Recife-PE, 2024
MODULO II
AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
Curso de Administração
Prof. Maristela Maria Moura
PLANO DE AULA
1 – Conceito; Evolução da Auditoria; Objetivos da Auditoria; Diferença da Auditoria
Operacional e Contábil e Ética na Auditoria.
2 - Auditoria Interna e Externa
4 – Auditoria das Análise das Demonstrações.
5 – Auditoria das Análises Verticais e Horizontais.
6- Auditoria Dos Indíces
7 - Auditoria Programática; Auditoria de Economia e Eficiência
8 – Relatório em Auditoria;
Auditoria Interna
• A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva
que presta serviços de avaliação e de consultoria e tem como
objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma
organização. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus
objetivos, adotando uma abordagem sistemática e disciplinada
para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de
gerenciamento de riscos, de controle e governança
corporativa.
CLASSIFICAÇÃO DE AUDITORIA
• Quanto ao Campo de atuação:
a) Governamental
b) Privada
• Quanto à Forma de realização:
a) Interna
b) Externa
• Quanto ao objetivo dos trabalhos:
a) Contábil ou Financeira
b) Operacional
c) Integrada
AUDITORIA GOVERNAMENTAL
Está diretamente relacionada com o acompanhamento das
ações empreendidas pelos órgãos e entidades que compõem
a administração direta e indireta das três esferas de governo.
É realizada por entidades superiores de fiscalização, sob a
forma de Tribunais de Contas ou Controladorias, e organismos
de controle interno da administração pública.
AUDITORIA INTERNA
É realizada por profissionais empregados ou contratados
pelo próprio auditado, portanto, parcialmente
independente, e que, além das informações contábeis e
financeiras, se preocupa também com os aspectos
operacionais. Normalmente, a auditoria interna se
reporta à presidência da organização, funcionando como
um órgão de assessoramento.
AUDITORIA INTERNA CONFORME CFC
”Constitui o conjunto de procedimentos técnicos
que tem por objetivo examinar a integridade,
adequação e eficácia dos controles internos e
das informações físicas, contábeis, financeiras e
operacionais da entidade." (Resolução n.º 780, de 24 de março de 1999)
” Compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e
comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da
integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos,
dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e
de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade
no cumprimento de seus objetivos." (Resolução n.º 986, de 21 de novembro
de 2003)
8
Papel da auditoria interna
A auditoria interna tem a
responsabilidade de monitorar e
avaliar a adequação do ambiente de
controles internos e das normas e
procedimentos estabelecidos pela
gestão. Cabe a esses auditores atuar
proativamente na recomendação do
aperfeiçoamento dos controles, das
normas e dos procedimentos, em
consonância com as melhores práticas
de mercado.
 Confiabilidade e integridade das
informações financeiras e operacionais
 Eficácia e eficiência das operações
 Proteção de ativos
 Conformidade com as leis,
regulamentações, contratos e normas
internas
 O que irá refletir melhor as metas da
organização?
 O que indicará melhor quando estas
metas não são cumpridas?
 O que medirá melhor os desvios
críticos, isto é, aqueles com maior
impacto no cumprimento das metas?
 Que padrões terão menor custo?
9
Avaliação dos controles internos
 Identificar os riscos e o nível de exposição a estes
 Avaliar os processos de controle que amenizam e gerenciam
esses riscos
 Desenvolver planos de ação para reduzir os riscos para
níveis aceitáveis
 Avaliar a probabilidade de cumprir os objetivos do negócio
AUDITORIA EXTERNA
Auditoria realizada por profissionais qualificados e externos à empresa
auditada, sem vínculos com a administração, normalmente sob a forma de
firmas de auditoria, com o objetivo precípuo de emitir uma opinião
independente, com base em normas técnicas, sobre adequação ou não das
demonstrações contábeis, assim como, em certos casos, um relatório sobre a
regularidade das operações e/ou sobre o resultado da gestão financeira e
administrativa. Também conceituada como auditoria independente.
OBRIGATORIEDADE DA AUDITORIA
EXTERNA
Consoante o art. 177 da Lei n.º
6.404/76, as demonstrações
financeiras das companhias
abertas devem observar as
normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários
e são obrigatoriamente
auditadas por auditores
independentes ou externos
registrados na mesma Comissão.
PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE A AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA
AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA
É executada por empregado da
organização ou empresa auditada.
