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Manual de Processamento
                 Técnico




                                 Adrian Parra CARNEIRO
                                 Florindo PEIXOTO NETO




FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO

FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

                     SÃO PAULO

                        2011
Adrian Parra CARNEIRO

      Florindo PEIXOTO NETO




MANUAL DE PROCESSAMENTO TÉCNICO



                Trabalho final da Disciplina de Biblioteca
                Laboratório objetivando requisitos parciais para
                conclusão da mesma, pela Faculdade de
                Biblioteconomia e Ciência da Informação – FaBCI,
                da Fundação Escola de Sociologia e Política de
                São Paulo – FESPSP.
                Professora: Adriana Maria de Souza




           SÃO PAULO
              2011
Agradecimentos


Primeiramente, agradecemos ao fato de que a página de agradecimentos não é
avaliada.
Agradecemos à página de agradecimentos por ter nos permitido completar 70
páginas neste trabalho.
Agradecemos aos colegas de classe que também se mataram para fazer este
trabalho.
Agradecemos um ao outro por termos feito este trabalho de forma que cada um ficou
com a parte que gosta.
Agradecemos ao povo chato que, por ficar falando feito matracas na biblioteca, nos
davam uma boa desculpa para por o fone de ouvido e escutar Heavy Metal.
Agradecemos aos grandes autores que escreveram uma infinidade de páginas que
tivemos de ler feito malucos para poder desenvolver este trabalho.
Agradecemos também às cadeiras confortáveis, sem as quais teríamos ficado com
ainda mais dor nas costas que o normal e as paredes geladinhas em que nos
encostávamos para dormir depois de ter comido até passar mal.
Agradecemos às nossas colunas que não quebraram mesmo quando carregávamos
7 quilos de peso nas mochilas.
Agradecemos ao João e ao Zé, do barzinho, por nos alimentar nas horas do almoço
e dos muitos cafés.
Agradecemos ao nosso bom senso, que nos impediu de colocar todas as piadinhas
que queríamos ter colocado ao longo do trabalho.
Agradecemos à professora Adriana que no último ano fofocou bastante com a gente
nas horas vagas (e algumas horas de trabalho também).
Agradecemos de antemão a nota dez que iremos tirar neste trabalho. 
Eu, Adrian, não agradeço à professora Adriana por ter me dado nota menor do que
eu merecia nas provas do ano passado, na primeira por ela ter dito que errei uma
pergunta mesmo quando expliquei o motivo de pensar de forma diferente dela e na
segunda porque eu não coloquei no exercício aquilo que não foi pedido.
E, para finalizar, gostaríamos de agradecer a todas às pessoas que, de forma direta
ou indireta, nos ajudaram a fazer este trabalho. Obrigado, obrigado, obrigado...
Lista de figuras



Figura 1 - Árvore de Porfírio ........................................................................... 15
Figura 2 - Capa e contracapa ......................................................................... 43
Figura 3 - Orelha da capa e página de rosto .................................................. 43
Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa ................................... 44
Figura 5 - Capa e contra-capa ........................................................................ 48
Figura 6 - Página de rosto .............................................................................. 48
Figura 7 - Outras preliminares ........................................................................ 49
Figura 8 - Capa e contra-capa ........................................................................ 53
Figura 9 - Página de rosto e outras preliminares ............................................ 53
Figura 10 - Capa e contra-capa ...................................................................... 58
Figura 11 - Página de rosto ............................................................................ 58
Figura 12 – Capa ............................................................................................ 62
Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda............................................... 62
Figura 14 - Outras preliminares ...................................................................... 63




                                           Lista de Tabelas




Tabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico ............................. 28
Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades ................ 29
Tabela 3 - Tags livro 1 .................................................................................... 47
Tabela 4 - Tags livro 2 .................................................................................... 52
Tabela 5 - Tags livro 3 .................................................................................... 57
Tabela 6 - Tags livro 4 .................................................................................... 61
Tabela 7 - Tags livro 5 .................................................................................... 66
Sumário




1    Introdução ................................................................................................... 6

    1.1    Objetivo ................................................................................................ 6

    1.2    Metodologia .......................................................................................... 6

2    Desenvolvimento de Coleções.................................................................... 8

    2.1    Política de Desenvolvimento de Coleções ........................................... 8

    2.2    Estudo de Comunidade e Usuário ........................................................ 8

    2.3    Seleção de Materiais de Informação .................................................. 10

    2.4    Aquisição de Materiais de Informação................................................ 11

    2.5    Desbaste ............................................................................................ 12

3    Breve história da Catalogação e ferramentas ........................................... 14

    3.1    O CBU ................................................................................................ 14

    3.2    AACR2r e MARC 21 ........................................................................... 14

    3.3    Sistemas de Classificação.................................................................. 15

      3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey .............................................. 16

      3.3.2 A Classificação Decimal Universal ............................................... 18

4    Prática de Catalogação ............................................................................. 20

    4.1    Representação Descritiva .................................................................. 20

      4.1.1 Leitura técnica .............................................................................. 20

      4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico .............................................. 21

      4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso........................................... 25

      4.1.4 Ficha Catalográfica ...................................................................... 26

      4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC ........................... 27

    4.2    Representação Temática ................................................................... 30

      4.2.1 Leitura Técnica ............................................................................. 30

      4.2.2 Indexação ..................................................................................... 31
4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas............................. 32

    4.3    Tratamento Técnico............................................................................ 36

      4.3.1 Localização .................................................................................. 36

      4.3.2 Tratamento Físico ........................................................................ 39

5    Disseminação da informação e marketing ................................................ 40

6    Exemplos de catalogação ......................................................................... 42

    6.1    Item 1 ................................................................................................. 43

    6.2    Item 2 ................................................................................................. 48

    6.3    Item 3 ................................................................................................. 53

    6.4    Item 4 ................................................................................................. 58

    6.5    Item 5 ................................................................................................. 62

7    Considerações Finais ............................................................................... 67

Referências..................................................................................................... 68

Anexos ............................................................................................................ 69

    Anexo 1 – Designação Geral do Material – Lista 2 ..................................... 69
6



1   Introdução




      A Catalogação é um dos pilares da Biblioteconomia, nela estão contidos
vários aspectos diferentes que, portanto, são estudados separadamente. Ela pode
ser dividida em duas grandes áreas: representação descritiva e representação
temática. Ambas têm crescido muito nos últimos tempos, a primeira com a criação
de normas e formatos utilizados para facilitar a troca de dados entre unidades de
informação; a segunda, com a criação de vocabulários controlados, tesauros e
outras técnicas de indexação, que têm por objetivo classificar e representar o
conteúdo dos materiais bibliográficos.

      Contudo, a catalogação não é a única atividade em uma unidade de
informação. Tudo começa com o entendimento de o que é a sua unidade de
informação e quem é seu usuário. Para, a partir disso, selecionar o melhor material
para atender as necessidades de seu público, desenvolvendo a coleção e
trabalhando o material de forma que possa ser recuperado.




      1.1     Objetivo




      O objetivo deste manual é criar um método, para que seja possível a
padronização da rotina de trabalho na unidade de informação. Além de colocar em
prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.




      1.2     Metodologia




      A metodologia utilizada para este trabalho foi a de explicar e orientar as
atividades em uma biblioteca geral, sem determinar uma tipologia de biblioteca
específica.
7



      Para isso, foi feito um breve resumo do histórico e de como utilizar as
ferramentas necessárias para a catalogação e preparo físico de materiais
informacionais. Finalmente, para exemplificar, foi feito o tratamento de cinco livros.
8



2   Desenvolvimento de Coleções




      2.1   Política de Desenvolvimento de Coleções




      A política de desenvolvimento de coleções é a diretriz usada pelos
funcionários para a tomada de decisão em todas as áreas que afetam diretamente a
coleção. Esta norma é importante para que o caminho trilhado pela biblioteca não se
torne difuso a ponto de não se saber onde se quer chegar. Há muito já foi superada
a visão de que uma biblioteca deve conter, ou pelo menos tentar guardar, todo o
conhecimento humano. Com a generalizada falta de recursos nas mais diversas
tipologias de bibliotecas, os bibliotecários responsáveis pelas unidades de
informação devem procurar dar um sentido para seu acervo e servir como uma
ponte entre o usuário e o universo informacional a sua volta, seja em sua biblioteca,
ou outras através dos serviços prestados por elas,como disse Vergueiro (1989).
Para isso ser possível é muito importante que estas regras e diretrizes sejam
escritas e firmadas pelos responsáveis.

      Quando se diz: dar um sentido ao acervo significa que é necessário encontrar
a aptidão da biblioteca, tratando-se de uma biblioteca especializada, a área
intelectual do acervo já está bem definida.Entretanto, quando se trata de uma
biblioteca pública a dificuldade aumenta. Mesmo assim, não é possível ter tudo em
uma biblioteca e seleções devem ser feitas, mas a partir do momento em que se faz
um estudo de comunidade e usuário pode-se tomar decisões mais assertivas.




      2.2   Estudo de Comunidade e Usuário




      Para o desenvolvimento de coleções ser elaborado de maneira consistente e
suprir as necessidades informacionais de sua comunidade, deve ser feito um estudo
de comunidade e usuário.Sabendo-se a tipologia da unidade de informação o estudo
9



deve mostrar o perfil de usuário ao qual a unidade vai servir. Com isso, a coleção
pode ser planejada e o perfil dos funcionários, que virão a trabalhar nela, melhor
definidos.

      Esta etapa é importante para estabelecer prioridades na hora da aquisição e
no descarte de materiais, pois não se deve basear estes processos apenas na
vontade do bibliotecário responsável e sim nas necessidades do usuário, e o perfil
do funcionário não deve ir de encontro com as necessidades intrínsecas ao cargo
exercido no âmbito verificado.

      Segundo Vergueiro (1989, p. 29):
                             Para a biblioteca pública, comunidade são todas as pessoas que
                     residem na jurisdição política servida por ela; para a biblioteca escolar, são
                     todos os alunos matriculados na instituição e, também, os professores a
                     atendê-los; para a biblioteca universitária, são os corpos docentes e
                     discente e, eventualmente, também os funcionários; para a biblioteca
                     especializada, é a companhia, a instituição comercial, a fundação ou
                     empresa que criou.

      Cada uma dessas bibliotecas tem suas características e demanda atenção
em maior ou em menor grau nos itens a serem estudados para a obtenção do perfil
da comunidade, mas em todas elas, segundo Vergueiro (1989), deve-se obter dados
relativos às seguintes áreas:

   a) História: dados de criação e crescimento que podem dar uma idéia geral do
       ponto em que a comunidade está.
   b) Demográficas: dados sociais da comunidade como idade, sexo, taxa de
       natalidade e mortalidade, nacionalidade, caráter urbano, etc.
   c) Geográficas: crescimento, barreiras naturais, distribuição da população,
       acesso a biblioteca.
   d) Educativas:    grau     de   analfabetismo,      nível    de    instrução,     instituições
       educacionais, número de estudantes matriculados,, cursos de férias,
       iniciativas educacionais ligadas a grupos com interesses variados, etc.
   e) Sócio-econômica: atividades econômicas, índices de desemprego, atividades
       econômicas, serviços públicos de saúde e assistência, associações e lideres
       da comunidade.
   f) Transporte: existência de transportes públicos, horários, preços, fatores
       geográficos, etc.
10



   g) Culturais e informacionais: dados relativos a expressões culturais, eventos,
      características da comunidade, periódicos que tem mais acesso, outras
      unidades de informação para possíveis compartilhamentos de recursos, etc.
   h) Políticas e legais: questões ligadas a autoridades às quais a biblioteca está
      ligada ou subordinada, partidos políticos ligados a biblioteca, etc.

      Tendo estes dados em mãos, a elaboração de questionários para pesquisa de
usuário se torna mais fácil e direcionada, pode-se também incluir questões voltados
para as necessidades da comunidade com o intuito de criar ações culturais.




      2.3   Seleção de Materiais de Informação




      Ao selecionar um material de informação o bibliotecário deve lembrar-se de
que o está fazendo para a comunidade e não para ele, tendo esta premissa em
mente ao fazer a seleção dos materiais de informação o profissional já está
resolvendo metade dos problemas que envolvem esta etapa.

      Selecionar significa escolher, optar e excluir, dentro de uma unidade de
informação quer dizer que ao fazer a seleção dos materiais que entrarão para o
acervo está também escolhendo, muitas vezes, os que não entrarão, para esta
decisão ser tomada da melhor maneira possível o bibliotecário deve estar ciente das
necessidades de seu público leitor, do objetivo do acervo, dos melhores
fornecedores, da qualidade dos materiais, da verba destinada e principalmente das
diretrizes de seleção.

      As diretrizes de seleção devem ser criadas a partir do consenso dos diretores
da unidade de informação, seus funcionários e membros da comunidade
devidamente representados numa comissão de seleção e devem ser formalizadas
em um documento.

      Essa prática evita que a preferência do bibliotecário prevaleça sobre a real
necessidade da biblioteca, evita também que censuras de parte da comunidade se
sobreponham aos desejos informacionais da maioria.
11



         Para uma boa seleção é importante, como já foi dito, conhecer os
fornecedores e os materiais fornecido por ele, para se aprofundar nesta área pode-
se fazer uso de catálogos de editores, folhetos, resenhas das mais diversas fontes,
bibliografias, listas de livros recomendados e etc.

         Assim, com a lista de materiais selecionados, pode-se partir para a etapa da
aquisição de materiais de informação.




         2.4   Aquisição de Materiais de Informação




         A aquisição de materiais de informação é a consolidação da fase de seleção,
para que esta etapa seja realizada rapidamente, ela deve ser considerada como
uma atividade administrativa e não necessitar de grandes comoções para ser
realizada (Vergueiro, 1989).

         Há três maneiras de se adquirir os materiais de informação, são eles: compra
permuta e doação. Destas a compra exige mais tempo e desgaste por parte do
profissional que as demais.Principalmente porque o bibliotecário é considerado
responsável pelos gastos na aquisição de materiais para a biblioteca e qualquer
gasto desnecessário pode se transformar em processos administrativos (Andrade,
1996).

   a) Compra: para a realização da compra deve-se escolher o fornecedor e a
         qualidade do item.Neste momento, não adianta optar por comprar um material
         barato, de péssima qualidade, que vai acabar tendo uma vida útil pequena e
         logo deverá ser substituído.
   b) Permuta: é uma prática que se faz muito útil para a grande maioria das
         bibliotecas, através dela pode-se adquirir itens esgotados e de difícil acessoe
         também se desfazer de duplicatas indesejadas e otimizar o acervo.
   c) Doações: a política de recebimento de doações deve ser muito bem definida
         e, também, entendida pelo doador para evitar transtornos.Embora digam que
         “em cavalo dado não se olha os dentes”, no caso das doações, isto deve ser
12



      feito.Não se pode aceitar de tudo, pois isso foge do objetivo do acervo,
      resultando em obras fora de contexto, ocupando lugar nas prateleiras.

      Isso mostra que a atividade de aquisição é muito importante para a biblioteca
e a maneira que ela é realizada pode maximizar seus recursos ou desperdiçá-lo.




      2.5   Desbaste




      Como disse Vergueiro, em 1989, pode-se equiparar uma biblioteca a uma
árvore, ambas devem ser regularmente desbastadas para poderem alcançar seu
maior esplendor sem que alguns de seus ramos cresçam fora do conjunto. Em uma
árvore isso é fácil de ser feito, basta uma tesoura de poda ou, em troncos maiores,
usa-se uma serra, mas quais são as ferramentas usadas para ser feito semelhante
trabalho em uma biblioteca? Como perceber qual ramo está crescendo fora dos
planos?

      Encontrar o ramo descontrolado talvez seja a parte mais complicada em uma
biblioteca, quando os bibliotecários são formados para conservar os materiais de
informação. Isso faz com que muitos profissionais se apeguem a itens que poderiam
ceder seu lugar na coleção a outros mais indicados. Estes profissionais se negam a
entender que, assim como as pessoas, os materiais de informação têm vida útil e ela
acaba mais cedo ou mais tarde.

      A vida útil de um material de informação não depende unicamente de seu
estado físico, mas também da validade da própria informação contida nele. Na era
digital, quando terabytes de informações são geradas e transmitidas em
nanosegundos, algumas informaçõestêm vida útil muito pequena. Isso não significa
que os bibliotecários devem queimar suas bibliotecas toda semana e recheá-las
depois com novas informações, mesmo porque o desbaste não é apenas o descarte
dos materiais, embora ele também faça parte.A partir do momento em que as
ferramentas e rotinas demonstrarem que um material está perdendo sua utilidade no
acervo ele deve ser observado, colocado em quarentena fora da coleção principal
13



para ser avaliado quanto sua serventia para o público e a partir disso, decidir seu
destino.

      Uma vez comprovada sua “morte” como informação, seu descarte deve ser
realizado sem maiores pesares, porém se seu valor como informação for provado
deve-se mantê-lo na coleção, seja o mesmo item ou outro da mesma obra caso
possível e necessário.
14



3     Breve história da Catalogação e ferramentas




        3.1   O CBU




        CBU é uma sigla usada para Controle Bibliográfico Universal, um ideal que
teve suas origens durante a idade média, que é produzir um registro bibliográfico de
todos os materiais informacionais produzidos no mundo, segundo Campelo (2006, p.
2).

                               O conceito de Controle Bibliográfico Universal (CBU) foi formalizado
                      com a criação, em 1974, do International Office for UBC [Universal
                      Bibliográphic Control] da Federação Internacional de Associações e
                      Instituições Bibliotecárias (IFLA), que teve origem na Reunião Internacional
                      de Especialistas em Catalogação, ocorrida em 1969.

        Para atingir este ideal todos os países que abraçaram este ideal tiveram que
adotar um sistema único de catalogação, para as informações poderem ser trocadas
sem que houvesse discrepância nos dados.

        Neste ínterim as atenções foram voltadas para uma maneira de se catalogar
as obras que formariam o catálogo do CBU. Desde 1831, Antony Panizzi trabalhava
em suas 91 regras de catalogação, que serviram de base para os estudiosos da
área.Assim, surgiram várias regras e uma delas era o ISBD apresentado no RIEC
(Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação)por Michael Gorman, esse
conjunto de regras foram adotadas por todas as normas subseqüentes, inclusive o
AACR2r (Código de Catalogação Anglo-americano) adotado então pela maioria dos
países que abraçaram o ideal do CBU e o Brasil está entre eles.




        3.2   AACR2r e MARC 21




        O AACR2r é um código de catalogação usado mundialmente, nele está
descrito todas as regras adotadas e imprescindíveis para se fazer a representação
descritiva dos item a serem incluídos no catalogo de qualquer unidade de
informação.
15



       O MARC21 é a versão eletrônica do AACR2r, foi desenvolvido para aproveitar
a tecnologia, que vinha crescendo, nas bibliotecas e centros de documentação,
como o formato do AACR2r havia sido criado para ser reconhecido por máquina, a
adequação aconteceu sem muitos problemas.

