Não-localidade quântica
Ernesto F. Galvão
Instituto de Física, UFF
Física quântica
•  Desenvolvida na década de 1920 para descrever sistemas
microscópicos: fótons (luz), elétrons, átomos, etc.
•  Muito diferente das teorias físicas anteriores (ditas “clássicas”):
-  Descrição probabilística – a teoria só descreve as
probabilidades de qualquer evento ocorrer.
-  Possibilidade de “superposição quântica” – combinação
estranha de propriedades contraditórias (como estar em dois lugares
ao mesmo tempo)
-  Princípio da Incerteza: medições de uma propriedade muda o
sistema, o que torna impossível determinar precisamente outras
propriedades
-  Emaranhamento quântico - correlações surpreendentes entre
propriedades de partículas separadas
Deus não joga
dados!
Fantasmagórica
ação a distância!
O que é uma teoria realista local?
•  Uma teoria é realista e local se ela:
1- É realista: as propriedades dos sistemas são pré-definidas, independentemente do
processo de medição delas.
Exemplo: Fótons em vidro semi-espelhado.
Cada fóton já “sabe’’ por onde vai sair?
•  Exemplos:
•  Gravitação universal de Newton não é local;
•  mas a Relatividade Geral e o eletromagnetismo de Maxwell são realistas e locais.
•  As teorias físicas atuais mais bem-sucedidas são realistas e
locais, com uma exceção: a mecânica quântica
2- É local: nenhuma influência física pode se propagar mais
rapidamente que a luz.
O Jogo do Astronauta e Bidu
O Astronauta parte numa missão e Bidu fica na Terra. Estão sem comunicação entre si, mas
eles têm 2 máquinas que programaram com cuidado antes da viagem.
x y a b Ganham?
0 0 1 0 Não
0 1 1 1 Sim
1 0 0 0 Sim
1 1 0 1 Sim
Estratégia 1:A inverte, B não
x y a b Ganham?
0 0 0 0 Sim
0 1 0 0 Sim
1 0 0 0 Sim
1 1 0 0 Não
Estratégia 2: sempre 0
P=3/4 P=3/4
Só há 16 estratégias determinísticas.
A maior probabilidade de
sucesso é P= ¾.
Astronauta (A):
•  recebe bit de entrada x
•  gera bit de resposta a
Bidu (B):
•  recebe bit de entrada y
•  gera bit de resposta b
Qual é a maior probabilidade
P de sucesso?
A e B ganham o jogo se:
•  quando
•  quando
a ≠ b (x, y) = (1,1)
a = b (x, y) ≠ (1,1)
O Jogo do Astronauta e Bidu
Astronauta (A):
•  recebe bit de entrada x
•  gera bit de resposta a
Bidu (B):
•  recebe bit de entrada y
•  gera bit de resposta b
Qual é a maior probabilidade
P de sucesso?
•  Vimos que a maior probabilidade de sucesso é P=3/4.
•  Se A e B pudessem se comunicar, P=1.
•  E se P>3/4? Melhor desconfiar de A e B:
E se P>3/4 mesmo
sem comunicação?
O Astronauta parte numa missão e Bidu fica na Terra. Estão sem comunicação entre si, mas
eles têm 2 máquinas que programaram com cuidado antes da viagem.
A e B ganham o jogo se:
•  quando
•  quando
a ≠ b (x, y) = (1,1)
a = b (x, y) ≠ (1,1)
Emaranhamento quântico
Astronauta (A):
•  bit de entrada x
•  bit de resposta a
Bidu (B):
•  bit de entrada y
•  bit de resposta b
•  É possível criar pares de partículas quânticas emaranhadas
(Einstein, Podolsky, Rosen 1935)
A e B ganham o jogo se:
•  quando
•  quando
a ≠ b (x, y) = (1,1)
a = b (x, y) ≠ (1,1)
Emaranhamento quântico
Astronauta (A):
•  bit de entrada x
•  bit de resposta a
Bidu (B):
•  bit de entrada y
•  bit de resposta b
•  É possível criar pares de partículas quânticas emaranhadas
(Einstein, Podolsky, Rosen 1935)
•  Se o Astronauta e Bidu construírem suas caixas com “recheio” de partículas quânticas
emaranhadas, conseguem uma probabilidade de sucesso P=0.85 > 3/4.
