O Período Regencial
1831 - 1840
• O Brasil estava um caos com a renúncia de D.
Pedro I. As províncias estavam agitadas e os
políticos começavam a organizar partidos. D.
Pedro II, filho e sucessor de D. Pedro I, tinha
então cinco anos e só poderia governar o país
quando fosse maior de dezoito anos.
D. Pedro II:
• Como o sucessor ainda era criança,
a Constituição de 1824, no Capítulo V,
ordenava governo fosse entregue a uma
Regência até que a maioridade fosse
completada –a maioridade prevista
pelo artigo 121 da Constituição era de 18
anos completos.
• Como não havia nenhum parente próximo de
D. Pedro apto a assumir a Regência,
organizou-se a Regência Trina Provisória, que,
tinha a missão de eleger
a Regência Trina Permanente.
• A Regência Trina Provisória foi composta
por Nicolau Pereira Campos Vergueiro, José
Joaquim Carneiro de Campos e Francisco Lima
da Silva e durou apenas dois meses.
A Regência Trina Provisória:
A Regência Trina Permanente:
• Em 3 de maio, houve a eleição para a
Regência Permanente, como mandava a lei.
Em 17 de julho, aconteceu a efetivação do
governo, composta por José da Costa
Carvalho (Marquês de Monte
Alegre), Francisco Lima e Silva e João Bráulio
Muniz.
Os grupos políticos do Período
Regencial:
• No período regencial havia três grupos
políticos que disputavam o poder. Embora
todos fizessem parte da elite aristocrática
brasileira, eles tinham diferenças de
pensamento quanto à maneira de governar.
• Uma das figuras de maior destaque da
Regência Trina Permanente foi o padre Diogo
Antônio Feijó, nomeado para o cargo de
ministro da Justiça.
Padre Diogo Antônio Feijó:
• Sua principal preocupação era garantir -a
ordem pública, que interessava aos
moderados. Para isso era preciso acabar com
as agitações populares e revoltas militares que
ameaçavam o governo.
• Para impor a ordem, o governo precisava de
uma força militar que lhe fosse fiel. O Exército
não era confiável, pois parte da tropa,
composta de pessoas pobres, sempre se
colocava a favor dos que protestavam contra
o governo.
• A solução proposta pelos políticos moderados
foi a criação em 18 de agosto de 1831, da
Guarda Nacional: uma polícia de confiança
do governo e dos grandes fazendeiros.
Guarda Nacional:
• Em 1834, os políticos moderados conseguiram
fazer uma reforma na Constituição do
Império, instituindo o Ato Adicional. Por meio
dele, ficou estabelecido que a Regência seria
exercida por uma única pessoa, com mandato
de quatro anos. Surgiu então, a Regência Una.
O padre Diogo Antônio Feijó foi eleito para o
cargo.
A regência do Padre Feijó: a
explosão das rebeliões
• Ele exerceu o mandato de 1835 a 1837.
Durante sua regência, Feijó tentou conciliar os
interesses contrários das correntes políticas
do país, atendendo algumas reivindicações da
oposição. Sua regência, no entanto, foi
marcada pelo início de várias revoltas e
rebeliões separatistas, que ameaçaram a
ordem e unidade territorial do Brasil.
• Em 1835, começam a Cabanagem, no Pará; e
a Farroupilha, no Rio Grande do Sul; em 1837
a Sabinada na Bahia. Responsabilizado pela
onda de rebeliões, Feijó renunciou em 1837.
O senador pernambucano, Pedro Araújo Lima,
assumiu a regência e permaneceu no cargo
até 1840.
Pedro de Araújo Lima:
A regência de Araújo Lima:
• Ao assumir o poder, Araújo Lima montou um
ministério composto só de políticos
conservadores.
• Havia uma firme decisão do governo de usar
toda a violência contra as revoltas políticas
populares que agitavam o país (Cabanagem,
Balaiada, Sabinada, Farroupilha).
• Os fazendeiros estavam assustados, com
medo de perder suas riquezas, baseadas na
grande propriedade e na exploração dos
escravos.
• Por isso, foi criada a Lei Interpretativa do Ato
Adicional (12 de maio de 1840), que reduzia o
poder das províncias e colocava os órgãos da
Polícia e da Justiça sob o comando do regente.
A crise socioeconômica:
• No campo econômico, as exportações
brasileiras perdiam preço e mercado.
• O açúcar de cana sofria a concorrência
internacional das Antilhas, que produziam
açúcar mais barato e de melhor qualidade.
• Os Estados Unidos produziam o algodão, o
fumo também mais barato.
• Uruguai e Argentina, produziam mate e o
couro.
• O ouro era um minério quase esgotado;
portanto, nossa situação econômica era muito
desfavorável nesse momento.
• O povo da cidade e do campo levava uma vida
miserável. Os alimentos eram caros. A riqueza
e o poder estavam concentrados em mãos dos
grandes fazendeiros e comerciantes.
• No campo político, havia grande oposição ao
autoritarismo da regência. As províncias
queriam mais liberdade e autonomia.
• Queriam o direito de eleger seus próprios
presidentes (governadores)da província.
Muitos políticos das províncias pregavam a
separação do governo central.
• Essas, são algumas das causas das revoltas do
período regencial.