       Hoje em dia, no Brasil, usa-se o AACR2r e o MARC 21 na grande maioria das
bibliotecas do país e, graças a isso, tanto o ensino da biblioteconomia como os
catálogos das bibliotecas estão consistentes.




       3.3   Sistemas de Classificação




       O ato de classificar é algo natural do ser humano. Desde o momento em que
consegue distinguir semelhanças e diferenças, o homem cria grupos, em que se o
ser/objeto tem características similares é inserido, caso contrário está fora.

       Esse é o pensamento lógico funcionando, os primeiros sistemas de
classificação utilizavam a lógica para montar uma hierarquia, como por exemplo: a
árvore de Porfírio.




                                   Figura 1 - Árvore de Porfírio
16



      De acordo com Pombo (2002), os sistemas de classificação se baseiam nos
anteriores, ou seja, os sistemas de classificação mais recentes têm características
comuns aos seus antecessores, enquanto uma mudança é feita para justificar a
criação do novo sistema.

      Os sistemas de classificação consistem em uma linguagem documentária
onde os assuntos dos materiais informacionais (livros, CDs, DVDs, periódicos,
diapositivos, mapas, normas, etc.) são divididos de acordo com suas especificidades
e agrupados levando em conta suas semelhanças, os mais utilizados atualmente
são organizados de maneira lógica e hierárquica, são usados para, junto da notação
de autor, montar o número de chamada que indicam a localização dos materiais no
acervo, fazendo com que os itens de assuntos e tipologias semelhantes fiquem
agrupados.

      Os sistemas de classificação mais usados hoje em dia são: Classificação
Decimal de Dewey, Classificação Decimal Universal e Classificação Facetada de
Ranganathan.Entretanto, há bibliotecas e unidades de informações que utilizam
seus próprios sistemas de classificação.

      Nesse manual falaremos da CDD, Classificação Decimal de Dewey e da
CDU, Classificação Decimal Universal. A CDD é o sistema de classificação que
introduziu o sistema decimal e como seus antecessores é lógica e hierárquica.
Como a CDU derivou da CDD, ela também é lógica, hierárquica e decimal, mas
começou a introduzir a visão facetada de classificação. Esta visão foi melhorada
com o sistema de classificação de Ranganathan.




             3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey




                   3.3.1.1 Melvil Dewey




      Não se pode falar sobre a CDD sem falar sobre o seu criador, Melvil Dewey.
Melville Kossuth Dewey nasceu em 1851, com a finalidade de economizar em todas
17



as áreas de sua vida, ele diminuiu seu nome para Melvil, deixou de usar o nome do
meio e chegou até a diminuir o sobrenome para Dui. Ele criou a CDD com 21 anos,
quando trabalhava como assistente em uma biblioteca (GUARIDO, 2008).

       Numa época em que o sistema de localização fixa 1 imperava, Dewey
começou a questionar por que não classificar os livros definitivamente? Por que não
fazer algo que sirva em todas as bibliotecas? Após refletir muito sobre o assunto
Dewey conseguiu uma solução: utilizar os símbolos mais simples conhecidos, os
números arábicos, de forma decimal para classificar todo o conhecimento humano
(GUARIDO, 2008).

       Os números passaram a representar assuntos e não a localização ordinal dos
livros, o que fez surgir a localização relativa. Ou seja, os livros passaram a ser
organizados pelo assunto e não pelo número de tombo. O que possibilitava que um
livro saísse de seu lugar na prateleira sem modificar a posição dos outros. O que
permite um grande avanço para os serviços de biblioteca: o empréstimo. No dia 8 de
maio de 1873, Dewey obteve a aprovação de seu plano e pode aplicá-lo na
biblioteca de Amherst College, sua criação deu início a uma nova era à
Biblioteconomia e hoje ele é considerado o pai da Biblioteconomia Moderna
(GUARIDO, 2008).




                       3.3.1.2 Atualização da CDD




       O desenvolvimento da CDD é feito pelo Comitê Editorial, na Biblioteca do
Congresso, em Washington, desde 1923. O Comitê é responsável por analisar como
os especialistas fazem a notação e, se for pertinente, a nova notação é incorporada
ao sistema. A CDD tem duas edições a completa (22ª edição) e a abreviada (18ª
edição), sendo a última recomendada para acervos de até 20.000 volumes e pouco
utilizada.




       1
          Entende-se por Sistema de Localização Fixa aquele em que os itens são guardados com
lugares fixos na prateleira, logo se uma coleção mudasse de prédio todos os livros deveriam ser
reclassificados. Pois estão diretamente ligados a prateleira e o local em que ela está posicionada.
18



       De acordo com Guarido (2008), a CDD é atualizada através de edições e
correções publicadas em Dewey Decimal Classification: Additions, Notes and
Decisions. Em 1996, a 21ª edição estava disponível em versão DOS, chamada
Eletronic Dewey. Nesta versão, era possível fazer buscas por palavras ou frases,
números ou termos do índice e por busca booleana. Também estavam disponíveis
cinco cabeçalhos de assuntos com exemplos de como usar e quais eram mais
utilizados.




              3.3.2 A Classificação Decimal Universal




                   3.3.2.1 Paul Otlet




       De acordo com a CDU (2007), no final do século XIX e início do século XX
Paul Otlet sentiu a necessidade de um sistema de classificação e foi quando ele
encontrou a CDD, que estava em sua quinta edição. Então, ele escreveu a Melvil
Dewey pedindo para traduzir a CCD para o francês e, após receber a aprovação e
começar a traduzir, ele ficou impressionado com o sistema e sua possibilidade de
expansão por ser um sistema decimal.

       Com isso, percebeu que a notação poderia ir além de dar lugar ao livro na
estante, mas também poderia expressar de maneira mais específica seu conteúdo.
Logo, o projeto que começou com uma tradução, acabou se tornando algo mais: a
criação de um novo sistema.




                   3.3.2.2 Atualização da CDU




       Desde 1992, o responsável pela atualização da CDU é o UDC Consortium,
que teve como primeira prioridade a criação de um banco de dados com 60.000
19



termos. A CDU tem vários tipos de edição, em que o tipo de edição recomendado
para a biblioteca depende do tamanho de seu acervo.

      A edição padrão em língua portuguesa conta com cerca de 60.000 termos e a
edição completa tem cerca de 220.000 termos. Desde agosto de 1949, correções e
atualizações têm sido publicadas através de Extensions and Corrections to the UDC,
o que acontece, hoje em dia, anualmente.
20



4   Prática de Catalogação




         4.1   Representação Descritiva




         Também chamada de descrição bibliográfica, a representação descritiva é a
parte responsável pela caracterização física de um recurso bibliográfico. Seu
objetivo é extrair do item todas as informações de interesse para o usuário. A
representação descritiva reproduz quase todas as informações na forma como se
encontram. Seguindo a norma internacionalmente acordada (MEY, SILVEIRA,
2009).

         Para fins de trabalho, divide-se a representação descritiva em partes que
serão estudadas separadamente: leitura técnica, descrição do recurso bibliográfico e
determinação dos pontos de acesso.




                4.1.1 Leitura técnica




         A leitura técnica consiste em analisar o item a ser catalogado, para se retirar
as informações necessárias para uso na representação. Para isso, são utilizadas
normas que ditam quais partes do item devem ser preferencialmente consultadas.
Estas são chamadas fontes principais de informação e devem ser examinadas
cuidadosamente (MEY, SILVEIRA, 2009).

         Para monografias impressas a fonte principal de informação é a página de
rosto, é dela que devemos retirar as informações mais importantes para a
representação descritiva. Outras informações podem ser retiradas de outras partes
do item ou até mesmo de fontes externas, desde que obedeçam as normas
vigentes. A partir desde momento, toda vez que for citada a fonte principal de
informação entenda-se por página de rosto.
21



      Ao fazer a leitura técnica de livros, deve-se folhear o item, procurando por
título, subtítulo, responsabilidade pelo conteúdo intelectual da obra, edição e outras
informações (melhor discutido mais abaixo).

      Concluída esta fase, inicia-se a descrição do recurso bibliográfico.




             4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico




      No Brasil, para padronizar a catalogação, é utilizado o Código de Catalogação
Anglo-americano, segunda edição revisada de 2004 (AACR2r). O que o torna a base
para a representação descritiva.

      De acordo com o AACR2r, a representação descritiva é dividida em oito
áreas, cada uma com sua fonte de informação prescrita. Fonte de informação
prescrita é a parte do documento em que se pode procurar pela informação
desejada. Quando a informação é encontrada em outro lugar que não a fonte de
informação prescrita deve-se utilizar colchetes “[ ]”. Sempre que uma informação
estiver contida na fonte principal de informação, esta deverá ser incluída na
representação descritiva.

      As oito áreas para a descrição bibliográfica são: área 1, título e indicação de
responsabilidade; área 2, edição; área 3, não utilizada para livros; área 4,
publicação, distribuição, etc.; área 5, descrição física; área 6, série; área 7, notas;
área 8, número normalizado e modalidades de aquisição.

      A área 1: Título e Indicação de Responsabilidade tem como fonte prescrita a
fonte principal de informação. Nela estão contidos: título principal, designação geral
do material, títulos equivalentes, outras informações sobre o título e indicação de
responsabilidade.

      Título principal é o nome principal de um item, o nome pelo qual é conhecido.
O título principal é aquele que aparece em destaque tipográfico na fonte principal de
informação e deve ser transcrito exatamente como se encontra.
22



      Designação Geral de Material (DGM)é o termo de uma lista usado para
descrever qual o tipo de material que está sendo catalogado. O AACR2r prevê duas
listas. Em nossa biblioteca utilizamos a Lista 2 (vide anexo 1). A DGM deve ser
escrita em letras minúsculas entre colchetes.

      Título equivalente é o título que também aparece em destaque tipográfico
igual ao do título principal, normalmente em outra língua ou com o termo “ou’
separando-o do título principal. Deve ser transcrito igual a como aparece na fonte
principal de informação antecedido de =. O título equivalente, quando em outra
língua, não deve ser confundido com o título original que aparece em outras
preliminares.

      Outras informações sobre o título devem ser transcritas como aparecem na
fonte principal de informaçãoe precedidas de :.

      A indicação de responsabilidade é a atribuição de quem é o responsável
intelectual por uma obra. Entre eles: autor, tradutor, editor, ilustrador. O primeiro que
deve ser citado é o autor e depois os outros tipos de responsabilidade,separados por
; e precedidos pelo tipo de responsabilidade, do modo que aparecem na fonte
principal de informação. Por exemplo: J. K. Rowling ; tradução de Lia Wiler. Sempre
que uma área de indicação de responsabilidade iniciar deve ser precedida por /.

      Quando duas ou três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo de
responsabilidade todos devem ser incluídos na descrição, sendo separados por ,.
Quando mais de três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo de
responsabilidade somente o primeiro ou o que tiver destaque deve ser incluído na
descrição e sucedido por [et al.].

      A área 2: Edição tem como fonte prescrita a fonte principal de informação e
outras preliminares e colofão. Outras preliminares são as páginas do livro que
precedem o texto, como o verso da página de rosto. Colofão é localizado na última
página do livro e deve conter informações sobre impressão e edição.

      Quando não aparecer na fonte principal de informação não é obrigatório que
esta área seja usada. A edição deve ser transcrita de forma abreviada como no
exemplo: segunda edição revisada – 2. ed. rev. Para uma lista de abreviaturas
consulte o apêndice B do AACR2r.
23



       A área 3 não é utilizada para livros.

       A área 4: Publicação, distribuição, etc. tem como fonte prescrita o mesmo que
a área 2. Nela deve-se colocar a cidade em que o livro foi publicado, a casa
publicadora e o ano em que foi publicado. Quando não for possível determinar o
local de publicação deve-se usar a expressão [S. l.], quando não for possível
determinar a casa publicadora, utiliza-se a expressão [S. n.]. As palavras editora e
livraria podem ser omitidas na descrição. Entre a cidade e a casa publicadora deve-
se colocar :. Entre a casa publicadora e a data deve-se incluir ,. Exemplos: São
Paulo : Record, 2000. [S.l.] : Folhas ao Vento, 1980. Rio de Janeiro : [S. n.], 1995.
[S.l. : S. n], 1985.

       A data de publicação é uma das informações mais importantes para o registro
bibliográfico. Se a data de publicação não aparecer e houver data de copirraite
acrescente a letra c. Se não houver data de publicação, ou copirraite, ou de
fabricação, deve-se incluir uma data aproximada. Quando a data certa for
conhecida, coloque-a entre colchetes, [1980]. Quando não se conhecer a data
correta, mas acreditar-se que uma determinada data é a provável, use ponto de
interrogação, [1980?]. Quando estiver em dúvida sobre um período menor que 20
anos use [entre 1980 e 1990]. Para data aproximada [ca. 1980]. Para década certa e
provável: [197-] e [197-?] respectivamente. Semelhante para século: [19--] e [19--?].

       A área 5: Descrição física tem como fonte prescrita todo o documento. Ela
não é essencial. Entretanto, recomenda-se que sejam indicadas a extensão e a
dimensão. Nesta área também são incluídas informações como ilustrações e
materiais adicionais. O material só é considerado ilustrado quando pelo menos 50%
de seu conteúdo forem ilustrações ou quando constar na fonte principal de
informação. A indicação de ilustração é precedida de :. A dimensão deve ser medida
de acordo com o tamanho das páginas e para obras de capa dura, deve ser
considerado o tamanho da capa. Quando a medida não for um número inteiro,
arredonde para cima. Deve-se indicar somente a altura do item em cm, entretanto,
quando a largura for menor do que metade da altura ou maior do que a altura deve-
se indicar altura e largura, além disso, quando a altura for menor do que 9 cm, deve-
se indicar a altura em milímetros.
24



      A área 6: Série tem como fonte prescrita todo o item, nela incluí-se o título da
série, subsérie, ISSN da série, volume do item na série e na subsérie, quando
presentes. A área da série é indicada entre parênteses.

      A área 7: Notas tem como fonte prescrita qualquer fonte, nela deve-se incluir
qualquer informação que seja considerada necessária para o usuário.

      A área 8: Número normalizado e formas de aquisição, tem como fonte
prescrita qualquer fonte, nela deve-se incluir o ISBN do livro e, se necessário, o
modo de aquisição.

      O AACR2r prevê três níveis de descrição bibliográfica. Em nossa biblioteca
utilizamos o nível 2. Em que temos:

      Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações sobre o título /
Primeira indicação de responsabilidade ; outras indicações de responsabilidade. –
Edição / primeira indicação de responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugar
de publicação : primeira casa publicadora, data de publicação.

      Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal de
série / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeração
dentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro da
subsérie).

      Notas.

      Número normalizado.

      Ao término de uma área deve-se colocar ponto final, ao iniciar uma área na
mesma linha deve-se colocar travessão. As áreas 5 e 7 podem ser iniciadas, sem
travessão, na linha de baixo ou permanecer na mesma linha. A área 8 deve iniciar
em outro parágrafo.

      A pontuação é extremamente importante e deve sempre ter espaçamento
antes e depois, com exceção da vírgula e ponto final que tem espaçamento apenas
depois e dos parênteses e colchetes que não têm espaçamento entre eles e o texto
dentro dos mesmos.
25



               4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso




      Pontos de acesso são as formas que o usuário terá para encontrar os itens no
catálogo. Os pontos de acesso são divididos em ponto de acesso principal e pontos
de acesso secundários.

      O ponto de acesso principal é determinado pelas informações que aparecem
na fonte principal de informação. Em bibliotecas que utilizam fichas catalográficas, o
ponto de acesso principal será o cabeçalho principal da ficha matriz. Os pontos de
acesso secundários ficam abaixo da representação descritiva e são chamados de
pista. A parte da pista referente a assuntos é numerada por algarismos arábicos e a
parte da pista referente a outras informações são numeradas por algarismos
romanos.

      Para cada uma das pistas, uma nova ficha catalográfica é gerada, com um
dos pontos de acesso secundários as encabeçando. Tornando assim possível a
recuperação pelos mesmos.

      Com exceção de assunto que será tratado posteriormente, as informações
que podem se tornar cabeçalhos são: pessoas ou entidades, título e série.

      Para poder dizer qual das informações será o ponto de acesso principal deve-
se analisar o item e descobrir que tipo de responsabilidade de autoria o item possui.
Pode-se dividir o tipo de autoria em: a) obras de autoria de uma única pessoa ou
entidade; b) obrasde responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas ou
entidades; c) obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoas
ou entidades; e d) obras de responsabilidade mista.

      Para obras de autoria única:

      O cabeçalho principal será o nome do autor. Título e série serão entradas
secundárias.

      Para obras de responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas:
26



      O autor que estiver em destaque ou o que aparecer primeiro na fonte principal
de informação será a entrada principal. Os outros autores, título e série deverão
aparecer como pontos de acesso secundários.

      Para obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoas ou
entidades exercendo a mesma função:

      Quando um dos autores tiver destaque ou for mencionado como autor
principal, o ponto de acesso principal será em nome dele. Caso não exista menção
de quem é o autor principal, a entrada principal deve ser feita pelo título. Este caso
também é conhecido como responsabilidade difusa. Os pontos de acesso
secundários serão o primeiro autor citado na fonte principal de informação e série,
quando houver.

      Para obras de responsabilidade mista:

      Obras de responsabilidade mista são aquelas em que duas ou mais pessoas
desempenharam diferentes papéis. Como, por exemplo: autor, tradutor, ilustrador e
adaptador. Por existirem vários tipos de responsabilidade, cada uma tem uma regra
específica (vide volume 2 do AACR2r).

      Para saber como representar corretamente os nomes e maiores informações
consulte o AACR2r.




             4.1.4 Ficha Catalográfica




      O resultado final da combinação da representação descritiva e determinação
dos pontos de acesso, juntamente com a indexação e localização do item é a ficha
catalográfica.

      A ficha catalográfica possui um cabeçalho principal (o ponto de acesso
principal), a representação descritiva abaixo do cabeçalho, a pista e os dados de
localização. A ficha catalográfica deve ter dimensões de 12,5 cm x 7,5 cm. Segue
modelo de ficha catalográfica, como ainda não foram estudados os dados de
localização, eles serão representados por DADO LOC.
27



      Note que a primeira linha da descritiva começa abaixo da quarta letra do
cabeçalho principal e que todos os outros parágrafos seguem a mesma tabulação.

