Oficina 3  A disputa pelo futuro e sentidos da internet: os papéis políticos da rede Políticas restritivas e mercantilização do conhecimento
1 Era da informação Revolução tecnológica Tecnologias digitais 2 Poder Determinante de características e consequências Curso múltiplo e diverso Era da Informação  Controle e Poder na Rede
“ Em meio a uma das revoluções tecnológicas mais extraordinárias da história, a disparidade de conhecimento e capacidade científica se  concentra  cada vez mais em termos relativos, por países, por classes, por instituições e por organizações. E os  efeitos   desta revolução sobre  a qualidade de vida são  apropriados  fundamentalmente pelas grandes corporações  e seus circuitos de distribuição. O  controle irrestrito  dos direitos de propriedade intelectual se transforma no mecanismo fundamental do controle da riqueza”  (CASTELLS, 2006, p. 226. )  Era da Informação  Controle e Poder na Rede
Tecnologias de liberdade X Obsessão pela segurança Inovação e criatividade Monopólio restrito Era da Informação  Controle e Poder na Rede 3 Processo de Globalização Contraditório Concentração do conhecimento e capacidade científica Países / classes / instituições e organizações
Era da Informação  Controle e Poder na Rede 5 Linguagem da era da informação Software informático Controle privado Apropriação privada do alfabeto Acesso ao código fonte: adaptações e usos, melhoria do software 4 Tecnologia de liberdade Usuários / hackers / autogestão Descentralização dos meios de comunicação de massa
Era da Informação  Controle e Poder na Rede Movimento Código Aberto Inovação tecnológica e maior produtividade Inovação cooperativa e usufruto social Concepção financista e autônoma do direito de propriedade intelectual
Era da Informação  Controle e Poder na Rede 6 Propriedade excludente Roubo Criative Commons Ciência e Tecnologia Forças produtivas 7 Informação é Poder e Comunicação Contrapoder
Década de 1980:   ONU e OMPI vs OMC e TRIPs; 1986-94: Rodada Uruguai  Propriedade intelectual + Comércio? Globalização: OMC e Pacote TRIPs - sanções Tentativas norte-americanas: 1984: Lei de Comércio de 1974 – a emenda  special 301 1984: IIPA – Aliança de Propriedade Intelectual Internacional 1988: USTR – a  priority watch list Informação:  descrição, história e conflitos em torno dos órgãos reguladores
Estados participantes:  África do Sul, Brasil, Argentina, Cuba, Equador, Egito, Irã, Peru, Quênia, República Dominicana, Serra Leoa, Tanzânia, Uruguai e Venezuela Agenda do Desenvolvimento:   Busca alto nível da regulação da Propriedade Intelectual e desenvolvimento; Ligados aos Estados-Membro da OMPI Fomento Técnico Informação:  descrição, história e conflitos em torno dos órgãos reguladores
Finalidade: frear a circulação não-mercantil de cultura e conhecimento   Incide sobre a circulação de bens simbólicos: criatividade, cultura e conhecimento; Atores: 16 Estados desenvolvidos, indústria do entretenimento e lobistas empresariais. Sentido de controle Restringirá a troca de bens cultuais – música, vídeos, informações – pela internet. Interromperá a produção de medicamentos genéricos. Encarregará as alfândegas de vigiar a suposta violação de propriedade intelectual privada. ACTA   Acordo Comercial Anti-Falsificação
Métodos de atuação   O ACTA incorpora o espírito das leis nacionais recentes, tais como Lei Hadopi (França), Digital Millennium Copyright Act (EUA) e Lei Azeredo (Brasil); Também incide sobre medicamentos genéricos e caráter de operação das alfândegas; Articulação e sentido de controle no âmbito internacional Por que negociar for a de organizações internacionais? ACTA   Acordo Comercial Anti-Falsificação
Apropriação Social:  Neutralidade da Rede "Hoje, são os produtores e usuários que têm o controle e a posse de todas as informações na web, e não os eventuais operadores das redes que os conectam. A neutralidade da rede não pode, portanto, ser eliminada, porque é ela que assegura  igualdade de tratamento  a todo o  conteúdo  da internet, à mesma  velocidade , sem qualquer discriminação. Essa é sua grande característica  democrática. " Ethevaldo Siqueira O Estado de São Paulo 18/06/2006
