MULHER E HOMEM A construção do ser social
Mulher e Homem: Seres Sociais O homem é um ser social. Desde os mais primitivos, a necessidade de convivência é demonstrada em suas ações. Aristóteles aponta o homem (e a mulher) como um “animal social”, ou seja, como um ser que vive e se realiza por meio do convívio social.
Toque humano: Kamala, após a morte de Amala, recebe comida das mãos da senhora Singh
Socialização O comportamento do indivíduo é determinado e determina a cultura (ambiente) em que vive. A esse processo de  assimilação  da cultura em que vivemos damos o nome de  socialização . Na verdade, a  assimilação  é uma das formas de  adaptação ; a outra é a  acomodação .
Tornar-se aquilo que é! Apesar do passar dos tempos, das evoluções mais variadas (sobretudo na área tecnológica), em relação aos seres humanos ainda persistem alguns  mitos , a compreensão sobre o fenômeno humano ainda se encontra circundado de ideologias.
Tornar-se o que se quiser!! QUEM modela a sociedade em que vivemos ??
Exemplo Após décadas de aumento de violência, o que explicaria a queda da mesma, no início dos anos 90, nos EUA ? (Levitt & Dubner,  Freakonomics , 2005)
34 Todas as outras explicações (aumento da pena capital, leis contra armas escondidas, remuneração pela devolução de armas e outros... 26 Número maior de policiais 28 Melhora da situação econômica 32 Leis rígidas de controle de armas 32 Envelhecimento da população 33 Mudanças nos mercados de crack e outras drogas 47 Crescente confiança nas prisões 52 Estratégias policiais inovadoras Nº de menções Explicação para a queda da criminalidade
Caso  Roe x Wade Norma McCorvey: 21anos, pobre, alcoólatra, usuária de drogas, baixa escolaridade, nenhuma aptidão profissional, já entregara dois filhos à adoção e, em 1970, estava novamente grávida. Foi tornada autora de uma ação coletiva em prol da legalização do aborto. No dia 22 de janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor da Srta. Roe, o que acarretou a legalização do aborto em todo o país.
Então... QUEM (E COMO) MODELA A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS ??
Mulheres - Dados População nacional (IBGE, 2000): 169.799.170 Mulheres: 86.223.155 (50,78%) Homens: 83.576.015 (49,22%) Estimativa populacional (08 / abril / 2006, 10h30): 185.994.517 Possuem ascendência étnico-racial branca e negra 38% das brasileiras, só branca 29%, só negra 6%; branca, negra e indígena 12%, branca e indígena 9%. Distribuição etária (cotas amostrais): 9% entre 15 e 17 anos, 20% entre 18 e 14, 24% entre 25 e 34, 19% entre 35 e 44, 16% entre 45 e 60 e 12% com 61 anos ou mais.
Situação conjugal: 26% solteiras (12% virgens,15% não virgens), 57% casadas (36% com registro civil, 21% sem registro), 8% separadas e 9% viúvas. Maternidade: 75% têm filho/a(s) – sendo 55% com filho/a(s) até 18 anos, 20% com filho/a(s) maior(es) de idade – e 25% não têm filho/a. Grau de escolaridade: 7% nunca freqüentaram escola, 59% não passaram do ensino fundamental (18% com primário incompleto, 13% completo; outras 18% com ginásio incompleto, apenas 10% completo), 27% chegaram ao ensino médio (11% incompleto, 16% completo) e apenas 6% com alguma formação superior (3% incompleta, 2% graduadas e 1% com pós-graduação).
No Brasil, a taxa de fertilidade das mulheres mais educadas (com mais de 10 anos de estudo) é de apenas dois filhos por mulher. Entre as analfabetas, é de 7 filhos por mulher. Entre as mulheres mais educadas, a taxa de fertilidade desejada é de 2 filhos por mulher e a que ocorre de fato é de 2,2. Entre as analfabetas, a desejada também é de 2 filhos, mas a que ocorre é de 6,2 filhos por mulher.
