1
EDUCAÇÃO INCLUSICA:
Acolhimento e Convivência
nos Espaços Escolares
2
3
Kemilly Santos - Fica tranquilo com letra
PÚBLICO-ALVO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva de 2008 e a Resolução CNE/CB nº
4/2009 definem que os estudantes público-alvo da
educação especial são:
4
I - Alunos com deficiência: aqueles que têm
impedimentos de longo prazo de natureza física,
intelectual, mental ou sensorial;
5
II - Alunos com transtornos globais do
desenvolvimento: alunos com autismo clássico,
síndrome de Asperger, síndrome de Rett,
transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e
transtornos invasivos sem outra especificação;
6
III- Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que
apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as
áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas:
intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.
7
Pessoa com Deficiência
Segundo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) 2 e a
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU,
2006), ratificada no Brasil em forma de Emenda Constitucional, por
meio do Decreto Legislativo nº 186/2008 3 e do Decreto nº
6.949/2009 4 , da Presidência da República, são consideradas
pessoas com deficiência aquelas que apresentam impedimentos de
longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os
quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir
participação plena, efetiva e em igualdades de condições com as
demais pessoas na sociedade (INEP, 2020).
8
Transtorno do Espectro Autista
(TEA)
 Deficiência que causa alterações qualitativas nas interações sociais recíprocas
e na comunicação verbal e não verbal, com ausência de reciprocidade social e
dificuldade em desenvolver e manter relações apropriadas ao nível de
desenvolvimento da pessoa. É comum que apresentem um repertório de
interesses e atividades restrito e repetitivo, manifestando por
comportamentos motores ou verbais estereotipados, gerando uma excessiva
adoção de rotinas e padrões de comportamento ritualizados, bem como
interesses restritos e fixos (INEP, 2021).
9
Altas habilidades/Superdotação
Pessoas com altas habilidades/superdotação apresentam elevado
potencial intelectual, acadêmico, de liderança, psicomotor e
artístico, de forma isolada ou combinada, além de apresentarem
grande criatividade e envolvimento na aprendizagem e realização
de tarefas em áreas de seu interesse (INEP, 2020).
10
A ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL
Com intuito de prever o acesso às formas
diferenciadas de comunicação, a oferta da
educação especial em todas as etapas e
modalidades de ensino do ES, se organiza da
seguinte forma:
11
Na educação infantil, em creches ou entidades
equivalentes ou em pré-escolas, será realizada por
meio de atividades diferenciadas, priorizando-se os
aspectos lúdicos, o acesso às formas variadas de
comunicação, as atividades diversificadas que tenham
por finalidade o desenvolvimento físico, psicológico,
intelectual, emocional, psicomotor, social e a
convivência com as diferenças.
12
No ensino fundamental, nas escolas em tempo
parcial ou integral, por meio de currículos,
metodologias, técnicas e recursos educativos,
para atender as diferentes necessidades e
potencialidades dos estudantes;
13
No ensino médio, integral ou parcial, adotando
metodologias de ensino que oportunizem a consolidação
e o aprofundamento dos conhecimentos apropriados no
ensino fundamental, assegurando ao estudante que é
público-alvo da educação especial o desenvolvimento de
sua autonomia intelectual, de seu pensamento crítico e
prosseguimento e aprimoramento nos estudos;
14
Na educação superior, por meio de ações que
promovam o acesso, a permanência e a
participação do estudante no desenvolvimento
de todas as atividades que envolvam o ensino, a
pesquisa e a extensão.
15
Nas modalidades de educação de jovens e
adultos e de educação profissional, por meio
de ações que possibilitem a ampliação das
oportunidades de escolarização, a formação do
educando para ingresso e efetiva participação
social no mundo do trabalho;
16
Na educação para as comunidades indígenas,
do campo e quilombola, por meio de ações que
contemplem as diferenças socioculturais e as
especificidades de cada grupo, disponibilizando
recursos e serviços necessários ao
desenvolvimento das potencialidades desses
estudantes;
17
Nas escolas em tempo integral, o atendimento
das demandas específicas de cada estudante,
deverá ser desenvolvido por meio do trabalho
colaborativo e nos atendimentos específicos
individualizados ou em pequenos grupos, nos
horários destinados.
