SlideShare uma empresa Scribd logo
Prof. Me. Flávio Maia
 Antiguidade Clássica: poesias eram
acompanhadas por instrumentos musicais
(lira)
 O ritmo está presente na poesia e, para que
possamos percebê-lo, faz-se necessário
conhecer os recursos utilizados pelos poetas.
 MÉTRICA: DETERMINAR O NÚMERO PRECISO
DE SÍLABAS POÉTICAS.
 Escandir um verso significa contar as sílabas
poética que ele contém
 ATENÇÃO:
◦SÍLABA POÉTICA É DIFERENTE DE
SÍLABA GRAMATICAL
I-Juca Pirama
Meu canto de morte
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
 Vamos dividir os versos em sílabas
gramaticais
Meu/can/to/de/mor/te  6 sílabas
Ger/rei/ros/ou/vi  5 sílabas
Sou/fi/lho/da/sel/va  6 sílabas
Lembre-se: Na escansão não levamos em
consideração as sílabas gramaticais
 1ª. Regra:
◦ Para saber as sílabas poéticas, conta-se até a
última sílaba tônica do verso
1º 2º 3º 4º 5º 6º
Meu can- to de MOR Te
Guer- rei ros ou- VI
Sou fi- lho das SEL- vas
1º 2º 3º 4º 5º 6º
Meu can- to de MOR Te
Guer- rei ros ou- VI
Sou fi- lho das SEL- vas
 2ª. Regra
◦ A contração de vogais, que ocorre quando uma
vogal é absorvida por outra, é denominada sinalefa
1º 2º 3º 4º 5º 6º
Da tri- bo pu- jan- te
Que a go ra an da er ran- te
Por fa- do in cons- tan- te
 A SINALEFA acontece somente quando a
vogal seguinte é átona
 Exemplo:
◦ Eu era seu guia
◦ Eu/e/ra/seu/gui/a
 Na poesia, as sílabas são contadas de acordo
com a SONORIDADE. Para contarmos as
sílabas poéticas devemos saber que:
◦ Ditongos possuem valor de uma única sílaba
poética.
◦ Se há duas palavras aproximadas por VOGAIS (a
primeira terminando em vogal e a segunda
iniciando em vogal), as sílabas dessas duas vogais
são contadas em apenas uma sílaba.
◦ As sílabas poéticas que estão após a última sílaba
tônica do verso não são contadas.
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º
Mi- nha ter- ra tem pal- mei- ras
On de can- ta o sa- bi- á
As a- ves que a- qui gor- gei- am
Não gor- gei- am co- mo lá
Número de Versos Designação
2 Dístico
3 Terceto
4 Quadra ou quarteto
5 Pentassílabos ou Redondilha menor
6 Sextilha
7 Heptassílabos ou Redondilha maior
8 Oitava
9 Nona ou eneassílabos
10 Decassílabo ou décima ou heroico ou sáfico
12 Dodecassílabo ou alexandrino
Lira IV
Tomás Antônio Gonzaga
Marília, teus olhos
São réus, e culpados,
Que sofra, e que beije
Os ferros pesados
De injusto Senhor.
Marília, escuta
Um triste Pastor.
Mal vi o teu rosto,
O sangue gelou-se,
A língua prendeu-se,
Tremi, e mudou-se
Das faces a cor.
Marília, escuta
Um triste Pastor.
1º 2º 3º 4º 5º 6º
Ma- rí- lia teus o- lhos
São ré- us, e cul- pa- dos
Que so- fra e que bei- je
Os fer- ros pe- sa- dos
De in- jus- to se- nhor
O Canto do Guerreiro
Gonçalves Dias
Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
- Ouvi-me, Guerreiros.
- Ouvi meu cantar.
1 2 3 4 5
A / qui / na / flo / res / ta
1 2 3 4 5
Dos / ven / tos / ba / ti / da,
1 2 3 4 5
Fa / ça / nhas / de / bra / vos
1 2 3 4 5
Não / ge / ram / es / cra / vos,
1 2 3 4 5
Que es / ti / mem / a / vi / da
1 2 3 4 5
Sem / gue / rra e / li / dar.
1 2 3 4 5
- Ou / vi / -me, / Gue / rrei / ros.
1 2 3 4 5
- Ou / vi / meu / can / tar.
Lira II
Tomás Antônio Gonzaga
Pintam, Marília, os Poetas
A um menino vendado,
Com uma aljava de setas,
Arco empunhado na mão;
Ligeiras asas nos ombros,
O tenro corpo despido,
E de Amor, ou de Cupido
São os nomes, que lhe dão.
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º
Pin- tam, Ma- rí- lia, os po- e tas
A um me- ni- no vem da do
Com u- ma al já va de se tas
Ar- co em pu nha do na mão
Li- gei- ras a- sas nos om- bros
O ter- no cor- po des- pi- do
E de a- mor ou de cu- pi- do
São os no- mês que lhe dão
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA
Fernando Pessoa
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
1 2 3 4 5 6 7
Vou / -me em / bo / ra / pra / Pa / sár / ga / da
1 2 3 4 5 6 7
Lá / sou / a / mi / go / do / rei
1 2 3 4 5 6 7
Lá / te / nho a / mu / lher / que eu / que / ro
1 2 3 4 5 6 7
Na / ca / ma / que es / co / lhe / rei
1 2 3 4 5 6 7
Vou / -me em / bo / ra / pra / Pa / sár / ga / da
Soneto da Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º
De tu- do ao meu a- mor se- rei a ten- to
An- tes e com tal ze- lo e sem- pre e tan to
Que mes-
mo
em
fa- ce do mai- or en- can to
De- le
se
en-
can- te mais meu pen- sa- men- to
E as- sim
quan
-
do mais tar- de me pro- cu- re
Que
m
sa- be a mor-
te
an-
gús- tia de quem vi- ve
Que
m
sa- be a so- li dão fim de quem a- ma
As Pombas
Raimundo Correia
Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Vai / -se a / pri / mei / ra / pom / ba / des / per / ta / da...
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Vai / -se ou / tra / mais... / mais / ou / tra... en / fim / de / ze / nas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
De/ pom / bas / vão / -se / dos / pom / bais, / a / pe / nas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Raia / san / guí/ ne / a e / fres /ca a / ma / dru / ga / da...

