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CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA
1
Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais
Ministério
da Educação
Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres
Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial
Desde que nascemos somos educados/as para conviver em sociedade, porém de maneira
distinta, caso sejamos menino ou menina. Esta distinção influencia, por exemplo, a decoração
do quarto da criança, a cor das roupas e dos objetos pessoais, a escolha dos brinquedos e
das atividades de lazer. Assim que mãe, pai e familiares recebem o resultado do ultrassom,
passa-se a “desenhar” o lugar da criança. Se menina, roupas e decorações cor-de-rosa.
Se menino, tudo azul. Num passado não muito distante, quando não havia o recurso de
informação prévia do sexo biológico da criança, a maior parte
do enxoval era verde água ou amarelo.
À medida que crescemos, por meio dos brinquedos, jogos e
brincadeiras, dos acessórios e das relações estabelecidas com
os grupos de pares e com as pessoas adultas, vamos também
aprendendo a distinguir atitudes e gestos tipicamente
masculinos ou femininos e a fazer escolhas a partir de tal
distinção, ou seja, o modo de pensar e de agir, considerados como correspondentes a cada
gênero, nos é inculcado desde a infância.
Na família, assim como na escola, é fundamental que as pessoas adultas, ao lidarem com
crianças, percebam que podem reforçar ou atenuar as diferenças de gênero e suas marcas,
contribuindo para estimular traços, gostos e aptidões não restritos aos atributos de um
ou outro gênero. Por exemplo, deve ser estimulado nos meninos que sejam carinhosos,
cuidadosos, gentis, sensíveis e expressem medo e dor. Quem disse que “homem não chora”?
As meninas, por sua vez, podem ser incentivadas a praticar esportes, a gostar de carros e
motos, a serem fortes (no sentido de terem garra, gana), destemidas, aguerridas.
Tal aprendizado das regras culturais nos constrói como pessoas, como homens ou mulheres.
Se quisermos contribuir para um mundo justo em que haja eqüidade de gênero, devemos
estar atentos para não educarmos meninos e meninas de maneiras radicalmente distintas.
Através deste texto é possível compreender que a família e a escola têm um papel
fundamental na luta contra o aumento de preconceito e discriminação direcionados
às mulheres e a todos aqueles que não correspondem a um ideal de masculinidade
dominante. Como você imagina que se possa trabalhar nesta direção em casa e na
escola?
MÓDULO 2 - GÊNERO | unidade 1 | TEXTO 3
O aprendizado de gênero: socialização
na família e na escola
Assim que mãe, pai e
familiares recebem o
resultado do ultrassom,
passa-se a “desenhar” o
lugar da criança.
CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA
2
Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais
Ministério
da Educação
Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres
Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial
Devemos prestar atenção no quanto a socialização de
gênero é insidiosa. Oferecer aos meninos e aos rapazes
apenas espadas, armas, roupas de luta, adereços de guerra,
carros, jogos eletrônicos
que incitem à violência é
facultar como único caminho
para a sua socialização a
agressividade, o uso do
corpo como instrumento de
luta, a supervalorização do
gosto pela velocidade e pela
superação de limites. Ou
ainda, de modo mais sutil,
oferecer apenas aos meninos
bola, bicicleta e skate, por
exemplo, indica-lhes que o
espaço público é deles, ao
passo que dar às meninas
somente miniaturas de utensílios domésticos (ferro de
passar roupa, cozinha com panelinhas, bonecas, batedeira
de bolo, máquina de lavar roupa etc.) é determinar-lhes o
espaço privado, o espaço doméstico.
Queremos dizer que nos jogos com bonecas, fogõezinhos,
panelinhas e ferrinhos de passar as garotas, da infância
à adolescência, vão se familiarizando com o trabalho
doméstico, como se não houvesse alternativa às mulheres
que não o interesse com o cuidado do lar e de filhos/as.
Dicas de filme:
Billy Elliot (Inglaterra, 2000) – um
filme sobre um menino que enfrenta
muitas dificuldades por ter o balé
como sonho de vida.
Cartão vermelho (Brasil, 1994, 14
min) – Fernanda gosta de jogar
futebol com os meninos e joga bem.
Mas para essa “moleca” de 12 anos o
apogeudesuaintimidadecomabola
é fazê-la voar reta, direta, até o saco
dosmeninos.Paraassistiressecurta-
metragem, acesse o site Porta Curtas
Petrobras http://www.portacurtas.
com.br/index.asp e clique no botão
“Assista”, à esquerda. Aproveite para
conhecer o acervo livre de curtas e
documentários disponíveis no site!
Acorda Raimundo... Acorda!
(Brasil, de Alfredo Alves, Ibase,
1990, 15 min) – E se as mulheres
saíssem para o trabalho enquanto
os homens cuidam dos afazeres
domésticos? Esta é a história de
Marta e Raimundo, uma família
operária, seus conflitos, a violência
familiar e o machismo vividos em
um mundo onde tudo acontece ao
contrário.
(...) oferecer apenas aos
meninos bola, bicicleta
e skate, por exemplo,
indica-lhes que o espaço
público é deles, ao passo
que dar às meninas
somente miniaturas de
utensílios domésticos
(...) é determinar-lhes o
espaço privado, o espaço
doméstico.
CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA
3
Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais
Ministério
da Educação
Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres
Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial
Observe na tabela1
que o número de horas empregadas
pelas mulheres no cuidado da casa é três vezes superior
ao tempo que os homens dedicam às atividades do lar.
E isto acontece entre pessoas com diferentes níveis de
escolarização e pertencentes a diversas classes sociais.
Para um grande número de mulheres, o fato corresponde
à segunda jornada de trabalho, jornada esta raramente
valorizada, uma vez que o trabalho doméstico é em geral
invisível, só notado em caso de ausência, quando as
atividades não são realizadas.
Os modelos de homem e de mulher que as crianças têm à
sua volta, na família e na escola, apresentados por pessoas
adultas, influenciarão a construção de suas referências
de gênero. Quando a menina e o menino entram para a
escola, já foram ensinados pela família e por outros grupos
da sociedade quais são os "brinquedos de menino" e quais
são os "brinquedos de menina". Embora não seja possível
intervir de forma imediata nessas aprendizagens no contexto familiar e na comunidade, a
escola necessita ter consciência de que sua atuação não é neutra. Educadores e educadoras
precisam identificar o currículo oculto que contribui para a perpetuação de tais relações.
A escola tem a responsabilidade de não contribuir para o aumento da discriminação e
dos preconceitos contra as mulheres e contra todos aqueles que não correspondem a um
ideal de masculinidade dominante, como gays, travestis e lésbicas, por exemplo. Por isso,
educadores e educadoras são responsáveis e devem estar atentos a esse processo.
Glossário
Eqüidade de gênero: Igualdade de direitos, oportunidades e condições entre homens e mulheres.
1
Essa tabela ilustra o quanto o trabalho doméstico recai sobre as mulheres e foi extraída do texto: “Tempo, trabalho e afazeres
domésticos: um estudo com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2001 a 2005”, de Cristiane Soares e Ana
Lucia Saboia. In: ___ Textos para Discussão, Diretoria de Pesquisas, 21. Coordenação de População e Indicadores Sociais, Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio de Janeiro, 2007.
Dica de leitura
Educar meninas e meninos.
Relações de gênero na escola, de
Daniela Auad. São Paulo: Editora
Contexto, 2006.
Como se comportam meninos e
meninas nos recreios e nas salas
de aula? Menino pode fazer balé
e menina tocar bateria? Educar
meninos e meninas traz à tona
as relações de gênero na escola
e o desenrolar das diferenças
hierarquizadas entre os sexos. Além
disso, a autora, a partir de pesquisa
de doutorado, analisa a escola mista
e propõe a co-educação.

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O aprendizado de gênero, socialização na família e na escola.

  • 1. CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA 1 Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais Ministério da Educação Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Desde que nascemos somos educados/as para conviver em sociedade, porém de maneira distinta, caso sejamos menino ou menina. Esta distinção influencia, por exemplo, a decoração do quarto da criança, a cor das roupas e dos objetos pessoais, a escolha dos brinquedos e das atividades de lazer. Assim que mãe, pai e familiares recebem o resultado do ultrassom, passa-se a “desenhar” o lugar da criança. Se menina, roupas e decorações cor-de-rosa. Se menino, tudo azul. Num passado não muito distante, quando não havia o recurso de informação prévia do sexo biológico da criança, a maior parte do enxoval era verde água ou amarelo. À medida que crescemos, por meio dos brinquedos, jogos e brincadeiras, dos acessórios e das relações estabelecidas com os grupos de pares e com as pessoas adultas, vamos também aprendendo a distinguir atitudes e gestos tipicamente masculinos ou femininos e a fazer escolhas a partir de tal distinção, ou seja, o modo de pensar e de agir, considerados como correspondentes a cada gênero, nos é inculcado desde a infância. Na família, assim como na escola, é fundamental que as pessoas adultas, ao lidarem com crianças, percebam que podem reforçar ou atenuar as diferenças de gênero e suas marcas, contribuindo para estimular traços, gostos e aptidões não restritos aos atributos de um ou outro gênero. Por exemplo, deve ser estimulado nos meninos que sejam carinhosos, cuidadosos, gentis, sensíveis e expressem medo e dor. Quem disse que “homem não chora”? As meninas, por sua vez, podem ser incentivadas a praticar esportes, a gostar de carros e motos, a serem fortes (no sentido de terem garra, gana), destemidas, aguerridas. Tal aprendizado das regras culturais nos constrói como pessoas, como homens ou mulheres. Se quisermos contribuir para um mundo justo em que haja eqüidade de gênero, devemos estar atentos para não educarmos meninos e meninas de maneiras radicalmente distintas. Através deste texto é possível compreender que a família e a escola têm um papel fundamental na luta contra o aumento de preconceito e discriminação direcionados às mulheres e a todos aqueles que não correspondem a um ideal de masculinidade dominante. Como você imagina que se possa trabalhar nesta direção em casa e na escola? MÓDULO 2 - GÊNERO | unidade 1 | TEXTO 3 O aprendizado de gênero: socialização na família e na escola Assim que mãe, pai e familiares recebem o resultado do ultrassom, passa-se a “desenhar” o lugar da criança.
