Unindo conhecimento em prol
Regulação hormonal
do algodoeiro
Luan Dias Avelino
 Introdução;
 Hormônios vegetais;
 Reguladores de crescimento;
 Maturadores;
 Desfolhantes.
Sumário
2
 Algodoeiro (Gossypium Hirsutum L.);
 Planta perene;
 Crescimento indeterminado;
 Efeito ambiental;
 Balanço de crescimento vegetativo/reprodutivo.
Características do algodoeiro
3
Algodoeiro
4
Fonte: Luan Dias
Avelino, 2019.
Estruturas reprodutivas
5
Fonte: Mundo produtor, 2019.
Crescimento x Desenvolvimento
6
Crescimento Desenvolvimento
Fonte: Luan Dias Avelino, 2019.
 Produzida em órgãos jovens e meristema apical;
 Diferenciação de células;
 Dominância apical;
 Formação de raízes;
 Ação herbicida – dicotiledôneas.
Hormônios Vegetais
7
Auxinas
 Produzida nos meristemas -
diferenciação celular;
 Proliferação de gemas;
 Importação de
fotoassimilados- drenos;
 Inibe envelhecimento.
Hormônios Vegetais
8
 Produzida na região subapical
- alongamento;
 Crescimento celular nos
pólos;
 Germinação;
 Sinergismo com auxinas e
citocininas.
Citocininas Giberelinas
 Produzido principalmente
nas raízes;
 Formação e dormência de
sementes;
 Abscisão foliar.
Hormônios Vegetais
9
Acido Abscísico Etileno
 Produzido em órgãos velhos
e em amadurecimento;
 Abscisão foliar;
 Amadurecimento de frutos.
Resumo ação hormonal
10
Fonte: Lidiane Miotto, 2018.
Teste – Ação hormonal
11
Testemunha
Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019.
Etileno e
ácido
abscísico
Citocininas
Auxina e
giberelina
Etileno e
ácido
abscísico
Giberelinas
Etileno e
ácido
abscísico
Verde promoção e vermelho inibição
Efeitos gerais de hormônios
12
Fonte: Juliane
Viana Queixada,
2019.
Importância
13
Emissões
indefinidas
Aplicações
criteriosas
Qualidade de
fibra
Manejo de
pragas
 Conhecidos também como: fitorreguladores, fitohormônios ou
retardadores de crescimento;
 Substâncias sintéticas;
 Competição por fotoassimilados;
 Produção de fibras;
 Mais utilizado: Cloreto de Mepiquat.
Reguladores de crescimento
14
Modo de ação dos reguladores
15
Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019.
Impede a formação de entcopalil disfosfato e
ent-caureno precursores da giberelina.
Aplicação do cloreto de Mepiquat, diminui a
divisão e alongamento celular.
Aplicação do cloreto de
Mepiquat.
Desuniformidade entre plantas
16
Fonte: Luan Dias Avelino, 2019.
Problemática
 Crescimento mais intenso em B1.
 Diminui com 4-5 nós acima da flor mais alta da haste principal.
Aplicações
17
Diminuição da taxa
de crescimento
Fonte: Nilton P. de Araújo, 2014.
Interferência da temperatura
18
Fonte: Luan Dias Avelino, 2019.
• Alto risco de
chuvas e perda de
produto.
• Temperaturas
abaixo de 30°C
• Boa umidade
relativa do ar
• Temperaturas
acima de 30°C
• Pouca umidade
relativa do ar
1° Aplicação
19
Taxa de
crescimento
inicial
Altura
Número
de nós
Cultivares
Dose de cloreto
de mepiquat
Muito
vigoroso
0,30-
0,35m
6-8 nós
BRS 269 buriti
FMT 709
FiberMax 975WS
75g i.a ha
Menos
vigoroso
0,40-
0,45m
8-10 nós
FMT 523
FiberMax 966 LL
BRS 369 RF
50g i.a ha
Normalmente a 1° aplicação coincide com os estágios B1 e F1
Chuva após 16h da aplicação: deve repor o produto.
Fonte. Algodão do plantio a colheita – UFV, 2014.
Produtos comerciais
20
Aplicação N° de aplicações Dose e período de aplicação
Única 1 0,2 L p.c/ha com 60 cm de altura.
Sequencial
2
1°: 0,1 L p.c/ha em B1
2°: após 10-15 dias
4
1°: 0,1 L p.c/ha em B1
Outras: após 10-15 dias
Basf: Pix® HC e FMC: SPONSOR
Fonte. BASF e FMC, 2019.