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Figuras de linguagem slide
Figuras de linguagem   slideFiguras de linguagem   slide
Figuras de linguagem slide
Jaciara Mota
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
Denise
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
Naldinho Amorim
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
Carolina Loçasso Pereira
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
CrisBiagio
 
Figura de linguagem conotativo x denotativo
Figura de linguagem conotativo x denotativoFigura de linguagem conotativo x denotativo
Figura de linguagem conotativo x denotativo
Juliana Oliveira
 
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIASLITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
Amelia Barros
 
O que é Literatura?
O que é Literatura?O que é Literatura?
O que é Literatura?
Faell Vasconcelos
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
Lucas Queiroz
 
O pré modernismo
O pré modernismoO pré modernismo
O pré modernismo
Ana Batista
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em Portugal
Colégio Santa Luzia
 
Pronomes
PronomesPronomes
Pronomes
Rita Tramonte
 
Slide Genero Textual Poesia
Slide Genero Textual PoesiaSlide Genero Textual Poesia
Slide Genero Textual Poesia
Jomari
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Quinhentismo
Quinhentismo Quinhentismo
Quinhentismo
Cláudia Heloísa
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
Andrieli Muhl
 
Classes de palavras
Classes de palavrasClasses de palavras
Classes de palavras
Julianne Rodrigues Pita
 
Modernismo
Modernismo Modernismo
Modernismo
Cláudia Heloísa
 
Vanguarda europeia
Vanguarda europeiaVanguarda europeia
Vanguarda europeia
Ana Batista
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
Colégio Santa Luzia
 

Mais procurados (20)

Figuras de linguagem slide
Figuras de linguagem   slideFiguras de linguagem   slide
Figuras de linguagem slide
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem Figuras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Figura de linguagem conotativo x denotativo
Figura de linguagem conotativo x denotativoFigura de linguagem conotativo x denotativo
Figura de linguagem conotativo x denotativo
 
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIASLITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
LITERATURA: ESCOLAS LITERÁRIAS
 
O que é Literatura?
O que é Literatura?O que é Literatura?
O que é Literatura?
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
O pré modernismo
O pré modernismoO pré modernismo
O pré modernismo
 
Modernismo em Portugal
Modernismo em PortugalModernismo em Portugal
Modernismo em Portugal
 
Pronomes
PronomesPronomes
Pronomes
 
Slide Genero Textual Poesia
Slide Genero Textual PoesiaSlide Genero Textual Poesia
Slide Genero Textual Poesia
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Romantismo prosa
 
