Universidade Federal de Ouro Preto
Instituto de Ciências Exatas e Biológicas
Departamento de Química
COLÓIDES
Nome: Beatriz Mendanha
Beatriz Rodrigues
Camila Mendes
Professor: Bruno Baêta
Relatório referente á aula do dia 02/01/2016 apresentado à Universidade Federal de
Ouro Preto, como parte das exigências da matéria QUI -155, Química Geral
Experimental II.
Local: Ouro Preto - Minas Gerais - Brasil
Data: Janeiro de 2016
Sumário
1. Introdução .............................................................................................................3
2. Objetivos ...............................................................................................................3
2.1.Objetivo geral.......................................................................................................3
2.2.Objetivos específicos............................................................................................3
3. Metodologia...........................................................................................................3
3.1.Materiais...............................................................................................................3
3.2.Procedimento experimental..................................................................................3
3.2.1. Preparação do colóide ...................................................................................3
3.2.2. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por
eletrólitos.......................................................................................................4
3.2.3. Purificação de coloides: Diálise....................................................................4
3.2.3.1. Tubo 1.........................................................................................................4
3.2.3.2. Tubo 2.........................................................................................................4
4. Discussão de resultados .........................................................................................4
4.1. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por
eletrólitos..............................................................................................................5
4.2. Purificação de coloides: Diálise ..........................................................................5
5. Conclusão ..............................................................................................................5
6. Questionário...........................................................................................................6
7. Referências ............................................................................................................7
3
1. Introdução
Distinguir uma mistura homogênea de uma heterogênea, nem sempre é simples. Não é
uma distinção absoluta, pois existem sistemas que não são claramente homogêneos ou
heterogêneos. Tais sistemas são classificados como intermediários e conhecidos como
dispersão coloidal ou, simplesmente colóide.
Um sistema coloidal é aquele em que pelo menos um dos componentes tem uma
dimensão entre 1 a 100 nm. Nesse intervalo incluem-se os agregados de íons ou
moléculas (micelas) e as macromoléculas. As dispersões coloidais situam-se
intermediariamente entre as soluções (mistura homogênea) e as suspensões (mistura
heterogênea).
Os colides possuem duas classificações: liófilos (se dispersam em água) e liófobos (não
dispersam em água). A estabilidade de uma dispersão coloidal por ser alterada com o
uso de eletrólitos (compostos de ligação iônica), que tão efeito na concentração e na
carga da dispersão.
2. Objetivos
2.1. Objetivo Geral
Conhecer as soluções coloidais.
2.2. Objetivos Específicos
Preparar soluções coloidais, purificar e testar estabilidade.
3. Metodologia
3.1. Materiais
Os materiais utilizados para a realização da prática foram listados de acordo com a
tabela abaixo.
Tabela 1
3.2. Procedimento experimental
3.2.1. Preparação do colóide
Colocou-se 50 mL de água destilada em um béquer de 100 mL e o aqueceu com o bico
de Bunsen até ocorrer a ebulição. Retirou o béquer do aquecimento, aguardou-se 2
minutos e adicionou-se 65 gotas de solução de FeCl3 a 20%. Logo após a solução foi
Tubos de ensaio Solução de NaCl Solução de AgNO3
Béquer de 100 mL Solução de Na2SO4 Solução de NH4SCN
Bico de Bunsen Solução de NaCl saturada Pipeta graduada de 5 mL
Água destilada Solução de Al2(SO4)3 Pera
Solução de FeCl3 Sistema de diálise Suporte para tubo de ensaio
4
aquecida por 3 minutos e depois foi retirada do aquecimento aguardando 5 minutos para
serem efetuados os testes preliminares.