Portanto, é realizada por profissionais
que possuem uma independência
relativa. É oportuno ressaltar que tem
sido comum a terceirização dos serviços
de auditoria interna.
Objetiva atender às necessidades e aos
interesses da administração. Logo a
extensão (escopo) dos seus trabalhos
será sempre definido em função dos
anseios da alta direção.
O profissional que a realiza não possui
qualquer vínculo empregatício nem
relação de interesse com a empresa
auditada.
Os objetivos fundamentais são atender
às necessidades de terceiros
interessados pela empresa auditada,
notadamente os acionistas que nela
estão investindo capital, no que tange a
adequação das informações contábeis,
bem como atender aos objetivos da
administração.
AUDITORIA INTERNA X AUDITORIA EXTERNA
PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE A AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA (Continuação)
AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA
A avaliação das operações e do sistema
de controle interno é realizada para,
entre outras finalidades, desenvolver,
aperfeiçoar e para induzir ao
cumprimento de políticas e normas.
Normalmente não se restringe aos
assuntos financeiros. As fases dos
exames são subdivididas em relação às
áreas operacionais e às linhas de
responsabilidade da administração.
A revisão das operações e do controle
interno é realizada para atender as
normas de auditoria e para determinar
a extensão (escopo) do exame das
informações contábeis.
O exame normalmente está limitado
aos aspectos financeiro. O enfoque está
voltado para as principais contas do
balanço patrimonial e para as
demonstrações contábeis.
PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE A AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA (Continuação)
AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA
O auditor direciona seus exames para a
identificação de erros e fraudes.
O auditor interno possui uma
independência relativa, pois na
qualidade de empregado da empresa
auditada, ele somente deve ser
independente em relação às atividades
e às pessoas cujo trabalho está sob
escopo do seu exame, devendo
subordinar-se às necessidades e aos
interesses da administração.
As áreas da empresa auditada são
continuadamente revisadas. A
periodicidade é definida pela
administração.
O auditor deve planejar seus trabalhos
de modo a identificar erros e fraudes
que ocasionem efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis.
O auditor externo deve ser
independente em relação a empresa
auditada, não podendo ser influenciado
por fatores estranhos, por preconceitos
ou quaisquer outros elementos
materiais ou afetivos que resultem em
perda, efetiva ou aparente, de sua
independência.
As informações comprobatórias das
demonstrações contábeis são auditadas
periodicamente, geralmente em base
anual.
AUDITORIA INTERNA X CONTROLE INTERNO
Das conceituações mencionadas, podemos inferir
que:
a) a auditoria interna constitui unidade administrativa
responsável pela revisão e apreciação dos controles
internos, sendo, portanto, integrante da estrutura
organizacional da entidade. Representa o órgão
encarregado de prover o acompanhamento, revisão,
avaliação e o aprimoramento dos controles internos
AUDITORIA INTERNA X CONTROLE INTERNO
Das conceituações mencionadas, podemos inferir que:
b) os controles internos são procedimentos da organização –
administrativos ou contábeis – relacionados à identificação de padrões
de comportamento desejáveis por parte dos empregados (no caso do
setor Público, os servidores públicos).
AUDITORIA CONTÁBIL
“A auditoria das demonstrações contábeis constitui o
conjunto de procedimentos técnicos que tem por
objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação,
consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade
e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for
pertinente, a legislação específica.” (Resolução n.º 820/97 do CFC)
AUDITORIA CONTÁBIL, principais aspectos
O foco central dos trabalhos são os exames das demonstrações contábeis com o
objetivo de se emitir uma opinião-parecer sobre sua adequação.
O parecer tem por limite os objetivos da auditoria (demonstrações contábeis) e não
representa garantia de viabilidade futura ou de eficácia da administração na gestão dos
negócios.
O parecer de auditoria contábil é de exclusiva responsabilidade de contador registrado
nesse Conselho profissional.
AUDITORIA CONTÁBIL
Auditoria Contábil
Setor Público Setor Privado
Demonstrações
Contábeis
Lei n.º 4.320/64 Lei n.º 6.404/76
P
R
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C
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• Normas
Profissionais
• Independência
T
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• PFCs
• Normas Brasileiras de Contabilidade
• Legislação Específica
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R
Parecer
• Limpo
• Com ressalvas
• Adverso
• Negativa de opinião
LEI Nº 4.320/64
• Balanço Orçamentário;
• Balanço Patrimonial;
•Balanço Financeiro;
•Demonstração das Variações Patrimoniais.
