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Resumos de História – 4ºteste
Ente 1985 e 1991 dão-se profundas alterações na história mundial traçada até
então. A Guerra Fria termina de forma inesperada, a Alemanha une-se novamente, a URSS
entra em declínio e desmembra-se e, finalmente, os EUA, sem outros concorrentes à altura,
tornam-se a maior potência mundial.
O início de 1985 na URSS torna-se fundamental para a continuidade da história
Russa até aos tempos de hoje. Em março Mikhail Gorbatchev, um homem novo e de ideais
mais liberais que os seus antecessores, é eleito secretário-geral do Partido Comunista.
Com a sua entrada no poder, Gorbatchev encara as necessidades e os problemas do
sistema soviético que vinham a piorar desde a era de Brejnev. Deste modo, dá início a uma
política de diálogo e aproximação ao Ocidente, nomeadamente dos EUA, com os quais
reinicia conversações no sentido de dar fim ao enorme conflito da Guerra Fria que vinha já
desde 1947. Assim, com o desarmamento por parte de ambas as potências, Gorbatchev
conseguiu canalizar a economia – que era em grande parte dirigida no sentido do
armamento e da militarização – para a reestruturação interna.
No sentido de ganhar o apoio popular para a renovação económica pretendida, a
perestroika (que significa reestruturação), o líder inicia, em simultâneo, a glasnost
(transparência), ou seja, uma medida que visa a abertura política, reconciliando o
socialismo com a democracia.
A perestroika tem como função descentralizar a economia, privatizando algumas
empresas, dando-lhe apoio e incentivando essa privatização através de enormes subsídios
que suportavam a sua falta de rentabilidade – criando assim uma balança económica
pouco viável, sustentada pela necessidade de abertura externa.
Por sua vez, a glasnost pretende motivar a população a acreditar na abertura
interna da nação. Assim, este projecto apelava à denúncia da corrupção e da censura
(abolindo-a), e à oportunidade de participação dos cidadãos na vida política. Em março de
1989 dão-se, neste sentido, as primeiras eleições verdadeiramente livres na URSS, que dão
poder ao Congresso dos Deputados do Povo.
No entanto, aquando do decorrer das políticas de Gorbatchov, os países de Leste
que se encontravam sob o domínio soviético, encontraram nesta “liberalização” política o
fomento para a sua contestação independentista que já vinha dos tempos de Brejnev,
nomeadamente porque, ao contrário do que se passara com os antecessores políticos
soviéticos, desta vez a sua revolta não contava com a intervenção militar russa, que até
então era utilizada para normalizar as situações de revolta popular. Além disso,
Gorbatchev considerava que as democracias populares eram um peso para a URSS e
concordou no afastamento daqueles países nos quais proliferavam os ideais liberais,
permitindo-os criar fronteiras e escolher o seu regime político.
Em 1989 inicia-se um período de democratização das nações que se encontravam
sob o domínio soviético. Dá-se, então, a abertura das fronteiras com o Ocidente e, a 9 de
novembro, cai o mundo de Berlim, dando descontinuidade à “cortina de ferro”,
preconizada por Churchill após a II Guerra Mundial.
Face à queda do muro, que durante quatro décadas dividia a Europa, a divisão da
Alemanha deixa de fazer sentido e, assim, esta reunifica-se no final de 1990, trazendo
consigo a dissolução do Pacto de Varsóvia e do COMECON, resultando num novo clima de
paz para a Europa já há tanto tempo ansiado.
Entretanto, a União Soviética debatia-se com graves problemas políticos e
económicos. Em primeiro lugar, a perestroika trouxera problemas que se tornavam
incontroláveis e a economia entrara, desse modo, num acentuado declínio. Em segundo
lugar, o desmembramento dos países de leste, iniciado com a Estónia que, em 1988, se
assume como estado soberano e em 1990 com a Lituânia que se desmembra oficialmente
da URSS, e a reunificação da Alemanha, impulsionara pela União Soviética os confrontos
étnicos e a propagação das ideias liberais.
Deste modo, Gorbatchev, que nunca quis a destruição da URSS, tenta parar o seu
declínio pela intervenção militar no Estados Bálticos. Assim, o líder começa a perder os
seus apoios mais liberais, nomeadamente de um dos seus ex-colaboradores, Boris Ieltsin,
que é eleito presidente da república da Rússia em 1991, marcando o fim a URSS.
Em 1991 a maioria das repúblicas da União declara a sua independência e, no final
desse ano, cria-se a CEI (Comunidade de Estados Independentes) que agrega 12 das 15
repúblicas que se tornaram independentes. Gorbatchev abandona finalmente a
presidência da URSS, já totalmente desintegrada.
A perestroika, que prometera uma melhoria das condições de vida a nível salarial,
de bens de consumo e de assistência social, tornara-se um fracasso económico. No entanto,
o fim desta política de economia planificada significa, também, o fim dos subsídios às
empresas, que necessitavam dos mesmos para rentabilizar os seus lucros. Por
conseguinte, muitas empresas entram em barrota, reunindo cada vez mais condições para
o caos económico da nação.
O desemprego floresce a um nível inimaginável e a liberalização dos preços
contribui para a inflação dos preços, a qual os salários não acompanham. Assim, muitas
famílias soviéticas perdem o seu sustento e veem-se sem meios de subsistência. Entre
estes apenas algumas pessoas enriquecem, conseguindo acumular grandes fortunas. Estes
apoderam-se das empresas privadas que faliram e, outros, canalizam os seus fundos para
investimentos no estrangeiro, fazendo com que, em meados dos anos 90, 45% do
rendimento nacional se encontrasse em 5% da população.
Além disso, também os novos países, independentes da União Soviética, viram-se
em crise económica. Com o afastamento da nação perdem também os seus subsídios e o
comércio torna-se, de modo geral, mais caro, criando um certo ambiente de caos
económico.
Externo à União Soviética, o mundo encontra-se sob a égide dos três polos de
desenvolvimento: os EUA, a União Europeia e a Ásia-Pacífico. Entre estes, é nos Estados
Unidos que se encontram as melhores condições políticas, económicas e sociais.
Esta superpotência mantém, até aos dias de hoje, a sua filosofia da “livre empresa”,
que fomenta toda a sua economia. O Estado-Nação mantém-se intacto, permitindo e
incentivando a privatização das empresas, cuja carga fiscal se torna mais baixa, os
encargos com a segurança social são diminutos e as restrições ao despedimento ou
deslocação de mão-de-obra são praticamente inexistentes.
A sua nação, de carácter pós-industrial, apresenta na sua base o poder do sector
terciário, que ocupa aproximadamente 75% da população ativa e é responsável por 70%
do PIB. É também o maior exportador de serviços do Mundo e a sua economia possui
momentos escassos de recessão. Além disso, também o sector agrícola e pecuário
apresenta níveis positivos para a sua economia, possuindo uma elevadíssima
produtividade.
Deste modo, a hegemonia dos EUA dá grandes frutos aquando da presidência de
Bill Clinton.
O presidente, querendo contrariar a crescente prevalência do comércio na União
Europeia, procura fazer crescer as relações económicas com o Sudeste Asiático,
revitalizando a APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico). Além disso, nasce nas suas
mãos a NAFTA (Acordo de Comércio Livre da América do Norte) que tem como objectivo,
semelhante ao da União Europeia, a livre circulação de capitais e mercadorias entre os
EUA, Canadá e México. No entanto, a NAFTA acaba por colocar as nações num estado de
dependência face aos Estados Unidos.
