda mais o desenvolvimento da economia brasileira. Aliás, é bom destacar que a nossa empresa quer ser um dos maiores e melhores parceiros de estímulo à inovação tecnológica deste País. No pacote de compromissos estabelecidos nessa linha, tínhamos a execução de manufatura local, o investimento em fundos de venture capital e o lançamento do Centro de Inovação. Passo a passo, colocamos em operação cada um desses itens e, hoje, podemos dizer que a fase inicial foi vencida, apesar de a jornada de inovação estar apenas no início. No evento de inauguração, o Centro do Rio recebeu a visita de políticos, de representantes do Governo Federal, do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura da Cidade, da Finep, além de nossos parceiros e clientes. As nossas alianças, farão diferença neste empreendimento, porque virão do mercado as demandas para os desenvolvimentos que serão operacionalizados naquele espaço. A ideia é que saiam dali soluções de melhoria para o dia a dia da segurança, da saúde, da educação, dos serviços públicos e outros itens de interesse da população. O Centro de Inovação foi criado para atender primordialmente os projetos dos brasileiros para o Brasil, mas também poderá operacionalizar demandas dos outros países da América Latina. Tudo partindo e chegando à internet, a grande via que vai criar novas oportunidades de negócio e, rapidamente, promoverá melhorias na qualidade de vida das comunidades, inclusive as mais carentes e distantes dos grandes centros. Com redes robustas e seguras, os governos podem criar políticas públicas e disponibilizar soluções que facilitem o relacionamento com a sociedade e o acesso a serviços de interesse geral. Mas nesse ambiente de alta demanda por conectividade nada se encerra em si. O céu é o limite para a inovação e novos desenvolvimentos. E tudo sob a força da Internet de Todas as Coisas, um novo conceito totalmente integrado ao potencial da economia brasileira. Enfim, todo o esforço dedicado à inovação realmente fará diferença na rotina das cidades e dos negócios. Boa leitura! CISCO LIVE MAGAZINE É UMA PUBLICAÇÃO DA CISCO DO BRASIL MARCO BARCELLOS, DIRETOR DE MARKETING CURTAS 4On Telecom Roteadores Cisco auxiliam a controlar a qualidade do acesso ao 4G CONECTIVIDADE 6Community Inteligência de Redes é o primeiro passo para criar Comunidades Conectadas 10FIESP WiFi, Small Cells e CDN melhoram a experiência do usuário móvel 12Colaboração sem fronteiras Redes devem suportar novos e variados dispositivos INOVAÇÃO 14Tendência bancária Os rumos do atendimento ao cliente 18SDN Cisco ONE acelera adoção à conectividade 21Internet de todas as Coisas Iniciativa pode gerar US$ 613 bilhões de lucro 22CAPA Centro de Inovação do RJ é resultado do investimento bilionário no Brasil 25CDN Estratégia para operadores de cabo reduzir churn e aumentar receita 28ABTA Tecnologia e novos serviços de TV por Assinatura VOZ DO CLIENTE 30HAOC Hospital Alemão Oswaldo Cruz atualiza infraestrutura 32SETE BRASIL Empresa adota UCS para implementar SAP Hana 34Smiles Em IPO, empresa opta por rede sem fio 36Centro de Comando e Controle Segurança a base de TI e comunicação para ajudar a gerenciar grandes eventos 40Elavon Soluções de rede e segurança apoiam estratégia 42Entrevista Gustavo Santana fala sobre seu livro de virtualização em data centers PARCEIROS 44Marketing Partner Marketing Review reforça atuação da Cisco em cloud, mobilidade e vídeo 46PMEs Canais online reforçam estratégia em PMEs 47Distribuição Cisco e Avnet selam aliança para acelerar as vendas de UCS em data centers 48Roadshow Oportunidades com internet de todas as coisas 49Pedaladas Executivo da Cisco viaja de Frankfurt a Munique, registrando belas paisagens e ciclovias ARTIGO 50O caminho das nuvens Marcelo Menta, presidente da Dimension Data, analisa a adoção de cloud
  • 4. CURTAS 4 à CONFORTO NA NAVEGAÇÃO On Telecom, nova operadora 4G, explora inteligência dos roteadores Cisco para controlar qualidade dos acessos oferecidos aos usuários Expansão se baseia no roteador Cisco ASR 9000, que oferece conectividade IP altamente resiliente e redundante, além de suporte robusto a IPv6 A On Telecom, nova empre- sa de telecomunicações do Brasil, oferece banda lar- ga 4G por meio a tecnolo- gia TD-LTE. Inicialmente, os servi- ços estão disponíveis em Itatiba, no interior de São Paulo, mas já há planos de atender a 130 cidades, com popula- ção acima de 10 milhões de pessoas. O sistema TD-LTE utiliza modem sem fio para a composição da rede WiFi, para acesso à internet em banda larga, o que resulta em maior capacidade de download do que a FD-LTE, utiliza- da pela telefonia móvel convencional. Segundo Fares Nassar, CEO da ope- radora, todas as funções e controles da rede IP são feitos com equipamen- tos Cisco. Com a inteligência dos ro- teadores, Fares informa que é pos- sível manter equilibrada a qualida- de de acesso dos usuários à internet. A On Telecom chegou ao Brasil atra- vés da aquisição da Sunrise Teleco- municações e do arremate dos lotes das áreas de DDD 12 e 19 no leilão de frequências 4G, realizado pela Ana- tel em junho de 2012. n à GVT ADOTA OFERECE TV POR SATÉLITE COM SEGURANÇA CISCO àNIC.BR AMPLIA REDE DE PTT O Nic.BR (Núcleo de Infor- mação e Coordenação do Ponto BR) instalou tec- nologias IP e IP/DWDM Cisco 100 Gbps para expandir uma unidade de PTT.br (Ponto de Troca de Tráfego). A rede abrange São Paulo e outras grandes cidades, e incluirá VPLS (Virtual Private LAN Services), tecnologias de 100 Gbps. O NIC.br implantará o roteador Cis- co da série ASR 9000, que oferece conectividade IP altamente resiliente, redundante e com suporte robusto a IPv6. A solução atendeu ao requisito do NIC.br de solução alinhada ao Protocolo de Internet sem forçar um upgrade para qualquer infraestrutura de fibra existente. A solução promete uma topologia de rede nova e redundante para ajudar o NIC.br a melhorar a disponibilidade e reduzir perdas de tráfego na rede IP em caso de falhas na camada de transporte óptico. Amos Maidan- tchik, diretor de setor público da Cisco Brasil, afirma que a solução permitirá que o governo troque mais tráfego entre seus departamentos e com a sociedade civil que participa da rede, a fim de reduzir custos e atender demandas atuais e futuras por voz, vídeo e dados. n P ara oferecer serviços de TV por assinatura via satélite sem o risco de pirataria, a GVT adotou a solução de criptografia Cisco VideoGuard Smart Card no serviço de DTH. O ambiente oferece proteção contra cardsharing e Control Word sharing, dois dos tipos mais comuns de pirataria via satélite. Até então, a operadora utilizava uma solução da Ericsson com acesso condicional por DRM da Verisign, que fazia a autenticação pela rede de banda larga. n
  • 5. 5
  • 6. CONNECT 6 Baseada em redes inteligentes, proposta é considerada viável, apesar de exigir mudanças e investimentos A demanda por conectividade é crescente, não apenas de dispositivos móveis ligados à internet, mas de coisas e processos que, conectados à rede, po- dem facilitar o dia a dia de cidadãos de grandes e pequenas cidades. Segundo uma pesquisa recente di- vulgada pela Cisco, a tendência da in- ternet ligando todas as coisas (IoE, em inglês) poderia representar às em- presas, globalmente, uma oportuni- dade de US$ 613 bilhões de lucro em 2013. No Brasil, o valor chegaria a US$ 17,3 bilhões, se as instituições otimizassem suas conexões. O resultado seria revertido em efici­ ência, e levaria ao que a Cisco con- sidera ‘Smart Connected Communi- ties’, e que Wim Elfrink, vice-pre- sidente executivo de soluções para indústria da companhia, chama de “oportunidade”. Algo não tão distan- te assim, disse ele no evento “The Human City, do New Cities Summit”, em São Paulo. Segundo Elfrink, a inteligência das redes pode revolucionar setores estra- tégicos da sociedade, como o elétrico, com soluções que prometem entregar melhores serviços em tempo real ao ci- dadão, reduzir custos para as indústrias e otimizar as comunicações. “Veremos no setor elétrico a digitalização aconte- cendo como foi na rede de voz”, pon- tua o vice-presidente, afirmando que a iniciativa requer redes inteligentes. “É mais do que ter uma cidade co- nectada, é uma comunidade. A cida- PRIMEIROS PASSOS PARA ‘COMUNIDADES CONECTADAS’ de é apenas um exemplo do ponto de vista de arquitetura, prédios, infraes- trutura, eletricidade, óleo e gás; e a nossa posição é ter redes inteligentes como o centro de toda essa infraes- trutura”, disparou. Ele ainda comentou que um dos pro- à ATENDIMENTO REMOTO Durante o evento “The Human City, do New Cities Summit”, a Cisco apresentou a solução ‘Remote Expert for Government Services’, podendo ser instalada em ambientes como Shoppings Centers, praças públicas, postos de atendimento, e permite ao usuário entrar em contato com setores do governo, por videoconferência, e enviar documentos em tempo real. “Um dos desafios que as cidades têm hoje é viabilizar o acesso remoto a serviços, como renovação do passaporte, carteiras de identidades, entre outros tipos de serviços”, afirma Joel Curado Silveirinha, diretor de produtos na área de Smart and Connected Communities da Cisco para Europa, Oriente Médio, África, Rússia e Latam. jetos nos quais a Cisco está empenha- da no momento é o sistema de medi- ção de consumo de energia em resi- dências. “Isso é mais do que fornecer informação em tempo real, é construir uma visão de redes baseada em segu- rança e em IP”, comenta. n JOEL CURADO SILVEIRINHA, DA CISCO WIM ELFRINK, DA CISCO
  • 7. 7
  • 8. www.netapp.com.br A nuvem está mais próxima do que você imagina Agora é possível ter uma infraestrutura compartilhada e simplificada que aumente o aproveitamento dos seus ativos e seja integrada ao seu ambiente existente. NetApp e Cisco apresentam FlexPod, uma arquitetura de TI flexível para as necessidades atuais, mas com espaço para crescimento futuro. Descubra o FlexPod, a solução de infraestrutura criada para empresas de todos os tamanhos
  • 9. Para conhecer mais sobre FlexPod, solicite uma apresentação: Florianópolis (48) 3031 3465 | Brasília (61) 3533 6517 Recife (81) 2122 3023 | www.teltecsolutions.com.br
  • 10. CONNECT 10 Como o investimento em WiFi, Small Cells e SDN pode ajudar na otimização do serviço e melhorar a experiência dos usuários de banda larga móvel no País O respeito ao consumidor foi o tema do 5o encontro de Telecomunicações da FIESP (Federação das In- dústrias do Estado de São Paulo), que reuniu representantes do Ministério das Comunicações e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para responder a questões ligadas à infraes- trutura das telecomunicações no Bra- sil. Em evidência estiveram os servi- ços móveis, devido à atual preferên- cia do usuário. Segundo o MiniCom, o Brasil tem aproximadamente 100 milhões de aces- sos em banda larga, com as conexões móveis (3G e 4G) liderando os novos acessos. A meta do governo é aten- der todos os municípios com menos de 30 mil habitantes até dezembro de 2019, como parte do plano de acele- ração da banda larga. Igor Giangrossi, engenheiro consul- tor do Grupo de Arquiteturas da Cisco, lembrou que o País tem aproximada- mente 265 milhões de linhas de celu- lares ativas, o que corresponde a uma média de 1,4 celular por habitante, e da mesma forma que o número representa popularização da tecnologia, é preciso conviver com o limite dessa penetração. WiFi, SDN e Small Cells “O impacto na rede é enorme. Um aparelho 3G gera, em média, 340 MB QUALIDADE DE SERVIÇO E FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES NÃO SE SEPARAM de infraestrutura e acordos de roaming”. Giangrossi também destaca o inves- timento em small cells para garantir uma cobertura indoor que otimize o espectro. “As small cells trazem mais capacidade em locais de alta densidade de pessoas e ajuda a prestadora a ge- renciar o aumento de tráfego, e a fal- ta de espectro”, diz. Por fim, Giangrossi acrescenta que o SDN (Software Defined Network) é uma forma das operadoras investirem em in- teligência da rede e contribuir com a en- trega de melhores serviços aos usuários, e pode ser um diferencial ao permitir a entrega de ofertas personalizadas. n “O software tem capacidade de trazer mais inteligência, criar experiências personalizadas e habilitar as operadoras a melhorar a experiência no uso da banda larga” IGOR GIANGROSSI, ENGENHEIRO CONSULTOR DA CISCO por mês, e um 4G gera quatro vezes mais dados”, diz Giangrossi, acrescen- tando que os desafios enfrentados pelo setor podem ser convertidos em opor- tunidades, se houver investimento em tecnologias e em planejamento, come- çando pelo uso correto do espectro. Entre essas tecnologias, o WiFi habi- lita modelos de negócios e vai além de criar offload. “A gente tem que pensar em um portfólio de serviços que crie um business case, que gere economia, redução de churn. Algumas operadoras de cabo implementaram WiFi com pro- pósito de fidelização. Mas existem ou- tros modelos, como compartilhamento