O princípio da neutralidade na internet: o que é? Tratamento igualitário no tráfego de dados  na internet, o que implica velocidade de navegação sem distinção. Nã há diferença para quem paga menos ou mais, tampouco limite ao acesso de informações. Comunicação livre. É a livre circulação de dados  na internet , pode ser comparado ao direito de ir e vir constituindo em um direito básico. Não deveria hacer restrinções para os provedores.  Neutralidade da Rede  e a nova via pública
Internet desigual Em 2005, Nos EUA, a Lei Federal de Comunicações (FCC) derruba a lei que garantia neutralidade na rede. A partir de então, as empresas de telecomunicação passam a fazer distinção entre os provedores de conteúdos.  Grandes empresas fazem lobby para mudança da legislação. Hierarquização do acesso. A idéia é manter o mesmo principio dos meios de comunicação de massa,  onde é mais visto quem paga mais. Um desastre para as pequenas empresas e iniciativas da sociedade civil. Queda do principio da neutrali dade na rede.  Neutralidade da Rede  e a nova via pública
Consequências: Essa política fere o principeio de liberdade de expressão, propiciando que Estados, Governos e Grandes Corporações tenham privilégios na distribuição de idéias, informções e conehcimento. Para Tim Berners-Lee, criador da www, essa política de restrinção não condiz com os  principios básicos de criação da internet: " acha muito importante a existência de uma rede. Considera que o seu fim, é a ' treva. Neutralidade da Rede  e a nova via pública
Manipulação tecnológica do tráfego =  controle Sistemas de controle = discriminação do tráfego Os tipos de bloqueio: 1)  bloqueio de endereço: censura conteúdos; ex: computadores em países autoritários, escolas e bibliotecas dos EUA. 2)  bloqueio de porta ou protocolo: correpondência postal baseada no tipo de envelope e publicidade Neutralidade da Rede  e a nova via pública
3)  filtragem de conteúdo: umas das mais invasivas/ monitora o documento; 4)  priorização  e condicionamento ( “ traffic shaping  ou condicionamento”): mais importante e menos considerada. Ex: a numeração das portas e os endereços separam trafegos Neutralidade da Rede  e a nova via pública
Uso da internet como forma de ação e organização   Especificidade da mobilização social via internet: 1- Crise das organizações tradicionais /encontro dos atores sociais voltado para coalizões com objetivos específicos; 2- Desenvolvimento em torno de códigos culturais, de valores; 3- A idéia do glocal. Poder global x experiências locais. Apropriação Social:  Movimentos Sociais
Venezuela   Hugo Chávez diz que internet precisa de regulação local; Assembléia Nacional da Venezuela nega intenção de mudar lei para censurar a rede. China Censura na rede é pautada em inúmeras leis e regulações; administrativas:  Golden Shield Project,   Green Dam Youth Escort  e censura política. Internet  Regimes Centralizados Cuba   Velocidade limitada; Censura a blogs e quaisquer meios de comunicação alternativos.
Lei Azeredo   Marco Civil de Direitos  http://culturadigital.br/marcocivil A Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ), em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (DIREITO RIO), lançou em 29 de outubro de 2009 o projeto para a construção colaborativa de um Marco Civil da Internet no Brasil. Internet  Brasil
O papel fundamental da sociedade civil e dos movimentos sociais  para a manutenção da liberdade, cooperação e  compartilhamento que permearam o surgimento da internet e a difusão de ideias e do conhecimento. Dessa maneira, podemos almejar as transformações necessárias  no alcance da  democracia da comunicação e da tecnologia.   Debate:  Democracia, Participação e Política

Oficina03

  • 1.