•  Medições sobre cada partícula de um par terão resultados mais
correlacionados do que a física clássica (local) permite
(John Bell, 1964)
A e B ganham o jogo se:
•  quando
•  quando
a ≠ b (x, y) = (1,1)
a = b (x, y) ≠ (1,1)
Emaranhamento não permite comunicação instantânea
•  Emaranhamento requer comunicação para simular, mas não
permite comunicação instantânea entre A e B.
•  A estratégia 3 é não-local e permite comunicação instantânea:
•  A estratégia 4 ganha o jogo, mas resultados probabilísticos
impedem uso para comunicação instantânea:
x y a b Ganham?
0 0 0 0 Sim
0 1 1 1 Sim
1 0 0 0 Sim
1 1 1 0 Sim
Estratégia 3: a=y, b como abaixo
x y a b Ganham?
0 0 00 ou 11 (p=1/2) Sim
0 1 00 ou 11 (p=1/2) Sim
1 0 00 ou 11 (p=1/2) Sim
1 1 01 ou 10 (p=1/2) Sim
•  A MQ também dá resultados
probabilísticos, só que P=0.85 (ao
invés de P=1)
•  A MQ não permite comunicação
instantânea
Estratégia 4: vencedora e probabilística
A e B ganham o jogo se:
•  quando
•  quando
a ≠ b (x, y) = (1,1)
a = b (x, y) ≠ (1,1)
Não-localidade na mecânica quântica
•  A e B conseguem P=0.85 com caixas quânticas. Para fazer isso com caixas clássicas, só com
comunicação.
•  Apesar disso, as caixas quânticas não permitem comunicação entre A e B.
•  Como “sabotar” essa influência misteriosa a distância?
•  Experimentalmente, já se mostrou que mesmo medidas simultâneas em A e B continuam
revelando essas correlações quânticas, isto é, P=0.85 mesmo assim.
A Natureza viola o princípio do realismo local
•  Essa não-localidade quântica permanece um dos maiores mistérios da física.
Criando fótons emaranhados
•  Processo de conversão paramétrica descendente num cristal não-linear:
•  Os dois fótons emaranhados saem nos pontos A e B da figura.€
ψ AB
=
1
2
h A
v B
+ v A
h B( )
A
B
•  Fótons emaranhados já foram distribuidos e testados a distâncias de até 143 Km, entre duas
das Ilhas Canárias:
A ideia é aperfeiçoar a tecnologia para
distribuir emaranhamento via satélite
Aplicações de estados emaranhados
•  Medidas em estados emaranhados são úteis para melhorar o desempenho de certas tarefas
envolvendo comunicação, ou mesmo realizar tarefas impossíveis classicamente.
Teletransporte quântico – recupera estado quântico à distância, usando
emaranhamento e comunicação clássica
(Bennett, Brassard, Crepeau, Jozsa, Peres,Wootters 1993)
Complexidade de comunicação - menos comunicação em problemas computacionais
distribuídos (Cleve, van Dam, Nielsen, Tapp 1997)
Criptografia quântica – segurança absoluta usando teste de Bell (Ekert 1991)
Geradores de números aleatórios
Computação quântica
Teletransporte
Teletransporte: equivale a conjunto perfeito de scanner/impressora.
Scanner Impressora 3D
Informação
clássica
Problema: não dá para obter toda a informação de uma única cópia de sistema quântico –
(Princípio da Incerteza de Heisenberg)
Redefinindo a tarefa: eu só quero fazer uma copiadora quântica perfeita, sem tentar
obter/transmitir informação sobre o original.
Copiadoras quânticas
Copiadora quântica: usa evolução quântica (unitária) para criar cópias de um sistema
quântico.
Copiadora
Copiadoras quânticas
Copiadora quântica: usa evolução quântica (unitária) para criar cópias de um sistema
quântico.
Copiadora
Problema: não dá!
