O Jornalismo como
mediador da realidade
Dyego Lima, Karla Alves, Marcelo Rocha, Sergio Oliveira
Disciplina: Teorias do Jornalismo
Prof.ª Dr.ª Kênia Maia
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
CCHLA – Departamento de Comunicação Social
Jornalismo
Adelmo Genro Filho e a Teoria do Jornalismo:
30 anos de O Segredo da Pirâmide
Felipe Simão Pontes
Principais ideias
• As notícias como forma de conhecimento;
• A Escola de Frankfurt, que reduz todo processo jornalístico à
mercadoria ou que rebaixa a notícia ao status de subproduto da
publicidade burguesa;
• O jornalismo como instrumento, como meio de exercício da
propaganda do partido.
“O jornalista é o responsável por expor a dimensão singular do fato
social para que o processo de recepção da notícia simule o contato
fenomenológico da percepção. Porém, diferente da percepção que
costuma se manter apenas no fenomênico, na certeza sensível, o
jornalista não apreende a notícia dessa maneira. Há um conjunto de
categorias de mediação predispostas no processo de apropriação deste
fato (política editorial, formas de organização do trabalho, processo
industrial, posição política do(s) jornalistas, etc) que se coloca em
relação com as mediações que advêm da produção deste fato social. No
fundo, projetos em cada segmento que o jornalismo cobre,
diuturnamente estão em processos de equilíbrio/tensão com os
sistemas de produção de sentido de outras áreas sociais e de outros
grupos. Em jogo, a universalidade, a dimensão do sentido de toda a
sociedade. A universalidade não é perene, mas histórica, não é fechada,
mas está em construção”.
O segredo da pirâmide
• A universalidade, singularidade e particularidade;
• “Tudo é assim mesmo e nunca vai mudar”;
• O lide;
• A crise do Jornalismo tradicional.
Schutz, Sheherazade e o homem da rua:
revisitando aspectos do jornalismo como
construtor da realidade
Prof. Dr. Mozahir Salomão Bruck
Foto: Ilan Ejzykowicz
Distribuição social do conhecimento
• Tipificação dos indivíduos em três categorias:
• O especialista;
• O cidadão bem-informado;
• O homem de rua
• Campo jornalístico como construtor do conhecimento da vida
cotidiana.
Foto: Marcelo Oliveira
O homem da rua
Aceita os sentimentos e paixões como guias de suas decisões e compreensões;
Não questionam o que veem, as circunstâncias das coisas nem suas finalidades;
“Convicções e pontos de vista não esclarecidos”.
Foto: Bls Photos
O cidadão bem-informado
Dever de fazer sua opinião se sobressair em relação ao homem da rua;
Privilegiado.
Foto: Paulo César Figueiredo
O especialista
Conhecimento restrito a um campo limitado;
Opiniões “baseadas em afirmações fundamentadas”;
“Julgamentos não são conjecturas ou suposições soltas”.
O jornalista
Representa uma articulação entre o especialista e o cidadão bem-informado.
Sistemas de conhecimento
• Derivado socialmente: experiências alheias que não são comunicadas;
• Socialmente aprovado: fonte de prestígio e autoridade, casa da
opinião pública;
• Opiniões de especialistas e cidadãos bem-informadas têm peso maior.
Foto: Marcelo Oliveira
Reconfiguração do jornalismo
• Perdeu status de único capaz de noticiar as atualidades do mundo;
• Surgimento de outros dispositivos e suportes de informação.
• Caráter institucional ainda confere certa autoridade para dar
visibilidade crível aos acontecimentos;
• Exercício de um certo poder por meio de discursos, e modos de interpretação
e julgamentos sobre os acontecimentos.
Foto: Kisa.Murisa
Pode um jornalista falar como o
homem da rua?
Pode um jornalista falar como o
homem da rua?
O jornalismo como construtor da realidade

O jornalismo como construtor da realidade

  • 1.