Quinhentismo
Quinhentismo Quinhentismo
Quinhentismo
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
 
Classes de palavras
Classes de palavrasClasses de palavras
Classes de palavras
 
Modernismo
Modernismo Modernismo
Modernismo
 
Vanguarda europeia
Vanguarda europeiaVanguarda europeia
Vanguarda europeia
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 

Semelhante a Metrificação e escansão

Gênero lírico - Profª Vivian Trombini
Gênero lírico - Profª Vivian TrombiniGênero lírico - Profª Vivian Trombini
Gênero lírico - Profª Vivian Trombini
VIVIAN TROMBINI
 
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptxLITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
Leidimarabatista
 
Explicação sobre texto poético para Fundamental
Explicação sobre texto poético para FundamentalExplicação sobre texto poético para Fundamental
Explicação sobre texto poético para Fundamental
Aline França Russo
 
Versificação.ppt
Versificação.pptVersificação.ppt
Versificação.ppt
preuniversitarioitab
 
Versificação.pptx
Versificação.pptxVersificação.pptx
Versificação.pptx
preuniversitarioitab
 
Nota iii escansão poemas
Nota iii escansão poemasNota iii escansão poemas
Nota iii escansão poemas
Péricles Penuel
 
Teoria da literatura II
Teoria da literatura IITeoria da literatura II
Teoria da literatura II
Maria Eduarda Souza Gonçalves
 
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do BrasilSHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
mrbitbits
 
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
Cristina Ramos
 
Apresentação e noções básicas de poesia
Apresentação e noções básicas de poesiaApresentação e noções básicas de poesia
Apresentação e noções básicas de poesia
rafabebum
 
Poema _ aula sobre poema.docx
Poema _ aula sobre poema.docxPoema _ aula sobre poema.docx
Poema _ aula sobre poema.docx
ssusere47050
 
Acre 14 ebook
Acre 14 ebookAcre 14 ebook
Acre 14 ebook
AMEOPOEMA Editora
 
Clementina deusdete
Clementina deusdeteClementina deusdete
Clementina deusdete
Kellona Christina
 
30 Poemas De Amor Slide
30 Poemas De Amor Slide30 Poemas De Amor Slide
30 Poemas De Amor Slide
Hugo Pereira
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
Marlene Cunhada
 
Introdução texto poético
Introdução texto poéticoIntrodução texto poético
Introdução texto poético
armindaalmeida
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesias
klauddia
 
A poesia - Definições e Característicass
A poesia - Definições e CaracterísticassA poesia - Definições e Característicass
A poesia - Definições e Característicass
Augusto Costa
 
Linguagem poética e versificação
Linguagem poética e versificaçãoLinguagem poética e versificação
Linguagem poética e versificação
Roberta Savana
 
Chuva de Poemas 1.pdf
Chuva de Poemas 1.pdfChuva de Poemas 1.pdf
Chuva de Poemas 1.pdf
VitorRibeiro261164
 

Semelhante a Metrificação e escansão (20)

Gênero lírico - Profª Vivian Trombini
Gênero lírico - Profª Vivian TrombiniGênero lírico - Profª Vivian Trombini
Gênero lírico - Profª Vivian Trombini
 
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptxLITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
LITERATURA - 1º ANO - VERSIFICAÇÃO E ESCANSÃO.pptx
 
Explicação sobre texto poético para Fundamental
Explicação sobre texto poético para FundamentalExplicação sobre texto poético para Fundamental
Explicação sobre texto poético para Fundamental
 
Versificação.ppt
Versificação.pptVersificação.ppt
Versificação.ppt
 
Versificação.pptx
Versificação.pptxVersificação.pptx
Versificação.pptx
 
Nota iii escansão poemas
Nota iii escansão poemasNota iii escansão poemas
Nota iii escansão poemas
 
Teoria da literatura II
Teoria da literatura IITeoria da literatura II
Teoria da literatura II
 
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do BrasilSHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
SHOW BRASIL.pptx show baseado nas regiões do Brasil
 
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
Versos e seus recursos musicais (1º ano do Ensino Médio)
 
Apresentação e noções básicas de poesia
Apresentação e noções básicas de poesiaApresentação e noções básicas de poesia
Apresentação e noções básicas de poesia
 
