SEMINÁRIOTEOLÓGICO GAMALIEL
Revelando Deus e as Sagradas Escrituras
CONCEITO
TEOLOGIA SISTEMÁTICA é o estudo
sistematizado (organizado) da revelação
especial de Deus.
É a reflexão interpretativa e sistematizada
da Palavra.
É uma ciência normativa, que busca a
sistematização das doutrinas cristãs.
É o compromisso com Deus, e com sua
verdade revelada.
É uma ciência teórica e prática, pois tem
relação direta com a vida daqueles que a
estudam. As doutrinas exigem de nós um
compromisso de vida e obediência.
A Teologia deverá sempre ser fiel ao
conhecimento de Deus, através da sua
Palavra.
 A existência de um Deus que se relaciona
com sua criação.
 A realidade de sua revelação está registrada
nas Escrituras.
 A racionalidade humana se compatibiliza
com a Revelação de Deus.
 A capacitação espiritual do homem de
compreender a Revelação é através da Fé.
(Sl119.18 / ICo 2.14-15)
A TEOLOGIA SISTEMÁTICA como resposta à
inteligência humana
Não somos detentores da verdade
mas, a razão humana cobra-nos o
ensino lógico, verdadeiro e piedoso
para interpretação correta e fiel das
Escrituras.
Sistematizar e harmonizar o saber é
uma tendência natural do homem.
A TEOLOGIA SISTEMÁTICA como elemento
norteador da pregação
• Sinaliza e o orienta o pregador na elaboração do seu sermão.
• A Bíblia é compreendida se estudada sistematicamente.
• Harmoniza-se com todo o estudo teológico.
• Todo sermão é Teológico.
A TEOLOGIA SISTEMÁTICA como elemento da
evangelização plena
• Oferece solidez à verdade transmitida.
•A pregação não dirigida apenas à emoção, mas, a mente.
•“Se há uma coisa que a História Igreja deveria ensinar, é a
importacia de um evangelismo teológico derivado das
Escrituras.” Billy Graham
A TEOLOGIA SISTEMÁTICA como elemento
apologético
A TEOLOGIA É SERVA DAS ESCRITURAS
À Teologia não cabe a tarefa de dizer o que as
Escrituras não dizem, sob pena de deixar de ser uma
genuína teologia.
À teologia cabe a tarefa de apresentar Deus
exatamente como Ele se revela em sua Palavra.
Não há o que cortar ou selecionar algo para que as
Escrituras se tornem mais aceitável. Deus não precisa
ser justificado, explicado ou racionalizado – tarefa
impossível a qualquer ser humano.
A TEOLOGIA TEM UM COMPROMISSO COM A
EDIFICAÇÃO DA IGREJA
A Igreja é enriquecida espiritualmente com os
ensinamentos da Palavra, organizados pela Teologia.
ENSINO: διδασκαλια = “instrução” : deverá estar
constantemente ligado com a fidelidade à Escritura.
NATUREZA E ATRIBUTOS DE DEUS
A DOUTRINA DE DEUS é o ponto central de grande parte doA DOUTRINA DE DEUS é o ponto central de grande parte do
restante da Teologia.restante da Teologia.
Duas ideias errôneas a respeito de Deus reafirmam aDuas ideias errôneas a respeito de Deus reafirmam a
necessidade da correta compreensão a Seu respeito:necessidade da correta compreensão a Seu respeito:
 Um Ser malévolo sempre pronto para castigar nossas falhas.Um Ser malévolo sempre pronto para castigar nossas falhas.
 Um Ser paternalista, indulgente e gentil , incapaz deUm Ser paternalista, indulgente e gentil , incapaz de
diminuir os prazeres da vida humana.diminuir os prazeres da vida humana.
TRANSCENDÊNCIATRANSCENDÊNCIA
Deus está de tal maneira
separado da Sua criação que
não age por meio dela e,
portanto, nada se pode
conhecer acerca d’Ele.
Is 55.8-9/ Is 6.1-5 A criação de Adão – Michelangelo (1511)
IMANÊNCIAIMANÊNCIA
Deus pode ser encontrado na
sociedade humana e nos
processos da natureza.
Jr 23.24/ At 17.27, 28.
O Homem Vitruviano – Da Vinci (1940)
É importante manter as duas ênfases!