Além disso, a hegemonia norte-americana deve-se também ao grande avanço
tecnológico. A sua economia é de tal forma canalizada para a investigação científica que
esta nação continua a ser aquela que mais investe neste ramo. As novas tecnologias
tornam-se determinantes para o desenvolvimento de um país a partir de meados do
século XX e é tendo consciência deste facto que os EUA conseguem proliferar em relação
ao resto do mundo, sendo que o seu Estado financia 50% da investigação privada e efectua
encomendas dos mais sofisticados materiais militares e paramilitares. Finalmente, o seu
avanço tecnológico tão crescente deve-se também à criação dos tecnopólos – parques
gigantescos, associados às suas mais prestigiadas universidades, onde se encontram
laboratórios e fábricas de pesquisa e avanço tecnológico únicas até então -, sendo o mais
famoso Silicon Valley, na Califórnia, onde nasceu a internet.
Mas em que momento da história é que se pode delimitar o início da hegemonia
americana pós Guerra Fria? Este momento encontra-se descrito por muitos historiadores
como o ano de 1991, aquando da Guerra do Golfo, que fora proposta por George Bush
(pai) no sentido de iniciar uma nova ordem mundial cuja base se encontrava nos ideais
pós II Guerra Mundial, os mesmos que tinham sido o berço da ONU. Assim, a Guerra do
Golfo é iniciada como meio de libertação do Kuwait, um pequeno país petrolífero que
havia sido invadido pelo Iraque, e a supremacia americana torna-se mundialmente
conhecida pelo modo como as tropas iraquianas (4º maior exército mundial) nada
conseguiram contra as sofisticadas tecnologias militares da nação rival.
No entanto, o seu elevado estatuto perante o mundo gerou alguma controvérsia
quando, apercebendo-se do seu enorme poderio, o presidente Bush e, mais tarde, o filho
que o sucede, ditam algumas modificações da “Nova Ordem Mundial”.
Em primeiro lugar, impõe algumas sanções económicas, tais como o bloqueio do
mercado externo e interno, dos países que violassem os direitos humanos, possuíssem
uma política repressiva ou suportassem organizações terroristas, fazendo com que, em
1998, 75 países se encontrassem sob ou em risco de receber estas “punições”. Em segundo
lugar, reforçam o papel da OTAN, que devido ao declínio da URSS perdera as razões para
existir, e contrariam o seu papel unicamente defensivo, sendo que após 1991, esta
organização passa a ter o poder de intervir militarmente na Europa sempre que haja
razões para tal. Finalmente, os EUA assumem um papel militar mais ativo, sendo
protagonistas de inúmeras intervenções armadas de vários motivos, entre elas a do
combate ao terrorismo no Afeganistão, em 2001, e a destituição de regimes repressivos.
Este último factor conduz à polémica invasão do Iraque que, em 2003, consegue
derrubar o regime de Saddam Hussein. No entanto, as verdadeiras razões que levaram a
esta guerra levam a inúmeros debates e divergências de opiniões, fazendo com que o
regime político americano, na altura encabeçado por Bush (filho) perdesse a maioria do
seu apoio e crença. Deste modo, é em 2008 que se elege como novo presidente Barack
Obama, que trás consigo um clima de crença na mudança e na paz mundial.
Anos antes, também a Europa se debatia com a necessidade que vinha desde o
Tratado de Roma, de se unificar e unir o poder de todas as suas nações no sentido de
proliferar como uma superpotência e resolver alguns problemas económicos e sociais que
vinham ainda da II grande guerra.
A sua primeira necessidade foi a união aduaneira, ou seja, a livre circulação de
mercadorias. Neste sentido, a Comunidade Económica Europeia (CEE) cria um conjunto de
instituições que, semelhantes ao que fora feito na ONU, se encarregavam de diferentes
ramos económicos, sociais e políticos entre nações. Assim, os estados-membros
conseguem alcançar alguns resultados e tentam pôr em prática uma política agrícola
comum, um projecto de combate ao desemprego e um de ajuda às zonas menos
favorecidas do continente.
No entanto, as suas ideias e tentativas resultam apenas na perda de apoio e de
crença, sendo que no início dos anos 80 a Comunidade começa a colapsar. Felizmente, 5
anos depois, Jacques Delors entra na presidência da Comissão Europeia e faz sua
prioridade o renascer da CEE. Deste modo, Delors prende-se na necessidade de um avanço
económico como União Europeia, que se reflete na assinatura, em 1986, do Ato Único
Europeu, que previa para 1993 o estabelecimento do tão querido mercado único –
adicionando que não seria de livre circulação de mercadorias apenas, mas também das
pessoas, dos capitais e dos serviços, reunindo assim condições para uma verdadeira União
no continente.
Neste sentido, Delors publica o Livro Branco, onde estavam escritas as medidas a
tomar e os seus prazos, assim como um profundo estudo económico sobre os custos da
Europa se esta não se unisse como planificado. É então, em 1990, que o mercado livre se
torna finalmente uma realidade. Além disso, as nações começam a acreditar que esta
União poderá dar mais frutos, criando no horizonte novas medidas e ideias, tais como o
alargamento da moeda, da política migratória, da política externa e da defesa a nível
continental (daqueles que fizessem parte da União).
Estas crenças conduzem, em 1992, ao célebre Tratado de Maastricht, assinado na
cidade holandesa. Este tratado entra em vigor um ano depois e estabelece a existência da
conhecida União Europeia que temos nos dias de hoje. Esta é fundada em três pilares
principais: o comunitário, de cariz económico e, também, aquele à qual dão prioridade; o
político, de política externa e segurança comum (PESC) e, finalmente, o da cooperação nos
domínios da justiça e dos assuntos internos.
Assim, a criação da União Europeia traça uma nova ordem na Europa da qual
praticamente todas as nações querem fazer parte. Entretanto, a necessidade de uma
moeda única cresce e propaga-se, fazendo com que a 1 de janeiro de 1999 seja inaugurado
o euro, uma moeda única que, três anos mais tarde, é adotada por todos os países que
fazem parte da União.
Deste modo, a CE torna-se a maior potência comercial do mundo, com um PIB
semelhante ao dos EUA, um mercado interno estável e produtivo e uma mão de obra
relativamente qualificada, assim como uma rede de transportes e comunicações que
permite a livre circulação.
Infelizmente, no final do século XX a CE começa a perder a sua hegemonia face aos
Estados Unidos, devido à elevação da sua taxa de desemprego e envelhecimento da
população, entre outros factores.
[da Europa dos 9 à Europa dos 25]
[As Dificuldades de Construção de uma Europa Política]
Anos antes, na Ásia, que nos anos 50 ainda vivia longe do desenvolvimento
tecnológico, apostando nas atividades tradicionais, dá um salto e inicia-se um período de
desenvolvimento que o vai colocar nos grandes mercados mundiais, em conjunto com os
EUA e a Europa.
Este desenvolvimento inicia-se com o “Milagre Japonês” que ocorre principalmente
devido ao apoio dos Estados Unidos e à boa classe trabalhadora e mal paga. Esta nação
serve então de modelo à primeira geração de países industriais do Leste Asiático, que
ficaram conhecidos como “os quatro dragões” (ou tigres). Tal como ocorrera no Japão,
estes países possuíam trunfos que não se encontravam entre as superpotências mundiais:
mão de obra abundante e esforçada, assim como altamente barata. Assim, Hong Kong,
Singapura, Coreia do Sul e o Taiwan, conseguiram compensar a sua falta de terra arável, de
recursos mineiros e energéticos, de capitais e dos seus problemas de superpopulação.
Canalizam então os seus investimentos na indústria têxtil, automóvel, na construção naval
e nas novas tecnologias.
Apesar do êxito dos Novos Países Industrializados (NPI) estes possuíam dois
problemas de alguma gravidade. Em primeiro lugar, a sua excessiva dependência externa,
tanto em termos financeiros como energéticos, assim como no comércio, pois a maioria
das exportações dos seus produtos tinham como alvo o ocidente, o que significava que
qualquer perda dos negócios para com esses países iria abalar fortemente a sua economia.
Em segundo lugar, passara a existir um forte clima de rivalidade que separava estes países,
dado que aquilo que vendiam era semelhante e vinha das mesmas zonas.