18
19 MOMENTO DE ACOLHIMENTO
Kemilly Santos - Fica tranquilo com letra
20
21
Kemilly Santos - Fica tranquilo com letra
BOLA DA INCLUSÃO
EDUCAÇÃO ESPECIAL
VIDEO
22
23
SUGESTÕES DIDÁTICAS PARA ATENDIMENTO DAS DEMANDAS
ESPECÍFICAS DOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO
ESPECIAL
No atendimento às demandas específicas dos estudantes
que são público-alvo da educação especial, conheça o
potencial de cada um, bem como suas especificidades, quais
metodologias, recursos e os instrumentos adequados para o
desenvolvimento da aprendizagem, elaborando assim o Plano
de Atendimento Educacional Especializado do estudante.
24
Isso posto, destacaremos abaixo sugestões para
o trabalho com os estudantes público-alvo da
educação especial.
Trate o estudante com naturalidade, sem
exceder-se na proteção dada ou, no extremo
oposto, ignorá-lo;
25
 Oferecer cópia impressa do material que utilizado nas
aulas expositivas;
 Produzir, disponibilizar e explorar materiais em
diferentes formatos (impresso, digital e outros);
 Permitir um prazo maior para realização e entrega das
atividades propostas;
26
Não fale pelo estudante, ofereça-lhe
oportunidades para se expressar;
Quando solicitado pelo estudante, permitir que
as aulas sejam gravadas;
27
 Disponibilizar momentos de atendimento
individual;
 Dar instruções de forma oral e escrita;
 Falar diretamente com o estudante e não por
intermédio de outra pessoa;
28
 Registrar no quadro datas e informações
importantes, para ter certeza de que foram
entendidas por todos;
 Lembre-se que as comparações entre todo e
qualquer estudante são sempre prejudiciais;
29
 Nas atividades que envolvem perguntas, dê
preferência para respostas de múltipla escolha
(retirando o que poderá confundir, as “pegadinhas”),
frases para completar e banco de palavras;
 Para combater o preconceito, promova uma educação
anticapacitista;
30
AJUDE A ENTENDER O
AUTISMO
VÍDEO
31
32
33
34
Sugestões didáticas para o ensino dos estudantes com dos
estudantes com deficiência intelectual e/ou transtorno do
espectro autista:
 Conheça o potencial do estudante, bem como suas demandas específicas e quais
metodologias, recursos e os instrumentos adequados para a aprendizagem.
 Ao conversar com os estudantes com deficiência intelectual, utilize frases
curtas e palavras simples, mas não empregue vocabulário infantilizado
(inadequado à idade);
 Estimule suas habilidades sociais e interpessoais;
 Planeje metodologias de ensino com recursos diversificados e dê aos conteúdos
um significado prático e instrumental;
35
● Certifique-se que as atividades planejadas estão
de acordo com o nível de desenvolvimento do
estudante;
● Utilize linguagem simples e objetiva na
comunicação, seja verbal ou escrita;
36
● Ao dar instruções, utilize frases curtas e recursos que
facilitem sua compreensão, assegurando que as
informações estão sendo compreendidas pelo
estudante, mas esteja disponível para reformular sua
solicitação de diversas formas;
● Ao planejar as atividades, considere os diferentes
ritmos e a individualidade de cada estudante;
37
Possibilite que as tarefas sejam realizadas de forma gradual e
por etapas, partindo das ações mais básicas e concretas (mais
fáceis de se compreender e fazer) para as mais elaboradas e
complexas (passo-a-passo) e incluindo pausas durante o processo
de execução;
● Disponibilize recursos concretos e visuais que possibilitem ao
estudante organizar seu pensamento (gravuras, alfabeto móvel,
desenhos);
38
● Reduza a ansiedade e precipitação do estudante,
organizando a rotina e antecipando quais tarefas fazer;
● Reduza o nível de abstração do processo de ensino e na
comunicação, recorrendo a materiais concretos e
tornando as informações mais palpáveis.
