Capítulo 1A MADEIRA COMO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO1.1 – Introdução1.2 – Classificação das Madeiras1.3 – Estrutura e Crescimento das Madeiras1.4 – Propriedades Físicas das Madeiras1.5 – Defeitos das Madeiras
1.1 – IntroduçãoÉ provavelmente, o material de construção mais antigo dada a sua disponibilidade na natureza e sua relativa facilidade de manuseio;
A madeira apresenta uma excelente relação resistência/peso, Tabela 1.1, quando comparada com outros materiais de construção convencionais;
Facilidade de fabricação de diversos produtos industrializados;
Bom isolamento térmico;
A madeira esta sujeita à degradação biológica por ataque de fungos, brocas etc;
A madeira também está sujeita à ação do fogo;
Por ser um material natural apresenta inúmeros defeitos, como  nós e fendas que interferem em suas  propriedades mecânicas;* Os aspectos desfavoráveis são facilmente superados com o uso de produtos industriais de madeira convenientemente tratados, em sistemas estruturais adequados, resultando em estruturas duráveis e com características estéticas agradáveis.
1.2 – Classificação das MadeirasAs madeiras utilizadas em construção  são obtidas de troncos de árvores, e se distinguem em duas categorias principais de madeiras:Madeiras duras: provenientes de árvores frondosas ( dicotiledôneas – plantas com flor, da classe Angiosperma, com folhas achatadas e largas), de crescimento lento. Ex: peroba, ipê, aroeira, carvalho etc.; as madeiras duras de melhor qualidade são também chamadas madeiras de lei;       *As árvores frondosas perdem geralmente suas folhas no outono.
Madeiras macias:  provenientes em geral das árvores coníferas ( da classe Gimnosperma, com folhas em forma de agulhas ou escamas,e sementes agrupadas em forma de cones), de crescimento rápido. Ex: pinheiro do paraná, pinheiros europeus e norte-americanos, pinheiro bravo.*As coníferas mantêm suas folhas verdes o ano todo.* Estas duas categorias descritas acima se distinguem pela estutura celular dos troncos e não propriamente pela resistência. Algumas árvores frondosas produzem madeira menos resistente que o pinho por exemplo.As gimnospérmicas ou gimnospermas (do grego gimnos = nu / sperma = semente) são plantas vasculares com frutos não carnosos (frutos sem polpa) e cujas sementes não se encerram num fruto. Diferenciando-se assim das angiospérmicas, que têm suas sementes envoltas por um fruto, gerado por um ovário[1].
1.3 – Estrutura e Crescimento das MadeirasAs árvores produtoras de madeira de construção são do tipo exogênico, que crescem pela adição de camadas externas, sob a casca. A seção transversal de um tronco de árvore revela as seguintes camadas , de fora para dentro (Fig. 1.1):a) casca – proteção externa da árvore, formada por  uma camada externa morta , de espessura variável com a idade e as espécies, e uma fina camada interna, de tecido vivo e macio, que conduz o alimento preparado nas folhas para as partes em crescimento;
b) alburno ou barnco - camada formada por células vivas que conduzem a seiva das raízes para as folhas; tem espessura variável conforme a espécie, geralmente de 3 a 5 cm;
c) cerne ou durâmen  - com o crescimento, as células vivas do alburno tornam-se inativas e constituem o cerne, de coloração mais escura, passando a ter apenas função de sustentar o tronco;
d) medula – tecido macio, em torno do qual se verifica o primeiro crescimento da madeira, nos ramos novos.* Os troncos das árvores crescem pela adição de anéis em volta da medula; os anéis são gerados por divisão de células em uma camada microscópica situada sob a casca, denominada câmbio, ou Liber, que também produz células da casca.