Teorema da não clonagem – Wootters/Zurek (1982).
Copiadora quântica (quantum cloning machine): usa evolução quântica (unitária) para criar
cópias imperfeitas de um sistema quântico.
Copiadora
imperfeita
Copiadoras imperfeitas são possíveis – os limites são impostos pela MQ
Copiadoras quânticas
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
Par de sistemas
emaranhados
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
?
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
?
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema
assumir o estado do original.
Comunicação clássica
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
?
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema
assumir o estado do original.
Comunicação clássica
Teletransporte quântico
Precisamos recriar à distância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma
informação sobre ele.
Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos.
Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993)
1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas.
2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par].
3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema
assumir o estado do original.
Teletransporte quântico
•  Complexidade de comunicação: cada pessoa tem parte dos dados, e Clara precisa
calcular f(x,y,z). Qual o mínimo de comunicação necessária entre as pessoas?
x z
y
A
B
C
f(x,y,z)?
• Aplicações: design de circuitos eletrônicos, computação em rede
• Vantagem quântica: usamos emaranhamento ao invés de comunicação
x z
y
A
B
C
Solução clássica Solução quântica
Computação distribuída
•  O emaranhamento é importante para obtermos vantagens no processamento quântico de
informação.
•  Vários protótipos de computadores quânticos têm demonstrado essa vantagem.
•  Por exemplo, eu tenho colaborado com grupos experimentais italianos na implementação
de pequenos computadores fotônicos:
Computação quântica
Sugestões de leitura
A face oculta da Natureza: o novo mundo da física
quântica Anton Zeilinger (Ed. Globo - 2005)
O que é computação quântica?
Ernesto F. Galvão (Ed.Vieira&Lent – 2007)
A revolução dos q-bits
Ivan Oliveira e Cássio Leite (Zahar – 2009)
Obrigado pela atenção!

Não-Localidade Quântica

  • 1.
    Não-localidade quântica Ernesto F.Galvão Instituto de Física, UFF
  • 2.
    Física quântica •  Desenvolvidana década de 1920 para descrever sistemas microscópicos: fótons (luz), elétrons, átomos, etc. •  Muito diferente das teorias físicas anteriores (ditas “clássicas”): -  Descrição probabilística – a teoria só descreve as probabilidades de qualquer evento ocorrer. -  Possibilidade de “superposição quântica” – combinação estranha de propriedades contraditórias (como estar em dois lugares ao mesmo tempo) -  Princípio da Incerteza: medições de uma propriedade muda o sistema, o que torna impossível determinar precisamente outras propriedades -  Emaranhamento quântico - correlações surpreendentes entre propriedades de partículas separadas Deus não joga dados! Fantasmagórica ação a distância!
  • 3.
    O que éuma teoria realista local? •  Uma teoria é realista e local se ela: 1- É realista: as propriedades dos sistemas são pré-definidas, independentemente do processo de medição delas. Exemplo: Fótons em vidro semi-espelhado. Cada fóton já “sabe’’ por onde vai sair? •  Exemplos: •  Gravitação universal de Newton não é local; •  mas a Relatividade Geral e o eletromagnetismo de Maxwell são realistas e locais. •  As teorias físicas atuais mais bem-sucedidas são realistas e locais, com uma exceção: a mecânica quântica 2- É local: nenhuma influência física pode se propagar mais rapidamente que a luz.
  • 4.
    O Jogo doAstronauta e Bidu O Astronauta parte numa missão e Bidu fica na Terra. Estão sem comunicação entre si, mas eles têm 2 máquinas que programaram com cuidado antes da viagem. x y a b Ganham? 0 0 1 0 Não 0 1 1 1 Sim 1 0 0 0 Sim 1 1 0 1 Sim Estratégia 1:A inverte, B não x y a b Ganham? 0 0 0 0 Sim 0 1 0 0 Sim 1 0 0 0 Sim 1 1 0 0 Não Estratégia 2: sempre 0 P=3/4 P=3/4 Só há 16 estratégias determinísticas. A maior probabilidade de sucesso é P= ¾. Astronauta (A): •  recebe bit de entrada x •  gera bit de resposta a Bidu (B): •  recebe bit de entrada y •  gera bit de resposta b Qual é a maior probabilidade P de sucesso? A e B ganham o jogo se: •  quando •  quando a ≠ b (x, y) = (1,1) a = b (x, y) ≠ (1,1)
  • 5.