Entretanto, dá-se um abrandamento da economia ocidental nos anos 70, fazendo
com que estes países perdessem grande parte do seu sustento comercial. Neste sentido, os
NPI viram-se para novos mercados e fornecedores, nomeadamente no Sudeste Asiático,
nos membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, que nascera em
1967), uma associação que englobava a Tailândia, a Malásia, a Indonésia e as Filipinas.
Estes países possuíam factores que os tornavam perfeitos para trocas comerciais com o
Japão e os “Quatro Dragões”, dado a sua abundância em matérias-primas, em recursos
energéticos e em bens alimentares que os NPI necessitavam.
Deste modo, os Estados do “arco do Pacífico” (como ficaram conhecidos) tornam-
se um polo económico de elevado volume de trocas inter-regionais, alterando também a
balança económica mundial, com o crescimento de Hong Kong e Singapura que passam a
fazer parte dos países mais ricos do mundo. No entanto, este crescimento tem também um
lado negativo; estas novas industrializações tornam a Ásia na região mais poluída do
mundo e onde a população carece de bens alimentares, é altamente pobre e explorada.
Entretanto, em Timor-Leste inicia-se uma necessidade de independência que é
iniciada com a independência da Indonésia, concedida pela Holanda em 1949 e, em 1974,
com a Revolução do 25 de Abril, que agita a colónia portuguesa.
Nascem então três partidos políticos: a União Democrática Timorense (UDT), que
defendia a união autónoma com Portugal; a Associação Popular Democrática Timorense
(APODETI), que defendia a integração com a Indonésia; e a Frente Revolucionária de
Timor-Leste Independente (FRETLIN), ligada aos ideais de esquerda.
O confronto destes três partidos tem inicio em 1975 e a sua violência foge ao poder
de Portugal, que acaba por se retirar de Timor e reconhecer, formalmente, a legitimidade
de um novo governo. Em 7 de dezembro do mesmo ano o líder indonésio Suharto ordena a
invasão do território timorense, fazendo com que Portugal apelasse ao apoio das Nações
Unidas, que condenavam a ocupação no território. Infelizmente, devido à grande violência
da Indonésia, que se estima ter morto mais de 200 mil timorenses, Timor passa
formalmente a fazer parte da Indonésia.
Entretanto, a FRETLIN, escondida nas montanhas, inicia um período de terror a
tentar combater a Indonésia, resultando em mais timorenses mortos no massacre do
cemitério de Santa Cruz, em 1991. No ano seguinte, dá-se a prisão do líder da resistência,
Xanana Gusmão, uma notícia amplamente divulgada. A ajuda dos media tornam Timor no
centro da atenção mundial e mobilizam a opinião pública, conseguindo cada vez mais
apoios, nomeadamente em 1996, quando o Prémio Nobel da Paz é atribuído ao bispo de
Díli e ao representante da Resistência Timorense, Ramos Horta.
No final dos anos 90, fortemente pressionada pelo mundo e principalmente pelos
seus parceiros da ASEAN, a Indonésia aceita que o povo timorense decida o seu futuro
através de um referendo marcado para agosto de 1999. Entretanto, as suas mílicias
armadas iniciam um período de violência e intimidação dos timorenses no sentido de os
manter. No entanto, o referendo, supervisionado pelas Nações Unidas, dá uma
“inequívoca” vitória a Timor, desencadeando mais uma momento de caos e terror por
parte das milícias armadas. A missão UNAMET (das Nações Unidas) é obrigada a retirar-se
e mais uma vez os timorenses ficam sob o regime de terror e violência da Indonésia.
Nesta onda de indignação e de solidariedade do Mundo é enviada uma nova força
de paz multinacional, patrocinada pelas Nações Unidas, que finalmente encaminha o
território para a independência. Em 2002 nasce oficialmente a República Democrática de
Timor-Leste.
Infelizmente, a paz não durou muito tempo e em 2006 abate-se uma gravíssima
crise político-militar no território. Uma nova onda de violência começa e é novamente
destacada uma missão de paz cujo mandato é vê-se inicialmente para 6 meses, no entanto
é obrigado a prolongar-se por falta de autonomia timorense.
Entretanto, na China, o fracasso económico do maoísmo e após a sua morte, em
1976, a nação vê-se obrigada a repensar as suas políticas de desenvolvimento. Neste
sentido, o território chinês vai abolir por completo a antiga política colectivista, virada
para a autarcia, em prol da sua modernização. Integra-se, então, nos sistemas financeiros e
comerciais internacionais e adopta as regras da economia de mercado mundiais,
colocando-o assim sob um sistema financeiro capitalista, algo inimaginável no período
Mao.
Esta necessidade de mudança é assumida por Deng, um comunista que Mao havia
afastado durante a Revolução Cultural. Este líder segue uma nova política pragmática, na
qual divide a China em duas áreas geográficas distintas: o interior, essencialmente rural e
totalmente resguardado da influência externa – mantendo assim a política repressiva até
então conhecida, na qual parte da população, ainda sem conhecimentos e em grande parte
analfabeta, prossegue o seu trabalho precário de inúmeras horas por semana (semelhante
à escravatura); e o litoral, que se abre ao capitalismo estrangeiro.
Assim, com esta divisão, a China inicia no litoral uma vaga de grande
desenvolvimento industrial e económico que o espaço rural não acompanha. Em cerca de
quatro anos o sistema agrário é totalmente reestruturado, as terras são descoletivizadas e
entregues, em regimes de arrendamento a longo prazo, aos camponeses, podendo
comercializar os seus excedentes no mercado livre. Deste modo, a produção agrícola
cresce em cerca de 50% em apenas cinco anos. Por sua vez, a indústria sofre uma
modificação radical, abandonando a indústria pesada em prol dos produtos de consumo e
a autarcia em favor da exportação.
O sistema de “Porta Aberta” adotado na era Deng dá grandes resultados e, em
1980, quatro cidades chinesas são consideradas “Zonas Económicas Especiais”, dotadas de
uma legislação ultraliberal, altamente favoráveis aos negócios. Assim, as empresas de todo
o Mundo são convidadas a estabelecer-se nestas áreas, sendo que em 1983 foram
assinados 188 contratos com multinacionais estrangeiras de todas as áreas económicas e
industriais.
Além disso, dá-se também uma política de aproximação económica e política entre
as duas grandes potências do Pacífico, sendo que em 1978 é finalmente celebrado o
tratado de paz com o Japão, que põe fim á sua rivalidade que vinha da II Guerra Mundial.
Finalmente, a China reata também relações com Washington, que havia sido interrompida
na República Popular.
O país integra-se na vida económica mundial. Em 1980 adere ao FMI e ao Banco
Mundial e em 1986 candidata-se oficialmente ao GATT. Assim, o seu crescimento
económico cresce a um nível impressionante e, em 2007, o PIB chinês torna-se o quarto
maior do mundo.
Entretanto, após longas negociações com o Reino Unido e Portugal, a China
consegue mais um avanço na sua geografia, quando consegue a integração de Hong Kong e
Macau, negociando que estas colónias iriam ter um elevado grau de autonomia durante
pelo menos 50 anos após a sua integração, iriam possuir um funcionamento democrático e
até uma moeda própria.
No entanto, a sua política não se encontra na base daquilo que esta demonstra ao
mundo, o que gera alguns problemas. As desigualdades entre o litoral e o interior crescem
imenso ao longo dos anos, criando algumas ideias de revolta na população mais liberal.
Além disso, o Partido Comunista continua a ser um Partido Único e, ao contrário do seu
sistema económico liberal, mantém uma política esquerdista repressiva que tenta ocultar
para o exterior. Em 1989 uma revolta juvenil propõe a liberalização política, no entanto
esta acaba em tragédia quando o exército chinês investe contra os jovens em Pequim.