TRANSCENDÊNCIA + IMANÊNCIA = DEUSTRANSCENDÊNCIA + IMANÊNCIA = DEUS
IMPLICAÇÕES DA IMANÊNCIAIMPLICAÇÕES DA IMANÊNCIA
 Deus não se limita a agir diretamente para cumprir Seus
objetivos. Ex: usa a medicina.
 Deus pode usar pessoas e organizações que não sejam
declaradamente cristãs. Ex: Ciro.
Devemos ter apreço pela criação, pois Deus está ativo e
presente nela.
 Podemos ter conhecimento a respeito de Deus através das
coisas criadas.
 Deus está presente até dentro daqueles que não lhe
entregaram a vida.
IMPLIMPLICAÇÕES DA TRANSCENDÊNCIAICAÇÕES DA TRANSCENDÊNCIA
Existe algo mais elevado que os seres humanos.
Deus nunca pode ser totalmente determinado por meios humanos.
Deus não está limitado pela compreensão que temos d’Ele.
Nossa salvação não é conquista nossa. O fato de sabermos o que Ele
espera de nós é fruto da Sua auto-revelação e não da nossa
descoberta.
Sempre haverá uma diferença entre Deus e os seres humanos.
A reverência é adequada em nosso relacionamento com Deus. Ex:
Deus não obrigado a nos abençoar.
Podemos buscar a obra da transcendência de Deus (os milagres).
A NATUREZA DOS ATRIBUTOSA NATUREZA DOS ATRIBUTOS
AtributosAtributos: São as qualidades de Deus que
constituem o que Ele é. É diferente de obra.
Os atributos são qualidades da Deidade inteira.
A NATUREZA DOS ATRIBUTOSA NATUREZA DOS ATRIBUTOS
AtributosAtributos: São permanentes – não podem ser
perdidos ou mudados. São intrínsecos.
Os atributos são característica objetivas de Sua
natureza.
Deus é amor, santidade, poder...
CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOSCLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS
Podemos classificar os atributos como naturais e
morais.
MORAIS: relacionados com correção: Santidade,
amor, misericórdia, fidelidade.
NATURAIS: superlativos amorais: conhecimento,
poder.
Porém, vamos tratar de atributos de Bondade
(morais) e de Grandeza (amorais ou naturais).
A GRANDEZA DE DEUSA GRANDEZA DE DEUS
ESPIRITUALIDADEESPIRITUALIDADE
 Não está sujeito a limitações físicas, ponto geográfico ou
espacial.
Não pode ser representado por figura física ou objeto.
Não pode ser contido em um espaço, nem controlado.
A GRANDEZA DE DEUSA GRANDEZA DE DEUS
VIDAVIDA
Deus está vivo. Ele é caracterizado pela vida.
Seu próprio nome indica que ele vive – “EU SOU”.
As Escrituras não discutem sua existência apenas a afirma.
Não somente vive, mas todas as demais formas de vida
dependem d’Ele.
Ele mesmo não depende de nenhuma fonte de vida. Jo 5.26
diz que Ele tem a vida em Si mesmo.
É referido pelo adjetivo “Eterno”, pois já existia antes da
criação do mundo.
A GRANDEZA DE DEUSA GRANDEZA DE DEUS
PERSONALIDADEPERSONALIDADE
Individual, auto-consciente. Possui vontade, é caaz de
sentir, escolher e ter relacionamento recíproco com outros
seres.
Possui um nome pelo qual se revela. Isso demonstra que Ele
não é um ser abstrato, incognoscível. Este nome não é usado
apenas para descrevê-Lo, mas também para invocá-Lo.
Se relaciona. Deus tem comunhão com as pessoas. Ele sabe,
sente, deseja, age. Deus não é uma máquina ou computador
insensível. Ele é um Pai que se envolve e ama.
A GRANDEZA DE DEUSA GRANDEZA DE DEUS
INFINITUDEINFINITUDE
Deus é diferente de qualquer coisa dentro da nossa
experiência.
Não é somente ilimitado mas, ilimitável.
Ele é infinito em relação ao tempo, espaço, conhecimento e
poder.
A BONDADE DE DEUSA BONDADE DE DEUS
Pureza Moral:Pureza Moral:
Santidade: totalmente separado da Sua criação (Ex 15.11/ Is 6.1-4).
