Prática alfabetizadora
A aquisição da língua como processo
sociocultural
Izabel Reinaldo de Sousa
Graduanda em Pedagogia - INTA
“Os aspectos destacados permitem caracterizar a
alfabetização como um processo histórico social de
múltiplas dimensões, estando a exigir análises e
enfoques numa perspectiva ampla, sem, contudo, negar
sua especificidade, abarcando as contribuições das
ciências Lingüísticas, da Psicologia, da Antropologia, da
Sociologia, por exemplo. Esse tipo de abordagem
contribui para o estudo da alfabetização na totalidade
de suas nuances dentro do processo ensino-
aprendizagem.” ( BRITO, 2007, p. 01)
Conceito de alfabetização
• A escrita como um produto cultural.
• A alfabetização transcende a mecânica do ler e do
escrever (codificação/decodificação), ou seja, a
alfabetização é um processo histórico-social
multifacetado, envolvendo a natureza da língua escrita
e as práticas culturais de seus usos.
• A língua escrita, desde sua origem, está ligada aos
processos de dominação/poder, participação/exclusão
inerentes às relações sociais, no entanto, pode estar
ligada, também, ao desenvolvimento sociocultural e
cognitivo dos povos, provocando mudanças
significativas nas práticas comunicativas (Tfouni, 1997).
Aquisição da linguagem segundo
Vygotsky
“A linguagem é social e não se torna social. O
que configura a existência da linguagem, muito
mais que a expressão oral, é a troca de
compreensões dos significados (por gestos,
olhares, choro ou palavras). Assim, a linguagem
está em construção antes mesmo de a criança
aprender a falar.”
Os pressupostos teóricos de Vigotski (1998), cuja
contribuição tem sido valiosa no campo
educacional, iluminam a discussão sobre o
aprendizado da escrita (considerada como um
sistema de signos socialmente construídos),
descrevendo o processo de apropriação da escrita
como processo cultural, de caráter histórico,
envolvendo práticas interativas. A aprendizagem da
escrita refere-se, pois, à aquisição de um sistema de
signos que, assim como os instrumentos, foram
produzidos pelo homem em resposta às suas
necessidades socioculturais concretas.
Aquisição da linguagem segundo
Piaget
“A linguagem egocêntrica (quando as crianças
falam sozinhas ou com crianças da mesma idade
– em torno de três anos de idade) não tem troca
com o outro inicialmente. O nível de
desenvolvimento da criança é que faz com que
pouco a pouco ela vá trocando sua linguagem
com os outros.
O processo de construção da escrita
segundo Emilia Ferreiro
“Um sujeito intelectualmente ativo não é um sujeito que
‘faz muitas coisas’, nem um sujeito que tem uma
atividade observável. Um sujeito ativo é um sujeito que
compara, exclui, ordena, categoriza, reformula,
comprova, formula hipóteses, reorganiza, etc., em ação
interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo
seu nível de desenvolvimento). Um sujeito que está
realizando algo materialmente, porém, segundo as
instruções ou o modelo para ser copiado, dado por outro,
não é, habitualmente, um sujeito intelectualmente ativo.”
(Ferreiro; Teberosky, 1985, p. 29)
Níveis de escrita segundo Emilia
Ferreiro
• Nível pré-silábico
A escrita da criança não tem correspondência
com o som. Nesse nível é característico o uso de
rabiscos, desenhos, bolinhas, risquinhos, etc.
• Nível silábico
Ao escrever, a criança conta os “pedaços
sonoros” – as sílabas das palavras e das frases –
e usa uma letra para representar cada sílaba
Níveis de escrita segundo Emilia
Ferreiro
• Nível silábico-alfabético
O valor sonoro torna-se fundamental, e começa a
acrescentar letras principalmente na primeira sílaba. A
palavra boneca, por exemplo, é escrita assim: “bonc”, e
não mais “bnc” (escrita silábica).
• Nível alfabético
A criança agora faz consegue ler e expressar graficamente
o que pensa ou fala. Porém, escreve foneticamente (ou
seja, faz relação entre som e letra) e ainda não consegue
escrever ortograficamente.
