ESCOLA, EDUCAÇÃO E QUALIDADE
OBJETIVOS Os objetivos da pesquisa foram: levantar as concepções de qualidade da e na educação, conforme percebidas pelos profissionais que atuam em instituições de ensino da cidade; verificar quais as atividades e procedimentos das instituições onde trabalham justificam a “qualidade” das mesmas; destacar quais os pontos que melhor caracterizam a qualidade nas instituições onde realizam seu trabalho educativo; perceber quais os pontos que devem ser superados para que a “qualidade” seja uma realidade mais concreta.
SUJEITOS Foram entrevistadas 51 (cinqüenta e uma) pessoas, todas ligadas, enquanto profissionais, a uma ou mais instituições de ensino. No total foram 43 docentes, 5 coordenadores, 1 diretor, 1 inspetor e 1 auxiliar de coordenação, sendo 44 do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idades variando entre 21 e 56 anos (média de 37 anos). Desse universo, 11 têm somente o ensino médio, 27 possuem curso superior, 12 cursaram especialização e apenas 1 tem mestrado.
AMBIENTES Os profissionais foram entrevistados em seu próprio local de trabalho. Assim, 14 estavam ambientados em instituições de ensino privadas/particulares, 6 em instituições cooperadas, 3 em instituições públicas municipais e 1 em instituição conveniada. A maioria – 27 das pessoas entrevistadas – estava ligada a instituições públicas estaduais.
METODOLOGIA A pesquisa baseou-se em um questionário composto de 19 questões, sendo 02 fechadas e dicotômicas, 11 de múltipla escolha (fechadas ou encadeadas) e 07 abertas. A diretividade ficou por conta da própria estrutura do questionário, com os aplicadores limitando-se, no máximo, a esclarecer as questões encadeadas. Não houve uma preocupação com a segmentação dos profissionais, quanto ao cargo ocupado, nem quanto ao nível do ensino a que estivesse ligado (se educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio). Buscou-se uma segmentação mais definida em relação ao sistema de ensino (se privado/particular ou público).
RESULTADOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A breve pesquisa revelou que aquelas pessoas que trabalham na educação escolar acentuam, em um percentual bastante elevado, as relações humanas estabelecidas no processo educativo: sejam entre corpo docente e discente, sejam entre equipe educativo-pedagógica e família, sejam entre a própria equipe técnica-pedagógica e administrativa.
Isso nos levou à hipótese de que, mesmo reconhecendo a importância da qualidade formal no processo educativo, as profissionais e os profissionais da educação escolar advogam a necessidade de um passo além, o que poderíamos reconhecer, com DEMO, como sendo a qualidade política.
A qualidade “diferenciada”, plena, que forja a educação integral, que instaura a verdadeira formação de qualidade envereda pela qualidade política – caracterizada pelo agir comprometido com a ética, que leva ao reconhecimento do “outro como um si mesmo”, diria Ricoeur. O agir qualitativamente, no sentido pleno (formal e político do termo), visa a educação plena para a plenitude da sociedade...

Escola, EducaçãO E Qualidade

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    OBJETIVOS Os objetivosda pesquisa foram: levantar as concepções de qualidade da e na educação, conforme percebidas pelos profissionais que atuam em instituições de ensino da cidade; verificar quais as atividades e procedimentos das instituições onde trabalham justificam a “qualidade” das mesmas; destacar quais os pontos que melhor caracterizam a qualidade nas instituições onde realizam seu trabalho educativo; perceber quais os pontos que devem ser superados para que a “qualidade” seja uma realidade mais concreta.
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    SUJEITOS Foram entrevistadas51 (cinqüenta e uma) pessoas, todas ligadas, enquanto profissionais, a uma ou mais instituições de ensino. No total foram 43 docentes, 5 coordenadores, 1 diretor, 1 inspetor e 1 auxiliar de coordenação, sendo 44 do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idades variando entre 21 e 56 anos (média de 37 anos). Desse universo, 11 têm somente o ensino médio, 27 possuem curso superior, 12 cursaram especialização e apenas 1 tem mestrado.
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    AMBIENTES Os profissionaisforam entrevistados em seu próprio local de trabalho. Assim, 14 estavam ambientados em instituições de ensino privadas/particulares, 6 em instituições cooperadas, 3 em instituições públicas municipais e 1 em instituição conveniada. A maioria – 27 das pessoas entrevistadas – estava ligada a instituições públicas estaduais.
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    METODOLOGIA A pesquisabaseou-se em um questionário composto de 19 questões, sendo 02 fechadas e dicotômicas, 11 de múltipla escolha (fechadas ou encadeadas) e 07 abertas. A diretividade ficou por conta da própria estrutura do questionário, com os aplicadores limitando-se, no máximo, a esclarecer as questões encadeadas. Não houve uma preocupação com a segmentação dos profissionais, quanto ao cargo ocupado, nem quanto ao nível do ensino a que estivesse ligado (se educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio). Buscou-se uma segmentação mais definida em relação ao sistema de ensino (se privado/particular ou público).
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    A breve pesquisarevelou que aquelas pessoas que trabalham na educação escolar acentuam, em um percentual bastante elevado, as relações humanas estabelecidas no processo educativo: sejam entre corpo docente e discente, sejam entre equipe educativo-pedagógica e família, sejam entre a própria equipe técnica-pedagógica e administrativa.
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    Isso nos levouà hipótese de que, mesmo reconhecendo a importância da qualidade formal no processo educativo, as profissionais e os profissionais da educação escolar advogam a necessidade de um passo além, o que poderíamos reconhecer, com DEMO, como sendo a qualidade política.
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    A qualidade “diferenciada”,plena, que forja a educação integral, que instaura a verdadeira formação de qualidade envereda pela qualidade política – caracterizada pelo agir comprometido com a ética, que leva ao reconhecimento do “outro como um si mesmo”, diria Ricoeur. O agir qualitativamente, no sentido pleno (formal e político do termo), visa a educação plena para a plenitude da sociedade...