A Cabanagem: 1835 – 1840:
• Na região, que hoje compreende as regiões do
Pará e do Amazonas, a economia vivia em
função de atividades extrativistas (extração de
madeiras e na exploração das plantas
medicinais) e o cultivo de: cacau, algodão,
tabaco e arroz.
• A cidade de Belém era o centro do comércio
que era controlado por portugueses e
britânicos.
• Utilizava-se a mão-de-obra escrava negra e a
de índios que viviam em aldeias ou já estavam
fora das aldeias e submetidos a um regime de
semiescravidão.
• Os negros, índios e mestiços compunham a
maioria da população inferiorizada do Grão-
Pará e viviam nas pequenas ilhas e na beira
dos rios em cabanas miseráveis (daí o nome
cabanos, como eram conhecidos).
• Em 1832 os paraenses pegaram em armas
para impedir a posse de um governador
nomeado pelo governo regencial. Resistindo
à insatisfação dos paraenses, a regência
nomeou o conservador Bernardo Lobo Sousa
para governar o Grão-Pará.
• Impondo uma política repressora, Bernardo
Lobo perseguiu aqueles que oferecessem
qualquer tipo de ameaça à sua autoridade.
Isso só aumentou as tensões internas.
• No ano de 1835, um grupo de revoltosos
invadiu Belém, capital da província e
assassinou o governador. Nesse momento,
surgiram líderes da elite e das camadas
populares.
• Resistindo às tropas da regência, os cabanos
entregaram o poder para o fazendeiro Félix
Antônio Malcher. Em pouco tempo, as
reivindicações mais profundas dos populares
instigou a saída dos grandes proprietários
desse movimento.
Félix Malcher:
• Com a deposição de Félix Malcher, o comando
da Cabanagem cai nas mãos dos Irmãos Pedro
e Francisco Vinagre e do seringueiro Eduardo
Angelim.
• Enquanto a rebelião se reorganizava, o
governo regencial enviou tropas lideradas
pelo mercenário inglês John Taylor.
John Taylor:
• A vitória das forças oficiais não aconteceu
totalmente. Comandando mais de 3 mil
populares, Eduardo Angelim conseguiu reaver
o controle de Belém.
• A chegada de Angelim dava esperanças de
uma vitória do levante popular. No entanto, a
ausência de outras províncias participantes e
a instabilidade política dos poderes instalados
acabou esfriando o potencial revolucionário
do movimento. No ano de 1840 a Cabanagem
chegava ao seu fim com um trágico saldo de
30 mil mortos.
• Era mais um claro exemplo que a classe
dominante não admitia a ascensão do povo ao
poder nem as manifestações populares que
colocassem em risco o domínio político da
aristocracia ( os ricos = elite).
A Revolta dos Malês – 1835:
• Em Salvador, a capital da Bahia metade da população
era formada por escravos e negros libertos de
diferentes etnias africanas como: os nagôs, haussás e
jejês. Muitos desses africanos praticavam a religião
muçulmana e, sabiam ler e escrever eles eram
chamados de malês.
• Eles realizavam a prestação de pequenos
serviços ou a administração de casas
comerciais e eram obrigados a repassar a
maioria dos ganhos para os seus donos.
• Parte desses escravos, insatisfeitos a situação,
passaram a se mobilizar em reuniões secretas,
nas quais decidiram organizar uma rebelião.
• O plano deles era tomar pontos estratégicos
da cidade de Salvador com o objetivo de
controlar o governo da capital. Eles
escolheram o dia 25 de janeiro de 1835 para
começar a revolta, porque neste dia, grande
parte da população e das autoridades estariam
ocupados com os preparativos da festa de
Nossa Senhora da Guia.
• Apesar de todo o cuidado para a execução de
seus planos, os malês acabaram prejudicados
pela delação de duas escravas libertas. Elas
ficaram com medo da revolta.
• Eles queriam acabar com o catolicismo, iriam
confisco dos bens dos brancos e mulatos e
implantar uma república muçulmana.
• De acordo com o plano, os revoltosos sairiam
do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam
com outros malês vindos de outras regiões da
cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e
libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro
e compraram armas para os combates. O
plano do movimento foi todo escrito em
árabe.
A região de Água de Meninos foi onde
aconteceu o mais violento dos confrontos. Cerca
de quinhentos militares e um esquadrão de
cavalaria os malês – que gradativamente foram
empurrados em direção ao litoral. Pelo mar, um
navio com um destacamento de marinheiros
utilizado para abafar rapidamente qualquer tipo
de resistência.
• Cerca de 200 integrantes da revolta foram
presos pelas forças oficiais. Todos foram
julgados pelos tribunais. Para conter outros
movimentos, as autoridades ordenaram a
execução de quatro líderes e a deportação de
setecentos envolvidos.
• O governo local, para evitar outras revoltas do
tipo, decretou leis proibindo a circulação de
muçulmanos no período da noite e a prática
de suas cerimônias religiosas.
A Sabinada (1837-1838):
Salvador:
• No ano de 1837, os baianos se revoltaram quando o
governo regencial decretou a participação
obrigatória da população nas frentes da Guerra dos
Farrapos, outra rebelião que ocorria na região sul do
país. A exigência acabou sendo o estopim para uma
nova revolta.
• Nesse clima de insatisfação, um movimento
rebelde passou a tomar conta da província
baiana. Eram liderados pelo médico Francisco
Sabino Álvares da Rocha Vieira.