  • 11. 11 Reduza o tempo de Inatividade e tenha maior visibilidade e controle de sua infraestrutura com soluções Panduit As soluções Panduit para Gerenciamento da Infraestrutura em Data Centers (DCIM) possibilitam que sua empresa gerencie visualmente a conectividade da rede em tempo real e rastreie os ativos de TI em instalações e escritórios remotos em qualquer lugar do mundo. A maior visibilidade das informações relevantes da rede ajuda a minimizar riscos, reduzir o tempo de inatividade e obter vantagens operacionais As soluções de hardware inteligente PViQ™ potencializam a solução ao incluir gerenciamento remoto de mudanças e ampliações e ao rastrear todos os enlaces e equipamentos da rede. Minimize o Risco de Tempos de Inatividade • Resolva problemas de conectividade da rede, de forma 80% mais rápida em relação aos sistemas não gerenciáveis, utilizando o software PIM™ para Gerenciamento da Infraestrutura • Identifique a localização física exata de um acesso não autorizado à rede com agilidade até 90% maior se comparada à ausência de um sistema IPLM Reduza Custos • Realize mudanças e ampliações com precisão e rapidez superior em 75% do que nos sistemas não gerenciáveis • Consolide as soluções de gerenciamento para camada física, energia e gerenciamento ambiental na plataforma única do software PIM™ Melhore a Capacidade da Rede e a Colaboração • Melhore a colaboração entre pessoas, processos e sistemas, através de interconectividade confiável e de alta performance entre os sistemas de gerenciamento de rede e as aplicações • Gerenciamento baseado na web para acesso local e remoto via um navegador web Faça o download do folheto sobre o Software PIM™ em http://ittybitty.bz/PIM1 Para mais informações: Visite o site www.panduit.com/software, envie um e-mail para info@panduit.com.br ou ligue 55-11-3613-2353
  • 12. CONNECT 12 BYOD é um caminho sem volta e exige um ambiente de redes preparado para suportar não apenas a variedade, mas a ‘modernidade’ dos dispositivos móveis A atual variedade de dispositi- vos e a frequência com que as pessoas têm levado seus equipamentos pessoais para o ambiente de trabalho vêm tornando imperativa a criação de uma política de BYOD (Bring your own device) dentro das corporações. E ganhou destaque no debate sobre mobilidade, durante o evento Colaboração Sem Fronteiras, da Cisco, que, com a estratégia de unificação “uma política,umgerênciaeumarede”,mostrou como as tecnologias podem ser usadas a favor da empresa, com colaboração e uso correto da rede empresarial. O pilar dessa estratégia está na esco- lha da infraestrutura que deve permi- tir ao gestor identificar o dispositivo, escolher a rede e definir a política de acesso, sem afetar a experiência do usuário. Alexandre Lessa, gerente de desenvolvimento de negócios da Cis- co, enfatiza que esse é um caminho sem volta. “Não tem como bloquear a demanda. Isso não é mais uma onda, mas um tsunami”, brinca. E lembra que há, no Brasil, mais de 30 milhões de smartphones e uma nova geração de usuários que já trabalha dessa forma. Para auxiliar o gestor de TI das corporações, a Cisco oferece o Cisco Prime, que permite o gerenciamento inteligente das redes. “O que a Cisco traz em BYOD é conectar, de uma forma UMA POLÍTICA, UMA GERÊNCIA, UMA REDE
  • 13. “O que a Cisco traz em BYOD é conectar o dispositivo pessoal à rede corporativa, de uma forma segura, criando uma política de acesso para ele” ALEXANDRE LESSA, GERENTE DE DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS DA CISCO “Por volta de 2015 ou 2016 é possível que tenhamos muito mais tráfego nas redes WiFi do que temos hoje em redes cabeadas” VINÍCIUS SOUZA, ARQUITETO DE SOLUÇÕES DA CISCO segura, o dispositivo pessoal à rede corporativa, criando uma política de acesso para ele”, diz. “É uma solução que ajuda as empresas a enfrentar a rapidez das mudanças no setor cor- porativo”, acrescenta. Mudanças Na ocasião, Vinícius Souza, arquiteto de soluções da Cisco, informou que uma pesquisa feita pelo VNI (Virtual Network Index), unidade de inteligência da companhia, aponta que, em três anos, o número de conexões wireless irá superar a de cabos. “Por volta de 2015 ou 2016 é possí- vel que tenhamos muito mais tráfego nas redes WiFi do que temos hoje em redes cabeadas”, afirma, ao dizer que, mesmo hoje, já é difícil encontrar um usuário que acesse a rede corporativa ou doméstica usando o cabo de rede. Também é natural que, ao se abordar tendências e inovações em dispositi- vos móveis para o setor corporativo, se remeta à adoção de infraestrutura no padrão 802.11ac, que promete suportar os dispositivos mais ‘modernos’. “Pela velocidade das mudanças na área de wireless, hoje diversos dispositivos demandam o padrão 802.11.ac. A migra- ção não é difícil e nos permite suportar muito mais banda e velocidade para os usuários wireless”, explica Souza. n
  • 14. INOVAÇÃO 14 Cisco debate com bancos como será o atendimento bancário no curto e médio prazo O DESAFIO DE ATRAIR E REATAR LAÇOS NO SISTEMA FINANCEIRO O s bancos brasileiros vivem uma dualidade. Precisam, ao mesmo tempo, estar preparados para atender ao fenômeno da bancarização, muito intenso devido à ascensão da população à classe C, aumentando a presença de agências e canais eletrônicos, sem deixar de lado a personalização do atendi- mento, tendência muito apreciada por clientes de longa data. Durante o Ciab 2013 – Congresso e Exposição de Tecnologia Bancária, os bancos apresentaram várias sina- lizações sobre os rumos que darão ao atendimento no curto e médio prazo. Um dos pontos enfatizados foi o aten- dimento aos novos clientes, já que a população bancária evoluiu de 37%, em 2008, para 53%, em 2013, segundo levantamento feito pela Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com o Instituto Ipsos. Mas a retenção dos clientes também foi apontada como ponto chave. O relatório global Cisco Customer Ex- perience Report revela o desejo dos consumidores por uma experiência bancária mais personalizada para ajudar a simplificar a gestão de suas finanças em múltiplos canais, incluin- CIAB 2013 Estande da Cisco no CIAB
  • 15. 15 do internet, telefones celulares, telefones fixos, videoconfe- rências e agências bancárias. O relatório também analisou as opiniões a respeito da privacidade de suas informações pessoais e o valor das ferra- mentas de gestão financeira que eles usam diariamente. Os consumidores identificaram os atri- butos mais importan- tes ao interagirem com sua instituição ou assessor financei- ro, tais como: disponibilidade (63% no mundo e 70% no Brasil), com- petência (65% no mundo e 66% no Brasil) e eficiência (68% no mundo e 69% no Brasil). O estudo identificou que os consumi- dores estariam dispostos a fornecer mais detalhes sobre seus hábitos financeiros e utilizar os bancos como assessores mais ativos em troca de maior prote- ção contra roubo de identidade (83% no mundo, sendo que no Brasil este percentual chega a 92%), maior eco- nomia (para 80% no mundo e 91% no Brasil), serviços personalizados (78% no mundo e 92% no Brasil) e maior simplicidade (56% no mundo e 77% no Brasil) na gestão de suas finanças. Assessoria remota No Brasil, 85% dos consumidores expressaram o desejo por sistemas automatizados de assessoria ou reco- mendações financeiras, enquanto 87% indicaram que se sentiriam confortáveis em receber recomendações sensíveis à localização em seus dispositivos móveis. A maioria (71% no mundo e 79% no Brasil) indicou sentir-se confortável com o crescente uso de comunicações virtuais, além das conversas financeiras feitas pessoalmente. No geral, o relatório demonstra inte- resse dos consumidores por conexões mais relevantes e de maior valor nos bancos de varejo, facilitadas pela In- ternet de Todas as Coisas (IoE). Outro estudo recente divulgado pela Cisco identificou bancos e seguradoras como sendo os segmentos posiciona- dos para capturar até 9% dos US$ 14,4 trilhões dos resultados gerados ao longo da próxima década, à medida que empresas do setor privado nesses segmentos aproveitam as vantagens de inovações possibilitadas pela Internet de Todas as Coisas. A infraestrutura que vai suportar to- das essas mudanças foi avaliada por Mary Knox, analista de pesquisa do setor bancário e serviços de investimen- tos da Gartner. Em sua apresentação, ela posicionou a infraestrutura como fonte de vantagem competitiva no setor de serviços financeiros. “Para ter sucesso, um banco tem que ter infraestrutura para três coisas princi- pais: comunicação, tanto interna quanto externa; conexão e colaboração”, afir- mou Mary. “A recomendação é analisar e redefinir o papel da infraestrutura em seu banco”, completa. Segundo ela, comunicação é uma vertente fundamental para a competi- tividade por proporcionar alinhamento organizacional, facilitar a detecção de problemas internos e externos, agilizar processos e otimizar o tempo. Conexão e disponibilidade são características bá- sicas do setor financeiro, principalmente focando na boa experiência do cliente. E o estímulo à colaboração é uma ten- dência em todos os setores do mercado. Para a analista do Gartner, não são mais os bancos que direcionam os ca- nais de interação com o cliente, mas o próprio cliente. As instituições finan- ceiras precisam acompanhar o processo e garantir a comunicação, sem perder de vista as forças que influenciam a tecnologia hoje, como cloud, mobili- dade, redes sociais e conectividade. Quando o assunto é cloud, Mary afir- ma que é uma realidade que se ampliará ainda mais, mas há informações que não irão à nuvem por causa da segurança. “Principalmente em bancos. Escolhe- mos o que vai para a nuvem e os dados mais críticos nós guardamos para nós mesmos”, afirma. O uso de vídeo em consultoria financeira é uma das tendências apoiadas pela Cisco