    Oficina 3 A disputa pelo futuro e sentidos da internet: os papéis políticos da rede Políticas restritivas e mercantilização do conhecimento
  • 2.
    1 Era dainformação Revolução tecnológica Tecnologias digitais 2 Poder Determinante de características e consequências Curso múltiplo e diverso Era da Informação Controle e Poder na Rede
  • 3.
    “ Em meioa uma das revoluções tecnológicas mais extraordinárias da história, a disparidade de conhecimento e capacidade científica se concentra cada vez mais em termos relativos, por países, por classes, por instituições e por organizações. E os efeitos desta revolução sobre a qualidade de vida são apropriados fundamentalmente pelas grandes corporações e seus circuitos de distribuição. O controle irrestrito dos direitos de propriedade intelectual se transforma no mecanismo fundamental do controle da riqueza” (CASTELLS, 2006, p. 226. ) Era da Informação Controle e Poder na Rede
  • 4.
    Tecnologias de liberdadeX Obsessão pela segurança Inovação e criatividade Monopólio restrito Era da Informação Controle e Poder na Rede 3 Processo de Globalização Contraditório Concentração do conhecimento e capacidade científica Países / classes / instituições e organizações
  • 5.
    Era da Informação Controle e Poder na Rede 5 Linguagem da era da informação Software informático Controle privado Apropriação privada do alfabeto Acesso ao código fonte: adaptações e usos, melhoria do software 4 Tecnologia de liberdade Usuários / hackers / autogestão Descentralização dos meios de comunicação de massa
  • 6.
    Era da Informação Controle e Poder na Rede Movimento Código Aberto Inovação tecnológica e maior produtividade Inovação cooperativa e usufruto social Concepção financista e autônoma do direito de propriedade intelectual
  • 7.
    Era da Informação Controle e Poder na Rede 6 Propriedade excludente Roubo Criative Commons Ciência e Tecnologia Forças produtivas 7 Informação é Poder e Comunicação Contrapoder
  • 8.
    Década de 1980: ONU e OMPI vs OMC e TRIPs; 1986-94: Rodada Uruguai Propriedade intelectual + Comércio? Globalização: OMC e Pacote TRIPs - sanções Tentativas norte-americanas: 1984: Lei de Comércio de 1974 – a emenda special 301 1984: IIPA – Aliança de Propriedade Intelectual Internacional 1988: USTR – a priority watch list Informação: descrição, história e conflitos em torno dos órgãos reguladores
  • 9.
    Estados participantes: África do Sul, Brasil, Argentina, Cuba, Equador, Egito, Irã, Peru, Quênia, República Dominicana, Serra Leoa, Tanzânia, Uruguai e Venezuela Agenda do Desenvolvimento: Busca alto nível da regulação da Propriedade Intelectual e desenvolvimento; Ligados aos Estados-Membro da OMPI Fomento Técnico Informação: descrição, história e conflitos em torno dos órgãos reguladores
  • 10.
    Finalidade: frear acirculação não-mercantil de cultura e conhecimento Incide sobre a circulação de bens simbólicos: criatividade, cultura e conhecimento; Atores: 16 Estados desenvolvidos, indústria do entretenimento e lobistas empresariais. Sentido de controle Restringirá a troca de bens cultuais – música, vídeos, informações – pela internet. Interromperá a produção de medicamentos genéricos. Encarregará as alfândegas de vigiar a suposta violação de propriedade intelectual privada. ACTA Acordo Comercial Anti-Falsificação
  • 11.
    Métodos de atuação O ACTA incorpora o espírito das leis nacionais recentes, tais como Lei Hadopi (França), Digital Millennium Copyright Act (EUA) e Lei Azeredo (Brasil); Também incide sobre medicamentos genéricos e caráter de operação das alfândegas; Articulação e sentido de controle no âmbito internacional Por que negociar for a de organizações internacionais? ACTA Acordo Comercial Anti-Falsificação
  • 12.