“Capar” o algodoeiro
21
Indicações Dose
Plantas com 35-40 dias de idade e altura
superior a 50cm
0,25 L p.c/ha
Plantas com altura superior a 1m e
intenso crescimento vegetativo
1,0 L p.c/ha
Quando o algodoeiro apresentar 5 e 6 nós
e não houver botão floral
0,25 L p.c/ha
A cada 20 dias até 100
dias de idade
Composição: Cloreto de Chlormequat
Fonte. Microquimica, 2019.
 Razão deve se manter entre 3 e 4;
 Exemplo 1: Altura da planta: 85 cm
Número de nós da haste principal: 15
Razão: 85/15 = 5,6 planta c/ altura superior a desejada.
Razão entre altura e n° de nós
22
 Exemplo 2: Altura da planta: 90 cm
Número de nós da haste principal: 24
Razão: 90/24= 3,75 planta c/ altura desejada.
OBS. Valores dos exemplos foram determinados aleatoriamente.
 Desejável até 1,20 m de altura;
 Regra geral: Altura 1,5x maior que o espaçamento entre
fileiras;
 Exemplo: Espaçamento de 80 cm. (80*1,5= 1,20m de altura)
 Se estruturas reprodutivas iniciais caírem: aumenta a dose.
Altura da colheita e observações
23
 A - Regulador de
crescimento aplicado
adequadamente.
 B - Regulador não
aplicado de forma
correta.
Resultado
24
Fotos - lavoura: Nilton P. de Araújo, 2014.
Reguladores no TS – BRS 269-Buriti
25
 V1: Fase fenologia que
sofreu estresse hídrico;
 SD: s/ déficit hídrico;
 D0: s/ dose;
 D1: 2g do i.a*
 D2: 4g do i.a*
 Gramas por kg de
semente.
 Não substitui
pulverização sobre as
folhas.
Foto: Alexandre Ferreira,
2014.
 Processo natural, porém inviável comercialmente;
 Vantagens:
Facilitar planejamento da colheita;
Melhora desempenho da colheita;
Reduzir umidade da semente e fibras;
Fibra mais limpa.
 Aplicar quando a maioria das maçãs atingirem maturação
fisiológica.
Desfolhantes
26
Modo de ação
27
Síntese e fluxo
normal de auxinas.
Síntese e fluxo de auxinas
diminuídas após a aplicação.
Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019.
Modo de ação
28
Aumento na
produção de etileno.
Forma a camada de abscisão e a
folha caí.
Esquematização: Luan Dias. Avelino, 2019.
Auxiliam também no controle de
bicudo e lagarta-rosada.
Dessecantes*
Doses
29
Produto Dropp Ultra SC Thidiazuron (Bayer)
Algodão
Dose
Calda Intervalo
Época
Aplicação
Terrestre Aérea Aplic Seg
0.4 a 0.5
L/ha
100 – 200
L de
calda/ha
30 a 50
L de
calda/ha
(aéreo)
Única
aplicação.
7 dias.
Antes da colheita.
60 a 80% das
maças estiverem
abertas
Fonte: Bayer, 2017.
Doses
30
Produto
Aurora 400 EC Carfentrazona-etílica
(FMC)
Algodão
Dosagem
Calda Intervalo Época
AplicTerrestre Aérea Aplic Seg
100 a 150
mL p.c./ha
200 a 400
L de
calda/ha
10 a 40 L
de calda/ha
(aéreo)
Aplicação
única
8 dias
Aplicação
7 a 12 dias
antes da
colheita.
Adicionar
1,0% de
óleo
mineral
> 1.0% de óleo mineral prejudica a fibra devido a pegajosidade.
 Liberam etileno e acelera o processo de maturação;
 Mais utilizado: Ethephon;
 Promove também abscisão das folhas (não recomendada);
 Aplicar com 90% de frutos maduros.
Maturadores
31
Doses
32
Fonte: Bayer, 2019.
Produto Finish ethephon + cyclanilide (Bayer)
Algodão
Temp.
Dose p.c
L/ ha
N° Aplic. I. seg.
Época
Aplic
>30°C 1.5
Única 7 dias
Mais de 90% das
maçãs do
algodoeiro
estiverem maduras
25-30°C 2.0
22-25°C
2.5
Temperatura média inferior a 22ºC: não se aplicar a mistura.
 7-15 dias inicia
intensa desfolha;
 Colheita deve ser
imediata após o
resultado.
Efeito Desfolhantes e Maturadores
33
Fonte: wordpress.com, 2018.
Possível resultado
34
Maior qualidade de fibra Menos qualidade de fibra
Fonte: autor e ano não identificados.
