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Pragmática
Profª Maria Glalcy Fequetia Dalcim
mariaglalcy@gmail.com
maria.dalcim@ifsp.edu.br
https://lingualem.wordpress.com
FIORIN, J.L. Pragmática. In: FIORIN, J. L.
(org.)Introdução à Linguística II: princípios de
análise. São Paulo: Contexto, 2016.
PINTO, J. P. Pragmática. In: MUSSALIN, F.;
BENTES, A. N. Introdução à linguística:
domínios e fronteiras 2. São Paulo: Cortez, 2012.
BAGNO, M. Gramática pedagógica do
português brasileiro. São Paulo: Parábola
Editorial, 2011.
Pragmática
 1977 – Journal of Pragmatics – uso concreto da língua com vistas
em seus usuários, na prática linguística, nas condições que
governas essas práticas – estudo do uso linguístico.
 Aposta nos estudos da linguagem, levando em conta também a
fala, e nunca nos estudos da língua isolada da sua produção social.
 Explicara a linguagem em uso e não descartar nenhum elemento
não convencional: esse dois pontos comuns aos estudos
pragmáticos formam uma linha derivada da história da
preocupação com o uso linguístico.
Pragmática
 São 3 grupos principais de estudos:
1. O pragmatismo norte-americano, influenciado pelos estudos
semiológicos de William James;
2. Os estudos de atos de fala, sob o crédito dos trabalhos do inglês
J.L. Austin;
3. Os estudos pragmáticos interdisciplinares, com preocupação
firmada nas relações sociais, de classe, de gênero, raciais e entre
culturas, presentes na atividade linguística.
 Outros autores de referência: Oswald Ducrot, Émile Benveniste e
H. P. Grice
Pragmática
 " Para pragmatistas que utilizam dados empíricos em seus
trabalhos, questões sobre racismo e sexismo, sobre conflitos
socioeconômicos, sobre ética ou sobre relações de poder não são
mais consideradas como detalhes surgidos ao acaso em pesquisas
centradas na língua e pela língua. Ao contrário, a Pragmática está
defendendo um quadro de pesquisa sobre, para e com os sujeitos
sociais; um quadro metodológico que permita aos pesquisadores e
pesquisadoras interagirem integralmente com suas informantes e
seus informantes, discutir com elas e eles seus interesses e avaliar
a repercussão de afirmações conclusivas do trabalho teórico."
(PINTO, p. 75, 2012)
Pragmática
 "Um dos domínios de fatos linguísticos que exigem a introdução
de uma dimensão pragmática nos estudos linguísticos é a
enunciação, ou seja, o ato de produzir enunciados, que são
realizações linguísticas concretas." (FIORIN, p.161, 2016)
 Benveniste (1974) - enunciação é a colocação em funcionamento
da língua por um ato individual de utilização.
 Enunciado - por oposição à enunciação, é concebido por Greimas
e Courtés (1979) como o "estado que dela resulta,
independentemente de suas dimensões sintagmáticas".
Pragmática
 Dêiticos - são os elementos linguísticos que indicam o lugar ou o
tempo em que o enunciado é produzido ou então os participantes
de uma situação de enunciado, ou seja, de uma enunciação
 Enunciação enunciada - marcas da enunciação que estão
presentes no enunciado e se remete à instância de enunciação (Ex.
Eu digo que é a Terra é redonda)
 Enunciado - é a sequencia enunciada desprovida de marcas da
enunciação. (Ex. A Terra é redonda)
Pragmática
 3 instâncias enunciativas:
1. Enunciador x Enunciatário (eu/tu): acontece na constituição
intelectual do discurso, pois o enunciador imagina um
enunciatário e realiza o enunciado a partir desta
premissa/concepção.
2. Narrador x Narratário (eu/tu) o narrador é aquele se se
apresenta no texto como “falante”, o narratário, por sua vez, não
se confunde com o leitor, pois é um simulacro com quem o
narrador dialoga. É um tu imaginário, sempre implícito no texto.
3. Interlocutor x Interlocutário: se dá no momento em que o
narrador dá voz aos personagens de que trata.
Pragmática
 Benveniste - Aparelho formal da enunciação - constituído pelas
categorias de pessoa, espaço e tempo.
 A pessoa - assume duas correlações:
A. de pessoalidade: opõe pessoa (eu/tu) de não-pessoa (ele) que são
participantes do enunciação e do enunciado.
B. de subjetividade: opõe eu x tu, a primeira pessoa subjetiva, a
segundo, objetiva.
 O tempo - o tempo linguístico ligado ao exercício da fala - tem seu
centro no presente da instância da fala. O "agora" gerado pelo ato da
linguagem constitui um eixo que ordena as categorias:
A. Concomitância
B. Não Concomitância (anterioridade x posterioridade)
Pragmática
 O tempo - três momentos significativos para a determinação do tempo
linguístico:
1. ME - Momento da Enunciação
2. MR - Momento de Referência (presente, passado e futuro)
3. MA - Momento de Acontecimento ( concomitante, anterior e posterior
a cada um dos momentos de referência)
 O espaço - O espaço linguístico se ordena a partir do lugar do ego, do
eu, pois todos os elementos são localizados em relação a “impressão”
que o falante tem de sua posição no mundo. Sua real posição na
realidade é circunstancial para a relação de compreensão espacial do
falante. São utilizados para estabelecer essas relações especialmente os
pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar.
Pragmática
 Discursivização das categorias enunciativas - os mecanismos de
instauração de pessoas, espaços e tempos no enunciado são dois:
A. Debreagem - operação em que se projeta no enunciado a pessoa, o
espaço e o tempo.