  • 16. INOVAÇÃO 16 N o auditório Eficiência Ope- racional, durante o dia 13 de junho – o segundo do Ciab 2013, a participação da Cisco em duas mesas teve desta- que: “Canais de Relacionamentos com Clientes” e “Infraestrutura como Fonte de Vantagem Competitiva no Setor de Serviços Financeiros”. Na mesa “Canais de Relacionamen- tos com Clientes” o mediador Duarte Simões, sócio de serviços financeiros da Roland Berger, abriu a discussão apontando a relevância dos canais de relacionamento, destacando que a comunicação deve ser pensada como estrutural em um negócio com a im- portância de um banco. Apresentando uma mé- dia estimada dos relaciona- mentos dos maiores bancos brasileiros, Simões afirmou que “quase 95% dos clien- tes não têm atendimento personalizado, mas têm potencial interessante de geração de receita”. Esta potência foi expli- O PAPEL DO DATA CENTER NO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE Bancos precisam se adaptar à nova realidade tecnológica garantindo disponibilidade, simplicidade, recursos de interação e agilidade citada por Rodrigo Gonsales, diretor de soluções da Cisco. Durante sua apre- sentação ele esclareceu que os países emergentes têm maior facilidade de aceitação aos “canais eletrônicos” do que os países desenvolvidos. Interação personalizada Entre as tendências de personalização do atendimento, o grande destaque é o uso de vídeo. A solução permitiria, entre outras coisas, apoio remoto de especialistas, experiên­cia multicanal, melhorias de eficiência operacional, redução de CO2 e otimização do tempo. “Ir à agência pessoalmente demanda tempo, que muitas vezes as pessoas não têm”, lembrou Gonsales. Data Centers bancários No segmento de data center, modula- rização, escolha entre modelo ativo-ativo ou ativo-DR, convergência de redes e computação nuvem, foram apontados por Gustavo Santana, arquiteto de soluções técnicas para data center da Cisco, como dilemas da arquitetura de data centers atualmente. Para Santana, ainda é muito arriscado transferir todas as informações para a nuvem, sendo mais indicado a “convergência de redes”. Itaú, Santander e BB José Isern, diretor do Itaú-Uni- banco, destacou que “pode parecer óbvio, mas é muito difícil montar uma estrutura grande como as dos bancos brasileiros”. O diretor falou, ainda, sobre o novo data center do Itaú, em construção em Mogi Mi- rim, São Paulo, no modelo Ativo- -Ativo. O terreno comporta seis pré- dios. Estão sendo construídos dois, com previsão de ampliação para os próximos 30 anos. O Santander, por sua vez, possui cinco data centers, sendo dois na Espanha, um no Brasil e dois em construção (um no México e um no Reino Unido). A ideia é colocar todas as informações do gru- po nesses locais. “É preciso tratar mais de infraestrutura tecnológica do que de infraestrutura física”, afirmou Fernando Diaz Roldan, CIO do banco. Paulo Cesar de Almeida Toledo, ge- rente de infraestrutura de data centers do Banco do Brasil, abordou a construção do complexo Data Center Capital Digi- tal, em modelo colocation. O projeto está sendo rea- lizado em parceira com a Caixa Econômica Fede- ral, mas o BB tem 80% de participação. A cons- trução, segundo Toledo, se deu “pelo aumento da demanda e a necessidade de mais segurança e dis- ponibilidade”. n Executivos da Cisco demonstram soluções e equipamentos no Ciab 2013 CIAB 2013
  • 17. 17www.spread.com.br Acompanhe a Spread nas redes sociais. Há 30 anos no mercado, a Spread é uma empresa provedora e integradora de serviços em tecnologia da informação e comunicação. Atua em 3 linhas de negócios, sendo: Nossa parceria com a Cisco dispõe de soluções inteligentes em Colaboração, Data Center, Security e Enterprise Networks. As melhores soluções de Ti e Telecom desenvolvidas sob medida para o seu negócio. Comunicação Unificada Data Center Telepresença Segurança em BYOD Infraestrutura de Rede Sistemas de Segurança Servidores de Comunicações Aplicações Soluções na Nuvem Redes Telecom Service Desk Tratamento de Incidentes Field Support Gestão de Contratos Salas de Comando Gestão de Ativos Roll Out Serviços Gerenciados Controle e Gestão de Sistemas Operacionais Consultoria Desenvolvimento de Sistemas Sistemas Qualidade de Software Soluções Especialistas
  • 18. INOVAÇÃO 18 Conceito torna redes mais inteligentes, independentes e com padrão aberto; com ONE, Cisco acelera a migração de empresas e provedores de serviços de conectividade MICHAEL GLICKMAN, VICE PRESIDENTE SÊNIOR DA ÁREA DE SERVICE PROVIDERS PARA REGIÃO DAS AMÉRICAS SDN VIRTUALIZA A INFRAESTRUTURA DE REDE U m novo conceito na constru­ ção de redes corporativas e infraestrutura de comunica­ ção promete revolucionar a forma como empresas e provedores de serviços de conectividade implementam e gerenciam a infraestrutura. Aos poucos, o SDN (Software Defined Network, ou em tradução livre, “Redes Definidas por Software”)ganhavisibilidadenomercado, pelo simples fato de permitir que uma infraestrutura de redes seja cons­ truída com recursos de software e uso extensivo de virtualização. Em relatório produzido no final do ano passado, a IDC estimou que a oferta completa de SDN (hardware, software e serviços) deve render US$ 360 milhões ainda em 2013. E até 2016, esse valor deve chegar a US$ 3,7 bilhões, montante que inclui desde a infraestrutura de redes e camadas de aplicações até soluções de monitoramento e serviços profissionais. Segundo a Infonetics, nos Esta­ dos Unidos, pelo menos 25% dos data centers adotaram a solução, em um comportamento que pode ser explicado pela inteligência integrada à rede após a adição de uma camada de software. Uma das colunas dos conceitos por trás da oferta SDN é que as novas im­ plementações e os conceitos de virtua­ lização de usuários e serviços terão uma participação maior do software, seja por meio do conceito de NFV (Network Functions Virtualization) ou pela capacidade muito mais completa de programabilidade do hardware. Usuários O que justifica o interesse do segmento de data centers que, junto com o setor corporativo, dá os primeiros passos na adoção da tecnologia, é a promessa de redução do TCO (Custo Total de Propriedade) da infraestrutura e me­ lhora da visibilidade das organizações frente aos concorrentes. Isso porque, ao integrar um framework completo, a solução viabiliza a entrega de serviços nas camadas física, virtual e também em ambientes baseados em nuvem. Player Com o lançamento do ONE (Open Network Environment), a Cisco parti­ cipa desse novo momento, entregando, àNOVO PROCESSADOR A Cisco anunciou, em setembro, o NPower, um processador para SDN com vários níveis de desempenho e largura de banda. O processador nPower X1, a primeira geração da família, é o primeiro da indústria com níveis de desempenho multi-terabits. A arquitetura de processamento foi desenvolvida para eventos gerados por máquina e aplicativos de vídeo ultra HD e inclui cerca de 4 bilhões de transistores em um chip. A ferramenta permite soluções com taxa de transferência oito vezes maior e um quarto do consumo de energia por bit, se comparado a versão anterior.
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  • 20. INOVAÇÃO 20 ANDERSON A. ANDRÉ, DIRETOR GERAL DO SEGMENTO TELECOMUNICAÇÕES, PROVEDORES DE SERVIÇOS, BROADCASTERS E NOVAS MÍDIAS DA CISCO DO BRASIL além de inteligência, uma certa inde­ pendência às redes, que se tornam mais abertas, programáveis, e aceitam novas aplicações – o que ajuda a melhorar a experiência dos usuários. A plataforma integra o onePK (One Platform Kit), considerado elemento chave na estratégia da Cisco e que pode deixar a rede mais rápida e flexível, possibilitando mais autonomia e controle ao gestor da infraestrutura. Anderson A. André, diretor geral do segmento Telecomunicações, Provedo­ res de Serviços, Broadcasters e Novas Mídias da Cisco do Brasil, explica que a companhia chama de Cisco ONE o framework que envolve uma série de softwares e soluções, compondo um ferramental que pode extrair informa­ ções da rede. “A solução permite entender o com­ portamento da infraestrutura, o perfil e a quantidade de usuários, além do volume de tráfego. E adapta a rede, via interfaces de programação, em tempo real, a determinadas situações”, reforça. Em visita ao Brasil, o vice presidente sênior da Cisco, responsável pela área de Service Providers para região das Américas, Michael Glickman, ratificou a mensagem da companhia sobre a so­ à DE CABEÇA NO ‘OPEN SOURCE’ Uma das apostas da Cisco para acelerar a adoção de SDN foi o desenvolvimento do ONE em ambiente open source. “Por ser uma plataforma aberta, o Cisco ONE já se diferencia no mercado e nos coloca na vanguarda”, diz Glickman. Ele conta que, recentemente, a Cisco participou do projeto de software aberto OpenDaylight, da Linux Foundation, junto com outros fabricantes do mercado. “Participamos do Daylight, com os controladores de hardware One Controller. Estamos liderando, pois respiramos a tecnologia”, afirma. Para Glickman, o SDN precisa ser um padrão aberto. “Acredito que o SDN, inevitavelmente, precisa ser oferecido em um padrão aberto, e nós vamos encorajar isso”, prescreve, ressaltando que se a tecnologia só funcionasse em ambiente Cisco, os clientes até adotariam, mas seria um erro, pois eles também têm equipamentos de outros fabricantes. “O Cisco ONE permite entender o comportamento da rede, o perfil e a quantidade de usuários, além do volume de tráfego” lução ONE. “Por ser uma plataforma aberta, permite a equipamentos, como switches, integrar e gerenciar novas aplicações, o que pode ajudar as orga­ nizações a diferenciar seus serviços dos outros concorrentes, além de beneficiar os usuários”. Ele conta que um dos clientes da Cisco, focado na área de recuperação de desastres, “reduziu o tempo de aten­ dimento aos seus clientes após adotar o Cisco ONE. Em 4 horas ele pode virtualizar os recursos em qualquer data center e permitir que os clientes dele continuem suas operações. Antes do ONE, isso demorava dois dias”, contou. Entre os segmentos alvos para essa solução, o executivo vê, inclusive, os pequenos provedores de serviços de co­ nectividade, e prevê: “as telcos, grandes empresas e o setor público seguirão a tendência. Também acredito que ve­ remos cases em grandes empresas de redes”, acrescenta. Ele reconhece, no entanto, que haverá um longo caminho e muitas conversas com clientes para apresentar os benefí­ cios da solução. “A demanda crescerá aos poucos”, ressalta. Glickman avalia os mercados brasileiro e latino-americano como “vibrantes, e com grandes oportunidades de trabalho conjunto com provedores de serviços”. E diz que a Cisco está preparada para ajudá-los nas ofertas de mobilidade, nuvem e SDN. “A Cisco pode ajudá­ -los a aumentar o valor competitivo no mercado, com uma visível diferenciação dos serviços. Acho que estamos em uma posição favorável”, reforça. n
