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O MINISTÉRIO DE
MESTRE OU
DOUTOR
2º Trimestre de 2014
Lição 10
Pr. Moisés Sampaio de Paula
TEXTO ÁUREO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
2
"De modo que, tendo diferentes dons,
segundo a graça que nos é dada: [...] se é
ensinar, haja dedicação ao ensino"
(Rm 12.6,7).
VERDADE PRÁTICA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
3
Os vocacionados por Deus para o
ministério do ensino são por Ele
chamados para edicar a Igreja de Cristo
Uma Pergunta
Qual a ordem de Jesus aos seus
discípulos para ensinar a igreja
do primeiro século?
Pr. Moisés Sampaio de Paula
4
OBJETIVOS
Pr. Moisés Sampaio de Paula
5
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
 Aprender que Jesus, o mestre da Galileia, é mestre
por excelência.
 Identificar a ordem de Jesus aos seus discípulos
para ensinar a igreja do primeiro século.
 Saber da importância do dom ministerial de
ensinador na igreja local.
Dons Ministeriais de Efésios 4
Pr. Moisés Sampaio de Paula
6
Palavra chave
Pr. Moisés Sampaio de Paula
7
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
1. O mestre da Galileia.
2. O mestre divino.
3. O mestre da humildade.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
1. Uma ordem de Jesus.
2. A doutrina dos apóstolos.
3. Ensinamento persistente.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE
1. Uma necessidade urgente da igreja.
2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.
3. Requisitos necessários ao mestre.
Esboço da Lição
Pr. Moisés Sampaio de Paula
8
INTRODUÇÃO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
9
 O ministério do ensino da
Palavra é primordial para a
igreja exercer o discernimento
no que tange ao tempo em que
vive (culturas, teologia,
filosofias etc.).
INTRODUÇÃO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
10
 Tão importante é a função do
mestre na igreja que as
Escrituras declaram o quanto
ele deve esforçar-se
intelectualmente para exercer
tão nobre tarefa (Rm 12.7; 1 Tm
4.13).
 É uma tarefa importante e
indispensável que exige muito
de quem a desempenha.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
11
1. O mestre da Galileia.
2. O mestre divino.
3. O mestre da humildade.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
12
 Doutor incomparável,
"percorria Jesus toda a
Galiléia, ensinando nas
suas sinagogas, e pregando
o evangelho do Reino [...]"
(Mt 4.23).
1. O mestre da Galileia.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
13
 No ministério terreno, seus
sermões, ensinos e
discursos eram inflamados
pelo amor às pessoas.
Diferente dos escribas, Ele
ensinava como quem tinha
autoridade (Mt 7.28,29).
1. O mestre da Galileia.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
14
 A verdade emanava da pessoa
de Jesus! Os que o ouviam só
tinham duas opções: amá-lo ou
odiá-lo. Era impossível ouvi-lo
e ficar indiferente.
 Jesus transtornava a
consciência do acomodado e
aquietava o coração do
perturbado.
1. O mestre da Galileia.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
15
 Em visita a Jesus, um mestre da
Lei chamado Nicodemos,
educado nas melhores escolas
religiosas de Israel e grande
conhecedor das Escrituras
hebraicas, reconheceu em
Jesus um personagem
incomum de seu tempo (Jo
3.1,2).
2. O mestre divino.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
16
 Esse mesmo fariseu, que era
príncipe dos judeus, afirmou
que o Nazareno não poderia
fazer o que fazia se Deus não
fosse com Ele. Jesus é
chamado Mestre cerca de
quarenta e cinco vezes ao
longo do Novo Testamento.
2. O mestre divino.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
17
 A fim de ensinar os discípulos
acerca da humildade, Jesus
"levantou-se da ceia, tirou as
vestes e, tomando uma toalha,
cingiu-se. Depois, pôs água numa
bacia e começou a lavar os pés
aos discípulos e a enxugar-lhos
com a toalha com que estava
cingido" (Jo 13.4,5). Que cena
chocante para os judeus!