39
● A partir de um levantamento dos interesses específicos do estudante,
recorra a atividades que contemplem: os interesses e as preferências do
estudante e utilizar imagens para apoiar a atividade (estudantes com TEA,
geralmente, são mais visuais);
● Divida a informação, destacando os pontos-chaves, utilizando recursos
visuais, organizando-as de forma que melhore a compreensão e facilite a
revisão;
40
● Nas atividades que envolvem perguntas, priorize questões de
múltipla escolha ou que envolvam frases para completar com base
em banco de palavras;
● Reduza o nível de abstração do processo de ensino e na
comunicação, recorrendo a materiais concretos e tornando as
informações mais palpáveis.
41
42
DEFICIENCIA
AUDITIVA
VÍDEO
43
44
Sugestões didáticas para ensino dos estudantes com Deficiência
Auditiva:
 Fale com naturalidade e clareza, sem exagerar no tom de voz e na
gesticulação;
 Certifique-se que os outros estudantes estão falando calmamente, com
clareza, organizando as discussões de forma com que falem um de cada
vez;
45
 Facilite a leitura labial, certificando-se de que o estudante surdo
ou com deficiência auditiva consegue ver nitidamente o seu
rosto, mesmo em ambientes com pouca luz e lembrando que ele
tem prioridade (mas não é obrigado) a ocupar a primeira fila da
sala de aula;
 Nos textos e nas atividades escritas, valorize o aspecto
semântico sobre o formal;
46
 Sempre que possível, promova o ensino de Libras aos demais estudantes e à
 equipe da escola;
 Fale sempre de frente, os estudantes precisam enxergar seus lábios e suas
expressões faciais;
 Explore os diferentes recursos visuais que possam facilitar a aprendizagem,
tais como: cartazes, gravuras, fotos, apresentações em PowerPoint, vídeos,
etc. No caso de exibição de vídeos, assegure que estejam legendados de
acordo com a necessidade do recurso visual;
47
Durante as discussões, organize o espaço de forma
que favoreça a visualização de todos os
participantes e indique a pessoa que está com a
palavra em cada momento, solicitando ao grupo que
não falem ao mesmo tempo (uma boa alternativa é
organizar a turma em semicírculo);
48
 O alarme sonoro, comum nas unidades escolares, deve ser instalado conjugado ao visual:
sinalização intermitente (tipo flash) para avisos de intervalo e de mudança de professor, na
cor amarela, para dar condições de visualização, e sinalização intermitente na cor vermelha
para situações de incêndio e perigo. Esses sinalizadores devem ser instalados, sempre em
locais visíveis, e em todos os espaços de circulação e concentração de pessoas (salas de aula,
corredores, biblioteca, sanitários, refeitórios, cantinas etc.);
 A disposição das lâmpadas deve oferecer boa visibilidade, principalmente no ponto da sala em
que estejam posicionados o professor que estiver ministrando aula, o estudante usuário da
Libras e o tradutor/intérprete.
49
DEFICIÊNCIA VISUAL
VÍDEO
50
51
Sugestões Didáticas para o ensino dos estudantes com
Deficiência Visual:
 Garanta a disponibilidade dos recursos ópticos, não ópticos e outros
materiais que promovam a acessibilidade dos estudantes com
deficiência visual, tais como: ferramentas para leitura e escrita em
braile, soroban, audiolivros e lupas;
 Promova a acessibilidade em todos os espaços da escola, instalando
sinalizações e comunicados transcritos para o Braille;
 Acrescente estímulos orais às explicações;
52
 Previna acidentes, evitando alterações na disposição do mobiliário;
 Disponibilize, com antecedência, textos e leituras que serão
utilizadas nas aulas, para que sejam transcritas adequadamente (em
braile, digitação, ampliação, gravação em áudio e outros) conforme a
demanda específica de cada estudante;
 Evite usar referências como “aqui”, “lá” e outros termos que não são
úteis para uma pessoa que não enxerga.
53
 Leia em voz alta o conteúdo de projeções visuais e escritas
no quadro;
 Descreva imagens, cartazes, tabelas e gráficos;
 Utilize gráficos e tabelas em relevo ou, sempre que
possível, substitua-os por outro meio de informação;
 Quando solicitado, permita que as aulas sejam
audiogravadas;
54
 Evite fazer para o estudante o que ele é capaz de realizar
com autonomia, mesmo que precise de um tempo maior que
os demais;
 Ao se deslocar, informe ao estudante a sua localização no
ambiente (diga-lhe onde você está em relação a ele e
avise-lhe quando estiver saindo).