  • 21. 21 IoE (Internet of Everything) deve gerar lucros globais de US$ 613 bilhões em 2013; no Brasil, esperam-se ganhos de US$ 17,3 bilhões A INTERNET DE TODOS E DE TODAS AS COISAS A Internet de Todas as Coi- sas (IoE – Internet of Everything) permitirá que as empresas gerem, pelo me- nos, US$ 613 bilhões em lucros globais, em 2013, de acordo com a pesquisa de índice de valor da IoE da Cisco (IoE Value Index). Serão novas oportuni- dades de negócios geradas a partir da disponibilidade da conexão à internet, tanto de pessoas quanto de objetos. Marcelo Ehalt, diretor de tecnologia da Cisco do Brasil, explica que o con- ceito IoE é uma evolução da “internet das coisas”, cuja proposta se restringia à conectividade de laptops, desktops, tablets, smartphones e outros dispo- sitivos. “O mais importante agora não é só a conectividade, mas também a inteligência da rede e a capacidade de interconectar pessoas, processos e da- dos, trazendo mais relevância e valor ao que trafega nas redes. Isso permitirá que se tenha toda a orquestração en- tre os dispositivos, a convergência e a visibilidade das informações, abrindo caminho para a comunicação máquina/ máquina (M2M)”, conceitua. Nesse universo, as “coisas” passam a ser programadas e gerenciadas re- motamente para tomarem ações em determinadas situações. Há casos, por exemplo, de hospitais automatizando seus ativos para rastreamento ou en- vio de informações aos sistemas, a fim de simplificar processos ou facilitar a criação de novos projetos. Outros exemplos: sem interferência humana, um semáforo poderia auto- programar seu temporizador a partir da constatação de aumento de tráfego em uma determinada via. Ou mesmo as tags utilizadas para a prevenção de furtos em lojas de vestuários, pode- riam também armazenar informações sobre origem da peça, data de confec- ção e outros, e enviar esses dados a smartphones de potenciais compradores. Num futuro não muito distante, até mesmo pessoas passarão a se conectar à internet, não através de seus dispositi- vos, mas através de sensores colocados na pele que medirão seus sinais vitais e enviarão informações médicas e que poderão ajudar a salvar vidas. O relatório IoE Value Index concluiu que as organizações que otimizarem as conexões entre pessoas, processos, dados e coisas, para se tornarem mais eficientes e criarem novas experiências para os clientes, gerarão lucros maiores. “A internet de todas as coisas tem potencial para reformular considera- velmente nossa economia e moder- nizar os principais setores”, diz Rob Lloyd, presidente de desenvolvimento e vendas da Cisco. n MARCELO EHALT, DIRETOR DE TECNOLOGIA DA CISCO BRASIL à BÚSSOLA Entre os líderes empresariais que participaram do Índice de valor da IoE: • 69% declararam que pensam que o mercado de trabalho mundial permaneceria igual ou melhoraria por causa da IoE. • 89% pensam que os salários aumentariam ou permaneceriam iguais. • 50% declaram que a IoE aumentaria a segurança, enquanto 26% pensam que não haveria mudanças
  • 22. CAPA 22 Cisco inaugura Centro de Inovação Rio de Janeiro, a 3a etapa do investimento de R$ 1 bilhão no Brasil; avisa que quer ser o maior parceiro de tecnologia do País, e convoca parceiros a investir em desenvolvimento “Este espaço tem o objetivo de gerar mais valor às empresas com as quais a Cisco faz negócio”, disse Lloyd. “O Centro de Inovação é um recurso fundamental para a Cisco, pois cria relacionamentos duradouros com os clientes brasileiros, pois trabalhamos em conjunto para identificar suas ne- cessidades e oferecer soluções que auxiliem seu sucesso”, acrescentou. Segundo Lloyd, a Cisco se comprome- teu a colaborar com parceiros locais no desenvolvimento de novas tecnologias, e o Centro de Inovação é mais uma etapa desta promessa. “Queremos ser o melhor parceiro do Brasil”, disse. Ele afirmou também que o País é estratégico e uma fonte de crescimento para a empresa. Disse que a visão da Cisco é ser a organização mais inova- dora em TI, modelando a transição do mercado e impulsionando a relevância Q uinta-feira, 22 de agosto de 2013. A data marca o ápice do ciclo de investimento de R$ 1 bilhão, programado pela Cisco para o mercado brasileiro. Estava sendo inaugurado o Centro de Inovação ou Center of Innovation (CoI), o primeiro da companhia no mundo, e uma iniciativa que se dedica à criação de soluções orientadas às necessidades do mercado local. A importância do empreendimento pode ser notada pelas personalidades presentes. Rob Lloyd, presidente de desenvolvimento e vendas da Cisco e uma espécie de “padrinho” da operação brasileira, falou, durante a manhã, para uma sala repleta de políticos, repre- sentantes da prefeitura e do governo estado do Rio de Janeiro, executivos do Ministério das Comunicações e da Finep, além da imprensa. A INOVAÇÃO EM PRIMEIRO PLANO
  • 23. 23 à RETROSPECTIVA À época do anúncio de investimento no Brasil, em abril de 2012, a Cisco informou que os aportes aconteceriam na produção local, em fundos de venture capital, no Centro de Inovação (CoI) e na expansão das operações no País. Vinte e um milhões de dólares foram destinados a investimentos em fundos de venture capital de Tecnologia da Informação e comunicação no Brasil. Em 24 de julho de 2012, foi anunciado o aporte de US$ 15 milhões no Fundo de Venture Capital Redpoint e.ventures e, em 12 de dezembro, outros US$ 6 milhões foram aportados no Fundo de Venture Capital Monashees Capital, com o objetivo de promover a inovação e o empreendedorismo no país. A fábrica da companhia também já produz dois modelos de roteadores e, em breve, passará a produzir um modelo de switch. dos negócios. “O CoI será fundamental para impulsionar soluções de software e serviços e capturar as transições em modelos de cloud, mobilidade e con- sumo”, informou. Para o Brasil Rodrigo Dienstmann, presidente da operação brasileira da Cisco, informou que o objetivo é que o espaço seja um “catalizador” de ideias. “Colaboração, cloud technology, mobilidade, vídeo. Estas tecnologias e outras serão a base para o desenvolvimento de soluções verticais no Centro de Inovação”, afir- mou o executivo, ao ratificar que conta com os parceiros e dedica o espaço aos clientes – ambos convidados à apresentação e visita ao CoI no período da tarde do dia 22 de agosto. O sucesso da iniciativa, segundo ele, será medido pelas soluções testadas e incubadas no Brasil. “Em seis me- ses, acho que já teremos ideias sendo incubadas, com a comercialização acontecendo em um ano”, reforçou. Um dos exemplos de projetos que podem ser operacionalizados no CoI são os Centros Integrados de Comando e Controle Móvel (CiCCM), desenvol- vidos pelo Consórcio Rontan e Medi- data, a IBM e a Cisco. São veículos (caminhões) adaptados e equipados com sistemas de comunicações, vi- deomonitoramento e uma plataforma integrada de inteligência para gestão de eventos (veja mais na página 36). O Centro de Inovação deve gerar 50 empregos diretos e indiretos, de- pendendo da demanda do negócio. Inicialmente, a Cisco concentrará o desenvolvimento em soluções para os setores de educação, desenvolvimen- to urbano (Cisco Smart+Connected Communities), esporte e entreteni- mento, segurança pública, saúde, re- des elétricas inteligentes (smart grid), petróleo e gás (veja mais informações na próxima página). dida que o Brasil mantém seu rápido crescimento econômico e social”, comentou Dienstmann. Alavancagem As novas tecnologias, na visão da companhia, ajudarão o País a aumentar sua produtividade, a melhorar serviços públicos e privados, a elevar a qualidade de vida da população e a garantir a segurança pública. As soluções que surgirem no Rio de Janeiro também serão oferecidas em ou- tros países da América do Sul e devem ajudar a “transformar as metrópoles da região em cidades inteligentes e conectadas”. “Vemos oportunidades signi- ficativas para que a América Latina e o Brasil cresçam e promovam práticas inovadoras de negócios. O Centro de Inovação Rio de Janeiro ajudará nossos clientes e parceiros a melhor inovar no uso de tecnologia para reduzir as diferenças competitivas, econômicas e sociais da região, evitando assim picos negativos e criando um caminho de crescimento mais equilibrado e susten- tável”, afirmou Jordi Botifoll, presidente da Cisco para a América Latina. “Colaboração, cloud technology, mobilidade, vídeo. Estas e outras tecnologias podem ser alavancadas no CoI” RODRIGO DIENSTMANN, PRESIDENTE DA CISCO DO BRASIL “Trabalharemos de perto com nos- sos parceiros para projetar e entregar soluções verticais específicas, à me-
  • 24. CAPA 24 Educação • A tecnologia tem o potencial de aumentar o acesso à educação, bem como melhorar a formação de professores e a aprendi- zagem dos alunos, um dos principais desafios para o Brasil. • O Centro de Inovação buscará esten- der as soluções Cisco às necessidades específicas do Brasil para a melhoria contínua da qualidade do ensino e ava- liação de educação, criando modelos inovadores de aprendizagem, melho- rando a tomada de decisões e reduzindo custos com eficiência administrativa. Desenvolvimento Urbano • O CoI apoiará os es- forços globais do Cisco Smart+Connect Com- munities no Brasil, que visam implantar as tecnologias Cisco através de uma plata- forma de entrega de serviços, tecnologias, big data e analytics para melhorar os serviços aos cidadãos e assim estimular o desenvolvimento econômico e reduzir o custo das operações do governo. • Soluções de mobilidade e planejamento urbano e saúde pública são algumas das soluções vitais para o desenvolvimen- to de uma infraestrutura urbana mais eficiente e o crescimento das cidades brasileiras, tanto em projetos quanto na revitalização de áreas existentes. Esporte e Entretenimento •OCoIpretendeapoiar ospreparativosdoBrasil paraaCopadoMundoe os Jogos Olímpicos, desenvolvendo so- luçõesparaatenderanecessidadesespe- cíficas. A proposta é utilizar as soluções CiscoConnectedSportsparatransformar OS INVESTIMENTOS EM VERTICAIS COM GRANDE POTENCIAL PARA DESENVOLVIMENTO DE NOVAS TECNOLOGIAS anaturezadasexperiênciasdoesportee doentretenimento,apartirdeinovações baseadas em rede. Segurança Pública • Com o auxílio de par- ceiros, a Cisco pretende ajudar os clientes nos setores público e pri- vado a proteger a população em geral e otimizar os recursos utilizados para responder a situações de risco, melho- rando a precisão e a pontualidade. • Isto é viabilizado por meio da con- vergência dos sistemas de segurança, tais como sensores, vídeo, telefonia e rádios, com sistemas integrados em uma plataforma comum de Protocolo de Internet. Com a integração desses sistemas, a resposta das organizações para situações críticas será mais ade- quada, pois obterão informações na hora e local necessários, e em um formato que facilita a operação. Saúde • A escassez de médicos especialistas em algu- mas regiões, o amento dos custos com a saúde e a crescente proporção de pessoas com doenças crônicas são alguns dos desa- fios enfrentados pela área de saúde no Brasil. Usando a rede como plataforma, as soluções Cisco HealthPresence com- binam vídeo de alta definição, áudio e informações clínicas para pacientes de forma a aumentar a eficiência dos profissionais de saúde e suas organiza- ções; tornar os cuidados com a saúde acessíveis a mais pessoas; melhorar a experiência do paciente; e aumentar a disponibilidade e o fluxo de informa- ções. O Centro de Inovação desenvolverá soluções específicas de saúde para o mercado brasileiro. Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grid) • Globalmente, as con- cessionárias elétricas enfrentam o desafio de modernizar uma infraestrutura obsoleta e enve- lhecida para apoiar a entrega de um serviço mais confiável e eficiente. A Cisco e seus parceiros estão ajudando a indústria de energia a modernizar a geração, a distribuição e o consumo de energia com soluções de comuni- cação altamente seguras, confiáveis e escaláveis. O Cisco Smart Grid permite que as concessionárias de energia e outras organizações do setor elétrico construam redes altamente seguras com base IP, para administrar de forma eficiente a demanda de geração, distri- buição, armazenamento e o consumo de eletricidade. Com a convergência de sistemas de rastreamento e controle em uma única rede IP, a indústria pode reduzir despesas operacionais e ajudar a garantir que as operações de rede e gerenciamento de tráfego tenham alta prioridade. Petróleo e Gás • O principal objetivo das empresas de pe- tróleo e da sociedade é explorar reservas de petróleo de forma sustentável, com segurança e com máxima eficiência. As soluções de petróleo e gás da Cisco, desenvolvidas no Rio de Janeiro, terão um papel fundamental no aumento da produtividade e eficiência operacional em exploração e produção. Por exemplo, a Cisco estimula a colaboração entre equipes de campo onshore e offshore e ajuda a promover o envolvimento remoto de especialistas em atividades de missão crítica.