          DADO     Ponto de acesso principal
          LOC.     Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações
                  sobre o título / Primeira indicação de responsabilidade ; outras
                  indicações de responsabilidade. – Edição / primeira indicação de
                  responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugar de publicação
                  : primeira casa publicadora, data de publicação.
                   Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título
                  principal de série / indicação de responsabilidade relativa à série,
                  ISSN da série ; numeração dentro da série. Título da subsérie,
                  ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie).

                  Notas.
                  Número normalizado.

                     1. Assunto(s). I. Pessoas. II. Título. III. Série.




             4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC




      Existem vários formatos MARC, por exemplo: MARC21, UNIMARC. Em nossa
biblioteca utilizamos o MARC 21 e é dele que iremos tratar neste manual.

      O MARC 21 é a representação em formato eletrônico do AACR2r. O que
significa que para saber usar o formato MARC é necessário conhecer as regras do
AACR2r.

                              Os formatos MARC21 são padrões amplamente usados para a
                     representação e exportação de dados bibliográficos, de autoridade,
                     classificação, informação de comunidade e dados de coleção, em formato
                     legível por máquina. Eles se constituem numa família de 5 formatos
                     coordenados: formato MARC21 para dados bibliográficos; formato MARC21
                     para dados de autoridade; formato MARC21 para dados de coleção;
                     formato MARC21 para dados de classificação; formato MARC21 para
                     informação comunitária (FERREIRA, 2002, p. 15).
      Entretanto, apenas os formatos bibliográfico e autoridades são utilizados.
Ressalta-se que o formato MARC 21 é um formato e não um software, ou seja, ele
é um tipo de linguagem e não um aplicativo.
28



       O formato MARC 21 possui etiquetas que também são chamadas de tags.
Cada etiqueta equivale a um campo que deve ser preenchido de acordo com o
AACR2r, os campos são subdivididos em subcampos e para diferenciá-los utiliza-se
um sinal, em nosso software usamos o $, e uma letra correspondente pré-
estabelecida no formato.

       Para o formato bibliográfico existem etiquetas que são paralelas, como as
etiquetas 1XX, 6XX e 7XX. Estas etiquetas representam respectivamente entrada
principal, assunto e entradas secundárias. O seu final representa conteúdos
semelhantes. Por exemplo: 100, entrada principal de pessoa; 600, pessoa como
assunto; e 700 entrada secundária de pessoa.

       O formato bibliográfico de autoridades permite que seja criada uma base de
dados em que se pode colocar o nome escolhido como padrão para pessoas,
entidades, entre outros. Facilitando a padronização na hora de se escolher os
pontos de acesso, pois, se já tiverem sido usados anteriormente, já foram
escolhidos.

       As tags do registro MARC 21 devem ser exibidas sempre em ordem
crescente. Utilizando-se aquelas que se aplicam ao item.




                      4.1.5.1 Breve descrição das tags – MARC 21 bibliográfico




       Abaixo estão as tags mais utilizadas do formato MARC 21. Para maiores
informações sobre o formato MARC 21 consulte os livros de Margarida M. Ferreira
(vide referência).

       Tabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico

    TAG                                   CONTEÚDO
    000                                   Campo líder
    008                                   Campo fixo
    020                                     ISBN
    040                                   Campo fixo
    041                                   Campo fixo
    044                                   Campo fixo
29



    080                                   CDU
    082                                   CDD
    09X                         Número de chamada local
    100                     Entrada principal - nome pessoal
    110                    Entrada principal - nome corporativo
    111                    Entrada principal - nome de evento
    130                     Entrada principal - título uniforme
    245                     Área 1 - representação descritiva
    250                     Área 2 - representação descritiva
    260                     Área 4 - representação descritiva
    300                     Área 5 - representação descritiva
    490                    Série (não gera entrada secundária)
    5XX                                   Notas
    6XX                                 Assuntos
    7XX                           Entradas secundárias
    830                        Entrada secundária de série
    956                         Número de tombo/registro


      Em nossa biblioteca utilizamos as Tags 092 para a tabela PHA e 093 para a
tabela Cutter.




                     4.1.5.2 Breve descrição das tags – MARC 21 autoridades




      No MARC 21 autoridades o paralelismo continua, pode-se ver nas tags 1XX,
4XX e 5XX. Abaixo estão as mais utilizadas

      Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades

   TAGS                                    Conteúdo
    100                          Entrada principal – pessoa
    110                        Entrada principal – corporativo
    111                           Entrada principal – evento
    130                      Entrada principal – título uniforme
    4XX                                 Remissivas ver
    5XX                            Remissivas ver também
    667                          Notas de interesse interno
30



     670                   Fontes de pesquisa positiva (nome)
     675                   Fontes de pesquisa negativa (nome)
     680                       Notas de interesse público




      4.2   Representação Temática




      A representação temática é em conjunto com a representação descritiva uma
das partes mais importantes para a biblioteconomia. Enquanto a representação
descritiva tem como finalidade produzir um documento que representa outro
documento, a temática tem como finalidade representar o conteúdo informacional
contido no documento. Ao contrário da representação descritiva, a temática não é
uma regra a ser seguida, pois o conhecimento humano é muito caótico para ser
inserido dentro de regras fechadas, porém, desde a Grécia antiga, os filósofos
tentam classificar o conhecimento.

      Após a Grécia antiga, outros pensadores tentaram desenvolver um sistema
de   classificação   do   conhecimento   e hoje   temos duas ferramentas bem
desenvolvidas para auxiliar na classificação e subseqüente representação do tema
informacional do documento, são elas a CDD e a CDU, há outros, mas não iremos
abordá-los neste manual.




             4.2.1 Leitura Técnica




      O processo de leitura técnica se da nas seguintes etapas: a) com o item nas
mãos lê-se o título, o subtítulo se houver, o texto da quarta capa, e as orelhas, com
isso obtém-se a idéia geral de conteúdo; b) passa-se a leitura do sumário para saber
os tópicos abordados e através do úmero de páginas o quanto fala de cada um; c)
nesta etapa “folheia-se” o item a procura de detalhes importantes como tabelas,
31



quadros, listas, gráficos e outros; d) se o tema ainda parecer obscuro deve-se ler
alguns trechos, como o prefacio, apresentações, introduções, conclusões e as
considerações finais.

       Nesta etapa alguns pontos importantes devem ser lembrados: o título muitas
vezes é ambíguo ou até mesmo da uma idéia totalmente falsa do conteúdo; em
alguns itens, principalmente livros que estão em voga, os textos de quarta capa não
passam de propagandas para enaltecer a obra; e conhecer a tipologia do texto é
muito útil para agilizar a leitura técnica.

       Com isso pretende-se que o bibliotecário saiba claramente o tema do
conteúdo intelectual do item sem, por exemplo, ter lido o livro inteiro.




              4.2.2 Indexação




       Tendo o conhecimento do tema da obra passa-se a extração de palavras
chaves, entende-se por palavra chave expressões, frases, palavras ou termos
técnicos que existam ou não na obra e que expressem o tema ou temas
desenvolvidos no conteúdo. Elas servirão para especificar melhor a idéia que o
bibliotecário tem sobre o conteúdo informacional a ser representado.

       Entretanto, deve-se procurar termos que serão alvos da busca do usuário, o
profissional da informação não pode esquecer que seu trabalho é facilitar a obtenção
da informação pelo usuário e não para mostrar o seu próprio nível intelectual de
vocabulário da língua latino-ibero-românica usada em nossa pátria: o português.

       Por não possuirmos um vocabulário controlado, é necessário atentar-se para
a correção dos termos utilizados para a indexação.
32



             4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas




      Com as palavras chaves estabelecidas passa-se a sua tradução para uma
linguagem documentária.

      A linguagem documentária é uma linguagem não natural, ou seja, ela é criada
e seu crescimento é controlado, obtendo-se assim um conjunto de termos capaz,
dentro de alguns limites, representar qualquer idéia criada. As linguagens
documentárias podem ser tanto alfabéticas, como os tesauros, quanto numéricas,
como os sistemas de classificação, podem também ser alfanuméricos.

      O termo “pré-coordenada” quer dizer que a tradução dos termos e a ligação
do item a eles, é realizada antes dele ser procurado pelo usuário. Portanto a
linguagem documentária pré-coordenada é um trabalho feito pelo bibliotecário
objetivando dentro, do possível, a facilidade do acesso a informação. Procura-se,
também, através dela gerir o desenvolvimento da coleção, pois é mais fácil analisar
uma lista de termos controlados representando o cervo que olhar item por item.




                   4.2.3.1 Classificação Decimal de Dewey




      A CDD é uma linguagem documentária pré-coordenada porque traduz
conceitos para termos controlados, que no caso são representados por algarismos
arábicos, chamados de números de classificação que dividem o conhecimento
humano em dez classes.

      O ato de classificar é natural para todas as pessoas que em seu cotidiano
separam as coisas de acordo com princípios pré-estabelecidos, como: pessoas que
são conhecidas ou desconhecidas, amigos, colegas de trabalho, colegas de escola;
ou: livros bons, ruins, lidos, não lidos e assim por diante. Ou seja, a prática de
classificar é inerente ao cotidiano das pessoas, contudo, classificar materiais de
informação foge um pouco a essa naturalidade pelos seguintes motivos: a) o
bibliotecário não pode classificar ao seu bel prazer, mas deve dar preferência às
33



escolhas do usuário; b) as classes a serem usadas estão pré-estabelecidas e suas
regras devem ser obedecidas; c) a linguagem utilizada não é uma linguagem natural.
Tendo isso em mente, passamos para o método.

       A notação pode ser definida como uma série de símbolos usados para
designar classes e subdivisões. A notação da CDD é pura, ou seja, utiliza apenas
números arábicos e um único ponto após o terceiro dígito. A intenção de Dewey era
poder mostrar a coordenação entre os assuntos e também fazer com que fosse
possível a expansão, sem quebrar os tópicos relacionados.

       A CDD é dividida em dez classes principais:

       0 - Generalidades

       1 - Filosofia

       2 - Religião

       3 - Ciências Sociais

       4 - Linguística

       5 - Ciências Naturais

       6 - Ciências Aplicadas

       7 - Artes

       8 - Literatura

       9 - História e Geografia

       Um número significa o dígito padrão para a classe principal, por exemplo: 5,
Ciências. Que podem ser expandidos acrescentando-se mais dígitos. Por exemplo:
55, Ciências da Terra; 551, Geologia, Hidrologia e Meteorologia; 551.4,
Geomorfologia e Hidrosfera; 551.41, Geomorfologia; 551.415, Desertos. A hierarquia
é formada apenas pelos dígitos, mas para comodidade foi acrescentado o ponto
entre o terceiro e quarto dígitos.

       Apesar de um único dígito representar a classe, foi estabelecido por
convenção o mínimo de três dígitos. O que fez com que as classes principais se
34



tornassem: 000, 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800 e 900 (DEWEY, 2003).
Esses três dígitos são chamados de primeiro sumário ou classes principais, segundo
e terceiro sumário.

      Para maior especificidade na notação são utilizadas tabelas auxiliares. Com
exceção das tabelas 1, subdivisão padrão, e 2, áreas geográficas, período histórico
e pessoas; as tabelas auxiliares só podem ser usadas quando na tabela principal for
recomendado (DEWEY, 2003).

      As tabelas auxiliares são:

      Tabela 1        Subdivisão padrão

      Tabela 2        Áreas geográficas, períodos históricos e pessoas

      Tabela 3        Subdivisões para Artes, Literatura Individual e Literaturas
                      Específicas.

              T3A           Subdivisão para trabalhos de ou sobre autores individuais

              T3B           Subdivisões para trabalhos de ou sobre mais de um autor

              T3C           Notação para ser acrescentada com instrução da T3B.

      Tabela 4        Subdivisões de línguas individuais e famílias de línguas

      Tabela 5        Etnia, Grupos Nacionais

      Tabela 6        Linguagem

      Para determinar a classificação do item deve-se procurar no índice por termos
que expressem o mesmo significado ou o próprio termo. Quando encontrado, deve-
se procurá-lo na tabela principal e verificar se a notação encontrada significa aquilo
que se estava procurando.

      Não há um limite de dígitos que devem ser inseridos na notação, contudo,
deve-se analisar se a extensão da notação é realmente necessária para aquele
documento, sendo permitido que algumas informações sejam omitidas na notação e
tratadas apenas na indexação.
35



                     4.2.3.2 Classificação Decimal Universal




      A CDU é um sistema de classificação lógico, hierárquico e decimal, porém,
por começar a criar um modo de classificação facetado, isto é, poder classificar um
assunto de acordo com o ponto de vista do autor. Por isso, na CDU é extremamente
importante entender o que é a forma do item, intrínseca e extrínseca. Dessa maneira
é possível classificar sem erros um livro que, por exemplo, fala de história e um item
que usa a história como forma para tratar de um outro assunto.

      Por ser facetada, a hierarquia da CDU é menos importante do que na CDD,
pois é possível colocar aquilo que o classificador considera mais importante na
frente da notação.

      As classes principais da CDU são basicamente as mesmas que as da CDD,
com exceção da classe 4 que não é utilizada na CDU. A CDU também aboliu a regra
de três dígitos, assim existem notações de um e dois dígitos.

      Outro aspecto importante da CDU é o fato de ela ter inserido símbolos para
expressar a relação entre os conceitos. Os sinais utilizados na CDU mais
comumente são: + para expressar a ideia de adição, o item trata de ciências puras e
artes, notação 5+7; / para expressar a ideia de extensão, um item classificado como
1/2 trata de tudo o que está entre a classe 1 e a classe 2; : para expressar a relação
entre os conceitos, história geral relacionada a ciências aplicadas 94:6.

      Além disso, existem as tabelas auxiliares, pode-se dizer a que um
determinado grupo de dígitos e símbolos de acordo com o seu formato. As mais
usadas são: = representa a língua em que está o documento; (0...) representa o
formato do documento; (1/9) lugar geográfico; (=...) pessoas; “...” data.

      As tabelas auxiliares dividem-se em comuns e especiais, sendo que as
comuns podem ser usadas juntamente com qualquer notação e até mesmo sozinhas
e as auxiliares só podem ser utilizadas quando a classe principal indicar. Além disso,
a notação não é limitada a apenas um ponto como na CDU, a cada três dígitos
deve-se incluir um novo ponto.
36



      A CDU não é muito utilizada nas bibliotecas brasileiras, duas possíveis
causas para isso são: a) por permitir uma maior liberdade para o classificador ela
acaba causando constrangimento para o mesmo, que tem medo de fazer algo
errado e, b) a cada nova edição algumas notações mudam e caso tenha sido usado
uma edição diferente na biblioteca, o bibliotecário não poderá utilizar a mais recente
depois, porque livros que tratam do mesmo assuntoestarão em lugares diferentes
nas prateleiras.




      4.3    Tratamento Técnico




      O tratamento técnico consiste em preparar o material para ser colocado na
estante,    possibilitando   sua   consulta   pelos   usuários,   finalizando   assim   o
processamento do material. Para isso é necessário dar ao material um número de
tombo, determinar sua localização e prepará-lo fisicamente.

      O número de tombo é a numeração daquele item no acervo, referente a sua
ordem de chegada na biblioteca. Ele permite que seja possível saber quantos itens
há na biblioteca de uma determinada tipologia, já que para cada tipologia há uma
lista de tombos diferente.




              4.3.1 Localização




      A localização de um material é determinada pela sua classificação e pela
notação de autor. Para isso, é gerada uma etiqueta em que são anotados a
classificação, a notação de autor, gerados pelas tabelas PHA e Cutter e outras
informações determinadas pela instituição.

      Em nossa biblioteca utilizamos a classificação da CDD e a tabela PHA, edição
(quando anotada na representação descritiva), volume (no caso de séries) e o
número do exemplar (a partir do segundo).
37



      Apesar de utilizarmos apenas a CDD e a tabela PHA, foi estudado a CDU e
será estudada a tabela Cutter para fins didáticos.




                    4.3.1.1 Tabela Cutter




      A tabela Cutter é utilizada para criar uma notação alfanumérica que consiste
em: a primeira letra da entrada principal do cabeçalho do autor (maiúscula), seguido
pela representação numérica encontrada na tabela para o cabeçalho do autor e pela
primeira letra do título do item, excetuando-se os artigos (minúscula, com exceção
da letra L que deve ser maiúscula para não ser confundida com a letra I).

      Por exemplo: suponha-se que Adrian Parra Carneiro escreveu um livro
chamado O porquinho Tyson e seus amigos, como seria a notação da tabela Cutter?

      Primeiro, através do AACR2r, descobre-se que, como ele escreve em
português e é brasileiro, a entrada principal é pelo seu último sobrenome, ou seja
Carneiro. Logo, o primeiro item da notação é a letra C. Agora, deve-se procurar na
tabela o conjunto de letras que mais se aproxima de Carneiro. Ao procurar na tabela,
encontra-se: Carn – 288, Carne – 289 e Carno – 291. Pensando alfabeticamente,
todas as letras que se encontram no meio de Carn e Carne estão contidas em 288,
todas que se encontram entre Carne, inclusive, e Carno, estão em 289. Portanto, o
número da notação para Carneiro é 289 porque Carneiro está entre Carne e Carno.
Finalmente, para o título O porquinho Tyson e seus amigos, utiliza-se a letra p, pois
é a primeira letra do título, excluindo o artigo o. Concluindo assim a notação, que se
torna: C289p.

      A localização na estante é feita por assuntos e dentro do assunto pela
notação de autor, ou seja, primeiro observa-se a notação da CDD ou CDU e depois
a notação da tabela Cutter ou PHA.
38



                    4.3.1.2 Tabela PHA




      A tabela PHA foi criada por Heloísa de Almeida Prado e por isso tem por título
a abreviação do nome da autora. Ela é uma adaptação da tabela Cutter para nomes
brasileiros. Pois, como a tabela Cutter é estrangeira, ela foi feita para nomes
estrangeiros. Isso fez com que nomes portugueses e brasileiros ficassem com um
número só para vários autores, gerando caos.

      A notação da tabela PHA funciona do mesmo modo que a notação da tabela
Cutter, por isso não será explicado novamente.




                    4.3.1.3 Casos específicos




      Existem nomes que são muito utilizados, como por exemplo: Smith, Stewart,
Silva e Oliveira. Esses nomes são repetidos nas tabelas acompanhados a partir da
segunda entrada por uma letra. Esta letra representa a primeira letra do prenome da
pessoa. Por exemplo: Oliveira.

      Na tabela PHA, para Oliveira é encontrado: Oliveira 45, Oliveira C. 46,
Oliveira F. 47. Isso significa que Para prenomes começados pelas letras A e B
utiliza-se o 45, para prenomes que começam com as letras C, D e E utiliza-se 46.