Retidão: só ordena o que é correto, de acordo com a Sua lei (Sl 19.7-9)
Justiça: Deus punirá o pecado, pois a punição é intrínseco ao pecado.
Integridade:Integridade:
Genuinidade: é verdadeiro.
Veracidade: diz a verdade.
Fidelidade: se prova verdadeiro.
A BONDADE DE DEUSA BONDADE DE DEUS
Amor:Amor:
Benevolência: Cuidado e sustento dispensados à
raça humana.
Graça: Não se baseia nos méritos humanos para
agir, mas em Si mesmo.
Misericórdia: É a compaixão terna e amorosa por
Seu povo.
Persistência: Adia o julgamento, é longânimo e
peciente.
A TRIUNIDADE DE DEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade
A UNIDADE DE DEUS
A unidade de Deus foi revelada exaustivamente a
Israel.
A religião judaica é rigorosamente monoteísta.
(Êx 20.2-3/Dt 6.4).
O NT também a afirma (1Co 8.4-6/ Tg 2.19).
PROVA BÍBLICA DA DOUTRINA DA TRINDADEPROVA BÍBLICA DA DOUTRINA DA TRINDADE
PROVAS NO ATPROVAS NO AT
 Yeowah e Elohim?Yeowah e Elohim?
 Deus fala de Si mesmo no pluralDeus fala de Si mesmo no plural
(Gn 1.26/ 11.7)(Gn 1.26/ 11.7)
 Anjo de Jeová (Gn 16.7-13)Anjo de Jeová (Gn 16.7-13)
 Palavra e a Sabedoria de Deus sãoPalavra e a Sabedoria de Deus são
personificadas (Pv 8.12-31 e Slpersonificadas (Pv 8.12-31 e Sl
33.4-6)33.4-6)
 Menção de mais de uma pessoa (SlMenção de mais de uma pessoa (Sl
33.6/ 45.6-7).33.6/ 45.6-7).
PROVAS NO NTPROVAS NO NT
 Filho de Deus, o Salvador (Mt 1.21/Filho de Deus, o Salvador (Mt 1.21/
Lc 1.76-79/ Fp 3.30)Lc 1.76-79/ Fp 3.30)
 O ES habita na Igreja (At 2.4/ RmO ES habita na Igreja (At 2.4/ Rm
8.9-11/ 1Co 3.16)8.9-11/ 1Co 3.16)
 Deus enviando o Filho (Jo 3.16/GlDeus enviando o Filho (Jo 3.16/Gl
4.4)4.4)
 O Pai e o Filho enviando o ES (JoO Pai e o Filho enviando o ES (Jo
14.26)14.26)
 Relacionamento Pai/ Filho/ ESRelacionamento Pai/ Filho/ ES
 Batismo de JesusBatismo de Jesus
o Depende decisivamente da revelação
o É imprescindível reunir provas escriturísticas
o A Bíblia não trata claramente da Trindade, mas dá evidências dela
A TRIUNIDADE DE DEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade
A DEIDADE DE DEUS
Como a Igreja chegou ao conceito da Trindade
após os indícios da Unidade Divina?
PAI = Deus
Jesus = Será???
A TRIUNIDADE DE DEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade
A DEIDADE DE CRISTO
As Escrituras afirmam a deidade de Cristo.
“...subsistindo em forma de Deus...” Fp 2.6
Forma = “ morphé ou schéma”: substância.
A TRIUNIDADE DE DEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade
A DEIDADE DE CRISTO
Jesus nunca afirmou diretamente sua deidade mas,
considerou coisas que são exclusivas de Deus como
suas:
Os anjos (Lc 12.8-9)
O Reino de Deus (Mt 12.28)
Os eleitos (Mc 13.20)
Alegou perdoar pecados (Mc 2.8-10)
Alegou ter poder para julgar o mundo (Mt 25.31)
Reinar sobre o mundo (Mt 24.30)
A TRIUNIDADE DE DEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade
A DEIDADE DO ESPÍRITO
As passagens que referem ao Espírito Santo como Deus são
intercambiáveis com referências ao próprio Deus. Ex: Ananias e
Safira.
O ES possui qualidades de Deus e executa as obras d’Ele.
