Profª: Vânia Franco
Quantos e quais países falam
               português?
A Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP) é composta por oito
países: Brasil, Portugal, Angola,
Moçambique, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor
Leste.
Por que é preciso padronizar o português?
O português, segundo estudos, é a quinta língua
mais falada no mundo e tem duas grafias oficiais, o
que dificulta o estabelecimento da língua como um
dos idiomas oficiais da Organização das Nações
Unidas (ONU) . A ortografia-padrão facilitará o
intercâmbio cultural entre os países que falam
português. Livros, inclusive os científicos, e
materiais didáticos poderão circular livremente
entre os países, sem necessidade de revisão, como
já acontece em países que falam espanhol. Além
disso, haverá padronização do ensino de português
ao redor do mundo
NOVA
      REFORMA ORTOGRÁFICA
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram
reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:


          A B C D E F G H I
         J K L M N O P Q R
           S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não
tinham desaparecido da maioria dos
dicionários da nossa língua, são usadas em
várias situações. Por exemplo:

a) na escrita de símbolos de unidades
de medida: km (quilômetro), kg(quilograma),
W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes
Estrangeiros (e seus derivados): show,
playboy, playground, windsurf, kung
fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka,
kafkiano.
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
a) VOGAIS
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em
quilo, a letra u nem é fonema.
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há
sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma
vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais
de um vocábulo é igual ao número de sílabas;
inversamente, o número de sílabas é igual ao número
de vogais.
b) CONSOANTES

Como o próprio nome sugere
(com + soante = soar com), consoantes são os
fonemas que, para serem emitidos, necessitam
do amparo de outros fonemas, ou seja, das
vogais.
Cabe relembrar que, para haver consoante, é
necessário o fonema (ruído) e não a letra
(escrita).
Assim, em “hipótese”, não há a consoante
“h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a
consoante única é o fonema representado
pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é
consoante, porque não constitui fonema, mas
apenas indica a nasalização do “a”.
c) SEMIVOGAIS

    Constituem os fonemas intermediários entre
as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza
destas nem a autonomia daquelas. São, na
prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma
vogal autêntica, soam levemente, sem a força de
vogal.
    O “e” e o “o”, sempre que, na mesma
circunstância,
forem pronunciados, respectivamente,
como “i” e “u”, também serão semivogais.
Semivogais   Vogais

pais         país

mau          baú

mágoa        pessoa

vídeo        Léo

Mário        Maria
Encontros Vocálicos
       (1 vogal + 1 semivogal)
a) DITONGO
É o grupo constituído de uma vogal e uma
semivogal
ou vice-versa.
O ditongo pode ser:
crescente - quando a semivogal vem antes:
série,
água, vítreo, nódoa, quando, freqüente;
decrescente - quando a semivogal vem
depois: leite, baixo, céu, herói, mão mãe, põe,
muito.
b) HIATO
É o encontro de duas vogais: pessoa, guria,
saúde,
saída, coordenar.

Observação:

Todas as vogais repetidas constituem hiatos
e,
por isso, devem ser pronunciadas
separadamente:
crêem, caatinga, vôo, niilismo.
c) TRITONGO
É o grupo formado por uma vogal entre duas
semivogais: quais, saguão.

Observação:
Uma vogal ladeada por semivogais é o único
jeito possível de haver tritongo. Acautele-se,
pois, o leitor contra a falsa impressão de
tritongo que
podem dar palavras como “raio”, “tamoio”,
“veraneio”, “bóia”, “idéia”.
ACENTUAÇÃO
1) As palavras cuja acentuação tônica recaem na
última sílaba, chamam-se oxítonas.

               Exemplos
2) As palavras que têm acentuação na
penúltima sílaba, chamam-se paroxítonas e
são as de maior número em língua portuguesa.

Exemplos:
3) Finalmente, as palavras acentuadas na
antepenúltima sílaba chamam-se
proparoxítonas.

Exemplos:
Monossílabos ou palavras com uma única
                     sílaba
São muitas as palavras formadas por uma única
sílaba, e elas também podem ser tônicas ou
átonas, de acordo com a intensidade com que são
pronunciadas em uma frase.