Poema _ aula sobre poema.docx
Poema _ aula sobre poema.docxPoema _ aula sobre poema.docx
Poema _ aula sobre poema.docx
 
Acre 14 ebook
Acre 14 ebookAcre 14 ebook
Acre 14 ebook
 
Clementina deusdete
Clementina deusdeteClementina deusdete
Clementina deusdete
 
30 Poemas De Amor Slide
30 Poemas De Amor Slide30 Poemas De Amor Slide
30 Poemas De Amor Slide
 
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
GÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptxGÊNERO      TEXTUAL     -     POEMA.pptx
GÊNERO TEXTUAL - POEMA.pptx
 
Introdução texto poético
Introdução texto poéticoIntrodução texto poético
Introdução texto poético
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesias
 
A poesia - Definições e Característicass
A poesia - Definições e CaracterísticassA poesia - Definições e Característicass
A poesia - Definições e Característicass
 
Linguagem poética e versificação
Linguagem poética e versificaçãoLinguagem poética e versificação
Linguagem poética e versificação
 
Chuva de Poemas 1.pdf
Chuva de Poemas 1.pdfChuva de Poemas 1.pdf
Chuva de Poemas 1.pdf
 

Mais de Flavio Maia Custodio

Roteiro de peregrinação
Roteiro de peregrinaçãoRoteiro de peregrinação
Roteiro de peregrinação
Flavio Maia Custodio
 
Guimarães rosa
Guimarães rosaGuimarães rosa
Guimarães rosa
Flavio Maia Custodio
 
O alienista
O alienistaO alienista
Machado de assis obras
Machado de assis   obrasMachado de assis   obras
Machado de assis obras
Flavio Maia Custodio
 
Auto da barca do inferno
Auto da barca do infernoAuto da barca do inferno
Auto da barca do inferno
Flavio Maia Custodio
 
Estudo da obra - Auto da Barca do Inferno
Estudo da obra - Auto da Barca do InfernoEstudo da obra - Auto da Barca do Inferno
Estudo da obra - Auto da Barca do Inferno
Flavio Maia Custodio
 
Realismo
RealismoRealismo
Eça de Queiroz
Eça de QueirozEça de Queiroz
Eça de Queiroz
Flavio Maia Custodio
 
Realismo no Brasil
Realismo no BrasilRealismo no Brasil
Realismo no Brasil
Flavio Maia Custodio
 
Gêneros e elementos literários
Gêneros e elementos literáriosGêneros e elementos literários
Gêneros e elementos literários
Flavio Maia Custodio
 
Introdução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaIntrodução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literatura
Flavio Maia Custodio
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
Flavio Maia Custodio
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
Flavio Maia Custodio
 

Mais de Flavio Maia Custodio (13)

Roteiro de peregrinação
Roteiro de peregrinaçãoRoteiro de peregrinação
Roteiro de peregrinação
 
Guimarães rosa
Guimarães rosaGuimarães rosa
Guimarães rosa
 
O alienista
O alienistaO alienista
O alienista
 
Machado de assis obras
Machado de assis   obrasMachado de assis   obras
Machado de assis obras
 
Auto da barca do inferno
Auto da barca do infernoAuto da barca do inferno
Auto da barca do inferno
 
Estudo da obra - Auto da Barca do Inferno
Estudo da obra - Auto da Barca do InfernoEstudo da obra - Auto da Barca do Inferno
Estudo da obra - Auto da Barca do Inferno
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Eça de Queiroz
Eça de QueirozEça de Queiroz
Eça de Queiroz
 
Realismo no Brasil
Realismo no BrasilRealismo no Brasil
Realismo no Brasil
 
Gêneros e elementos literários
Gêneros e elementos literáriosGêneros e elementos literários
Gêneros e elementos literários
 
Introdução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaIntrodução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literatura
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 

Último

Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
Manuais Formação
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
MatheusSousa716350
 
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptxRoteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
pamellaaraujo10
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
MarceloMonteiro213738
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
SILVIAREGINANAZARECA
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
JoeteCarvalho
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
vinibolado86
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Pedro Luis Moraes
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
DECIOMAURINARAMOS
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Simone399395
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
silvamelosilva300
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
sjcelsorocha
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
DouglasMoraes54
 
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
Eró Cunha
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
Manuais Formação
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 

Último (20)

Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptxSlides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
Slides Lição 12, CPAD, A Bendita Esperança, A Marca do Cristão, 2Tr24.pptx
 
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdfUFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
UFCD_4667_Preparação e confeção de molhos e fundos de cozinha_índice.pdf
 
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
cidadas 5° ano - ensino fundamental 2 ..
 