Entretanto, no continente africano, o fim da Guerra Fria, que trouxera esperanças
de melhorias nas condições de vida social, económica e política, verificou-se ainda mais
caótica para grande parte do Terceiro Mundo.
Assim, a África Subsariana afundou-se na miséria, com fortes fomes, epidemias,
rivalidades étnicas e ditaduras ferozes. Independentemente da sua riqueza em matérias-
primas, África é, desde sempre, um mundo posto de parte, abusado, escravizado e
sobreexplorado, de modo que as suas riquezas, mesmo após todas as mudanças que se
viram no século XX, continuavam a ser compradas a preço irrisórios, criando uma enorme
disparidade entre as importações e as exportações. Além disso, o crescimento acelerado
da população impede o desenvolvimento a nível de educação e de cuidados de saúde,
aumentando também a dependência de bens estrangeiros para a sua população. Por
conseguinte, são criadas enormes disparidades com o exterior, resultando em enormes
dívidas que são pagas com novos empréstimos, deixando o continente a afundar-se cada
vez mais em juros e dívidas externas. Finalmente, é também um local com poucas ajudas
internacionais, que se vão retirando sob o pretexto de que os seus fundos eram desviados
para a compra de armas e para contas particulares dos governadores.
Além dos problemas de pobreza e subnutrição encontra-se ainda um novo surto de
pestes: a sida, a tuberculose, entre outras. Em 2002 é estimado que três quartos da
população infectada com o vírus do HIV eram africanos. Assim, a esperança média de vida
de alguns países regrediu de 24 a 33 anos. A isto junta-se a guerra e os conflitos, além de
étnicos, gerados pelas fronteiras deixadas nas ex-colónias pelos países que a regiam.
Por sua vez, a América Latina viveu até às últimas décadas do século XX numa crise
económica gravíssima e viu-se sem qualquer suporte.
Os anos 60 e 70 foram vividos sob a necessidade e tentativa de estabilizar a
economia e de ganhar independencia face ao estrangeiro. Iniciou-se, então, uma política
industrial proteccionista com vista a substituir as importações. No entanto, esta política
contou com recurso de inúmeros empréstimos vindos de organismos internacionais e de
instituições privadas de crédito. Mal geridos, estes empréstimos levaram ao colapso
económico latino-americano, nos anos 80 a retracção económica e a subida dos juros
impediram a liquidação atempada dos empréstimos, resultando na declaração de
insolvência por parte de vários países, entre eles o México, em 1982.
A comunidade latino-americana foi assim considerada a mais endividada do
Mundo. Muitos apoios tentaram recalcar e diminuir a dívida externa, mas impuseram
medidas severas de austeridades que permitissem o equilíbrio económico, tais como os
despedimentos, a diminuição de salários, o fim dos subsídios e o corte nas despesas de
apoio social. Por conseguinte, a população da América-Latina caiu na pobreza extrema.
Neste sentido, procura-se a salvação económica numa política neoliberal,
altamente virada para as exportações e semelhante à realizada pelos NPI. O seu pioneiro
foi o Chile, com Augusto Pinochet, que nos anos 80 conseguiu algum êxito. A sua primeira
medida reflectiu-se na privatização do sector estatal, sujeitando-o à lei da concorrência e
procurando colocar a sua economia no mercado mundial.
Isto resultou num crescimento notável no comércio, no entanto não foi suficiente
para resolver os problemas económicos que estes países enfrentavam. Em 2001 cerca de
214 milhões de latino-americanos ainda viviam no luto da pobreza e alguns países
encontravam-se no total caos económico.
Além disso, o poder de Fidel Castro em Cuba, que anos antes trouxera o medo aos
EUA da propagação do comunismo, fundamentara por parte da superpotência a criação de
regimes ditatoriais nos países vizinhos à nação comunista. Poucos eram os países que
possuíam liberdade eleitoral, sendo que a maioria vivia em regimes repressivos, que não
contribuíam positivamente para o avanço económico e social da américa-latina. Deste
modo, a partir dos anos 60 e principalmente nos anos 70, iniciaram-se processos graves de
guerrilhas e guerras civis que pretendiam a liberdade, contribuindo ainda mais para o
atraso das regiões. Nos anos 80, por sua vez, sentiu-se a necessidade da democracia nestes
locais, o que levou à queda dos autoritarismos, que foram substituídos pela tão querida
liberalização democrática, feita por políticos civis, eleitos por sufrágio popular.
Por sua vez, no Médio Oriente e nos Balcãs a zona vive um período muito mais
caótico que qualquer outro.
A sua zona instável vai assumindo um protagonismo cada vez maior. As suas
guerras iniciam-se pelos mais variados motivos, entre eles a riqueza petrolífera e o avanço
dos fundamentalistas.
A reação extremista à ocidentalização sofrida pelas sociedades muçulmanas
durante o domínio estrangeiro reflete-se na propagação de guerras por toda a zona do
Médio Oriente. Os fundamentalistas consideram-se os únicos depositários da verdadeira fé
e pretendem preservar, na íntegra, os seus conhecimentos, regendo-se religiosa, social, e
politicamente pelas ideias escritas no Corão. Estes movimentos têm inicio no Irão, em
1979, com uma revolução contra a posse americana, que resulta na instauração de um
Estado Teocrático.
Entretanto, é criado o projecto da ONU que visa a partilha do território
palestiniano e a proclamação do Estado de Israel, a cidade Santa dos Judeus, que
encontrariam nesse território a sua casa após os horrores vividos na II Guerra Mundial. No
entanto, este projecto recebeu uma forte rejeição por parte do povo palestiniano e do povo
árabe em geral, dando o começo a vários conflitos armados entre os dois povos.
A resistência israelita, que consegue sobreviver aos ataques inimigos dos seus
vizinhos é conseguida devido ao forte apoio dos EUA e pelos judeus de todo o mundo, que
concordavam com o sionismo, que proclamava Israel como terra santa que pertencia aos
judeus. Por outro lado, também os árabes defendem a terra que há séculos lhes pertencia.
Isto desemboca em consequentes conflitos e, além disso, leva os israelitas a ocuparem os
territórios reservados aos Palestinianos. Assim, a revolta palestiniana cresce com a criação
da OLP (Organização de Libertação da Palestina), liderada por Arafat.
Entre o clima de guerra acontece uma violenta revolta juvenil, a Intifada, que leva
os EUA a pressionarem Israel para abrir negociações com a OLP. Conduzidas secretamente
em Oslo, a discussão resulta no primeiro acordo israelo-palestiniano, assinado em 1993,
em Washington, estabelece o reconhecimento das duas partes e renúncia à luta armada.
No entanto, este acordo é confrontado com vários obstáculos, desde a oposição
fundamentalista à resistência judaica. Assim, é após o assassinato de Rabin, em 1995, por
um fanático judeu, que o acordo cai em declínio e a paz degrada-se. A violência aumenta
em grande escala e o exército judaico tenta responder com intervenções ainda mais
destruidoras, criando o caos. Assim, em 2001, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon,
ordena a construção de um extenso muro que isola a Cisjordânia – que remete para a
vergonha do Muro de Berlim.
Por sua vez, na zona dos Balcãs, a Jugoslávia vivia em paz desde 1946, com a
subida ao poder por Tito, que soube reconhecer as divergências de nacionalidades, línguas
e religiões no país e optou por transformá-lo num Estado Federal composto por seis
repúblicas.
No entanto, após a sua morte em 1991, a Eslovénia e a Croácia declaram a sua
independência, desencadeando a guerra por parte do presidente sérvio que impedia a
fragmentação do país. O conflito cessa um ano depois com o contributo da ONU.
Pouco depois, a Bósnia-Herzegovina proclama a independência, reacendendo a
chama da guerra, colocando Sarajevo (a sua capital) numa situação desesperada. A Guerra
na Bósnia torna-se o centro do mundo e a Europa vê novamente o terror da II Guerra
Mundial, com a mesmas violência e as mesmas atrocidades.