      Para autores com sobrenomes iguais, deve-se observar se eles escrevem
sobre o mesmo assunto. Se isso ocorrer, em nossa biblioteca, deve-se acrescentar
um dígito para a notação do autor. Por exemplo: André Oliveira e Anderson Oliveira,
ambos têm notação número 45, então se o que apareceu depois for o Anderson, seu
número será 451.

      Para obras em que o título se inicia com algarismos arábicos, deve-se colocar
a letra correspondente à primeira letra do nome do número por extenso. Exemplo: as
1001 noites, a letra utilizada será m.
39



      Para obras que tem entrada pelo título, deve-se utilizar a primeira letra do
título, com exceção dos artigos, e a notação para a palavra. Exemplo: para um livro
de autoria difusa que se chama Biblioteca Pública, utiliza-se o B (maiúsculo) e a
notação (no caso da tabela PHA) 477 (bib), formando: B477.

      Para biografias e críticas literárias deve-se utilizar o nome do biografado ou
criticado seguida de sua notação e a primeira letra do cabeçalho do autor da
biografia ou crítica. Por exemplo: Pedro Bial escreveu uma biografia sobre Roberto
Marinho, anota-se o M de Marinho, mais a notação 291 (tabela PHA, Marinho M.) e
a letra b de bial, formando: M291b. Isso possibilita que todas as biografias de uma
mesma pessoa fiquem juntas na estante. Para autobiografia não se acrescenta a
segunda letra, assim uma autobiografia será a primeira a aparecer na estante,
justificado pelo fato de que ninguém sabe mais sobre uma pessoa do que a mesma.

      Para livros que começam com a mesma letra deve-se acrescentar uma
segunda letra à notação. Exemplo: André Oliveira escreveu os livros biblioteca
Pública e Biblioteca Comunitária, a notação para os dois livros seria O45b, então
para o segundo livro a ser incluído no sistema teria notação O45bi.

      Para séries deve-se colocar somente a letra e número do autor, deixando o
espaço do título em branco. Na etiqueta acrescenta-se o número do volume na
série, assim a ordem dos livros será mantida na estante.




             4.3.2 Tratamento Físico




      O tratamento físico do material bibliográfico é a etapa final do processamento
técnico. Nesta fase é que precisamos carimbar o material para anotar número de
tombo, na página de rosto, e o modo de aquisição na última página. Depois deve-se
imprimir a etiqueta e colá-la na lombada do livro a 1.5 cm de distância da base.
40



5   Disseminação da informação e marketing




      Ao longo deste manual, foi abordado o tratamento técnico de materiais
informacionais desde sua seleção, até sua disposição nas estantes, passando por
sua representação descritiva e temática. Todo este tratamento tem como objetivo a
disseminação da informação.

      Vivemos em uma sociedade em que muitos se referem a ela como sociedade
da informação, isso porque, com as revoluções informacionais sofridas até o
momento, o homem começa a dar o devido valor a ela. Afinal, informação é
comunicação e pode-se dizer que o homem deixou de ser um animal irracional
quando começou a se comunicar de maneira sistemática e com a invenção da
escrita conseguiu forjar uma sociedade organizada. Mostrando que as revoluções
informacionais causaram tantas modificações no cotidiano das pessoas, quanto a
revolução industrial. Em 1500, com a invenção da tipografia, a quantidade de obras
publicadas que chegavam facilmente as mãos do cidadão comum começou a
aumentar freneticamente. Hoje, a informática e as redes de computadores
possibilitam ao escritor pular a etapa de buscar uma das casas publicadoras do
mercado para distribuir seu livro. Mais do que nunca, a informação se mostra
necessária e abundante na sociedade, entretanto, para ela ser usada da maneira
correta, ou até mesmo para ela ser simplesmente usada, ela deve chegar até seu
usuário. Para isso acontecer os profissionais da informação devem realizar seu
trabalho técnico, porque sem ele a disseminação da informação é prejudicada.

      Disseminar informação nada mais é que passar a informação para frente, no
contexto deste manual o termo “para frente” refere-se ao usuário da unidade da
informação que busca a informação. Informação sem uso não é nada, apenas
quando a informação é utilizada para se criar conhecimento e quando o
conhecimento é usado para produzir alguma melhoria, avanço na sociedade ou
tomada de decisão, pode-se dizer que a informação está sendo verdadeiramente
disseminada e quanto mais disseminada ela for, maiores avanços a sociedade
alcançará.
41



      Os meios de disseminação da informação tem se multiplicado de poucas
décadas até nossos dias, seguem alguns meios de disseminação da informação que
até poucos anos atrás não existiam:

          Revistas científicas
          Repositórios institucionais
          Blogs
          Twitter
          Facebook
          Youtube

      O trabalho do profissional da informação, principalmente do bibliotecário, é
um trabalho de suporte, por isso muitas vezes ele não é enxergado. Nesta área o
reconhecimento do grande público tarda a chegar. Cabendo ao bibliotecário
desempenhar sua função o melhor possível, pois como a informação em si está
cada vez mais importante, os profissionais que a tem como alvo de seu trabalho
serão reconhecidos impreterivelmente.

      Ficar querendo fazer propaganda de seu desempenho pode acabar mudando
o foco do profissional e resultar num trabalho malfeito, e isso só depõe contra a
imagem do bibliotecário, documentalista e outros profissionais da área da
informação. Se o profissional quer ser reconhecido pelo seu trabalho o que ele deve
fazer é realizá-lo de maneira correta.

      Entretanto, se o marketing for utilizado para apresentar a unidade de
informação e seus recursos, gerando maior demanda, então a questão muda.

      A missão do bibliotecário é mais que esperar pelo usuário. Para que. tanto o
profissional quanto a instituição, possam verdadeiramente desempenhar seu papel
na sociedade, ambos devem criar modos de atrair o usuário e fazer com que as
informações que guardam sejam disseminadas, para que estas colaborem para a
transformação e evolução do mundo em que vivemos. Quando os esforços
estiverem voltados para este tipo de marketing então a energia gasta não estará
sendo desperdiçada e sim contribuindo sinergicamente com o objetivo da ciência da
informação.
42



6   Exemplos de catalogação




      Neste capítulo, segue, para servir de amostra, o processamento técnico de
cinco livros. Neste processo, será indicado o passo a passo, juntamente às regras
do AACR2r para determinação dos pontos de acesso e o que foi utilizado dos outros
recursos.

      Para ficar menos intangível, antes de iniciar o processamento técnico será
incluído imagens das capas, páginas de rosto, outras preliminares, orelhas e contra
capa dos materiais a serem estudados.
43



6.1   Item 1

O primeiro livro é Como gerenciar Equipes de Robert Heller.




Figura 2 - Capa e contracapa




Figura 3 - Orelha da capa e página de rosto
44




      Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa




      O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as
informações necessárias, temos:

      Titulo: Como gerenciar equipes

      Autor: Robert Heller

      Série: Série sucesso profissional: seu guia de estratégia pessoal

      Editora: Publifolha

      Ano de copirraite: 1999

      Título original: Managing teams

      Número de páginas: 72

      Dimensões: 18 cm.

      Local de publicação: São Paulo
45



      Contém índice

      ISBN 85-7402-089-3

      A seguir é feita a descritiva em que temos:

      Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha,
c1999.

      72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal).

      Tradução de: Managing teams.

      Contém índice.

      ISBN 85-7402-089-3

      Na nota de título original é convencionado pela Biblioteca Nacional utilizar a
expressão “Tradução de:”.

      A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal
desta obra é o autor Robert Heller, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome
único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Heller, Robert. De acordo com a regra
21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar
entrada secundária para a série.

      O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:
ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-
chave: Gerenciamento de equipes e Liderança.

      Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das
tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para
saber se o conceito encontrado é o que foi procurado.

      Para CDD temos:

      Team Management: 658.402 2

      Para CDU temos:

      Gerência e administração de pessoal: 658.310.8
46



      Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter.

      PHA: 419 Heller

      Cutter: 477 Helle

      Criando sua localização, para CDD e PHA, 658.402 2 H419c; e para CDU e
Cutter, 658.310.8 H477c.

      Com isso podemos criar a ficha catalográfica:

            658.402 2     Heller, Robert.
            H419c         Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo :
                          Publifolha, c1999.
                          72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de
                          estratégia pessoal).

                          Tradução de: Managing teams.
                          Contém índice.
                          ISBN 85-7402-089-3

                              1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II.
                          Série.




            658.310.8     Heller, Robert.
            H477c         Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo :
                          Publifolha, c1999.
                          72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de
                          estratégia pessoal).

                          Tradução de: Managing teams.
                          Contém índice.
                          ISBN 85-7402-089-3

                              1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II.
                          Série.
47




        Em um último momento faremos a conversão da ficha catalográfica para o
formato MARC 21. Serão incluídas apenas as tags utilizadas para a formação da
ficha catalográfica. Os campos líder e fixos não serão utilizados.

        Tabela 3 - Tags livro 1

Tags       Conteúdo
020_ _     $a8574020893
080 _ _ 658.310.8
0820_      658.4022
092_ _     H419c
093_ _     H477c
1001_      $aHeller, Robert.
24510      $aComo gerenciar equipes $h[texto] / $cRobert Heller.
260_ _     $aSão Paulo : $bPublifolha, $cc1999.
300_ _     $a72 p. $c18 cm.
4901_      $aSérie sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal.
5058_      $aContém índice.
534_ _     $tTradução de: Managing teams.
65014      $aGerenciamento de equipes.
65014      $aLiderança.
830_0      $aSucesso profissional.
48



6.2   Item 2




O segundo livro é Consciência Operária no Brasil de Celso Frederico.




Figura 5 - Capa e contra-capa




Figura 6 - Página de rosto
49




      Figura 7 - Outras preliminares




      O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as
informações necessárias, temos:

      Titulo: Consciência operária no Brasil

      Autor: Celso Frederico

      Série: Ensaios, número 39 na série

      Editora: Ática

      Ano de produção: 1978

      Número de páginas: 144 p.

      Dimensões: 21 cm.

      Local de publicação: São Paulo
50



         Contém bibliografia

         A seguir é feita a descritiva em que temos:

         Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São Paulo : Ática,
1978.

         144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39)

         Contém bibliografia

         A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal
desta obra é o autor Celso Frederico, de acordo com a regra 21.4A. Por ter
sobrenome único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Frederico, Celso. De acordo
com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L,
deve-se criar entrada secundária para a série.

         O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:
ao analisar sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-chave:
Operários, consciência de classe, sindicalismo e São Paulo. Com isso montamos
duas pistas para utilizar na ficha: 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São
Paulo.

         Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das
tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para
saber se o conceito encontrado é o que foi procurado.

         Para CDD temos:

         Workers Social class: 305.562; e São Paulo: 098161, formando: 305.562 098
161.

         Para CDU temos:

         Questões trabalhistas de natureza geral. Teoria do trabalho. Ciência do
trabalho: 331.101; e São Paulo: 815.6

         Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter.

         PHA: 929 Fred
51



      Cutter: 852 Fred

      Criando sua localização, para CDD e PHA, 305.562098161 F929c; e para
CDU e Cutter, 331.101 (815.6) F852c

      Com isso podemos criar a ficha catalográfica:

       305.562     Frederico, Celso.
       098161      Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São
       F929c       Paulo : Ática, 1978.
                   144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39)

                   Contém bibliografia

                       1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I.
                   Título. II. Série.




       331.101     Frederico, Celso.
       (815.6)     Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São
       F852c       Paulo : Ática, 1978.
                   144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39)

                   Contém bibliografia

                       1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I.
                   Título. II. Série.
52



        E o formato MARC 21:

        Tabela 4 - Tags livro 2

Tags       Conteúdo
080 _ _ 331.101(815.6)
0820_      305.562098161
092_ _     F929c
093_ _     F852c
1001_      $aFrederico, Celso.
24510      $aConsciência operária no Brasil $h[texto] / $cCelso Frederico.
260_ _     $aSão Paulo : $bÁtica, $c1978.
300_ _     $a144 p. $c21 cm.
4901_      $aEnsaios ; $n39.
504_ _     $aContém bibliografia.
65014      $aOperários – consciência.
65014      $aSindicalismo $zSão Paulo.
830_0      $aEnsaios
53



6.3   Item 3




O terceiro livro é Os Brasileiros de Darcy Ribeiro.




Figura 8 - Capa e contra-capa




Figura 9 - Página de rosto e outras preliminares
54



      O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as
informações necessárias, temos:

      Titulo: Os brasileiros: livro 1 – teoria do Brasil (este livro pode parecer
confuso, entretanto como explicado anteriormente o título é aquele que tem maior
destaque)

      Autor: Darcy Ribeiro

      Série: Coleção perspectiva do homem, série antropologia, volume 44 c,
estudos de antropologia, 4

      Editora: Civilização Brasileira

      Ano de publicação: 1975

      Edição: segunda

      Número de páginas: 200

      Dimensões: 21 cm.

      Local de publicação: Rio de Janeiro

      Contém bibliografia

      A seguir é feita a descritiva em que temos:

      Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio
de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975.

      200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v.
44c. Estudos de antropologia da civilização, 4).

      Contém bibliografia.

      A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal
desta obra é o autor Darcy Ribeiro, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome
único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Ribeiro, Darcy. De acordo com a regra
21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar
entrada secundária para a série.
55



      O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:
ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-
chave: Antropologia, ciências sociais e Brasil.

      Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das
tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para
saber se o conceito encontrado é o que foi procurado.

      Para CDD temos:

      Antropology: 301

      Brasil: 981

      Formando: 301.0981

      Para CDU temos:

      Antropologia: 572

      Brasil: 81

      Formando: 572 (81)

      Agora procuramos por Ribeiro nas tabelas PHA e Cutter.

      PHA: 368 Ribeiro C.

      Cutter: 484 Ribe

      Criando sua localização, para CDD e PHA, 301.0981 R368b; e para CDU e
Cutter, 572 (81) R484b.

      Com isso podemos criar a ficha catalográfica:
56




301.0981   Ribeiro, Darcy.
R368b      Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro.
           – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975.
           200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série
           antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização,
           4).

           Contém bibliografia.

              1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II.
           Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de
           antropologia da civilização.




572(81)    Ribeiro, Darcy.
R484b      Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro.
           – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975.
           200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série
           antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização,
           4).

           Contém bibliografia.

              1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II.
           Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de
           antropologia da civilização.
57



        E o formato MARC 21:

        Tabela 5 - Tags livro 3

Tags       Conteúdo
080 _ _ 572(81)
0820_      301.0981
092_ _     R368b
093_ _     R484b
1001_      $aRibeiro, Darcy.
24510      $aOs brasileiros$h[texto] : $blivro 1 – teoria do Brasil /
           $cRibeiro, Darcy.
250_ _     $a2. ed.
260_ _     $aRio de Janeiro : $bCivilização Brasileira, $c1975.
300_ _     $a200 p. $c21 cm.
4901_      $aColeção perspectivas do homem. $aSérie antropologia, $v v.
           44c. $aEstudos de antropologia da civilização, $v 4.
504_ _     $aContém bibliografia.
65014      $aAntropologia $zBrasil.
65014      $aCiências Sociais.
830_0      $aPerspectivas do Homem.
830_0      $aAntropologia
830_0      $aEstudos de antropologia da civilização
58



6.4   Item 4




O quarto livro é O descobrimento do Brasil de Manuel Nunes Dias.




Figura 10 - Capa e contra-capa




Figura 11 - Página de rosto
59



       O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as
informações necessárias, temos:

       Titulo: o descobrimento do Brasil: subsídio para o estudo da integração do
Atlântico Sul.

       Autor: Manuel Nunes Dias

       Série: biblioteca pioneira de estudos brasileiros

       Editora: Pioneira editora

       Ano de copirraite: 1967

       Número de páginas: XII, 195 p. (existem páginas no começo do livro que são
numeradas com algarismos romanos, elas são contadas separadamente das outras,
com números arábicos).

       Dimensões: 21 cm.

       Local de publicação: São Paulo

       Contém bibliografia

       A seguir é feita a descritiva em que temos:

       O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo :
Pioneira, 1967.

       XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros).

       Contém bibliografia.

       A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal
desta obra é o autor Manuel Nunes Dias, de acordo com a regra 21.4A. Por ter
sobrenome composto e escrever em português o modo de escrevê-lo no cabeçalho
é: Dias, Manuel Nunes, e deve-se fazer uma remissiva ver para Nunes Dias, Manuel.
De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a
regra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série.
60



      O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:
ao analisar orelhas, sumário e até mesmo ler a introdução entende-se que o tema é
como o descobrimento do Brasil influenciou a Europa. Temos as seguintes palavras-
chave: crise européia, século 15, história européia.

      Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das
tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para
saber se o conceito encontrado é o que foi procurado.

      Para CDD temos:

      História européia, período 1453 -: 940.2

      Para CDU temos:

      História geral: 94, Europa: 4, Brasil: 81, século 15: “15”.

      Agora procuramos por Dias nas tabelas PHA e Cutter.

      PHA: 533 Dias M.

      Cutter: 541 Dias

      Criando sua localização, para CDD e PHA,                 940.2 D533d; e para CDU e
Cutter, 94”15”(4:81) D541d.

      Com isso podemos criar a ficha catalográfica:

            940.2        Dias, Manuel Nunes.
            D533d        O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São
                         Paulo : Pioneira, 1967.
                         XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos
                         brasileiros).
                         Contém bibliografia.

                             1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc. XV.
                         I. Título. II. Série.
61




                 94”15”(4:81)     Dias, Manuel Nunes.
                 D541d            O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. –
                                  São Paulo : Pioneira, 1967.
                                  XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos
                                  brasileiros).
                                  Contém bibliografia.

                                    1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc.
                                  XV. I. Título. II. Série.




        E o formato MARC 21:

        Tabela 6 - Tags livro 4

Tags       Conteúdo
020_ _     $a8574020893
080 _ _ 94”15”(4:81)
0820_      940.2
092_ _     D533d
093_ _     D541d
1001_      $aDias, Manuel Nunes
24510      $aO descobrimento do Brasil$h[texto] / $cManuel Nunes Dias.
260_ _     $aSão Paulo : $bPioneira, $c1967.
300_ _     $aXII, 195 p.. $c21 cm.
4901_      $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros
504_ _     $aContém bibliografia.
65014      $aHistória européia
65014      $aComércio Atlântico-norte
830_0      $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros.
62



      6.5   Item 5

      O livro 5 é Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa de
Claudionor dos Santos Oliveira.




      Figura 12 – Capa




      Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda
63




      Figura 14 - Outras preliminares




      O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as
informações necessárias, temos:

      Titulo: Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa: uma visão
holística do conhecimento humano.

      Autor: Claudionor dos Santos Oliveira

      Editora: Universidade Ibirapuera

      Ano: [ca. 2002] (ao analisar o item não foi encontrada data, entretanto pode-
se ver que o livro é de no mínimo 2002 pelas referências).