Francisco Sabino Álvares da Rocha
Vieira:
• A classe que tomou frente desse movimento
foi a classe média. Esta era composta por
comerciantes e profissionais liberais, como
médicos, advogados e professores, que foram
os principais líderes dessa rebelião.
• Com o passar do tempo começou a ganhar
mais seguidores, e conseguiu o apoio do
exército baiano. E em 7 de novembro de 1837,
eles invadiram a cidade de Salvador,
obrigaram o governador Francisco de Souza
Paraíso a abandonar o seu posto e criaram
assim a República Baiana.
• O objetivo deles era separar a província do
império até que D. Pedro II chegasse a
maioridade.
• Muitos fazendeiros ricos apoiaram essa revolta no
início, mas como as ideias defendidas começaram a
se tornar muito radicais, eles começaram a se
afastar, aliando-se ao império.
• O governo regencial começou a preparar um
ataque para recuperar a cidade de Salvador, e
o governo, sob a regência de Feijó, enviou
tropas para a região. Eles conseguiram
reprimir o movimento, eles invadiram e
bloquearam todas as saídas de Salvador, isso
ocorreu entre os dias 13 e 15 de março, que
foi quando a cidade foi retomada.
• Houve muita violência para conter essa
revolta, centenas de casas dos participantes
do movimento foram queimadas pelo
governo. Mais de 2 mil pessoas morreram;
Mais de 3 mil revoltosos foram presos e os
líderes da Sabinada foram perseguidos e
capturados pelas forças militares.
• Os rebeldes que sobreviveram foram
capturados e julgados por um tribunal
composto pelos donos de latifúndios da Bahia.
Três dos líderes foram executados e os outros
três deportados, entre eles Francisco Sabino
Vieira, que terminou os seus dias na Fazenda
Jacobina, na região de Cáceres, província do
Mato Grosso.
Fazenda Jacobina – Cáceres:
• Outros, como Daniel Gomes de Freitas,
Francisco José da Rocha, João Rios Ferreira e
Manoel Gomes Pereira, conseguiram fugir e
depois se juntaram à Revolução Farroupilha.
A Balaiada (1838-1841):
• Desde o início do século XIX, a s camadas
intermediárias e escravas da sociedade do
Maranhão eram afetadas pelos abusos dos
grandes proprietários de terra. As disputas
políticas e o interesse particular se
manifestavam nas rixas pessoais dos
fazendeiros e na opressão aos mais pobres.
• A Revolta recebeu o nome de Balaiada por
causa do apelido de um dos líderes do
movimento, Manoel Francisco dos Anjos
Ferreira, o "Balaio" (cestos, objetos que ele
fazia).
• A Balaiada é diferente das outras revoltas que
do período regencial porque foi um
movimento popular contra os grandes
proprietários da região.
• As causas da revolta estão relacionadas às
condições de miséria e opressão a que estava
submetida a população pobre da região.
Nesta época, a economia agrária do
Maranhão atravessava um período de grande
crise.
• A principal riqueza produzida na província, o
algodão, sofria forte concorrência no mercado
internacional e, com isso, o produto perdeu
preço e compradores no exterior.
• As camadas sociais que mais sofriam com a
situação eram os trabalhadores livres,
camponeses, vaqueiros, sertanejos e escravos.
A miséria, a fome, a escravidão e os maus
tratos constituíram os principais fatores de
descontentamento popular que motivou a
mobilização dessas camadas sociais para a
luta contra as injustiças sociais.
• Os principais líderes da Balaiada foram:
Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (O
Balaio), Raimundo Gomes Vieira (O Cara
Preta) e Cosme Bento das Chagas (O Negro
Cosme).
• No mês de dezembro de 1838 o líder do
movimento, Raimundo Gomes, invadiu a
prisão de Vila Manga para libertar seu irmão.
Acabou aproveitando a situação e libertando
todos outros presos.
• Mesmo sem ter sido cuidadosamente
preparada e possuir um projeto político
definido, a Balaiada eclodiu em 1838. Os
balaios conseguiram tomar a cidade de Caxias,
uma das mais importantes do Maranhão, em
1839.
Caxias:
• Para combatê-los foi nomeado Presidente e
Comandante das Armas da Província, o
coronel Luís Alves de Lima e Silva, que venceu
os revoltosos na Vila de Caxias. Por isso foi
promovido a General e recebeu o seu
primeiro título de nobreza , Barão de Caxias.
Luís Alves de Lima e Silva:
• Em 1841, o último líder da Balaiada, Cosme
Bento foi capturado e enforcado. Os outros
líderes do movimento já estavam mortos:
Raimundo Gomes foi exilado para São Paulo e
morreu na viagem e o "Balaio" morreu de
gangrena após ser ferido pelos seus
companheiros.
A Guerra dos Farrapos/Revolução
Farroupilha: 1835 - 1845
• A Guerra dos Farrapos ocorreu no Rio Grande
do Sul na época em que o Brasil era
governado pelo Regente Feijó (Período
Regencial).
• A região do Rio Grande do Sul tinha um setor
agropecuário muito rico e abastecia boa parte
do Brasil com: gado, couro e charque; o
principal produto era o charque.
Estância Gaúcha:
Charque:
• O charque, além de ser o principal alimento
dos escravos e dos pobres, também era o
principal produto da economia gaúcha.