O ES é colocado em pé de igualdade com Deus. Ex:
 Fórmula batismal
Declarações trinitárias
A benção Paulina
AS OBRAS E OS PRECEITOS DE DEUS
O PLANO DE DEUS
Para onde vai a história e por quê?
RESPOSTA DO CRISTIANISMO:
Deus tem um plano que inclui tudo o que ocorre. Ele está
neste momento, concretizando Seu plano eterno.
Definição:
O PLANO DE DEUS
É a Sua decisão eterna. É a
concretização de todas as
coisas que virão a acontecer
pelo Seu decreto.
PLANO DE DEUS
PREDESTINAÇÃO OU PREORDENAÇÃO?
PREDESTINAR Sentido estreito de salvação ou condenação.
PREORDENAR Sentido amplo e geral.
ENSINO NO AT
 Obra de planejar ligada à aliança
 Inconcebível qualquer evento à
parte da vontade de Deus. Ex:
 A chuva
 Destruição das nações – Is 37.26
 Construção de reservatórios – Is 22.11
 Cuidado com Israel – Dn 12.1
 Crença na eficácia do plano divino
 Mais proeminente na Literatura
sapiencial e profetas:
 Experiência de Jó – 38.3-4
 Consolo para Israel – Is 40.12
 Exaltação do poder de Deus – Jr 10.12-13
ENSINO NO NT
 Jesus afirma que Deus preparou de
antemão eventos grandes:
 Queda e destruição de Jerusalém – Lc
21.20-22
bem como os pequenos:
 Apostasia e Traição de Judas e a fidelidade
dos demais discípulos – Mt 26.24, Mc 14.21,
Lc 22.22, Jo 17.12.
 Destacado pelos apóstolos - At
2.23
 Explícito por Paulo – 1Co 12.18,
15.38, Gl 3.8, 4.4-5, Rm 9-11.
O PLANO DE DEUS
PLANO DE DEUS
A NATUREZA DO PLANO DE DEUS
1.É desde a eternidade. Sl 139.16
2.As decisões contidas nele são livres. Is 40.13-14
3.É para a Sua própria glória. Ef 1.5-6
4.É totalmente inclusivo. Sl 119.91
5.É eficaz. Is 14.24-27
6.Diz respeito às Suas ações e não à Sua natureza.
7.É imutável.
8.Envolve a ação humana de forma secundária. At 13.48
VONTADE DE DEUS X LIVRE-ARBÍTRIO
Pela lógica, o que tem prioridade, o plano de Deus ou a
vontade humana?
O PLANO DE DEUS
VONTADE DE DEUS X LIVRE-ARBÍTRIO
CALVINISTAS
O Plano de Deus é logicamente
anterior, as decisões humanas são
conseqüência. Tanto par a salvação
como para as demais coisas. A
decisão de Deus assegura que cada
indivíduo agirá invariavelmente de
determinada maneira.
O PLANO DE DEUS É
INCONDICIONAL E INDEPENDENTE
DA DECISÃO HUMANA.
O PLANO DE DEUS
ARMINIANOS
Deus permite e espera que os seres
humanos exerçam a vontade que
receberam. Caso contrário, não
haveria motivos para se fazer
apelos, por exemplo, pois já está
tudo decretado. A mesma lógica
segue para os demais eventos da
vida humana.
O PLANO DE DEUS É
CONDICIONADO À DECISÃO
HUMANA.
VONTADE DE DEUS X LIVRE-ARBÍTRIO
O PLANO DE DEUS
UM MODELO CALVINISTA MODERADO
O Plano de Deus é incondicional no que diz respeito à decisão
humana.
Ex: Esaú e Jacó – Rm 9.11-13
O SIGNIFICADO DA LIBERDADE HUMANA
O PLANO DE DEUS
Deus pode criar seres genuinamente livres e ainda assim assegurar-
se de que todas as coisas que devem acontecer acontecerão,
incluindo decisões e atos livres desses seres?
O que significa dizer que sou livre?
As minhas escolhas são baseadas na atividade divina em mim,
através de uma série de fatores dos quais eu não exerço controle.
