Redes de computadores
Por: Henrique Quirino Silva
Aula 03.1
• Roteadores
• Gateways
Conectividade - Roteadores
◉ Camada de rede do modelo OSI
◉ Além das funções do switch, consegue determinar a
melhor rota para determinado destino
◉ Vantagens
• Melhor gerenciamento do tráfego
• Compartilhamento de status de conexões com outros
roteadores para evitar rotas lentas ou instáveis
• Uso mais inteligente dos links
• Não permite broadcasts ou pacotes corrompidos
• Filtra o tráfego de broadcast
◉ Desvantagens
• Processamento dos dados é mais lento que nos switches
Roteadores - Funcionamento
◉ Tabela de roteamento contém, dentre outros:
• Redes conhecidas
• Instruções para conexões com outras redes
• Default Gateway
• Caminhos possíveis entre os roteadores
• Custo de envio dos dados para cada caminho
◉ Não procuram pelo computador e sim pela rede de
destino
◉ Hops–número de roteadores entre a rede de origem e
destino
◉ Problema do extra hop
◉ Um roteador não participante do grupo de roteamento
encaminha pacotes ao caminho mais longo
Tabela de roteamento
Tabela de roteamento
Tipos de rotas
◉ Estáticas:
• Criadas e mantidas de forma manual
• Não há tolerância a falhas – se houver problemas, a rota
não será reconfigurada.
• Default route – Quando não há rotas conhecidas para
determinada rede
• Normalmente aponta para o gateway externo da organização
• Notação: 0.0.0.0/0
• Para criar: Ip route <prefixo> <máscara><gateway>
◉ Dinâmicas
• Roteadores “aprendem” as rotas, baseados em protocolos
de roteamento
Protocolos de roteamento
◉ Finalidades:
• Aprendizado dinâmico das rotas
• Determinação da melhor rota
• Atualização da tabela de roteamento
• Evitar loops
• Utilizar caminho alternativo, caso haja problema em links
◉ Sistema autônomo
• Conjunto de Redes cou roteadores com políticas de
roteamento comuns
◉ Podem ter Interior ou Exterior Gateway Protocols
• IGP: Dentro de um sistema autônomo
• EGP: Entre sistemas autônomos
• Um roteador pode usar 2 protocolos diferentes ao mesmo
tempo: um para EGP e outro para IGP
Prot. Roteamento – Distance Vector
◉ Leva em conta o número de hops entre origem e
destino
◉ Número máximo de hops: 15
◉ Atualizam os demais roteadores via broadcast
◉ Roteador não conhece a topologia nesse protocolo
◉ Vantagens
• Implementação simples
◉ Desvantagens
• Funcionamento em casos de trocas constantes de rotas
• Nem sempre o menor caminho é o melhor
• Troca de mensagens grandes entre roteadores
Roteamento – Link State
◉ Algoritmo realiza 2 tarefas básicas
• Verifica status de roteadores vizinhos
• Propaga a informação aos demais roteadores
◉ Mensagens trocadas entre roteadores não especificam
rota – apenas comunicação entre switches
◉ Vantagens
• Roteador conhece a topologia de rede
• Cada roteador calcula suas rotas com independência
• Melhor escalabilidade–troca de dados é menor
◉ Leva em conta largura de banda e carga do link
◉ Possui balanceamento de carga
BGP
◉ Sistema de roteamento entre sistemas autônomos
◉ Não é considerado distance vector “puro” mas utiliza
princípios similares
◉ 2 tipos de BGP
• IBGP (Internal) – raro, dentro do mesmo sist. Autônomo
• BGP (External) – Entre sistemas autônomos
◉ Usa o CIDR e suporta route aggregation
◉ Orientado a conexão –TCP Port. 179
◉ Updates nas tabelas de roteamento são incrementais
◉ Aceita autenticação
BGP - Funcionamento
◉ Cada sistema autônomo elege um roteador para
contatar outros SAs
• Roteador é chamado de border gateway (conversam BGP)
◉ Obtém rotas de outros roteadores BGP
◉ Escolha do melhor caminho
• Path atributes–next hop; lista de SAs; Origem do caminho
◉ Suporta apenas o IP (não é multiprotocolo)
◉ Cabeçalho tem 19 bytes
• Marker (16 bytes) Identificador. Usado para autenticação
• Length (2 bytes) Tamanho da mensagem
• Type (1 Byte): Tipo da mensagem
• Data (variável): Informação em si
• Tamanho do pacote: Entre 19 (min) e 4096 (max) bytes
BGP – Tipos de mensagem
◉ OPEN – Inicia a comunicação entre BGP routers
◉ UPDATE – envia informações de alcance de rotas
◉ NOTIFICATION – Reporta erros
BGP – Restrições
◉ Um EGP não comunica ou interpreta métricas de
distância
• BGP não compara o custo de 2 rotas, a menos que as
obtenha do mesmo SA
◉ Um BGP pode reportar múltiplos caminhos para uma
rede, mas só usa um de cada vez
◉ Não suporta balanceamento de carga em sistemas
autônomos
• Inadequado para roteamento em uma rede que possui
conexão com 2 WANs diferentes
RIP – Routing Information Protocol
◉ Aplicação direta de distance vector
◉ Um dos primeiros IGP´s
◉ Participantes