• Os comerciantes do sudeste (dominados pelos
latifundiários do centro e norte) compravam
charque mais barato do Uruguai e da
Argentina.
• Os uruguaios e argentinos vendiam barato,
porque a mercadoria era produzida com mão-
de-obra livre.
• A concorrência não agradava os fazendeiros
gaúchos que pagavam mais impostos do que
os estrangeiros.
• Por causa dos impostos, a classe dominante
do Rio Grande do Sul apoiava os ideais dos
federalistas (chamados de farroupilhas) que
queriam diminuir o poder do governo e
aumentar a autonomia da província do Rio
Grande do Sul.
• Em 1834, nas eleições para assembleia
provincial, os federalistas eram a maioria e
isso dificultou as relações com o presidente da
província (nomeado pelo regente).
• Um grande proprietário chamado Bento
Gonçalves, assumiu o comando do exército
farroupilha (formado por fazendeiros e peões)
e pouco tempo depois ocuparam Porto Alegre
iniciando a guerra.
Porto Alegre:
• Começava um movimento de ordem
republicana, onde os revoltosos começavam a
utilizar de pedaços de panos vermelho
amarrados em alguma parte de suas
vestimentas para mostrar que faziam parte
daquela revolução, foi daí que ganharam o
nome de Farrapos, devido a esses pedaços de
tecidos.
• Liderados por Bento Gonçalves, David
Canabarro, Antonio de Souza Neto, Onofre
Pires e Giuseppe Garibaldi, os farroupilhas
declararam independente a República de
Pirantini (RS – 16/11/1836) e Juliana (SC –
25/07/1839).
Bento Gonçalves:
David Canabarro:
Teixeira Nunes:
• Em 1835 Bento Gonçalves foi preso na Batalha
de Fanfa e a liderança do movimento passou
para Antônio de Souza Neto.
Antônio de Souza Neto:
Prisão de Bento Gonçalves:
• Em novembro de 1836, os revolucionários
proclamaram a República em Piratini e Bento
Gonçalves, ainda preso, foi nomeado
presidente. Somente em1837, após fugir da
prisão, é que Bento Gonçalves finalmente
assume a presidência da República de Piratini.
Bandeira:
Bento Gonçalves na prisão:
• Fingindo que ia tomar um banho de mar,
Bento começou a nadar em frente ao forte até
que, aproveitando um descuido de seus
guardas, fugiu - a nado - em direção a um
barco que estava à sua espera.
Forte de São Marcelo:
• Mesmo com as forças do exército da regência,
os farroupilhas liderados por Davi Canabarro e
Giuseppe Garibaldi, conquistaram a vila de
Laguna, em Santa Catarina, proclamando,
desta forma, a República Catarinense.
Giuseppe Garibaldi:
Transporte de barcos por terra:
Anita Garibaldi:
• No ano de 1842, o governo nomeou Luiz Alves
de Lima e Silva (Duque de Caxias) para colocar
fim ao conflito. Apos três anos de batalha e
várias derrotas, os "Farrapos" tiveram que
aceitar a paz proposta por Duque de Caxias.
Caxias:
• Ainda em 1844, Bento Gonçalves iniciou
conversações de paz, mas retirou-se por
discordar de Caxias em pontos fundamentais,
Davi Canabarro, assumiu seu lugar.
David Canabarro:
• Os farrapos queriam assinar um Tratado de
Paz, mas os imperiais rejeitavam, porque
tratados se assinam entre países, e o Império
não considerava a República Rio-Grandense
um Estado.
• Caxias contornou a situação, agradando os
interesses dos farroupilhas sem criar
constrangimentos para o Império.
Teixeira Nunes:
Lanceiro Negro:
• O Coronel Teixeira Nunes e seus lanceiros
negros foram atacados de surpresa. Quase
todos morreram, inclusive Teixeira Nunes. Dos
escravos sobreviventes, alguns
acompanharam o exército do general Antônio
Neto em seu exílio no Uruguai, outros foram
incorporados ao Exército Imperial e muitos
foram vendidos novamente como escravos no
Rio de Janeiro.
• A pacificação foi assinada em 1º de Março
de 1845 em Ponche Verde.
Cláusulas do Tratado de Ponche Verde:
• O Império assumia as dívidas do governo da
República;
• Os farroupilhas escolheriam o novo
presidente da província - Caxias;
• Os oficiais rio-grandenses seriam
incorporados ao exército imperial nos
mesmos postos, exceto os generais;
• Todos os processos da justiça republicana
continuavam válidos;
• Todos os ex-escravos que lutaram no exército
rio-grandense seriam declarados livres (mas
muitos deles foram reescravizados depois);
• Todos os prisioneiros de guerra seriam
devolvidos à província.
• O governo aumentou o imposto sobre o
charque importado em 25%.
• Terminou assim a Guerra dos Farrapos, que
apesar da vitória militar do Império do Brasil
contra a República Rio-Grandense, significou a
consolidação do Rio Grande do Sul como força
política dentro do país.
Roupas da Época da Revolução:
Armas:
Canhão da época:
Fim do Período Regencial:
• Em abril de 1840, surgiu o Clube da
Maioridade, cuja atuação resultou na emenda
constitucional que antecipou a maioridade do
imperador. Desse modo, com 15 anos de
idade, Pedro de Alcântara foi coroado e
recebeu o título de Pedro II. A coroação de
Pedro II deu início ao Segundo Reinado.
