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o tempo Ana Salema
O TEMPO ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Ana Salema
O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem. Ana Salema
O TEMPO ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Ana Salema
" Eu sei o que é o tempo, se não mo perguntarem …“   Sto Agostinho Ana Salema
O TEMPO O último dia do ano Não é o último dia do tempo. Outros dias virão E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida. Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral, que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor, os irreparáveis uivos do lobo, na solidão. O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, um corpo e sua memória um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus .../.../  Carlos Drummond de Andrade Ana Salema
O CALENDÁRIO ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Ana Salema
O CALENDÁRIO GREGORIANO ,[object Object],[object Object],[object Object],Ana Salema
Agarra o tempo... ,[object Object],[object Object],[object Object],da Nota Introdutória do livro Ana Salema
“ Somos nossa memória, somos esse quimérico museu de formas inconstantes, esse montão de espelhos quebrados ”  Jorge Luís Borges ,[object Object],[object Object],A persistência da memória, Salvador Dali Ana Salema
MEDIR O TEMPO... ,[object Object],[object Object],Ana Salema
Medir o tempo... ,[object Object],1600 A.C Relógio de sol, usado pelas civlizações caldaico-babilónica,egípcia e chinesa créditos das imagens para www.britannica.com Ampulheta Ana Salema 330 d.C  primeiras referências à ampulheta
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Ana Salema Foto de uma clépsidra chinesa Em 429 a.C a Clepsidra também já é utilizada na Grécia
CRONOS Na mitologia grega, Cronos era filho de  Úrano (o Céu) e da Geia (a Terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os titãs, castrou o pai, tornando-se o primeiro rei dos deuses. Cronos reinou durante um período de prosperidade, conhecido como a Idade Dourada. Era, porém, ameaçado por uma profecia segundo a qual seria vencido por um dos seus filhos. Para que não se cumprisse este vaticínio, Reia,   mulher de Cronos, entregava-lhe os seus filhos para que este os devorasse mal nasciam. No entanto, Reia conseguiu salvar o seu filho Zeus. Este depois de crescer destronou o pai, expulsando-o do Olimpo e libertou todos os seus irmãos. Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e, por isso,  Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos   deuses. Adaptado do  Dicionário de Mitologia Grega e Romana, de Pierre Grimal Ana Salema
À fragilidade da vida Esse baixel nas praias derrotado Foi nas ondas Narciso presumido; Esse farol nos céus escurecido Foi do monte libré, gala do prado. Esse nácar em cinzas desatado Foi vistoso pavão de Abril florido; Esse Estio em Vesúvios encendido Foi Zéfiro suave, em doce agrado. Se a nau, o Sol, a rosa, a Primavera Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel Sentem nos auges de um alento vago, Olha, cego mortal, e considera Que és rosa, Primavera, Sol, baixel, Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago.  Francisco de Vasconcelos (1665-1723), FÉNIX RENASCIDA III Ana Salema
Antes de Nós Antes de nós nos mesmos arvoredos  Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam  De outro modo do que hoje.  Passamos e agitamo-nos debalde.  Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores  Ou os passos do vento.  Tentemos pois com abandono assíduo  Entregar nosso esforço à Natureza  E não querer mais vida  Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes.  Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza  Nem sem querer nos serve.  Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga,  Que fará na alta praia  Em que o mar é  o Tempo ?  RIcardo Reis Ana Salema Ana Salema

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O TEMPO

  • 1. o tempo Ana Salema
  • 2.
  • 3. O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem. Ana Salema
  • 4.
  • 5. " Eu sei o que é o tempo, se não mo perguntarem …“ Sto Agostinho Ana Salema
  • 6. O TEMPO O último dia do ano Não é o último dia do tempo. Outros dias virão E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida. Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral, que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor, os irreparáveis uivos do lobo, na solidão. O último dia do tempo não é o último dia de tudo. Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens. Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé, um corpo e sua memória um olho e seu brilho, uma voz e seu eco, e quem sabe até se Deus .../.../ Carlos Drummond de Andrade Ana Salema
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14. CRONOS Na mitologia grega, Cronos era filho de Úrano (o Céu) e da Geia (a Terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os titãs, castrou o pai, tornando-se o primeiro rei dos deuses. Cronos reinou durante um período de prosperidade, conhecido como a Idade Dourada. Era, porém, ameaçado por uma profecia segundo a qual seria vencido por um dos seus filhos. Para que não se cumprisse este vaticínio, Reia, mulher de Cronos, entregava-lhe os seus filhos para que este os devorasse mal nasciam. No entanto, Reia conseguiu salvar o seu filho Zeus. Este depois de crescer destronou o pai, expulsando-o do Olimpo e libertou todos os seus irmãos. Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e, por isso, Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Adaptado do Dicionário de Mitologia Grega e Romana, de Pierre Grimal Ana Salema
  • 15. À fragilidade da vida Esse baixel nas praias derrotado Foi nas ondas Narciso presumido; Esse farol nos céus escurecido Foi do monte libré, gala do prado. Esse nácar em cinzas desatado Foi vistoso pavão de Abril florido; Esse Estio em Vesúvios encendido Foi Zéfiro suave, em doce agrado. Se a nau, o Sol, a rosa, a Primavera Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel Sentem nos auges de um alento vago, Olha, cego mortal, e considera Que és rosa, Primavera, Sol, baixel, Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago. Francisco de Vasconcelos (1665-1723), FÉNIX RENASCIDA III Ana Salema
  • 16. Antes de Nós Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga, Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo ? RIcardo Reis Ana Salema Ana Salema