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Unindo conhecimento em prol da agricultura!
Posicionamento de
fungicidas no milho
Filipe Segatto Mota
Histórico:
 Milho;
 Fungicidas;
Doenças fitopatogênicas;
Principais doenças do milho;
Mecanismo de ação dos fungicidas;
Produtos Comerciais;
Posicionamento.
Sumário
2
Cultivado há pelo menos 7300 anos;
México América Central e do Sul;
Brasil: antes dos portugueses.
Histórico do milho
3
Fonte: História dos ingredientes, 2016.
Histórico dos fungicidas
4
Fonte: Marilene Iamaute, 2014.
Histórico dos fungicidas
5
Fonte: Marilene Iamaute, 2014.
Doenças fitopatogênicas
6
Fonte: NUDEMAFI, 2019.
Doenças fitopatogênicas
7
Grupo Características
Processo fisiológico
afetado
I Podridões de órgãos de armazenamento
Utilização dos nutrientes em
órgãos de reserva
II Tombamentos
Desenvolvimento de tecidos
jovens às custas dos
nutrientes armazenados
III
Podridões de raiz e colo Absorção de água e
nutrientes
IV Podridões vasculares ou murchas
Transporte de água e
nutrientes
V
Manchas foliares, míldios, oídios e
ferrugens
Fotossíntese
VI Carvões, galhas e viroses
Aproveitamento das
substâncias fotossintetizadas
Agressividade
EspecificidadeeEvoluçãodoparasitismo
Doenças do Milho
8
Agente causal: Fusarium spp.;
Grãos de coloração avermelhada;
Isolados ou agrupados;
Condições para desenvolvimento:
 Temperaturas entre 28°C e 30°C;
 Umidade elevada;
 Excesso de chuvas;
 Danos causados por praga.
Podridão rosada da espiga
9
Fonte: Zea mays, 2019.
Agente causal: Stenocarpella maydis ou S.
macrospora;
Menor peso;
Grãos marrons;
Micélio branco entre as fileiras;
Condições para desenvolvimento:
 Alta incidência pluviométrica;
 Temperatura maior que 22°C.
Podridão branca da espiga
10
Fonte: Agrolink, 2019.
Agente causal: Gibberella zeae.;
Massa cotonosa avermelhada;
Começa no ápice;
Condições para desenvolvimento:
 Temperaturas entre 15°C e 20°C;
 Chuvas na fase reprodutiva;
Podridão vermelha da ponta da espiga
11
Fonte: Informações agrícolas, 2012.
Agente causal: Pythium
aphanidermatum;
Podridão de raiz e colmo;
Apodrecimento no primeiro internódio;
Coloração marrom e aspecto
encharcado;
Depauteramento da parte aérea ou
queda da planta;
Condições ótimas para
desenvolvimento:
 Solos úmidos com T entre 10°C e 15°C.
Podridão do colmo por Pythium
12
Fonte: Zea mays, 2019.
 Agente causal: Pantoea
ananatis, Phaeospheria
maydis, Phoma sorghi
Anasarca;
Manchas
arredondadas/ovaladas;
Cor palha;
Do topo para a base;
60% de perdas.
Mancha branca
13
Fonte das imagens: Filipe Segatto, 2019.
Mancha branca
14
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Condições para o desenvolvimento da manha branca:
Agente causal:
Cercospora zeae-maydis;
Manchas retangulares –
limitada pela nervura;
Coloração acinzentada;
80% de perdas.
Cercosporiose
15
Fonte: Agrolink, 2019.
Cercosporiose
16
Condições para o desenvolvimento da cercosporiose:
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Agente causal:
Exserohilum turcicum;
Lesões ovais;
Cor palha;
Folhas inferiores*.
H. turcicum
17
Fonte: Agrolink, 2019.
Fonte: Filipe Segatto, 2019.
Turcicum
18
Condições para o desenvolvimento do turcicum:
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Agente causal:
Bipolaris maydis.
Raças O e T;
Manchas
retangulares;
Entre nervuras –
sem respeitar
perfeitamente os
limites;
Cor palha.
Mancha de bipolaris
19
Fonte: Agência cnptia, 2019.
Mancha de bipolaris
20
Condições para o desenvolvimento do bipolaris:
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Agente causal:
Stenocarpela macrospora;
Sintomas parecidos com
Turcicum;
Diferenças: borda
amarelada e picnídio no
centro.
Diplodia
21
Fonte: Elevagro, 2019.
Agente causal:
Puccinia polysora;
Pequenas Pústulas
ovais;
Face superior da folha;
Folha, colmo, espiga e
pendão;
65% de perdas.
Ferrugem polissora
22
Fonte: Pioneer sementes, 2018.
Ferrugem polissora
23
Condições para o desenvolvimento da ferrugem polissora:
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Agente causal: Physopella
zeae;
Pústulas brancas ou
amareladas;
Ambas as faces da folha e
no sentido da nervura;
Posteriormente se tornam
púrpura-escuro e manchas
avermelhadas com centro
creme.
Ferrugem branca ou tropical
24
Fonte: cnptia, 2019.
Ferrugem branca ou tropical
25
Fonte: Fundação ABC, 2011.
Condições para o desenvolvimento da ferrugem tropical:
Agente causal: Ustilago
maydis;
Galhas tumorosas.
Carvão do milho
26
Fonte: HDX, 2013. Fonte: Basf, 2017. Fonte: João Paulo do
Prado, 2019.