3. O mestre da humildade.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
18
 Era inimaginável um mestre
encurvar-se para lavar os pés de
pessoas leigas. Jesus era um
mestre e deu o exemplo aos
discípulos.
 O Emanuel, "Deus conosco",
encurvou-se diante dos homens!
Isso se deu porque o ensino de
Jesus não era mero discurso, mas
"espírito e vida" (Jo 6.63).
3. O mestre da humildade.
I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA
Pr. Moisés Sampaio de Paula
19
 Ele nos convida a fazer o mesmo:
"Vós me chamais Mestre e
Senhor e dizeis bem, porque eu o
sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre,
vos lavei os pés, vós deveis
também lavar os pés uns aos
outros. Porque eu vos dei o
exemplo, para que, como eu vos
fiz, façais vós também" (Jo
13.13-15).
3. O mestre da humildade.
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Pr. Moisés Sampaio de Paula
20
Jesus, o mestre da Galileia,
é reconhecido em o Novo
Testamento tanto como o
Mestre Divino quanto o
Mestre da humildade.
Perguntas
Pr. Moisés Sampaio de Paula
21
1. Quais eram as duas opções de quem
ouvia o Mestre dos mestres?
R. Amá-lo ou odiá-lo
Perguntas
Pr. Moisés Sampaio de Paula
22
2. O que Jesus fez a fim de ensinar acerca
da humildade?
R. O mestre da Galileia "levantou-se da ceia,
tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-
se. Depois, pôs água numa bacia e começou a
lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos
com a toalha com que estava cingido" (Jo
13.4,5).
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
23
1. Uma ordem de Jesus.
2. A doutrina dos apóstolos.
3. Ensinamento persistente.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
24
 Antes de ascender aos céus, de
modo solene Jesus determinou
aos seus discípulos que
ensinassem "todas as nações
[...] a guardar todas as coisas"
que Ele tinha ordenado (cf. Mt
28.19,20).
1. Uma ordem de Jesus.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
25
 O livro de Atos registra a
obediência dos primeiros
apóstolos no cuidado de
cumprir a determinação de
Jesus. Após a descida do
Espírito Santo (At 2.1-6), o
discurso de Pedro foi um
verdadeiro ensino proferido no
poder do Espírito Santo (At
2.14-40).
1. Uma ordem de Jesus.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
26
 Tendo em vista a plena
edificação da Igreja na Palavra,
o Senhor Jesus, através do
Espírito Santo, dotou alguns
de seus servos com o dom
ministerial de mestre ou
doutor (Ef 4.11).
1. Uma ordem de Jesus.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
27
 Esse dom é uma
capacitação sobrenatural
do Espírito.
 Isso não significa, porém, que
devemos descuidar de nossa
formação intelectual, pois o
preparo para o ensino passa
pela capacidade de aprender
para posteriormente ensinar.
1. Uma ordem de Jesus.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
28
 O texto de Atos 2.42 informa-nos
que os primeiros convertidos
"perseveravam na doutrina dos
apóstolos, e na comunhão, e no
partir do pão, e nas orações".
 Além disso, acrescenta que em
"cada alma havia temor, e muitas
maravilhas e sinais se faziam
pelos apóstolos" (v.43).
2. A doutrina dos apóstolos.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
29
 A "doutrina dos apóstolos" aqui
referida trata-se do conjunto de
ensinos de Cristo ministrados por
eles de forma constante e eficaz
para o crescimento integral dos
novos crentes.
2. A doutrina dos apóstolos.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
30
 Os primeiros mestres das
Escrituras foram os integrantes
do Colégio Apostólico (At
5.42, cf. vv.40,41).
 A Igreja começou nas
casas, onde o ensino era
ministrado a pequenos
grupos nos lares.