  • 25. INOVAÇÃO 25 Aquisição da NDS permite adotar infraestrutura, pagar mensalmente e ampliar oferta de conteúdo Over The Top C omo um ‘aquecimento’ para a 21ª edição do Con- gresso e Feira da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), a Cisco reuniu operadores de cabo no evento Small Cable TV, no Blue Tree Morumbi, em São Paulo, para discutir tendências e soluções para o setor. AndréNeiva,gerentedaáreadeService Providers da Cisco, recomendou que as empresas olhem para a oferta de servi- ços de banda larga, que cresce com a demanda por vídeo, ressaltando que a experiênciadoclientedeveseroitemmais importante da oferta. “Em uma pesquisa realizada pela Heavy Reading, 67% dos usuários disseram que talvez mudariam de operadora, e 16,8% definitivamente mudariam”, afirmou Neiva. Conteúdo “A necessidade de flexibilidade é básica no setor”, pontuou, explicando que consumir vídeo pode aumentar a banda, portanto, a internet deve estar pronta para entregar o serviço ofertado e as operadoras devem buscar uma rede flexível. Ele também recomendou o investimento em tecnologias que permitam novas aplicações, como o CDN (content delivery network). CDN COMO SERVIÇO É APOSTA DA CISCO PARA OPERADORAS DE CABO Um dos motivos para investir em CDN é a possibilidade de a operadora ofertar OTT (over-the-top), caso contrário, o ser- viço que cresce pode ameaçar o provedor de conteúdo que, em sua maioria, não investe em vídeo on demand. O gestor exemplificou o cenário de competição com o caso da Netflix. “São quase 2,5 milhões de clientes no Brasil. A em- presa faz pouca propaganda, não tem fio novo e depende exclusivamente da banda larga”, ponderou. Neiva também fez um alerta: “se as operadoras menores se concentrarem em dar uma boa experiência ao cliente Netflix, usar o serviço pela rede da operadora será um benefício. Por isso, tratar isso como competição pode blo- quear ou dificultar esse tipo de acesso e deixar o cliente frustrado”. Marcello Borges, gerente de ven- das e desenvolvimento de negócios da companhia, disse que investir na oferta OTT ajuda manter os clientes. “O OTT muitas vezes é de graça, mas atrai receita por outro lado, pois o cliente precisa ter uma banda muito boa”, diz. Para ele, o grande ‘negócio’ do OTT é ajudar a reduzir o churn. Mas, adotar a infraestrutura requer um investimento alto, e Neiva informa que a aquisição da NDS pela Cisco permitirá às operadoras que não podem adotar e gerenciar uma infraestrutura de CDN, usá-la como serviço e pagar mensalmente. Uma das facilidades da solução é o fato de ser hosteada na nuvem, e Borges explica que os data centers ficam nos EUA e em Israel. “A ideia é conseguir atrair clientes e levantar isso no Brasil, Argentina ou México”, afirma. O modelo é rentável para as operadoras de cabo, por não precisarem se preocupar com a atualização e mo- nitoramento da infraestrutura. “Hoje esse modelo de negócio, de conseguir entrar no OTT com VaaS (video as a service), traz toda a plataforma como serviço sem o cliente precisar comprar nada”, adiciona. Neiva também destacou que é preciso levar a banda larga para “fora da casa do assinante”, e enriquecer a oferta. “É preciso se planejar, entender o que tem hoje e a demanda que está chegando. Sabemos que o primeiro investimen- to pode não ser pequeno, mas o in- vestimento correto, na infraestrutura adequada, e de maneira flexível, traz benefícios em médio e longo prazo”. n ANDRÉ NEIVA, GERENTE DA ÁREA DE SERVICE PROVIDERS DA CISCO
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  • 28. INOVAÇÃO 28 Cisco considera o investimento em redes inteligentes uma estratégia para diferenciação da oferta de serviços, inclusive, de over the top O IMPACTO DA BANDA LARGA NO MERCADO DE TV POR ASSINATURA A Lei do SeAC (12.485/11), que permite às operadoras de telefonia utilizar a mesma rede para ofertar serviços de TV a cabo, provocou uma real expan- são do setor entre 2011 e 2012. Algo que, inclusive, colocou o Brasil entre os 10 principais mercados de TV paga do mundo. Mas, em 2013, o cenário macroeconômico desafiador levou o serviço à estabilidade. O resultado foi uma evolução inferior a 1% no número de assinantes de TV paga, que somou 17 milhões em maio, segundo dados da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura). Durante o 21o Congresso da ABTA, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o setor não deve se sentir ameaçado com o resultado dos primeiros meses de 2013. “Ain- da tem muita demanda e espaço para crescer. Nós só temos 17 milhões de assinaturas, e achamos que uma boa meta é que nos próximos três ou quatro anos o serviço atinja 35 ou 40 milhões de domicílios”, declarou. Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil, lembrou que o País não está isolado dos fenômenos mundiais – inclusive da economia – e reforçou que o dólar está ligado à matéria prima dos equipamentos. O executivo tam- O executivo destacou as mudanças impulsionadas pela banda larga – con- siderada uma ‘alavanca’ para a compe- titividade do País. “Faltava o reconhe- cimento de que a banda larga estava ligada à competitividade. Hoje, com a expansão do serviço, é possível ver projetos nas áreas da saúde, educação, energia. O governo já percebeu isso, e está trabalhando em desonerações e ampliações”, afirmou, ressaltando que ainda existem dois desafios para a ex- pansão do serviço: a disponibilidade nos municípios, e a melhor experiência para os usuários dos grandes centros. Economia desafiadora Segundo Pedro Araujo, do departa- mento de banda larga do Ministério das Comunicações, a presença dos operado- res de TV a cabo é determinante para a penetração da internet nos municípios, e o SeAC foi um divisor de águas para a expansão em muitas regiões – liderada, boa parte, pela classe C. “O Ministério das Comunicações acredita que o mercado de TV por assinatura passa apenas por uma aco- modação. Não parece que vai crescer tanto quanto cresceu nos últimos anos, especialmente por causa da perda de fon- tes, de amplitude, da base de assinantes do DTH, mas isso está relacionado ao “Ao invés da operadora triplicar o backbone, é preciso adotar a infraestrutura correta, fazendo isso com redes inteligentes” HUGO MARQUES, DA CISCO DO BRASIL bém afirmou que é preciso se preparar para atender demandas futuras, pois até 2017 haverá uma explosão no tráfego de dados impulsionada pelo vídeo e, nos próximos 4 anos, o WiFi será res- ponsável por 53% desse tráfego.
  • 29. 29 desempenho da economia. É um risco macroeconômico ligado à renda per capita do segmento por uma parte da população, que é a classe C”, explica. Segundo Marcelo Carvalho, diretor de marketing da NET Serviços, “o dólar alto também impacta na capacidade de expansão de rede”. Mas ele desta- ca que a NET tem vivido um ano de oportunidades, pois o serviço de TV por assinatura da prestadora continua em expansão. “Estamos operando em 150 cidades e anunciando a disponibilidade em 11 novas localidades até o final do ano”, declarou o executivo da NET, que foi parceira da Cisco na disponibilidade do WiFi durante o evento. Para Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de TV por Assina- tura, o setor ainda não está em situação de alerta: o Brasil passa apenas por um ‘delay’, “mas vai alavancar depois”. E o Over the Top? Com a evolução da banda larga, um assunto em debate durante o congresso foi o OTT (over-the-top), com pedi- dos de regulamentações justas para as prestadoras que vendem o serviço no mercado brasileiro. “Essas empresas disponibilizam conteúdos que não são produzidos localmente e não existe nenhuma regulamentação sobre isso. Hoje você assina, paga com cartão de crédito internacional e o dinheiro vai para fora. Pedimos para a Anatel e a Ancine reverem essa questão”, explicou Bernardo. Empresas como Netflix e Hulu têm atraído uma quantidade considerável de assinantes no Brasil e no mundo, e para operadoras que não conseguem investir em equipamentos para dispo- nibilizar esse tipo de servi- ço no pacote, o OTT pode representar uma ameaça. Oportunidade Mas, “se você não pode com eles, junte-se a eles”. A regra popular também se adequa às telecomuni- cações, e a mensagem pode ser repassada aos operadores de cabo que consideram o serviço uma ‘ameaça’. A boa notícia vem da aquisi- ção da NDS – provedora de soluções de software para vídeo e segurança de con- teúdo – pela Cisco, no ano passado. Um novo portfólio que permite às operadoras investirem em CDN (content delivery network) e pagar mensalmente pelo serviço. Isso pode contribuir para o aumento de tráfego de vídeo na rede, explica Hugo Marques, arquiteto técnico de soluções da Cisco do Brasil. Com o OTT esse crescimento pode chegar a 80% na rede, principalmente em ho- rários de pico ou na transmissão de grandes eventos. “Nesses eventos, aliás, o tráfego de vídeo sobe cerca de 1000 vezes. Nos Jogos Olímpicos de Londres, por exemplo, ele chegou a 1 gigabyte por segundo. E o que esperar para os jogos no Rio de Janeiro em 2016, os back- bones estão preparados?”, questionou durante a palestra. Marques afirmou que é preciso fazer um investimento correto no backbone, pois isso permite ao usuário acessar o serviço com qualidade. “Ao invés da operadora triplicar o backbone, é preciso adotar a infraestrutura correta, fazendo isso com redes inteligentes. E quando construir uma rede, tem que entender o que o gigabyte, a latência e o delay podem fazer”, ressaltou. n “Temos 17 milhões de assinaturas de TV Paga, mas achamos que há espaço para chegar a 35 ou 40 milhões em três ou quatro anos” PAULO BERNARDO, MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES “Faltava um reconhecimento de que a banda larga estava ligada à competitividade. Hoje, com a expansão do serviço, é possível ver projetos nas áreas da saúde, educação, energia” RODRIGO DIENSTMANN, DA CISCO DO BRASIL
  • 30. VOZ DO CLIENTE 30 Hospital Alemão Oswaldo Cruz substitui cabeamento antigo por fibra óptica e instala switches Cisco Nexus para conectar cinco edifícios; infraestrutura viabiliza instalação de sistemas de telemedicina, videomonitoramento, entre outros pela administração do Oswaldo Cruz. Depois, o mais complicado: integrar este moderno ambiente à rede corpo- rativa, composta, inclusive, pela infra- estrutura do bloco histórico – o berço do hospital, onde as tecnologias já se mostravam defasadas. “Naquele momento, vimos a neces- sidade de atualizar toda a rede corpo- rativa”, sustenta Rodrigues. No Bloco E, segundo ele, já estão instalados sis- tema de IPTV e até 11 pontos de rede em cada quarto. Contando com o apoio da DMI – parceira da Cisco e provedora de ser- viço do complexo hospitalar há mais de 10 anos –, o HAOC reestruturou a rede, adotando uma arquitetura capaz de viabilizar os seis pontos conside- rados essenciais ao seu projeto de ex- pansão: excelência na experiência do usuário; excelência operacional maxi- mizando performance e minimizando riscos; facilidade na instalação de no- C om o objetivo de potenciali- zar uma das suas principais vocações, o atendimento hu- manizado aos pacientes, o centenário Hospital Alemão Oswal- do Cruz reestruturou toda a sua in- fraestrutura de rede. Aumentou a ca- pacidade das fibras ópticas e instalou uma nova infraestrutura baseada em equipamentos Cisco, capazes de su- portar, de forma integrada, todos os novos serviços projetados pela admi- nistração da instituição, desde o uso de sistemas de telemedicina, o supor- te de dispositivos móveis, até o mo- nitoramento feito por circuito fecha- do de CFTV. As mudanças começaram em janeiro de 2012, quando Denis da Costa Ro- drigues assumiu a gerência de TI do hospital. O primeiro desafio foi equi- par o novo edifício do complexo hos- pitalar, o Bloco E, com tecnologias ca- pazes de suportar os serviços previstos COMPLEXO HOSPITALAR PREPARA REDE PARA RECEBER NOVOS SERVIÇOS IP à DE PONTA A PONTA Descrição do data center do HAOC: Switches •Cisco Nexus 7000 Series •Cisco Nexus 5000 Series •Cisco Catalyst 2960-S Series WLAN •Cisco 5500 Series Wireless Controllers •Cisco Aironet 3500 Series Gerenciamento •Cisco Prime Infrastructure - Virtual Appliance •Cisco Identity Services Engine (ISE) - Virtual Appliance •Cisco Secure Access Control - Virtual Appliance Server •Cisco UCS C-Series Rack Servers