Entre as mulheres mais educadas, a abstinência sexual depois do parto é respeitada por 3,5 meses, em média. Entre as analfabetas, é de apenas 1,5 mês. Entre as adolescentes mais educadas (13-20 anos), o número de grávidas não chega a 20 em cada mil mulheres. Entre as analfabetas, é quase 200 por mil.
Nos últimos 15 anos, entraram no mercado de trabalho do Brasil mais de 12 milhões de mulheres. Em 1998, a proporção de mulheres ocupadas era de 42%. Na década de 60, foi de apenas 23%. Nos dias atuais, mais de 30 milhões de mulheres trabalham fora de casa no Brasil. Cerca de 50% estão no comércio, serviços e administração; 22% estão na agricultura; 16% na área social; 9% na indústria; 3% em outros setores.
Para a maioria dos casos, os salários das mulheres brasileiras são cerca de 25% menores do que os homens - para a mesma jornada de trabalho e com o mesmo nível educacional. As mulheres estão pouco representadas nos estratos de salários altos. Entre os homens que trabalham em tempo integral (44 horas por semana), cerca de 10% ganham mais de 10 salários mínimos; entre as mulheres, são apenas 6%.  Em contrapartida, elas predominam nos estratos de salários mais baixos. Quase a metade das mulheres que trabalham em tempo integral (44 horas por semana) ganham até 2 salários mínimos; entre os homens, essa proporção é menos de 40%.
Trabalho remunerado: 53% estão na PEA (População Economicamente Ativa), mas apenas 17% no mercado formal, outras 23% no informal e 12% desempregadas. Fora da PEA somam 47%, sendo 9% aposentadas, 8% estudantes e 30% donas-de-casa (embora estas atinjam 46%, se somadas às aposentadas, desempregadas e estudantes que exercem essa função). Apenas 17% nunca exerceram alguma atividade remunerada. Moram em domicílios com renda familiar mensal até 2 salários mínimos 42% (hoje (2001), até R$ 360,00); mais de 2 a 5 salários 34%, 12% mais de 5 a 10, 6% mais de 10 a 20 e apenas 2% acima de 20 salários (R$ 3.600,00).
Dois terços do trabalho de casa são realizados pelas mulheres. A mulher gasta, em média, mais de 30 horas de trabalho por semana com os afazeres domésticos. O trabalho que mais consome tempo é a limpeza da casa e a preparação da comida. Mesmo quando as mulheres trabalham fora, elas fazem a maioria parte do serviço de casa. Em raros casos, há ajuda dos homens. Mas o tempo que eles alocam nas atividades profissionais e do lar tende a ser o mesmo ao longo de toda a sua vida. No caso da mulher isso é muito diferente. O tempo de trabalho da mulher flutua de maneira expressiva. Em certos ciclos de vida, o trabalho se torna extremamente intenso. Isso ocorre quando se combinam o trabalho fora de casa, com os afazeres domésticos e o cuidado das crianças pequenas.
Apesar dessa sobrecarga, a mulher vive mais do que o homem. No Brasil as expectativas de vida são de 68,4 anos para os homens e 76,1 para as mulheres (média de 72,2 anos). As mulheres estão menos sujeitas à morte por doenças que afetam muito os homens. Dentre os brasileiros que morrem de infecções intestinais, 56% são homens e 44% mulheres. No caso de doenças parasitárias, as proporções são de 67% para os homens e 33% para as mulheres. A morte por moléstias isquêmicas do coração se divide em 59% para os homens e 41% para as mulheres.  Entre as vítimas fatais de homicídios 85% são homens e apenas 15% mulheres.
É BOM VIVER MAIS ?? !