3. Ensinamento persistente.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
31
 Falando aos anciãos de Éfeso, o
apóstolo Paulo mostrou-se
como um verdadeiro mestre
que ensinava "publicamente e
pelas casas, testificando, tanto
aos judeus como aos gregos, a
conversão a Deus e a fé em
nosso Senhor Jesus Cristo" (At
20.20,21).
3. Ensinamento persistente.
II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA
IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
32
 Deus havia preparado homens
para ensinar e levantado
"doutores" na igreja em
Antioquia (At 13.1).
 O Pai Celestial igualmente
deseja levantar mestres
em sua igreja. Vivemos dias
em que este ministério nunca
foi tão necessário.
3. Ensinamento persistente.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
Pr. Moisés Sampaio de Paula
33
O ensino na igreja do primeiro
século foi ordenado por Jesus
para os apóstolos ensinarem
persistentemente.
Perguntas
Pr. Moisés Sampaio de Paula
34
3. Qual foi a ordem de Jesus para a Igreja
antes de ascender aos céus?
R. Determinou aos seus discípulos que
ensinassem "todas as nações [...] a guardar
todas as coisas" que Ele tinha ordenado.
Perguntas
Pr. Moisés Sampaio de Paula
35
4. De acordo com a lição, o que significa a
doutrina dos apóstolos?
R. Trata-se do conjunto de ensinos de Cristo
ministrados por eles, de forma eficaz, a fim de
produzir crescimento integral aos novos
crentes.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
36
1. Uma necessidade urgente da igreja.
2. A responsabilidade de um discipulado
contínuo.
3. Requisitos necessários ao mestre.
III. EDIFICAR TODO O CORPO DE
CRISTO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
37
 Para o ministério de ensino ser
eficaz na igreja local é preciso
haver pessoas vocacionadas.
 Não são todas que reúnem
informações exegéticas,
históricas e literárias da Bíblia,
aplicando-as como é
necessário.
1. Uma necessidade urgente da igreja.
III. EDIFICAR TODO O CORPO DE
CRISTO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
38
 Deus concedeu à sua igreja
mestres, e é preciso que ela
invista neles também.
 Muitas vezes, por absoluta falta
de preparo dos obreiros,
predomina a superficialidade
bíblica, a infantilidade "espiritual"
e o aumento do engano
promovido pelas astúcias dos
falsos mestres (2 Pe 2.1).
1. Uma necessidade urgente da igreja.
III. EDIFICAR TODO O CORPO DE
CRISTO
Pr. Moisés Sampaio de Paula
39
 O mestre com dom do Senhor
é para a igreja amadurecer em
todas as dimensões da vida
cristã, ao mesmo tempo em
que desmascara os falsos
ensinos (Ef 4.14; Os 4.6).
1. Uma necessidade urgente da igreja.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
40
 Estamos acostumados a pensar
que o discipulado termina
quando o novo convertido é
batizado.
 Não há nada mais equivocado!
O Senhor Jesus chamou-nos
para ser os seus discípulos por
toda a vida.
2. A responsabilidade de um discipulado
contínuo.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
41
 Por isso, quem ensina instrui os
crentes para a maturidade da
fé. É um aprendizado diário,
permanente e contínuo, tanto
para quem é discipulado
quanto para quem está
discipulando!
2. A responsabilidade de um discipulado
contínuo.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
42
 Apresentaremos alguns
requisitos importantes
para a igreja reconhecer
pessoas com o dom
ministerial de mestre em
nossa época:
3. Requisitos necessários ao mestre.
a) Um salvo em Cristo
b) O hábito de ler
c) Preparo intelectual
d) Um coração em chamas.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
43
 a) Um salvo em Cristo. Não
pode haver dúvidas quanto
à própria experiência
salvífica por parte do
vocacionado para o
ministério do ensino (2 Tm
2.10-13).
3. Requisitos necessários ao mestre.
Infelizmente há pessoas que não creem
naquilo que ensinam. Assim, não há verdade
nem firmeza nelas.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
44
 b) O hábito de ler. Em nosso
país, a leitura é um problema
cultural. Se as pessoas leem
pouco, a igreja pouco lerá.