LEI Nº 6.404/76
• Balanço Patrimonial;
• Demonstração do Resultado do Exercício;
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
•Demonstração dos Fluxos de Caixa;
•Notas Explicativas.
Obs.: A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados pode ser substituída pela
Demonstração do Patrimônio Líquido. Se companhia aberta, a substituição é compulsória.
OBJETIVOS DA AUDITORIA CONTÁBIL
 existência;
 propriedade;
 ocorrência;
 abrangência;
 avaliação;
 realização;
 apresentação e divulgação
AUDITORIA OPERACIONAL
Conjunto de procedimentos que são aplicados com o objetivo de se avaliar o desempenho e a eficácia
das operações possibilitando a apresentação de sugestões para melhorar a gestão dos recursos e
identificar aspectos de ineficiência, desperdícios, desvios e abusos.
É também denominada de Auditoria de Otimização de Recursos, Auditoria de Desempenho ou de
Resultados e Auditoria de Gestão.
Surgiu da necessidade de melhorar-se os informes apresentados pelos auditores no que se refere aos
resultados da gestão, no que tange às questões de economia, eficiência e efetividade, em face das
limitações das informações financeiras.
OS TRÊS Es DA AUDITORIA OPERACIONAL
ECONOMIA EFICIÊNCIA
EFICÁCIA
TRÊS Es CONFORME INTOSAI
 Economia: “É a ação que consiste em reduzir ao mínimo o custo dos recursos empregados em
uma atividade sem deixar de considerar a devida qualidade”.
 Eficiência: “Representa a relação entre produto, em termos de bens, serviços e outros
resultados e os recursos utilizados para produzi-los”.
 Eficácia: “É o grau com que os objetivos são alcançados e a relação entre os resultados
desejados e os resultados reais de determinada atividade”.
ipsa
AUDITORIA OPERACIONAL
Auditoria Operacional
Setor Público Setor Privado
Desempenho
(Economia,Eficiência e
Eficácia)
P
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• Normas
Profissionais
• Independência
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Relatório
Normas
Externas
Normas
Internas
NORMAS DE AUDITORIA
Regras ou parâmetros que o auditor deve respeitar em relação aos objetivos a serem
alcançados, aos procedimentos e técnicas de auditoria utilizados, ao relatório que deve ser
elaborados e à qualidade do trabalho.
Segundo a INTOSAI, normas de auditoria "proporcionam ao auditor uma orientação básica
que o ajuda a determinar a extensão das medidas e dos procedimentos de auditoria a
serem empregados para atingir seu objetivo".
São parâmetros de referência para avaliar a qualidade dos resultados da auditoria.
RESOLUÇÃO CFC N.º 780/95*
Aprova as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas n.º 12 - Da Auditoria
Interna. Seus principais tópicos são:
• Conceituação e disposições gerais
• Normas de execução dos trabalhos
• Normas relativas ao relatório do auditor interno
(*) Obs.: Não obstante o Edital do concurso utilizar como parâmetro a Resolução n.º 780/95 do CFC, cumpre registrar que
esta Resolução foi expressamente revogada pela Resolução n.º 986/03, de 21 de novembro de 2003, que aprovou a NBC T
12 - Da Auditoria Interna. Todavia, as informações aqui constantes estão pautadas no programa constante do Edital.
CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS
A Auditoria Interna, de competência exclusiva de Contador
registrado em Conselho Regional de Contabilidade - CRC, é o
conjunto de procedimentos técnicos que objetivam examinar
a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e
das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais.
PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA
São os exames que permitem ao auditor interno obter provas (evidências) suficientes
para fundamentar as conclusões e recomendações, e incluem.
 Testes de observância: visam à obtenção de uma
razoável segurança de que os controles internos
estabelecidos pela administração funcionam.
 Testes substantivos: visam à obtenção de evidência
quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados
EVIDÊNCIAS
Representam informações que fundamentam os resultados da auditoria interna.
Devem ser:
•suficientes;
•fidedignas;
•relevantes;
•úteis.
Devem ser registradas em papéis de trabalho, que compreendem o conjunto de
documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor
interno.
ERRO X FRAUDE: Auditor Interno X Auditor
Externo
• Auditor externo planeja seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros
com efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. A responsabilidade
primária na sua prevenção e identificação é da administração através da
implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle
interno. (Res. CFC n.º 820/97)
• Auditor interno assessora a administração no trabalho de prevenção de
erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre
indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados.