Coroação de Pedro II
O período regencial

O período regencial

  • 1.
  • 3.
    • O Brasilestava um caos com a renúncia de D. Pedro I. As províncias estavam agitadas e os políticos começavam a organizar partidos. D. Pedro II, filho e sucessor de D. Pedro I, tinha então cinco anos e só poderia governar o país quando fosse maior de dezoito anos.
  • 4.
  • 5.
    • Como osucessor ainda era criança, a Constituição de 1824, no Capítulo V, ordenava governo fosse entregue a uma Regência até que a maioridade fosse completada –a maioridade prevista pelo artigo 121 da Constituição era de 18 anos completos.
  • 6.
    • Como nãohavia nenhum parente próximo de D. Pedro apto a assumir a Regência, organizou-se a Regência Trina Provisória, que, tinha a missão de eleger a Regência Trina Permanente.
  • 8.
    • A RegênciaTrina Provisória foi composta por Nicolau Pereira Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e Francisco Lima da Silva e durou apenas dois meses.
  • 9.
    A Regência TrinaProvisória:
  • 11.
    A Regência TrinaPermanente: • Em 3 de maio, houve a eleição para a Regência Permanente, como mandava a lei. Em 17 de julho, aconteceu a efetivação do governo, composta por José da Costa Carvalho (Marquês de Monte Alegre), Francisco Lima e Silva e João Bráulio Muniz.
  • 13.
    Os grupos políticosdo Período Regencial: • No período regencial havia três grupos políticos que disputavam o poder. Embora todos fizessem parte da elite aristocrática brasileira, eles tinham diferenças de pensamento quanto à maneira de governar.
  • 16.
    • Uma dasfiguras de maior destaque da Regência Trina Permanente foi o padre Diogo Antônio Feijó, nomeado para o cargo de ministro da Justiça.
  • 17.
  • 18.
    • Sua principalpreocupação era garantir -a ordem pública, que interessava aos moderados. Para isso era preciso acabar com as agitações populares e revoltas militares que ameaçavam o governo.
  • 19.
    • Para impora ordem, o governo precisava de uma força militar que lhe fosse fiel. O Exército não era confiável, pois parte da tropa, composta de pessoas pobres, sempre se colocava a favor dos que protestavam contra o governo.
  • 20.
    • A soluçãoproposta pelos políticos moderados foi a criação em 18 de agosto de 1831, da Guarda Nacional: uma polícia de confiança do governo e dos grandes fazendeiros.
  • 21.
  • 23.
    • Em 1834,os políticos moderados conseguiram fazer uma reforma na Constituição do Império, instituindo o Ato Adicional. Por meio dele, ficou estabelecido que a Regência seria exercida por uma única pessoa, com mandato de quatro anos. Surgiu então, a Regência Una. O padre Diogo Antônio Feijó foi eleito para o cargo.
  • 24.
    A regência doPadre Feijó: a explosão das rebeliões
  • 25.
    • Ele exerceuo mandato de 1835 a 1837. Durante sua regência, Feijó tentou conciliar os interesses contrários das correntes políticas do país, atendendo algumas reivindicações da oposição. Sua regência, no entanto, foi marcada pelo início de várias revoltas e rebeliões separatistas, que ameaçaram a ordem e unidade territorial do Brasil.
  • 27.
    • Em 1835,começam a Cabanagem, no Pará; e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul; em 1837 a Sabinada na Bahia. Responsabilizado pela onda de rebeliões, Feijó renunciou em 1837. O senador pernambucano, Pedro Araújo Lima, assumiu a regência e permaneceu no cargo até 1840.
  • 28.
  • 29.
    A regência deAraújo Lima: • Ao assumir o poder, Araújo Lima montou um ministério composto só de políticos conservadores. • Havia uma firme decisão do governo de usar toda a violência contra as revoltas políticas populares que agitavam o país (Cabanagem, Balaiada, Sabinada, Farroupilha).
  • 30.
    • Os fazendeirosestavam assustados, com medo de perder suas riquezas, baseadas na grande propriedade e na exploração dos escravos. • Por isso, foi criada a Lei Interpretativa do Ato Adicional (12 de maio de 1840), que reduzia o poder das províncias e colocava os órgãos da Polícia e da Justiça sob o comando do regente.
  • 31.
    A crise socioeconômica: •No campo econômico, as exportações brasileiras perdiam preço e mercado.
  • 33.
    • O açúcarde cana sofria a concorrência internacional das Antilhas, que produziam açúcar mais barato e de melhor qualidade.
  • 36.
    • Os EstadosUnidos produziam o algodão, o fumo também mais barato. • Uruguai e Argentina, produziam mate e o couro. • O ouro era um minério quase esgotado; portanto, nossa situação econômica era muito desfavorável nesse momento.
  • 37.
    • O povoda cidade e do campo levava uma vida miserável. Os alimentos eram caros. A riqueza e o poder estavam concentrados em mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes. • No campo político, havia grande oposição ao autoritarismo da regência. As províncias queriam mais liberdade e autonomia.
  • 38.
    • Queriam odireito de eleger seus próprios presidentes (governadores)da província. Muitos políticos das províncias pregavam a separação do governo central. • Essas, são algumas das causas das revoltas do período regencial.
  • 40.
  • 41.