Finamente, após muitos impasses e negociações, a OTAN põe fim ao conflito
armado e conduz os acordos de Dayton (1995), que dividem o território em duas
comunidades autónomas. No entanto, o fim da década trás novamente o pesadelo aos
Balcãs, nomeadamente na região de Kosovo, na qual se desenrola uma operação de
“limpeza étnica” à qual a OTAN tenta intervir. Por fim, o presidente Milosevic considera-se
vencido e Kosovo é colocado sob a proteção das Nações Unidas.

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Resumos de história 5ºteste 12ºano

  • 1. Resumos de História – 4ºteste Ente 1985 e 1991 dão-se profundas alterações na história mundial traçada até então. A Guerra Fria termina de forma inesperada, a Alemanha une-se novamente, a URSS entra em declínio e desmembra-se e, finalmente, os EUA, sem outros concorrentes à altura, tornam-se a maior potência mundial. O início de 1985 na URSS torna-se fundamental para a continuidade da história Russa até aos tempos de hoje. Em março Mikhail Gorbatchev, um homem novo e de ideais mais liberais que os seus antecessores, é eleito secretário-geral do Partido Comunista. Com a sua entrada no poder, Gorbatchev encara as necessidades e os problemas do sistema soviético que vinham a piorar desde a era de Brejnev. Deste modo, dá início a uma política de diálogo e aproximação ao Ocidente, nomeadamente dos EUA, com os quais reinicia conversações no sentido de dar fim ao enorme conflito da Guerra Fria que vinha já desde 1947. Assim, com o desarmamento por parte de ambas as potências, Gorbatchev conseguiu canalizar a economia – que era em grande parte dirigida no sentido do armamento e da militarização – para a reestruturação interna. No sentido de ganhar o apoio popular para a renovação económica pretendida, a perestroika (que significa reestruturação), o líder inicia, em simultâneo, a glasnost (transparência), ou seja, uma medida que visa a abertura política, reconciliando o socialismo com a democracia. A perestroika tem como função descentralizar a economia, privatizando algumas empresas, dando-lhe apoio e incentivando essa privatização através de enormes subsídios que suportavam a sua falta de rentabilidade – criando assim uma balança económica pouco viável, sustentada pela necessidade de abertura externa. Por sua vez, a glasnost pretende motivar a população a acreditar na abertura interna da nação. Assim, este projecto apelava à denúncia da corrupção e da censura (abolindo-a), e à oportunidade de participação dos cidadãos na vida política. Em março de 1989 dão-se, neste sentido, as primeiras eleições verdadeiramente livres na URSS, que dão poder ao Congresso dos Deputados do Povo. No entanto, aquando do decorrer das políticas de Gorbatchov, os países de Leste que se encontravam sob o domínio soviético, encontraram nesta “liberalização” política o fomento para a sua contestação independentista que já vinha dos tempos de Brejnev, nomeadamente porque, ao contrário do que se passara com os antecessores políticos soviéticos, desta vez a sua revolta não contava com a intervenção militar russa, que até então era utilizada para normalizar as situações de revolta popular. Além disso, Gorbatchev considerava que as democracias populares eram um peso para a URSS e concordou no afastamento daqueles países nos quais proliferavam os ideais liberais, permitindo-os criar fronteiras e escolher o seu regime político. Em 1989 inicia-se um período de democratização das nações que se encontravam sob o domínio soviético. Dá-se, então, a abertura das fronteiras com o Ocidente e, a 9 de novembro, cai o mundo de Berlim, dando descontinuidade à “cortina de ferro”, preconizada por Churchill após a II Guerra Mundial. Face à queda do muro, que durante quatro décadas dividia a Europa, a divisão da Alemanha deixa de fazer sentido e, assim, esta reunifica-se no final de 1990, trazendo consigo a dissolução do Pacto de Varsóvia e do COMECON, resultando num novo clima de paz para a Europa já há tanto tempo ansiado.
  • 2. Entretanto, a União Soviética debatia-se com graves problemas políticos e económicos. Em primeiro lugar, a perestroika trouxera problemas que se tornavam incontroláveis e a economia entrara, desse modo, num acentuado declínio. Em segundo lugar, o desmembramento dos países de leste, iniciado com a Estónia que, em 1988, se assume como estado soberano e em 1990 com a Lituânia que se desmembra oficialmente da URSS, e a reunificação da Alemanha, impulsionara pela União Soviética os confrontos étnicos e a propagação das ideias liberais. Deste modo, Gorbatchev, que nunca quis a destruição da URSS, tenta parar o seu declínio pela intervenção militar no Estados Bálticos. Assim, o líder começa a perder os seus apoios mais liberais, nomeadamente de um dos seus ex-colaboradores, Boris Ieltsin, que é eleito presidente da república da Rússia em 1991, marcando o fim a URSS. Em 1991 a maioria das repúblicas da União declara a sua independência e, no final desse ano, cria-se a CEI (Comunidade de Estados Independentes) que agrega 12 das 15 repúblicas que se tornaram independentes. Gorbatchev abandona finalmente a presidência da URSS, já totalmente desintegrada. A perestroika, que prometera uma melhoria das condições de vida a nível salarial, de bens de consumo e de assistência social, tornara-se um fracasso económico. No entanto, o fim desta política de economia planificada significa, também, o fim dos subsídios às empresas, que necessitavam dos mesmos para rentabilizar os seus lucros. Por conseguinte, muitas empresas entram em barrota, reunindo cada vez mais condições para o caos económico da nação. O desemprego floresce a um nível inimaginável e a liberalização dos preços contribui para a inflação dos preços, a qual os salários não acompanham. Assim, muitas famílias soviéticas perdem o seu sustento e veem-se sem meios de subsistência. Entre estes apenas algumas pessoas enriquecem, conseguindo acumular grandes fortunas. Estes apoderam-se das empresas privadas que faliram e, outros, canalizam os seus fundos para investimentos no estrangeiro, fazendo com que, em meados dos anos 90, 45% do rendimento nacional se encontrasse em 5% da população. Além disso, também os novos países, independentes da União Soviética, viram-se em crise económica. Com o afastamento da nação perdem também os seus subsídios e o comércio torna-se, de modo geral, mais caro, criando um certo ambiente de caos económico. Externo à União Soviética, o mundo encontra-se sob a égide dos três polos de desenvolvimento: os EUA, a União Europeia e a Ásia-Pacífico. Entre estes, é nos Estados Unidos que se encontram as melhores condições políticas, económicas e sociais. Esta superpotência mantém, até aos dias de hoje, a sua filosofia da “livre empresa”, que fomenta toda a sua economia. O Estado-Nação mantém-se intacto, permitindo e incentivando a privatização das empresas, cuja carga fiscal se torna mais baixa, os encargos com a segurança social são diminutos e as restrições ao despedimento ou deslocação de mão-de-obra são praticamente inexistentes. A sua nação, de carácter pós-industrial, apresenta na sua base o poder do sector terciário, que ocupa aproximadamente 75% da população ativa e é responsável por 70% do PIB. É também o maior exportador de serviços do Mundo e a sua economia possui momentos escassos de recessão. Além disso, também o sector agrícola e pecuário apresenta níveis positivos para a sua economia, possuindo uma elevadíssima produtividade.