B. Embreagem - é o efeito de retorno à enunciação, produzido pela
neutralização das categorias de pessoa e/ou espaço e/ou tempo, pela
denegação, assim da instância do enunciado.
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Pragmática

  • 1. Pragmática Profª Maria Glalcy Fequetia Dalcim mariaglalcy@gmail.com maria.dalcim@ifsp.edu.br https://lingualem.wordpress.com
  • 2. FIORIN, J.L. Pragmática. In: FIORIN, J. L. (org.)Introdução à Linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2016. PINTO, J. P. Pragmática. In: MUSSALIN, F.; BENTES, A. N. Introdução à linguística: domínios e fronteiras 2. São Paulo: Cortez, 2012. BAGNO, M. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.
  • 3. Pragmática  1977 – Journal of Pragmatics – uso concreto da língua com vistas em seus usuários, na prática linguística, nas condições que governas essas práticas – estudo do uso linguístico.  Aposta nos estudos da linguagem, levando em conta também a fala, e nunca nos estudos da língua isolada da sua produção social.  Explicara a linguagem em uso e não descartar nenhum elemento não convencional: esse dois pontos comuns aos estudos pragmáticos formam uma linha derivada da história da preocupação com o uso linguístico.
  • 4. Pragmática  São 3 grupos principais de estudos: 1. O pragmatismo norte-americano, influenciado pelos estudos semiológicos de William James; 2. Os estudos de atos de fala, sob o crédito dos trabalhos do inglês J.L. Austin; 3. Os estudos pragmáticos interdisciplinares, com preocupação firmada nas relações sociais, de classe, de gênero, raciais e entre culturas, presentes na atividade linguística.  Outros autores de referência: Oswald Ducrot, Émile Benveniste e H. P. Grice
  • 5. Pragmática  " Para pragmatistas que utilizam dados empíricos em seus trabalhos, questões sobre racismo e sexismo, sobre conflitos socioeconômicos, sobre ética ou sobre relações de poder não são mais consideradas como detalhes surgidos ao acaso em pesquisas centradas na língua e pela língua. Ao contrário, a Pragmática está defendendo um quadro de pesquisa sobre, para e com os sujeitos sociais; um quadro metodológico que permita aos pesquisadores e pesquisadoras interagirem integralmente com suas informantes e seus informantes, discutir com elas e eles seus interesses e avaliar a repercussão de afirmações conclusivas do trabalho teórico." (PINTO, p. 75, 2012)
  • 6. Pragmática  "Um dos domínios de fatos linguísticos que exigem a introdução de uma dimensão pragmática nos estudos linguísticos é a enunciação, ou seja, o ato de produzir enunciados, que são realizações linguísticas concretas." (FIORIN, p.161, 2016)  Benveniste (1974) - enunciação é a colocação em funcionamento da língua por um ato individual de utilização.  Enunciado - por oposição à enunciação, é concebido por Greimas e Courtés (1979) como o "estado que dela resulta, independentemente de suas dimensões sintagmáticas".
  • 7. Pragmática  Dêiticos - são os elementos linguísticos que indicam o lugar ou o tempo em que o enunciado é produzido ou então os participantes de uma situação de enunciado, ou seja, de uma enunciação  Enunciação enunciada - marcas da enunciação que estão presentes no enunciado e se remete à instância de enunciação (Ex. Eu digo que é a Terra é redonda)  Enunciado - é a sequencia enunciada desprovida de marcas da enunciação. (Ex. A Terra é redonda)
  • 8. Pragmática  3 instâncias enunciativas: 1. Enunciador x Enunciatário (eu/tu): acontece na constituição intelectual do discurso, pois o enunciador imagina um enunciatário e realiza o enunciado a partir desta premissa/concepção. 2. Narrador x Narratário (eu/tu) o narrador é aquele se se apresenta no texto como “falante”, o narratário, por sua vez, não se confunde com o leitor, pois é um simulacro com quem o narrador dialoga. É um tu imaginário, sempre implícito no texto. 3. Interlocutor x Interlocutário: se dá no momento em que o narrador dá voz aos personagens de que trata.
  • 9. Pragmática  Benveniste - Aparelho formal da enunciação - constituído pelas categorias de pessoa, espaço e tempo.  A pessoa - assume duas correlações: A. de pessoalidade: opõe pessoa (eu/tu) de não-pessoa (ele) que são participantes do enunciação e do enunciado. B. de subjetividade: opõe eu x tu, a primeira pessoa subjetiva, a segundo, objetiva.  O tempo - o tempo linguístico ligado ao exercício da fala - tem seu centro no presente da instância da fala. O "agora" gerado pelo ato da linguagem constitui um eixo que ordena as categorias: A. Concomitância B. Não Concomitância (anterioridade x posterioridade)
  • 10. Pragmática  O tempo - três momentos significativos para a determinação do tempo linguístico: 1. ME - Momento da Enunciação 2. MR - Momento de Referência (presente, passado e futuro) 3. MA - Momento de Acontecimento ( concomitante, anterior e posterior a cada um dos momentos de referência)  O espaço - O espaço linguístico se ordena a partir do lugar do ego, do eu, pois todos os elementos são localizados em relação a “impressão” que o falante tem de sua posição no mundo. Sua real posição na realidade é circunstancial para a relação de compreensão espacial do falante. São utilizados para estabelecer essas relações especialmente os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar.
  • 11. Pragmática  Discursivização das categorias enunciativas - os mecanismos de instauração de pessoas, espaços e tempos no enunciado são dois: A. Debreagem - operação em que se projeta no enunciado a pessoa, o espaço e o tempo. B. Embreagem - é o efeito de retorno à enunciação, produzido pela neutralização das categorias de pessoa e/ou espaço e/ou tempo, pela denegação, assim da instância do enunciado.