    • Na região,que hoje compreende as regiões do Pará e do Amazonas, a economia vivia em função de atividades extrativistas (extração de madeiras e na exploração das plantas medicinais) e o cultivo de: cacau, algodão, tabaco e arroz.
  • 42.
    • A cidadede Belém era o centro do comércio que era controlado por portugueses e britânicos. • Utilizava-se a mão-de-obra escrava negra e a de índios que viviam em aldeias ou já estavam fora das aldeias e submetidos a um regime de semiescravidão.
  • 45.
    • Os negros,índios e mestiços compunham a maioria da população inferiorizada do Grão- Pará e viviam nas pequenas ilhas e na beira dos rios em cabanas miseráveis (daí o nome cabanos, como eram conhecidos).
  • 49.
    • Em 1832os paraenses pegaram em armas para impedir a posse de um governador nomeado pelo governo regencial. Resistindo à insatisfação dos paraenses, a regência nomeou o conservador Bernardo Lobo Sousa para governar o Grão-Pará.
  • 51.
    • Impondo umapolítica repressora, Bernardo Lobo perseguiu aqueles que oferecessem qualquer tipo de ameaça à sua autoridade. Isso só aumentou as tensões internas.
  • 52.
    • No anode 1835, um grupo de revoltosos invadiu Belém, capital da província e assassinou o governador. Nesse momento, surgiram líderes da elite e das camadas populares.
  • 55.
    • Resistindo àstropas da regência, os cabanos entregaram o poder para o fazendeiro Félix Antônio Malcher. Em pouco tempo, as reivindicações mais profundas dos populares instigou a saída dos grandes proprietários desse movimento.
  • 56.
  • 57.
    • Com adeposição de Félix Malcher, o comando da Cabanagem cai nas mãos dos Irmãos Pedro e Francisco Vinagre e do seringueiro Eduardo Angelim.
  • 59.
    • Enquanto arebelião se reorganizava, o governo regencial enviou tropas lideradas pelo mercenário inglês John Taylor.
  • 60.
  • 61.
    • A vitóriadas forças oficiais não aconteceu totalmente. Comandando mais de 3 mil populares, Eduardo Angelim conseguiu reaver o controle de Belém.
  • 65.
    • A chegadade Angelim dava esperanças de uma vitória do levante popular. No entanto, a ausência de outras províncias participantes e a instabilidade política dos poderes instalados acabou esfriando o potencial revolucionário do movimento. No ano de 1840 a Cabanagem chegava ao seu fim com um trágico saldo de 30 mil mortos.
  • 66.
    • Era maisum claro exemplo que a classe dominante não admitia a ascensão do povo ao poder nem as manifestações populares que colocassem em risco o domínio político da aristocracia ( os ricos = elite).
  • 67.
    A Revolta dosMalês – 1835:
  • 69.
    • Em Salvador,a capital da Bahia metade da população era formada por escravos e negros libertos de diferentes etnias africanas como: os nagôs, haussás e jejês. Muitos desses africanos praticavam a religião muçulmana e, sabiam ler e escrever eles eram chamados de malês.
  • 71.
    • Eles realizavama prestação de pequenos serviços ou a administração de casas comerciais e eram obrigados a repassar a maioria dos ganhos para os seus donos. • Parte desses escravos, insatisfeitos a situação, passaram a se mobilizar em reuniões secretas, nas quais decidiram organizar uma rebelião.
  • 75.
    • O planodeles era tomar pontos estratégicos da cidade de Salvador com o objetivo de controlar o governo da capital. Eles escolheram o dia 25 de janeiro de 1835 para começar a revolta, porque neste dia, grande parte da população e das autoridades estariam ocupados com os preparativos da festa de Nossa Senhora da Guia.
  • 76.
    • Apesar detodo o cuidado para a execução de seus planos, os malês acabaram prejudicados pela delação de duas escravas libertas. Elas ficaram com medo da revolta. • Eles queriam acabar com o catolicismo, iriam confisco dos bens dos brancos e mulatos e implantar uma república muçulmana.
  • 77.
    • De acordocom o plano, os revoltosos sairiam do bairro de Vitória (Salvador) e se reuniriam com outros malês vindos de outras regiões da cidade. Invadiriam os engenhos de açúcar e libertariam os escravos. Arrecadaram dinheiro e compraram armas para os combates. O plano do movimento foi todo escrito em árabe.
  • 80.
    A região deÁgua de Meninos foi onde aconteceu o mais violento dos confrontos. Cerca de quinhentos militares e um esquadrão de cavalaria os malês – que gradativamente foram empurrados em direção ao litoral. Pelo mar, um navio com um destacamento de marinheiros utilizado para abafar rapidamente qualquer tipo de resistência.
  • 84.
    • Cerca de200 integrantes da revolta foram presos pelas forças oficiais. Todos foram julgados pelos tribunais. Para conter outros movimentos, as autoridades ordenaram a execução de quatro líderes e a deportação de setecentos envolvidos.
  • 85.
    • O governolocal, para evitar outras revoltas do tipo, decretou leis proibindo a circulação de muçulmanos no período da noite e a prática de suas cerimônias religiosas.
  • 86.
  • 87.
  • 88.
    • No anode 1837, os baianos se revoltaram quando o governo regencial decretou a participação obrigatória da população nas frentes da Guerra dos Farrapos, outra rebelião que ocorria na região sul do país. A exigência acabou sendo o estopim para uma nova revolta.