• Roteadores: Ativos – publicam as rotas
• Hosts: Passivos – “escutam” e atualizam suas tabelas
◉ Distância é medida em hops
• “Nem sempre o caminho mais curto é o menor”
• Limite: 15 hops (evita loops; restringe atuação)
◉ Não orientado a conexão (usa UDP porta 520)
◉ Tabela só é alterada se a distância for menor
◉ Mensagens via broadcast(v1) ou multicast(v2)
◉ Suporte a CIDR(v2)
OSPF – Open shortest patch first
◉ Família link state
◉ Funciona apenas dentro de um AS
◉ Suporte a CIDR
◉ Mensagens podem ser autenticadas
◉ Rotas podem ser importadas de outros protocolos
(Ex. BGP)
◉ Suporte a métrica: Um custo pode ser atribuído a
cada rota
Tunelamento
◉ Nem todos os protocolos são roteáveis
◉ Encapsulamento de um protocolo camada 3
(NetBEUI, por exemplo) dentro de um protocolo
roteável
◉ O desencapsulamento é feito pelo roteador destino
◉ Bastante útil, mas causa significativo overhead
NAT (Network Address Translation)
◉ Redes com Ips privados não acessam a internet
◉ Os Ips das redes privadas são traduzidos para um IP
válido (configurado no roteador) via NAT
◉ Otimizou alocação de Ips
• Agora, basta ter apenas 1 IP válido na internet para toda
rede
◉ Contribui para segurança da rede privada
• O endereço interno não é conhecido na internet
NAT (Network Address Translation)
ACL (Access Control List)
◉ Implementa segurança em um roteador
• Agrega algumas funções de firewall
◉ Gerencia tráfego IP à medida que a rede cresce
◉ Filtra pacotes que passam pelo roteador
◉ Controla o acesso à console administrativa
◉ Dois tipos
• Padrão: Examina o IP de origem e permite ou nega tráfego
• Estendida: Idem acima, mas examina também o IP destino
Conectividade ‐ Gateways
◉ Podem operar em qualquer camada do modelo OSI
◉ Contém todo o necessário para assegurar a
interconectividade entre redes distintas
• Tradutores de protocolo
• Tradutores de sinal
• Isoladores de falha
◉ A maioria dos roteadores de hoje incorpora a função
de gateway
◉ Pode ser implementado em hardware ou software
Gateways - Diagrama

Aula 3 (parte 1)

  • 1.
    Redes de computadores Por:Henrique Quirino Silva Aula 03.1 • Roteadores • Gateways
  • 2.
    Conectividade - Roteadores ◉Camada de rede do modelo OSI ◉ Além das funções do switch, consegue determinar a melhor rota para determinado destino ◉ Vantagens • Melhor gerenciamento do tráfego • Compartilhamento de status de conexões com outros roteadores para evitar rotas lentas ou instáveis • Uso mais inteligente dos links • Não permite broadcasts ou pacotes corrompidos • Filtra o tráfego de broadcast ◉ Desvantagens • Processamento dos dados é mais lento que nos switches
  • 3.
    Roteadores - Funcionamento ◉Tabela de roteamento contém, dentre outros: • Redes conhecidas • Instruções para conexões com outras redes • Default Gateway • Caminhos possíveis entre os roteadores • Custo de envio dos dados para cada caminho ◉ Não procuram pelo computador e sim pela rede de destino ◉ Hops–número de roteadores entre a rede de origem e destino ◉ Problema do extra hop ◉ Um roteador não participante do grupo de roteamento encaminha pacotes ao caminho mais longo
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Tipos de rotas ◉Estáticas: • Criadas e mantidas de forma manual • Não há tolerância a falhas – se houver problemas, a rota não será reconfigurada. • Default route – Quando não há rotas conhecidas para determinada rede • Normalmente aponta para o gateway externo da organização • Notação: 0.0.0.0/0 • Para criar: Ip route <prefixo> <máscara><gateway> ◉ Dinâmicas • Roteadores “aprendem” as rotas, baseados em protocolos de roteamento
  • 7.
    Protocolos de roteamento ◉Finalidades: • Aprendizado dinâmico das rotas • Determinação da melhor rota • Atualização da tabela de roteamento • Evitar loops • Utilizar caminho alternativo, caso haja problema em links ◉ Sistema autônomo • Conjunto de Redes cou roteadores com políticas de roteamento comuns ◉ Podem ter Interior ou Exterior Gateway Protocols • IGP: Dentro de um sistema autônomo • EGP: Entre sistemas autônomos • Um roteador pode usar 2 protocolos diferentes ao mesmo tempo: um para EGP e outro para IGP
  • 8.
    Prot. Roteamento –Distance Vector ◉ Leva em conta o número de hops entre origem e destino ◉ Número máximo de hops: 15 ◉ Atualizam os demais roteadores via broadcast ◉ Roteador não conhece a topologia nesse protocolo ◉ Vantagens • Implementação simples ◉ Desvantagens • Funcionamento em casos de trocas constantes de rotas • Nem sempre o menor caminho é o melhor • Troca de mensagens grandes entre roteadores
  • 9.