Pronunciado fracamente, o monossílabo átono, na
prática, se junta à palavra que vem antes ou
depois dele
Exemplo:
Esse é um problema de cada um de
nós.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal
colocado sobre a letra u para indicar
que ela deve ser pronunciada nos
grupos:
          gue, gui, que, qui.
Como era         Como fica
 agüentar         aguentar
 argüir           arguir
 bilíngüe         bilíngue
 cinqüenta        cinquenta
 delinqüente     delinquente
 eloqüente       eloquente
 ensangüentado
ensanguentado
 eqüestre        equestre
Como era     Como fica

freqüente     frequente
lingüeta       lingueta
lingüiça        linguiça
qüinqüênio
quinquênio
sagüi          sagui
seqüência     sequência
seqüestro     sequestro
Atenção :o trema permanece
apenas nas palavras
estrangeiras e em suas
derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.
Mudanças nas regras
       de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos
ditongos abertos éi e ói das
palavras paroxítonas (palavras
que têm acento tônico na
penúltima sílaba).
Como era               Como fica
Alcalóide               alcaloide
alcatéia                alcateia
andróide                androide
apóia (verbo apoiar)   apoia
apóio (verbo apoiar)   apoio
asteróide               asteroide
bóia                     boia
celulóide                celuloide
clarabóia               claraboia
colméia                  colmeia
Como era                  Como fica
platéia                     plateia
Coréia                      Coreia
debilóide                  debiloide
epopéia                    epopeia
estóico                     estoico
estréia                     estreia
estréio (verbo estrear)   estreio
geléia                      geleia
Heróico                    heroico
Como era    Como fica
 heróico      heroico
Idéia         ideia
Jibóia         jiboia
Jóia           joia
odisséia      odisseia
paranóia      paranoia
paranóico     paranoico
Atenção:
essa regra é válida somente
para palavras paroxítonas. Assim,
continuam a ser acentuadas as palavras
oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói,
óis.

Exemplos:
papéis, herói, heróis,
troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se
 usa mais o acento no i e no u tônicos
 quando vierem depois de um ditongo.


Como era                     Como fica

baiúca                       baiuca
bocaiúva                     bocaiuva
cauíla                        cauila
feiúra                        feiura
3. Não se usa mais o acento das
palavras terminadas em êem e ôo(s).

Como era             Como fica
Abençôo               abençoo
crêem (verbo crer)    creem
dêem (verbo dar)      deem
dôo (verbo doar)      doo
Como era                 Como fica
enjôo                     enjoo
lêem (verbo ler)         leem
magôo (verbo magoar)      magoo
perdôo (verbo perdoar)    perdoo
povôo (verbo povoar)      povoo
vêem (verbo ver)         veem
vôos                      voos
zôo                       zoo
4. Não se usa mais o acento que
diferenciava os pares:

pára/para, péla(s)/pela(s),
pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e
pêra/pera.
Como era              Como fica
Ele pára o carro.    Ele para o carro.

Ele foi ao pólo      Ele foi ao polo Norte
Norte.

Ele gosta de jogar   Ele gosta de jogar
pólo.                                polo.

Esse gato tem         Esse gato tem
pêlos brancos.            pelos brancos.

Comi uma pêra.       Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em
pôde/pode. Pôde é a forma do passado
do verbo poder (pretérito perfeito do
indicativo), na 3ª pessoa do singular.

Pode é a forma do presente do
indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo:

Ontem, ele não pôde sair
mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em
pôr/por.
Pôr é verbo. Por é preposição.

Exemplo:
Vou pôr o livro na estante
que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que
diferenciam o singular do plural dos
verbos ter e vir, assim como de
seus derivados (manter, deter, reter,
conter, convir, intervir, advir etc.).
Exemplos:
Ele tem dois carros. /
Eles têm dois carros.

Ele vem de Sorocaba. /
Eles vêm de Sorocaba.

Ele mantém a palavra. /
Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. /
Eles convêm aos estudantes.

Ele detém o poder. /
Eles detêm o poder.

Ele intervém em todas as aulas. /
Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento
circunflexo para diferenciar as palavras
forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara.

Veja este exemplo:

Qual é a forma da fôrma do bolo?
Uso do hífen
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen
   diante de palavra iniciada por h.

Exemplos:

anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
             proto-história
            sobre-humano
            super-homem
             ultra-humano

Exceção: subumano (nesse caso, a
palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo
termina em vogal diferente da vogal
com que se inicia o segundo elemento.

Exemplos:

aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
Plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se
em geral com o segundo elemento,
mesmo quando este se inicia por o:

coobrigar, coobrigação, coordenar,
cooperar, cooperação, cooptar,
coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o
prefixo termina em vogal e o
segundo elemento começa por
consoante diferente de r ou s.

Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
                 autoproteção
                  coprodução
                   geopolítica
              microcomputador
              pseudoprofessor
                  semicírculo
                    semideus
                   seminovo
                 ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o
hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefi -
xo termina em vogal e o segundo
elemento começa por r ou s. Nesse
caso, duplicam-se essas letras.
Exemplos:
               antirrábico
              antirracismo
             antirreligioso
               antirrugas
               antissocial
biorritmo
  contrarregra
 contrassenso
     cosseno
    infrassom
microssistema
    minissaia
 multissecular
 neorrealismo
neossimbolista
    semirreta
ultrarresistente.
    ultrassom
5. Quando o prefixo termina por vogal,
usa-se o hífen se o segundo elemento
começar pela mesma vogal.

Exemplos:

anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
 contra-atacar
 contra-ataque
  micro-ondas
  micro-ônibus
 semi-internato
  semi-interno
6. Quando o prefixo termina por
consoante, usa-se o hífen se o
segundo elemento começar pela
mesma consoante.

Exemplos:
            hiper-requintado
                inter-racial
              inter-regional
            sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico

Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen.

Exemplos: hipermercado, intermunicipal,
superinteressante, superproteção.
Com o prefixo SUB, só haverá hífen se a
palavra seguinte começar por “b” ou “r”:

subaquático, sub-base, subchefe, subclasse,
subcomissão, subconjunto, subdelegado,
subdiretor, subdivisão, subemprego, subgrupo,
subjugado, submundo, subnutrido, subpovoado,
subtítulo, subsolo, subterrâneo.

sub-raça, sub-reino, sub-reitor.
Emprega -se o hífen nas palavras compostas por
justaposição que não contêm formas de ligação e
cujos elementos, de natureza nominal, adjetival,
numeral ou verbal, constituem uma unidade
sintagmática e semântica e mantêm acento
próprio, podendo dar -se o caso de o primeiro
elemento estar reduzido:
ano -luz, arce -bispo, arco -íris, decreto -lei, médico
-cirurgião, tenente -coronel, tio -avô, turma -piloto;
amor -perfeito, guarda -noturno, guarda-roupa,
norte -americano, porto -alegrense; afro--asiático,
afro-luso-brasileiro, azul -escuro, luso -brasileiro,
primeiro -ministro, segunda-feira; conta -gotas,
guarda -chuva.
Emprega -se o hífen nas palavras compostas
que designam espécies botânicas e
zoológicas, estejam ou não ligadas por
preposição ou qualquer outro elemento:
abóbora -menina, couve -flor, erva -doce, feijão -
verde;
benção -de -deus, erva -do -chá, ervilha -de -
cheiro, fava -de -santo -inácio, bem -me -quer
(nome de planta que também se dá à margarida e
ao malmequer);
andorinha -grande, cobra -capelo, formiga -
branca; andorinha -do -mar, cobra -d’água,
lesma -de -conchinha; bem -te -vi (nome de um
pássaro).
11. Não se deve usar o hífen em
certas palavras que perderam a
noção de composição.
Exemplos:
               girassol
             madressilva
            mandachuva
             paraquedas
            paraquedista
               pontapé
• Com os prefixos circum e pan, usa-
se o hífen diante de palavra iniciada
por m, n, h e vogal:

circum-navegação, pan-americano
etc.
7. Quando o prefixo termina por
consoante, não se usa o hífen se o
segundo elemento começar por vogal.

Exemplos:

              hiperacidez
               hiperativo
              interescolar
             interestadual
interestelar
  interestudantil
    superamigo
superaquecimento
 supereconômico
  superexigente
superinteressante
  superotimismo
8. Com os prefixos ex, sem, além,
aquém, recém, pós, pré, pró,
usa-se sempre o hífen.

Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os
sufixos de origem tupi-guarani: açu,
guaçu e mirim.

Exemplos:
amoré-guaçu,
anajá-mirim,
capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar
duas ou mais palavras que
ocasionalmente se combinam,
formando não propriamente
vocábulos, mas encadeamentos
vocabulares.
Exemplos:
Ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
Regra básica

Sempre se usa o hífen diante de h:

   anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente:
            autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de
r e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se
essas letras: antirracismo, antissocial,
ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:

• Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.

• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.

• Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.
Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen
também diante de palavra iniciada por r:
   sub-região, sub-raça etc.

Palavras iniciadas por h perdem essa letra
e juntam-se sem hífen:
subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan,
usa-se o hífen diante de palavra
iniciada por m, n e vogal:

        circum-navegação,
        pan-americano etc.
3. Com o prefixo vice, usa-se
sempre o hífen:
vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se deve usar o hífen em
certas palavras
que perderam a noção de composição,
como:
girassol, madressilva, mandachuva,
pontapé, paraquedas, paraquedista
etc.
5. Com os prefixos ex, sem, além,
aquém, recém, pós, pré, pró, usa-
se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar,
aquém-mar, recém-casado,
pós-graduação, pré-vestibular,
pró-europeu.