  • 91.
    • Nesse climade insatisfação, um movimento rebelde passou a tomar conta da província baiana. Eram liderados pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira.
  • 92.
    Francisco Sabino Álvaresda Rocha Vieira:
  • 93.
    • A classeque tomou frente desse movimento foi a classe média. Esta era composta por comerciantes e profissionais liberais, como médicos, advogados e professores, que foram os principais líderes dessa rebelião.
  • 95.
    • Com opassar do tempo começou a ganhar mais seguidores, e conseguiu o apoio do exército baiano. E em 7 de novembro de 1837, eles invadiram a cidade de Salvador, obrigaram o governador Francisco de Souza Paraíso a abandonar o seu posto e criaram assim a República Baiana.
  • 96.
    • O objetivodeles era separar a província do império até que D. Pedro II chegasse a maioridade.
  • 97.
    • Muitos fazendeirosricos apoiaram essa revolta no início, mas como as ideias defendidas começaram a se tornar muito radicais, eles começaram a se afastar, aliando-se ao império.
  • 99.
    • O governoregencial começou a preparar um ataque para recuperar a cidade de Salvador, e o governo, sob a regência de Feijó, enviou tropas para a região. Eles conseguiram reprimir o movimento, eles invadiram e bloquearam todas as saídas de Salvador, isso ocorreu entre os dias 13 e 15 de março, que foi quando a cidade foi retomada.
  • 101.
    • Houve muitaviolência para conter essa revolta, centenas de casas dos participantes do movimento foram queimadas pelo governo. Mais de 2 mil pessoas morreram; Mais de 3 mil revoltosos foram presos e os líderes da Sabinada foram perseguidos e capturados pelas forças militares.
  • 103.
    • Os rebeldesque sobreviveram foram capturados e julgados por um tribunal composto pelos donos de latifúndios da Bahia. Três dos líderes foram executados e os outros três deportados, entre eles Francisco Sabino Vieira, que terminou os seus dias na Fazenda Jacobina, na região de Cáceres, província do Mato Grosso.
  • 105.
  • 106.
    • Outros, comoDaniel Gomes de Freitas, Francisco José da Rocha, João Rios Ferreira e Manoel Gomes Pereira, conseguiram fugir e depois se juntaram à Revolução Farroupilha.
  • 107.
  • 109.
    • Desde oinício do século XIX, a s camadas intermediárias e escravas da sociedade do Maranhão eram afetadas pelos abusos dos grandes proprietários de terra. As disputas políticas e o interesse particular se manifestavam nas rixas pessoais dos fazendeiros e na opressão aos mais pobres.
  • 111.
    • A Revoltarecebeu o nome de Balaiada por causa do apelido de um dos líderes do movimento, Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, o "Balaio" (cestos, objetos que ele fazia).
  • 116.
    • A Balaiadaé diferente das outras revoltas que do período regencial porque foi um movimento popular contra os grandes proprietários da região.
  • 117.
    • As causasda revolta estão relacionadas às condições de miséria e opressão a que estava submetida a população pobre da região. Nesta época, a economia agrária do Maranhão atravessava um período de grande crise.
  • 118.
    • A principalriqueza produzida na província, o algodão, sofria forte concorrência no mercado internacional e, com isso, o produto perdeu preço e compradores no exterior.
  • 119.
    • As camadassociais que mais sofriam com a situação eram os trabalhadores livres, camponeses, vaqueiros, sertanejos e escravos. A miséria, a fome, a escravidão e os maus tratos constituíram os principais fatores de descontentamento popular que motivou a mobilização dessas camadas sociais para a luta contra as injustiças sociais.
  • 120.
    • Os principaislíderes da Balaiada foram: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (O Balaio), Raimundo Gomes Vieira (O Cara Preta) e Cosme Bento das Chagas (O Negro Cosme).
  • 125.
    • No mêsde dezembro de 1838 o líder do movimento, Raimundo Gomes, invadiu a prisão de Vila Manga para libertar seu irmão. Acabou aproveitando a situação e libertando todos outros presos.
  • 127.
    • Mesmo semter sido cuidadosamente preparada e possuir um projeto político definido, a Balaiada eclodiu em 1838. Os balaios conseguiram tomar a cidade de Caxias, uma das mais importantes do Maranhão, em 1839.
  • 128.
  • 129.
    • Para combatê-losfoi nomeado Presidente e Comandante das Armas da Província, o coronel Luís Alves de Lima e Silva, que venceu os revoltosos na Vila de Caxias. Por isso foi promovido a General e recebeu o seu primeiro título de nobreza , Barão de Caxias.
  • 130.
    Luís Alves deLima e Silva:
  • 135.
    • Em 1841,o último líder da Balaiada, Cosme Bento foi capturado e enforcado. Os outros líderes do movimento já estavam mortos: Raimundo Gomes foi exilado para São Paulo e morreu na viagem e o "Balaio" morreu de gangrena após ser ferido pelos seus companheiros.
  • 136.
    A Guerra dosFarrapos/Revolução Farroupilha: 1835 - 1845
  • 138.
    • A Guerrados Farrapos ocorreu no Rio Grande do Sul na época em que o Brasil era governado pelo Regente Feijó (Período Regencial).
  • 139.
    • A regiãodo Rio Grande do Sul tinha um setor agropecuário muito rico e abastecia boa parte do Brasil com: gado, couro e charque; o principal produto era o charque.
