EDUCAÇÃO SOCIAL – PÓS LABORAL                    UC - DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO


REFLEXÃO
               1948 – A Era da Prosperidade
       Após a II Guerra Mundial, a Europa, que sofria uma grave crise (económica, social e
política), motivou o interesse dos EUA em “investir” nesta Europa degradada e sem soluções.
No final da II Guerra Mundial, os países europeus entraram em declínio, coincidindo com a
ascensão dos Estados Unidos da América e da União Soviética enquanto potências no palco
das relações internacionais.
      A Europa, no período do pós II Grande Guerra, completamente desacreditada das suas
capacidades, vê-se “embrulhada” entre estas duas superpotências mundiais: Os EUA e a
URSS. Estas superpotências, com ideologias políticas completamente distintas: o liberalismo,
sustentado pelo sistema do capitalismo (industrial), e o comunismo, respetivamente, tentam
de qualquer forma deter o domínio Europeu através da aplicação das suas políticas.
      Churchill, governante britânico na altura, foi o primeiro a perceber o avanço do
comunismo, embora a maioria dos europeus ainda não acreditava que existisse, e inicia fortes
pressões para que o Ocidente, nomeadamente para os EUA, encontrasse uma estratégia para
deter o avanço soviético.
       Em resposta à atitude britânica, o então presidente dos EUA, Harry Truman,
pronunciou, num Congresso Nacional em março de 1947, um violento discurso assumindo o
compromisso de "defender o mundo livre contra a ameaça comunista". Esta doutrina de
Truman dá início à Guerra Fria, que divulgou por todo o mundo a forte oposição entre os
blocos capitalista e comunista e apontava para um conjunto de práticas do governo dos EUA
em escala mundial, que procurava conter a expansão do comunismo soviético, entretanto
dominante na Europa de Leste e que tendia espalhar-se por toda a Europa Ocidental, junto
aos chamados "elos frágeis" do sistema capital. Tal doutrina é aprofundada posteriormente
pelo secretário de estado dos EUA, George Marshall, que anunciou a disposição dos Estados
Unidos de efetiva colaboração financeira para a recuperação da economia dos países
europeus. É assim criada pelos EUA uma medida de apoio para auxílio ao desenvolvimento
económico – O Plano de Recuperação Europeu (European Recovery Program – ERP,
designação formal), ou Plano Marshall, como ficou conhecido.



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         Elaborado pelos Estados Unidos e destinado à recuperação dos países da Europa
Ocidental, o plano Marshall foi elaborado após uma reunião com os países europeus (em
julho de 1947) e consistia no convite dirigido à União Soviética e aos países da Europa
Oriental, em que os EUA prestavam auxílio económico e financeiro à Europa: seriam
injetados 13 biliões de dólares para ajuda ao crescimento e desenvolvimento europeu. Itália,
França, Inglaterra e posteriormente a Alemanha, foram os países que mais lucraram com esta
assistência norte americana. No início, com a chegada à Itália do chamado “Comboio da
Amizade”, os recursos/víveres foram sendo distribuídos e também utilizados para comprar
alimentos, fertilizantes e rações, e, logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos
semi-industrializados, combustíveis, veículos e maquinaria. Aproximadamente 70% desses
bens eram de origem norte-americana.
         Contudo, Josef Stalin, líder soviético, viu o plano como uma ameaça e não permitiu a
participação de qualquer país com domínio soviético e, motivado pela doutrina de Truman,
torna mais consistente o início da guerra-fria1 entre o bloco de leste e o ocidente. Quando o
plano foi concluído, a economia de cada país participante, com a exceção da Alemanha, tinha
crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra e nas duas décadas seguintes a
Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto
como um dos primeiros elementos da integração europeia, já que anulou barreiras comerciais
e criou instituições para coordenar a economia à escala intercontinental. Uma consequência
intencionada foi a adoção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas, e, no
termo da II Guerra Mundial, os movimentos de exportação de capitais americanos para a
Europa organizados por iniciativa da política norte-americana tinham vários precedentes... A
compra da maquinaria e respetivos materiais industrializados tinham de ser totalmente
adquiridos pelos países aderentes aos Estados Unidos e a principal novidade consistia na
escala da ajuda financeira e na obrigação dos países aderentes cumprirem as regras de
administração da ajuda, no âmbito de uma organização multilateral europeia que implicava
compromissos inéditos de cooperação técnica, económica e política.
         No tocante a Portugal, António Salazar, inicialmente, também recusou a ajuda norte
americana que, com uma leitura pragmática, via que os movimentos de cooperação


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  Chamada de “Guerra-Fria” por não ter existido efetivamente recurso a estratégias militares físicas, de recurso a material
bélico, apenas um conflito de ordem política, tecnológica, económica, social e ideológica entre as duas nações e as suas
zonas de influência.