Fungicidas
27
https://www.youtube.com/watch?v=T-dwE11AhqA
Triazóis
28
Complexo II
(Succinato
desidrogenase)
Respiração celular
29
Complexo I
(NADH
redutase)
Ubiq.
Complexo III
(Citocromos
bc1)
Cyt. C
Complexo IV
(citocromos oxidase)
Carreador fosfato
ATP sintase
Esquematizado por: Filipe Segatto, 2018.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
-
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Estrobirulinas e Carboxamidas
30
NADH2 NAD+
FADH2 FAD
2e 2e
4 H+ 4H+ 2H+
O2
Pi H+
H2O
ADP Pi
3H+
3H+
ATP
ESTROBIRULINA
CARBOXAMIDAS
Esquematizado por: Filipe Segatto, 2018.
Microtúbulos
31
β
TUBULINAS
α
DÍMEROS DE
TUBULINA
Esquematizado por: Filipe Segatto, 2019. Fonte: professor Jubilut, you tube,
2018.
Benzimidazóis
32
βα
BENZIMIDAZOL
Esquematizado por: Filipe Segatto, 2019.
Benzimidazóis
33
Fonte: Ariana Andrade et.al., 2018.
Ditiocarbamatos
34
Fonte: Mancozebe: muito além de um fungicida, 2017.
Carbendazin
(Benzimidazóis) +
Tebuconazol (Triazol);
1,0 a 1,75 L/ha.
Rivax
35
Fonte: Rural Pecuária, 2019.
Azoxistrobina (Estrobirulina) +
Tebuconazol;
0,5 L/ha.
Azimut
36
Fonte: Adama, 2019.
Azoxistrobina + Ciproconazol;
0,3 L/ha.
Priori Xtra
37
Fonte: InstaAgro, 2019.
Propiconazol + Difeconazol;
0,15 a 0,3 L/ha.
Score Flexi
38
Fonte: Diban, 2019.
Piraclostrobina +
Epoxiconazol;
0,7 a 1,0 L/ha.
Shake
39
Fonte: Adapar, 2018.
Epoxiconazol + Piraclostrobina;
0,5 a 0,75 L/ha;
Opera
40
Fonte: capil, 2019.
Picoxistrobina + Ciproconazol;
0,3 a 0,45 L/ha.
Aproach Prima
41
Fonte: Sementes Stoker,
2019,
Piraclostrobina + Epoxiconazol;
0,25 a 0,38 L/ha.
Abacus
42
Fonte: Mercado Livre, 2019.
Piraclostrobina +
Fluxapiroxade (Carboxamida)
+ Epoxiconazol;
0,8 a 1,2 L/ha.
Ativum
43
Fonte: Basf, 2019.
Tiofanato Metílico (Benzimidazol);
0,8 a 1,0 L/ha.
Cercobin
44
Fonte: Agroads, 2019.
Mancozebe
(ditiocarbamato);
1,5 a 3,0 L/ha;
Sempre junto.
Unizeb Gold
45
Fonte: RevendaDigital, 2019.
Espectro de ação
46
Momento de maior eficiência
47
Fonte: Adaptado de USDA, 2005.
Controle preventivo
48
Fonte: Adaptado de Forcelini, 2011.
Fatores que influenciam na tomada de decisão:
 Clima;
 Histórico da área;
 Histórico dos vizinhos;
 Época de plantio;
 Híbrido escolhido;
 Nível econômico do produtor.
Posicionamento de fungicidas
49
Produtor não fez aplicação aérea, mas tem
autopropelido;
Primeira: 30 DAE – Epoxiconazol + Piraclostrobina
(Opera - 0,5 L/ha);
Segunda: Pré Pendão (PP) - Picoxistrobina +
Ciproconazol (Aproach Prima - 0,3 L/ha).
Manejo 1
50
Alunos com equipamentos próprios com adaptações
operacionais;
Primeira: V5 – Picoxistrobina + Ciproconazol
(Aproach Prima - 0,45 L/ha).
Segunda: V8 – Azoxistrobina + Tebuconazol (Azimut
- 0,5 L/ha);
Terceira: PP – Azoxistrobina + Ciproconazol (Priori
Xtra - 0,3 L/ha);
Quarta: PP + 15 dias – Manozeb + Azoxistrobina
(Unizeb Glory – 1,5 Kg/ha) + Azoxistrobina +
Ciproconazol (Priori Xtra - 0,3 L/ha);
Manejo 2
51
Produtor altamente tecnificado que faz aplicação
aérea;
Primeira: V8 –Piraclostrobina + Epoxiconazol
(Abacus - 0,31 L/ha);
Segunda – PP – Tiofanato Metílico (Cercobin - 99
g/ha) + Piraclostrobina + Fluxapiroxade +
Epoxiconazol (Ativum - 0,81 L/ha);
Terceira – PP + 15 – Piraclostrobina + Epoxiconazol
(Shake - 0,75 L/ha).
Manejo 3
52
Ferrugens: triazol + estrobirulina;
Manchas (preventivo): estrobirulina e carboxamida;
Manchas (curativo): triazol e benzimidazol;
Mancha branca: triazol + estrobirulina + multissitio.
Controle de manchas pode começar em V6 ou até
antes;
Triazol + estrobirulina não tem tanta eficiência no
controle de mancha branca.
Dicas de Manejo
53
Unindo conhecimento em prol da agricultura!
Filipe Segatto Mota
filipesegattomota@gmail.com
Obrigado!