  • 3. Deste modo, a hegemonia dos EUA dá grandes frutos aquando da presidência de Bill Clinton. O presidente, querendo contrariar a crescente prevalência do comércio na União Europeia, procura fazer crescer as relações económicas com o Sudeste Asiático, revitalizando a APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico). Além disso, nasce nas suas mãos a NAFTA (Acordo de Comércio Livre da América do Norte) que tem como objectivo, semelhante ao da União Europeia, a livre circulação de capitais e mercadorias entre os EUA, Canadá e México. No entanto, a NAFTA acaba por colocar as nações num estado de dependência face aos Estados Unidos. Além disso, a hegemonia norte-americana deve-se também ao grande avanço tecnológico. A sua economia é de tal forma canalizada para a investigação científica que esta nação continua a ser aquela que mais investe neste ramo. As novas tecnologias tornam-se determinantes para o desenvolvimento de um país a partir de meados do século XX e é tendo consciência deste facto que os EUA conseguem proliferar em relação ao resto do mundo, sendo que o seu Estado financia 50% da investigação privada e efectua encomendas dos mais sofisticados materiais militares e paramilitares. Finalmente, o seu avanço tecnológico tão crescente deve-se também à criação dos tecnopólos – parques gigantescos, associados às suas mais prestigiadas universidades, onde se encontram laboratórios e fábricas de pesquisa e avanço tecnológico únicas até então -, sendo o mais famoso Silicon Valley, na Califórnia, onde nasceu a internet. Mas em que momento da história é que se pode delimitar o início da hegemonia americana pós Guerra Fria? Este momento encontra-se descrito por muitos historiadores como o ano de 1991, aquando da Guerra do Golfo, que fora proposta por George Bush (pai) no sentido de iniciar uma nova ordem mundial cuja base se encontrava nos ideais pós II Guerra Mundial, os mesmos que tinham sido o berço da ONU. Assim, a Guerra do Golfo é iniciada como meio de libertação do Kuwait, um pequeno país petrolífero que havia sido invadido pelo Iraque, e a supremacia americana torna-se mundialmente conhecida pelo modo como as tropas iraquianas (4º maior exército mundial) nada conseguiram contra as sofisticadas tecnologias militares da nação rival. No entanto, o seu elevado estatuto perante o mundo gerou alguma controvérsia quando, apercebendo-se do seu enorme poderio, o presidente Bush e, mais tarde, o filho que o sucede, ditam algumas modificações da “Nova Ordem Mundial”. Em primeiro lugar, impõe algumas sanções económicas, tais como o bloqueio do mercado externo e interno, dos países que violassem os direitos humanos, possuíssem uma política repressiva ou suportassem organizações terroristas, fazendo com que, em 1998, 75 países se encontrassem sob ou em risco de receber estas “punições”. Em segundo lugar, reforçam o papel da OTAN, que devido ao declínio da URSS perdera as razões para existir, e contrariam o seu papel unicamente defensivo, sendo que após 1991, esta organização passa a ter o poder de intervir militarmente na Europa sempre que haja razões para tal. Finalmente, os EUA assumem um papel militar mais ativo, sendo protagonistas de inúmeras intervenções armadas de vários motivos, entre elas a do combate ao terrorismo no Afeganistão, em 2001, e a destituição de regimes repressivos. Este último factor conduz à polémica invasão do Iraque que, em 2003, consegue derrubar o regime de Saddam Hussein. No entanto, as verdadeiras razões que levaram a esta guerra levam a inúmeros debates e divergências de opiniões, fazendo com que o regime político americano, na altura encabeçado por Bush (filho) perdesse a maioria do seu apoio e crença. Deste modo, é em 2008 que se elege como novo presidente Barack Obama, que trás consigo um clima de crença na mudança e na paz mundial.
  • 4. Anos antes, também a Europa se debatia com a necessidade que vinha desde o Tratado de Roma, de se unificar e unir o poder de todas as suas nações no sentido de proliferar como uma superpotência e resolver alguns problemas económicos e sociais que vinham ainda da II grande guerra. A sua primeira necessidade foi a união aduaneira, ou seja, a livre circulação de mercadorias. Neste sentido, a Comunidade Económica Europeia (CEE) cria um conjunto de instituições que, semelhantes ao que fora feito na ONU, se encarregavam de diferentes ramos económicos, sociais e políticos entre nações. Assim, os estados-membros conseguem alcançar alguns resultados e tentam pôr em prática uma política agrícola comum, um projecto de combate ao desemprego e um de ajuda às zonas menos favorecidas do continente. No entanto, as suas ideias e tentativas resultam apenas na perda de apoio e de crença, sendo que no início dos anos 80 a Comunidade começa a colapsar. Felizmente, 5 anos depois, Jacques Delors entra na presidência da Comissão Europeia e faz sua prioridade o renascer da CEE. Deste modo, Delors prende-se na necessidade de um avanço económico como União Europeia, que se reflete na assinatura, em 1986, do Ato Único Europeu, que previa para 1993 o estabelecimento do tão querido mercado único – adicionando que não seria de livre circulação de mercadorias apenas, mas também das pessoas, dos capitais e dos serviços, reunindo assim condições para uma verdadeira União no continente. Neste sentido, Delors publica o Livro Branco, onde estavam escritas as medidas a tomar e os seus prazos, assim como um profundo estudo económico sobre os custos da Europa se esta não se unisse como planificado. É então, em 1990, que o mercado livre se torna finalmente uma realidade. Além disso, as nações começam a acreditar que esta União poderá dar mais frutos, criando no horizonte novas medidas e ideias, tais como o alargamento da moeda, da política migratória, da política externa e da defesa a nível continental (daqueles que fizessem parte da União). Estas crenças conduzem, em 1992, ao célebre Tratado de Maastricht, assinado na cidade holandesa. Este tratado entra em vigor um ano depois e estabelece a existência da conhecida União Europeia que temos nos dias de hoje. Esta é fundada em três pilares principais: o comunitário, de cariz económico e, também, aquele à qual dão prioridade; o político, de política externa e segurança comum (PESC) e, finalmente, o da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos. Assim, a criação da União Europeia traça uma nova ordem na Europa da qual praticamente todas as nações querem fazer parte. Entretanto, a necessidade de uma moeda única cresce e propaga-se, fazendo com que a 1 de janeiro de 1999 seja inaugurado o euro, uma moeda única que, três anos mais tarde, é adotada por todos os países que fazem parte da União. Deste modo, a CE torna-se a maior potência comercial do mundo, com um PIB semelhante ao dos EUA, um mercado interno estável e produtivo e uma mão de obra relativamente qualificada, assim como uma rede de transportes e comunicações que permite a livre circulação. Infelizmente, no final do século XX a CE começa a perder a sua hegemonia face aos Estados Unidos, devido à elevação da sua taxa de desemprego e envelhecimento da população, entre outros factores. [da Europa dos 9 à Europa dos 25] [As Dificuldades de Construção de uma Europa Política]
  • 5. Anos antes, na Ásia, que nos anos 50 ainda vivia longe do desenvolvimento tecnológico, apostando nas atividades tradicionais, dá um salto e inicia-se um período de desenvolvimento que o vai colocar nos grandes mercados mundiais, em conjunto com os EUA e a Europa. Este desenvolvimento inicia-se com o “Milagre Japonês” que ocorre principalmente devido ao apoio dos Estados Unidos e à boa classe trabalhadora e mal paga. Esta nação serve então de modelo à primeira geração de países industriais do Leste Asiático, que ficaram conhecidos como “os quatro dragões” (ou tigres). Tal como ocorrera no Japão, estes países possuíam trunfos que não se encontravam entre as superpotências mundiais: mão de obra abundante e esforçada, assim como altamente barata. Assim, Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e o Taiwan, conseguiram compensar a sua falta de terra arável, de recursos mineiros e energéticos, de capitais e dos seus problemas de superpopulação. Canalizam então os seus investimentos na indústria têxtil, automóvel, na construção naval e nas novas tecnologias. Apesar do êxito dos Novos Países Industrializados (NPI) estes possuíam dois problemas de alguma gravidade. Em primeiro lugar, a sua excessiva dependência externa, tanto em termos financeiros como energéticos, assim como no comércio, pois a maioria das exportações dos seus produtos tinham como alvo o ocidente, o que significava que qualquer perda dos negócios para com esses países iria abalar fortemente a sua economia. Em segundo lugar, passara a existir um forte clima de rivalidade que separava estes países, dado que aquilo que vendiam era semelhante e vinha das mesmas zonas. Entretanto, dá-se um abrandamento da economia ocidental nos anos 70, fazendo com que estes países perdessem grande parte do seu sustento comercial. Neste sentido, os NPI viram-se para novos mercados e fornecedores, nomeadamente no Sudeste Asiático, nos membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático, que nascera em 1967), uma associação que englobava a Tailândia, a Malásia, a Indonésia e as Filipinas. Estes países possuíam factores que os tornavam perfeitos para trocas comerciais com o Japão e os “Quatro Dragões”, dado a sua abundância em matérias-primas, em recursos energéticos e em bens alimentares que os NPI necessitavam. Deste modo, os Estados do “arco do Pacífico” (como ficaram conhecidos) tornam- se um polo económico de elevado volume de trocas inter-regionais, alterando também a balança económica mundial, com o crescimento de Hong Kong e Singapura que passam a fazer parte dos países mais ricos do mundo. No entanto, este crescimento tem também um lado negativo; estas novas industrializações tornam a Ásia na região mais poluída do mundo e onde a população carece de bens alimentares, é altamente pobre e explorada. Entretanto, em Timor-Leste inicia-se uma necessidade de independência que é iniciada com a independência da Indonésia, concedida pela Holanda em 1949 e, em 1974, com a Revolução do 25 de Abril, que agita a colónia portuguesa. Nascem então três partidos políticos: a União Democrática Timorense (UDT), que defendia a união autónoma com Portugal; a Associação Popular Democrática Timorense (APODETI), que defendia a integração com a Indonésia; e a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETLIN), ligada aos ideais de esquerda. O confronto destes três partidos tem inicio em 1975 e a sua violência foge ao poder de Portugal, que acaba por se retirar de Timor e reconhecer, formalmente, a legitimidade de um novo governo. Em 7 de dezembro do mesmo ano o líder indonésio Suharto ordena a invasão do território timorense, fazendo com que Portugal apelasse ao apoio das Nações Unidas, que condenavam a ocupação no território. Infelizmente, devido à grande violência
  • 6. da Indonésia, que se estima ter morto mais de 200 mil timorenses, Timor passa formalmente a fazer parte da Indonésia. Entretanto, a FRETLIN, escondida nas montanhas, inicia um período de terror a tentar combater a Indonésia, resultando em mais timorenses mortos no massacre do cemitério de Santa Cruz, em 1991. No ano seguinte, dá-se a prisão do líder da resistência, Xanana Gusmão, uma notícia amplamente divulgada. A ajuda dos media tornam Timor no centro da atenção mundial e mobilizam a opinião pública, conseguindo cada vez mais apoios, nomeadamente em 1996, quando o Prémio Nobel da Paz é atribuído ao bispo de Díli e ao representante da Resistência Timorense, Ramos Horta. No final dos anos 90, fortemente pressionada pelo mundo e principalmente pelos seus parceiros da ASEAN, a Indonésia aceita que o povo timorense decida o seu futuro através de um referendo marcado para agosto de 1999. Entretanto, as suas mílicias armadas iniciam um período de violência e intimidação dos timorenses no sentido de os manter. No entanto, o referendo, supervisionado pelas Nações Unidas, dá uma “inequívoca” vitória a Timor, desencadeando mais uma momento de caos e terror por parte das milícias armadas. A missão UNAMET (das Nações Unidas) é obrigada a retirar-se e mais uma vez os timorenses ficam sob o regime de terror e violência da Indonésia. Nesta onda de indignação e de solidariedade do Mundo é enviada uma nova força de paz multinacional, patrocinada pelas Nações Unidas, que finalmente encaminha o território para a independência. Em 2002 nasce oficialmente a República Democrática de Timor-Leste. Infelizmente, a paz não durou muito tempo e em 2006 abate-se uma gravíssima crise político-militar no território. Uma nova onda de violência começa e é novamente destacada uma missão de paz cujo mandato é vê-se inicialmente para 6 meses, no entanto é obrigado a prolongar-se por falta de autonomia timorense. Entretanto, na China, o fracasso económico do maoísmo e após a sua morte, em 1976, a nação vê-se obrigada a repensar as suas políticas de desenvolvimento. Neste sentido, o território chinês vai abolir por completo a antiga política colectivista, virada para a autarcia, em prol da sua modernização. Integra-se, então, nos sistemas financeiros e comerciais internacionais e adopta as regras da economia de mercado mundiais, colocando-o assim sob um sistema financeiro capitalista, algo inimaginável no período Mao. Esta necessidade de mudança é assumida por Deng, um comunista que Mao havia afastado durante a Revolução Cultural. Este líder segue uma nova política pragmática, na qual divide a China em duas áreas geográficas distintas: o interior, essencialmente rural e totalmente resguardado da influência externa – mantendo assim a política repressiva até então conhecida, na qual parte da população, ainda sem conhecimentos e em grande parte analfabeta, prossegue o seu trabalho precário de inúmeras horas por semana (semelhante à escravatura); e o litoral, que se abre ao capitalismo estrangeiro. Assim, com esta divisão, a China inicia no litoral uma vaga de grande desenvolvimento industrial e económico que o espaço rural não acompanha. Em cerca de quatro anos o sistema agrário é totalmente reestruturado, as terras são descoletivizadas e entregues, em regimes de arrendamento a longo prazo, aos camponeses, podendo comercializar os seus excedentes no mercado livre. Deste modo, a produção agrícola cresce em cerca de 50% em apenas cinco anos. Por sua vez, a indústria sofre uma modificação radical, abandonando a indústria pesada em prol dos produtos de consumo e a autarcia em favor da exportação.
  • 7. O sistema de “Porta Aberta” adotado na era Deng dá grandes resultados e, em 1980, quatro cidades chinesas são consideradas “Zonas Económicas Especiais”, dotadas de uma legislação ultraliberal, altamente favoráveis aos negócios. Assim, as empresas de todo o Mundo são convidadas a estabelecer-se nestas áreas, sendo que em 1983 foram assinados 188 contratos com multinacionais estrangeiras de todas as áreas económicas e industriais. Além disso, dá-se também uma política de aproximação económica e política entre as duas grandes potências do Pacífico, sendo que em 1978 é finalmente celebrado o tratado de paz com o Japão, que põe fim á sua rivalidade que vinha da II Guerra Mundial. Finalmente, a China reata também relações com Washington, que havia sido interrompida na República Popular. O país integra-se na vida económica mundial. Em 1980 adere ao FMI e ao Banco Mundial e em 1986 candidata-se oficialmente ao GATT. Assim, o seu crescimento económico cresce a um nível impressionante e, em 2007, o PIB chinês torna-se o quarto maior do mundo. Entretanto, após longas negociações com o Reino Unido e Portugal, a China consegue mais um avanço na sua geografia, quando consegue a integração de Hong Kong e Macau, negociando que estas colónias iriam ter um elevado grau de autonomia durante pelo menos 50 anos após a sua integração, iriam possuir um funcionamento democrático e até uma moeda própria. No entanto, a sua política não se encontra na base daquilo que esta demonstra ao mundo, o que gera alguns problemas. As desigualdades entre o litoral e o interior crescem imenso ao longo dos anos, criando algumas ideias de revolta na população mais liberal. Além disso, o Partido Comunista continua a ser um Partido Único e, ao contrário do seu sistema económico liberal, mantém uma política esquerdista repressiva que tenta ocultar para o exterior. Em 1989 uma revolta juvenil propõe a liberalização política, no entanto esta acaba em tragédia quando o exército chinês investe contra os jovens em Pequim. Entretanto, no continente africano, o fim da Guerra Fria, que trouxera esperanças de melhorias nas condições de vida social, económica e política, verificou-se ainda mais caótica para grande parte do Terceiro Mundo. Assim, a África Subsariana afundou-se na miséria, com fortes fomes, epidemias, rivalidades étnicas e ditaduras ferozes. Independentemente da sua riqueza em matérias- primas, África é, desde sempre, um mundo posto de parte, abusado, escravizado e sobreexplorado, de modo que as suas riquezas, mesmo após todas as mudanças que se viram no século XX, continuavam a ser compradas a preço irrisórios, criando uma enorme disparidade entre as importações e as exportações. Além disso, o crescimento acelerado da população impede o desenvolvimento a nível de educação e de cuidados de saúde, aumentando também a dependência de bens estrangeiros para a sua população. Por conseguinte, são criadas enormes disparidades com o exterior, resultando em enormes dívidas que são pagas com novos empréstimos, deixando o continente a afundar-se cada vez mais em juros e dívidas externas. Finalmente, é também um local com poucas ajudas internacionais, que se vão retirando sob o pretexto de que os seus fundos eram desviados para a compra de armas e para contas particulares dos governadores. Além dos problemas de pobreza e subnutrição encontra-se ainda um novo surto de pestes: a sida, a tuberculose, entre outras. Em 2002 é estimado que três quartos da população infectada com o vírus do HIV eram africanos. Assim, a esperança média de vida de alguns países regrediu de 24 a 33 anos. A isto junta-se a guerra e os conflitos, além de étnicos, gerados pelas fronteiras deixadas nas ex-colónias pelos países que a regiam.