55
ALTAS HABILIDADES
/SUPERDOTAÇÃO
VÍDEO
56
57
 Sugestões didáticas para ensino dos estudantes com Altas Habilidades
/Superdotação.
 Estimule a leitura, a pesquisa, a busca por novas informações, de forma que
ele aprenda a estudar pesquisando e, assim, valorize a sua independência no
estudo;
 Incentive o uso de processos cognitivos complexos, tais como o pensamento
criativo, a análises crítica e de prós e contras;
 Incentive os estudantes a discutirem amplamente sobre questões, fatos,
ideias, aprofundando gradativamente o nível de complexidade da análise, até
culminar em um processo de tomada de decisão e de comunicação com os
demais acerca de planos, relatórios e soluções esperadas a partir das
decisões tomadas;
58
 Estabeleça as habilidades de comunicação interpessoal necessárias
para que os estudantes interajam com parceiros de diferentes faixas
etárias e níveis de desenvolvimento cognitivo;
 Desenvolva ações que possam contribuir com o desenvolvimento
socioemocional;
 Otimize o uso de seus talentos e competências, estimulando-os a
aprofundar o estudo das potencialidades de sua área de interesse.
59
DEFICIÊNCIA FÍSICA
60
61
Deficiências físicas são alterações
completas ou parciais de um ou mais
segmentos do corpo humano, que acarretam
o comprometimento da mobilidade e da
coordenação geral, podendo também afetar
a fala, em diferentes graus.
Adaptação de tarefas escolares.
62
DA AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO
 Art. 10. Na avaliação do rendimento escolar serão considerados aspectos qualitativos e
quantitativos, presentes nos domínios cognitivos, afetivo e psicomotor, incluídos o
desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores, visando diagnosticar estratégias, avanços e
dificuldades, de modo a reorganizar as atividades pedagógicas.
 Art. 11. Na verificação do rendimento escolar deve-se observar o domínio pelo educando de
determinadas habilidades e conhecimentos que se constituem em condições indispensáveis para
as aprendizagens subsequentes.
PORTARIA Nº 168-R, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2020
63
64

PALESTRA EDUCAÇÃO ESPECIAL.pptx

  • 1.
  • 2.
    EDUCAÇÃO INCLUSICA: Acolhimento eConvivência nos Espaços Escolares 2
  • 3.
    3 Kemilly Santos -Fica tranquilo com letra
  • 4.
    PÚBLICO-ALVO DA EDUCAÇÃOESPECIAL A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de 2008 e a Resolução CNE/CB nº 4/2009 definem que os estudantes público-alvo da educação especial são: 4
  • 5.
    I - Alunoscom deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial; 5
  • 6.
    II - Alunoscom transtornos globais do desenvolvimento: alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação; 6
  • 7.
    III- Alunos comaltas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade. 7
  • 8.
    Pessoa com Deficiência Segundoa Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) 2 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), ratificada no Brasil em forma de Emenda Constitucional, por meio do Decreto Legislativo nº 186/2008 3 e do Decreto nº 6.949/2009 4 , da Presidência da República, são consideradas pessoas com deficiência aquelas que apresentam impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir participação plena, efetiva e em igualdades de condições com as demais pessoas na sociedade (INEP, 2020). 8
  • 9.
    Transtorno do EspectroAutista (TEA)  Deficiência que causa alterações qualitativas nas interações sociais recíprocas e na comunicação verbal e não verbal, com ausência de reciprocidade social e dificuldade em desenvolver e manter relações apropriadas ao nível de desenvolvimento da pessoa. É comum que apresentem um repertório de interesses e atividades restrito e repetitivo, manifestando por comportamentos motores ou verbais estereotipados, gerando uma excessiva adoção de rotinas e padrões de comportamento ritualizados, bem como interesses restritos e fixos (INEP, 2021). 9
  • 10.