1.4 – Propriedades Físicas das MadeirasDevido à orientação das células, a madeira é um material anisotrópico, apresentando três direções principais conforme mostram as figuras 1.5 e 1.6: longitudinal, radial e tangencial.  A diferença de propriedades entres as direções radial e tangencial raramente tem importância pratica, bastando diferenciar as propriedades na direção das fibras principais ( direção longitudinal) e na direção perpendicular às mesmas fibras.1.4.1 – Anisotropia da Madeiras
1.4.2 – UmidadeA umidade da madeira tem grande importância sobre as suas propriedades. O grau de umidade U é o peso de água contido na madeira expresso como uma porcentagem do peso da madeira seca em estufa Ps( até a estabilização do peso):A umidade está presente na madeira de duas formas:Água no interior da cavidade das células ocas ( fibras ) e
Água absorvida nas paredes das fibras.
1.4.3 – Retração da MadeiraAs madeiras sofrem retração ou inchamento com a variação da umidade entre 0 e o ponto de saturação das fibras (30%), sendo a variação dimensional aproximadamente linear. O fenômeno é mais importante na direção tangencial; para a redução da umidade de 30% a 0, a retração tangencial varia de 5% a 10% da dimensão verde, conforme as espécies.A retração na direção radial é cerca da metade da direção tangencial. Na direção longitudinal, a retração é menos pronunciada, valendo apenas 0,1% a 0,3% da dimensão verde. A retração volumétrica é aproximadamente igual a soma das três retrações lineares ortogonais.
1.4.4 – Dilatação LinearO coeficiente de dilatação linear das madeiras, na direção longitudinal, varia de 0,3 X 10E-5  a  0,45 X 10E-5 por °C, sendo, pois, da ordem de 1/3 do coeficiente de dilatação linear do aço.Na direção tangencial ou radial, o coeficiente de dilatação varia com o peso específico da madeira, sendo da ordem de 4,5 X 10E-5 °C para madeiras duras e 8,0 X 10E-5 °C para madeiras macias. Vê-se assim que o coeficiente de dilatação linear na direção perpendicular às fibras  varia de 4 a 7 vezes o coeficiente de dilatação linear do aço1.4.5 – Deterioração da MadeiraA madeira está sujeita à deterioração por diversas origens, dentre as quais se destacam:Ataque biológico e
Ação do fogo.1.5 – Defeitos da Madeiras
Capítulo 2PRODUTOS DE MADEIRA E SISTEMAS ESTRUTURAIS2.1 – Tipos de Madeira de Construção2.2 – Sistemas Estruturais em Madeira
2.1 – Tipos de Madeira de Construçãomadeiras maciças:
madeira bruta ou roliça
madeira falquejada
madeira serrada
madeiras industrializadas:
madeira compensada
madeira laminada ( ou microlaminada ) e colada
madeira recomposta2.1.1 – Madeira Roliça ( ou Bruta)é empregada em forma de tronco ( servindo para estacas, escoramentos, postes, colunas, etc. ).
os troncos mais frequentemente utlizados no Brasil são: o pinho-do-paraná e os eucaliptos.
os troncos devem ser abatidos na época da seca, quando se tem o menor teor de umidade.
retirando-se a casca e deixando secar o tronco, evapora-se primeiro a água contida no interior das células ocas; a madeira chama-se, então, meio seca, sendo seu teor de umidade cerca de 30%. Continuando-se a secagem, a madeira atinge um ponto de equilíbrio com a umidade atmosférica, chamando-se, então, seca ao ar . ( * as madeiras devem ser utilizadas nestas duas condições ).
como a evaporação da umidade é mais rápida nas extremidades ( onde as fibras longitudinais estão abertas ), a peça pode fendilhar-se durante a secagem. ( * pode-se pintar as extremidades da peça com alcatrão para se retardar a evaporação ).as peças roliças de diâmetro variável ( em forma de tronco de cone ) são comparadas, para efeito de cálculo, a uma peça cilíndrica de diâmetro igual ao do terço da peça. ( Fig. 2.1)2.1.2 – Madeira Falquejadaé obtida de troncos, através do corte com machados.
dependendo do diâmetro dos troncos, podem ser obtidas seções maciças de grandes dimensões. ( ex. 30 cm X 30 cm ou  60 cm X 60 cm).
as partes laterais cortadas constituem perda.
a seção retangular inscrita que produz menor perda é o quadrado de lado b = d /2. ( Fig. 2.2). Há também o interesse em se obter uma seção retangular ( b x h ). ( Fig. 2.3). 