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptxRoteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
1_10_06_2024_Criança e Cultura Escrita, Ana Maria de Oliveira Galvão.pdf
 
slides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentarslides de Didática 2.pdf para apresentar
slides de Didática 2.pdf para apresentar
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024Slide de biologia aula2  2 bimestre no ano de 2024
Slide de biologia aula2 2 bimestre no ano de 2024
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdfAula Contrato Individual de Trabalho .pdf
Aula Contrato Individual de Trabalho .pdf
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
 
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdfO Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
O Mito da Caverna de Platão_ Uma Jornada em Busca da Verdade.pdf
 
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
Gênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9ºGênero Textual sobre Crônicas,  8º e  9º
Gênero Textual sobre Crônicas, 8º e 9º
 
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
O Profeta Jeremias - A Biografia de Jeremias.pptx4
 
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...REGULAMENTO  DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
REGULAMENTO DO CONCURSO DESENHOS AFRO/2024 - 14ª edição - CEIRI /UREI (ficha...
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 

Metrificação e escansão

  • 2.  Antiguidade Clássica: poesias eram acompanhadas por instrumentos musicais (lira)  O ritmo está presente na poesia e, para que possamos percebê-lo, faz-se necessário conhecer os recursos utilizados pelos poetas.  MÉTRICA: DETERMINAR O NÚMERO PRECISO DE SÍLABAS POÉTICAS.
  • 3.
  • 4.  Escandir um verso significa contar as sílabas poética que ele contém  ATENÇÃO: ◦SÍLABA POÉTICA É DIFERENTE DE SÍLABA GRAMATICAL
  • 5. I-Juca Pirama Meu canto de morte Guerreiros, ouvi: Sou filho das selvas, Nas selvas cresci; Guerreiros, descendo Da tribo tupi Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci: Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.
  • 6.  Vamos dividir os versos em sílabas gramaticais Meu/can/to/de/mor/te  6 sílabas Ger/rei/ros/ou/vi  5 sílabas Sou/fi/lho/da/sel/va  6 sílabas Lembre-se: Na escansão não levamos em consideração as sílabas gramaticais
  • 7.  1ª. Regra: ◦ Para saber as sílabas poéticas, conta-se até a última sílaba tônica do verso 1º 2º 3º 4º 5º 6º Meu can- to de MOR Te Guer- rei ros ou- VI Sou fi- lho das SEL- vas
  • 8. 1º 2º 3º 4º 5º 6º Meu can- to de MOR Te Guer- rei ros ou- VI Sou fi- lho das SEL- vas
  • 9.  2ª. Regra ◦ A contração de vogais, que ocorre quando uma vogal é absorvida por outra, é denominada sinalefa 1º 2º 3º 4º 5º 6º Da tri- bo pu- jan- te Que a go ra an da er ran- te Por fa- do in cons- tan- te
  • 10.  A SINALEFA acontece somente quando a vogal seguinte é átona  Exemplo: ◦ Eu era seu guia ◦ Eu/e/ra/seu/gui/a
  • 11.  Na poesia, as sílabas são contadas de acordo com a SONORIDADE. Para contarmos as sílabas poéticas devemos saber que: ◦ Ditongos possuem valor de uma única sílaba poética. ◦ Se há duas palavras aproximadas por VOGAIS (a primeira terminando em vogal e a segunda iniciando em vogal), as sílabas dessas duas vogais são contadas em apenas uma sílaba. ◦ As sílabas poéticas que estão após a última sílaba tônica do verso não são contadas.
  • 12. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º Mi- nha ter- ra tem pal- mei- ras On de can- ta o sa- bi- á As a- ves que a- qui gor- gei- am Não gor- gei- am co- mo lá
  • 13.
  • 14. Número de Versos Designação 2 Dístico 3 Terceto 4 Quadra ou quarteto 5 Pentassílabos ou Redondilha menor 6 Sextilha 7 Heptassílabos ou Redondilha maior 8 Oitava 9 Nona ou eneassílabos 10 Decassílabo ou décima ou heroico ou sáfico 12 Dodecassílabo ou alexandrino