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económica resultantes da participação de Portugal no European Recovery Program (ERP)
nunca foram criados com o objetivo único de uma efetiva integração – paradigma de
desenvolvimento – mas sim de uma cooperação para fins económicos – paradigma de
crescimento económico. Mas, a débil conjuntura económica europeia na altura (pós guerra),
em que Portugal não era de todo alheio, levou a que Salazar sucumbisse aos dólares
americanos.
       Apesar desta ajuda e boas intenções norte-americanas terem como princípio o
desenvolvimento europeu, maiores valores se levantaram. São os valores próprios e
hegemónicos por parte dos EUA, em, por um lado, impor os seus produtos e capitais e
controlar tudo o que se produzia na Europa e em injetar maquinaria industrial para essa
produção, paga a juros altíssimos e de onde foram tirados grandes dividendos económicos, e
por outro lado controlar ou aniquilar a expansão comunista.
       A meu ver, um dos princípios base do capitalismo é ter como objetivo único o
enriquecimento do detentor do poder, político e económico, monitorizando e monopolizando
os mercados e injetando as suas empresas (multinacionais). Ou seja, parece-me que o
objetivo geral a que se propunha inicialmente esta ajuda, de gerar emprego, de dinamizar e
contribuir para o desenvolvimento de um continente, enfim, contribuir positivamente (leia-se
económica e socialmente) para o bem estar geral da comunidade europeia, é alcançado pelo
objetivo específico de recuperar o que se investiu!
       Ainda hoje, o controlo e domínio dos países subdesenvolvidos por parte dos países
fortes e ricos, os quais impõem a sua economia, é evidente dada a impotência desses países
recetores que apenas dispõem de mão-de-obra barata e baixa qualificação das suas
populações. Contudo, embora exista a perspetiva de que a entrada de multinacionais nos
países subdesenvolvidos é uma forma positiva de promover a equidade entre todos, parece-
me que esta perspetiva somente beneficia as populações e os países recetores apenas a curto
prazo… E isto porque essas multinacionais apenas aí permanecem até que a mão-de-obra se
mantenham barata e/ou até que as compense economicamente, ou seja, abandonam o país
após recuperação do investimento efetuado, procurando outro país com mão-de-obra mais
barata ou até mesmo deixando de existir por terem garantido o objetivo principal, vantagem
económica. Apesar dessa hipotética ajuda, a médio e longo prazo tende a gerar mais
desemprego e, logo, cria maiores desigualdades sociais e económicas.



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       Recentemente os historiadores vêm questionando não só os verdadeiros motivos como
também os efeitos gerais do Plano Marshall. Alguns historiadores acreditam que os
benefícios do plano foram na verdade o resultado de políticas de laissez faire que permitiram
a estabilização de mercados através do crescimento económico. Além disso, alguns criticam o
plano por estabelecer uma tendência dos EUA a ajudar economias estrangeiras em
dificuldades, valendo-se do dinheiro dos impostos dos cidadãos norte-americanos.
       Desta forma, os EUA, como grande superpotência, conseguem concretizar a
hegemonia económica sobre o velho continente e esta Era de Prosperidade, de onde
resultaram anos de grande expansão, conhecidos pelos 30 Gloriosos, vêm estabelecer dívidas
infindáveis, das quais de gratidão e de subserviência europeia aos norte americanos.
       Até mesmo com a criação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Económico (OCDE) em 1961, que teve origem em 1948 como Organização para a
Cooperação Económica (OECE), e que tinha como objetivo ajudar a administrar o Plano
Marshall para a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial, e pelos países
participantes e que a constituem, os quais produzem juntos mais da metade de toda a riqueza
do mundo – o chamado “Grupo dos Ricos” – mostra que todas as intenções estratégicas
destas organizações são somente de controlar, dominar e aplicar as suas políticas perante os
estados subdesenvolvidos, limitando-os a essas mesmas políticas. Cabe assim a cada país
defender os seus interesses e estrutura-los adequada e favoravelmente de forma a não se
perder a sua identidade e soberania.