 O hábito da leitura era levado
a sério no ministério do
apóstolo Paulo (1 Tm 4.13; 2
Tm 4.13).
3. Requisitos necessários ao mestre.
Como
ensinaremos se
não lermos?
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
45
 c) Preparo intelectual. A
Bíblia é o instrumento de
trabalho do ensinador
cristão. Considerando este
livro milenar, veremos que
a cultura e o mundo da
Bíblia são diferentes do
nosso.
3. Requisitos necessários ao mestre.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
46
 Por isso, o mestre deve
compreender o mundo da
Bíblia (suas questões
culturais, linguísticas,
exegéticas etc.) para não
fazer apelações
fantasiosas, apresentando-
as como exposição da
Palavra de Deus.
3. Requisitos necessários ao mestre.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
47
 d) Um coração em
chamas. É vontade de
Deus que o vocacionado ao
ensino utilize os avanços
das ciências bíblicas para
pregar a Palavra de Deus
na força do Espírito Santo.
3. Requisitos necessários ao mestre.
Martin Loyd-Jones dizia que a
verdadeira pregação era
teologia em fogo.
III. A IMPORTÂNCIA DO DOM
MINISTERIAL DE MESTRE
Pr. Moisés Sampaio de Paula
48
 Precisamos alcançar as
mentes e os corações dos
nossos dias, e isto apenas
será possível quando
tivermos obreiros com uma
mente bem preparada e
conectada a um "coração
em chamas" e apaixonado
por Jesus (At 3.12-26).
3. Requisitos necessários ao mestre.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Pr. Moisés Sampaio de Paula
49
O dom ministerial de mestre
é uma necessidade para a
igreja local e uma
responsabilidade para um
discipulado permanente..
Perguntas
Pr. Moisés Sampaio de Paula
50
5. O que é necessário para que o
ministério de ensino na Igreja seja eficaz?
R. É preciso haver pessoas vocacionadas.
Conclusão
Pr. Moisés Sampaio de Paula
51
 É preciso desfazer a ideia
propagada ao longo de
décadas acerca do preparo
intelectual do crente. Não é
verdade que
necessariamente ele esfriará
na fé se estudar.
Se fosse assim Paulo seria o mais frio
dos apóstolos do Novo Testamento,
pois não havia obreiro mais bem
preparado que ele (At 17.15-34; Tt
1.12).
Conclusão
Pr. Moisés Sampaio de Paula
52
 Paulo soube conjugar
preparo intelectual e poder
do alto. É disso que as nossas
igrejas precisam: homens
cheios do Espírito, mas do
mesmo modo, com a mente
iluminada para responder,
com mansidão e temor, a
razão da nossa esperança (1
Pe 3.15).
Subsídio Bibliológico
Pr. Moisés Sampaio de Paula
53 "MESTRE
Nas Escrituras, essa palavra está geralmente designando uma pessoa que é
superior a outras, em poder, autoridade, conhecimento ou em algum outro
aspecto. Várias palavras são traduzidas como 'mestre' nas várias versões da
Bíblia Sagrada. A palavra hebraica mais frequente, 'adon, significa 'soberano'
ou 'senhor'. O significado literal de várias palavras gregas varia de 'instrutor'
ou didaskalos, como em Mateus 10.24, até 'déspota' ou despotes, com em 1
Pedro 2.18. Outra palavra grega traduzida como 'mestres', epistates, significa
'meu mestre' ('superior' ou 'professor'), com em João 4.31. [...] Duas palavras
gregas para 'mestres' ocorrem em Mateus 23.8-10, 'Vós, porém, não queirais
ser chamados Rabi [rhabbi, 'meu mestre', ou 'professor'], a saber, o Cristo, e
todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai porque um só é
o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres [kathegetes,
'líderes'], porque um só é vosso Mestre, que é o Cristo" (PFEIFFER, Charles F.;
REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1261,62).
