Algoritmos e respetivos protocolos
de encaminhamento (1/3)
• Algoritmos de encaminhamento unicasting numa
rede IP:
1
Vetor de distância (Distance
Vector) determina a direção
(vetor) e a distância de todos
os links na rede (Ex.: RIP,
IGRP, ...)
Algoritmos e respetivos protocolos
de encaminhamento (2/3)
• Algoritmos de encaminhamento unicasting numa
rede IP:
2
Link state (também chamado
de shortest path first) recria a
topologia exata da
internetwork (totalidade).
(Ex.: OSPF, ...)
Algoritmos e respetivos protocolos
de encaminhamento (2/3)
• Algoritmos de encaminhamento unicasting numa
rede IP:
3
Híbrida balanceada combina
aspetos dos algoritmos do link
state e distance vector.
Distance Vector (1/4)
 Os algoritmos de vetor de distância
(distance vector) não permitem que
um router conheça a topologia
exata da rede.
 O router conhece apenas os vizinhos
e o custo para os alcançar.
 Um processo iterativo de
computação com troca de
informação com os vizinhos permite
construir uma tabela de
encaminhamento e fazê-la evoluir
dinamicamente
4
Distance Vector (2/4)
5
• Exemplos de protocolos:
o Routing Information Protocol (RIP) – O mais comum na Internet, o RIP usa a
contagem de saltos como única métrica de routing.
o Interior Gateway Routing Protocol (IGRP) – Criado pela Cisco para
ultrapassar problemas associados ao routing em redes grandes e
heterogéneas.
o Enhanced IGRP (EIGRP) – Exclusivo da Cisco inclui muitos dos recursos de
um protocolo de routing link state. Por isso, é considerado um protocolo
híbrido balanceado mas é, na verdade, um protocolo avançado de
routing distance vector .
Distance Vector (3/4)
• As tabelas de encaminhamento contêm a distância
(distance) e a direção (vector) para as ligações da rede.
• A distância pode ser a contagem de saltos até à
ligação.
• Os routers enviam periodicamente toda ou parte das
suas da tabelas de encaminhamento para os routers
adjacentes.
o As tabelas são enviadas mesmo que não haja alterações na rede.
6
Distance Vector (4/4)
Vantagens
• Fácil de implementar;
• O cálculo da tabela de
routing é pouco complexo,
pelo que não necessita de
grande capacidade de
processamento por parte
do router.
Desvantagens
• Mensagens de actualização
podem ser muito extensas;
• As mudanças propagam-se
lentamente entre routers,
podendo existir routers com
informação incorrecta e esta
ser propagada pela rede;
• O algoritmo pode não
convergir e é lento quando
converge.
7
Convergência
intervalo de tempo necessário para
que os routers tomem conhecimento de
alterações e recalculem as rotas
Convergência
intervalo de tempo necessário para
que os routers tomem conhecimento de
alterações e recalculem as rotas
Como obter as tabelas de
encaminhamento
1. O router começa por identificar os
seus vizinhos. Tendo como distância o
valor zero.
2. Os routers descobrem o melhor
caminho para as redes de destino,
com base nas informações que
recebem de cada vizinho.
3. Cada uma das entradas da outra
rede na tabela de routing tem um
vetor de distância acumulado, para
mostrar a distância que essa rede se
encontra em determinada direção.
8
Alterações na rede
• As atualizações das
alterações na rede são
feitas passo-a-passo, de
router para router.
• Os algoritmos de vetor
de distância solicitam a
cada router toda a sua
tabela de routing para
cada um dos vizinhos
adjacentes.
Prof. Isabel Caetano 9
As tabelas de encaminhamento incluem informações sobre o custo total do caminho (definido pela
sua métrica) e o endereço do (primeiro) router no caminho para cada rede
Exemplo 1
• A partir da figura obter as tabelas de
encaminhamento finais para cada router, usando
o algoritmo de vetor de distâncias.
14
Exemplo 1 - Resolução
15
• Na 1ª iteração cada router verifica a que distância
está dos outros preenchendo apenas a linha
correspondente ao seu próprio router
Exemplo 1 - Resolução
16
• Na 2ª iteração os routers vizinhos trocam as tabelas
entre si, recebendo dados que lhes permite
preencher as restantes linhas e/ou atualizar os
dados
Exemplo 1 - Resolução
17
• Na 3ª iteração voltam a trocar tabelas e os custos
mais baixos são aplicados às tabelas que ainda
não estavam actualizadas
Contagem até ao infinito
• As atualizações inválidas da rede
podem fazer loop.
o Essa condição é chamada de
contagem ao infinito.