Docente: António Fragoso                           Discente: Ricardo da Palma, nº 43043



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Reflexão Individual - 1948 A Era da Prosperidade

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    EDUCAÇÃO SOCIAL –PÓS LABORAL UC - DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO REFLEXÃO 1948 – A Era da Prosperidade Após a II Guerra Mundial, a Europa, que sofria uma grave crise (económica, social e política), motivou o interesse dos EUA em “investir” nesta Europa degradada e sem soluções. No final da II Guerra Mundial, os países europeus entraram em declínio, coincidindo com a ascensão dos Estados Unidos da América e da União Soviética enquanto potências no palco das relações internacionais. A Europa, no período do pós II Grande Guerra, completamente desacreditada das suas capacidades, vê-se “embrulhada” entre estas duas superpotências mundiais: Os EUA e a URSS. Estas superpotências, com ideologias políticas completamente distintas: o liberalismo, sustentado pelo sistema do capitalismo (industrial), e o comunismo, respetivamente, tentam de qualquer forma deter o domínio Europeu através da aplicação das suas políticas. Churchill, governante britânico na altura, foi o primeiro a perceber o avanço do comunismo, embora a maioria dos europeus ainda não acreditava que existisse, e inicia fortes pressões para que o Ocidente, nomeadamente para os EUA, encontrasse uma estratégia para deter o avanço soviético. Em resposta à atitude britânica, o então presidente dos EUA, Harry Truman, pronunciou, num Congresso Nacional em março de 1947, um violento discurso assumindo o compromisso de "defender o mundo livre contra a ameaça comunista". Esta doutrina de Truman dá início à Guerra Fria, que divulgou por todo o mundo a forte oposição entre os blocos capitalista e comunista e apontava para um conjunto de práticas do governo dos EUA em escala mundial, que procurava conter a expansão do comunismo soviético, entretanto dominante na Europa de Leste e que tendia espalhar-se por toda a Europa Ocidental, junto aos chamados "elos frágeis" do sistema capital. Tal doutrina é aprofundada posteriormente pelo secretário de estado dos EUA, George Marshall, que anunciou a disposição dos Estados Unidos de efetiva colaboração financeira para a recuperação da economia dos países europeus. É assim criada pelos EUA uma medida de apoio para auxílio ao desenvolvimento económico – O Plano de Recuperação Europeu (European Recovery Program – ERP, designação formal), ou Plano Marshall, como ficou conhecido. 1
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    EDUCAÇÃO SOCIAL –PÓS LABORAL UC - DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO Elaborado pelos Estados Unidos e destinado à recuperação dos países da Europa Ocidental, o plano Marshall foi elaborado após uma reunião com os países europeus (em julho de 1947) e consistia no convite dirigido à União Soviética e aos países da Europa Oriental, em que os EUA prestavam auxílio económico e financeiro à Europa: seriam injetados 13 biliões de dólares para ajuda ao crescimento e desenvolvimento europeu. Itália, França, Inglaterra e posteriormente a Alemanha, foram os países que mais lucraram com esta assistência norte americana. No início, com a chegada à Itália do chamado “Comboio da Amizade”, os recursos/víveres foram sendo distribuídos e também utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações, e, logo depois, foram adquirindo matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e maquinaria. Aproximadamente 70% desses bens eram de origem norte-americana. Contudo, Josef Stalin, líder soviético, viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de qualquer país com domínio soviético e, motivado pela doutrina de Truman, torna mais consistente o início da guerra-fria1 entre o bloco de leste e o ocidente. Quando o plano foi concluído, a economia de cada país participante, com a exceção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra e nas duas décadas seguintes a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. O Plano Marshall também é visto como um dos primeiros elementos da integração europeia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia à escala intercontinental. Uma consequência intencionada foi a adoção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas, e, no termo da II Guerra Mundial, os movimentos de exportação de capitais americanos para a Europa organizados por iniciativa da política norte-americana tinham vários precedentes... A compra da maquinaria e respetivos materiais industrializados tinham de ser totalmente adquiridos pelos países aderentes aos Estados Unidos e a principal novidade consistia na escala da ajuda financeira e na obrigação dos países aderentes cumprirem as regras de administração da ajuda, no âmbito de uma organização multilateral europeia que implicava compromissos inéditos de cooperação técnica, económica e política. No tocante a Portugal, António Salazar, inicialmente, também recusou a ajuda norte americana que, com uma leitura pragmática, via que os movimentos de cooperação 1 Chamada de “Guerra-Fria” por não ter existido efetivamente recurso a estratégias militares físicas, de recurso a material bélico, apenas um conflito de ordem política, tecnológica, económica, social e ideológica entre as duas nações e as suas zonas de influência. 2