3.2.2. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido
férrico por eletrólitos
Em quatro tubos de ensaio foram adicionados 3 mL da dispersai coloidal preparada e
em seguida foram adicionados quatro gotas de cada uma das soluções: NaCl 0,5 mol/L
no tubo 1, Na2SO4 0,5 mol/L no tubo 2, NaCl saturada no tubo 3 e Al2(SO4)3 saturada
no tubo 4. Em seguida os tubos foram deixados em repouso e observou e anotou-se os
resultados.
3.2.3. Purificação de coloides: Diálise
Colocou-se o coloide dentro de um saco de diálise e foi usada água destilada no béquer
por 48 horas para a purificação das partículas.
3.2.3.1. Tubo 1
Coletou-se 1 mL da solução contida no béquer do sistema de diálise. Colocou-se esse
volume em um tubo de ensaio e adicionou-se 10 gotas da solução de AgNO3 0,1mol /L.
3.2.3.2. Tubo 2
Coletou-se 1 mL da solução contida no béquer do sistema de diálise. Colocou-se esse
volume em um tubo de ensaio e adicionou-se 10 gotas da solução de NH4SCN 0,1
mol/L.
4. Discussão de resultados
4.1. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por
eletrólitos
Os resultados observados nos testes foram listados na tabela abaixo.
Tabela 2
TUBO Eletrólito/Concentração Volume adicionado Observações
1 NaCl 0,5 mol/L 4 gotas Não alterou a solução
2 Na2SO4 0,5 mol/L 4 gotas Ficou turvo e teve a boa formação de colóides
3 NaCL saturada 4 gotas Ficou turvo mas com pouca formação de colóides
4 Al2(SO4)3 saturada 4 gotas Ficou turvo e uma boa formação de colóides
No tubo 1 não teve formação coloidal pois a concentração e a carga permaneceram as
mesmas.
No tubo 2 houve um aumento de carga, tornando mais eficiente a ação dos eletrólitos
por ter a maior carga em comparação ao tubo 1, deixando os colóides mais visíveis.
5
No tubo 3 houve um aumento de concentração, mas como não tem grande número de
cargas, os eletrólitos não foram suficientes para uma melhor visibilidade dos coloides.
No tubo 4 teve aumento de carga e de concentração, deixando os coloides bem mais
visíveis que nos tubos anteriores.
4.2. Purificação de coloides: Diálise
5. Conclusão
Os colóides estão bastante relacionados com o dia-a-dia por serem amplamente
utilizados em diversos setores, como em processos industriais e produção de bens de
consumo, mas seu combate para a preservação da natureza também deve ser estudado,
quando poluem o ar (fumaça), a água (esgoto doméstico e industrial) e os solos
(resíduos sólidos).
6. Questionário
1- Quanto maior a concentração de eletrólito no meio, menor será a distância na
qual ainda existe uma repulsão significativa e, portanto, mais favorável será a
agregação das partículas. Íons de maiores valências provocam a diminuição da
distância na qual ainda existe potencial eletrostático significativo e, portanto,
favorecem a agregação das partículas.
2- Os coloides são aplicados nas seguintes áreas:
 Tratamento de efluentes - Precipitação ou floculação para a remoção dos
poluentes das águas residuais;
 Indústrias de Tintas - Obtenção de filmes homogêneos e resistentes;
Produção de impressões com elevado poder de resolução sem entupir os
tinteiros;
 Indústria alimentar - Mousses, cremes e géis;
 Cosméticos e produtos de higiene - Cremes e pastas de dentes;
 Indústrias de detergentes - Estabilização de solos, líquidos abrasivos;
 Indústria farmacêutica - Dispersões estáveis para assegurar uma dose
uniforme do princípio ativo;
 Indústria agrícola - Dispersão eficaz de pesticidas.
3-
6
7. Referências
USP. Disponível em:
<http://www.usp.br/massa/2013/qfl2452/pdf/EstabilidadeColoidal.pdf > Acesso em:
25/01/2016.
UFV. Disponível em:
< https://www2.dti.ufv.br/noticia/files/anexos/phpDuHtGx_2966.pdf> Acesso em:
25/01/2016.