Subsídio Bibliológico
Pr. Moisés Sampaio de Paula
54
"É ordem de Jesus Cristo
Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas
aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc
24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencial para a estratégia de nosso Senhor.
O mandato 'Fazei discípulos' (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de
determinada espécie, isto é, 'guardar [obedecer] todas as coisas' que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos
foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil
de se realizar.
Foi praticada pela Igreja Primitiva
Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu
mesmo a esse mandamento?
A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles 'perseveravam na doutrina
[ensino] dos apóstolos' (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.
A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a
fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: 'Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]' (Ef 4.11). O
propósito?' 'Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo' (Ef 4.12);
mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição.
Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja
do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam
pelo 'dom de ensino' com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: 'Meus
irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo' (Tg 3.1). Considerando que o
professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal
responsabilidade, ponderada e sensata" (GANGEL, Kenneth; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador
Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.6,7).
Pr. Moisés Sampaio de Paula
55

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  • 1. O MINISTÉRIO DE MESTRE OU DOUTOR 2º Trimestre de 2014 Lição 10 Pr. Moisés Sampaio de Paula
  • 2. TEXTO ÁUREO Pr. Moisés Sampaio de Paula 2 "De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: [...] se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.6,7).
  • 3. VERDADE PRÁTICA Pr. Moisés Sampaio de Paula 3 Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edicar a Igreja de Cristo
  • 4. Uma Pergunta Qual a ordem de Jesus aos seus discípulos para ensinar a igreja do primeiro século? Pr. Moisés Sampaio de Paula 4
  • 5. OBJETIVOS Pr. Moisés Sampaio de Paula 5 Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:  Aprender que Jesus, o mestre da Galileia, é mestre por excelência.  Identificar a ordem de Jesus aos seus discípulos para ensinar a igreja do primeiro século.  Saber da importância do dom ministerial de ensinador na igreja local.
  • 6. Dons Ministeriais de Efésios 4 Pr. Moisés Sampaio de Paula 6
  • 7. Palavra chave Pr. Moisés Sampaio de Paula 7
  • 8. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA 1. O mestre da Galileia. 2. O mestre divino. 3. O mestre da humildade. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO 1. Uma ordem de Jesus. 2. A doutrina dos apóstolos. 3. Ensinamento persistente. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE 1. Uma necessidade urgente da igreja. 2. A responsabilidade de um discipulado contínuo. 3. Requisitos necessários ao mestre. Esboço da Lição Pr. Moisés Sampaio de Paula 8
  • 9. INTRODUÇÃO Pr. Moisés Sampaio de Paula 9  O ministério do ensino da Palavra é primordial para a igreja exercer o discernimento no que tange ao tempo em que vive (culturas, teologia, filosofias etc.).
  • 10. INTRODUÇÃO Pr. Moisés Sampaio de Paula 10  Tão importante é a função do mestre na igreja que as Escrituras declaram o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente para exercer tão nobre tarefa (Rm 12.7; 1 Tm 4.13).  É uma tarefa importante e indispensável que exige muito de quem a desempenha.
  • 11. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 11 1. O mestre da Galileia. 2. O mestre divino. 3. O mestre da humildade.
  • 12. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 12  Doutor incomparável, "percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino [...]" (Mt 4.23). 1. O mestre da Galileia.
  • 13. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 13  No ministério terreno, seus sermões, ensinos e discursos eram inflamados pelo amor às pessoas. Diferente dos escribas, Ele ensinava como quem tinha autoridade (Mt 7.28,29). 1. O mestre da Galileia.
  • 14. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 14  A verdade emanava da pessoa de Jesus! Os que o ouviam só tinham duas opções: amá-lo ou odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e ficar indiferente.  Jesus transtornava a consciência do acomodado e aquietava o coração do perturbado. 1. O mestre da Galileia.