Unindo conhecimento em prol
Luan Dias Avelino
luandias2200@gmail.com
Obrigado!

Regulação hormonal do algodoeiro

  • 1.
    Unindo conhecimento emprol Regulação hormonal do algodoeiro Luan Dias Avelino
  • 2.
     Introdução;  Hormôniosvegetais;  Reguladores de crescimento;  Maturadores;  Desfolhantes. Sumário 2
  • 3.
     Algodoeiro (GossypiumHirsutum L.);  Planta perene;  Crescimento indeterminado;  Efeito ambiental;  Balanço de crescimento vegetativo/reprodutivo. Características do algodoeiro 3
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Crescimento x Desenvolvimento 6 CrescimentoDesenvolvimento Fonte: Luan Dias Avelino, 2019.
  • 7.
     Produzida emórgãos jovens e meristema apical;  Diferenciação de células;  Dominância apical;  Formação de raízes;  Ação herbicida – dicotiledôneas. Hormônios Vegetais 7 Auxinas
  • 8.
     Produzida nosmeristemas - diferenciação celular;  Proliferação de gemas;  Importação de fotoassimilados- drenos;  Inibe envelhecimento. Hormônios Vegetais 8  Produzida na região subapical - alongamento;  Crescimento celular nos pólos;  Germinação;  Sinergismo com auxinas e citocininas. Citocininas Giberelinas
  • 9.
     Produzido principalmente nasraízes;  Formação e dormência de sementes;  Abscisão foliar. Hormônios Vegetais 9 Acido Abscísico Etileno  Produzido em órgãos velhos e em amadurecimento;  Abscisão foliar;  Amadurecimento de frutos.
  • 10.
    Resumo ação hormonal 10 Fonte:Lidiane Miotto, 2018.
  • 11.
    Teste – Açãohormonal 11 Testemunha Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019. Etileno e ácido abscísico Citocininas Auxina e giberelina Etileno e ácido abscísico Giberelinas Etileno e ácido abscísico Verde promoção e vermelho inibição
  • 12.
    Efeitos gerais dehormônios 12 Fonte: Juliane Viana Queixada, 2019.
  • 13.
  • 14.
     Conhecidos tambémcomo: fitorreguladores, fitohormônios ou retardadores de crescimento;  Substâncias sintéticas;  Competição por fotoassimilados;  Produção de fibras;  Mais utilizado: Cloreto de Mepiquat. Reguladores de crescimento 14
  • 15.
    Modo de açãodos reguladores 15 Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019. Impede a formação de entcopalil disfosfato e ent-caureno precursores da giberelina. Aplicação do cloreto de Mepiquat, diminui a divisão e alongamento celular. Aplicação do cloreto de Mepiquat.
  • 16.
    Desuniformidade entre plantas 16 Fonte:Luan Dias Avelino, 2019. Problemática
  • 17.
     Crescimento maisintenso em B1.  Diminui com 4-5 nós acima da flor mais alta da haste principal. Aplicações 17 Diminuição da taxa de crescimento Fonte: Nilton P. de Araújo, 2014.
  • 18.
    Interferência da temperatura 18 Fonte:Luan Dias Avelino, 2019. • Alto risco de chuvas e perda de produto. • Temperaturas abaixo de 30°C • Boa umidade relativa do ar • Temperaturas acima de 30°C • Pouca umidade relativa do ar
  • 19.
    1° Aplicação 19 Taxa de crescimento inicial Altura Número denós Cultivares Dose de cloreto de mepiquat Muito vigoroso 0,30- 0,35m 6-8 nós BRS 269 buriti FMT 709 FiberMax 975WS 75g i.a ha Menos vigoroso 0,40- 0,45m 8-10 nós FMT 523 FiberMax 966 LL BRS 369 RF 50g i.a ha Normalmente a 1° aplicação coincide com os estágios B1 e F1 Chuva após 16h da aplicação: deve repor o produto. Fonte. Algodão do plantio a colheita – UFV, 2014.
  • 20.
    Produtos comerciais 20 Aplicação N°de aplicações Dose e período de aplicação Única 1 0,2 L p.c/ha com 60 cm de altura. Sequencial 2 1°: 0,1 L p.c/ha em B1 2°: após 10-15 dias 4 1°: 0,1 L p.c/ha em B1 Outras: após 10-15 dias Basf: Pix® HC e FMC: SPONSOR Fonte. BASF e FMC, 2019.
  • 21.