2.1.3 – Madeira Serrada2.1.3.1 – Corte e Desdobramento das Torasas árvores devem ser abatidas de preferência ao se  atingir  a  maturidade ( quando o cerne ocupa a maior percentagem do tronco ) , resultando, então, em madeira de melhor qualidade. ( * a melhor época do abate é a estação seca).o desdobramento do tronco em peças deve ser feito o mais cedo possível após o corte da árvore, a fim de se evitar defeitos decorrentes da secagem da madeira.
dois tipos de desdobramento são realizados ( conforme Fig. 2.4 ), e são feitas com serras especiais, de  fita contínua, e com comandos mecânicos para o avanço do tronco.
O comprimento das toras é limitado por problemas de transporte e manejo, geralmente de 4m a 6m.2.1.3.2 – Secagem da Madeira Serradaa secagem pode produzir deformações transversais diferenciais nas peças serradas, dependendo da posição original da peça no tronco. ( Fig. 2.5).
a madeira deve ser utilizada já seca, evitando-se, assim, danos na estrutura tais como : empenamento e rachaduras oriundas da secagem.2.1.3.3 – Dimensões Comerciais de Madeiras Serradas2.1.3.3 – Dimensões Míninas da Seção Transversal de Peças de Madeira Serrada usadas em Estruturasas seções transversais de peças utilizadas em estruturas devem ter certas dimensões mínimas, para se evitar o fendilhamento ou flexibilidade exagerada. ( Tab. 2.1).2.1.4 – Madeira Compensada a madeira compensada ( Fig. 2.6 ) é formada pela colagem de três ou mais lâminas, alternando-se a direção das fibras em ângulo reto. Os compensados podem ter três, cinco ou mais lâminas , sempre em número ímpar.
com as camadas em direções ortogonais, obtém-se um produto mais aproximadamente isotrópico que a madeira maciça. as lâminas, cujas espessuras geralmente variam de 1mm e 5 mm, podem ser obtidas de toras ou peças retangulares, utilizando-se facas especiais para  o corte. ( Fig. 2.7 ).
a seguir as lâminas são submetidas a secagem natural ou artificial. Na secagem natural as lâminas são abrigadas em galpões cobertos e bem ventilados. A secagem artificial se faz a temperatura de 80 a 100°C, impedindo os empenamentos com auxílios de prensas. a colagem das lâminas é feita sobre pressão, podendo ser utilizadas prensas a frio ou a quente. As colas sintéticas são prensadas a quente.
os compensados destinados a utilização em ambientes secos, como portas, armários, divisórias etc., podem ser colados com cola de caseína, Os compensados estruturais, sujeitos a variações de umidade ou expostos ao tempo, devem ser fabricados com colas sintéticas.
as chapas de compensado são fabricadas com dimensões padronizadas, 2,50 X 1,25 m, e espessuras variando entre 4 e 30 mm .
vantagens da madeira compensada em relação a madeira maciça:
a desvantagem mais importante é o preço elevado.pode ser fabricada em folhas grandes, com defeitos limitados;reduz retração o inchamento, graças à ortogonalidade da direção das fibras nas camadas adjacentes ;é mais resistente na direção normal às fibras;reduz trincas na cravação de pregos;permite o uso de madeira mais resistente nas camadas externas e menos resistente nas camadas internas, reduzindo custos.