  • 15. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 15  Em visita a Jesus, um mestre da Lei chamado Nicodemos, educado nas melhores escolas religiosas de Israel e grande conhecedor das Escrituras hebraicas, reconheceu em Jesus um personagem incomum de seu tempo (Jo 3.1,2). 2. O mestre divino.
  • 16. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 16  Esse mesmo fariseu, que era príncipe dos judeus, afirmou que o Nazareno não poderia fazer o que fazia se Deus não fosse com Ele. Jesus é chamado Mestre cerca de quarenta e cinco vezes ao longo do Novo Testamento. 2. O mestre divino.
  • 17. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 17  A fim de ensinar os discípulos acerca da humildade, Jesus "levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido" (Jo 13.4,5). Que cena chocante para os judeus! 3. O mestre da humildade.
  • 18. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 18  Era inimaginável um mestre encurvar-se para lavar os pés de pessoas leigas. Jesus era um mestre e deu o exemplo aos discípulos.  O Emanuel, "Deus conosco", encurvou-se diante dos homens! Isso se deu porque o ensino de Jesus não era mero discurso, mas "espírito e vida" (Jo 6.63). 3. O mestre da humildade.
  • 19. I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA Pr. Moisés Sampaio de Paula 19  Ele nos convida a fazer o mesmo: "Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.13-15). 3. O mestre da humildade.
  • 20. SINOPSE DO TÓPICO (1) Pr. Moisés Sampaio de Paula 20 Jesus, o mestre da Galileia, é reconhecido em o Novo Testamento tanto como o Mestre Divino quanto o Mestre da humildade.
  • 21. Perguntas Pr. Moisés Sampaio de Paula 21 1. Quais eram as duas opções de quem ouvia o Mestre dos mestres? R. Amá-lo ou odiá-lo
  • 22. Perguntas Pr. Moisés Sampaio de Paula 22 2. O que Jesus fez a fim de ensinar acerca da humildade? R. O mestre da Galileia "levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu- se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido" (Jo 13.4,5).
  • 23. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 23 1. Uma ordem de Jesus. 2. A doutrina dos apóstolos. 3. Ensinamento persistente.
  • 24. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 24  Antes de ascender aos céus, de modo solene Jesus determinou aos seus discípulos que ensinassem "todas as nações [...] a guardar todas as coisas" que Ele tinha ordenado (cf. Mt 28.19,20). 1. Uma ordem de Jesus.
  • 25. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 25  O livro de Atos registra a obediência dos primeiros apóstolos no cuidado de cumprir a determinação de Jesus. Após a descida do Espírito Santo (At 2.1-6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro ensino proferido no poder do Espírito Santo (At 2.14-40). 1. Uma ordem de Jesus.
  • 26. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 26  Tendo em vista a plena edificação da Igreja na Palavra, o Senhor Jesus, através do Espírito Santo, dotou alguns de seus servos com o dom ministerial de mestre ou doutor (Ef 4.11). 1. Uma ordem de Jesus.
  • 27. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 27  Esse dom é uma capacitação sobrenatural do Espírito.  Isso não significa, porém, que devemos descuidar de nossa formação intelectual, pois o preparo para o ensino passa pela capacidade de aprender para posteriormente ensinar. 1. Uma ordem de Jesus.
  • 28. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 28  O texto de Atos 2.42 informa-nos que os primeiros convertidos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações".  Além disso, acrescenta que em "cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (v.43). 2. A doutrina dos apóstolos.
  • 29. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 29  A "doutrina dos apóstolos" aqui referida trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles de forma constante e eficaz para o crescimento integral dos novos crentes. 2. A doutrina dos apóstolos.
  • 30. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 30  Os primeiros mestres das Escrituras foram os integrantes do Colégio Apostólico (At 5.42, cf. vv.40,41).  A Igreja começou nas casas, onde o ensino era ministrado a pequenos grupos nos lares. 3. Ensinamento persistente.
  • 31. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 31  Falando aos anciãos de Éfeso, o apóstolo Paulo mostrou-se como um verdadeiro mestre que ensinava "publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.20,21). 3. Ensinamento persistente.