As pessoas com mais de 65 anos estão aumentando na base de 800 mil pessoas por mês! São quase 10 milhões de pessoas por ano! A população do Brasil aumenta menos de 2% ao ano. Mas, o grupo de pessoas entre 65-74 anos, aumenta 3,5%; e os que têm mais de 75 anos, 4% ao ano - o dobro da população em geral. No Brasil, há cerca de 12 milhões de pessoas com mais de 60 anos - 5 milhões de homens e 7 de mulheres. O problema surge quando se constata que, dentre esses 7 milhões de mulheres, uma parcela crescente vive sozinha.
 
 
Cerca de uma em cada cinco brasileiras (19%) declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem: 16% relatam casos de violência física, 2% citam alguma violência psíquica e 1% lembra do assédio sexual. Quando estimuladas pela citação de diferentes formas de agressão, o índice de violência sexista ultrapassa o dobro, alcançando a marca de 43%. Um terço das mulheres (33%) admite já ter sido vítima, em algum momento de sua vida, de alguma forma de violência física (24% de ameaças com armas ao cerceamento do direito de ir e vir, de 22% de agressões propriamente ditas e 13% de estupro conjugal ou abuso); 27% sofreram violências psíquicas e 11% afirmam já ter sofrido assédio sexual. Um pouco mais da metade das mulheres brasileiras declara nunca ter sofrido qualquer tipo de violência por parte de algum homem (57%).
Dentre as formas de violência mais comuns destacam-se a agressão física mais branda, sob a forma de tapas e empurrões, sofrida por 20% das mulheres; a violência psíquica de xingamentos, com ofensa à conduta moral da mulher, vivida por 18%, e a ameaça através de coisas quebradas, roupas rasgadas, objetos atirados e outras formas indiretas de agressão, vivida por 15%. A projeção da taxa de espancamento (11%) para o universo investigado (61,5 milhões) indica que pelo menos 6,8 milhões, dentre as brasileiras vivas, já foram espancadas ao menos uma vez. Considerando-se que entre as que admitiram ter sido espancadas, 32% declararam que a última vez em que isso ocorreu foi no período dos 12 meses anteriores, projeta-se cerca de, no mínimo, 2.160.000 espancamentos/ano no país (ou teriam ocorrido em 2001, pois não se sabe se estariam aumentando ou diminuindo), 180 mil/mês, 6.000/dia, 250/hora ou 4/minuto –  um a cada 15 segundos .
Outros “rostos” Criança / adolescente População de 58 milhões (35,9%) 2,9 milhões (4,7%) têm alguma deficiência Maior causa de óbito de meninos entre 5 e 14 anos (de 1999 a 2003): agressão
Adolescente / jovem em 2000, 2/3 (70,3%) do total dos jovens falecidos no Brasil morreram por causas externas (que dizem respeito a homicídio, acidentes automobilísticos e suicídios), contra apenas 12,2% dos demais falecidos na população (também por causa externa). A maioria das mortes decorrentes de homicídio: 39,2% (contra 4,7% do restante da população); em seguida, 14,2% de mortes em decorrência de acidentes em meios de transportes e 3% devidas a suicídio – a cada 100 mil jovens, 98,8 são vítimas de homicídio, tendo como momento crítico a idade de 20 anos
Negros O Brasil é o país com a maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, com os negros ou afrodescendentes representando cerca de 46% dos brasileiros. De acordo com o IBGE/PNAD, do total de 173.966.052 brasileiros, 10.282.049 são pretos e 72.013.673 são pardos (os brancos alçando os 90.573.832), sendo que a população brasileira do zero aos 17 anos, dividida por cor/raça, é composta por 29.382.476 de pessoas brancas, 2.775.077 de pessoas pretas, 25.940.859 de pessoas pardas e 205.680 de pessoas amarelas ou indígenas.