2.1.5 – Madeira Laminada ( Microlaminada ) e Colada a madeira laminada e colada é um produto estrutural, formado por associação de lâminas de madeira selecionada, coladas com adesivo e sob pressão ( Fig. 2.8). As fibras da lâminas têm direções paralelas.
a espessura das lâminas varia em geral de 1,5  a 3,0 cm, podendo excepcionalmente atingir 5,0 cm.
as lâminas podem ser emendadas com cola nas estremidades, formando peças de grande comprimento. as etapas de fabricação de peças de madeira laminada e colada consistem em:
as emendas podem ser executadas conforme mostra os detalhamentos da Fig. 2.9secagem das lâminaspreparo das lâminas ( aplainá-las e serrá-las )execução de juntas de emendascolagem sob pressãoacabamento e tratamento preservativo
 as emendas denteadas são mais eficientes que as emendas com chanfro , e a eficiência das juntas em chanfro depende da inclinação do corte, quanto mais inclinada mais eficiente será a junta. ( Tab. 2.2).
umas das principais vantagens é que permite a construção de peças de eixo curvo, muito usadas em arcos, cascas, etc.
Os produtos microlaminados apresentam uma estrutura mais homogênea e tendem a ser mais resistentes que a outras madeiras sejam serradas, compensadas ou laminadas.2.1.6 – Produtos de Madeira Recomposta na forma de Placas produtos na forma de placas foram desenvolvidos a partir de resíduos da madeira serrada ou compensada, convertidos em flocos e partículas, e coladas sob pressão.2.2 – Sistemas Estruturais em MadeiraTreliças de Cobertura ( Tesouras )
Vigamentos para Pisos
Pórticos
Pontes em Madeira
Estruturas Arporticadas para Edificações
Cimbramentos de Madeira2.2.1 – Treliças de Cobertura ( Tesouras )
2.2.1 – Treliças de Cobertura ( Tesouras )
2.2.1 – Treliças de Cobertura ( Tesouras )
2.2.2 – Vigamentos para Pisos
2.2.3 – Pórticos
2.2.4 – Pontes em Madeira
2.2.5 – Estruturas Arporticadas para Edificações
2.2.5 – Estruturas Arporticadas para Edificações

Madeiras

  • 1.
    Capítulo 1A MADEIRACOMO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO1.1 – Introdução1.2 – Classificação das Madeiras1.3 – Estrutura e Crescimento das Madeiras1.4 – Propriedades Físicas das Madeiras1.5 – Defeitos das Madeiras
  • 2.
    1.1 – IntroduçãoÉprovavelmente, o material de construção mais antigo dada a sua disponibilidade na natureza e sua relativa facilidade de manuseio;
  • 3.
    A madeira apresentauma excelente relação resistência/peso, Tabela 1.1, quando comparada com outros materiais de construção convencionais;
  • 4.
    Facilidade de fabricaçãode diversos produtos industrializados;
  • 5.
  • 6.
    A madeira estasujeita à degradação biológica por ataque de fungos, brocas etc;
  • 7.
    A madeira tambémestá sujeita à ação do fogo;
  • 8.
    Por ser ummaterial natural apresenta inúmeros defeitos, como nós e fendas que interferem em suas propriedades mecânicas;* Os aspectos desfavoráveis são facilmente superados com o uso de produtos industriais de madeira convenientemente tratados, em sistemas estruturais adequados, resultando em estruturas duráveis e com características estéticas agradáveis.
  • 9.
    1.2 – Classificaçãodas MadeirasAs madeiras utilizadas em construção são obtidas de troncos de árvores, e se distinguem em duas categorias principais de madeiras:Madeiras duras: provenientes de árvores frondosas ( dicotiledôneas – plantas com flor, da classe Angiosperma, com folhas achatadas e largas), de crescimento lento. Ex: peroba, ipê, aroeira, carvalho etc.; as madeiras duras de melhor qualidade são também chamadas madeiras de lei; *As árvores frondosas perdem geralmente suas folhas no outono.
  • 10.
    Madeiras macias: provenientes em geral das árvores coníferas ( da classe Gimnosperma, com folhas em forma de agulhas ou escamas,e sementes agrupadas em forma de cones), de crescimento rápido. Ex: pinheiro do paraná, pinheiros europeus e norte-americanos, pinheiro bravo.*As coníferas mantêm suas folhas verdes o ano todo.* Estas duas categorias descritas acima se distinguem pela estutura celular dos troncos e não propriamente pela resistência. Algumas árvores frondosas produzem madeira menos resistente que o pinho por exemplo.As gimnospérmicas ou gimnospermas (do grego gimnos = nu / sperma = semente) são plantas vasculares com frutos não carnosos (frutos sem polpa) e cujas sementes não se encerram num fruto. Diferenciando-se assim das angiospérmicas, que têm suas sementes envoltas por um fruto, gerado por um ovário[1].