  • 140.
  • 142.
  • 143.
    • O charque,além de ser o principal alimento dos escravos e dos pobres, também era o principal produto da economia gaúcha. • Os comerciantes do sudeste (dominados pelos latifundiários do centro e norte) compravam charque mais barato do Uruguai e da Argentina.
  • 144.
    • Os uruguaiose argentinos vendiam barato, porque a mercadoria era produzida com mão- de-obra livre. • A concorrência não agradava os fazendeiros gaúchos que pagavam mais impostos do que os estrangeiros.
  • 146.
    • Por causados impostos, a classe dominante do Rio Grande do Sul apoiava os ideais dos federalistas (chamados de farroupilhas) que queriam diminuir o poder do governo e aumentar a autonomia da província do Rio Grande do Sul.
  • 147.
    • Em 1834,nas eleições para assembleia provincial, os federalistas eram a maioria e isso dificultou as relações com o presidente da província (nomeado pelo regente).
  • 148.
    • Um grandeproprietário chamado Bento Gonçalves, assumiu o comando do exército farroupilha (formado por fazendeiros e peões) e pouco tempo depois ocuparam Porto Alegre iniciando a guerra.
  • 149.
  • 151.
    • Começava ummovimento de ordem republicana, onde os revoltosos começavam a utilizar de pedaços de panos vermelho amarrados em alguma parte de suas vestimentas para mostrar que faziam parte daquela revolução, foi daí que ganharam o nome de Farrapos, devido a esses pedaços de tecidos.
  • 153.
    • Liderados porBento Gonçalves, David Canabarro, Antonio de Souza Neto, Onofre Pires e Giuseppe Garibaldi, os farroupilhas declararam independente a República de Pirantini (RS – 16/11/1836) e Juliana (SC – 25/07/1839).
  • 154.
  • 155.
  • 156.
  • 157.
    • Em 1835Bento Gonçalves foi preso na Batalha de Fanfa e a liderança do movimento passou para Antônio de Souza Neto.
  • 158.
  • 159.
    Prisão de BentoGonçalves:
  • 160.
    • Em novembrode 1836, os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves finalmente assume a presidência da República de Piratini.
  • 163.
  • 165.
  • 166.
    • Fingindo queia tomar um banho de mar, Bento começou a nadar em frente ao forte até que, aproveitando um descuido de seus guardas, fugiu - a nado - em direção a um barco que estava à sua espera.
  • 167.
    Forte de SãoMarcelo:
  • 169.
    • Mesmo comas forças do exército da regência, os farroupilhas liderados por Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi, conquistaram a vila de Laguna, em Santa Catarina, proclamando, desta forma, a República Catarinense.
  • 170.
  • 171.
  • 176.
  • 177.
    • No anode 1842, o governo nomeou Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) para colocar fim ao conflito. Apos três anos de batalha e várias derrotas, os "Farrapos" tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias.
  • 178.
  • 179.
    • Ainda em1844, Bento Gonçalves iniciou conversações de paz, mas retirou-se por discordar de Caxias em pontos fundamentais, Davi Canabarro, assumiu seu lugar.
  • 180.
  • 181.
    • Os farraposqueriam assinar um Tratado de Paz, mas os imperiais rejeitavam, porque tratados se assinam entre países, e o Império não considerava a República Rio-Grandense um Estado.
  • 182.
    • Caxias contornoua situação, agradando os interesses dos farroupilhas sem criar constrangimentos para o Império.
  • 183.
  • 184.
  • 186.
    • O CoronelTeixeira Nunes e seus lanceiros negros foram atacados de surpresa. Quase todos morreram, inclusive Teixeira Nunes. Dos escravos sobreviventes, alguns acompanharam o exército do general Antônio Neto em seu exílio no Uruguai, outros foram incorporados ao Exército Imperial e muitos foram vendidos novamente como escravos no Rio de Janeiro.
  • 187.
    • A pacificaçãofoi assinada em 1º de Março de 1845 em Ponche Verde.
  • 189.
    Cláusulas do Tratadode Ponche Verde: • O Império assumia as dívidas do governo da República; • Os farroupilhas escolheriam o novo presidente da província - Caxias;
  • 190.
    • Os oficiaisrio-grandenses seriam incorporados ao exército imperial nos mesmos postos, exceto os generais; • Todos os processos da justiça republicana continuavam válidos;
  • 191.
    • Todos osex-escravos que lutaram no exército rio-grandense seriam declarados livres (mas muitos deles foram reescravizados depois);
  • 192.
    • Todos osprisioneiros de guerra seriam devolvidos à província. • O governo aumentou o imposto sobre o charque importado em 25%.
  • 193.
    • Terminou assima Guerra dos Farrapos, que apesar da vitória militar do Império do Brasil contra a República Rio-Grandense, significou a consolidação do Rio Grande do Sul como força política dentro do país.
  • 194.
    Roupas da Épocada Revolução:
  • 195.
  • 196.
  • 197.
    Fim do PeríodoRegencial: • Em abril de 1840, surgiu o Clube da Maioridade, cuja atuação resultou na emenda constitucional que antecipou a maioridade do imperador. Desse modo, com 15 anos de idade, Pedro de Alcântara foi coroado e recebeu o título de Pedro II. A coroação de Pedro II deu início ao Segundo Reinado.
  • 198.