Teste das quatro palavras e uma frase
Prática alfabetizadora pibid
Prática alfabetizadora pibid
Prática alfabetizadora pibid

Prática alfabetizadora pibid

  • 1.
    Prática alfabetizadora A aquisiçãoda língua como processo sociocultural Izabel Reinaldo de Sousa Graduanda em Pedagogia - INTA
  • 2.
    “Os aspectos destacadospermitem caracterizar a alfabetização como um processo histórico social de múltiplas dimensões, estando a exigir análises e enfoques numa perspectiva ampla, sem, contudo, negar sua especificidade, abarcando as contribuições das ciências Lingüísticas, da Psicologia, da Antropologia, da Sociologia, por exemplo. Esse tipo de abordagem contribui para o estudo da alfabetização na totalidade de suas nuances dentro do processo ensino- aprendizagem.” ( BRITO, 2007, p. 01) Conceito de alfabetização
  • 3.
    • A escritacomo um produto cultural. • A alfabetização transcende a mecânica do ler e do escrever (codificação/decodificação), ou seja, a alfabetização é um processo histórico-social multifacetado, envolvendo a natureza da língua escrita e as práticas culturais de seus usos. • A língua escrita, desde sua origem, está ligada aos processos de dominação/poder, participação/exclusão inerentes às relações sociais, no entanto, pode estar ligada, também, ao desenvolvimento sociocultural e cognitivo dos povos, provocando mudanças significativas nas práticas comunicativas (Tfouni, 1997).
  • 4.
    Aquisição da linguagemsegundo Vygotsky “A linguagem é social e não se torna social. O que configura a existência da linguagem, muito mais que a expressão oral, é a troca de compreensões dos significados (por gestos, olhares, choro ou palavras). Assim, a linguagem está em construção antes mesmo de a criança aprender a falar.”
  • 5.
    Os pressupostos teóricosde Vigotski (1998), cuja contribuição tem sido valiosa no campo educacional, iluminam a discussão sobre o aprendizado da escrita (considerada como um sistema de signos socialmente construídos), descrevendo o processo de apropriação da escrita como processo cultural, de caráter histórico, envolvendo práticas interativas. A aprendizagem da escrita refere-se, pois, à aquisição de um sistema de signos que, assim como os instrumentos, foram produzidos pelo homem em resposta às suas necessidades socioculturais concretas.
  • 6.
    Aquisição da linguagemsegundo Piaget “A linguagem egocêntrica (quando as crianças falam sozinhas ou com crianças da mesma idade – em torno de três anos de idade) não tem troca com o outro inicialmente. O nível de desenvolvimento da criança é que faz com que pouco a pouco ela vá trocando sua linguagem com os outros.
  • 7.
    O processo deconstrução da escrita segundo Emilia Ferreiro “Um sujeito intelectualmente ativo não é um sujeito que ‘faz muitas coisas’, nem um sujeito que tem uma atividade observável. Um sujeito ativo é um sujeito que compara, exclui, ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses, reorganiza, etc., em ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva (segundo seu nível de desenvolvimento). Um sujeito que está realizando algo materialmente, porém, segundo as instruções ou o modelo para ser copiado, dado por outro, não é, habitualmente, um sujeito intelectualmente ativo.” (Ferreiro; Teberosky, 1985, p. 29)
  • 8.
    Níveis de escritasegundo Emilia Ferreiro • Nível pré-silábico A escrita da criança não tem correspondência com o som. Nesse nível é característico o uso de rabiscos, desenhos, bolinhas, risquinhos, etc. • Nível silábico Ao escrever, a criança conta os “pedaços sonoros” – as sílabas das palavras e das frases – e usa uma letra para representar cada sílaba
  • 9.
    Níveis de escritasegundo Emilia Ferreiro • Nível silábico-alfabético O valor sonoro torna-se fundamental, e começa a acrescentar letras principalmente na primeira sílaba. A palavra boneca, por exemplo, é escrita assim: “bonc”, e não mais “bnc” (escrita silábica). • Nível alfabético A criança agora faz consegue ler e expressar graficamente o que pensa ou fala. Porém, escreve foneticamente (ou seja, faz relação entre som e letra) e ainda não consegue escrever ortograficamente.
  • 10.
    Teste das quatropalavras e uma frase