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Contexto de criação (final dos anos 1970)
Plano interno:
- Abertura política, ascensão dos movimentos populares, sindicais e
estudantis
- Convergência Socialista (organização marxista que compreendia que a
luta antirracista deveria ser combinada com a luta revolucionária
anticapitalista)
Plano externo:
- Movimentos pela libertação dos países africanos
- Luta pelos direitos civis dos negros nos EUA
Justificativa:
Necessidade de se combater o racismo no
mercado do trabalho, nos meios de educação,
no ensino oficial, a violência policial sobre
os negros e outras mazelas.
18 de junho de 1978
Fundação do Movimento Unificado contra a Discriminação Racial –
depois acrescenta-se a palavra Negro, e em seguida simplifica-se para
MNU
7 de julho de 1978
Ato público no Teatro Municipal (repúdio à discriminação racial contra
jovens negros/assassinato de um trabalhador negro)
Carta aberta à população
(incita formação de Centros de Luta locais)
1982
Programa de Ação
“O nascimento do MNU significou um marco na história do protesto
negro do país, porque, entre outros motivos, desenvolveu-se a proposta
de unificar a luta de todos os grupos e organizações anti-racistas em
escala nacional. O objetivo era fortalecer o poder político do
movimento negro. Nesta nova fase, a estratégia que prevaleceu no
movimento foi a de combinar a luta do negro com a de todos os
oprimidos da sociedade. A tônica era contestar a ordem social vigente
e, simultaneamente, desferir a denúncia pública do problema do
racismo. Pela primeira vez na história, o movimento
negro apregoava como uma de suas palavras de
ordem a consigna: “negro no poder!”
Domingues, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns
apontamentos históricos. Tempo. 2007, vol.12, n.23, pp. 100-122.
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-
77042007000200007&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em 13/10/12
• Diferencialista – igualdade na diferença
• Adoção de 20 de novembro (morte de Zumbi dos Palmares) como
data de celebração da Consciência Negra/símbolo de resistência
• Uso do termo negro fora de sua conotação perjorativa
• Africanização do Movimento Negro – promoção de identidade étnica
específica (padrões de beleza, indumentária e culinária, religiões de
matriz africana etc)
• Mestiçagem vista como armadilha ideológica
alienadora
• Denúncia do mito da democracia racial
• Solução para o racismo pela via política
(“negro no poder!”), nos marcos de uma
sociedade socialista, a única que seria capaz
de eliminar com todas as gormafs de opressão,
inclusive a racial
Programa de ação de 1982
• Desmistificação da democracia racial brasileira
• Organização política da população negra
• Transformação do Movimento Negro em movimento de massas
• Formação de um amplo leque de alianças na luta contra o racismo e a
exploração do trabalhador
• Organização para enfrentar a violência policial
• Organização nos sindicatos e partidos políticos
• Luta pela introdução da História da África e
do Negro no Brasil nos currículos escolares
• Busca pelo apoio internacional contra o
racismo no país.
Bandeiras atuais
• Contra o Genocídio da Juventude Negra –Violência Policial, Narcotráfico,
Grupos de extermínio
• Criação de órgão de combate ao racismo junto aos órgão do Estado
• Pela Imediata Titulação das Terras Quilombolas – lei 4887
• Desmascaramento do racismo nos meios de comunicação
• Contra a Criminalização dos Movimento Sociais
Pela Imediata Implementação da Lei 10639
Denúncia do racismo no mercado de trabalho
• Cotas para negros nas Universidades Públicas.
• Luta pelo fim da violência sobre os imigrantes
africanos.
• Garantir interação entre os negros do Brasil,
da África e de qualquer parte do mundo.
• Exigir a retirada das tropas da Minustah do Haiti
• Reparação Histórica e Humanitária Já!
O Movimento Negro atual encontra-se mais diluído, perdeu essa unificação
inicial, sendo que existem conflitos internos ao próprio movimento por
disputas entre posicionamentos e concepções políticas
direitistas/esquerdistas.
Prossegue, em seus múltiplos núcleos, atuando por meio de mobilizações,
atos públicos, publicações, encontros, participação nos Parlamentos, setores
do Executivo e do Judiciário na luta contra uma visão
eurocêntrica de mundo, procurando “descolonizar
as cabeças”, contra o genocídio de jovens negros,
a favor das cotas raciais, da implementação da
lei 10.639/03 e da regulamentação das terras
quilombolas e indígenas.
“Mas desde que Paulo Paim decidiu, com apoio de outros negros a tornar
concreta esta sua “grande idéia” que a marca deste projeto de estatuto é
transitar como uma Lei Áurea de tempos modernos nos meandros do
Congresso Nacional. O Estatuto dos Negros, nome que deve passar a ter
depois da sanção do Presidente da República é como o mandacaru que mata a
fome do gado, mas não alimenta e só serve para prolongar uma vida miserável
durante os meses de seca e fome que se repetem ha séculos, todos os anos no
sertão do nordeste do Brasil. O Estatuto como o mandacaru é apenas um
paliativo como foram as leis antecessoras a respeito.