  • 15. Lira IV Tomás Antônio Gonzaga Marília, teus olhos São réus, e culpados, Que sofra, e que beije Os ferros pesados De injusto Senhor. Marília, escuta Um triste Pastor. Mal vi o teu rosto, O sangue gelou-se, A língua prendeu-se, Tremi, e mudou-se Das faces a cor. Marília, escuta Um triste Pastor.
  • 16. 1º 2º 3º 4º 5º 6º Ma- rí- lia teus o- lhos São ré- us, e cul- pa- dos Que so- fra e que bei- je Os fer- ros pe- sa- dos De in- jus- to se- nhor
  • 17. O Canto do Guerreiro Gonçalves Dias Aqui na floresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que estimem a vida Sem guerra e lidar. - Ouvi-me, Guerreiros. - Ouvi meu cantar.
  • 18. 1 2 3 4 5 A / qui / na / flo / res / ta 1 2 3 4 5 Dos / ven / tos / ba / ti / da, 1 2 3 4 5 Fa / ça / nhas / de / bra / vos 1 2 3 4 5 Não / ge / ram / es / cra / vos, 1 2 3 4 5 Que es / ti / mem / a / vi / da 1 2 3 4 5 Sem / gue / rra e / li / dar. 1 2 3 4 5 - Ou / vi / -me, / Gue / rrei / ros. 1 2 3 4 5 - Ou / vi / meu / can / tar.
  • 19. Lira II Tomás Antônio Gonzaga Pintam, Marília, os Poetas A um menino vendado, Com uma aljava de setas, Arco empunhado na mão; Ligeiras asas nos ombros, O tenro corpo despido, E de Amor, ou de Cupido São os nomes, que lhe dão.
  • 20. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º Pin- tam, Ma- rí- lia, os po- e tas A um me- ni- no vem da do Com u- ma al já va de se tas Ar- co em pu nha do na mão Li- gei- ras a- sas nos om- bros O ter- no cor- po des- pi- do E de a- mor ou de cu- pi- do São os no- mês que lhe dão
  • 21. VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA Fernando Pessoa Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada
  • 22. 1 2 3 4 5 6 7 Vou / -me em / bo / ra / pra / Pa / sár / ga / da 1 2 3 4 5 6 7 Lá / sou / a / mi / go / do / rei 1 2 3 4 5 6 7 Lá / te / nho a / mu / lher / que eu / que / ro 1 2 3 4 5 6 7 Na / ca / ma / que es / co / lhe / rei 1 2 3 4 5 6 7 Vou / -me em / bo / ra / pra / Pa / sár / ga / da
  • 23. Soneto da Fidelidade De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.
  • 24. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º De tu- do ao meu a- mor se- rei a ten- to An- tes e com tal ze- lo e sem- pre e tan to Que mes- mo em fa- ce do mai- or en- can to De- le se en- can- te mais meu pen- sa- men- to E as- sim quan - do mais tar- de me pro- cu- re Que m sa- be a mor- te an- gús- tia de quem vi- ve Que m sa- be a so- li dão fim de quem a- ma
  • 25. As Pombas Raimundo Correia Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada...
  • 26. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Vai / -se a / pri / mei / ra / pom / ba / des / per / ta / da... 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Vai / -se ou / tra / mais... / mais / ou / tra... en / fim / de / ze / nas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 De/ pom / bas / vão / -se / dos / pom / bais, / a / pe / nas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Raia / san / guí/ ne / a e / fres /ca a / ma / dru / ga / da...

Notas do Editor

  1. Conforme já falamos, até mais ou menos o século XV, a poesia era acompanhada por instrumentos musicais, geralmente a lira. As poesias eram quase que canções recitadas A poesia, com isso, tinha ritmo e musicalidade
  2. Oberve que
  3. Oberve que além da última sílaba ser tônica, a segunda sílaba poética também é tônica Sílabas tônica e sílabas átonas
  4. O ERA IMPEDE A JUNÇÃO DE VOGAIS ERA
  5. Iremos trabalhar apenas três classificações As redondilhas e o Decassílabo
  6. Explorar as reações físicas do pastor diante da mulher amada, as quais se assemelham às apresentadas no pema de Safor e a possível intertextualidad entre os poemas
  7. Um dos versos mais comuns em língua português é o verso de dez sílabas, chamnado de decassílabo. Grande parte dos sonetos – poemas compostos de duas estrofes de quatro versos e duas de três é uma das formas poéticas mais desafiadoras para qualquer poeta – é principalmente construído com versos decassílabos.