  • 32. II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO Pr. Moisés Sampaio de Paula 32  Deus havia preparado homens para ensinar e levantado "doutores" na igreja em Antioquia (At 13.1).  O Pai Celestial igualmente deseja levantar mestres em sua igreja. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário. 3. Ensinamento persistente.
  • 33. SINOPSE DO TÓPICO (2) Pr. Moisés Sampaio de Paula 33 O ensino na igreja do primeiro século foi ordenado por Jesus para os apóstolos ensinarem persistentemente.
  • 34. Perguntas Pr. Moisés Sampaio de Paula 34 3. Qual foi a ordem de Jesus para a Igreja antes de ascender aos céus? R. Determinou aos seus discípulos que ensinassem "todas as nações [...] a guardar todas as coisas" que Ele tinha ordenado.
  • 35. Perguntas Pr. Moisés Sampaio de Paula 35 4. De acordo com a lição, o que significa a doutrina dos apóstolos? R. Trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles, de forma eficaz, a fim de produzir crescimento integral aos novos crentes.
  • 36. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 36 1. Uma necessidade urgente da igreja. 2. A responsabilidade de um discipulado contínuo. 3. Requisitos necessários ao mestre.
  • 37. III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO Pr. Moisés Sampaio de Paula 37  Para o ministério de ensino ser eficaz na igreja local é preciso haver pessoas vocacionadas.  Não são todas que reúnem informações exegéticas, históricas e literárias da Bíblia, aplicando-as como é necessário. 1. Uma necessidade urgente da igreja.
  • 38. III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO Pr. Moisés Sampaio de Paula 38  Deus concedeu à sua igreja mestres, e é preciso que ela invista neles também.  Muitas vezes, por absoluta falta de preparo dos obreiros, predomina a superficialidade bíblica, a infantilidade "espiritual" e o aumento do engano promovido pelas astúcias dos falsos mestres (2 Pe 2.1). 1. Uma necessidade urgente da igreja.
  • 39. III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO Pr. Moisés Sampaio de Paula 39  O mestre com dom do Senhor é para a igreja amadurecer em todas as dimensões da vida cristã, ao mesmo tempo em que desmascara os falsos ensinos (Ef 4.14; Os 4.6). 1. Uma necessidade urgente da igreja.
  • 40. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 40  Estamos acostumados a pensar que o discipulado termina quando o novo convertido é batizado.  Não há nada mais equivocado! O Senhor Jesus chamou-nos para ser os seus discípulos por toda a vida. 2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.
  • 41. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 41  Por isso, quem ensina instrui os crentes para a maturidade da fé. É um aprendizado diário, permanente e contínuo, tanto para quem é discipulado quanto para quem está discipulando! 2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.
  • 42. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 42  Apresentaremos alguns requisitos importantes para a igreja reconhecer pessoas com o dom ministerial de mestre em nossa época: 3. Requisitos necessários ao mestre. a) Um salvo em Cristo b) O hábito de ler c) Preparo intelectual d) Um coração em chamas.
  • 43. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 43  a) Um salvo em Cristo. Não pode haver dúvidas quanto à própria experiência salvífica por parte do vocacionado para o ministério do ensino (2 Tm 2.10-13). 3. Requisitos necessários ao mestre. Infelizmente há pessoas que não creem naquilo que ensinam. Assim, não há verdade nem firmeza nelas.
  • 44. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 44  b) O hábito de ler. Em nosso país, a leitura é um problema cultural. Se as pessoas leem pouco, a igreja pouco lerá.  O hábito da leitura era levado a sério no ministério do apóstolo Paulo (1 Tm 4.13; 2 Tm 4.13). 3. Requisitos necessários ao mestre. Como ensinaremos se não lermos?