    O Jogo doAstronauta e Bidu Astronauta (A): •  recebe bit de entrada x •  gera bit de resposta a Bidu (B): •  recebe bit de entrada y •  gera bit de resposta b Qual é a maior probabilidade P de sucesso? •  Vimos que a maior probabilidade de sucesso é P=3/4. •  Se A e B pudessem se comunicar, P=1. •  E se P>3/4? Melhor desconfiar de A e B: E se P>3/4 mesmo sem comunicação? O Astronauta parte numa missão e Bidu fica na Terra. Estão sem comunicação entre si, mas eles têm 2 máquinas que programaram com cuidado antes da viagem. A e B ganham o jogo se: •  quando •  quando a ≠ b (x, y) = (1,1) a = b (x, y) ≠ (1,1)
  • 6.
    Emaranhamento quântico Astronauta (A): • bit de entrada x •  bit de resposta a Bidu (B): •  bit de entrada y •  bit de resposta b •  É possível criar pares de partículas quânticas emaranhadas (Einstein, Podolsky, Rosen 1935) A e B ganham o jogo se: •  quando •  quando a ≠ b (x, y) = (1,1) a = b (x, y) ≠ (1,1)
  • 7.
    Emaranhamento quântico Astronauta (A): • bit de entrada x •  bit de resposta a Bidu (B): •  bit de entrada y •  bit de resposta b •  É possível criar pares de partículas quânticas emaranhadas (Einstein, Podolsky, Rosen 1935) •  Se o Astronauta e Bidu construírem suas caixas com “recheio” de partículas quânticas emaranhadas, conseguem uma probabilidade de sucesso P=0.85 > 3/4. •  Medições sobre cada partícula de um par terão resultados mais correlacionados do que a física clássica (local) permite (John Bell, 1964) A e B ganham o jogo se: •  quando •  quando a ≠ b (x, y) = (1,1) a = b (x, y) ≠ (1,1)
  • 8.
    Emaranhamento não permitecomunicação instantânea •  Emaranhamento requer comunicação para simular, mas não permite comunicação instantânea entre A e B. •  A estratégia 3 é não-local e permite comunicação instantânea: •  A estratégia 4 ganha o jogo, mas resultados probabilísticos impedem uso para comunicação instantânea: x y a b Ganham? 0 0 0 0 Sim 0 1 1 1 Sim 1 0 0 0 Sim 1 1 1 0 Sim Estratégia 3: a=y, b como abaixo x y a b Ganham? 0 0 00 ou 11 (p=1/2) Sim 0 1 00 ou 11 (p=1/2) Sim 1 0 00 ou 11 (p=1/2) Sim 1 1 01 ou 10 (p=1/2) Sim •  A MQ também dá resultados probabilísticos, só que P=0.85 (ao invés de P=1) •  A MQ não permite comunicação instantânea Estratégia 4: vencedora e probabilística A e B ganham o jogo se: •  quando •  quando a ≠ b (x, y) = (1,1) a = b (x, y) ≠ (1,1)
  • 9.
    Não-localidade na mecânicaquântica •  A e B conseguem P=0.85 com caixas quânticas. Para fazer isso com caixas clássicas, só com comunicação. •  Apesar disso, as caixas quânticas não permitem comunicação entre A e B. •  Como “sabotar” essa influência misteriosa a distância? •  Experimentalmente, já se mostrou que mesmo medidas simultâneas em A e B continuam revelando essas correlações quânticas, isto é, P=0.85 mesmo assim. A Natureza viola o princípio do realismo local •  Essa não-localidade quântica permanece um dos maiores mistérios da física.
  • 10.