Idoso A população daqueles com mais de 60 anos alcançará, em 2025, o patamar de 32 milhões de pessoas. A isso some-se o fato de que é constante a redução da taxa de fecundidade/natalidade e a taxa de mortalidade, aliadas a um aumento da expectativa de vida. Estima-se (conf. OMS) que até 2025 haverá um aumento de 3,5 anos de expectativa de vida, que hoje é de 68,5 anos. A médio prazo esse quadro fará com que a idosa cresça, até o início do próximo século, 8 vezes mais que a população jovem e 2 vezes mais que a população total do país.
Indígena Apesar de não haver um censo oficial sobre as populações indígenas no Brasil, a Fundação Nacional do Índio – Funai estima que hoje, no Brasil, vivam cerca de 345 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, falando em torno de 180 línguas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira.
Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) Apenas a partir de 2002 o IBGE passou a incluir em suas pesquisas um inquérito sobre pessoas portadoras de deficiências (PPD’s), e então o Brasil começou a perceber uma outra realidade até então não reconhecida: são 24,5 milhões de portadores de alguma deficiência, sendo 6,59 milhões (ou 3,91% da população) portadores “apenas” de deficiência motora e física. Expressando de outro modo, 14 em cada 100 brasileiros são portadores de alguma deficiência. O menor índice relativo de portadores de deficiência encontra-se na Região Sudeste – 13,1%.
Os portadores de deficiências são, predominantemente, do sexo feminino: 13.179.712 mulheres frente a 1.420.544 homens. E as deficiências mais presentes, proporcionalmente falando, seriam: visual (48,1%); motora (22,9%); auditiva (16,7%); mental (8,3%); física (4,1%). Mesmo assim, dos 24,5 milhões de portadores de deficiência, 9 milhões trabalham, sendo que mais da metade (4,9 milhões) ganha até 2 S.M.

Mulher E Homem

  • 1.
    MULHER E HOMEMA construção do ser social
  • 2.
    Mulher e Homem:Seres Sociais O homem é um ser social. Desde os mais primitivos, a necessidade de convivência é demonstrada em suas ações. Aristóteles aponta o homem (e a mulher) como um “animal social”, ou seja, como um ser que vive e se realiza por meio do convívio social.
  • 3.
    Toque humano: Kamala,após a morte de Amala, recebe comida das mãos da senhora Singh
  • 4.
    Socialização O comportamentodo indivíduo é determinado e determina a cultura (ambiente) em que vive. A esse processo de assimilação da cultura em que vivemos damos o nome de socialização . Na verdade, a assimilação é uma das formas de adaptação ; a outra é a acomodação .
  • 5.
    Tornar-se aquilo queé! Apesar do passar dos tempos, das evoluções mais variadas (sobretudo na área tecnológica), em relação aos seres humanos ainda persistem alguns mitos , a compreensão sobre o fenômeno humano ainda se encontra circundado de ideologias.
  • 6.
    Tornar-se o quese quiser!! QUEM modela a sociedade em que vivemos ??
  • 7.
    Exemplo Após décadasde aumento de violência, o que explicaria a queda da mesma, no início dos anos 90, nos EUA ? (Levitt & Dubner, Freakonomics , 2005)
  • 8.
    34 Todas asoutras explicações (aumento da pena capital, leis contra armas escondidas, remuneração pela devolução de armas e outros... 26 Número maior de policiais 28 Melhora da situação econômica 32 Leis rígidas de controle de armas 32 Envelhecimento da população 33 Mudanças nos mercados de crack e outras drogas 47 Crescente confiança nas prisões 52 Estratégias policiais inovadoras Nº de menções Explicação para a queda da criminalidade
  • 9.
    Caso Roex Wade Norma McCorvey: 21anos, pobre, alcoólatra, usuária de drogas, baixa escolaridade, nenhuma aptidão profissional, já entregara dois filhos à adoção e, em 1970, estava novamente grávida. Foi tornada autora de uma ação coletiva em prol da legalização do aborto. No dia 22 de janeiro de 1973, o tribunal decidiu a favor da Srta. Roe, o que acarretou a legalização do aborto em todo o país.