  • 45. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 45  c) Preparo intelectual. A Bíblia é o instrumento de trabalho do ensinador cristão. Considerando este livro milenar, veremos que a cultura e o mundo da Bíblia são diferentes do nosso. 3. Requisitos necessários ao mestre.
  • 46. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 46  Por isso, o mestre deve compreender o mundo da Bíblia (suas questões culturais, linguísticas, exegéticas etc.) para não fazer apelações fantasiosas, apresentando- as como exposição da Palavra de Deus. 3. Requisitos necessários ao mestre.
  • 47. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 47  d) Um coração em chamas. É vontade de Deus que o vocacionado ao ensino utilize os avanços das ciências bíblicas para pregar a Palavra de Deus na força do Espírito Santo. 3. Requisitos necessários ao mestre. Martin Loyd-Jones dizia que a verdadeira pregação era teologia em fogo.
  • 48. III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE Pr. Moisés Sampaio de Paula 48  Precisamos alcançar as mentes e os corações dos nossos dias, e isto apenas será possível quando tivermos obreiros com uma mente bem preparada e conectada a um "coração em chamas" e apaixonado por Jesus (At 3.12-26). 3. Requisitos necessários ao mestre.
  • 49. SINOPSE DO TÓPICO (3) Pr. Moisés Sampaio de Paula 49 O dom ministerial de mestre é uma necessidade para a igreja local e uma responsabilidade para um discipulado permanente..
  • 50. Perguntas Pr. Moisés Sampaio de Paula 50 5. O que é necessário para que o ministério de ensino na Igreja seja eficaz? R. É preciso haver pessoas vocacionadas.
  • 51. Conclusão Pr. Moisés Sampaio de Paula 51  É preciso desfazer a ideia propagada ao longo de décadas acerca do preparo intelectual do crente. Não é verdade que necessariamente ele esfriará na fé se estudar. Se fosse assim Paulo seria o mais frio dos apóstolos do Novo Testamento, pois não havia obreiro mais bem preparado que ele (At 17.15-34; Tt 1.12).
  • 52. Conclusão Pr. Moisés Sampaio de Paula 52  Paulo soube conjugar preparo intelectual e poder do alto. É disso que as nossas igrejas precisam: homens cheios do Espírito, mas do mesmo modo, com a mente iluminada para responder, com mansidão e temor, a razão da nossa esperança (1 Pe 3.15).
  • 53. Subsídio Bibliológico Pr. Moisés Sampaio de Paula 53 "MESTRE Nas Escrituras, essa palavra está geralmente designando uma pessoa que é superior a outras, em poder, autoridade, conhecimento ou em algum outro aspecto. Várias palavras são traduzidas como 'mestre' nas várias versões da Bíblia Sagrada. A palavra hebraica mais frequente, 'adon, significa 'soberano' ou 'senhor'. O significado literal de várias palavras gregas varia de 'instrutor' ou didaskalos, como em Mateus 10.24, até 'déspota' ou despotes, com em 1 Pedro 2.18. Outra palavra grega traduzida como 'mestres', epistates, significa 'meu mestre' ('superior' ou 'professor'), com em João 4.31. [...] Duas palavras gregas para 'mestres' ocorrem em Mateus 23.8-10, 'Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi [rhabbi, 'meu mestre', ou 'professor'], a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres [kathegetes, 'líderes'], porque um só é vosso Mestre, que é o Cristo" (PFEIFFER, Charles F.; REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp. 1261,62).
  • 54. Subsídio Bibliológico Pr. Moisés Sampaio de Paula 54 "É ordem de Jesus Cristo Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencial para a estratégia de nosso Senhor. O mandato 'Fazei discípulos' (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, 'guardar [obedecer] todas as coisas' que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar. Foi praticada pela Igreja Primitiva Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento? A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles 'perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos' (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção. A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: 'Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]' (Ef 4.11). O propósito?' 'Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo' (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição. Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo 'dom de ensino' com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: 'Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo' (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata" (GANGEL, Kenneth; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.6,7).
  • 55. Pr. Moisés Sampaio de Paula 55