Relatório Colóides

  • 1.
    Universidade Federal deOuro Preto Instituto de Ciências Exatas e Biológicas Departamento de Química COLÓIDES Nome: Beatriz Mendanha Beatriz Rodrigues Camila Mendes Professor: Bruno Baêta Relatório referente á aula do dia 02/01/2016 apresentado à Universidade Federal de Ouro Preto, como parte das exigências da matéria QUI -155, Química Geral Experimental II. Local: Ouro Preto - Minas Gerais - Brasil Data: Janeiro de 2016
  • 2.
    Sumário 1. Introdução .............................................................................................................3 2.Objetivos ...............................................................................................................3 2.1.Objetivo geral.......................................................................................................3 2.2.Objetivos específicos............................................................................................3 3. Metodologia...........................................................................................................3 3.1.Materiais...............................................................................................................3 3.2.Procedimento experimental..................................................................................3 3.2.1. Preparação do colóide ...................................................................................3 3.2.2. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por eletrólitos.......................................................................................................4 3.2.3. Purificação de coloides: Diálise....................................................................4 3.2.3.1. Tubo 1.........................................................................................................4 3.2.3.2. Tubo 2.........................................................................................................4 4. Discussão de resultados .........................................................................................4 4.1. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por eletrólitos..............................................................................................................5 4.2. Purificação de coloides: Diálise ..........................................................................5 5. Conclusão ..............................................................................................................5 6. Questionário...........................................................................................................6 7. Referências ............................................................................................................7
  • 3.
    3 1. Introdução Distinguir umamistura homogênea de uma heterogênea, nem sempre é simples. Não é uma distinção absoluta, pois existem sistemas que não são claramente homogêneos ou heterogêneos. Tais sistemas são classificados como intermediários e conhecidos como dispersão coloidal ou, simplesmente colóide. Um sistema coloidal é aquele em que pelo menos um dos componentes tem uma dimensão entre 1 a 100 nm. Nesse intervalo incluem-se os agregados de íons ou moléculas (micelas) e as macromoléculas. As dispersões coloidais situam-se intermediariamente entre as soluções (mistura homogênea) e as suspensões (mistura heterogênea). Os colides possuem duas classificações: liófilos (se dispersam em água) e liófobos (não dispersam em água). A estabilidade de uma dispersão coloidal por ser alterada com o uso de eletrólitos (compostos de ligação iônica), que tão efeito na concentração e na carga da dispersão. 2. Objetivos 2.1. Objetivo Geral Conhecer as soluções coloidais. 2.2. Objetivos Específicos Preparar soluções coloidais, purificar e testar estabilidade. 3. Metodologia 3.1. Materiais Os materiais utilizados para a realização da prática foram listados de acordo com a tabela abaixo. Tabela 1 3.2. Procedimento experimental 3.2.1. Preparação do colóide Colocou-se 50 mL de água destilada em um béquer de 100 mL e o aqueceu com o bico de Bunsen até ocorrer a ebulição. Retirou o béquer do aquecimento, aguardou-se 2 minutos e adicionou-se 65 gotas de solução de FeCl3 a 20%. Logo após a solução foi Tubos de ensaio Solução de NaCl Solução de AgNO3 Béquer de 100 mL Solução de Na2SO4 Solução de NH4SCN Bico de Bunsen Solução de NaCl saturada Pipeta graduada de 5 mL Água destilada Solução de Al2(SO4)3 Pera Solução de FeCl3 Sistema de diálise Suporte para tubo de ensaio