    Altas habilidades/Superdotação Pessoas comaltas habilidades/superdotação apresentam elevado potencial intelectual, acadêmico, de liderança, psicomotor e artístico, de forma isolada ou combinada, além de apresentarem grande criatividade e envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse (INEP, 2020). 10
  • 11.
    A ORGANIZAÇÃO DOATENDIMENTO EDUCACIONAL Com intuito de prever o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a oferta da educação especial em todas as etapas e modalidades de ensino do ES, se organiza da seguinte forma: 11
  • 12.
    Na educação infantil,em creches ou entidades equivalentes ou em pré-escolas, será realizada por meio de atividades diferenciadas, priorizando-se os aspectos lúdicos, o acesso às formas variadas de comunicação, as atividades diversificadas que tenham por finalidade o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual, emocional, psicomotor, social e a convivência com as diferenças. 12
  • 13.
    No ensino fundamental,nas escolas em tempo parcial ou integral, por meio de currículos, metodologias, técnicas e recursos educativos, para atender as diferentes necessidades e potencialidades dos estudantes; 13
  • 14.
    No ensino médio,integral ou parcial, adotando metodologias de ensino que oportunizem a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos apropriados no ensino fundamental, assegurando ao estudante que é público-alvo da educação especial o desenvolvimento de sua autonomia intelectual, de seu pensamento crítico e prosseguimento e aprimoramento nos estudos; 14
  • 15.
    Na educação superior,por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação do estudante no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão. 15
  • 16.
    Nas modalidades deeducação de jovens e adultos e de educação profissional, por meio de ações que possibilitem a ampliação das oportunidades de escolarização, a formação do educando para ingresso e efetiva participação social no mundo do trabalho; 16
  • 17.
    Na educação paraas comunidades indígenas, do campo e quilombola, por meio de ações que contemplem as diferenças socioculturais e as especificidades de cada grupo, disponibilizando recursos e serviços necessários ao desenvolvimento das potencialidades desses estudantes; 17
  • 18.
    Nas escolas emtempo integral, o atendimento das demandas específicas de cada estudante, deverá ser desenvolvido por meio do trabalho colaborativo e nos atendimentos específicos individualizados ou em pequenos grupos, nos horários destinados. 18
  • 19.
    19 MOMENTO DEACOLHIMENTO Kemilly Santos - Fica tranquilo com letra
  • 20.
  • 21.
    21 Kemilly Santos -Fica tranquilo com letra
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    SUGESTÕES DIDÁTICAS PARAATENDIMENTO DAS DEMANDAS ESPECÍFICAS DOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL No atendimento às demandas específicas dos estudantes que são público-alvo da educação especial, conheça o potencial de cada um, bem como suas especificidades, quais metodologias, recursos e os instrumentos adequados para o desenvolvimento da aprendizagem, elaborando assim o Plano de Atendimento Educacional Especializado do estudante. 24
  • 25.
    Isso posto, destacaremosabaixo sugestões para o trabalho com os estudantes público-alvo da educação especial. Trate o estudante com naturalidade, sem exceder-se na proteção dada ou, no extremo oposto, ignorá-lo; 25
  • 26.
     Oferecer cópiaimpressa do material que utilizado nas aulas expositivas;  Produzir, disponibilizar e explorar materiais em diferentes formatos (impresso, digital e outros);  Permitir um prazo maior para realização e entrega das atividades propostas; 26
  • 27.
    Não fale peloestudante, ofereça-lhe oportunidades para se expressar; Quando solicitado pelo estudante, permitir que as aulas sejam gravadas; 27
  • 28.
     Disponibilizar momentosde atendimento individual;  Dar instruções de forma oral e escrita;  Falar diretamente com o estudante e não por intermédio de outra pessoa; 28
  • 29.
     Registrar noquadro datas e informações importantes, para ter certeza de que foram entendidas por todos;  Lembre-se que as comparações entre todo e qualquer estudante são sempre prejudiciais; 29
  • 30.
     Nas atividadesque envolvem perguntas, dê preferência para respostas de múltipla escolha (retirando o que poderá confundir, as “pegadinhas”), frases para completar e banco de palavras;  Para combater o preconceito, promova uma educação anticapacitista; 30
  • 31.