    O Jornalismo como mediadorda realidade Dyego Lima, Karla Alves, Marcelo Rocha, Sergio Oliveira Disciplina: Teorias do Jornalismo Prof.ª Dr.ª Kênia Maia Universidade Federal do Rio Grande do Norte CCHLA – Departamento de Comunicação Social Jornalismo
  • 2.
    Adelmo Genro Filhoe a Teoria do Jornalismo: 30 anos de O Segredo da Pirâmide Felipe Simão Pontes
  • 3.
    Principais ideias • Asnotícias como forma de conhecimento; • A Escola de Frankfurt, que reduz todo processo jornalístico à mercadoria ou que rebaixa a notícia ao status de subproduto da publicidade burguesa; • O jornalismo como instrumento, como meio de exercício da propaganda do partido.
  • 4.
    “O jornalista éo responsável por expor a dimensão singular do fato social para que o processo de recepção da notícia simule o contato fenomenológico da percepção. Porém, diferente da percepção que costuma se manter apenas no fenomênico, na certeza sensível, o jornalista não apreende a notícia dessa maneira. Há um conjunto de categorias de mediação predispostas no processo de apropriação deste fato (política editorial, formas de organização do trabalho, processo industrial, posição política do(s) jornalistas, etc) que se coloca em relação com as mediações que advêm da produção deste fato social. No fundo, projetos em cada segmento que o jornalismo cobre, diuturnamente estão em processos de equilíbrio/tensão com os sistemas de produção de sentido de outras áreas sociais e de outros grupos. Em jogo, a universalidade, a dimensão do sentido de toda a sociedade. A universalidade não é perene, mas histórica, não é fechada, mas está em construção”.
  • 5.
    O segredo dapirâmide • A universalidade, singularidade e particularidade; • “Tudo é assim mesmo e nunca vai mudar”; • O lide; • A crise do Jornalismo tradicional.
  • 6.
    Schutz, Sheherazade eo homem da rua: revisitando aspectos do jornalismo como construtor da realidade Prof. Dr. Mozahir Salomão Bruck Foto: Ilan Ejzykowicz
  • 7.
    Distribuição social doconhecimento • Tipificação dos indivíduos em três categorias: • O especialista; • O cidadão bem-informado; • O homem de rua • Campo jornalístico como construtor do conhecimento da vida cotidiana. Foto: Marcelo Oliveira
  • 8.
    O homem darua Aceita os sentimentos e paixões como guias de suas decisões e compreensões; Não questionam o que veem, as circunstâncias das coisas nem suas finalidades; “Convicções e pontos de vista não esclarecidos”. Foto: Bls Photos
  • 9.
    O cidadão bem-informado Deverde fazer sua opinião se sobressair em relação ao homem da rua; Privilegiado. Foto: Paulo César Figueiredo
  • 10.
    O especialista Conhecimento restritoa um campo limitado; Opiniões “baseadas em afirmações fundamentadas”; “Julgamentos não são conjecturas ou suposições soltas”.
  • 11.
    O jornalista Representa umaarticulação entre o especialista e o cidadão bem-informado.
  • 12.
    Sistemas de conhecimento •Derivado socialmente: experiências alheias que não são comunicadas; • Socialmente aprovado: fonte de prestígio e autoridade, casa da opinião pública; • Opiniões de especialistas e cidadãos bem-informadas têm peso maior. Foto: Marcelo Oliveira
  • 13.
    Reconfiguração do jornalismo •Perdeu status de único capaz de noticiar as atualidades do mundo; • Surgimento de outros dispositivos e suportes de informação. • Caráter institucional ainda confere certa autoridade para dar visibilidade crível aos acontecimentos; • Exercício de um certo poder por meio de discursos, e modos de interpretação e julgamentos sobre os acontecimentos. Foto: Kisa.Murisa
  • 14.
    Pode um jornalistafalar como o homem da rua?
  • 16.
    Pode um jornalistafalar como o homem da rua?