  • 11.
    1.3 – Estruturae Crescimento das MadeirasAs árvores produtoras de madeira de construção são do tipo exogênico, que crescem pela adição de camadas externas, sob a casca. A seção transversal de um tronco de árvore revela as seguintes camadas , de fora para dentro (Fig. 1.1):a) casca – proteção externa da árvore, formada por uma camada externa morta , de espessura variável com a idade e as espécies, e uma fina camada interna, de tecido vivo e macio, que conduz o alimento preparado nas folhas para as partes em crescimento;
  • 12.
    b) alburno oubarnco - camada formada por células vivas que conduzem a seiva das raízes para as folhas; tem espessura variável conforme a espécie, geralmente de 3 a 5 cm;
  • 13.
    c) cerne oudurâmen - com o crescimento, as células vivas do alburno tornam-se inativas e constituem o cerne, de coloração mais escura, passando a ter apenas função de sustentar o tronco;
  • 14.
    d) medula –tecido macio, em torno do qual se verifica o primeiro crescimento da madeira, nos ramos novos.* Os troncos das árvores crescem pela adição de anéis em volta da medula; os anéis são gerados por divisão de células em uma camada microscópica situada sob a casca, denominada câmbio, ou Liber, que também produz células da casca.
  • 15.
    1.4 – PropriedadesFísicas das MadeirasDevido à orientação das células, a madeira é um material anisotrópico, apresentando três direções principais conforme mostram as figuras 1.5 e 1.6: longitudinal, radial e tangencial. A diferença de propriedades entres as direções radial e tangencial raramente tem importância pratica, bastando diferenciar as propriedades na direção das fibras principais ( direção longitudinal) e na direção perpendicular às mesmas fibras.1.4.1 – Anisotropia da Madeiras
  • 16.
    1.4.2 – UmidadeAumidade da madeira tem grande importância sobre as suas propriedades. O grau de umidade U é o peso de água contido na madeira expresso como uma porcentagem do peso da madeira seca em estufa Ps( até a estabilização do peso):A umidade está presente na madeira de duas formas:Água no interior da cavidade das células ocas ( fibras ) e
  • 17.
    Água absorvida nasparedes das fibras.
  • 18.
    1.4.3 – Retraçãoda MadeiraAs madeiras sofrem retração ou inchamento com a variação da umidade entre 0 e o ponto de saturação das fibras (30%), sendo a variação dimensional aproximadamente linear. O fenômeno é mais importante na direção tangencial; para a redução da umidade de 30% a 0, a retração tangencial varia de 5% a 10% da dimensão verde, conforme as espécies.A retração na direção radial é cerca da metade da direção tangencial. Na direção longitudinal, a retração é menos pronunciada, valendo apenas 0,1% a 0,3% da dimensão verde. A retração volumétrica é aproximadamente igual a soma das três retrações lineares ortogonais.
  • 19.
    1.4.4 – DilataçãoLinearO coeficiente de dilatação linear das madeiras, na direção longitudinal, varia de 0,3 X 10E-5 a 0,45 X 10E-5 por °C, sendo, pois, da ordem de 1/3 do coeficiente de dilatação linear do aço.Na direção tangencial ou radial, o coeficiente de dilatação varia com o peso específico da madeira, sendo da ordem de 4,5 X 10E-5 °C para madeiras duras e 8,0 X 10E-5 °C para madeiras macias. Vê-se assim que o coeficiente de dilatação linear na direção perpendicular às fibras varia de 4 a 7 vezes o coeficiente de dilatação linear do aço1.4.5 – Deterioração da MadeiraA madeira está sujeita à deterioração por diversas origens, dentre as quais se destacam:Ataque biológico e
  • 20.