    Apropriação Social: Neutralidade da Rede "Hoje, são os produtores e usuários que têm o controle e a posse de todas as informações na web, e não os eventuais operadores das redes que os conectam. A neutralidade da rede não pode, portanto, ser eliminada, porque é ela que assegura igualdade de tratamento a todo o conteúdo da internet, à mesma velocidade , sem qualquer discriminação. Essa é sua grande característica democrática. " Ethevaldo Siqueira O Estado de São Paulo 18/06/2006
  • 13.
    O princípio daneutralidade na internet: o que é? Tratamento igualitário no tráfego de dados na internet, o que implica velocidade de navegação sem distinção. Nã há diferença para quem paga menos ou mais, tampouco limite ao acesso de informações. Comunicação livre. É a livre circulação de dados na internet , pode ser comparado ao direito de ir e vir constituindo em um direito básico. Não deveria hacer restrinções para os provedores. Neutralidade da Rede e a nova via pública
  • 14.
    Internet desigual Em2005, Nos EUA, a Lei Federal de Comunicações (FCC) derruba a lei que garantia neutralidade na rede. A partir de então, as empresas de telecomunicação passam a fazer distinção entre os provedores de conteúdos. Grandes empresas fazem lobby para mudança da legislação. Hierarquização do acesso. A idéia é manter o mesmo principio dos meios de comunicação de massa, onde é mais visto quem paga mais. Um desastre para as pequenas empresas e iniciativas da sociedade civil. Queda do principio da neutrali dade na rede. Neutralidade da Rede e a nova via pública
  • 15.
    Consequências: Essa políticafere o principeio de liberdade de expressão, propiciando que Estados, Governos e Grandes Corporações tenham privilégios na distribuição de idéias, informções e conehcimento. Para Tim Berners-Lee, criador da www, essa política de restrinção não condiz com os principios básicos de criação da internet: " acha muito importante a existência de uma rede. Considera que o seu fim, é a ' treva. Neutralidade da Rede e a nova via pública
  • 16.
    Manipulação tecnológica dotráfego = controle Sistemas de controle = discriminação do tráfego Os tipos de bloqueio: 1) bloqueio de endereço: censura conteúdos; ex: computadores em países autoritários, escolas e bibliotecas dos EUA. 2) bloqueio de porta ou protocolo: correpondência postal baseada no tipo de envelope e publicidade Neutralidade da Rede e a nova via pública
  • 17.
    3) filtragemde conteúdo: umas das mais invasivas/ monitora o documento; 4) priorização e condicionamento ( “ traffic shaping ou condicionamento”): mais importante e menos considerada. Ex: a numeração das portas e os endereços separam trafegos Neutralidade da Rede e a nova via pública
  • 18.
    Uso da internetcomo forma de ação e organização Especificidade da mobilização social via internet: 1- Crise das organizações tradicionais /encontro dos atores sociais voltado para coalizões com objetivos específicos; 2- Desenvolvimento em torno de códigos culturais, de valores; 3- A idéia do glocal. Poder global x experiências locais. Apropriação Social: Movimentos Sociais
  • 19.
    Venezuela Hugo Chávez diz que internet precisa de regulação local; Assembléia Nacional da Venezuela nega intenção de mudar lei para censurar a rede. China Censura na rede é pautada em inúmeras leis e regulações; administrativas: Golden Shield Project, Green Dam Youth Escort e censura política. Internet Regimes Centralizados Cuba Velocidade limitada; Censura a blogs e quaisquer meios de comunicação alternativos.
  • 20.
    Lei Azeredo Marco Civil de Direitos http://culturadigital.br/marcocivil A Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ), em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (DIREITO RIO), lançou em 29 de outubro de 2009 o projeto para a construção colaborativa de um Marco Civil da Internet no Brasil. Internet Brasil
  • 21.
    O papel fundamentalda sociedade civil e dos movimentos sociais para a manutenção da liberdade, cooperação e compartilhamento que permearam o surgimento da internet e a difusão de ideias e do conhecimento. Dessa maneira, podemos almejar as transformações necessárias no alcance da democracia da comunicação e da tecnologia. Debate: Democracia, Participação e Política