  • 31. vos serviços; escalabilidade; facilida- de de operação/manutenção; proteção de investimento. No projeto, foi implementada uma arquitetura de Core+Data Center co- lapsados, utilizando switches Core da linha Nexus 7010. Cabos de fibra óp- tica foram instalados entre o núcleo da rede (core) e a distribuição da conexão em todos os andares. “O backbone roda 10 GB, podendo chegar a 40 GB”, diz Rodrigues. Todos os cinco edifícios do complexo (blocos) estão conectados aos switches core através deste backbone e cada bloco é atendido internamente por switches de distribuição Nexus 5000, conectados a switches de acesso da li- nha 2960 através de links de 1Gbps. Automação Entre as inovações incorporadas ao projeto, o gestor de TI do HAOC in- forma que o Bloco E tem todos os sis- temas de automação sustentados pela rede IP – WiFi, CFTV, relógios de en- fermagem, etc. “Hoje não se vende projeto de relógio que não seja IP”, exemplifica. Além disso, a rede su- porta sistemas de telemedicina, ví- deo e digital media. A rede wireless atende às necessida- des médicas, como prescrição à beira do leito, além de servir para fornecer acesso à internet a pacientes e acom- panhantes. Tudo isso de maneira au- tomática e monitorada, sem oferecer risco à segurança do Hospital e aos da- dos dos pacientes, uma vez que ferra- mentas de controle como o Cisco ISE estão sendo utilizadas. A configuração da rede WiFi pre- vê a conexão de 12 a 15 usuários por Access Point (AP), que fazem a dis- tribuição automática da carga, sem in- tervenção da área de TI. “Precisáva- mos ter certeza da cobertura por cau- sa dos novos serviços aplicados sobre a rede corporativa. O segundo nível era a disponibilidade da rede para pa- cientes e acompanhantes”, relata De- nis Rodrigues. Também foi ativado o monitoramen- to de toda a infraestrutura através da utilização de software de gerencia- mento Cisco, permitindo rápida res- posta a incidentes. E a utilização de uma robusta plataforma de virtuali- zação das aplicações como ISE, wi- reless e softwares de gerenciamento, garantindo facilidade de manutenção, inclusão de novos serviços e, prin- cipalmente, economia de espaço no data center. n
  • 32. VOZ DO CLIENTE 32 Disponibilidade de dados em tempo real, dashboards de dados analíticos e indicadores estratégicos são alguns benefícios da adoção do SAP HANA e UCS, da Cisco. Iniciativa garante ganho de performance e redução de 50% dos gastos com energia mentos que atendessem à demanda por melhor eficiência operacional. O benefício foi percebido, principal- mente, no setor financeiro e diretoria. A migração para o UCS permitiu a centralização dos equipamentos em um único nó, possibilitando melhor utilização do espaço físico e redução dos gastos com energia, variando entre 40% e 50%, além de melhorias no gerenciamento. “Quando colocamos o UCS e o HANA, conseguimos centralizar vá- rias máquinas físicas e serviços em apenas um nó. Nossa performance aumentou, em média, 60%. Por en- quanto, temos uma estratégia simples: unificar e integrar. Quanto mais conse- guirmos escapar das máquinas físicas e centralizar, melhor para nós”, afirma Leonardo Simões, coordenador de TI e Telecom da Sete Brasil. Ele comenta que a escolha do UCS se deu após uma pesquisa com diversos A Sete Brasil, companhia que reúne investidores para cons- truir sondas no Brasil e, pos- teriormente, operá-las para a Petrobras na exploração do Pré-Sal, em parceria com a Accenture e a SAP, concluiu, em maio, a troca de servidores em blades físicas pela plataforma de UCS (Unified Computing System), da Cisco. A empresa também investiu na solução SAP HANA, para a análise de dados em tempo real e indicado- res estratégicos – todos funcionando sobre a plataforma Cisco. O projeto de integração contou com a ajuda da SAP, para o HANA e modelagem; enquanto a Accenture foi responsável pelo planejamento e implementação da infraestrutura Cisco. A equipe de TI buscava equipa- à BENEFÍCIOS A migração para o UCS permitiu à SETE Brasil: •Centralização dos equipamentos em um único nó •Melhor utilização do espaço físico •Redução dos gastos de energia em algo entre 40% e 50% •Melhorias no gerenciamento UCS ACELERA IMPLANTAÇÃO DE SAP HANA NA SETE BRASIL fornecedores. “A Cisco foi uma indica- ção da Accenture, que já é parceira da Sete Brasil. A empresa nos disse que o UCS seria o melhor, e realmente foi. Não tivemos problema”, avalia. A companhia tem quase todo seu parque tecnológico com soluções da Cisco, como call manager, switches de acesso, switches core, firewalls e IPS, e tem apostado também no projeto de IronPort, para segurança. “O projeto está em fase de planejamento e implemen- tação, mas as máquinas já estão aqui. Se tudo correr bem, será implantado até outubro”, antecipa Simões. O gestor considera o relacionamento com a Cisco excelente. “Já usei equipa- mentos da Cisco anteriormente e, pela experiência que tive, as tecnologias fo- ram as mais duráveis e geraram menos ‘dores de cabeça’. O relacionamento com eles é fantástico, desde a parte comercial, o projeto e planejamento até a implementação”, resume Simões. n “Temos uma estratégia simples: unificar e integrar. Quanto mais escaparmos das máquinas físicas e centralizarmos, melhor para nós” LEONARDO SIMÕES, RESPONSÁVEL PELA ÁREA DE TI E TELECOM DA SETE BRASIL
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  • 34. VOZ DO CLIENTE 34 U m negócio novo, com in- fraestrutura inovadora e modelo operacional igual- mente desafiador. Este era o cenário quando a Smiles tornou-se um programa de coalizão, empresa independente e com ações negocia- das em Bolsa de Valores, após oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) realizada em abril, na qual captou cerca de R$ 3 bilhões. Alguns meses antes do IPO, a Smiles iniciou o processo de independência, deixando de ser um departamento da companhia aérea e virando uma empresa do Grupo GOL, responsável pela administração do programa de relacionamento com clientes. Com isso, foi necessário buscar uma Massa de dados Saltando de 15 funcionários para 70 nesta nova fase, a recém-criada empresa teve como desafio a construção de uma infraestrutura completa e confiável em pouco tempo. “Éramos um departamen- to dentro de uma empresa e tivemos que, em poucos meses, operar em uma nova sede, com sistemas e controles próprios, e também com uma infra- estrutura adaptada à operação”, conta Pedro Dorico, CTO da Smiles S.A. Além de continuar sendo uma im- portante ferramenta de relacionamen- to com os clientes GOL, o Programa Smiles cresceu após o IPO, ampliando a relação com parceiros nos mais va- riados segmentos: bancos, cartões de crédito, lojas virtuais, grandes redes sede própria, com uma infraestrutura completa e adequada de comunicação – voz, dados e imagens. Contando com o apoio da A.Telecom, parceira da Cisco, tanto para a construção da nova rede 100% wireless, quanto para a manu- tenção da infraestrutura, sob o modelo conhecido pela sigla IaaS (Infrastructure as a Service), a Smiles teve disponível uma solução composta de LAN, WAN, Firewall, Wireless, Jabber e Be 6000. O pacote tecnológico permitiu ofertar uma plataforma de colabo- ração integrada, segura e adaptável às necessidades dos colaboradores e às diversas plataformas de BYOD (Android, Windows e Apple), conta Ricardo Amaral, consultor de negócios estratégicos da A.Telecom. SMILES DECOLA E OPTA POR REDE SEM FIO Administradora do segmento de recompensa e fidelização constrói infraestrutura de ponta para administrar dados de 9,3 milhões de participantes do Programa Smiles
  • 35. à CONECTIVIDADE Soluções disponíveis no novo escritório SMILES: 1. Unified Communications e Colaboração (Chat, Video e Voz) 2. Gestão unificada das plataformas 3. Confiabilidade 4. Segurança 5. Mobilidade 6. BYOD 7. CAAS 8. NAAS de varejo, postos de combustível, res- taurantes, hotéis, editoras, etc, além de seis empresas aéreas. “Milhas viraram uma moeda valiosa”, ressalta Dorico. Escritório na maleta Umdosrequisitosbásicosdarededeco- municação era a conectividade. Primeiro porque os sistemas da companhia estão distribuídos em dois data centers - Tivit e Oracle, acessados remotamente, e depois porque era unanimidade que o escritório fosse referência em inovação, inclusive em espaço de trabalho, sem mesa fixa e com a possibilidade de trabalho remoto. Assim, confirmou-se a ideia de que o escritório passasse a ser o laptop do profissional, com telefone, ou melhor, softphone, videoconferência e outras ferramentas de colaboração. “Em uma empresa como a Smiles, que oferece um alto valor agregado, com poucos funcionários, oferecer as ferramentas certas para garantir a produtividade é fundamental”, destaca Ricardo Amaral, da A.Telecom. Para a construção da infraestrutura, a Smiles avaliou várias soluções de mercado, optando finalmente pelos equipamentos da Cisco. Pedro Dorico revela que, como resultado da pesquisa de mercado e do benchmark, optou pela Cisco por vários fatores, principalmente funcionalidade e TCO (custo total de propriedade). “Encontramos nas solu- ções Cisco facilidade para administrar e maior integração”, pondera Dorico. Ao optar por rede sem fio, uma das preocupações do projeto foi a disponibi- lidade da infraestrutura. Dorico destaca que assim como a área administrativa de um banco, a Smiles não pode sofrer interrupção, principalmente no horário comercial. Qualquer parada impacta a produtividade da empresa e sua capa- cidade de atuar em processos críticos ligados à operação, como atendimen- to aos clientes, vendas e funções do backoffice da companhia, relacionados à emissão de passagens aéreas ou à venda dos produtos no e-commerce. Usabilidade Pedro Dorico diz que a infraestrutura estásendobemassimiladapeloscolabora- doresSmiles.Aredesemfioeosoftphone são utilizados por 100% das pessoas, inclusive porque o ambiente não prevê a instalação de terminais telefônicos sobre as mesas. O chat é utilizado por metade do grupo, e a videoconferência está em fase piloto. “No momento, fazemos um piloto para o tuning da solução”, indica o executivo da Smiles. Segundo ele, ao projetar a infraes- trutura, foram considerados economia com comunicação e espaço físico, assim como a facilidade de acesso e manu- tenção. Um dos itens ponderados foi a mão de obra. “Não contamos com espe- cialistas internos, toda a infraestrutura e o suporte de telecom são oferecidos como serviço, e o SLA foi ajustado aos requisitos da nossa operação”, ex- plica Pedro Dorico. A A.Telecom se responsabilizou tanto pela aquisição dos equipamentos, quanto pela instalação, operação e manutenção. n