    Ação do fogo.1.5– Defeitos da Madeiras
  • 22.
    Capítulo 2PRODUTOS DEMADEIRA E SISTEMAS ESTRUTURAIS2.1 – Tipos de Madeira de Construção2.2 – Sistemas Estruturais em Madeira
  • 23.
    2.1 – Tiposde Madeira de Construçãomadeiras maciças:
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    madeira laminada (ou microlaminada ) e colada
  • 30.
    madeira recomposta2.1.1 –Madeira Roliça ( ou Bruta)é empregada em forma de tronco ( servindo para estacas, escoramentos, postes, colunas, etc. ).
  • 31.
    os troncos maisfrequentemente utlizados no Brasil são: o pinho-do-paraná e os eucaliptos.
  • 32.
    os troncos devemser abatidos na época da seca, quando se tem o menor teor de umidade.
  • 33.
    retirando-se a cascae deixando secar o tronco, evapora-se primeiro a água contida no interior das células ocas; a madeira chama-se, então, meio seca, sendo seu teor de umidade cerca de 30%. Continuando-se a secagem, a madeira atinge um ponto de equilíbrio com a umidade atmosférica, chamando-se, então, seca ao ar . ( * as madeiras devem ser utilizadas nestas duas condições ).
  • 34.
    como a evaporaçãoda umidade é mais rápida nas extremidades ( onde as fibras longitudinais estão abertas ), a peça pode fendilhar-se durante a secagem. ( * pode-se pintar as extremidades da peça com alcatrão para se retardar a evaporação ).as peças roliças de diâmetro variável ( em forma de tronco de cone ) são comparadas, para efeito de cálculo, a uma peça cilíndrica de diâmetro igual ao do terço da peça. ( Fig. 2.1)2.1.2 – Madeira Falquejadaé obtida de troncos, através do corte com machados.
  • 35.
    dependendo do diâmetrodos troncos, podem ser obtidas seções maciças de grandes dimensões. ( ex. 30 cm X 30 cm ou 60 cm X 60 cm).
  • 36.
    as partes lateraiscortadas constituem perda.
  • 37.
    a seção retangularinscrita que produz menor perda é o quadrado de lado b = d /2. ( Fig. 2.2). Há também o interesse em se obter uma seção retangular ( b x h ). ( Fig. 2.3). 
  • 39.
    2.1.3 – MadeiraSerrada2.1.3.1 – Corte e Desdobramento das Torasas árvores devem ser abatidas de preferência ao se atingir a maturidade ( quando o cerne ocupa a maior percentagem do tronco ) , resultando, então, em madeira de melhor qualidade. ( * a melhor época do abate é a estação seca).o desdobramento do tronco em peças deve ser feito o mais cedo possível após o corte da árvore, a fim de se evitar defeitos decorrentes da secagem da madeira.
  • 40.
    dois tipos dedesdobramento são realizados ( conforme Fig. 2.4 ), e são feitas com serras especiais, de fita contínua, e com comandos mecânicos para o avanço do tronco.
  • 41.
    O comprimento dastoras é limitado por problemas de transporte e manejo, geralmente de 4m a 6m.2.1.3.2 – Secagem da Madeira Serradaa secagem pode produzir deformações transversais diferenciais nas peças serradas, dependendo da posição original da peça no tronco. ( Fig. 2.5).
  • 42.
    a madeira deveser utilizada já seca, evitando-se, assim, danos na estrutura tais como : empenamento e rachaduras oriundas da secagem.2.1.3.3 – Dimensões Comerciais de Madeiras Serradas2.1.3.3 – Dimensões Míninas da Seção Transversal de Peças de Madeira Serrada usadas em Estruturasas seções transversais de peças utilizadas em estruturas devem ter certas dimensões mínimas, para se evitar o fendilhamento ou flexibilidade exagerada. ( Tab. 2.1).2.1.4 – Madeira Compensada a madeira compensada ( Fig. 2.6 ) é formada pela colagem de três ou mais lâminas, alternando-se a direção das fibras em ângulo reto. Os compensados podem ter três, cinco ou mais lâminas , sempre em número ímpar.