    Criando fótons emaranhados • Processo de conversão paramétrica descendente num cristal não-linear: •  Os dois fótons emaranhados saem nos pontos A e B da figura.€ ψ AB = 1 2 h A v B + v A h B( ) A B •  Fótons emaranhados já foram distribuidos e testados a distâncias de até 143 Km, entre duas das Ilhas Canárias: A ideia é aperfeiçoar a tecnologia para distribuir emaranhamento via satélite
  • 11.
    Aplicações de estadosemaranhados •  Medidas em estados emaranhados são úteis para melhorar o desempenho de certas tarefas envolvendo comunicação, ou mesmo realizar tarefas impossíveis classicamente. Teletransporte quântico – recupera estado quântico à distância, usando emaranhamento e comunicação clássica (Bennett, Brassard, Crepeau, Jozsa, Peres,Wootters 1993) Complexidade de comunicação - menos comunicação em problemas computacionais distribuídos (Cleve, van Dam, Nielsen, Tapp 1997) Criptografia quântica – segurança absoluta usando teste de Bell (Ekert 1991) Geradores de números aleatórios Computação quântica
  • 12.
    Teletransporte Teletransporte: equivale aconjunto perfeito de scanner/impressora. Scanner Impressora 3D Informação clássica Problema: não dá para obter toda a informação de uma única cópia de sistema quântico – (Princípio da Incerteza de Heisenberg) Redefinindo a tarefa: eu só quero fazer uma copiadora quântica perfeita, sem tentar obter/transmitir informação sobre o original.
  • 13.
    Copiadoras quânticas Copiadora quântica:usa evolução quântica (unitária) para criar cópias de um sistema quântico. Copiadora
  • 14.
    Copiadoras quânticas Copiadora quântica:usa evolução quântica (unitária) para criar cópias de um sistema quântico. Copiadora Problema: não dá! Teorema da não clonagem – Wootters/Zurek (1982).
  • 15.
    Copiadora quântica (quantumcloning machine): usa evolução quântica (unitária) para criar cópias imperfeitas de um sistema quântico. Copiadora imperfeita Copiadoras imperfeitas são possíveis – os limites são impostos pela MQ Copiadoras quânticas
  • 16.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. Teletransporte quântico
  • 17.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. Par de sistemas emaranhados Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. Teletransporte quântico
  • 18.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. Teletransporte quântico
  • 19.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. Teletransporte quântico
  • 20.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. ? Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. Teletransporte quântico
  • 21.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. ? Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. 3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema assumir o estado do original. Comunicação clássica Teletransporte quântico
  • 22.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. ? Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. 3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema assumir o estado do original. Comunicação clássica Teletransporte quântico
  • 23.
    Precisamos recriar àdistância estado original, destruindo-o e sem obter nenhuma informação sobre ele. Impossível classicamente, mas possível se usarmos efeitos quânticos. Protocolo de teletransporte: (Bennett et al., 1993) 1- A e B dispõem de par de partículas emaranhadas. 2- A faz medida conjunta em [original + uma perna do par]. 3- A diz a B o resultado da medida, que B usa para aplicar unitário que faz seu sistema assumir o estado do original. Teletransporte quântico
  • 24.
    •  Complexidade decomunicação: cada pessoa tem parte dos dados, e Clara precisa calcular f(x,y,z). Qual o mínimo de comunicação necessária entre as pessoas? x z y A B C f(x,y,z)? • Aplicações: design de circuitos eletrônicos, computação em rede • Vantagem quântica: usamos emaranhamento ao invés de comunicação x z y A B C Solução clássica Solução quântica Computação distribuída
  • 25.
    •  O emaranhamentoé importante para obtermos vantagens no processamento quântico de informação. •  Vários protótipos de computadores quânticos têm demonstrado essa vantagem. •  Por exemplo, eu tenho colaborado com grupos experimentais italianos na implementação de pequenos computadores fotônicos: Computação quântica
  • 26.
    Sugestões de leitura Aface oculta da Natureza: o novo mundo da física quântica Anton Zeilinger (Ed. Globo - 2005) O que é computação quântica? Ernesto F. Galvão (Ed.Vieira&Lent – 2007) A revolução dos q-bits Ivan Oliveira e Cássio Leite (Zahar – 2009) Obrigado pela atenção!