      Número de páginas: 132

      Dimensões: 24 cm.

      Local de publicação: São Paulo

      Contém bibliografias. (há uma bibliografia ao final de cada parte do livro)

      ISBN 85-7322-996-9
64



      Edição: segunda

      A seguir é feita a descritiva em que temos:

      Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa [texto] : uma
visão holística do conhecimento humano / Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. –
São Paulo : Universidade Ibirapuera, [ca. 2002].

      132 p. ; 24 cm.

      Contém bibliografias.

       ISBN 85-7322-996-9

      A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal
desta obra é o autor Claudionor dos Santos Oliveira, de acordo com a regra 21.4A.
Por ter sobrenome composto e se expressar em português o modo de escrevê-lo no
cabeçalho é: Oliveira, Claudionor dos Santos e fazer uma remissiva para Santos
Oliveira, Claudionor dos. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada
secundária para o título.

      O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:
ao analisar orelhas e sumário pode-se retirar as seguintes palavras-chave:
metodologia científica e história da metodologia científica.

      Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das
tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para
saber se o conceito encontrado é o que foi procurado.

      Para CDD temos:

      Scienthific methods: 001.42

      Para CDU temos:

      Metodologia. Inclusive estudo geral do método: 001.8

      Agora procuramos por Oliveira nas tabelas PHA e Cutter.

      PHA: 46 Oliveira C.
65



      Cutter: 48 Oliv

      Criando sua localização, para CDD e PHA, 001.42 O46m; e para CDU e
Cutter, 001.8 O48m.

      Com isso podemos criar a ficha catalográfica:

          001.42        Oliveira, Claudionor dos Santos.
          O46m          Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa
                        [texto] : uma visão holística do conhecimento humano /
                        Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. – São Paulo :
                        Universidade Ibirapuera, [ca. 2002].
                        132 p. ; 24 cm.

                        Contém bibliografias.
                        ISBN 85-7322-996-9

                            1.Metodologia científica. 2. Metodologia científica - história.
                        I. Título.




          001.8         Oliveira, Claudionor dos Santos.
          O48m          Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa
                        [texto] : uma visão holística do conhecimento humano /
                        Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. – São Paulo :
                        Universidade Ibirapuera, [ca. 2002].
                        132 p. ; 24 cm.

                        Contém bibliografias.
                        ISBN 85-7322-996-9

                           1. Metodologia científica. 2. Metodologia científica -
                        história. I. Título.
66



        E o formato MARC 21:

        Tabela 7 - Tags livro 5

Tags       Conteúdo
020_ _     $a8573229969
080 _ _ 001.8
0820_      001.42
092_ _     O46m
093_ _     O48m
1001_      $aOliveira, Claudionor dos Santos.
24510      $aMetodologia          científica,   planejamento   e   técnicas   de
           pesquisa$h[texto] : $buma visão holística do conhecimento
           humano / $cClaudionor dos Santos Oliveira.
250_ _     $a2. ed.
260_ _     $aSão Paulo : $bUniversidade Ibirapuera, $c[ca.2002].
300_ _     $a132 p. $c24 cm.
504_ _     $aContém bibliografias.
65014      $aMetodologia científica. $vHistória.
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  • 1. 1 Manual de Processamento Técnico Adrian Parra CARNEIRO Florindo PEIXOTO NETO FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO SÃO PAULO 2011
  • 2. Adrian Parra CARNEIRO Florindo PEIXOTO NETO MANUAL DE PROCESSAMENTO TÉCNICO Trabalho final da Disciplina de Biblioteca Laboratório objetivando requisitos parciais para conclusão da mesma, pela Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FaBCI, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. Professora: Adriana Maria de Souza SÃO PAULO 2011
  • 3. Agradecimentos Primeiramente, agradecemos ao fato de que a página de agradecimentos não é avaliada. Agradecemos à página de agradecimentos por ter nos permitido completar 70 páginas neste trabalho. Agradecemos aos colegas de classe que também se mataram para fazer este trabalho. Agradecemos um ao outro por termos feito este trabalho de forma que cada um ficou com a parte que gosta. Agradecemos ao povo chato que, por ficar falando feito matracas na biblioteca, nos davam uma boa desculpa para por o fone de ouvido e escutar Heavy Metal. Agradecemos aos grandes autores que escreveram uma infinidade de páginas que tivemos de ler feito malucos para poder desenvolver este trabalho. Agradecemos também às cadeiras confortáveis, sem as quais teríamos ficado com ainda mais dor nas costas que o normal e as paredes geladinhas em que nos encostávamos para dormir depois de ter comido até passar mal. Agradecemos às nossas colunas que não quebraram mesmo quando carregávamos 7 quilos de peso nas mochilas. Agradecemos ao João e ao Zé, do barzinho, por nos alimentar nas horas do almoço e dos muitos cafés. Agradecemos ao nosso bom senso, que nos impediu de colocar todas as piadinhas que queríamos ter colocado ao longo do trabalho. Agradecemos à professora Adriana que no último ano fofocou bastante com a gente nas horas vagas (e algumas horas de trabalho também). Agradecemos de antemão a nota dez que iremos tirar neste trabalho.  Eu, Adrian, não agradeço à professora Adriana por ter me dado nota menor do que eu merecia nas provas do ano passado, na primeira por ela ter dito que errei uma pergunta mesmo quando expliquei o motivo de pensar de forma diferente dela e na segunda porque eu não coloquei no exercício aquilo que não foi pedido. E, para finalizar, gostaríamos de agradecer a todas às pessoas que, de forma direta ou indireta, nos ajudaram a fazer este trabalho. Obrigado, obrigado, obrigado...
  • 4. Lista de figuras Figura 1 - Árvore de Porfírio ........................................................................... 15 Figura 2 - Capa e contracapa ......................................................................... 43 Figura 3 - Orelha da capa e página de rosto .................................................. 43 Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa ................................... 44 Figura 5 - Capa e contra-capa ........................................................................ 48 Figura 6 - Página de rosto .............................................................................. 48 Figura 7 - Outras preliminares ........................................................................ 49 Figura 8 - Capa e contra-capa ........................................................................ 53 Figura 9 - Página de rosto e outras preliminares ............................................ 53 Figura 10 - Capa e contra-capa ...................................................................... 58 Figura 11 - Página de rosto ............................................................................ 58 Figura 12 – Capa ............................................................................................ 62 Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda............................................... 62 Figura 14 - Outras preliminares ...................................................................... 63 Lista de Tabelas Tabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico ............................. 28 Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades ................ 29 Tabela 3 - Tags livro 1 .................................................................................... 47 Tabela 4 - Tags livro 2 .................................................................................... 52 Tabela 5 - Tags livro 3 .................................................................................... 57 Tabela 6 - Tags livro 4 .................................................................................... 61 Tabela 7 - Tags livro 5 .................................................................................... 66
  • 5. Sumário 1 Introdução ................................................................................................... 6 1.1 Objetivo ................................................................................................ 6 1.2 Metodologia .......................................................................................... 6 2 Desenvolvimento de Coleções.................................................................... 8 2.1 Política de Desenvolvimento de Coleções ........................................... 8 2.2 Estudo de Comunidade e Usuário ........................................................ 8 2.3 Seleção de Materiais de Informação .................................................. 10 2.4 Aquisição de Materiais de Informação................................................ 11 2.5 Desbaste ............................................................................................ 12 3 Breve história da Catalogação e ferramentas ........................................... 14 3.1 O CBU ................................................................................................ 14 3.2 AACR2r e MARC 21 ........................................................................... 14 3.3 Sistemas de Classificação.................................................................. 15 3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey .............................................. 16 3.3.2 A Classificação Decimal Universal ............................................... 18 4 Prática de Catalogação ............................................................................. 20 4.1 Representação Descritiva .................................................................. 20 4.1.1 Leitura técnica .............................................................................. 20 4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico .............................................. 21 4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso........................................... 25 4.1.4 Ficha Catalográfica ...................................................................... 26 4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC ........................... 27 4.2 Representação Temática ................................................................... 30 4.2.1 Leitura Técnica ............................................................................. 30 4.2.2 Indexação ..................................................................................... 31
  • 6. 4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas............................. 32 4.3 Tratamento Técnico............................................................................ 36 4.3.1 Localização .................................................................................. 36 4.3.2 Tratamento Físico ........................................................................ 39 5 Disseminação da informação e marketing ................................................ 40 6 Exemplos de catalogação ......................................................................... 42 6.1 Item 1 ................................................................................................. 43 6.2 Item 2 ................................................................................................. 48 6.3 Item 3 ................................................................................................. 53 6.4 Item 4 ................................................................................................. 58 6.5 Item 5 ................................................................................................. 62 7 Considerações Finais ............................................................................... 67 Referências..................................................................................................... 68 Anexos ............................................................................................................ 69 Anexo 1 – Designação Geral do Material – Lista 2 ..................................... 69
  • 7. 6 1 Introdução A Catalogação é um dos pilares da Biblioteconomia, nela estão contidos vários aspectos diferentes que, portanto, são estudados separadamente. Ela pode ser dividida em duas grandes áreas: representação descritiva e representação temática. Ambas têm crescido muito nos últimos tempos, a primeira com a criação de normas e formatos utilizados para facilitar a troca de dados entre unidades de informação; a segunda, com a criação de vocabulários controlados, tesauros e outras técnicas de indexação, que têm por objetivo classificar e representar o conteúdo dos materiais bibliográficos. Contudo, a catalogação não é a única atividade em uma unidade de informação. Tudo começa com o entendimento de o que é a sua unidade de informação e quem é seu usuário. Para, a partir disso, selecionar o melhor material para atender as necessidades de seu público, desenvolvendo a coleção e trabalhando o material de forma que possa ser recuperado. 1.1 Objetivo O objetivo deste manual é criar um método, para que seja possível a padronização da rotina de trabalho na unidade de informação. Além de colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. 1.2 Metodologia A metodologia utilizada para este trabalho foi a de explicar e orientar as atividades em uma biblioteca geral, sem determinar uma tipologia de biblioteca específica.
  • 8. 7 Para isso, foi feito um breve resumo do histórico e de como utilizar as ferramentas necessárias para a catalogação e preparo físico de materiais informacionais. Finalmente, para exemplificar, foi feito o tratamento de cinco livros.
  • 9. 8 2 Desenvolvimento de Coleções 2.1 Política de Desenvolvimento de Coleções A política de desenvolvimento de coleções é a diretriz usada pelos funcionários para a tomada de decisão em todas as áreas que afetam diretamente a coleção. Esta norma é importante para que o caminho trilhado pela biblioteca não se torne difuso a ponto de não se saber onde se quer chegar. Há muito já foi superada a visão de que uma biblioteca deve conter, ou pelo menos tentar guardar, todo o conhecimento humano. Com a generalizada falta de recursos nas mais diversas tipologias de bibliotecas, os bibliotecários responsáveis pelas unidades de informação devem procurar dar um sentido para seu acervo e servir como uma ponte entre o usuário e o universo informacional a sua volta, seja em sua biblioteca, ou outras através dos serviços prestados por elas,como disse Vergueiro (1989). Para isso ser possível é muito importante que estas regras e diretrizes sejam escritas e firmadas pelos responsáveis. Quando se diz: dar um sentido ao acervo significa que é necessário encontrar a aptidão da biblioteca, tratando-se de uma biblioteca especializada, a área intelectual do acervo já está bem definida.Entretanto, quando se trata de uma biblioteca pública a dificuldade aumenta. Mesmo assim, não é possível ter tudo em uma biblioteca e seleções devem ser feitas, mas a partir do momento em que se faz um estudo de comunidade e usuário pode-se tomar decisões mais assertivas. 2.2 Estudo de Comunidade e Usuário Para o desenvolvimento de coleções ser elaborado de maneira consistente e suprir as necessidades informacionais de sua comunidade, deve ser feito um estudo de comunidade e usuário.Sabendo-se a tipologia da unidade de informação o estudo
  • 10. 9 deve mostrar o perfil de usuário ao qual a unidade vai servir. Com isso, a coleção pode ser planejada e o perfil dos funcionários, que virão a trabalhar nela, melhor definidos. Esta etapa é importante para estabelecer prioridades na hora da aquisição e no descarte de materiais, pois não se deve basear estes processos apenas na vontade do bibliotecário responsável e sim nas necessidades do usuário, e o perfil do funcionário não deve ir de encontro com as necessidades intrínsecas ao cargo exercido no âmbito verificado. Segundo Vergueiro (1989, p. 29): Para a biblioteca pública, comunidade são todas as pessoas que residem na jurisdição política servida por ela; para a biblioteca escolar, são todos os alunos matriculados na instituição e, também, os professores a atendê-los; para a biblioteca universitária, são os corpos docentes e discente e, eventualmente, também os funcionários; para a biblioteca especializada, é a companhia, a instituição comercial, a fundação ou empresa que criou. Cada uma dessas bibliotecas tem suas características e demanda atenção em maior ou em menor grau nos itens a serem estudados para a obtenção do perfil da comunidade, mas em todas elas, segundo Vergueiro (1989), deve-se obter dados relativos às seguintes áreas: a) História: dados de criação e crescimento que podem dar uma idéia geral do ponto em que a comunidade está. b) Demográficas: dados sociais da comunidade como idade, sexo, taxa de natalidade e mortalidade, nacionalidade, caráter urbano, etc. c) Geográficas: crescimento, barreiras naturais, distribuição da população, acesso a biblioteca. d) Educativas: grau de analfabetismo, nível de instrução, instituições educacionais, número de estudantes matriculados,, cursos de férias, iniciativas educacionais ligadas a grupos com interesses variados, etc. e) Sócio-econômica: atividades econômicas, índices de desemprego, atividades econômicas, serviços públicos de saúde e assistência, associações e lideres da comunidade. f) Transporte: existência de transportes públicos, horários, preços, fatores geográficos, etc.
  • 11. 10 g) Culturais e informacionais: dados relativos a expressões culturais, eventos, características da comunidade, periódicos que tem mais acesso, outras unidades de informação para possíveis compartilhamentos de recursos, etc. h) Políticas e legais: questões ligadas a autoridades às quais a biblioteca está ligada ou subordinada, partidos políticos ligados a biblioteca, etc. Tendo estes dados em mãos, a elaboração de questionários para pesquisa de usuário se torna mais fácil e direcionada, pode-se também incluir questões voltados para as necessidades da comunidade com o intuito de criar ações culturais. 2.3 Seleção de Materiais de Informação Ao selecionar um material de informação o bibliotecário deve lembrar-se de que o está fazendo para a comunidade e não para ele, tendo esta premissa em mente ao fazer a seleção dos materiais de informação o profissional já está resolvendo metade dos problemas que envolvem esta etapa. Selecionar significa escolher, optar e excluir, dentro de uma unidade de informação quer dizer que ao fazer a seleção dos materiais que entrarão para o acervo está também escolhendo, muitas vezes, os que não entrarão, para esta decisão ser tomada da melhor maneira possível o bibliotecário deve estar ciente das necessidades de seu público leitor, do objetivo do acervo, dos melhores fornecedores, da qualidade dos materiais, da verba destinada e principalmente das diretrizes de seleção. As diretrizes de seleção devem ser criadas a partir do consenso dos diretores da unidade de informação, seus funcionários e membros da comunidade devidamente representados numa comissão de seleção e devem ser formalizadas em um documento. Essa prática evita que a preferência do bibliotecário prevaleça sobre a real necessidade da biblioteca, evita também que censuras de parte da comunidade se sobreponham aos desejos informacionais da maioria.
  • 12. 11 Para uma boa seleção é importante, como já foi dito, conhecer os fornecedores e os materiais fornecido por ele, para se aprofundar nesta área pode- se fazer uso de catálogos de editores, folhetos, resenhas das mais diversas fontes, bibliografias, listas de livros recomendados e etc. Assim, com a lista de materiais selecionados, pode-se partir para a etapa da aquisição de materiais de informação. 2.4 Aquisição de Materiais de Informação A aquisição de materiais de informação é a consolidação da fase de seleção, para que esta etapa seja realizada rapidamente, ela deve ser considerada como uma atividade administrativa e não necessitar de grandes comoções para ser realizada (Vergueiro, 1989). Há três maneiras de se adquirir os materiais de informação, são eles: compra permuta e doação. Destas a compra exige mais tempo e desgaste por parte do profissional que as demais.Principalmente porque o bibliotecário é considerado responsável pelos gastos na aquisição de materiais para a biblioteca e qualquer gasto desnecessário pode se transformar em processos administrativos (Andrade, 1996). a) Compra: para a realização da compra deve-se escolher o fornecedor e a qualidade do item.Neste momento, não adianta optar por comprar um material barato, de péssima qualidade, que vai acabar tendo uma vida útil pequena e logo deverá ser substituído. b) Permuta: é uma prática que se faz muito útil para a grande maioria das bibliotecas, através dela pode-se adquirir itens esgotados e de difícil acessoe também se desfazer de duplicatas indesejadas e otimizar o acervo. c) Doações: a política de recebimento de doações deve ser muito bem definida e, também, entendida pelo doador para evitar transtornos.Embora digam que “em cavalo dado não se olha os dentes”, no caso das doações, isto deve ser
  • 13. 12 feito.Não se pode aceitar de tudo, pois isso foge do objetivo do acervo, resultando em obras fora de contexto, ocupando lugar nas prateleiras. Isso mostra que a atividade de aquisição é muito importante para a biblioteca e a maneira que ela é realizada pode maximizar seus recursos ou desperdiçá-lo. 2.5 Desbaste Como disse Vergueiro, em 1989, pode-se equiparar uma biblioteca a uma árvore, ambas devem ser regularmente desbastadas para poderem alcançar seu maior esplendor sem que alguns de seus ramos cresçam fora do conjunto. Em uma árvore isso é fácil de ser feito, basta uma tesoura de poda ou, em troncos maiores, usa-se uma serra, mas quais são as ferramentas usadas para ser feito semelhante trabalho em uma biblioteca? Como perceber qual ramo está crescendo fora dos planos? Encontrar o ramo descontrolado talvez seja a parte mais complicada em uma biblioteca, quando os bibliotecários são formados para conservar os materiais de informação. Isso faz com que muitos profissionais se apeguem a itens que poderiam ceder seu lugar na coleção a outros mais indicados. Estes profissionais se negam a entender que, assim como as pessoas, os materiais de informação têm vida útil e ela acaba mais cedo ou mais tarde. A vida útil de um material de informação não depende unicamente de seu estado físico, mas também da validade da própria informação contida nele. Na era digital, quando terabytes de informações são geradas e transmitidas em nanosegundos, algumas informaçõestêm vida útil muito pequena. Isso não significa que os bibliotecários devem queimar suas bibliotecas toda semana e recheá-las depois com novas informações, mesmo porque o desbaste não é apenas o descarte dos materiais, embora ele também faça parte.A partir do momento em que as ferramentas e rotinas demonstrarem que um material está perdendo sua utilidade no acervo ele deve ser observado, colocado em quarentena fora da coleção principal
  • 14. 13 para ser avaliado quanto sua serventia para o público e a partir disso, decidir seu destino. Uma vez comprovada sua “morte” como informação, seu descarte deve ser realizado sem maiores pesares, porém se seu valor como informação for provado deve-se mantê-lo na coleção, seja o mesmo item ou outro da mesma obra caso possível e necessário.
  • 15. 14 3 Breve história da Catalogação e ferramentas 3.1 O CBU CBU é uma sigla usada para Controle Bibliográfico Universal, um ideal que teve suas origens durante a idade média, que é produzir um registro bibliográfico de todos os materiais informacionais produzidos no mundo, segundo Campelo (2006, p. 2). O conceito de Controle Bibliográfico Universal (CBU) foi formalizado com a criação, em 1974, do International Office for UBC [Universal Bibliográphic Control] da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), que teve origem na Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação, ocorrida em 1969. Para atingir este ideal todos os países que abraçaram este ideal tiveram que adotar um sistema único de catalogação, para as informações poderem ser trocadas sem que houvesse discrepância nos dados. Neste ínterim as atenções foram voltadas para uma maneira de se catalogar as obras que formariam o catálogo do CBU. Desde 1831, Antony Panizzi trabalhava em suas 91 regras de catalogação, que serviram de base para os estudiosos da área.Assim, surgiram várias regras e uma delas era o ISBD apresentado no RIEC (Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação)por Michael Gorman, esse conjunto de regras foram adotadas por todas as normas subseqüentes, inclusive o AACR2r (Código de Catalogação Anglo-americano) adotado então pela maioria dos países que abraçaram o ideal do CBU e o Brasil está entre eles. 3.2 AACR2r e MARC 21 O AACR2r é um código de catalogação usado mundialmente, nele está descrito todas as regras adotadas e imprescindíveis para se fazer a representação descritiva dos item a serem incluídos no catalogo de qualquer unidade de informação.
  • 16. 15 O MARC21 é a versão eletrônica do AACR2r, foi desenvolvido para aproveitar a tecnologia, que vinha crescendo, nas bibliotecas e centros de documentação, como o formato do AACR2r havia sido criado para ser reconhecido por máquina, a adequação aconteceu sem muitos problemas. Hoje em dia, no Brasil, usa-se o AACR2r e o MARC 21 na grande maioria das bibliotecas do país e, graças a isso, tanto o ensino da biblioteconomia como os catálogos das bibliotecas estão consistentes. 3.3 Sistemas de Classificação O ato de classificar é algo natural do ser humano. Desde o momento em que consegue distinguir semelhanças e diferenças, o homem cria grupos, em que se o ser/objeto tem características similares é inserido, caso contrário está fora. Esse é o pensamento lógico funcionando, os primeiros sistemas de classificação utilizavam a lógica para montar uma hierarquia, como por exemplo: a árvore de Porfírio. Figura 1 - Árvore de Porfírio
  • 17. 16 De acordo com Pombo (2002), os sistemas de classificação se baseiam nos anteriores, ou seja, os sistemas de classificação mais recentes têm características comuns aos seus antecessores, enquanto uma mudança é feita para justificar a criação do novo sistema. Os sistemas de classificação consistem em uma linguagem documentária onde os assuntos dos materiais informacionais (livros, CDs, DVDs, periódicos, diapositivos, mapas, normas, etc.) são divididos de acordo com suas especificidades e agrupados levando em conta suas semelhanças, os mais utilizados atualmente são organizados de maneira lógica e hierárquica, são usados para, junto da notação de autor, montar o número de chamada que indicam a localização dos materiais no acervo, fazendo com que os itens de assuntos e tipologias semelhantes fiquem agrupados. Os sistemas de classificação mais usados hoje em dia são: Classificação Decimal de Dewey, Classificação Decimal Universal e Classificação Facetada de Ranganathan.Entretanto, há bibliotecas e unidades de informações que utilizam seus próprios sistemas de classificação. Nesse manual falaremos da CDD, Classificação Decimal de Dewey e da CDU, Classificação Decimal Universal. A CDD é o sistema de classificação que introduziu o sistema decimal e como seus antecessores é lógica e hierárquica. Como a CDU derivou da CDD, ela também é lógica, hierárquica e decimal, mas começou a introduzir a visão facetada de classificação. Esta visão foi melhorada com o sistema de classificação de Ranganathan. 3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey 3.3.1.1 Melvil Dewey Não se pode falar sobre a CDD sem falar sobre o seu criador, Melvil Dewey. Melville Kossuth Dewey nasceu em 1851, com a finalidade de economizar em todas
  • 18. 17 as áreas de sua vida, ele diminuiu seu nome para Melvil, deixou de usar o nome do meio e chegou até a diminuir o sobrenome para Dui. Ele criou a CDD com 21 anos, quando trabalhava como assistente em uma biblioteca (GUARIDO, 2008). Numa época em que o sistema de localização fixa 1 imperava, Dewey começou a questionar por que não classificar os livros definitivamente? Por que não fazer algo que sirva em todas as bibliotecas? Após refletir muito sobre o assunto Dewey conseguiu uma solução: utilizar os símbolos mais simples conhecidos, os números arábicos, de forma decimal para classificar todo o conhecimento humano (GUARIDO, 2008). Os números passaram a representar assuntos e não a localização ordinal dos livros, o que fez surgir a localização relativa. Ou seja, os livros passaram a ser organizados pelo assunto e não pelo número de tombo. O que possibilitava que um livro saísse de seu lugar na prateleira sem modificar a posição dos outros. O que permite um grande avanço para os serviços de biblioteca: o empréstimo. No dia 8 de maio de 1873, Dewey obteve a aprovação de seu plano e pode aplicá-lo na biblioteca de Amherst College, sua criação deu início a uma nova era à Biblioteconomia e hoje ele é considerado o pai da Biblioteconomia Moderna (GUARIDO, 2008). 3.3.1.2 Atualização da CDD O desenvolvimento da CDD é feito pelo Comitê Editorial, na Biblioteca do Congresso, em Washington, desde 1923. O Comitê é responsável por analisar como os especialistas fazem a notação e, se for pertinente, a nova notação é incorporada ao sistema. A CDD tem duas edições a completa (22ª edição) e a abreviada (18ª edição), sendo a última recomendada para acervos de até 20.000 volumes e pouco utilizada. 1 Entende-se por Sistema de Localização Fixa aquele em que os itens são guardados com lugares fixos na prateleira, logo se uma coleção mudasse de prédio todos os livros deveriam ser reclassificados. Pois estão diretamente ligados a prateleira e o local em que ela está posicionada.