  • 8. Por sua vez, a América Latina viveu até às últimas décadas do século XX numa crise económica gravíssima e viu-se sem qualquer suporte. Os anos 60 e 70 foram vividos sob a necessidade e tentativa de estabilizar a economia e de ganhar independencia face ao estrangeiro. Iniciou-se, então, uma política industrial proteccionista com vista a substituir as importações. No entanto, esta política contou com recurso de inúmeros empréstimos vindos de organismos internacionais e de instituições privadas de crédito. Mal geridos, estes empréstimos levaram ao colapso económico latino-americano, nos anos 80 a retracção económica e a subida dos juros impediram a liquidação atempada dos empréstimos, resultando na declaração de insolvência por parte de vários países, entre eles o México, em 1982. A comunidade latino-americana foi assim considerada a mais endividada do Mundo. Muitos apoios tentaram recalcar e diminuir a dívida externa, mas impuseram medidas severas de austeridades que permitissem o equilíbrio económico, tais como os despedimentos, a diminuição de salários, o fim dos subsídios e o corte nas despesas de apoio social. Por conseguinte, a população da América-Latina caiu na pobreza extrema. Neste sentido, procura-se a salvação económica numa política neoliberal, altamente virada para as exportações e semelhante à realizada pelos NPI. O seu pioneiro foi o Chile, com Augusto Pinochet, que nos anos 80 conseguiu algum êxito. A sua primeira medida reflectiu-se na privatização do sector estatal, sujeitando-o à lei da concorrência e procurando colocar a sua economia no mercado mundial. Isto resultou num crescimento notável no comércio, no entanto não foi suficiente para resolver os problemas económicos que estes países enfrentavam. Em 2001 cerca de 214 milhões de latino-americanos ainda viviam no luto da pobreza e alguns países encontravam-se no total caos económico. Além disso, o poder de Fidel Castro em Cuba, que anos antes trouxera o medo aos EUA da propagação do comunismo, fundamentara por parte da superpotência a criação de regimes ditatoriais nos países vizinhos à nação comunista. Poucos eram os países que possuíam liberdade eleitoral, sendo que a maioria vivia em regimes repressivos, que não contribuíam positivamente para o avanço económico e social da américa-latina. Deste modo, a partir dos anos 60 e principalmente nos anos 70, iniciaram-se processos graves de guerrilhas e guerras civis que pretendiam a liberdade, contribuindo ainda mais para o atraso das regiões. Nos anos 80, por sua vez, sentiu-se a necessidade da democracia nestes locais, o que levou à queda dos autoritarismos, que foram substituídos pela tão querida liberalização democrática, feita por políticos civis, eleitos por sufrágio popular. Por sua vez, no Médio Oriente e nos Balcãs a zona vive um período muito mais caótico que qualquer outro. A sua zona instável vai assumindo um protagonismo cada vez maior. As suas guerras iniciam-se pelos mais variados motivos, entre eles a riqueza petrolífera e o avanço dos fundamentalistas. A reação extremista à ocidentalização sofrida pelas sociedades muçulmanas durante o domínio estrangeiro reflete-se na propagação de guerras por toda a zona do Médio Oriente. Os fundamentalistas consideram-se os únicos depositários da verdadeira fé e pretendem preservar, na íntegra, os seus conhecimentos, regendo-se religiosa, social, e politicamente pelas ideias escritas no Corão. Estes movimentos têm inicio no Irão, em 1979, com uma revolução contra a posse americana, que resulta na instauração de um Estado Teocrático.
  • 9. Entretanto, é criado o projecto da ONU que visa a partilha do território palestiniano e a proclamação do Estado de Israel, a cidade Santa dos Judeus, que encontrariam nesse território a sua casa após os horrores vividos na II Guerra Mundial. No entanto, este projecto recebeu uma forte rejeição por parte do povo palestiniano e do povo árabe em geral, dando o começo a vários conflitos armados entre os dois povos. A resistência israelita, que consegue sobreviver aos ataques inimigos dos seus vizinhos é conseguida devido ao forte apoio dos EUA e pelos judeus de todo o mundo, que concordavam com o sionismo, que proclamava Israel como terra santa que pertencia aos judeus. Por outro lado, também os árabes defendem a terra que há séculos lhes pertencia. Isto desemboca em consequentes conflitos e, além disso, leva os israelitas a ocuparem os territórios reservados aos Palestinianos. Assim, a revolta palestiniana cresce com a criação da OLP (Organização de Libertação da Palestina), liderada por Arafat. Entre o clima de guerra acontece uma violenta revolta juvenil, a Intifada, que leva os EUA a pressionarem Israel para abrir negociações com a OLP. Conduzidas secretamente em Oslo, a discussão resulta no primeiro acordo israelo-palestiniano, assinado em 1993, em Washington, estabelece o reconhecimento das duas partes e renúncia à luta armada. No entanto, este acordo é confrontado com vários obstáculos, desde a oposição fundamentalista à resistência judaica. Assim, é após o assassinato de Rabin, em 1995, por um fanático judeu, que o acordo cai em declínio e a paz degrada-se. A violência aumenta em grande escala e o exército judaico tenta responder com intervenções ainda mais destruidoras, criando o caos. Assim, em 2001, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordena a construção de um extenso muro que isola a Cisjordânia – que remete para a vergonha do Muro de Berlim. Por sua vez, na zona dos Balcãs, a Jugoslávia vivia em paz desde 1946, com a subida ao poder por Tito, que soube reconhecer as divergências de nacionalidades, línguas e religiões no país e optou por transformá-lo num Estado Federal composto por seis repúblicas. No entanto, após a sua morte em 1991, a Eslovénia e a Croácia declaram a sua independência, desencadeando a guerra por parte do presidente sérvio que impedia a fragmentação do país. O conflito cessa um ano depois com o contributo da ONU. Pouco depois, a Bósnia-Herzegovina proclama a independência, reacendendo a chama da guerra, colocando Sarajevo (a sua capital) numa situação desesperada. A Guerra na Bósnia torna-se o centro do mundo e a Europa vê novamente o terror da II Guerra Mundial, com a mesmas violência e as mesmas atrocidades. Finamente, após muitos impasses e negociações, a OTAN põe fim ao conflito armado e conduz os acordos de Dayton (1995), que dividem o território em duas comunidades autónomas. No entanto, o fim da década trás novamente o pesadelo aos Balcãs, nomeadamente na região de Kosovo, na qual se desenrola uma operação de “limpeza étnica” à qual a OTAN tenta intervir. Por fim, o presidente Milosevic considera-se vencido e Kosovo é colocado sob a proteção das Nações Unidas.