Mídia e Dispositivos Móveis
Quando a tecnologia habilita os
consumidores a terem o que querem,
  como querem, e por menos, eles
     inevitavelmente o farão.
Um modelo de negócios



•  Venda de conteúdo e papel para leitores




•  Venda de leitores para anunciantes
Este modelo funcionou muito bem

•  Baseado em escassez
•  Barreiras à entrada altas: o conteúdo era
   caro de se produzir e distribuir
•  Plataforma fechada: o papel
•  Controle do publisher sobre a experiência
   do leitor
•  Menor número de canais competindo por
   atenção
A nova realidade digital
•  A transformação do conteúdo em digital
   está sempre acompanhada do
   “unbundling” do conteúdo.



•  Jornais e revistas foram “desempacotados”-
   por que pagar por tudo quando posso ler
   apenas os artigos que me interessam online
   e gratuitamente?
Mudanças no modelo de negócios

•  Abertura: a web é necessariamente aberta
•  Fim da escassez com a redução das
   barreiras à entrada – o conteúdo agora é
   barato p/se produzir e distribuir
•  Divisão da atenção: o volume de conteúdo
   aumenta de modo exponencial
•  Aumento da competição com um maior
   número de canais
•  Fim do controle sobre a audiência
Como se basear em um modelo
construído sobre a escassez quando
       não há mais escassez
Não há limites à entrega de conteúdo
   no meio digital, que eliminou a
possibilidade de gerar receitas com a
             distribuição
A perda de controle sobre a
distribuição é como perder a estrada:
 não há mais como cobrar pedágio.
O jornal impresso passou de fonte
 prioritária de informação a mais
   um coadjuvante do universo
    ‘’real time’’ da informação.
Constatações
•  Os leitores não pagarão para acessar
   notícias online
•  De fato, o modelo baseado em assinatura
   só existiu no meio impresso
•  As pessoas pagavam em contrapartida ao
   custo de produção e entrega de um
   produto completo
•  E é este exato motivo que justifica a
   expectativa com relação aos dispositivos
   móveis
RESET
Dispositivos móveis são uma nova
  plataforma – digital – onde a
 cobrança pelo uso – leitura – é
              possível
Novo velho mundo
•  Velho
•  Plataforma fechada – rede e device
•  Controle sobre a experiência – iPad representa
   a essência do controle (iAd intensifica)
•  Novo
•  Custos marginais de distribuição = zero
•  Maior conhecimento sobre a audiência
•  Experiência interativa capaz de agregar valor
O futuro do conteúdo está nos
aplicativos e canais verticais de
          distribuição
A maioria dos aplicativos são, de fato,
 sites sem URL. Ou livros empacotados
como aplicativos. Isto é conteúdo que
   está abandonando a web para se
  tornar um aplicativo “monetizável”.
Estamos nos movendo para um
modelo de “a melhor tela disponível”,
 onde os consumidores assistirão ao
que quiserem, quando quiserem, em
 qualquer tela que esteja disponível
         naquele instante.
Pesquisa realizada pelo ABC informa
      que 80% dos consumidores
  entrevistados disseram que iriam
  utilizar cada vez mais dispositivos
   móveis como fonte primária de
  notícias, nos próximos três anos.
Pagar por conteúdo no celular X online

•  Facilidade e              •  Mecanismos de
   segurança de                 pagamento
   pagamentos                   fragmentados e
•  Valores menores e            inseguros
   pontuais
•  Dificuldade de        X   •  Mais caros e
                                complexos
   conseguir conteúdo        •  Facilidade de acesso
   pirata                       a conteúdos
•  “Lojas” de conteúdo          alternativos
   facilitam a               •  Inexistência de um
   descoberta                   marketplace
•  Personalização               simplificado
No Brasil é diferente?
Quando comparamos com países desenvolvidos percebemos que o hábito
de pagar por um jornal no Brasil ainda está em outro estágio evolutivo.



       JAPÃO:
       População: 130 milhões de habitantes
       Média de jornais vendidos por dia: 68,4 milhões

       INGLATERRA
       População: 50 milhões de habitantes
       Média de jornais vendidos por dia: 15,5 milhões

       BRASIL
       População: 180 milhões de habitantes
       Média de jornais vendidos por dia (IVC): 4,35 milhões
Transição ou salto?