    AJUDE A ENTENDERO AUTISMO VÍDEO 31
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    Sugestões didáticas parao ensino dos estudantes com dos estudantes com deficiência intelectual e/ou transtorno do espectro autista:  Conheça o potencial do estudante, bem como suas demandas específicas e quais metodologias, recursos e os instrumentos adequados para a aprendizagem.  Ao conversar com os estudantes com deficiência intelectual, utilize frases curtas e palavras simples, mas não empregue vocabulário infantilizado (inadequado à idade);  Estimule suas habilidades sociais e interpessoais;  Planeje metodologias de ensino com recursos diversificados e dê aos conteúdos um significado prático e instrumental; 35
  • 36.
    ● Certifique-se queas atividades planejadas estão de acordo com o nível de desenvolvimento do estudante; ● Utilize linguagem simples e objetiva na comunicação, seja verbal ou escrita; 36
  • 37.
    ● Ao darinstruções, utilize frases curtas e recursos que facilitem sua compreensão, assegurando que as informações estão sendo compreendidas pelo estudante, mas esteja disponível para reformular sua solicitação de diversas formas; ● Ao planejar as atividades, considere os diferentes ritmos e a individualidade de cada estudante; 37
  • 38.
    Possibilite que astarefas sejam realizadas de forma gradual e por etapas, partindo das ações mais básicas e concretas (mais fáceis de se compreender e fazer) para as mais elaboradas e complexas (passo-a-passo) e incluindo pausas durante o processo de execução; ● Disponibilize recursos concretos e visuais que possibilitem ao estudante organizar seu pensamento (gravuras, alfabeto móvel, desenhos); 38
  • 39.
    ● Reduza aansiedade e precipitação do estudante, organizando a rotina e antecipando quais tarefas fazer; ● Reduza o nível de abstração do processo de ensino e na comunicação, recorrendo a materiais concretos e tornando as informações mais palpáveis. 39
  • 40.
    ● A partirde um levantamento dos interesses específicos do estudante, recorra a atividades que contemplem: os interesses e as preferências do estudante e utilizar imagens para apoiar a atividade (estudantes com TEA, geralmente, são mais visuais); ● Divida a informação, destacando os pontos-chaves, utilizando recursos visuais, organizando-as de forma que melhore a compreensão e facilite a revisão; 40
  • 41.
    ● Nas atividadesque envolvem perguntas, priorize questões de múltipla escolha ou que envolvam frases para completar com base em banco de palavras; ● Reduza o nível de abstração do processo de ensino e na comunicação, recorrendo a materiais concretos e tornando as informações mais palpáveis. 41
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45.
    Sugestões didáticas paraensino dos estudantes com Deficiência Auditiva:  Fale com naturalidade e clareza, sem exagerar no tom de voz e na gesticulação;  Certifique-se que os outros estudantes estão falando calmamente, com clareza, organizando as discussões de forma com que falem um de cada vez; 45
  • 46.
     Facilite aleitura labial, certificando-se de que o estudante surdo ou com deficiência auditiva consegue ver nitidamente o seu rosto, mesmo em ambientes com pouca luz e lembrando que ele tem prioridade (mas não é obrigado) a ocupar a primeira fila da sala de aula;  Nos textos e nas atividades escritas, valorize o aspecto semântico sobre o formal; 46
  • 47.
     Sempre quepossível, promova o ensino de Libras aos demais estudantes e à  equipe da escola;  Fale sempre de frente, os estudantes precisam enxergar seus lábios e suas expressões faciais;  Explore os diferentes recursos visuais que possam facilitar a aprendizagem, tais como: cartazes, gravuras, fotos, apresentações em PowerPoint, vídeos, etc. No caso de exibição de vídeos, assegure que estejam legendados de acordo com a necessidade do recurso visual; 47
  • 48.
    Durante as discussões,organize o espaço de forma que favoreça a visualização de todos os participantes e indique a pessoa que está com a palavra em cada momento, solicitando ao grupo que não falem ao mesmo tempo (uma boa alternativa é organizar a turma em semicírculo); 48
  • 49.