  • 43.
    com as camadasem direções ortogonais, obtém-se um produto mais aproximadamente isotrópico que a madeira maciça. as lâminas, cujas espessuras geralmente variam de 1mm e 5 mm, podem ser obtidas de toras ou peças retangulares, utilizando-se facas especiais para o corte. ( Fig. 2.7 ).
  • 44.
    a seguir aslâminas são submetidas a secagem natural ou artificial. Na secagem natural as lâminas são abrigadas em galpões cobertos e bem ventilados. A secagem artificial se faz a temperatura de 80 a 100°C, impedindo os empenamentos com auxílios de prensas. a colagem das lâminas é feita sobre pressão, podendo ser utilizadas prensas a frio ou a quente. As colas sintéticas são prensadas a quente.
  • 45.
    os compensados destinadosa utilização em ambientes secos, como portas, armários, divisórias etc., podem ser colados com cola de caseína, Os compensados estruturais, sujeitos a variações de umidade ou expostos ao tempo, devem ser fabricados com colas sintéticas.
  • 46.
    as chapas decompensado são fabricadas com dimensões padronizadas, 2,50 X 1,25 m, e espessuras variando entre 4 e 30 mm .
  • 47.
    vantagens da madeiracompensada em relação a madeira maciça:
  • 48.
    a desvantagem maisimportante é o preço elevado.pode ser fabricada em folhas grandes, com defeitos limitados;reduz retração o inchamento, graças à ortogonalidade da direção das fibras nas camadas adjacentes ;é mais resistente na direção normal às fibras;reduz trincas na cravação de pregos;permite o uso de madeira mais resistente nas camadas externas e menos resistente nas camadas internas, reduzindo custos.
  • 49.
    2.1.5 – MadeiraLaminada ( Microlaminada ) e Colada a madeira laminada e colada é um produto estrutural, formado por associação de lâminas de madeira selecionada, coladas com adesivo e sob pressão ( Fig. 2.8). As fibras da lâminas têm direções paralelas.
  • 50.
    a espessura daslâminas varia em geral de 1,5 a 3,0 cm, podendo excepcionalmente atingir 5,0 cm.
  • 51.
    as lâminas podemser emendadas com cola nas estremidades, formando peças de grande comprimento. as etapas de fabricação de peças de madeira laminada e colada consistem em:
  • 52.
    as emendas podemser executadas conforme mostra os detalhamentos da Fig. 2.9secagem das lâminaspreparo das lâminas ( aplainá-las e serrá-las )execução de juntas de emendascolagem sob pressãoacabamento e tratamento preservativo
  • 53.
    as emendasdenteadas são mais eficientes que as emendas com chanfro , e a eficiência das juntas em chanfro depende da inclinação do corte, quanto mais inclinada mais eficiente será a junta. ( Tab. 2.2).
  • 54.
    umas das principaisvantagens é que permite a construção de peças de eixo curvo, muito usadas em arcos, cascas, etc.
  • 55.
    Os produtos microlaminadosapresentam uma estrutura mais homogênea e tendem a ser mais resistentes que a outras madeiras sejam serradas, compensadas ou laminadas.2.1.6 – Produtos de Madeira Recomposta na forma de Placas produtos na forma de placas foram desenvolvidos a partir de resíduos da madeira serrada ou compensada, convertidos em flocos e partículas, e coladas sob pressão.2.2 – Sistemas Estruturais em MadeiraTreliças de Cobertura ( Tesouras )
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
    Cimbramentos de Madeira2.2.1– Treliças de Cobertura ( Tesouras )
  • 61.
    2.2.1 – Treliçasde Cobertura ( Tesouras )
  • 62.
    2.2.1 – Treliçasde Cobertura ( Tesouras )
  • 63.
  • 64.
  • 65.
  • 66.
    2.2.5 – EstruturasArporticadas para Edificações
  • 67.
    2.2.5 – EstruturasArporticadas para Edificações