•  4,35 milhões de leitores

•  8 milhões de celulares 3G

•  20 milhões de smartphones (TGI)
Modelos de negócio

•  Assinatura

•  Publicidade

•  Micropagamentos

•  Freemium

•  Upselling

•  Serviços
Modelos de conteúdo


•  Extensão do canal – mobilizar o conteúdo
   (presença)

•  Réplica: reprodução da revista (auditoria
   de conteúdo)

•  Criação de produtos: enriquecendo a
   experiência móvel (entretenimento,
   utilidade)
Alguns exemplos
GQ – iPHONE/iPAD
Réplica: US$ 2,99

12.000 cópias/mês

Revista:

•  240.000 cópias
•  700.000 assinantes
HACHETTE
Produtos: FREE

TOP APPS
Extensão: FREE – 3M downloads/75M impressões
                                               NEW YORK TIMES

iPhone
iPad : Editor’s Choice
Blackberry
Palm

TOP APPS

Mudança para modelo pago em 2011
Extensão: Freemium (3 histórias/30 dias)
                                           FINANCIAL TIMES

iPhone
Blackberry
Extensão: Pago (£2,39 - anual)
                                    The Guardian

iPhone

70.000 downloads no primeiro mês
Expectativa de receita/ano: US$2M
Serviços: FREE
                                      NME

iPhone

Compra de músicas a partir da rádio
WALL STREET JOURNAL
Extensão: Free + Pago

iPhone: FREE
iPad: assinatura - $3,99/semana
PAGO X FREE

•  Downloads

•  25% X 75%

•  Receita

•  88% X 12%
Como agir?
Premissas
•  Dispositivos móveis são, por definição, onipresentes

•  Todas as formas de consumo de mídia migrarão para
   dispositivos móveis – especialmente iPad e tablets

•  A transferência do investimento em mídia se dá do meio
   impresso p/o meio digital

•  Ainda não há o formato ideal de publicidade móvel

•  A publicidade virá acompanhada da ação, habilitada por
   meios de pagamento móvel

•  Não há retorno ao formato de consumo de mídia
   “empacotado” – a audiência aprendeu com a internet a
   consumir de modo fragmentado, pessoal e dinâmico

•  Ainda estamos no começo – ainda há espaço p/o erro
Pontos de ação

•  Mobile web X apps não é uma escolha –
   são modelos diferentes

•  Reinvente ou reestruture o conteúdo

•  Crie novos produtos baseados em seu
   conteúdo

•  Esteja alinhado com desenvolvedores e
   agências
Qual é o melhor modelo?
?
Interatividade




Customização                    Relevância
Olhando apenas um pouco mais longe
Tendências

•  Redes sociais como porta de entrada e
   locus do conteúdo, dificultando a
   descoberta
•  Hiperlocalismo
•  Splinternet: maior controle sobre a internet
   pelos grandes players
•  Paywalls
•  Redução da escala de empresas de mídia
terence.reis@redemobi.com.br