• O vetor de distância (métrica) do
contador de saltos aumenta
sempre que o pacote passa por
um outro router.
18
Como solucionar os loops? (1/2)
• Limite de número de saltos
máximos possíveis (16 saltos –
infinito).
• Assim, o loop só se prolonga até
aos 16 saltos e o nó será removido
da tabela de encaminhamento.
• Todavia, a solução dos 16 saltos
não evita que o loop se
mantenha, por vezes, bastante
tempo (pode demorar alguns
minutos) sendo possível perder-se
informação de encaminhamento
relativa a outras redes.
19
Como solucionar os loops? (2/2)
• O split horizon tenta evitar que
informações incorretas sejam
enviadas de volta para um router
contradizendo informações corretas.
• Se uma atualização sobre a rede 1
chegar do router A, o router B (ou D)
não poderá enviar informações sobre
a rede 1 de volta para o router A.
• O split horizon reduz assim as
informações incorretas e reduz a
sobrecarga do routing.
20
Protocolo de encaminhamento
dinâmico RIP
• Existem dois tipos de RIP actualmente: RIP v.1 e RIP v.2.
• Este protocolo usa o algoritmo do vetor das distâncias de
Bellman-Ford.
• O RIP apenas deve ser usado em pequenas redes, devido
ao seu problema de convergência (lenta) e limite de saltos
(15).
• No RIP, a escolha dos caminhos é baseada apenas no
número de saltos até ao destino.
21
Hop count no RIP
22
• Quando um router recebe a tabela de um
router vizinho a indicar que é possível
alcançar a rede X com um número de
saltos N, significa que ele pode alcançar a
mesma rede X com um número de saltos
N+1.
Problemas associados ao RIP
23
• Pôr de parte alternativas melhores (largura de banda,
congestionamento, fiabilidade, …) > só conta o número de
saltos.
• Atualizações:
o Em cada 30 segundos cada router envia para os seus vizinhos
as actualizações.
o Ao fim de 90 segundos sem receber informação de outro router
(vizinho) marca essa rede como inacessível.
o Ao fim de 3 minutos sem "dar notícias" os routers vizinhos
apagam a linha da tabela de routing que continha essa rede –
o que pode provocar loops.
• Incapacidade de detetar loops na rede.

Protocolos de encaminhamento_i

  • 1.
    Algoritmos e respetivosprotocolos de encaminhamento (1/3) • Algoritmos de encaminhamento unicasting numa rede IP: 1 Vetor de distância (Distance Vector) determina a direção (vetor) e a distância de todos os links na rede (Ex.: RIP, IGRP, ...)
  • 2.
    Algoritmos e respetivosprotocolos de encaminhamento (2/3) • Algoritmos de encaminhamento unicasting numa rede IP: 2 Link state (também chamado de shortest path first) recria a topologia exata da internetwork (totalidade). (Ex.: OSPF, ...)
  • 3.
    Algoritmos e respetivosprotocolos de encaminhamento (2/3) • Algoritmos de encaminhamento unicasting numa rede IP: 3 Híbrida balanceada combina aspetos dos algoritmos do link state e distance vector.
  • 4.
    Distance Vector (1/4) Os algoritmos de vetor de distância (distance vector) não permitem que um router conheça a topologia exata da rede.  O router conhece apenas os vizinhos e o custo para os alcançar.  Um processo iterativo de computação com troca de informação com os vizinhos permite construir uma tabela de encaminhamento e fazê-la evoluir dinamicamente 4
  • 5.
    Distance Vector (2/4) 5 •Exemplos de protocolos: o Routing Information Protocol (RIP) – O mais comum na Internet, o RIP usa a contagem de saltos como única métrica de routing. o Interior Gateway Routing Protocol (IGRP) – Criado pela Cisco para ultrapassar problemas associados ao routing em redes grandes e heterogéneas. o Enhanced IGRP (EIGRP) – Exclusivo da Cisco inclui muitos dos recursos de um protocolo de routing link state. Por isso, é considerado um protocolo híbrido balanceado mas é, na verdade, um protocolo avançado de routing distance vector .
  • 6.
    Distance Vector (3/4) •As tabelas de encaminhamento contêm a distância (distance) e a direção (vector) para as ligações da rede. • A distância pode ser a contagem de saltos até à ligação. • Os routers enviam periodicamente toda ou parte das suas da tabelas de encaminhamento para os routers adjacentes. o As tabelas são enviadas mesmo que não haja alterações na rede. 6
  • 7.
