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Edição 1916 . 3 de agosto de 2005
Índice
Claudio de Moura
Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
Roberto Pompeu de
Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais
vendidos
Guia
Tratamentos para dormir melhor
Um novo medicamento, aprovado
nos EUA, promete tornar menos
penosas as noites dos insones
Na semana passada, a agência americana que controla a venda
de alimentos e remédios, o FDA, deu o aval para a
comercialização nos Estados Unidos de um medicamento que
promete acabar com um dos fantasmas que assombram milhões
de pessoas todas as noites. Trata-se de um produto que,
segundo os testes divulgados pelo fabricante e aceitos pelo
FDA, não provoca dependência nem está sujeito ao processo de
tolerância, que leva o organismo a se habituar a certas
substâncias e a responder apenas a doses cada vez maiores
para reagir. O Rozerem, nome comercial do remédio, é o primeiro
cuja atuação se dá nos mesmos receptores cerebrais da
melatonina, o hormônio que regula o ciclo sono-vigília.
Medicamentos de gerações anteriores agem em um complexo do
cérebro conhecido como receptor GABA tipo A, que, ao ser
quimicamente estimulado, atua como uma espécie de chave que
leva a pessoa a cair no sono. "O novo remédio ataca outra
frente com substâncias que simulam melhor os caminhos naturais
do organismo para o sono, com menor intensidade", diz o
neurofisiologista Flávio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do
Hospital das Clínicas de São Paulo. Com isso, diminui a
probabilidade de tolerância e dependência ao medicamento –
tanto que nos EUA o Rozerem entra no mercado em setembro
sem a necessidade de prescrição controlada.
O surgimento de novos soníferos não significa que os antigos
sejam ruins ou obsoletos. Os tipos de insônia variam tanto
quanto a maneira de superá-los. Em determinados cenários
clínicos, produtos anteriores ainda são os mais indicados, sejam
eles os benzodiazepínicos, caso do Dormonid e do Rohypnol,
sejam os da família zolpidem e zopiclone, cujos representantes
mais conhecidos são o Stilnox, o Lioram e o Imovane.
O uso de remédios para dormir é uma saída aceitável em
determinadas situações, mas é importante lembrar que eles não
atacam as causas da insônia, como o stress e a depressão.
Tomar certos cuidados antes da hora de dormir pode ser mais
efetivo a longo prazo. O quadro abaixo lista algumas ações que
podem contribuir para uma boa noite de sono.
CONSELHOS PARA UM REPOUSO TRANQÜILO
• Ter um horário para deitar-se e para acordar, mesmo nos fins
de semana
• Caso não se adormeça em meia hora, o melhor é levantar, ler
um livro ou ouvir música e só voltar para a cama com sono
• Perto do horário de dormir, evitar o fumo e alimentos ou
bebidas ricos em cafeína, como chocolate, café, refrigerantes e
chá preto
• Fazer refeições leves à noite
• Evitar exercícios à noite – relaxamento, alongamento e ioga
são exceções
• Dormir sob temperaturas entre 22 e 24 graus Celsius – vale
usar o ar-condicionado
• Tomar um banho quente duas horas antes de ir para a cama
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Qualidade do sono, qualidade de vida
Enquanto dormimos, o corpo está em plena atividade. Não é por
acaso que passamos cerca de um terço de nossa vida na cama.
Várias funções essenciais ao bom funcionamento do organismo
são atribuídas ao sono. A principal é que ele serve para
recuperar parte da energia gasta durante o dia. Ele também
ajuda na ordenação e na fixação de informações recebidas no
período de vigília. "A ausência de um sono reparador pode
provocar sérios problemas de saúde", alerta a especialista Lia
Rita Bittencourt, do Instituto do Sono de São Paulo. Eis algumas
das principais descobertas científicas sobre o que acontece no
corpo ao dormir:
• O hormônio do crescimento é liberado com maior intensidade.
Nos adultos, ele atua na renovação de tecidos, sobretudo
musculares, evitando a flacidez e contribuindo para o vigor
físico.
• As células adiposas liberam maior quantidade de leptina,
hormônio que controla a sensação de saciedade. Uma pesquisa
da Universidade Columbia indicou que quem dorme mal está mais
propenso a engordar. "Outros estudos mostram que uma boa
noite de sono pode até emagrecer", diz Lia.
• O corpo se livra de alguns radicais livres, moléculas que podem
causar envelhecimento precoce e até tumores.
• Cai a produção de cortisol, o hormônio liberado em situações
de stress.
• Aumentam os níveis de prolactina, hormônio que age nas
glândulas mamárias estimulando seu crescimento e a produção
de leite.
• Aumenta a produção de insulina. Uma pesquisa da Universidade
de Chicago mostrou que a privação do sono levou jovens a
apresentar níveis do hormônio em quantidades semelhantes às
de portadores do diabetes.
• O cérebro passa por uma regulação térmica, essencial para o
bom funcionamento da memória e do raciocínio.
Editado por Eduardo Burckhardt.
C olaboraram Helena Fruet, P aula Neiva e Roberta A breu Lima
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  • 2.
    17/09/13 VEJA on-line veja.abril.com.br/030805/p_118.html2/2 Qualidade do sono, qualidade de vida Enquanto dormimos, o corpo está em plena atividade. Não é por acaso que passamos cerca de um terço de nossa vida na cama. Várias funções essenciais ao bom funcionamento do organismo são atribuídas ao sono. A principal é que ele serve para recuperar parte da energia gasta durante o dia. Ele também ajuda na ordenação e na fixação de informações recebidas no período de vigília. "A ausência de um sono reparador pode provocar sérios problemas de saúde", alerta a especialista Lia Rita Bittencourt, do Instituto do Sono de São Paulo. Eis algumas das principais descobertas científicas sobre o que acontece no corpo ao dormir: • O hormônio do crescimento é liberado com maior intensidade. Nos adultos, ele atua na renovação de tecidos, sobretudo musculares, evitando a flacidez e contribuindo para o vigor físico. • As células adiposas liberam maior quantidade de leptina, hormônio que controla a sensação de saciedade. Uma pesquisa da Universidade Columbia indicou que quem dorme mal está mais propenso a engordar. "Outros estudos mostram que uma boa noite de sono pode até emagrecer", diz Lia. • O corpo se livra de alguns radicais livres, moléculas que podem causar envelhecimento precoce e até tumores. • Cai a produção de cortisol, o hormônio liberado em situações de stress. • Aumentam os níveis de prolactina, hormônio que age nas glândulas mamárias estimulando seu crescimento e a produção de leite. • Aumenta a produção de insulina. Uma pesquisa da Universidade de Chicago mostrou que a privação do sono levou jovens a apresentar níveis do hormônio em quantidades semelhantes às de portadores do diabetes. • O cérebro passa por uma regulação térmica, essencial para o bom funcionamento da memória e do raciocínio. Editado por Eduardo Burckhardt. C olaboraram Helena Fruet, P aula Neiva e Roberta A breu Lima topo voltar