Mídia e mobilidade

  • 1.
  • 2.
    Quando a tecnologiahabilita os consumidores a terem o que querem, como querem, e por menos, eles inevitavelmente o farão.
  • 3.
    Um modelo denegócios •  Venda de conteúdo e papel para leitores •  Venda de leitores para anunciantes
  • 4.
    Este modelo funcionoumuito bem •  Baseado em escassez •  Barreiras à entrada altas: o conteúdo era caro de se produzir e distribuir •  Plataforma fechada: o papel •  Controle do publisher sobre a experiência do leitor •  Menor número de canais competindo por atenção
  • 5.
  • 6.
    •  A transformaçãodo conteúdo em digital está sempre acompanhada do “unbundling” do conteúdo. •  Jornais e revistas foram “desempacotados”- por que pagar por tudo quando posso ler apenas os artigos que me interessam online e gratuitamente?
  • 7.
    Mudanças no modelode negócios •  Abertura: a web é necessariamente aberta •  Fim da escassez com a redução das barreiras à entrada – o conteúdo agora é barato p/se produzir e distribuir •  Divisão da atenção: o volume de conteúdo aumenta de modo exponencial •  Aumento da competição com um maior número de canais •  Fim do controle sobre a audiência
  • 8.
    Como se basearem um modelo construído sobre a escassez quando não há mais escassez
  • 9.
    Não há limitesà entrega de conteúdo no meio digital, que eliminou a possibilidade de gerar receitas com a distribuição
  • 10.
    A perda decontrole sobre a distribuição é como perder a estrada: não há mais como cobrar pedágio.
  • 11.
    O jornal impressopassou de fonte prioritária de informação a mais um coadjuvante do universo ‘’real time’’ da informação.
  • 12.
    Constatações •  Os leitoresnão pagarão para acessar notícias online •  De fato, o modelo baseado em assinatura só existiu no meio impresso •  As pessoas pagavam em contrapartida ao custo de produção e entrega de um produto completo •  E é este exato motivo que justifica a expectativa com relação aos dispositivos móveis
  • 13.
  • 14.
    Dispositivos móveis sãouma nova plataforma – digital – onde a cobrança pelo uso – leitura – é possível
  • 15.
    Novo velho mundo • Velho •  Plataforma fechada – rede e device •  Controle sobre a experiência – iPad representa a essência do controle (iAd intensifica) •  Novo •  Custos marginais de distribuição = zero •  Maior conhecimento sobre a audiência •  Experiência interativa capaz de agregar valor
  • 16.
    O futuro doconteúdo está nos aplicativos e canais verticais de distribuição
  • 17.
    A maioria dosaplicativos são, de fato, sites sem URL. Ou livros empacotados como aplicativos. Isto é conteúdo que está abandonando a web para se tornar um aplicativo “monetizável”.
  • 18.
    Estamos nos movendopara um modelo de “a melhor tela disponível”, onde os consumidores assistirão ao que quiserem, quando quiserem, em qualquer tela que esteja disponível naquele instante.
  • 19.
    Pesquisa realizada peloABC informa que 80% dos consumidores entrevistados disseram que iriam utilizar cada vez mais dispositivos móveis como fonte primária de notícias, nos próximos três anos.
  • 20.
    Pagar por conteúdono celular X online •  Facilidade e •  Mecanismos de segurança de pagamento pagamentos fragmentados e •  Valores menores e inseguros pontuais •  Dificuldade de X •  Mais caros e complexos conseguir conteúdo •  Facilidade de acesso pirata a conteúdos •  “Lojas” de conteúdo alternativos facilitam a •  Inexistência de um descoberta marketplace •  Personalização simplificado
  • 21.
    No Brasil édiferente? Quando comparamos com países desenvolvidos percebemos que o hábito de pagar por um jornal no Brasil ainda está em outro estágio evolutivo. JAPÃO: População: 130 milhões de habitantes Média de jornais vendidos por dia: 68,4 milhões INGLATERRA População: 50 milhões de habitantes Média de jornais vendidos por dia: 15,5 milhões BRASIL População: 180 milhões de habitantes Média de jornais vendidos por dia (IVC): 4,35 milhões
  • 22.
    Transição ou salto? • 4,35 milhões de leitores •  8 milhões de celulares 3G •  20 milhões de smartphones (TGI)
  • 23.
    Modelos de negócio • Assinatura •  Publicidade •  Micropagamentos •  Freemium •  Upselling •  Serviços
  • 24.
    Modelos de conteúdo • Extensão do canal – mobilizar o conteúdo (presença) •  Réplica: reprodução da revista (auditoria de conteúdo) •  Criação de produtos: enriquecendo a experiência móvel (entretenimento, utilidade)
  • 25.
  • 26.
    GQ – iPHONE/iPAD Réplica:US$ 2,99 12.000 cópias/mês Revista: •  240.000 cópias •  700.000 assinantes
  • 27.
  • 28.
    Extensão: FREE –3M downloads/75M impressões NEW YORK TIMES iPhone iPad : Editor’s Choice Blackberry Palm TOP APPS Mudança para modelo pago em 2011
  • 29.
    Extensão: Freemium (3histórias/30 dias) FINANCIAL TIMES iPhone Blackberry
  • 30.
    Extensão: Pago (£2,39- anual) The Guardian iPhone 70.000 downloads no primeiro mês Expectativa de receita/ano: US$2M
  • 31.
    Serviços: FREE NME iPhone Compra de músicas a partir da rádio
  • 32.
    WALL STREET JOURNAL Extensão:Free + Pago iPhone: FREE iPad: assinatura - $3,99/semana
  • 33.
    PAGO X FREE • Downloads •  25% X 75% •  Receita •  88% X 12%
  • 34.
  • 35.
    Premissas •  Dispositivos móveissão, por definição, onipresentes •  Todas as formas de consumo de mídia migrarão para dispositivos móveis – especialmente iPad e tablets •  A transferência do investimento em mídia se dá do meio impresso p/o meio digital •  Ainda não há o formato ideal de publicidade móvel •  A publicidade virá acompanhada da ação, habilitada por meios de pagamento móvel •  Não há retorno ao formato de consumo de mídia “empacotado” – a audiência aprendeu com a internet a consumir de modo fragmentado, pessoal e dinâmico •  Ainda estamos no começo – ainda há espaço p/o erro
  • 36.
    Pontos de ação • Mobile web X apps não é uma escolha – são modelos diferentes •  Reinvente ou reestruture o conteúdo •  Crie novos produtos baseados em seu conteúdo •  Esteja alinhado com desenvolvedores e agências
  • 37.
    Qual é omelhor modelo?
  • 38.
  • 39.
  • 40.
    Olhando apenas umpouco mais longe
  • 41.
    Tendências •  Redes sociaiscomo porta de entrada e locus do conteúdo, dificultando a descoberta •  Hiperlocalismo •  Splinternet: maior controle sobre a internet pelos grandes players •  Paywalls •  Redução da escala de empresas de mídia
  • 42.