  • 36. VOZ DO CLIENTE 36 Projeto da SESGE equipa 27 caminhões com sistemas de TI, comunicações e videomonitoramento para gerenciar grandes eventos nas cidades sedes gestão de eventos. Os veículos podem abrigar até 16 profissionais. Os caminhões funcionam como postos avançados de comando e controle, a partir dos quais agentes de diferentes Órgãos Públicos, como Polícia Federal, SAMU, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Civil dos Estados, coordenarão esforços em conjunto e terão acesso a informações integradas, agilizando a capacidade de resposta em relação a incidentes ou possíveis ameaças. Os operadores vizualizam, monitoram e analisam as informações para ajudar na tomada de decisões rápidas em situações de emergência e risco. Os centros móveis (CiCCMs) são capazes de monitorar e dar suporte a toda operação de segurança dos jogos nas Arenas, Fan Fests, hotéis e deslocamentos de delegações. De olho A infraestrutura de TI e os sistemas de comunicações e videomonitoramento permitem o monitoramento em tempo real, por meio de imagens de câmeras térmica e visual, instaladas no próprio caminhão, sistemas de comunicações via rádio, microondas e telefonia entre os operadores do centro e as equipes de campo, além de tecnologias inteligentes, especialmente desenhadas para a gestão de grandes eventos. A Medidata Grupo Amper foi res- ponsável por unir todos os sistemas de tecnologia da informação e processos A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), ligada ao Ministério da Justiça, anun- ciou a implementação de 27 Centros Integrados de Comando e Controle Móvel (CiCCM) que integram as ações de segurança pública nas cidades que sediam grandes eventos - Copa das Con- federações 2013, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, entre outros. Os centros móveis (CiCCMs), de- senvolvidos pelo Consórcio Rontan e Medidata e os fabricantes IBM e Cisco, são veículos (caminhões) adaptados e equipados com sistemas de comunica- ções, videomonitoramento e uma pla- taforma integrada de inteligência para à COMUNICAÇÃO E COLABORAÇÃO As tecnologias de comunicação e colaboração da Cisco adotadas pelo Centro de Comando incluem: •Roteadores e switches de alta perfomance •Pontos de acesso WiFi internos e externos •Sistema de telefonia IP •Plataforma IPICS – Cisco IP Interoperability and Collaboration System envolvidos no projeto. A empresa liderou o trabalho conjunto entre os parceiros de tecnologia, transformando o veículo efetivamente em um Centro Integrado de Comando e Controle. A IBM contribuirá com sua experiên­ cia em Cidades Inteligentes e com tecnologia de análise de dados para criar uma plataforma integrada que oferece inteligência para os agentes de segurança pública. Com a solução, será possível obter as informações necessárias para identificar rapida- mente possíveis incidentes, melhorar a identificação de ameaças e capacitar os operadores a responder mais rapi- damente a situações adversas. As tecnologias de comunicação e colaboração da Cisco incluem roteadores e switches de alta perfomance, pontos de acesso WiFi internos e externos, sistema de telefonia IP, além da pla- taforma IPICS - Cisco IP Interopera- bility and Collaboration System - que permite a interligação de forma rápida e confiável de todos os sistemas lega- dos de rádiocomunicação e telefonia das agências envolvidas na gestão da segurança dos eventos. “O centro móvel será fundamental para a gestão da segurança durante os grandes eventos ao reunir o que há de mais eficaz em tecnologia para respostas rápidas à incidentes e ameças”, afirma Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil. n SEGURANÇA A BASE DE TI E COMUNICAÇÃO
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  • 40. VOZ DO CLIENTE 40 Companhia forneceu equipamentos de rede e segurança para os data centers de São Paulo e Rio de Janeiro, e para as áreas comercial e call center estimativa é atingir uma participação de mercado de cerca 15% nos próximos anos, e um volume de transações que acompanhe essa estratégia; a longo prazo, a intenção é expandir o número de ban- deiras de cartões nacionais e regionais. O plano de negócios da Elavon prevê uma forte preesença em todo o território nacional. Mas, em função das dimensões continentais do Brasil, haverá também uma segmentação com prioridade às regiões de maior oportunidade. “A estrutura atual é suficiente para dar suporte a esta estratégia e, à medida que a empresa começar a ganhar esca- U ma das gigantes de credencia- mento de cartões de créditos, a Elavon, empresa que opera comasbandeirasinternacionais Visa, MasterCard, Discover e Diners, começou a operar no Brasil em 2011 e contou com a Cisco para o fornecimento de equipamentos de infraestrutura de seus data centers (São Paulo e Rio de Janeiro), dos escritórios comerciais e do contact center. A empresa é um dos maiores creden- ciadores globais de cartões, movimen- tando mais de US$ 300 bilhões por ano, e têm planos ambiciosos no País. Sua la, a expansão se dará naturalmente”, informa Eduardo Camasmie, diretor de TI da Elavon. Conexão internacional As transações que acontecem no Brasil passam pelos sites da companhia em São Paulo ou no Rio de Janeiro, depois são enviadas para os data centers nos EUA (Knoxville, Tennessee) e na Europa (Polônia e Varsóvia). No Brasil, a companhia tinha infra- estrutura da Panduit, com switches, firewalls e roteadores, e por meio da DMI adicionou soluções da Cisco, como switches core da série 4500, switches de acesso 3560, firewall, aceleração e roteadores para os links, para dar suporte à infraestrutura e auxiliar na gestão dos contratos de manutenção com os demais fornecedores. Expansão “Os switches escolhidos têm o perfil de gerar o diferencial que eles precisavam, que é o alto desempenho e a disponibi- lidade”, afirma Gabriela Giovanni, da área comercial e de vendas da Cisco do Brasil. Segundo ela, a escalabilidade foi pensada no projeto, com a adoção dos switches 4500, colocados como core de rede, e suportará o plano de expansão do cliente no Brasil. “Para atender o volume de transações, o projeto exi- gia segurança e robustez da rede, e eles conseguiram enxergar esse diferencial na Cisco”, declara Gabriela. Segundo a Elavon, em todas as fases do projeto a DMI foi responsável pelo suporte técnico e atendeu às suas neces- sidades. Segundo Eduardo Camasmie, o projeto – desenvolvido para suportar o momento de entrada no mercado brasi- leiro e início da operação comercial no País – terá uma evolução natural, “de acordo com a velocidade do crescimento dos negócios e a necessidade de atingir as metas traçadas estrategicamente pela direção da companhia”. n CISCO APOIA INSTALAÇÃO E EXPANSÃO DA ELAVON NO BRASIL
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  • 42. ENTREVISTA 42 LM: O que você destaca de marcos na área de virtualização de data centers? Santana: Para a Cisco foi o lança- mento da linha Nexus de switches de data center, em 2008, quando criou- -se uma mentalidade diferente de re- des para esses ambientes; outro marco importante foi o lançamento do UCS, que é um sistema de servidores para data centers mais modernos, com vir- tualização expressiva. Particularmen- te, gosto muito da área de redes vir- tuais, pois ela representa a “cola” de quase todos os conceitos de virtuali- zação, e que na Cisco é representada pelo Nexus 1000V. Fora da Cisco, eu diria que a principal referência foi pro- porcionada pela VMware, com a cria- ção de máquinas virtuais em servido- res x86. O conceito de virtualização já vinha acontecendo em várias outras soluções tecnoloógicas e essa ideia es- pecífica ajudou a viabilizar novos con- ceitos como automação de data cen- ters e computação em nuvem. LM: Há uma joint venture entre a VMware, Cisco e EMC, a VCE. Como isso é relatado no livro? Santana: Eu sou um grande admi- rador da VMware, por causa da re- volução que realizaram no data cen- ter. Inclusive usei uma seção inteira do livro para ressaltar o papel deles e, principalmente, o que a Cisco fez com o Nexus 1000V para evoluir a área de redes virtuais. LIVE Magazine: O que te motivou a escrever um material tão completo sobre virtualização em data centers? Gustavo Santana: A ideia surgiu por dois motivos. Primeiro, por uma frustração. Eu ouvia bastante, de muitas pessoas diferentes, que tecno­ logias para data center eram muito difíceis e complexas para iniciantes. E, desde o início da minha carreira nessa área, via muito material espa- lhado, com sites e livros que reuniam apenas partes das informações ne- cessárias para uma introdução satis- fatória. Eu mesmo nunca tinha pas- sado pela experiência de ver um ma- terial ou um treinamento comple- to sobre tecnologias de data centers. Além disso, um amigo meu, o Ale- xandre Moraes, lançou o seu livro “Cisco Firewalls”, em 2011, me mos- trando que realizar esse feito era algo difícil, mas possível. LM: Você tem 15 anos de experiên- cia nessa área, qual foi sua princi- pal dificuldade no início? Santana: Foi justamente agregar co- nhecimentos díspares e fazer a ligação entre diferentes áreas de especialização. Muitas vezes, após acessar diferentes re- ferências, eu tinha nítida a impressão que não havia muita ligação entre as tecno- logias de servidores, redes e armazena- mento. Em várias ocasiões, precisei pes- quisar bastante para entender profunda- mente o relacionamento entre essas áreas. PRIMEIRA OBRA COMPLETA SOBRE VIRTUALIZAÇÃO EM DATA CENTERS É LANÇADA PELA CISCO Gustavo Santana, formado em Engenharia da Computação no ITA, e atual arquiteto de Soluções Técnicas de Data Center da Cisco Brasil, lançou o livro “Data Center Virtualization Fundamentals”, um guia completo sobre aspectos da virtualização nesses ambientes. Em 900 páginas, Santana aborda a virtualização em data centers com foco nas áreas de redes, servidores e armazenamento. Em entrevista à LIVE Magazine, o executivo conta sua trajetória e discorre sobre conceitos e tecnologias, entre elas Nexus e UCS, da Cisco, e vSphere, da VMware, abordados na publicação. DATA CENTER VIRTUALIZATION FUNDAMENTALS, 900 PGS. DISPONÍVEL NO SITE DA CISCO PRESS, POR US$ 51.99