BIBLIOGRAFIA
• ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2006.
• FRANCO, H. Auditoria contábil. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2007.
• CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios fundamentais e normas brasileiras de
contabilidade, de auditoria e perícia. Brasília: CFC, 2006.

MODULO II AUDITORIA INTERNA E EXTERNA.pptx

  • 1.
    Recife-PE, 2024 MODULO II AUDITORIAINTERNA E EXTERNA Curso de Administração Prof. Maristela Maria Moura
  • 2.
    PLANO DE AULA 1– Conceito; Evolução da Auditoria; Objetivos da Auditoria; Diferença da Auditoria Operacional e Contábil e Ética na Auditoria. 2 - Auditoria Interna e Externa 4 – Auditoria das Análise das Demonstrações. 5 – Auditoria das Análises Verticais e Horizontais. 6- Auditoria Dos Indíces 7 - Auditoria Programática; Auditoria de Economia e Eficiência 8 – Relatório em Auditoria;
  • 3.
    Auditoria Interna • Aauditoria interna é uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação e de consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos, adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, de controle e governança corporativa.
  • 4.
    CLASSIFICAÇÃO DE AUDITORIA •Quanto ao Campo de atuação: a) Governamental b) Privada • Quanto à Forma de realização: a) Interna b) Externa • Quanto ao objetivo dos trabalhos: a) Contábil ou Financeira b) Operacional c) Integrada
  • 5.
    AUDITORIA GOVERNAMENTAL Está diretamenterelacionada com o acompanhamento das ações empreendidas pelos órgãos e entidades que compõem a administração direta e indireta das três esferas de governo. É realizada por entidades superiores de fiscalização, sob a forma de Tribunais de Contas ou Controladorias, e organismos de controle interno da administração pública.
  • 6.
    AUDITORIA INTERNA É realizadapor profissionais empregados ou contratados pelo próprio auditado, portanto, parcialmente independente, e que, além das informações contábeis e financeiras, se preocupa também com os aspectos operacionais. Normalmente, a auditoria interna se reporta à presidência da organização, funcionando como um órgão de assessoramento.
  • 7.
    AUDITORIA INTERNA CONFORMECFC ”Constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade." (Resolução n.º 780, de 24 de março de 1999) ” Compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos." (Resolução n.º 986, de 21 de novembro de 2003)
  • 8.
    8 Papel da auditoriainterna A auditoria interna tem a responsabilidade de monitorar e avaliar a adequação do ambiente de controles internos e das normas e procedimentos estabelecidos pela gestão. Cabe a esses auditores atuar proativamente na recomendação do aperfeiçoamento dos controles, das normas e dos procedimentos, em consonância com as melhores práticas de mercado.  Confiabilidade e integridade das informações financeiras e operacionais  Eficácia e eficiência das operações  Proteção de ativos  Conformidade com as leis, regulamentações, contratos e normas internas  O que irá refletir melhor as metas da organização?  O que indicará melhor quando estas metas não são cumpridas?  O que medirá melhor os desvios críticos, isto é, aqueles com maior impacto no cumprimento das metas?  Que padrões terão menor custo?
  • 9.
    9 Avaliação dos controlesinternos  Identificar os riscos e o nível de exposição a estes  Avaliar os processos de controle que amenizam e gerenciam esses riscos  Desenvolver planos de ação para reduzir os riscos para níveis aceitáveis  Avaliar a probabilidade de cumprir os objetivos do negócio
  • 10.
    AUDITORIA EXTERNA Auditoria realizadapor profissionais qualificados e externos à empresa auditada, sem vínculos com a administração, normalmente sob a forma de firmas de auditoria, com o objetivo precípuo de emitir uma opinião independente, com base em normas técnicas, sobre adequação ou não das demonstrações contábeis, assim como, em certos casos, um relatório sobre a regularidade das operações e/ou sobre o resultado da gestão financeira e administrativa. Também conceituada como auditoria independente.
  • 11.
    OBRIGATORIEDADE DA AUDITORIA EXTERNA Consoanteo art. 177 da Lei n.º 6.404/76, as demonstrações financeiras das companhias abertas devem observar as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e são obrigatoriamente auditadas por auditores independentes ou externos registrados na mesma Comissão.
  • 12.
    PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTREA AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA É executada por empregado da organização ou empresa auditada. Portanto, é realizada por profissionais que possuem uma independência relativa. É oportuno ressaltar que tem sido comum a terceirização dos serviços de auditoria interna. Objetiva atender às necessidades e aos interesses da administração. Logo a extensão (escopo) dos seus trabalhos será sempre definido em função dos anseios da alta direção. O profissional que a realiza não possui qualquer vínculo empregatício nem relação de interesse com a empresa auditada. Os objetivos fundamentais são atender às necessidades de terceiros interessados pela empresa auditada, notadamente os acionistas que nela estão investindo capital, no que tange a adequação das informações contábeis, bem como atender aos objetivos da administração.
  • 13.
    AUDITORIA INTERNA XAUDITORIA EXTERNA
  • 14.
    PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTREA AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA (Continuação) AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA A avaliação das operações e do sistema de controle interno é realizada para, entre outras finalidades, desenvolver, aperfeiçoar e para induzir ao cumprimento de políticas e normas. Normalmente não se restringe aos assuntos financeiros. As fases dos exames são subdivididas em relação às áreas operacionais e às linhas de responsabilidade da administração. A revisão das operações e do controle interno é realizada para atender as normas de auditoria e para determinar a extensão (escopo) do exame das informações contábeis. O exame normalmente está limitado aos aspectos financeiro. O enfoque está voltado para as principais contas do balanço patrimonial e para as demonstrações contábeis.
  • 15.
    PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTREA AUDITORIA INTERNA E A EXTERNA (Continuação) AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA O auditor direciona seus exames para a identificação de erros e fraudes. O auditor interno possui uma independência relativa, pois na qualidade de empregado da empresa auditada, ele somente deve ser independente em relação às atividades e às pessoas cujo trabalho está sob escopo do seu exame, devendo subordinar-se às necessidades e aos interesses da administração. As áreas da empresa auditada são continuadamente revisadas. A periodicidade é definida pela administração. O auditor deve planejar seus trabalhos de modo a identificar erros e fraudes que ocasionem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. O auditor externo deve ser independente em relação a empresa auditada, não podendo ser influenciado por fatores estranhos, por preconceitos ou quaisquer outros elementos materiais ou afetivos que resultem em perda, efetiva ou aparente, de sua independência. As informações comprobatórias das demonstrações contábeis são auditadas periodicamente, geralmente em base anual.
  • 16.
    AUDITORIA INTERNA XCONTROLE INTERNO Das conceituações mencionadas, podemos inferir que: a) a auditoria interna constitui unidade administrativa responsável pela revisão e apreciação dos controles internos, sendo, portanto, integrante da estrutura organizacional da entidade. Representa o órgão encarregado de prover o acompanhamento, revisão, avaliação e o aprimoramento dos controles internos
  • 17.
    AUDITORIA INTERNA XCONTROLE INTERNO Das conceituações mencionadas, podemos inferir que: b) os controles internos são procedimentos da organização – administrativos ou contábeis – relacionados à identificação de padrões de comportamento desejáveis por parte dos empregados (no caso do setor Público, os servidores públicos).
  • 18.
    AUDITORIA CONTÁBIL “A auditoriadas demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, a legislação específica.” (Resolução n.º 820/97 do CFC)
  • 19.
    AUDITORIA CONTÁBIL, principaisaspectos O foco central dos trabalhos são os exames das demonstrações contábeis com o objetivo de se emitir uma opinião-parecer sobre sua adequação. O parecer tem por limite os objetivos da auditoria (demonstrações contábeis) e não representa garantia de viabilidade futura ou de eficácia da administração na gestão dos negócios. O parecer de auditoria contábil é de exclusiva responsabilidade de contador registrado nesse Conselho profissional.
  • 20.
    AUDITORIA CONTÁBIL Auditoria Contábil SetorPúblico Setor Privado Demonstrações Contábeis Lei n.º 4.320/64 Lei n.º 6.404/76 P R O C E D I M E N T O S • Normas Profissionais • Independência T É C N I C O S • PFCs • Normas Brasileiras de Contabilidade • Legislação Específica E M I T I R Parecer • Limpo • Com ressalvas • Adverso • Negativa de opinião
  • 21.
    LEI Nº 4.320/64 •Balanço Orçamentário; • Balanço Patrimonial; •Balanço Financeiro; •Demonstração das Variações Patrimoniais.
  • 22.
    LEI Nº 6.404/76 •Balanço Patrimonial; • Demonstração do Resultado do Exercício; • Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados; •Demonstração dos Fluxos de Caixa; •Notas Explicativas. Obs.: A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados pode ser substituída pela Demonstração do Patrimônio Líquido. Se companhia aberta, a substituição é compulsória.