  • 10.
    Então... QUEM (ECOMO) MODELA A SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS ??
  • 11.
    Mulheres - DadosPopulação nacional (IBGE, 2000): 169.799.170 Mulheres: 86.223.155 (50,78%) Homens: 83.576.015 (49,22%) Estimativa populacional (08 / abril / 2006, 10h30): 185.994.517 Possuem ascendência étnico-racial branca e negra 38% das brasileiras, só branca 29%, só negra 6%; branca, negra e indígena 12%, branca e indígena 9%. Distribuição etária (cotas amostrais): 9% entre 15 e 17 anos, 20% entre 18 e 14, 24% entre 25 e 34, 19% entre 35 e 44, 16% entre 45 e 60 e 12% com 61 anos ou mais.
  • 12.
    Situação conjugal: 26%solteiras (12% virgens,15% não virgens), 57% casadas (36% com registro civil, 21% sem registro), 8% separadas e 9% viúvas. Maternidade: 75% têm filho/a(s) – sendo 55% com filho/a(s) até 18 anos, 20% com filho/a(s) maior(es) de idade – e 25% não têm filho/a. Grau de escolaridade: 7% nunca freqüentaram escola, 59% não passaram do ensino fundamental (18% com primário incompleto, 13% completo; outras 18% com ginásio incompleto, apenas 10% completo), 27% chegaram ao ensino médio (11% incompleto, 16% completo) e apenas 6% com alguma formação superior (3% incompleta, 2% graduadas e 1% com pós-graduação).
  • 13.
    No Brasil, ataxa de fertilidade das mulheres mais educadas (com mais de 10 anos de estudo) é de apenas dois filhos por mulher. Entre as analfabetas, é de 7 filhos por mulher. Entre as mulheres mais educadas, a taxa de fertilidade desejada é de 2 filhos por mulher e a que ocorre de fato é de 2,2. Entre as analfabetas, a desejada também é de 2 filhos, mas a que ocorre é de 6,2 filhos por mulher.
  • 14.
    Entre as mulheresmais educadas, a abstinência sexual depois do parto é respeitada por 3,5 meses, em média. Entre as analfabetas, é de apenas 1,5 mês. Entre as adolescentes mais educadas (13-20 anos), o número de grávidas não chega a 20 em cada mil mulheres. Entre as analfabetas, é quase 200 por mil.
  • 15.
    Nos últimos 15anos, entraram no mercado de trabalho do Brasil mais de 12 milhões de mulheres. Em 1998, a proporção de mulheres ocupadas era de 42%. Na década de 60, foi de apenas 23%. Nos dias atuais, mais de 30 milhões de mulheres trabalham fora de casa no Brasil. Cerca de 50% estão no comércio, serviços e administração; 22% estão na agricultura; 16% na área social; 9% na indústria; 3% em outros setores.
  • 16.
    Para a maioriados casos, os salários das mulheres brasileiras são cerca de 25% menores do que os homens - para a mesma jornada de trabalho e com o mesmo nível educacional. As mulheres estão pouco representadas nos estratos de salários altos. Entre os homens que trabalham em tempo integral (44 horas por semana), cerca de 10% ganham mais de 10 salários mínimos; entre as mulheres, são apenas 6%. Em contrapartida, elas predominam nos estratos de salários mais baixos. Quase a metade das mulheres que trabalham em tempo integral (44 horas por semana) ganham até 2 salários mínimos; entre os homens, essa proporção é menos de 40%.
  • 17.
    Trabalho remunerado: 53%estão na PEA (População Economicamente Ativa), mas apenas 17% no mercado formal, outras 23% no informal e 12% desempregadas. Fora da PEA somam 47%, sendo 9% aposentadas, 8% estudantes e 30% donas-de-casa (embora estas atinjam 46%, se somadas às aposentadas, desempregadas e estudantes que exercem essa função). Apenas 17% nunca exerceram alguma atividade remunerada. Moram em domicílios com renda familiar mensal até 2 salários mínimos 42% (hoje (2001), até R$ 360,00); mais de 2 a 5 salários 34%, 12% mais de 5 a 10, 6% mais de 10 a 20 e apenas 2% acima de 20 salários (R$ 3.600,00).