    Roteamento – LinkState ◉ Algoritmo realiza 2 tarefas básicas • Verifica status de roteadores vizinhos • Propaga a informação aos demais roteadores ◉ Mensagens trocadas entre roteadores não especificam rota – apenas comunicação entre switches ◉ Vantagens • Roteador conhece a topologia de rede • Cada roteador calcula suas rotas com independência • Melhor escalabilidade–troca de dados é menor ◉ Leva em conta largura de banda e carga do link ◉ Possui balanceamento de carga
  • 10.
    BGP ◉ Sistema deroteamento entre sistemas autônomos ◉ Não é considerado distance vector “puro” mas utiliza princípios similares ◉ 2 tipos de BGP • IBGP (Internal) – raro, dentro do mesmo sist. Autônomo • BGP (External) – Entre sistemas autônomos ◉ Usa o CIDR e suporta route aggregation ◉ Orientado a conexão –TCP Port. 179 ◉ Updates nas tabelas de roteamento são incrementais ◉ Aceita autenticação
  • 11.
    BGP - Funcionamento ◉Cada sistema autônomo elege um roteador para contatar outros SAs • Roteador é chamado de border gateway (conversam BGP) ◉ Obtém rotas de outros roteadores BGP ◉ Escolha do melhor caminho • Path atributes–next hop; lista de SAs; Origem do caminho ◉ Suporta apenas o IP (não é multiprotocolo) ◉ Cabeçalho tem 19 bytes • Marker (16 bytes) Identificador. Usado para autenticação • Length (2 bytes) Tamanho da mensagem • Type (1 Byte): Tipo da mensagem • Data (variável): Informação em si • Tamanho do pacote: Entre 19 (min) e 4096 (max) bytes
  • 12.
    BGP – Tiposde mensagem ◉ OPEN – Inicia a comunicação entre BGP routers ◉ UPDATE – envia informações de alcance de rotas ◉ NOTIFICATION – Reporta erros
  • 13.
    BGP – Restrições ◉Um EGP não comunica ou interpreta métricas de distância • BGP não compara o custo de 2 rotas, a menos que as obtenha do mesmo SA ◉ Um BGP pode reportar múltiplos caminhos para uma rede, mas só usa um de cada vez ◉ Não suporta balanceamento de carga em sistemas autônomos • Inadequado para roteamento em uma rede que possui conexão com 2 WANs diferentes
  • 14.
    RIP – RoutingInformation Protocol ◉ Aplicação direta de distance vector ◉ Um dos primeiros IGP´s ◉ Participantes • Roteadores: Ativos – publicam as rotas • Hosts: Passivos – “escutam” e atualizam suas tabelas ◉ Distância é medida em hops • “Nem sempre o caminho mais curto é o menor” • Limite: 15 hops (evita loops; restringe atuação) ◉ Não orientado a conexão (usa UDP porta 520) ◉ Tabela só é alterada se a distância for menor ◉ Mensagens via broadcast(v1) ou multicast(v2) ◉ Suporte a CIDR(v2)
  • 15.
    OSPF – Openshortest patch first ◉ Família link state ◉ Funciona apenas dentro de um AS ◉ Suporte a CIDR ◉ Mensagens podem ser autenticadas ◉ Rotas podem ser importadas de outros protocolos (Ex. BGP) ◉ Suporte a métrica: Um custo pode ser atribuído a cada rota
  • 16.
    Tunelamento ◉ Nem todosos protocolos são roteáveis ◉ Encapsulamento de um protocolo camada 3 (NetBEUI, por exemplo) dentro de um protocolo roteável ◉ O desencapsulamento é feito pelo roteador destino ◉ Bastante útil, mas causa significativo overhead
  • 17.
    NAT (Network AddressTranslation) ◉ Redes com Ips privados não acessam a internet ◉ Os Ips das redes privadas são traduzidos para um IP válido (configurado no roteador) via NAT ◉ Otimizou alocação de Ips • Agora, basta ter apenas 1 IP válido na internet para toda rede ◉ Contribui para segurança da rede privada • O endereço interno não é conhecido na internet
  • 18.
  • 19.
    ACL (Access ControlList) ◉ Implementa segurança em um roteador • Agrega algumas funções de firewall ◉ Gerencia tráfego IP à medida que a rede cresce ◉ Filtra pacotes que passam pelo roteador ◉ Controla o acesso à console administrativa ◉ Dois tipos • Padrão: Examina o IP de origem e permite ou nega tráfego • Estendida: Idem acima, mas examina também o IP destino
  • 20.
    Conectividade ‐ Gateways ◉Podem operar em qualquer camada do modelo OSI ◉ Contém todo o necessário para assegurar a interconectividade entre redes distintas • Tradutores de protocolo • Tradutores de sinal • Isoladores de falha ◉ A maioria dos roteadores de hoje incorpora a função de gateway ◉ Pode ser implementado em hardware ou software
  • 21.