Nova ortografia

  • 1.
  • 2.
    Quantos e quaispaíses falam português? A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é composta por oito países: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné- Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
  • 3.
    Por que épreciso padronizar o português? O português, segundo estudos, é a quinta língua mais falada no mundo e tem duas grafias oficiais, o que dificulta o estabelecimento da língua como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU) . A ortografia-padrão facilitará o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo
  • 4.
    NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z
  • 5.
    As letras k,w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg(quilograma), W (watt);
  • 6.
    b) na escritade palavras e nomes Estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
  • 7.
    CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS a)VOGAIS Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema. A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas; inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais.
  • 8.
    b) CONSOANTES Como opróprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais.
  • 9.
    Cabe relembrar que,para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita). Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”.
  • 10.
    c) SEMIVOGAIS Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza destas nem a autonomia daquelas. São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente, como “i” e “u”, também serão semivogais.
  • 11.
    Semivogais Vogais pais país mau baú mágoa pessoa vídeo Léo Mário Maria
  • 12.
    Encontros Vocálicos (1 vogal + 1 semivogal) a) DITONGO É o grupo constituído de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa. O ditongo pode ser: crescente - quando a semivogal vem antes: série, água, vítreo, nódoa, quando, freqüente; decrescente - quando a semivogal vem depois: leite, baixo, céu, herói, mão mãe, põe, muito.
  • 13.
    b) HIATO É oencontro de duas vogais: pessoa, guria, saúde, saída, coordenar. Observação: Todas as vogais repetidas constituem hiatos e, por isso, devem ser pronunciadas separadamente: crêem, caatinga, vôo, niilismo.
  • 14.
    c) TRITONGO É ogrupo formado por uma vogal entre duas semivogais: quais, saguão. Observação: Uma vogal ladeada por semivogais é o único jeito possível de haver tritongo. Acautele-se, pois, o leitor contra a falsa impressão de tritongo que podem dar palavras como “raio”, “tamoio”, “veraneio”, “bóia”, “idéia”.
  • 15.
    ACENTUAÇÃO 1) As palavrascuja acentuação tônica recaem na última sílaba, chamam-se oxítonas. Exemplos
  • 16.
    2) As palavrasque têm acentuação na penúltima sílaba, chamam-se paroxítonas e são as de maior número em língua portuguesa. Exemplos:
  • 17.
    3) Finalmente, aspalavras acentuadas na antepenúltima sílaba chamam-se proparoxítonas. Exemplos:
  • 18.
    Monossílabos ou palavrascom uma única sílaba São muitas as palavras formadas por uma única sílaba, e elas também podem ser tônicas ou átonas, de acordo com a intensidade com que são pronunciadas em uma frase. Pronunciado fracamente, o monossílabo átono, na prática, se junta à palavra que vem antes ou depois dele
  • 19.
    Exemplo: Esse é umproblema de cada um de nós.
  • 20.
    Trema Não se usamais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos: gue, gui, que, qui.
  • 21.
    Como era Como fica agüentar aguentar argüir arguir bilíngüe bilíngue cinqüenta cinquenta delinqüente delinquente eloqüente eloquente ensangüentado ensanguentado eqüestre equestre
  • 22.
    Como era Como fica freqüente frequente lingüeta lingueta lingüiça linguiça qüinqüênio quinquênio sagüi sagui seqüência sequência seqüestro sequestro
  • 23.
    Atenção :o tremapermanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.
  • 24.
    Mudanças nas regras de acentuação 1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
  • 25.
    Como era Como fica Alcalóide alcaloide alcatéia alcateia andróide androide apóia (verbo apoiar) apoia apóio (verbo apoiar) apoio asteróide asteroide bóia boia celulóide celuloide clarabóia claraboia colméia colmeia
  • 26.
    Como era Como fica platéia plateia Coréia Coreia debilóide debiloide epopéia epopeia estóico estoico estréia estreia estréio (verbo estrear) estreio geléia geleia Heróico heroico
  • 27.
    Como era Como fica heróico heroico Idéia ideia Jibóia jiboia Jóia joia odisséia odisseia paranóia paranoia paranóico paranoico
  • 28.
    Atenção: essa regra éválida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.
  • 29.
    2. Nas palavrasparoxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como era Como fica baiúca baiuca bocaiúva bocaiuva cauíla cauila feiúra feiura
  • 30.
    3. Não seusa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). Como era Como fica Abençôo abençoo crêem (verbo crer) creem dêem (verbo dar) deem dôo (verbo doar) doo
  • 31.
    Como era Como fica enjôo enjoo lêem (verbo ler) leem magôo (verbo magoar) magoo perdôo (verbo perdoar) perdoo povôo (verbo povoar) povoo vêem (verbo ver) veem vôos voos zôo zoo
  • 32.
    4. Não seusa mais o acento que diferenciava os pares: pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
  • 33.
    Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Ele foi ao pólo Ele foi ao polo Norte Norte. Ele gosta de jogar Ele gosta de jogar pólo. polo. Esse gato tem Esse gato tem pêlos brancos. pelos brancos. Comi uma pêra. Comi uma pera.