  • 18.
    Dois terços dotrabalho de casa são realizados pelas mulheres. A mulher gasta, em média, mais de 30 horas de trabalho por semana com os afazeres domésticos. O trabalho que mais consome tempo é a limpeza da casa e a preparação da comida. Mesmo quando as mulheres trabalham fora, elas fazem a maioria parte do serviço de casa. Em raros casos, há ajuda dos homens. Mas o tempo que eles alocam nas atividades profissionais e do lar tende a ser o mesmo ao longo de toda a sua vida. No caso da mulher isso é muito diferente. O tempo de trabalho da mulher flutua de maneira expressiva. Em certos ciclos de vida, o trabalho se torna extremamente intenso. Isso ocorre quando se combinam o trabalho fora de casa, com os afazeres domésticos e o cuidado das crianças pequenas.
  • 19.
    Apesar dessa sobrecarga,a mulher vive mais do que o homem. No Brasil as expectativas de vida são de 68,4 anos para os homens e 76,1 para as mulheres (média de 72,2 anos). As mulheres estão menos sujeitas à morte por doenças que afetam muito os homens. Dentre os brasileiros que morrem de infecções intestinais, 56% são homens e 44% mulheres. No caso de doenças parasitárias, as proporções são de 67% para os homens e 33% para as mulheres. A morte por moléstias isquêmicas do coração se divide em 59% para os homens e 41% para as mulheres. Entre as vítimas fatais de homicídios 85% são homens e apenas 15% mulheres.
  • 20.
    É BOM VIVERMAIS ?? !
  • 21.
    As pessoas commais de 65 anos estão aumentando na base de 800 mil pessoas por mês! São quase 10 milhões de pessoas por ano! A população do Brasil aumenta menos de 2% ao ano. Mas, o grupo de pessoas entre 65-74 anos, aumenta 3,5%; e os que têm mais de 75 anos, 4% ao ano - o dobro da população em geral. No Brasil, há cerca de 12 milhões de pessoas com mais de 60 anos - 5 milhões de homens e 7 de mulheres. O problema surge quando se constata que, dentre esses 7 milhões de mulheres, uma parcela crescente vive sozinha.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    Cerca de umaem cada cinco brasileiras (19%) declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem: 16% relatam casos de violência física, 2% citam alguma violência psíquica e 1% lembra do assédio sexual. Quando estimuladas pela citação de diferentes formas de agressão, o índice de violência sexista ultrapassa o dobro, alcançando a marca de 43%. Um terço das mulheres (33%) admite já ter sido vítima, em algum momento de sua vida, de alguma forma de violência física (24% de ameaças com armas ao cerceamento do direito de ir e vir, de 22% de agressões propriamente ditas e 13% de estupro conjugal ou abuso); 27% sofreram violências psíquicas e 11% afirmam já ter sofrido assédio sexual. Um pouco mais da metade das mulheres brasileiras declara nunca ter sofrido qualquer tipo de violência por parte de algum homem (57%).
  • 25.
    Dentre as formasde violência mais comuns destacam-se a agressão física mais branda, sob a forma de tapas e empurrões, sofrida por 20% das mulheres; a violência psíquica de xingamentos, com ofensa à conduta moral da mulher, vivida por 18%, e a ameaça através de coisas quebradas, roupas rasgadas, objetos atirados e outras formas indiretas de agressão, vivida por 15%. A projeção da taxa de espancamento (11%) para o universo investigado (61,5 milhões) indica que pelo menos 6,8 milhões, dentre as brasileiras vivas, já foram espancadas ao menos uma vez. Considerando-se que entre as que admitiram ter sido espancadas, 32% declararam que a última vez em que isso ocorreu foi no período dos 12 meses anteriores, projeta-se cerca de, no mínimo, 2.160.000 espancamentos/ano no país (ou teriam ocorrido em 2001, pois não se sabe se estariam aumentando ou diminuindo), 180 mil/mês, 6.000/dia, 250/hora ou 4/minuto – um a cada 15 segundos .