A CRIAÇÃO
A OBRA GERADORA DE DEUS:
A CRIAÇÃO – OBRA GERADORA DE DEUS
“ex nihilo” – a partir do nada – Gn 1.1, Jo 1.1-3
A CRIAÇÃO – OBRA GERADORA DE DEUS
SUA NATUREZA TOTALMENTE
INCLUSIVA
 A expressão - “No princípio, criou Deus os céus e a
terra.” - não se resume esses dois itens,
mas a tudo que existe.
 Nada existe fora de Deus – Jo 1.3.
A CRIAÇÃO – OBRA GERADORA DE DEUS
OBRA DO DEUS TRIUNO
Apesar do AT não revelar distinções claras a
respeito da Trindade no ato da criação, em
1Co 8.6 Paulo inclui o Pai e o Filho.
Jo 1.3 também revela o Filho na criação.
Gn 1.2, Jó 26.13, Sl 104.30 fazem referência ao
Espírito, mas é difícil determinar se é o ES
ou se refere-se à obra de Deus por meio de
Seu sopro.
A CRIAÇÃO – OBRA GERADORA DE DEUS
SEU PROPÓSITO:
A glória de Deus
Deus tinha um propósito ao dar
existência à realidade. A
criação glorifica a Deus ao
executar Sua vontade – Sl
19.1
A PROVIDÊNCIA
A OBRA CONTÍNUA DE DEUS:
A PROVIDÊNCIA – OBRA CONTÍNUA DE DEUS
Se a criação é a obra geradora de Deus com respeito ao universo, a
providência é seu relacionamento contínuo com esse universo.
A PROVIDÊNCIA – OBRA CONTÍNUA DE DEUS
Podemos entender a Providência como:
 Preservação
• Da natureza - Sl 104.5, Cl 1.17,
• De Israel - Daniel na cova, Amigos de Daniel na fornalha.
• Do Seu povo (gentios) – preocupados com o que vestir ou o que comer.
 Governo
• A atividade governamental de Deus é universal. Estende-se a todos os assuntos e lugar.
• Não está restrita ao Seu povo.
•Mas, Deus está pessoalmente interessado nos Seus.
•Nossa atividade e a atividade divina não se excluem mutuamente.
•Deus é soberano em Seu governo.
•Precisamos de cautela ao para identificar atos humanos como providência de Deus.
A DIVINDADE DE CRISTO
CONCEITO
CristologiaCristologia Estudo da pessoa e da obra de Cristo. É o centro da
Teologia Cristã.
Se somos cristãos tudo mais é secundário se comparado à exata
compreensão a respeito de Cristo.
É necessário dedicação ao elaborar nossa cristologia.
A DIVINDADE DE CRISTO
A DIVINDADE DE CRISTO
FATO CONTROVERSO E
CRUCIAL
Nossa fé repousa no fato
de Jesus ser Deus.
O testemunho das
Escrituras nos dão ampla
variedade de material e
ênfases. Vejamos:
A DIVINDADE DE CRISTO
1.1. A AUTOCONSCIÊNCIA DE JESUSA AUTOCONSCIÊNCIA DE JESUS
O que Jesus pensava e cria a respeito de si
mesmo?
Não há declarações explícitas, mas
encontramos alegações totalmente
impróprias , caso feitas por alguém
menor que Deus.
A seguir apresentaremos algumas
declarações - pouco vaga para nós, mas
não para seus opositores - que o
próprio Jesus fez a respeito da sua
divindade.
A DIVINDADE DE CRISTO
 Enviaria seus anjos (Mt 13.41)
 Reino de Deus como “seu reino”
 Poder para perdoar pecados (Mc 2.5-7)
Julgar a terra (Mt 25.31-46)
 Redefinição do valor do sábado (Mc 2.27-28)
 Relacionamento incomum com o Pai (Jo 10.30)
 Declaração explícita no momento de seu julgamento e
condenação (Jo 19.7)
 Aceitou que os discípulos lhe atribuíssem divindade (Jo 20.28)
 Justaposição do AT com o NT: “...eu porém vos digo...” (Mt 5.21-28)
 Poder sobre a vida e a morte ( Jo 5.21)
A DIVINDADE DE CRISTO
OUTROS TESTEMUNHOS:
 Evangelho de João:
1.1-4 Identifica o Verbo como divino e
distingue o Verbo de Deus.