  • 2. CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA 2 Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais Ministério da Educação Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Devemos prestar atenção no quanto a socialização de gênero é insidiosa. Oferecer aos meninos e aos rapazes apenas espadas, armas, roupas de luta, adereços de guerra, carros, jogos eletrônicos que incitem à violência é facultar como único caminho para a sua socialização a agressividade, o uso do corpo como instrumento de luta, a supervalorização do gosto pela velocidade e pela superação de limites. Ou ainda, de modo mais sutil, oferecer apenas aos meninos bola, bicicleta e skate, por exemplo, indica-lhes que o espaço público é deles, ao passo que dar às meninas somente miniaturas de utensílios domésticos (ferro de passar roupa, cozinha com panelinhas, bonecas, batedeira de bolo, máquina de lavar roupa etc.) é determinar-lhes o espaço privado, o espaço doméstico. Queremos dizer que nos jogos com bonecas, fogõezinhos, panelinhas e ferrinhos de passar as garotas, da infância à adolescência, vão se familiarizando com o trabalho doméstico, como se não houvesse alternativa às mulheres que não o interesse com o cuidado do lar e de filhos/as. Dicas de filme: Billy Elliot (Inglaterra, 2000) – um filme sobre um menino que enfrenta muitas dificuldades por ter o balé como sonho de vida. Cartão vermelho (Brasil, 1994, 14 min) – Fernanda gosta de jogar futebol com os meninos e joga bem. Mas para essa “moleca” de 12 anos o apogeudesuaintimidadecomabola é fazê-la voar reta, direta, até o saco dosmeninos.Paraassistiressecurta- metragem, acesse o site Porta Curtas Petrobras http://www.portacurtas. com.br/index.asp e clique no botão “Assista”, à esquerda. Aproveite para conhecer o acervo livre de curtas e documentários disponíveis no site! Acorda Raimundo... Acorda! (Brasil, de Alfredo Alves, Ibase, 1990, 15 min) – E se as mulheres saíssem para o trabalho enquanto os homens cuidam dos afazeres domésticos? Esta é a história de Marta e Raimundo, uma família operária, seus conflitos, a violência familiar e o machismo vividos em um mundo onde tudo acontece ao contrário. (...) oferecer apenas aos meninos bola, bicicleta e skate, por exemplo, indica-lhes que o espaço público é deles, ao passo que dar às meninas somente miniaturas de utensílios domésticos (...) é determinar-lhes o espaço privado, o espaço doméstico.
  • 3. CURSO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA 3 Formação de Professoras/es em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais Ministério da Educação Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Observe na tabela1 que o número de horas empregadas pelas mulheres no cuidado da casa é três vezes superior ao tempo que os homens dedicam às atividades do lar. E isto acontece entre pessoas com diferentes níveis de escolarização e pertencentes a diversas classes sociais. Para um grande número de mulheres, o fato corresponde à segunda jornada de trabalho, jornada esta raramente valorizada, uma vez que o trabalho doméstico é em geral invisível, só notado em caso de ausência, quando as atividades não são realizadas. Os modelos de homem e de mulher que as crianças têm à sua volta, na família e na escola, apresentados por pessoas adultas, influenciarão a construção de suas referências de gênero. Quando a menina e o menino entram para a escola, já foram ensinados pela família e por outros grupos da sociedade quais são os "brinquedos de menino" e quais são os "brinquedos de menina". Embora não seja possível intervir de forma imediata nessas aprendizagens no contexto familiar e na comunidade, a escola necessita ter consciência de que sua atuação não é neutra. Educadores e educadoras precisam identificar o currículo oculto que contribui para a perpetuação de tais relações. A escola tem a responsabilidade de não contribuir para o aumento da discriminação e dos preconceitos contra as mulheres e contra todos aqueles que não correspondem a um ideal de masculinidade dominante, como gays, travestis e lésbicas, por exemplo. Por isso, educadores e educadoras são responsáveis e devem estar atentos a esse processo. Glossário Eqüidade de gênero: Igualdade de direitos, oportunidades e condições entre homens e mulheres. 1 Essa tabela ilustra o quanto o trabalho doméstico recai sobre as mulheres e foi extraída do texto: “Tempo, trabalho e afazeres domésticos: um estudo com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2001 a 2005”, de Cristiane Soares e Ana Lucia Saboia. In: ___ Textos para Discussão, Diretoria de Pesquisas, 21. Coordenação de População e Indicadores Sociais, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio de Janeiro, 2007. Dica de leitura Educar meninas e meninos. Relações de gênero na escola, de Daniela Auad. São Paulo: Editora Contexto, 2006. Como se comportam meninos e meninas nos recreios e nas salas de aula? Menino pode fazer balé e menina tocar bateria? Educar meninos e meninas traz à tona as relações de gênero na escola e o desenrolar das diferenças hierarquizadas entre os sexos. Além disso, a autora, a partir de pesquisa de doutorado, analisa a escola mista e propõe a co-educação.