  • 23.
    OBJETIVOS DA AUDITORIACONTÁBIL  existência;  propriedade;  ocorrência;  abrangência;  avaliação;  realização;  apresentação e divulgação
  • 24.
    AUDITORIA OPERACIONAL Conjunto deprocedimentos que são aplicados com o objetivo de se avaliar o desempenho e a eficácia das operações possibilitando a apresentação de sugestões para melhorar a gestão dos recursos e identificar aspectos de ineficiência, desperdícios, desvios e abusos. É também denominada de Auditoria de Otimização de Recursos, Auditoria de Desempenho ou de Resultados e Auditoria de Gestão. Surgiu da necessidade de melhorar-se os informes apresentados pelos auditores no que se refere aos resultados da gestão, no que tange às questões de economia, eficiência e efetividade, em face das limitações das informações financeiras.
  • 25.
    OS TRÊS EsDA AUDITORIA OPERACIONAL ECONOMIA EFICIÊNCIA EFICÁCIA
  • 26.
    TRÊS Es CONFORMEINTOSAI  Economia: “É a ação que consiste em reduzir ao mínimo o custo dos recursos empregados em uma atividade sem deixar de considerar a devida qualidade”.  Eficiência: “Representa a relação entre produto, em termos de bens, serviços e outros resultados e os recursos utilizados para produzi-los”.  Eficácia: “É o grau com que os objetivos são alcançados e a relação entre os resultados desejados e os resultados reais de determinada atividade”. ipsa
  • 27.
    AUDITORIA OPERACIONAL Auditoria Operacional SetorPúblico Setor Privado Desempenho (Economia,Eficiência e Eficácia) P R O C E D I M E N T O S • Normas Profissionais • Independência T É C N I C O S Relatório Normas Externas Normas Internas
  • 28.
    NORMAS DE AUDITORIA Regrasou parâmetros que o auditor deve respeitar em relação aos objetivos a serem alcançados, aos procedimentos e técnicas de auditoria utilizados, ao relatório que deve ser elaborados e à qualidade do trabalho. Segundo a INTOSAI, normas de auditoria "proporcionam ao auditor uma orientação básica que o ajuda a determinar a extensão das medidas e dos procedimentos de auditoria a serem empregados para atingir seu objetivo". São parâmetros de referência para avaliar a qualidade dos resultados da auditoria.
  • 29.
    RESOLUÇÃO CFC N.º780/95* Aprova as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas n.º 12 - Da Auditoria Interna. Seus principais tópicos são: • Conceituação e disposições gerais • Normas de execução dos trabalhos • Normas relativas ao relatório do auditor interno (*) Obs.: Não obstante o Edital do concurso utilizar como parâmetro a Resolução n.º 780/95 do CFC, cumpre registrar que esta Resolução foi expressamente revogada pela Resolução n.º 986/03, de 21 de novembro de 2003, que aprovou a NBC T 12 - Da Auditoria Interna. Todavia, as informações aqui constantes estão pautadas no programa constante do Edital.
  • 30.
    CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕESGERAIS A Auditoria Interna, de competência exclusiva de Contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade - CRC, é o conjunto de procedimentos técnicos que objetivam examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais.
  • 31.
    PROCEDIMENTOS DE AUDITORIAINTERNA São os exames que permitem ao auditor interno obter provas (evidências) suficientes para fundamentar as conclusões e recomendações, e incluem.  Testes de observância: visam à obtenção de uma razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração funcionam.  Testes substantivos: visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados
  • 32.
    EVIDÊNCIAS Representam informações quefundamentam os resultados da auditoria interna. Devem ser: •suficientes; •fidedignas; •relevantes; •úteis. Devem ser registradas em papéis de trabalho, que compreendem o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor interno.
  • 33.
    ERRO X FRAUDE:Auditor Interno X Auditor Externo • Auditor externo planeja seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros com efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. A responsabilidade primária na sua prevenção e identificação é da administração através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. (Res. CFC n.º 820/97) • Auditor interno assessora a administração no trabalho de prevenção de erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados.
  • 34.
    BIBLIOGRAFIA • ATTIE, W.Auditoria: conceitos e aplicações. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2006. • FRANCO, H. Auditoria contábil. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2007. • CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios fundamentais e normas brasileiras de contabilidade, de auditoria e perícia. Brasília: CFC, 2006.