 Hebreus:
1.1-3 - Ressalta a superioridade do Filho
 Paulo:
Cl 1.15-20 = “...Imagem do Deus invisível...”
Cl 2.9 = “Porquanto nele habita corporalmente
toda a plenitude da divindade...”
A DIVINDADE DE CRISTO
OUTROS TESTEMUNHOS:
O termo “Senhor”
NT: Kyrios (Senhor) ao estado de Jesus ressurreto e exaltado.
Na LXX, é usado para traduzir Jeová ou Adonai. Um título usado
somente para Deus. Os apóstolos deram o título máximo a Jesus.
A DIVINDADE DE CRISTO
A PROVA DA RESSURREIÇÃO
Wolfhart Pannenberg: Cristologia amplamente baseada na ressurreição de Jesus.
Sutenta que o significado de uma acontecimento é o significado a ele atribuído
pelas pessoas que o vivem.
No tempo dos judeus, ‘ressurreição’ significaria ‘divindade’.
O surgimento do cristianismo poder ser compreendido “apenas quando
examinado de acordo com a esperança escatológica de uma ressurreição da morte,
então o que se designa como tal é um evento histórico, mesmo que não saibamos
nada mais específico a seu respeito.”
A DIVINDADE DE CRISTO
A PROVA DA RESSURREIÇÃO
Dentro da primeira comunidade cristã
havia um testemunho confiável do
túmulo vazio. Na polêmica judaica
contra a mensagem cristã da
ressurreição de Cristo não há nenhuma
alegação de que o túmulo não estava
vazio. Portanto, temos prova
adequada para estabelecer a
historicidade da ressurreição que, em
si, é prova da divindade de Jesus.
DISTANCIAMENTOS HISTÓRICOS DA CRENÇA NA DIVINDADE PLENA DE CRISTO
EBIONISMO:
Seita de judeus cristãos que negavam a divindade
real ou ontológica de Jesus. Jesus era um homem
comum com dons incomuns.
ARIANISMO:
Ex: Testemunhas de Jeová. Deus é a única origem
de todas as coisas e a única existência ‘não-criada’
em todo o universo. Somente ele possui atributos
divinos. ‘O Verbo’, portanto, é um ser criado,
apesar de ser o primeiro e o mais elevado dos seres.
O Verbo é uma criatura perfeita, mas não tem
existência própria.
IMPLICAÇÕES DA DIVINDADE DE CRISTO
Porque Jesus é Deus:
 Podemos ter conhecimento real
de Deus através da sua pessoa;
 A redenção está à nossa
disposição através do seu
sacrifício vicário;
 Deus e a humanidade foram
religados;
 É correto adorar a Cristo.
A HUMANIDADE DE CRISTO
A HUMANIDADE DE CRISTO
Pela encarnação a divindade e a humanidade foram unidas
em uma pessoa. Sem esta verdade, não podemos ser salvos,
pois não teremos comunhão com Deus.
A validade da obra realizada na morte de Cristo e sua aplicabilidade a nós
como seres humanos, depende da realidade de sua humanidade, assim como
a sua eficácia depende da genuinidade de sua divindade.
O ministério intercessor de Jesus depende de sua humanidade para que ele
possa se compadecer de nós em nossas aflições.
A HUMANIDADE DE CRISTO
Sua natureza física
Tinha um corpo físico – nasceu, cresceu, sentia fome, sede, cansaço e até
morreu.
Sua natureza psicológica
Ele pensava, raciocinava, sentia, amava. Algumas das reações de Jesus são
particularmente humanas como:
Se irou com a venda no Templo;
Se maravilhou com a fé do centurião e com a incredulidade de Nazaré;
Afligiu-se ao pressentir sua morte;
Agitou-se no espírito e chorou pela morte de Lázaro.
A HUMANIDADE DE CRISTO
Enquanto homem, Jesus estava limitado em sua divindade:
 Não era onipresente
 Não era onisciente por completo – Ex: Mc 13.32
Jesus tinha necessidade de uma vida religiosa e participava
regularmente do culto e tinha uma vida de oração na
dependência do Pai.
A HUMANIDADE DE CRISTO
Os que estavam próximos de Jesus, o consideravam
plenamente humano, mesmo após sua ressurreição, ele os
convidou para verificar sua humanidade. (Lc 24.39).