[...]
No momento atual há uma militância negra que
acredita neste Estatuto da Igualdade Racial que
vai ser sancionado pelo Presidente Lula como se
fosse uma nova “lei áurea” que vai promover a
igualdade racial entre pretos e brancos. Acreditam
assim que é possível fazer uma igualdade racial efetiva
através de lei.”
“Como pode existir tamanha ingenuidade nos caras pretas quando eles próprios
sabem que no Brasil as leis não são cumpridas, apenas as que convêm à elite
dirigente. O estatuto aprovado na Câmara Federal com inclusão de todas as
imposições dos ruralistas é um exemplo do que se está afirmando.
Os alienistas é provável que gostaria de perguntar a esses (as) negros (as) bem
aventurados e que crêem sem ver, se o Estatuto do Idoso é cumprido no que é
essencial ao idoso e se o Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser garantia de
futuro melhor para criança e adolescentes que tem às ruas como moradia, o
trabalho árduo no campo e a prostituição nas cidades como meios para suas
subsistências. O Estatuto do Índio em tramitação no
Congresso Nacional, a pergunta é; se há quem possa
afirmar que por conta dele como lei, os indígenas
estarão em condições melhores do que seus
antepassados por ocasião da chegada de Cabral ao Brasil.
A Constituição Federal, Lei Maior do País foi
promulgada em 1988 e, no entanto passado mais de 21
anos, as terras quilombolas não foram tituladas na sua
totalidade, embora o Artigo 68 das Disposições Gerais
Transitórias da Constituição Federal seja auto-aplicável.”
“Na medida em que negros e negras pró-Estatuto não tem dimensão
da história é certo que um deles deve, ajoelhado beijar a mão do
Presidente Lula, como fizera José do Patrocínio, ajoelhado beijou a mão
da Princesa Izabel, a Redentora.
Esta cena, desta “lei áurea” fora de época não será perdida pela
história, na medida em que ela lembra o pensamento de um
determinado senhor Marx do século XIX, de que a história só se repete
como farsa ou como tragédia.
Assim esta promoção de igualdade racial no
futuro pode ser repetição da história, uma
farsa ou uma tragédia ou ambas ao mesmo
tempo, como fora a abolição do trabalho
escravo para os negros no passado.”
(Excertos do texto “De Izabel a Ignácio Lula: a redenção
em dose dupla”, postado por Yedo Ferreira (MNU Rio de Janeiro),
em 30 de novembro de 2009, no Blog mnu.blogspot.com.br.)

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  • 1. Contexto de criação (final dos anos 1970) Plano interno: - Abertura política, ascensão dos movimentos populares, sindicais e estudantis - Convergência Socialista (organização marxista que compreendia que a luta antirracista deveria ser combinada com a luta revolucionária anticapitalista) Plano externo: - Movimentos pela libertação dos países africanos - Luta pelos direitos civis dos negros nos EUA Justificativa: Necessidade de se combater o racismo no mercado do trabalho, nos meios de educação, no ensino oficial, a violência policial sobre os negros e outras mazelas.
  • 2. 18 de junho de 1978 Fundação do Movimento Unificado contra a Discriminação Racial – depois acrescenta-se a palavra Negro, e em seguida simplifica-se para MNU 7 de julho de 1978 Ato público no Teatro Municipal (repúdio à discriminação racial contra jovens negros/assassinato de um trabalhador negro) Carta aberta à população (incita formação de Centros de Luta locais) 1982 Programa de Ação
  • 3. “O nascimento do MNU significou um marco na história do protesto negro do país, porque, entre outros motivos, desenvolveu-se a proposta de unificar a luta de todos os grupos e organizações anti-racistas em escala nacional. O objetivo era fortalecer o poder político do movimento negro. Nesta nova fase, a estratégia que prevaleceu no movimento foi a de combinar a luta do negro com a de todos os oprimidos da sociedade. A tônica era contestar a ordem social vigente e, simultaneamente, desferir a denúncia pública do problema do racismo. Pela primeira vez na história, o movimento negro apregoava como uma de suas palavras de ordem a consigna: “negro no poder!” Domingues, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo. 2007, vol.12, n.23, pp. 100-122. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413- 77042007000200007&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em 13/10/12
  • 4. • Diferencialista – igualdade na diferença • Adoção de 20 de novembro (morte de Zumbi dos Palmares) como data de celebração da Consciência Negra/símbolo de resistência • Uso do termo negro fora de sua conotação perjorativa • Africanização do Movimento Negro – promoção de identidade étnica específica (padrões de beleza, indumentária e culinária, religiões de matriz africana etc) • Mestiçagem vista como armadilha ideológica alienadora • Denúncia do mito da democracia racial • Solução para o racismo pela via política (“negro no poder!”), nos marcos de uma sociedade socialista, a única que seria capaz de eliminar com todas as gormafs de opressão, inclusive a racial
  • 5. Programa de ação de 1982 • Desmistificação da democracia racial brasileira • Organização política da população negra • Transformação do Movimento Negro em movimento de massas • Formação de um amplo leque de alianças na luta contra o racismo e a exploração do trabalhador • Organização para enfrentar a violência policial • Organização nos sindicatos e partidos políticos • Luta pela introdução da História da África e do Negro no Brasil nos currículos escolares • Busca pelo apoio internacional contra o racismo no país.