  • 19. 18 De acordo com Guarido (2008), a CDD é atualizada através de edições e correções publicadas em Dewey Decimal Classification: Additions, Notes and Decisions. Em 1996, a 21ª edição estava disponível em versão DOS, chamada Eletronic Dewey. Nesta versão, era possível fazer buscas por palavras ou frases, números ou termos do índice e por busca booleana. Também estavam disponíveis cinco cabeçalhos de assuntos com exemplos de como usar e quais eram mais utilizados. 3.3.2 A Classificação Decimal Universal 3.3.2.1 Paul Otlet De acordo com a CDU (2007), no final do século XIX e início do século XX Paul Otlet sentiu a necessidade de um sistema de classificação e foi quando ele encontrou a CDD, que estava em sua quinta edição. Então, ele escreveu a Melvil Dewey pedindo para traduzir a CCD para o francês e, após receber a aprovação e começar a traduzir, ele ficou impressionado com o sistema e sua possibilidade de expansão por ser um sistema decimal. Com isso, percebeu que a notação poderia ir além de dar lugar ao livro na estante, mas também poderia expressar de maneira mais específica seu conteúdo. Logo, o projeto que começou com uma tradução, acabou se tornando algo mais: a criação de um novo sistema. 3.3.2.2 Atualização da CDU Desde 1992, o responsável pela atualização da CDU é o UDC Consortium, que teve como primeira prioridade a criação de um banco de dados com 60.000
  • 20. 19 termos. A CDU tem vários tipos de edição, em que o tipo de edição recomendado para a biblioteca depende do tamanho de seu acervo. A edição padrão em língua portuguesa conta com cerca de 60.000 termos e a edição completa tem cerca de 220.000 termos. Desde agosto de 1949, correções e atualizações têm sido publicadas através de Extensions and Corrections to the UDC, o que acontece, hoje em dia, anualmente.
  • 21. 20 4 Prática de Catalogação 4.1 Representação Descritiva Também chamada de descrição bibliográfica, a representação descritiva é a parte responsável pela caracterização física de um recurso bibliográfico. Seu objetivo é extrair do item todas as informações de interesse para o usuário. A representação descritiva reproduz quase todas as informações na forma como se encontram. Seguindo a norma internacionalmente acordada (MEY, SILVEIRA, 2009). Para fins de trabalho, divide-se a representação descritiva em partes que serão estudadas separadamente: leitura técnica, descrição do recurso bibliográfico e determinação dos pontos de acesso. 4.1.1 Leitura técnica A leitura técnica consiste em analisar o item a ser catalogado, para se retirar as informações necessárias para uso na representação. Para isso, são utilizadas normas que ditam quais partes do item devem ser preferencialmente consultadas. Estas são chamadas fontes principais de informação e devem ser examinadas cuidadosamente (MEY, SILVEIRA, 2009). Para monografias impressas a fonte principal de informação é a página de rosto, é dela que devemos retirar as informações mais importantes para a representação descritiva. Outras informações podem ser retiradas de outras partes do item ou até mesmo de fontes externas, desde que obedeçam as normas vigentes. A partir desde momento, toda vez que for citada a fonte principal de informação entenda-se por página de rosto.
  • 22. 21 Ao fazer a leitura técnica de livros, deve-se folhear o item, procurando por título, subtítulo, responsabilidade pelo conteúdo intelectual da obra, edição e outras informações (melhor discutido mais abaixo). Concluída esta fase, inicia-se a descrição do recurso bibliográfico. 4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico No Brasil, para padronizar a catalogação, é utilizado o Código de Catalogação Anglo-americano, segunda edição revisada de 2004 (AACR2r). O que o torna a base para a representação descritiva. De acordo com o AACR2r, a representação descritiva é dividida em oito áreas, cada uma com sua fonte de informação prescrita. Fonte de informação prescrita é a parte do documento em que se pode procurar pela informação desejada. Quando a informação é encontrada em outro lugar que não a fonte de informação prescrita deve-se utilizar colchetes “[ ]”. Sempre que uma informação estiver contida na fonte principal de informação, esta deverá ser incluída na representação descritiva. As oito áreas para a descrição bibliográfica são: área 1, título e indicação de responsabilidade; área 2, edição; área 3, não utilizada para livros; área 4, publicação, distribuição, etc.; área 5, descrição física; área 6, série; área 7, notas; área 8, número normalizado e modalidades de aquisição. A área 1: Título e Indicação de Responsabilidade tem como fonte prescrita a fonte principal de informação. Nela estão contidos: título principal, designação geral do material, títulos equivalentes, outras informações sobre o título e indicação de responsabilidade. Título principal é o nome principal de um item, o nome pelo qual é conhecido. O título principal é aquele que aparece em destaque tipográfico na fonte principal de informação e deve ser transcrito exatamente como se encontra.
  • 23. 22 Designação Geral de Material (DGM)é o termo de uma lista usado para descrever qual o tipo de material que está sendo catalogado. O AACR2r prevê duas listas. Em nossa biblioteca utilizamos a Lista 2 (vide anexo 1). A DGM deve ser escrita em letras minúsculas entre colchetes. Título equivalente é o título que também aparece em destaque tipográfico igual ao do título principal, normalmente em outra língua ou com o termo “ou’ separando-o do título principal. Deve ser transcrito igual a como aparece na fonte principal de informação antecedido de =. O título equivalente, quando em outra língua, não deve ser confundido com o título original que aparece em outras preliminares. Outras informações sobre o título devem ser transcritas como aparecem na fonte principal de informaçãoe precedidas de :. A indicação de responsabilidade é a atribuição de quem é o responsável intelectual por uma obra. Entre eles: autor, tradutor, editor, ilustrador. O primeiro que deve ser citado é o autor e depois os outros tipos de responsabilidade,separados por ; e precedidos pelo tipo de responsabilidade, do modo que aparecem na fonte principal de informação. Por exemplo: J. K. Rowling ; tradução de Lia Wiler. Sempre que uma área de indicação de responsabilidade iniciar deve ser precedida por /. Quando duas ou três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo de responsabilidade todos devem ser incluídos na descrição, sendo separados por ,. Quando mais de três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo de responsabilidade somente o primeiro ou o que tiver destaque deve ser incluído na descrição e sucedido por [et al.]. A área 2: Edição tem como fonte prescrita a fonte principal de informação e outras preliminares e colofão. Outras preliminares são as páginas do livro que precedem o texto, como o verso da página de rosto. Colofão é localizado na última página do livro e deve conter informações sobre impressão e edição. Quando não aparecer na fonte principal de informação não é obrigatório que esta área seja usada. A edição deve ser transcrita de forma abreviada como no exemplo: segunda edição revisada – 2. ed. rev. Para uma lista de abreviaturas consulte o apêndice B do AACR2r.
  • 24. 23 A área 3 não é utilizada para livros. A área 4: Publicação, distribuição, etc. tem como fonte prescrita o mesmo que a área 2. Nela deve-se colocar a cidade em que o livro foi publicado, a casa publicadora e o ano em que foi publicado. Quando não for possível determinar o local de publicação deve-se usar a expressão [S. l.], quando não for possível determinar a casa publicadora, utiliza-se a expressão [S. n.]. As palavras editora e livraria podem ser omitidas na descrição. Entre a cidade e a casa publicadora deve- se colocar :. Entre a casa publicadora e a data deve-se incluir ,. Exemplos: São Paulo : Record, 2000. [S.l.] : Folhas ao Vento, 1980. Rio de Janeiro : [S. n.], 1995. [S.l. : S. n], 1985. A data de publicação é uma das informações mais importantes para o registro bibliográfico. Se a data de publicação não aparecer e houver data de copirraite acrescente a letra c. Se não houver data de publicação, ou copirraite, ou de fabricação, deve-se incluir uma data aproximada. Quando a data certa for conhecida, coloque-a entre colchetes, [1980]. Quando não se conhecer a data correta, mas acreditar-se que uma determinada data é a provável, use ponto de interrogação, [1980?]. Quando estiver em dúvida sobre um período menor que 20 anos use [entre 1980 e 1990]. Para data aproximada [ca. 1980]. Para década certa e provável: [197-] e [197-?] respectivamente. Semelhante para século: [19--] e [19--?]. A área 5: Descrição física tem como fonte prescrita todo o documento. Ela não é essencial. Entretanto, recomenda-se que sejam indicadas a extensão e a dimensão. Nesta área também são incluídas informações como ilustrações e materiais adicionais. O material só é considerado ilustrado quando pelo menos 50% de seu conteúdo forem ilustrações ou quando constar na fonte principal de informação. A indicação de ilustração é precedida de :. A dimensão deve ser medida de acordo com o tamanho das páginas e para obras de capa dura, deve ser considerado o tamanho da capa. Quando a medida não for um número inteiro, arredonde para cima. Deve-se indicar somente a altura do item em cm, entretanto, quando a largura for menor do que metade da altura ou maior do que a altura deve- se indicar altura e largura, além disso, quando a altura for menor do que 9 cm, deve- se indicar a altura em milímetros.
  • 25. 24 A área 6: Série tem como fonte prescrita todo o item, nela incluí-se o título da série, subsérie, ISSN da série, volume do item na série e na subsérie, quando presentes. A área da série é indicada entre parênteses. A área 7: Notas tem como fonte prescrita qualquer fonte, nela deve-se incluir qualquer informação que seja considerada necessária para o usuário. A área 8: Número normalizado e formas de aquisição, tem como fonte prescrita qualquer fonte, nela deve-se incluir o ISBN do livro e, se necessário, o modo de aquisição. O AACR2r prevê três níveis de descrição bibliográfica. Em nossa biblioteca utilizamos o nível 2. Em que temos: Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações sobre o título / Primeira indicação de responsabilidade ; outras indicações de responsabilidade. – Edição / primeira indicação de responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugar de publicação : primeira casa publicadora, data de publicação. Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal de série / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeração dentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie). Notas. Número normalizado. Ao término de uma área deve-se colocar ponto final, ao iniciar uma área na mesma linha deve-se colocar travessão. As áreas 5 e 7 podem ser iniciadas, sem travessão, na linha de baixo ou permanecer na mesma linha. A área 8 deve iniciar em outro parágrafo. A pontuação é extremamente importante e deve sempre ter espaçamento antes e depois, com exceção da vírgula e ponto final que tem espaçamento apenas depois e dos parênteses e colchetes que não têm espaçamento entre eles e o texto dentro dos mesmos.
  • 26. 25 4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso Pontos de acesso são as formas que o usuário terá para encontrar os itens no catálogo. Os pontos de acesso são divididos em ponto de acesso principal e pontos de acesso secundários. O ponto de acesso principal é determinado pelas informações que aparecem na fonte principal de informação. Em bibliotecas que utilizam fichas catalográficas, o ponto de acesso principal será o cabeçalho principal da ficha matriz. Os pontos de acesso secundários ficam abaixo da representação descritiva e são chamados de pista. A parte da pista referente a assuntos é numerada por algarismos arábicos e a parte da pista referente a outras informações são numeradas por algarismos romanos. Para cada uma das pistas, uma nova ficha catalográfica é gerada, com um dos pontos de acesso secundários as encabeçando. Tornando assim possível a recuperação pelos mesmos. Com exceção de assunto que será tratado posteriormente, as informações que podem se tornar cabeçalhos são: pessoas ou entidades, título e série. Para poder dizer qual das informações será o ponto de acesso principal deve- se analisar o item e descobrir que tipo de responsabilidade de autoria o item possui. Pode-se dividir o tipo de autoria em: a) obras de autoria de uma única pessoa ou entidade; b) obrasde responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas ou entidades; c) obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoas ou entidades; e d) obras de responsabilidade mista. Para obras de autoria única: O cabeçalho principal será o nome do autor. Título e série serão entradas secundárias. Para obras de responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas:
  • 27. 26 O autor que estiver em destaque ou o que aparecer primeiro na fonte principal de informação será a entrada principal. Os outros autores, título e série deverão aparecer como pontos de acesso secundários. Para obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoas ou entidades exercendo a mesma função: Quando um dos autores tiver destaque ou for mencionado como autor principal, o ponto de acesso principal será em nome dele. Caso não exista menção de quem é o autor principal, a entrada principal deve ser feita pelo título. Este caso também é conhecido como responsabilidade difusa. Os pontos de acesso secundários serão o primeiro autor citado na fonte principal de informação e série, quando houver. Para obras de responsabilidade mista: Obras de responsabilidade mista são aquelas em que duas ou mais pessoas desempenharam diferentes papéis. Como, por exemplo: autor, tradutor, ilustrador e adaptador. Por existirem vários tipos de responsabilidade, cada uma tem uma regra específica (vide volume 2 do AACR2r). Para saber como representar corretamente os nomes e maiores informações consulte o AACR2r. 4.1.4 Ficha Catalográfica O resultado final da combinação da representação descritiva e determinação dos pontos de acesso, juntamente com a indexação e localização do item é a ficha catalográfica. A ficha catalográfica possui um cabeçalho principal (o ponto de acesso principal), a representação descritiva abaixo do cabeçalho, a pista e os dados de localização. A ficha catalográfica deve ter dimensões de 12,5 cm x 7,5 cm. Segue modelo de ficha catalográfica, como ainda não foram estudados os dados de localização, eles serão representados por DADO LOC.
  • 28. 27 Note que a primeira linha da descritiva começa abaixo da quarta letra do cabeçalho principal e que todos os outros parágrafos seguem a mesma tabulação. DADO Ponto de acesso principal LOC. Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações sobre o título / Primeira indicação de responsabilidade ; outras indicações de responsabilidade. – Edição / primeira indicação de responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugar de publicação : primeira casa publicadora, data de publicação. Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal de série / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeração dentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie). Notas. Número normalizado. 1. Assunto(s). I. Pessoas. II. Título. III. Série. 4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC Existem vários formatos MARC, por exemplo: MARC21, UNIMARC. Em nossa biblioteca utilizamos o MARC 21 e é dele que iremos tratar neste manual. O MARC 21 é a representação em formato eletrônico do AACR2r. O que significa que para saber usar o formato MARC é necessário conhecer as regras do AACR2r. Os formatos MARC21 são padrões amplamente usados para a representação e exportação de dados bibliográficos, de autoridade, classificação, informação de comunidade e dados de coleção, em formato legível por máquina. Eles se constituem numa família de 5 formatos coordenados: formato MARC21 para dados bibliográficos; formato MARC21 para dados de autoridade; formato MARC21 para dados de coleção; formato MARC21 para dados de classificação; formato MARC21 para informação comunitária (FERREIRA, 2002, p. 15). Entretanto, apenas os formatos bibliográfico e autoridades são utilizados. Ressalta-se que o formato MARC 21 é um formato e não um software, ou seja, ele é um tipo de linguagem e não um aplicativo.
  • 29. 28 O formato MARC 21 possui etiquetas que também são chamadas de tags. Cada etiqueta equivale a um campo que deve ser preenchido de acordo com o AACR2r, os campos são subdivididos em subcampos e para diferenciá-los utiliza-se um sinal, em nosso software usamos o $, e uma letra correspondente pré- estabelecida no formato. Para o formato bibliográfico existem etiquetas que são paralelas, como as etiquetas 1XX, 6XX e 7XX. Estas etiquetas representam respectivamente entrada principal, assunto e entradas secundárias. O seu final representa conteúdos semelhantes. Por exemplo: 100, entrada principal de pessoa; 600, pessoa como assunto; e 700 entrada secundária de pessoa. O formato bibliográfico de autoridades permite que seja criada uma base de dados em que se pode colocar o nome escolhido como padrão para pessoas, entidades, entre outros. Facilitando a padronização na hora de se escolher os pontos de acesso, pois, se já tiverem sido usados anteriormente, já foram escolhidos. As tags do registro MARC 21 devem ser exibidas sempre em ordem crescente. Utilizando-se aquelas que se aplicam ao item. 4.1.5.1 Breve descrição das tags – MARC 21 bibliográfico Abaixo estão as tags mais utilizadas do formato MARC 21. Para maiores informações sobre o formato MARC 21 consulte os livros de Margarida M. Ferreira (vide referência). Tabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico TAG CONTEÚDO 000 Campo líder 008 Campo fixo 020 ISBN 040 Campo fixo 041 Campo fixo 044 Campo fixo
  • 30. 29 080 CDU 082 CDD 09X Número de chamada local 100 Entrada principal - nome pessoal 110 Entrada principal - nome corporativo 111 Entrada principal - nome de evento 130 Entrada principal - título uniforme 245 Área 1 - representação descritiva 250 Área 2 - representação descritiva 260 Área 4 - representação descritiva 300 Área 5 - representação descritiva 490 Série (não gera entrada secundária) 5XX Notas 6XX Assuntos 7XX Entradas secundárias 830 Entrada secundária de série 956 Número de tombo/registro Em nossa biblioteca utilizamos as Tags 092 para a tabela PHA e 093 para a tabela Cutter. 4.1.5.2 Breve descrição das tags – MARC 21 autoridades No MARC 21 autoridades o paralelismo continua, pode-se ver nas tags 1XX, 4XX e 5XX. Abaixo estão as mais utilizadas Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades TAGS Conteúdo 100 Entrada principal – pessoa 110 Entrada principal – corporativo 111 Entrada principal – evento 130 Entrada principal – título uniforme 4XX Remissivas ver 5XX Remissivas ver também 667 Notas de interesse interno
  • 31. 30 670 Fontes de pesquisa positiva (nome) 675 Fontes de pesquisa negativa (nome) 680 Notas de interesse público 4.2 Representação Temática A representação temática é em conjunto com a representação descritiva uma das partes mais importantes para a biblioteconomia. Enquanto a representação descritiva tem como finalidade produzir um documento que representa outro documento, a temática tem como finalidade representar o conteúdo informacional contido no documento. Ao contrário da representação descritiva, a temática não é uma regra a ser seguida, pois o conhecimento humano é muito caótico para ser inserido dentro de regras fechadas, porém, desde a Grécia antiga, os filósofos tentam classificar o conhecimento. Após a Grécia antiga, outros pensadores tentaram desenvolver um sistema de classificação do conhecimento e hoje temos duas ferramentas bem desenvolvidas para auxiliar na classificação e subseqüente representação do tema informacional do documento, são elas a CDD e a CDU, há outros, mas não iremos abordá-los neste manual. 4.2.1 Leitura Técnica O processo de leitura técnica se da nas seguintes etapas: a) com o item nas mãos lê-se o título, o subtítulo se houver, o texto da quarta capa, e as orelhas, com isso obtém-se a idéia geral de conteúdo; b) passa-se a leitura do sumário para saber os tópicos abordados e através do úmero de páginas o quanto fala de cada um; c) nesta etapa “folheia-se” o item a procura de detalhes importantes como tabelas,
  • 32. 31 quadros, listas, gráficos e outros; d) se o tema ainda parecer obscuro deve-se ler alguns trechos, como o prefacio, apresentações, introduções, conclusões e as considerações finais. Nesta etapa alguns pontos importantes devem ser lembrados: o título muitas vezes é ambíguo ou até mesmo da uma idéia totalmente falsa do conteúdo; em alguns itens, principalmente livros que estão em voga, os textos de quarta capa não passam de propagandas para enaltecer a obra; e conhecer a tipologia do texto é muito útil para agilizar a leitura técnica. Com isso pretende-se que o bibliotecário saiba claramente o tema do conteúdo intelectual do item sem, por exemplo, ter lido o livro inteiro. 4.2.2 Indexação Tendo o conhecimento do tema da obra passa-se a extração de palavras chaves, entende-se por palavra chave expressões, frases, palavras ou termos técnicos que existam ou não na obra e que expressem o tema ou temas desenvolvidos no conteúdo. Elas servirão para especificar melhor a idéia que o bibliotecário tem sobre o conteúdo informacional a ser representado. Entretanto, deve-se procurar termos que serão alvos da busca do usuário, o profissional da informação não pode esquecer que seu trabalho é facilitar a obtenção da informação pelo usuário e não para mostrar o seu próprio nível intelectual de vocabulário da língua latino-ibero-românica usada em nossa pátria: o português. Por não possuirmos um vocabulário controlado, é necessário atentar-se para a correção dos termos utilizados para a indexação.
  • 33. 32 4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas Com as palavras chaves estabelecidas passa-se a sua tradução para uma linguagem documentária. A linguagem documentária é uma linguagem não natural, ou seja, ela é criada e seu crescimento é controlado, obtendo-se assim um conjunto de termos capaz, dentro de alguns limites, representar qualquer idéia criada. As linguagens documentárias podem ser tanto alfabéticas, como os tesauros, quanto numéricas, como os sistemas de classificação, podem também ser alfanuméricos. O termo “pré-coordenada” quer dizer que a tradução dos termos e a ligação do item a eles, é realizada antes dele ser procurado pelo usuário. Portanto a linguagem documentária pré-coordenada é um trabalho feito pelo bibliotecário objetivando dentro, do possível, a facilidade do acesso a informação. Procura-se, também, através dela gerir o desenvolvimento da coleção, pois é mais fácil analisar uma lista de termos controlados representando o cervo que olhar item por item. 4.2.3.1 Classificação Decimal de Dewey A CDD é uma linguagem documentária pré-coordenada porque traduz conceitos para termos controlados, que no caso são representados por algarismos arábicos, chamados de números de classificação que dividem o conhecimento humano em dez classes. O ato de classificar é natural para todas as pessoas que em seu cotidiano separam as coisas de acordo com princípios pré-estabelecidos, como: pessoas que são conhecidas ou desconhecidas, amigos, colegas de trabalho, colegas de escola; ou: livros bons, ruins, lidos, não lidos e assim por diante. Ou seja, a prática de classificar é inerente ao cotidiano das pessoas, contudo, classificar materiais de informação foge um pouco a essa naturalidade pelos seguintes motivos: a) o bibliotecário não pode classificar ao seu bel prazer, mas deve dar preferência às
  • 34. 33 escolhas do usuário; b) as classes a serem usadas estão pré-estabelecidas e suas regras devem ser obedecidas; c) a linguagem utilizada não é uma linguagem natural. Tendo isso em mente, passamos para o método. A notação pode ser definida como uma série de símbolos usados para designar classes e subdivisões. A notação da CDD é pura, ou seja, utiliza apenas números arábicos e um único ponto após o terceiro dígito. A intenção de Dewey era poder mostrar a coordenação entre os assuntos e também fazer com que fosse possível a expansão, sem quebrar os tópicos relacionados. A CDD é dividida em dez classes principais: 0 - Generalidades 1 - Filosofia 2 - Religião 3 - Ciências Sociais 4 - Linguística 5 - Ciências Naturais 6 - Ciências Aplicadas 7 - Artes 8 - Literatura 9 - História e Geografia Um número significa o dígito padrão para a classe principal, por exemplo: 5, Ciências. Que podem ser expandidos acrescentando-se mais dígitos. Por exemplo: 55, Ciências da Terra; 551, Geologia, Hidrologia e Meteorologia; 551.4, Geomorfologia e Hidrosfera; 551.41, Geomorfologia; 551.415, Desertos. A hierarquia é formada apenas pelos dígitos, mas para comodidade foi acrescentado o ponto entre o terceiro e quarto dígitos. Apesar de um único dígito representar a classe, foi estabelecido por convenção o mínimo de três dígitos. O que fez com que as classes principais se
  • 35. 34 tornassem: 000, 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800 e 900 (DEWEY, 2003). Esses três dígitos são chamados de primeiro sumário ou classes principais, segundo e terceiro sumário. Para maior especificidade na notação são utilizadas tabelas auxiliares. Com exceção das tabelas 1, subdivisão padrão, e 2, áreas geográficas, período histórico e pessoas; as tabelas auxiliares só podem ser usadas quando na tabela principal for recomendado (DEWEY, 2003). As tabelas auxiliares são: Tabela 1 Subdivisão padrão Tabela 2 Áreas geográficas, períodos históricos e pessoas Tabela 3 Subdivisões para Artes, Literatura Individual e Literaturas Específicas. T3A Subdivisão para trabalhos de ou sobre autores individuais T3B Subdivisões para trabalhos de ou sobre mais de um autor T3C Notação para ser acrescentada com instrução da T3B. Tabela 4 Subdivisões de línguas individuais e famílias de línguas Tabela 5 Etnia, Grupos Nacionais Tabela 6 Linguagem Para determinar a classificação do item deve-se procurar no índice por termos que expressem o mesmo significado ou o próprio termo. Quando encontrado, deve- se procurá-lo na tabela principal e verificar se a notação encontrada significa aquilo que se estava procurando. Não há um limite de dígitos que devem ser inseridos na notação, contudo, deve-se analisar se a extensão da notação é realmente necessária para aquele documento, sendo permitido que algumas informações sejam omitidas na notação e tratadas apenas na indexação.