     O alarmesonoro, comum nas unidades escolares, deve ser instalado conjugado ao visual: sinalização intermitente (tipo flash) para avisos de intervalo e de mudança de professor, na cor amarela, para dar condições de visualização, e sinalização intermitente na cor vermelha para situações de incêndio e perigo. Esses sinalizadores devem ser instalados, sempre em locais visíveis, e em todos os espaços de circulação e concentração de pessoas (salas de aula, corredores, biblioteca, sanitários, refeitórios, cantinas etc.);  A disposição das lâmpadas deve oferecer boa visibilidade, principalmente no ponto da sala em que estejam posicionados o professor que estiver ministrando aula, o estudante usuário da Libras e o tradutor/intérprete. 49
  • 50.
  • 51.
  • 52.
    Sugestões Didáticas parao ensino dos estudantes com Deficiência Visual:  Garanta a disponibilidade dos recursos ópticos, não ópticos e outros materiais que promovam a acessibilidade dos estudantes com deficiência visual, tais como: ferramentas para leitura e escrita em braile, soroban, audiolivros e lupas;  Promova a acessibilidade em todos os espaços da escola, instalando sinalizações e comunicados transcritos para o Braille;  Acrescente estímulos orais às explicações; 52
  • 53.
     Previna acidentes,evitando alterações na disposição do mobiliário;  Disponibilize, com antecedência, textos e leituras que serão utilizadas nas aulas, para que sejam transcritas adequadamente (em braile, digitação, ampliação, gravação em áudio e outros) conforme a demanda específica de cada estudante;  Evite usar referências como “aqui”, “lá” e outros termos que não são úteis para uma pessoa que não enxerga. 53
  • 54.
     Leia emvoz alta o conteúdo de projeções visuais e escritas no quadro;  Descreva imagens, cartazes, tabelas e gráficos;  Utilize gráficos e tabelas em relevo ou, sempre que possível, substitua-os por outro meio de informação;  Quando solicitado, permita que as aulas sejam audiogravadas; 54
  • 55.
     Evite fazerpara o estudante o que ele é capaz de realizar com autonomia, mesmo que precise de um tempo maior que os demais;  Ao se deslocar, informe ao estudante a sua localização no ambiente (diga-lhe onde você está em relação a ele e avise-lhe quando estiver saindo). 55
  • 56.
  • 57.
  • 58.
     Sugestões didáticaspara ensino dos estudantes com Altas Habilidades /Superdotação.  Estimule a leitura, a pesquisa, a busca por novas informações, de forma que ele aprenda a estudar pesquisando e, assim, valorize a sua independência no estudo;  Incentive o uso de processos cognitivos complexos, tais como o pensamento criativo, a análises crítica e de prós e contras;  Incentive os estudantes a discutirem amplamente sobre questões, fatos, ideias, aprofundando gradativamente o nível de complexidade da análise, até culminar em um processo de tomada de decisão e de comunicação com os demais acerca de planos, relatórios e soluções esperadas a partir das decisões tomadas; 58
  • 59.
     Estabeleça ashabilidades de comunicação interpessoal necessárias para que os estudantes interajam com parceiros de diferentes faixas etárias e níveis de desenvolvimento cognitivo;  Desenvolva ações que possam contribuir com o desenvolvimento socioemocional;  Otimize o uso de seus talentos e competências, estimulando-os a aprofundar o estudo das potencialidades de sua área de interesse. 59
  • 60.
  • 61.
  • 62.
    Deficiências físicas sãoalterações completas ou parciais de um ou mais segmentos do corpo humano, que acarretam o comprometimento da mobilidade e da coordenação geral, podendo também afetar a fala, em diferentes graus. Adaptação de tarefas escolares. 62
  • 63.
    DA AVALIAÇÃO DORENDIMENTO  Art. 10. Na avaliação do rendimento escolar serão considerados aspectos qualitativos e quantitativos, presentes nos domínios cognitivos, afetivo e psicomotor, incluídos o desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores, visando diagnosticar estratégias, avanços e dificuldades, de modo a reorganizar as atividades pedagógicas.  Art. 11. Na verificação do rendimento escolar deve-se observar o domínio pelo educando de determinadas habilidades e conhecimentos que se constituem em condições indispensáveis para as aprendizagens subsequentes. PORTARIA Nº 168-R, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2020 63
  • 64.