  • 6. Bandeiras atuais • Contra o Genocídio da Juventude Negra –Violência Policial, Narcotráfico, Grupos de extermínio • Criação de órgão de combate ao racismo junto aos órgão do Estado • Pela Imediata Titulação das Terras Quilombolas – lei 4887 • Desmascaramento do racismo nos meios de comunicação • Contra a Criminalização dos Movimento Sociais Pela Imediata Implementação da Lei 10639 Denúncia do racismo no mercado de trabalho • Cotas para negros nas Universidades Públicas. • Luta pelo fim da violência sobre os imigrantes africanos. • Garantir interação entre os negros do Brasil, da África e de qualquer parte do mundo. • Exigir a retirada das tropas da Minustah do Haiti • Reparação Histórica e Humanitária Já!
  • 7. O Movimento Negro atual encontra-se mais diluído, perdeu essa unificação inicial, sendo que existem conflitos internos ao próprio movimento por disputas entre posicionamentos e concepções políticas direitistas/esquerdistas. Prossegue, em seus múltiplos núcleos, atuando por meio de mobilizações, atos públicos, publicações, encontros, participação nos Parlamentos, setores do Executivo e do Judiciário na luta contra uma visão eurocêntrica de mundo, procurando “descolonizar as cabeças”, contra o genocídio de jovens negros, a favor das cotas raciais, da implementação da lei 10.639/03 e da regulamentação das terras quilombolas e indígenas.
  • 8. “Mas desde que Paulo Paim decidiu, com apoio de outros negros a tornar concreta esta sua “grande idéia” que a marca deste projeto de estatuto é transitar como uma Lei Áurea de tempos modernos nos meandros do Congresso Nacional. O Estatuto dos Negros, nome que deve passar a ter depois da sanção do Presidente da República é como o mandacaru que mata a fome do gado, mas não alimenta e só serve para prolongar uma vida miserável durante os meses de seca e fome que se repetem ha séculos, todos os anos no sertão do nordeste do Brasil. O Estatuto como o mandacaru é apenas um paliativo como foram as leis antecessoras a respeito. [...] No momento atual há uma militância negra que acredita neste Estatuto da Igualdade Racial que vai ser sancionado pelo Presidente Lula como se fosse uma nova “lei áurea” que vai promover a igualdade racial entre pretos e brancos. Acreditam assim que é possível fazer uma igualdade racial efetiva através de lei.”
  • 9. “Como pode existir tamanha ingenuidade nos caras pretas quando eles próprios sabem que no Brasil as leis não são cumpridas, apenas as que convêm à elite dirigente. O estatuto aprovado na Câmara Federal com inclusão de todas as imposições dos ruralistas é um exemplo do que se está afirmando. Os alienistas é provável que gostaria de perguntar a esses (as) negros (as) bem aventurados e que crêem sem ver, se o Estatuto do Idoso é cumprido no que é essencial ao idoso e se o Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser garantia de futuro melhor para criança e adolescentes que tem às ruas como moradia, o trabalho árduo no campo e a prostituição nas cidades como meios para suas subsistências. O Estatuto do Índio em tramitação no Congresso Nacional, a pergunta é; se há quem possa afirmar que por conta dele como lei, os indígenas estarão em condições melhores do que seus antepassados por ocasião da chegada de Cabral ao Brasil. A Constituição Federal, Lei Maior do País foi promulgada em 1988 e, no entanto passado mais de 21 anos, as terras quilombolas não foram tituladas na sua totalidade, embora o Artigo 68 das Disposições Gerais Transitórias da Constituição Federal seja auto-aplicável.”
  • 10. “Na medida em que negros e negras pró-Estatuto não tem dimensão da história é certo que um deles deve, ajoelhado beijar a mão do Presidente Lula, como fizera José do Patrocínio, ajoelhado beijou a mão da Princesa Izabel, a Redentora. Esta cena, desta “lei áurea” fora de época não será perdida pela história, na medida em que ela lembra o pensamento de um determinado senhor Marx do século XIX, de que a história só se repete como farsa ou como tragédia. Assim esta promoção de igualdade racial no futuro pode ser repetição da história, uma farsa ou uma tragédia ou ambas ao mesmo tempo, como fora a abolição do trabalho escravo para os negros no passado.” (Excertos do texto “De Izabel a Ignácio Lula: a redenção em dose dupla”, postado por Yedo Ferreira (MNU Rio de Janeiro), em 30 de novembro de 2009, no Blog mnu.blogspot.com.br.)