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    4 aquecida por 3minutos e depois foi retirada do aquecimento aguardando 5 minutos para serem efetuados os testes preliminares. 3.2.2. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por eletrólitos Em quatro tubos de ensaio foram adicionados 3 mL da dispersai coloidal preparada e em seguida foram adicionados quatro gotas de cada uma das soluções: NaCl 0,5 mol/L no tubo 1, Na2SO4 0,5 mol/L no tubo 2, NaCl saturada no tubo 3 e Al2(SO4)3 saturada no tubo 4. Em seguida os tubos foram deixados em repouso e observou e anotou-se os resultados. 3.2.3. Purificação de coloides: Diálise Colocou-se o coloide dentro de um saco de diálise e foi usada água destilada no béquer por 48 horas para a purificação das partículas. 3.2.3.1. Tubo 1 Coletou-se 1 mL da solução contida no béquer do sistema de diálise. Colocou-se esse volume em um tubo de ensaio e adicionou-se 10 gotas da solução de AgNO3 0,1mol /L. 3.2.3.2. Tubo 2 Coletou-se 1 mL da solução contida no béquer do sistema de diálise. Colocou-se esse volume em um tubo de ensaio e adicionou-se 10 gotas da solução de NH4SCN 0,1 mol/L. 4. Discussão de resultados 4.1. Testes de estabilidade: coagulação da solução de hidróxido férrico por eletrólitos Os resultados observados nos testes foram listados na tabela abaixo. Tabela 2 TUBO Eletrólito/Concentração Volume adicionado Observações 1 NaCl 0,5 mol/L 4 gotas Não alterou a solução 2 Na2SO4 0,5 mol/L 4 gotas Ficou turvo e teve a boa formação de colóides 3 NaCL saturada 4 gotas Ficou turvo mas com pouca formação de colóides 4 Al2(SO4)3 saturada 4 gotas Ficou turvo e uma boa formação de colóides No tubo 1 não teve formação coloidal pois a concentração e a carga permaneceram as mesmas. No tubo 2 houve um aumento de carga, tornando mais eficiente a ação dos eletrólitos por ter a maior carga em comparação ao tubo 1, deixando os colóides mais visíveis.
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    5 No tubo 3houve um aumento de concentração, mas como não tem grande número de cargas, os eletrólitos não foram suficientes para uma melhor visibilidade dos coloides. No tubo 4 teve aumento de carga e de concentração, deixando os coloides bem mais visíveis que nos tubos anteriores. 4.2. Purificação de coloides: Diálise 5. Conclusão Os colóides estão bastante relacionados com o dia-a-dia por serem amplamente utilizados em diversos setores, como em processos industriais e produção de bens de consumo, mas seu combate para a preservação da natureza também deve ser estudado, quando poluem o ar (fumaça), a água (esgoto doméstico e industrial) e os solos (resíduos sólidos). 6. Questionário 1- Quanto maior a concentração de eletrólito no meio, menor será a distância na qual ainda existe uma repulsão significativa e, portanto, mais favorável será a agregação das partículas. Íons de maiores valências provocam a diminuição da distância na qual ainda existe potencial eletrostático significativo e, portanto, favorecem a agregação das partículas. 2- Os coloides são aplicados nas seguintes áreas:  Tratamento de efluentes - Precipitação ou floculação para a remoção dos poluentes das águas residuais;  Indústrias de Tintas - Obtenção de filmes homogêneos e resistentes; Produção de impressões com elevado poder de resolução sem entupir os tinteiros;  Indústria alimentar - Mousses, cremes e géis;  Cosméticos e produtos de higiene - Cremes e pastas de dentes;  Indústrias de detergentes - Estabilização de solos, líquidos abrasivos;  Indústria farmacêutica - Dispersões estáveis para assegurar uma dose uniforme do princípio ativo;  Indústria agrícola - Dispersão eficaz de pesticidas. 3-
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    6 7. Referências USP. Disponívelem: <http://www.usp.br/massa/2013/qfl2452/pdf/EstabilidadeColoidal.pdf > Acesso em: 25/01/2016. UFV. Disponível em: < https://www2.dti.ufv.br/noticia/files/anexos/phpDuHtGx_2966.pdf> Acesso em: 25/01/2016.