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    EDUCAÇÃO SOCIAL –PÓS LABORAL UC - DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO económica resultantes da participação de Portugal no European Recovery Program (ERP) nunca foram criados com o objetivo único de uma efetiva integração – paradigma de desenvolvimento – mas sim de uma cooperação para fins económicos – paradigma de crescimento económico. Mas, a débil conjuntura económica europeia na altura (pós guerra), em que Portugal não era de todo alheio, levou a que Salazar sucumbisse aos dólares americanos. Apesar desta ajuda e boas intenções norte-americanas terem como princípio o desenvolvimento europeu, maiores valores se levantaram. São os valores próprios e hegemónicos por parte dos EUA, em, por um lado, impor os seus produtos e capitais e controlar tudo o que se produzia na Europa e em injetar maquinaria industrial para essa produção, paga a juros altíssimos e de onde foram tirados grandes dividendos económicos, e por outro lado controlar ou aniquilar a expansão comunista. A meu ver, um dos princípios base do capitalismo é ter como objetivo único o enriquecimento do detentor do poder, político e económico, monitorizando e monopolizando os mercados e injetando as suas empresas (multinacionais). Ou seja, parece-me que o objetivo geral a que se propunha inicialmente esta ajuda, de gerar emprego, de dinamizar e contribuir para o desenvolvimento de um continente, enfim, contribuir positivamente (leia-se económica e socialmente) para o bem estar geral da comunidade europeia, é alcançado pelo objetivo específico de recuperar o que se investiu! Ainda hoje, o controlo e domínio dos países subdesenvolvidos por parte dos países fortes e ricos, os quais impõem a sua economia, é evidente dada a impotência desses países recetores que apenas dispõem de mão-de-obra barata e baixa qualificação das suas populações. Contudo, embora exista a perspetiva de que a entrada de multinacionais nos países subdesenvolvidos é uma forma positiva de promover a equidade entre todos, parece- me que esta perspetiva somente beneficia as populações e os países recetores apenas a curto prazo… E isto porque essas multinacionais apenas aí permanecem até que a mão-de-obra se mantenham barata e/ou até que as compense economicamente, ou seja, abandonam o país após recuperação do investimento efetuado, procurando outro país com mão-de-obra mais barata ou até mesmo deixando de existir por terem garantido o objetivo principal, vantagem económica. Apesar dessa hipotética ajuda, a médio e longo prazo tende a gerar mais desemprego e, logo, cria maiores desigualdades sociais e económicas. 3
  • 4.
    EDUCAÇÃO SOCIAL –PÓS LABORAL UC - DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÃO Recentemente os historiadores vêm questionando não só os verdadeiros motivos como também os efeitos gerais do Plano Marshall. Alguns historiadores acreditam que os benefícios do plano foram na verdade o resultado de políticas de laissez faire que permitiram a estabilização de mercados através do crescimento económico. Além disso, alguns criticam o plano por estabelecer uma tendência dos EUA a ajudar economias estrangeiras em dificuldades, valendo-se do dinheiro dos impostos dos cidadãos norte-americanos. Desta forma, os EUA, como grande superpotência, conseguem concretizar a hegemonia económica sobre o velho continente e esta Era de Prosperidade, de onde resultaram anos de grande expansão, conhecidos pelos 30 Gloriosos, vêm estabelecer dívidas infindáveis, das quais de gratidão e de subserviência europeia aos norte americanos. Até mesmo com a criação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em 1961, que teve origem em 1948 como Organização para a Cooperação Económica (OECE), e que tinha como objetivo ajudar a administrar o Plano Marshall para a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial, e pelos países participantes e que a constituem, os quais produzem juntos mais da metade de toda a riqueza do mundo – o chamado “Grupo dos Ricos” – mostra que todas as intenções estratégicas destas organizações são somente de controlar, dominar e aplicar as suas políticas perante os estados subdesenvolvidos, limitando-os a essas mesmas políticas. Cabe assim a cada país defender os seus interesses e estrutura-los adequada e favoravelmente de forma a não se perder a sua identidade e soberania. Docente: António Fragoso Discente: Ricardo da Palma, nº 43043 4