  • 43. 43 Essa seção é constituída de três capítulos baseados em ambientes de virtuali­zação de servidores, onde é detalhada a integração entre tecnolo- gias Cisco e VMware. Um outro ca- pítulo fala sobre computação em nu- vem de forma bem pragmática, por- que o assunto normalmente é envol- vido por uma camada muito espes- sa de marketing. Nele, explico que a padronização é um dos passos mais importantes para a implementação de um projeto de nuvem, já que possi- bilita a redução de processos de pro- visionamento e habilita a automação de ambientes de TI. Foi nesse contexto que encaixei o posicionamento da VCE, cujo pro- duto é o ‘Vblock’, intencionalmente definido como um “módulo padro- nizado de data center”. Assim, por exemplo, se eu precisar de mais 10 mil máquinas virtuais, posso com- prar um módulo de data center pron- to, que estará funcionando em cer- ca de cinco dias. Consequentemen- te, não preciso gastar esforços na in- tegração entre os inúmeros compo- nentes da solução, evitando atrasos e erros operacionais. LM: Como avalia a virtualização em data centers menores? Santana: Considero que esses locais têm uma grande vantagem em relação aos data centers de maior porte: a de ter equipes enxutas. Nessas empresas, existem pessoas que cuidam de áreas diferentes e, naturalmente, passam a ter uma visão de arquitetura mais am- pla. Por esse motivo, vejo uma adoção mais rápida de virtualização nos data centers menores. Quando um data cen- ter é muito grande, alguém tem que reali­zar a difícil tarefa de coordenar projetos de equipes diferentes. Um exemplo: vários clientes têm uma rede para dados e outra exclusi- va para acessar os dados armazena- dos. É possível virtualizar esses re- cursos e construir uma rede consoli- dada? Sim, mas a principal dificulda- de é como fazer essas equipes alinha- rem processos. LM: Então a gestão é a base de tudo? Santana: Com certeza. Tecnologias de virtualização estão disponíveis para todo mundo, ou seja, potencialmente, qualquer empresa pode comprar. No en- tanto, somente empresas que têm pro- cessos eficientes conse- guem transformar isso em vantagem competi- tiva. Portanto, é preciso gestão e conhecimento. Acredito piamente que aprendizagem é o prin- cipal catalisador desses processos. LM: A segurança é fun- damental para o suces- so dos data centers. Como a vir­tualização pode ajudar as empre- sas a manter os ambien- tes seguros? Santana: É muito mais fácil para um data center proteger seus usuários quando a segu- rança faz parte de todas as etapas de um projeto. Por exemplo, se a equipe de segurança não conhece redes vir- tuais e não domina os princípios que regem esses ambientes, como ela pode protegê-lo? A equipe de segurança faz parte dessa arquitetura e, por isso, deve compartilhar dessa visão. Em resumo, o livro é uma mensagem de “paz e harmonia” entre as equipes de um data center, pois se elas não ca- minharem na mesma direção, é mui- to difícil fazer uma estrutura tão com- plexa evoluir. LM: Qual a mensagem que deixa para os futuros leitores? Santana: Eu gostaria que esse li- vro fosse realmente proveitoso para esses profissionais e estudantes. No início da minha carreira senti muita falta de um material completo, foca- do na arquitetura desses ambientes, e que discutisse o relacionamento entre os seus diferentes dispositivos e tec- nologias. Escrevi esse livro como se fosse a fonte de informação que eu gostaria de ter lido quando comecei a trabalhar em data centers. n “O livro é uma mensagem de ‘paz e harmonia’ entre as equipes de um data center, pois se elas não caminharem na mesma direção, é muito difícil fazer uma estrutura tão complexa evoluir” GUSTAVO SANTANA, ARQUITETO DE SOLUÇÕES TÉCNICAS DE DATA CENTER DA CISCO DO BRASIL
  • 44. PARCEIRO 44 Cisco inicia ano fiscal apresentando a parceiros os drivers de sua estratégia: cloud computing, mobilidade e vídeo arquitetura da Cisco; Roberto Camanho, professor da FGV e especialista em estruturação de processos decisórios e estratégicos; e Marco Barcellos, diretor de marketing da Cisco. Marco Barcellos abriu e encerrou o evento convidando os parceiros a mergulharem nos novos conceitos tecnológicos. Apresentou o plano de marketing da companhia, incluindo a participação em eventos de mercado e as iniciativas da Cisco nesta área; O encontro da equipe de marketing da Cisco com seus pares dentro dos par- ceiros atrai cada vez mais participantes. Cerca de 50 profissio- nais estiveram no Partner Marketing Review, em agosto, em São Paulo. Eles acompanharam as palestras de Bruno Tasco, analista sênior do mercado de TI da Frost Sullivan, empresa inter- nacional de consultoria e inteligência de mercado; Marcelo Leite, diretor de 2014 JÁ COMEÇOU
  • 45. 45 explicou as campanhas publicitárias da empresa no Brasil e as ações desen- volvidas para fomentar os negócios do ecossistema Cisco, incluindo a revista Live Magazine. O objetivo do encontro foi mapear as tendências de mercado, o que foi apresentado por Tasco, e a partir delas indicar os caminhos já traçados pela Cisco para se manter líder em internet e suas adjacências no próximo ano. Tasco lembrou que, mesmo em momentos de crise econômica, como o atual, o setor de tecnologia da informação e comu- nicação (TIC) mantém o crescimento, mesmo que menor, porque contribui para a abertura de novas oportunidades pelas empresas e também auxilia no controle e na redução de custos. “Normalmente, o crescimento de TI em relação ao PIB varia entre 2 a 3 vezes. Mas começa a haver um desco- lamento. As economias têm investido mais em TI como forma de estimular o crescimento”, disse. No Brasil, o analista estima uma ex- pansão entre 8,5 a 9%. Segundo ele, o amadurecimento do setor está relaciona- do ao percentual de investimento feito em hardware, software e serviço. “Uma economia mais desenvolvida investe 30% em hardware. Quanto maior este percentual, menor a maturidade em TI”, ponderou, dizendo que o Brasil investe 55% em hardware; 30% em serviços; e 15% em software. Quem compra? Os parceiros da Cisco também ouvi- ram de Tasco dados importantes sobre seus interlocutores dentro das empresas, ou seja, os consumidores de TIC. “O CIO antes era mais responsável por tocar TI. Agora está mais próximo dos CFOs (gestores de finanças) e dos pre- sidentes das organizações”. Segundo o analista, o termo “tec- nologia de negócios” tem ganhado destaque quando comparado com a antiga abordagem de “tecnologia da informação”. A ideia desta nova premissa é transformar a informação em insights que trazem vantagem e diferencial competitivo para a empresa. Segundo levantamento feito pela Frost Sullivan, a agenda do CIO, neste final de 2013 e início de 2014, prioriza a terceirização da atividade de TI; análise do conceito de computação em nuvem; minimizar as ameaças de segurança da informação; oferecer so- luções móveis e colaborativas; e inovar com orçamentos limitados. As ofertas mais promissoras se confi- guram a partir das soluções baseadas em computação em nuvem – IaaS (infras- tructure as a service) e PaaS (platform as a service), SaaS (software as a service). No entanto, quase 70% das empresas (66,7%) não investirão em nuvem pú- blica nos próximos dois anos, devido a questões relacionadas a segurança, baixo conhecimento e regulação. Alinhamento Avaliando desafios e oportunidades, Marcelo Leite, da Cisco, anunciou o início do ano fiscal 2014 da companhia e ressaltou que o objetivo é aumentar a relevância das soluções Cisco para o negócio dos clientes. “A Cisco não quer ser a maior empresa em tamanho, aquela que tem o maior número de funcionários, por exemplo, mas quer ser sim a empresa de TI mais relevante para os clientes”, reforçou. Leite ratificou a ideia de que estamos à AGENDA DO CIO • Terceirização • Analise de Cloud Computing • Segurança • Mobilidade e Colaboração • Inovação ingressando na era da internet de todas as coisas, com 99% das coisas ainda não conectadas; 2,5 dispositivos por pessoa; e demanda por tráfego quatro vezes mais rápido, uma transição para o cloud computing. Outro indicador de alinhamento da Cisco com as tendências de mercado é a grande aceitação da solução de data center UCS, solução convergente, que reúne capacidade de processamento, armazenamento, rede e gestão unifi- cada. Segundo Leite, a Cisco hoje é o 2o fornecedor de plataforma de unified computing nos EUA e 3o no mundo. No Brasil, há 400 novos clientes de UCS. Porém, nenhuma dessas soluções ou indicadores de tendências retiram da Cisco o foco em networking. A companhia reforça, neste novo ano fiscal, as vantagens de se extrair valor da rede, sendo parte deste desafio o conceito SDN (software defined ne- twork) que já compõe o portfólio de soluções da companhia. Na esteira da internet de todas as coisas e as mudanças originadas a partir daí, a massa de dados gerada pelas pessoas, cada vez mais conectadas, leva à consolidação do big data. Para encerrar, Leite convidou os parceiros a trabalhar junto com a Cisco para fazer a internet de todas as coisas acontecer de forma relevante. Fechando o evento, Roberto Camanho propôs uma dinâmica na qual as pessoas foram divididas em grupos para analisar um business case. Com o resultado, o consultor discorreu sobre os diferentes modelos decisórios dentro das corpo- rações, reforçando que os latinos são mais emocionais e impulsivos. “Por isso, quando decidimos, assumi- mos um comportamento tão diferente dos norte-americanos”, afirmou Cam- panho. Segundo ele, um dos caminhos para uma decisão correta é sempre questionar decisões aparentemente óbvias, perguntando: “Por que Não?”. n
  • 46. PARCEIRO 46 No website da companhia estão disponíveis os canais “Soluções para PME” e o “Brasil E-commerce” Brasil. Nossa intenção é replicar nesse segmento o sucesso que temos junto a grandes empresas”, informa Paulo Sales, líder de canal SMB da Cisco. Portal SMB Ferramenta B2C (business to consu- mer), o “Soluções para PME” permite aos clientes procurar produtos, serviços e soluções; gerenciar transações; postar projetos de TI; e comprar em lojas virtuais de parceiros certificados. O microsite permite solicitar orçamentos, que são enviados confidencialmente para aos parceiros Cisco, mas não permite realização da transação on- line. “Toda transação é feita como sempre foi, no mundo físico”, enfatiza Paulo Sales. Marcia Oliveira, project manager do portal SMB, conta que se trata de uma iniciativa global que, no Brasil, foi iniciada com 8 parceiros instalados em São Paulo, mas com previsão de reunir empresas do Rio de Janeiro, S egundodadosdoIBGE(Insti- tuto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2012 as pequenas e médias empresas representaram 39% do PIB (Produto Interno Bruto) Nacional, o equivalente a US$ 282 bilhões, e somaram mais de 2,7 milhões de empresas. Um desem- penho que vem chamando a atenção de especialistas e um mercado para o qual a Cisco também olha com atenção, ao ponto de lançar, em agosto, duas iniciativas online de venda e relacio- namento com este grupo de empresas. A primeira iniciativa é o micro- site “Soluções para PME”, cujo foco é aumentar o relacionamen- to entre parceiros Cisco e clien- tes que atuam com as PMEs. A se- gunda é a página eletrônica “Brasil e-commerce” , que se dedica a em- presas que compram produtos Cisco pela internet. “O mercado SMB é, para a Cisco, uma grande aposta de crescimento no CISCO ANUNCIA ESTRATÉGIA ONLINE PARA ATUAÇÃO COM PMES Brasília, Recife, Porto Alegre, e outras cidades, conforme demanda. Foco Diferente do “Soluções para PME”, a página “Brasil E-commerce” tem foco na divulgação das empresas ‘credenciadas’ a vender produtos Cisco pela internet. Para participar, a empresa pre- cisa estar habilitada para a venda virtual de produtos SMB, atendendo a pré-requisitos como capacidade de transação comercial online, estoque de produtos para o mercado PME, ferra- mentas de criação de campanhas de marketing e prática da política de preço anunciado pela fabricante. Emerson Yoshimura, gerente de Novos Negócios da Cisco, conta que já estão cadastrados os parceiros Best Market e Balão da Informática, e diz que outras empresas também estão se adequando às regras. “A estimativa é que até o final do ano três outras empresas estejam cadastradas”, informa Yoshimura. n Brasil e-commerce (https://solucoespme.cisco.com) Soluções para PME (https://solucoespme.cisco.com)