  • 34.
    Atenção: • Permanece oacento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
  • 35.
    Exemplo: Ontem, ele nãopôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
  • 36.
    • Permanece oacento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
  • 37.
    • Permanecem osacentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
  • 38.
    Exemplos: Ele tem doiscarros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
  • 39.
    Ele convém aosestudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
  • 40.
    • É facultativoo uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
  • 41.
    Uso do hífen 1.Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-higiênico anti-histórico co-herdeiro macro-história
  • 42.
    mini-hotel proto-história sobre-humano super-homem ultra-humano Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
  • 43.
    2. Não seusa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial agroindustrial anteontem antiaéreo
  • 44.
  • 45.
  • 46.
    Exceção: o prefixoco aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
  • 47.
    3. Não seusa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos: anteprojeto antipedagógico
  • 48.
    autopeça autoproteção coprodução geopolítica microcomputador pseudoprofessor semicírculo semideus seminovo ultramoderno Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
  • 49.
    4. Não seusa o hífen quando o prefi - xo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos: antirrábico antirracismo antirreligioso antirrugas antissocial
  • 50.
    biorritmo contrarregra contrassenso cosseno infrassom microssistema minissaia multissecular neorrealismo neossimbolista semirreta ultrarresistente. ultrassom
  • 51.
    5. Quando oprefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico anti-imperialista anti-inflacionário anti-inflamatório auto-observação
  • 52.
    contra-almirante contra-atacar contra-ataque micro-ondas micro-ônibus semi-internato semi-interno
  • 53.
    6. Quando oprefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado inter-racial inter-regional sub-bibliotecário
  • 54.
    super-racista super-reacionário super-resistente super-romântico Atenção: • Nos demaiscasos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
  • 55.
    Com o prefixoSUB, só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “b” ou “r”: subaquático, sub-base, subchefe, subclasse, subcomissão, subconjunto, subdelegado, subdiretor, subdivisão, subemprego, subgrupo, subjugado, submundo, subnutrido, subpovoado, subtítulo, subsolo, subterrâneo. sub-raça, sub-reino, sub-reitor.
  • 56.
    Emprega -se ohífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar -se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano -luz, arce -bispo, arco -íris, decreto -lei, médico -cirurgião, tenente -coronel, tio -avô, turma -piloto; amor -perfeito, guarda -noturno, guarda-roupa, norte -americano, porto -alegrense; afro--asiático, afro-luso-brasileiro, azul -escuro, luso -brasileiro, primeiro -ministro, segunda-feira; conta -gotas, guarda -chuva.
  • 57.
    Emprega -se ohífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora -menina, couve -flor, erva -doce, feijão - verde; benção -de -deus, erva -do -chá, ervilha -de - cheiro, fava -de -santo -inácio, bem -me -quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha -grande, cobra -capelo, formiga - branca; andorinha -do -mar, cobra -d’água, lesma -de -conchinha; bem -te -vi (nome de um pássaro).
  • 58.
    11. Não sedeve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: girassol madressilva mandachuva paraquedas paraquedista pontapé
  • 59.
    • Com osprefixos circum e pan, usa- se o hífen diante de palavra iniciada por m, n, h e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
  • 60.
    7. Quando oprefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez hiperativo interescolar interestadual
  • 61.
    interestelar interestudantil superamigo superaquecimento supereconômico superexigente superinteressante superotimismo
  • 62.
    8. Com osprefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar além-túmulo aquém-mar ex-aluno ex-diretor
  • 63.
  • 64.
    9. Deve-se usaro hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
  • 65.
    10. Deve-se usaro hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: Ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
  • 66.
    Regra básica Sempre seusa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.
  • 67.
    Outros casos 1. Prefixoterminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo. • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom. • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.
  • 68.
    2. Prefixo terminadoem consoante: • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário. • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico. • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.
  • 69.
    Observações 1. Com oprefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
  • 70.
    2. Com osprefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
  • 71.
    3. Com oprefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
  • 72.
    4. Não sedeve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
  • 73.
    5. Com osprefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa- se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.