  • 36. 35 4.2.3.2 Classificação Decimal Universal A CDU é um sistema de classificação lógico, hierárquico e decimal, porém, por começar a criar um modo de classificação facetado, isto é, poder classificar um assunto de acordo com o ponto de vista do autor. Por isso, na CDU é extremamente importante entender o que é a forma do item, intrínseca e extrínseca. Dessa maneira é possível classificar sem erros um livro que, por exemplo, fala de história e um item que usa a história como forma para tratar de um outro assunto. Por ser facetada, a hierarquia da CDU é menos importante do que na CDD, pois é possível colocar aquilo que o classificador considera mais importante na frente da notação. As classes principais da CDU são basicamente as mesmas que as da CDD, com exceção da classe 4 que não é utilizada na CDU. A CDU também aboliu a regra de três dígitos, assim existem notações de um e dois dígitos. Outro aspecto importante da CDU é o fato de ela ter inserido símbolos para expressar a relação entre os conceitos. Os sinais utilizados na CDU mais comumente são: + para expressar a ideia de adição, o item trata de ciências puras e artes, notação 5+7; / para expressar a ideia de extensão, um item classificado como 1/2 trata de tudo o que está entre a classe 1 e a classe 2; : para expressar a relação entre os conceitos, história geral relacionada a ciências aplicadas 94:6. Além disso, existem as tabelas auxiliares, pode-se dizer a que um determinado grupo de dígitos e símbolos de acordo com o seu formato. As mais usadas são: = representa a língua em que está o documento; (0...) representa o formato do documento; (1/9) lugar geográfico; (=...) pessoas; “...” data. As tabelas auxiliares dividem-se em comuns e especiais, sendo que as comuns podem ser usadas juntamente com qualquer notação e até mesmo sozinhas e as auxiliares só podem ser utilizadas quando a classe principal indicar. Além disso, a notação não é limitada a apenas um ponto como na CDU, a cada três dígitos deve-se incluir um novo ponto.
  • 37. 36 A CDU não é muito utilizada nas bibliotecas brasileiras, duas possíveis causas para isso são: a) por permitir uma maior liberdade para o classificador ela acaba causando constrangimento para o mesmo, que tem medo de fazer algo errado e, b) a cada nova edição algumas notações mudam e caso tenha sido usado uma edição diferente na biblioteca, o bibliotecário não poderá utilizar a mais recente depois, porque livros que tratam do mesmo assuntoestarão em lugares diferentes nas prateleiras. 4.3 Tratamento Técnico O tratamento técnico consiste em preparar o material para ser colocado na estante, possibilitando sua consulta pelos usuários, finalizando assim o processamento do material. Para isso é necessário dar ao material um número de tombo, determinar sua localização e prepará-lo fisicamente. O número de tombo é a numeração daquele item no acervo, referente a sua ordem de chegada na biblioteca. Ele permite que seja possível saber quantos itens há na biblioteca de uma determinada tipologia, já que para cada tipologia há uma lista de tombos diferente. 4.3.1 Localização A localização de um material é determinada pela sua classificação e pela notação de autor. Para isso, é gerada uma etiqueta em que são anotados a classificação, a notação de autor, gerados pelas tabelas PHA e Cutter e outras informações determinadas pela instituição. Em nossa biblioteca utilizamos a classificação da CDD e a tabela PHA, edição (quando anotada na representação descritiva), volume (no caso de séries) e o número do exemplar (a partir do segundo).
  • 38. 37 Apesar de utilizarmos apenas a CDD e a tabela PHA, foi estudado a CDU e será estudada a tabela Cutter para fins didáticos. 4.3.1.1 Tabela Cutter A tabela Cutter é utilizada para criar uma notação alfanumérica que consiste em: a primeira letra da entrada principal do cabeçalho do autor (maiúscula), seguido pela representação numérica encontrada na tabela para o cabeçalho do autor e pela primeira letra do título do item, excetuando-se os artigos (minúscula, com exceção da letra L que deve ser maiúscula para não ser confundida com a letra I). Por exemplo: suponha-se que Adrian Parra Carneiro escreveu um livro chamado O porquinho Tyson e seus amigos, como seria a notação da tabela Cutter? Primeiro, através do AACR2r, descobre-se que, como ele escreve em português e é brasileiro, a entrada principal é pelo seu último sobrenome, ou seja Carneiro. Logo, o primeiro item da notação é a letra C. Agora, deve-se procurar na tabela o conjunto de letras que mais se aproxima de Carneiro. Ao procurar na tabela, encontra-se: Carn – 288, Carne – 289 e Carno – 291. Pensando alfabeticamente, todas as letras que se encontram no meio de Carn e Carne estão contidas em 288, todas que se encontram entre Carne, inclusive, e Carno, estão em 289. Portanto, o número da notação para Carneiro é 289 porque Carneiro está entre Carne e Carno. Finalmente, para o título O porquinho Tyson e seus amigos, utiliza-se a letra p, pois é a primeira letra do título, excluindo o artigo o. Concluindo assim a notação, que se torna: C289p. A localização na estante é feita por assuntos e dentro do assunto pela notação de autor, ou seja, primeiro observa-se a notação da CDD ou CDU e depois a notação da tabela Cutter ou PHA.
  • 39. 38 4.3.1.2 Tabela PHA A tabela PHA foi criada por Heloísa de Almeida Prado e por isso tem por título a abreviação do nome da autora. Ela é uma adaptação da tabela Cutter para nomes brasileiros. Pois, como a tabela Cutter é estrangeira, ela foi feita para nomes estrangeiros. Isso fez com que nomes portugueses e brasileiros ficassem com um número só para vários autores, gerando caos. A notação da tabela PHA funciona do mesmo modo que a notação da tabela Cutter, por isso não será explicado novamente. 4.3.1.3 Casos específicos Existem nomes que são muito utilizados, como por exemplo: Smith, Stewart, Silva e Oliveira. Esses nomes são repetidos nas tabelas acompanhados a partir da segunda entrada por uma letra. Esta letra representa a primeira letra do prenome da pessoa. Por exemplo: Oliveira. Na tabela PHA, para Oliveira é encontrado: Oliveira 45, Oliveira C. 46, Oliveira F. 47. Isso significa que Para prenomes começados pelas letras A e B utiliza-se o 45, para prenomes que começam com as letras C, D e E utiliza-se 46. Para autores com sobrenomes iguais, deve-se observar se eles escrevem sobre o mesmo assunto. Se isso ocorrer, em nossa biblioteca, deve-se acrescentar um dígito para a notação do autor. Por exemplo: André Oliveira e Anderson Oliveira, ambos têm notação número 45, então se o que apareceu depois for o Anderson, seu número será 451. Para obras em que o título se inicia com algarismos arábicos, deve-se colocar a letra correspondente à primeira letra do nome do número por extenso. Exemplo: as 1001 noites, a letra utilizada será m.
  • 40. 39 Para obras que tem entrada pelo título, deve-se utilizar a primeira letra do título, com exceção dos artigos, e a notação para a palavra. Exemplo: para um livro de autoria difusa que se chama Biblioteca Pública, utiliza-se o B (maiúsculo) e a notação (no caso da tabela PHA) 477 (bib), formando: B477. Para biografias e críticas literárias deve-se utilizar o nome do biografado ou criticado seguida de sua notação e a primeira letra do cabeçalho do autor da biografia ou crítica. Por exemplo: Pedro Bial escreveu uma biografia sobre Roberto Marinho, anota-se o M de Marinho, mais a notação 291 (tabela PHA, Marinho M.) e a letra b de bial, formando: M291b. Isso possibilita que todas as biografias de uma mesma pessoa fiquem juntas na estante. Para autobiografia não se acrescenta a segunda letra, assim uma autobiografia será a primeira a aparecer na estante, justificado pelo fato de que ninguém sabe mais sobre uma pessoa do que a mesma. Para livros que começam com a mesma letra deve-se acrescentar uma segunda letra à notação. Exemplo: André Oliveira escreveu os livros biblioteca Pública e Biblioteca Comunitária, a notação para os dois livros seria O45b, então para o segundo livro a ser incluído no sistema teria notação O45bi. Para séries deve-se colocar somente a letra e número do autor, deixando o espaço do título em branco. Na etiqueta acrescenta-se o número do volume na série, assim a ordem dos livros será mantida na estante. 4.3.2 Tratamento Físico O tratamento físico do material bibliográfico é a etapa final do processamento técnico. Nesta fase é que precisamos carimbar o material para anotar número de tombo, na página de rosto, e o modo de aquisição na última página. Depois deve-se imprimir a etiqueta e colá-la na lombada do livro a 1.5 cm de distância da base.
  • 41. 40 5 Disseminação da informação e marketing Ao longo deste manual, foi abordado o tratamento técnico de materiais informacionais desde sua seleção, até sua disposição nas estantes, passando por sua representação descritiva e temática. Todo este tratamento tem como objetivo a disseminação da informação. Vivemos em uma sociedade em que muitos se referem a ela como sociedade da informação, isso porque, com as revoluções informacionais sofridas até o momento, o homem começa a dar o devido valor a ela. Afinal, informação é comunicação e pode-se dizer que o homem deixou de ser um animal irracional quando começou a se comunicar de maneira sistemática e com a invenção da escrita conseguiu forjar uma sociedade organizada. Mostrando que as revoluções informacionais causaram tantas modificações no cotidiano das pessoas, quanto a revolução industrial. Em 1500, com a invenção da tipografia, a quantidade de obras publicadas que chegavam facilmente as mãos do cidadão comum começou a aumentar freneticamente. Hoje, a informática e as redes de computadores possibilitam ao escritor pular a etapa de buscar uma das casas publicadoras do mercado para distribuir seu livro. Mais do que nunca, a informação se mostra necessária e abundante na sociedade, entretanto, para ela ser usada da maneira correta, ou até mesmo para ela ser simplesmente usada, ela deve chegar até seu usuário. Para isso acontecer os profissionais da informação devem realizar seu trabalho técnico, porque sem ele a disseminação da informação é prejudicada. Disseminar informação nada mais é que passar a informação para frente, no contexto deste manual o termo “para frente” refere-se ao usuário da unidade da informação que busca a informação. Informação sem uso não é nada, apenas quando a informação é utilizada para se criar conhecimento e quando o conhecimento é usado para produzir alguma melhoria, avanço na sociedade ou tomada de decisão, pode-se dizer que a informação está sendo verdadeiramente disseminada e quanto mais disseminada ela for, maiores avanços a sociedade alcançará.
  • 42. 41 Os meios de disseminação da informação tem se multiplicado de poucas décadas até nossos dias, seguem alguns meios de disseminação da informação que até poucos anos atrás não existiam: Revistas científicas Repositórios institucionais Blogs Twitter Facebook Youtube O trabalho do profissional da informação, principalmente do bibliotecário, é um trabalho de suporte, por isso muitas vezes ele não é enxergado. Nesta área o reconhecimento do grande público tarda a chegar. Cabendo ao bibliotecário desempenhar sua função o melhor possível, pois como a informação em si está cada vez mais importante, os profissionais que a tem como alvo de seu trabalho serão reconhecidos impreterivelmente. Ficar querendo fazer propaganda de seu desempenho pode acabar mudando o foco do profissional e resultar num trabalho malfeito, e isso só depõe contra a imagem do bibliotecário, documentalista e outros profissionais da área da informação. Se o profissional quer ser reconhecido pelo seu trabalho o que ele deve fazer é realizá-lo de maneira correta. Entretanto, se o marketing for utilizado para apresentar a unidade de informação e seus recursos, gerando maior demanda, então a questão muda. A missão do bibliotecário é mais que esperar pelo usuário. Para que. tanto o profissional quanto a instituição, possam verdadeiramente desempenhar seu papel na sociedade, ambos devem criar modos de atrair o usuário e fazer com que as informações que guardam sejam disseminadas, para que estas colaborem para a transformação e evolução do mundo em que vivemos. Quando os esforços estiverem voltados para este tipo de marketing então a energia gasta não estará sendo desperdiçada e sim contribuindo sinergicamente com o objetivo da ciência da informação.
  • 43. 42 6 Exemplos de catalogação Neste capítulo, segue, para servir de amostra, o processamento técnico de cinco livros. Neste processo, será indicado o passo a passo, juntamente às regras do AACR2r para determinação dos pontos de acesso e o que foi utilizado dos outros recursos. Para ficar menos intangível, antes de iniciar o processamento técnico será incluído imagens das capas, páginas de rosto, outras preliminares, orelhas e contra capa dos materiais a serem estudados.
  • 44. 43 6.1 Item 1 O primeiro livro é Como gerenciar Equipes de Robert Heller. Figura 2 - Capa e contracapa Figura 3 - Orelha da capa e página de rosto
  • 45. 44 Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as informações necessárias, temos: Titulo: Como gerenciar equipes Autor: Robert Heller Série: Série sucesso profissional: seu guia de estratégia pessoal Editora: Publifolha Ano de copirraite: 1999 Título original: Managing teams Número de páginas: 72 Dimensões: 18 cm. Local de publicação: São Paulo
  • 46. 45 Contém índice ISBN 85-7402-089-3 A seguir é feita a descritiva em que temos: Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha, c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 Na nota de título original é convencionado pela Biblioteca Nacional utilizar a expressão “Tradução de:”. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal desta obra é o autor Robert Heller, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Heller, Robert. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro: ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras- chave: Gerenciamento de equipes e Liderança. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para saber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Team Management: 658.402 2 Para CDU temos: Gerência e administração de pessoal: 658.310.8
  • 47. 46 Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 419 Heller Cutter: 477 Helle Criando sua localização, para CDD e PHA, 658.402 2 H419c; e para CDU e Cutter, 658.310.8 H477c. Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 658.402 2 Heller, Robert. H419c Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha, c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II. Série. 658.310.8 Heller, Robert. H477c Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha, c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II. Série.
  • 48. 47 Em um último momento faremos a conversão da ficha catalográfica para o formato MARC 21. Serão incluídas apenas as tags utilizadas para a formação da ficha catalográfica. Os campos líder e fixos não serão utilizados. Tabela 3 - Tags livro 1 Tags Conteúdo 020_ _ $a8574020893 080 _ _ 658.310.8 0820_ 658.4022 092_ _ H419c 093_ _ H477c 1001_ $aHeller, Robert. 24510 $aComo gerenciar equipes $h[texto] / $cRobert Heller. 260_ _ $aSão Paulo : $bPublifolha, $cc1999. 300_ _ $a72 p. $c18 cm. 4901_ $aSérie sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal. 5058_ $aContém índice. 534_ _ $tTradução de: Managing teams. 65014 $aGerenciamento de equipes. 65014 $aLiderança. 830_0 $aSucesso profissional.
  • 49. 48 6.2 Item 2 O segundo livro é Consciência Operária no Brasil de Celso Frederico. Figura 5 - Capa e contra-capa Figura 6 - Página de rosto
  • 50. 49 Figura 7 - Outras preliminares O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as informações necessárias, temos: Titulo: Consciência operária no Brasil Autor: Celso Frederico Série: Ensaios, número 39 na série Editora: Ática Ano de produção: 1978 Número de páginas: 144 p. Dimensões: 21 cm. Local de publicação: São Paulo
  • 51. 50 Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São Paulo : Ática, 1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal desta obra é o autor Celso Frederico, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Frederico, Celso. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro: ao analisar sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-chave: Operários, consciência de classe, sindicalismo e São Paulo. Com isso montamos duas pistas para utilizar na ficha: 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para saber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Workers Social class: 305.562; e São Paulo: 098161, formando: 305.562 098 161. Para CDU temos: Questões trabalhistas de natureza geral. Teoria do trabalho. Ciência do trabalho: 331.101; e São Paulo: 815.6 Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 929 Fred
  • 52. 51 Cutter: 852 Fred Criando sua localização, para CDD e PHA, 305.562098161 F929c; e para CDU e Cutter, 331.101 (815.6) F852c Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 305.562 Frederico, Celso. 098161 Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São F929c Paulo : Ática, 1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I. Título. II. Série. 331.101 Frederico, Celso. (815.6) Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São F852c Paulo : Ática, 1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I. Título. II. Série.
  • 53. 52 E o formato MARC 21: Tabela 4 - Tags livro 2 Tags Conteúdo 080 _ _ 331.101(815.6) 0820_ 305.562098161 092_ _ F929c 093_ _ F852c 1001_ $aFrederico, Celso. 24510 $aConsciência operária no Brasil $h[texto] / $cCelso Frederico. 260_ _ $aSão Paulo : $bÁtica, $c1978. 300_ _ $a144 p. $c21 cm. 4901_ $aEnsaios ; $n39. 504_ _ $aContém bibliografia. 65014 $aOperários – consciência. 65014 $aSindicalismo $zSão Paulo. 830_0 $aEnsaios
  • 54. 53 6.3 Item 3 O terceiro livro é Os Brasileiros de Darcy Ribeiro. Figura 8 - Capa e contra-capa Figura 9 - Página de rosto e outras preliminares
  • 55. 54 O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as informações necessárias, temos: Titulo: Os brasileiros: livro 1 – teoria do Brasil (este livro pode parecer confuso, entretanto como explicado anteriormente o título é aquele que tem maior destaque) Autor: Darcy Ribeiro Série: Coleção perspectiva do homem, série antropologia, volume 44 c, estudos de antropologia, 4 Editora: Civilização Brasileira Ano de publicação: 1975 Edição: segunda Número de páginas: 200 Dimensões: 21 cm. Local de publicação: Rio de Janeiro Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal desta obra é o autor Darcy Ribeiro, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Ribeiro, Darcy. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série.
  • 56. 55 O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro: ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras- chave: Antropologia, ciências sociais e Brasil. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para saber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Antropology: 301 Brasil: 981 Formando: 301.0981 Para CDU temos: Antropologia: 572 Brasil: 81 Formando: 572 (81) Agora procuramos por Ribeiro nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 368 Ribeiro C. Cutter: 484 Ribe Criando sua localização, para CDD e PHA, 301.0981 R368b; e para CDU e Cutter, 572 (81) R484b. Com isso podemos criar a ficha catalográfica:
  • 57. 56 301.0981 Ribeiro, Darcy. R368b Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. 1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II. Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de antropologia da civilização. 572(81) Ribeiro, Darcy. R484b Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. 1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II. Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de antropologia da civilização.
  • 58. 57 E o formato MARC 21: Tabela 5 - Tags livro 3 Tags Conteúdo 080 _ _ 572(81) 0820_ 301.0981 092_ _ R368b 093_ _ R484b 1001_ $aRibeiro, Darcy. 24510 $aOs brasileiros$h[texto] : $blivro 1 – teoria do Brasil / $cRibeiro, Darcy. 250_ _ $a2. ed. 260_ _ $aRio de Janeiro : $bCivilização Brasileira, $c1975. 300_ _ $a200 p. $c21 cm. 4901_ $aColeção perspectivas do homem. $aSérie antropologia, $v v. 44c. $aEstudos de antropologia da civilização, $v 4. 504_ _ $aContém bibliografia. 65014 $aAntropologia $zBrasil. 65014 $aCiências Sociais. 830_0 $aPerspectivas do Homem. 830_0 $aAntropologia 830_0 $aEstudos de antropologia da civilização
  • 59. 58 6.4 Item 4 O quarto livro é O descobrimento do Brasil de Manuel Nunes Dias. Figura 10 - Capa e contra-capa Figura 11 - Página de rosto
  • 60. 59 O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as informações necessárias, temos: Titulo: o descobrimento do Brasil: subsídio para o estudo da integração do Atlântico Sul. Autor: Manuel Nunes Dias Série: biblioteca pioneira de estudos brasileiros Editora: Pioneira editora Ano de copirraite: 1967 Número de páginas: XII, 195 p. (existem páginas no começo do livro que são numeradas com algarismos romanos, elas são contadas separadamente das outras, com números arábicos). Dimensões: 21 cm. Local de publicação: São Paulo Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo : Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal desta obra é o autor Manuel Nunes Dias, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome composto e escrever em português o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Dias, Manuel Nunes, e deve-se fazer uma remissiva ver para Nunes Dias, Manuel. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série.
  • 61. 60 O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro: ao analisar orelhas, sumário e até mesmo ler a introdução entende-se que o tema é como o descobrimento do Brasil influenciou a Europa. Temos as seguintes palavras- chave: crise européia, século 15, história européia. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para saber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: História européia, período 1453 -: 940.2 Para CDU temos: História geral: 94, Europa: 4, Brasil: 81, século 15: “15”. Agora procuramos por Dias nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 533 Dias M. Cutter: 541 Dias Criando sua localização, para CDD e PHA, 940.2 D533d; e para CDU e Cutter, 94”15”(4:81) D541d. Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 940.2 Dias, Manuel Nunes. D533d O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo : Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. 1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc. XV. I. Título. II. Série.
  • 62. 61 94”15”(4:81) Dias, Manuel Nunes. D541d O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo : Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. 1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc. XV. I. Título. II. Série. E o formato MARC 21: Tabela 6 - Tags livro 4 Tags Conteúdo 020_ _ $a8574020893 080 _ _ 94”15”(4:81) 0820_ 940.2 092_ _ D533d 093_ _ D541d 1001_ $aDias, Manuel Nunes 24510 $aO descobrimento do Brasil$h[texto] / $cManuel Nunes Dias. 260_ _ $aSão Paulo : $bPioneira, $c1967. 300_ _ $aXII, 195 p.. $c21 cm. 4901_ $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros 504_ _ $aContém bibliografia. 65014 $aHistória européia 65014 $aComércio Atlântico-norte 830_0 $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros.
  • 63. 62 6.5 Item 5 O livro 5 é Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa de Claudionor dos Santos Oliveira. Figura 12 – Capa Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda
  • 64. 63 Figura 14 - Outras preliminares O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se as informações necessárias, temos: Titulo: Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa: uma visão holística do conhecimento humano. Autor: Claudionor dos Santos Oliveira Editora: Universidade Ibirapuera Ano: [ca. 2002] (ao analisar o item não foi encontrada data, entretanto pode- se ver que o livro é de no mínimo 2002 pelas referências). Número de páginas: 132 Dimensões: 24 cm. Local de publicação: São Paulo Contém bibliografias. (há uma bibliografia ao final de cada parte do livro) ISBN 85-7322-996-9
  • 65. 64 Edição: segunda A seguir é feita a descritiva em que temos: Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa [texto] : uma visão holística do conhecimento humano / Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. – São Paulo : Universidade Ibirapuera, [ca. 2002]. 132 p. ; 24 cm. Contém bibliografias. ISBN 85-7322-996-9 A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principal desta obra é o autor Claudionor dos Santos Oliveira, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenome composto e se expressar em português o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Oliveira, Claudionor dos Santos e fazer uma remissiva para Santos Oliveira, Claudionor dos. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro: ao analisar orelhas e sumário pode-se retirar as seguintes palavras-chave: metodologia científica e história da metodologia científica. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice das tabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal para saber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Scienthific methods: 001.42 Para CDU temos: Metodologia. Inclusive estudo geral do método: 001.8 Agora procuramos por Oliveira nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 46 Oliveira C.
  • 66. 65 Cutter: 48 Oliv Criando sua localização, para CDD e PHA, 001.42 O46m; e para CDU e Cutter, 001.8 O48m. Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 001.42 Oliveira, Claudionor dos Santos. O46m Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa [texto] : uma visão holística do conhecimento humano / Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. – São Paulo : Universidade Ibirapuera, [ca. 2002]. 132 p. ; 24 cm. Contém bibliografias. ISBN 85-7322-996-9 1.Metodologia científica. 2. Metodologia científica - história. I. Título. 001.8 Oliveira, Claudionor dos Santos. O48m Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa [texto] : uma visão holística do conhecimento humano / Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. – São Paulo : Universidade Ibirapuera, [ca. 2002]. 132 p. ; 24 cm. Contém bibliografias. ISBN 85-7322-996-9 1. Metodologia científica. 2. Metodologia científica - história. I. Título.
  • 67. 66 E o formato MARC 21: Tabela 7 - Tags livro 5 Tags Conteúdo 020_ _ $a8573229969 080 _ _ 001.8 0820_ 001.42 092_ _ O46m 093_ _ O48m 1001_ $aOliveira, Claudionor dos Santos. 24510 $aMetodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa$h[texto] : $buma visão holística do conhecimento humano / $cClaudionor dos Santos Oliveira. 250_ _ $a2. ed. 260_ _ $aSão Paulo : $bUniversidade Ibirapuera, $c[ca.2002]. 300_ _ $a132 p. $c24 cm. 504_ _ $aContém bibliografias. 65014 $aMetodologia científica. $vHistória.