    Distance Vector (4/4) Vantagens •Fácil de implementar; • O cálculo da tabela de routing é pouco complexo, pelo que não necessita de grande capacidade de processamento por parte do router. Desvantagens • Mensagens de actualização podem ser muito extensas; • As mudanças propagam-se lentamente entre routers, podendo existir routers com informação incorrecta e esta ser propagada pela rede; • O algoritmo pode não convergir e é lento quando converge. 7 Convergência intervalo de tempo necessário para que os routers tomem conhecimento de alterações e recalculem as rotas Convergência intervalo de tempo necessário para que os routers tomem conhecimento de alterações e recalculem as rotas
  • 8.
    Como obter astabelas de encaminhamento 1. O router começa por identificar os seus vizinhos. Tendo como distância o valor zero. 2. Os routers descobrem o melhor caminho para as redes de destino, com base nas informações que recebem de cada vizinho. 3. Cada uma das entradas da outra rede na tabela de routing tem um vetor de distância acumulado, para mostrar a distância que essa rede se encontra em determinada direção. 8
  • 9.
    Alterações na rede •As atualizações das alterações na rede são feitas passo-a-passo, de router para router. • Os algoritmos de vetor de distância solicitam a cada router toda a sua tabela de routing para cada um dos vizinhos adjacentes. Prof. Isabel Caetano 9 As tabelas de encaminhamento incluem informações sobre o custo total do caminho (definido pela sua métrica) e o endereço do (primeiro) router no caminho para cada rede
  • 10.
    Exemplo 1 • Apartir da figura obter as tabelas de encaminhamento finais para cada router, usando o algoritmo de vetor de distâncias. 14
  • 11.
    Exemplo 1 -Resolução 15 • Na 1ª iteração cada router verifica a que distância está dos outros preenchendo apenas a linha correspondente ao seu próprio router
  • 12.
    Exemplo 1 -Resolução 16 • Na 2ª iteração os routers vizinhos trocam as tabelas entre si, recebendo dados que lhes permite preencher as restantes linhas e/ou atualizar os dados
  • 13.
    Exemplo 1 -Resolução 17 • Na 3ª iteração voltam a trocar tabelas e os custos mais baixos são aplicados às tabelas que ainda não estavam actualizadas
  • 14.
    Contagem até aoinfinito • As atualizações inválidas da rede podem fazer loop. o Essa condição é chamada de contagem ao infinito. • O vetor de distância (métrica) do contador de saltos aumenta sempre que o pacote passa por um outro router. 18
  • 15.
    Como solucionar osloops? (1/2) • Limite de número de saltos máximos possíveis (16 saltos – infinito). • Assim, o loop só se prolonga até aos 16 saltos e o nó será removido da tabela de encaminhamento. • Todavia, a solução dos 16 saltos não evita que o loop se mantenha, por vezes, bastante tempo (pode demorar alguns minutos) sendo possível perder-se informação de encaminhamento relativa a outras redes. 19
  • 16.
    Como solucionar osloops? (2/2) • O split horizon tenta evitar que informações incorretas sejam enviadas de volta para um router contradizendo informações corretas. • Se uma atualização sobre a rede 1 chegar do router A, o router B (ou D) não poderá enviar informações sobre a rede 1 de volta para o router A. • O split horizon reduz assim as informações incorretas e reduz a sobrecarga do routing. 20
  • 17.
    Protocolo de encaminhamento dinâmicoRIP • Existem dois tipos de RIP actualmente: RIP v.1 e RIP v.2. • Este protocolo usa o algoritmo do vetor das distâncias de Bellman-Ford. • O RIP apenas deve ser usado em pequenas redes, devido ao seu problema de convergência (lenta) e limite de saltos (15). • No RIP, a escolha dos caminhos é baseada apenas no número de saltos até ao destino. 21
  • 18.
    Hop count noRIP 22 • Quando um router recebe a tabela de um router vizinho a indicar que é possível alcançar a rede X com um número de saltos N, significa que ele pode alcançar a mesma rede X com um número de saltos N+1.
  • 19.
    Problemas associados aoRIP 23 • Pôr de parte alternativas melhores (largura de banda, congestionamento, fiabilidade, …) > só conta o número de saltos. • Atualizações: o Em cada 30 segundos cada router envia para os seus vizinhos as actualizações. o Ao fim de 90 segundos sem receber informação de outro router (vizinho) marca essa rede como inacessível. o Ao fim de 3 minutos sem "dar notícias" os routers vizinhos apagam a linha da tabela de routing que continha essa rede – o que pode provocar loops. • Incapacidade de detetar loops na rede.