    “Capar” o algodoeiro 21 IndicaçõesDose Plantas com 35-40 dias de idade e altura superior a 50cm 0,25 L p.c/ha Plantas com altura superior a 1m e intenso crescimento vegetativo 1,0 L p.c/ha Quando o algodoeiro apresentar 5 e 6 nós e não houver botão floral 0,25 L p.c/ha A cada 20 dias até 100 dias de idade Composição: Cloreto de Chlormequat Fonte. Microquimica, 2019.
  • 22.
     Razão devese manter entre 3 e 4;  Exemplo 1: Altura da planta: 85 cm Número de nós da haste principal: 15 Razão: 85/15 = 5,6 planta c/ altura superior a desejada. Razão entre altura e n° de nós 22  Exemplo 2: Altura da planta: 90 cm Número de nós da haste principal: 24 Razão: 90/24= 3,75 planta c/ altura desejada. OBS. Valores dos exemplos foram determinados aleatoriamente.
  • 23.
     Desejável até1,20 m de altura;  Regra geral: Altura 1,5x maior que o espaçamento entre fileiras;  Exemplo: Espaçamento de 80 cm. (80*1,5= 1,20m de altura)  Se estruturas reprodutivas iniciais caírem: aumenta a dose. Altura da colheita e observações 23
  • 24.
     A -Regulador de crescimento aplicado adequadamente.  B - Regulador não aplicado de forma correta. Resultado 24 Fotos - lavoura: Nilton P. de Araújo, 2014.
  • 25.
    Reguladores no TS– BRS 269-Buriti 25  V1: Fase fenologia que sofreu estresse hídrico;  SD: s/ déficit hídrico;  D0: s/ dose;  D1: 2g do i.a*  D2: 4g do i.a*  Gramas por kg de semente.  Não substitui pulverização sobre as folhas. Foto: Alexandre Ferreira, 2014.
  • 26.
     Processo natural,porém inviável comercialmente;  Vantagens: Facilitar planejamento da colheita; Melhora desempenho da colheita; Reduzir umidade da semente e fibras; Fibra mais limpa.  Aplicar quando a maioria das maçãs atingirem maturação fisiológica. Desfolhantes 26
  • 27.
    Modo de ação 27 Síntesee fluxo normal de auxinas. Síntese e fluxo de auxinas diminuídas após a aplicação. Esquematização: Luan Dias Avelino, 2019.
  • 28.
    Modo de ação 28 Aumentona produção de etileno. Forma a camada de abscisão e a folha caí. Esquematização: Luan Dias. Avelino, 2019. Auxiliam também no controle de bicudo e lagarta-rosada. Dessecantes*
  • 29.
    Doses 29 Produto Dropp UltraSC Thidiazuron (Bayer) Algodão Dose Calda Intervalo Época Aplicação Terrestre Aérea Aplic Seg 0.4 a 0.5 L/ha 100 – 200 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única aplicação. 7 dias. Antes da colheita. 60 a 80% das maças estiverem abertas Fonte: Bayer, 2017.
  • 30.
    Doses 30 Produto Aurora 400 ECCarfentrazona-etílica (FMC) Algodão Dosagem Calda Intervalo Época AplicTerrestre Aérea Aplic Seg 100 a 150 mL p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 10 a 40 L de calda/ha (aéreo) Aplicação única 8 dias Aplicação 7 a 12 dias antes da colheita. Adicionar 1,0% de óleo mineral > 1.0% de óleo mineral prejudica a fibra devido a pegajosidade.
  • 31.
     Liberam etilenoe acelera o processo de maturação;  Mais utilizado: Ethephon;  Promove também abscisão das folhas (não recomendada);  Aplicar com 90% de frutos maduros. Maturadores 31
  • 32.
    Doses 32 Fonte: Bayer, 2019. ProdutoFinish ethephon + cyclanilide (Bayer) Algodão Temp. Dose p.c L/ ha N° Aplic. I. seg. Época Aplic >30°C 1.5 Única 7 dias Mais de 90% das maçãs do algodoeiro estiverem maduras 25-30°C 2.0 22-25°C 2.5 Temperatura média inferior a 22ºC: não se aplicar a mistura.
  • 33.
     7-15 diasinicia intensa desfolha;  Colheita deve ser imediata após o resultado. Efeito Desfolhantes e Maturadores 33 Fonte: wordpress.com, 2018.
  • 34.
    Possível resultado 34 Maior qualidadede fibra Menos qualidade de fibra Fonte: autor e ano não identificados.
  • 35.
    Unindo conhecimento emprol Luan Dias Avelino luandias2200@gmail.com Obrigado!