  • 26.
    Outros “rostos” Criança/ adolescente População de 58 milhões (35,9%) 2,9 milhões (4,7%) têm alguma deficiência Maior causa de óbito de meninos entre 5 e 14 anos (de 1999 a 2003): agressão
  • 27.
    Adolescente / jovemem 2000, 2/3 (70,3%) do total dos jovens falecidos no Brasil morreram por causas externas (que dizem respeito a homicídio, acidentes automobilísticos e suicídios), contra apenas 12,2% dos demais falecidos na população (também por causa externa). A maioria das mortes decorrentes de homicídio: 39,2% (contra 4,7% do restante da população); em seguida, 14,2% de mortes em decorrência de acidentes em meios de transportes e 3% devidas a suicídio – a cada 100 mil jovens, 98,8 são vítimas de homicídio, tendo como momento crítico a idade de 20 anos
  • 28.
    Negros O Brasilé o país com a maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, com os negros ou afrodescendentes representando cerca de 46% dos brasileiros. De acordo com o IBGE/PNAD, do total de 173.966.052 brasileiros, 10.282.049 são pretos e 72.013.673 são pardos (os brancos alçando os 90.573.832), sendo que a população brasileira do zero aos 17 anos, dividida por cor/raça, é composta por 29.382.476 de pessoas brancas, 2.775.077 de pessoas pretas, 25.940.859 de pessoas pardas e 205.680 de pessoas amarelas ou indígenas.
  • 29.
    Idoso A populaçãodaqueles com mais de 60 anos alcançará, em 2025, o patamar de 32 milhões de pessoas. A isso some-se o fato de que é constante a redução da taxa de fecundidade/natalidade e a taxa de mortalidade, aliadas a um aumento da expectativa de vida. Estima-se (conf. OMS) que até 2025 haverá um aumento de 3,5 anos de expectativa de vida, que hoje é de 68,5 anos. A médio prazo esse quadro fará com que a idosa cresça, até o início do próximo século, 8 vezes mais que a população jovem e 2 vezes mais que a população total do país.
  • 30.
    Indígena Apesar denão haver um censo oficial sobre as populações indígenas no Brasil, a Fundação Nacional do Índio – Funai estima que hoje, no Brasil, vivam cerca de 345 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas, falando em torno de 180 línguas, que perfazem cerca de 0,2% da população brasileira.
  • 31.
    Pessoa Portadora deDeficiência (PPD) Apenas a partir de 2002 o IBGE passou a incluir em suas pesquisas um inquérito sobre pessoas portadoras de deficiências (PPD’s), e então o Brasil começou a perceber uma outra realidade até então não reconhecida: são 24,5 milhões de portadores de alguma deficiência, sendo 6,59 milhões (ou 3,91% da população) portadores “apenas” de deficiência motora e física. Expressando de outro modo, 14 em cada 100 brasileiros são portadores de alguma deficiência. O menor índice relativo de portadores de deficiência encontra-se na Região Sudeste – 13,1%.
  • 32.
    Os portadores dedeficiências são, predominantemente, do sexo feminino: 13.179.712 mulheres frente a 1.420.544 homens. E as deficiências mais presentes, proporcionalmente falando, seriam: visual (48,1%); motora (22,9%); auditiva (16,7%); mental (8,3%); física (4,1%). Mesmo assim, dos 24,5 milhões de portadores de deficiência, 9 milhões trabalham, sendo que mais da metade (4,9 milhões) ganha até 2 S.M.