Jesus fazia tudo que eles faziam sangrou, dormiu, chorou.
HERESIAS PRIMITIVAS A RESPEITO DA HUMANIDADE DE JESUS
DOCETISMO:
Jesus só parecia ser homem. Deus não podia tornar-se material, já que toda a
matéria é má. O Deus transcendente não poderia ter-se unido a uma influência
tão corruptora. Sendo imutável, não poderia passar por modificações físicas ou
em sua natureza. Não poderia ter-se exposto às experiências da vida humana. A
natureza física de Jesus, era simples ilusão e não realidade, Jesus era como um
fantasma, uma aparição.
APOLINARISMO:
Cristologia baseada apenas em Jo 1.14 “o Verbo se fez carne” – a carne era o
único aspecto envolvido da natureza humana. Jesus era humano fisicamente,
mas não psicologicamente ou seja, sua alma era divina. Jesus não possuía
vontade humana, por isso, não podia pecar.
A OBRA DE CRISTO
OS ESTÁGIOS DA OBRA DE CRISTO
Cada um desses estágios,
constitui-se uma série de passos.
HUMILHAÇÃO
EXALTAÇÃO
A HUMILHAÇÃO
Encarnação (Jo 1.14, Fp 2.6-7, Gl 4.4)
Ainda que Jesus viesse para o apogeu do que esta terra pode
oferecer, o declínio – comparado à glória que ele deixou – seria
abismal:
Assumiu forma de servo, escravo.
Pertenceu a uma família bem comum.
 Natural de Belém (cidade obscura e sem relevância).
Nasceu em um estábulo, deitado numa manjedoura.
A HUMILHAÇÃO
Morte
O derradeiro passo descendente na humilhação de Jesus foi sua morte. Ele, que
era “a vida” (jo 14.6), o Criador, o doador da vida e da nova vida que constitui
vitória sobre a morte, tornou-se sujeito à morte e isso não foi apenas mera
possibilidade, mas realidade. Não cometera nenhum pecado para receber dele
seu salário.
A morte de cruz era a forma mais humilhante dos romanos executarem seus
criminosos. Foi uma morte lenta, dolorosa e torturosa, acrescida de zombaria,
sarcasmo e ignomínia.
A EXALTAÇÃO
Ressurreição
Este foi o primeiro passo de retorno no processo de sua exaltação. A
incapacidade da morte em segurá-lo simboliza a completude da sua vitória.
Que mais podem fazer as forças do mal, se alguém a quem elas mataram não
permanece morto?
A ressurreição foi o passo fundamental em sua exaltação – ele foi
libertado da maldição que recaiu sobre ele por ter arcado
voluntariamente com o pecado de toda a raça humana.
A EXALTAÇÃO
Ressurreição
Este foi o primeiro passo de retorno no processo de sua exaltação. A
incapacidade da morte em segurá-lo simboliza a completude da sua vitória.
Que mais podem fazer as forças do mal, se alguém a quem elas mataram não
permanece morto?
A ressurreição foi o passo fundamental em sua exaltação – ele foi
libertado da maldição que recaiu sobre ele por ter arcado
voluntariamente com o pecado de toda a raça humana.
Fica a pergunta: Qual a natureza do corpo ressuscitado de Jesus?
A EXALTAÇÃO
Ascensão e assento à destra do Pai
Antes da Idade Moderna, costumava-se pensar em ascensão como uma
transição geográfica, espacial de um lugar (terra) para outro (céu). Mas, sabe-se
que Deus é espírito transcendente. A mudança acontece numa mudança de
estado, condição. Não foi uma alteração física somente, mas espiritual.
O significado da ascensão é que Jesus deixou para trás as condições da vida
terrena: dor (física e psicológica), oposição, hostilidade, descrença, infidelidade...
Jesus teve de ascender ao céu para:
 Preparar-nos um lugar
 Possibilitar a descida do ES
AS FUNÇÕES DE CRISTO
Historicamente classifica-se a obra de Cristo em
três ofícios: sacerdote, profeta e rei. Essas
verdades e títulos devem ser mantidos para que
possamos reconhecer tudo o que Cristo realiza
em seu ministério.
Mas, falaremos das três funções de Cristo, a
saber:
 REVELAÇÃO
 GOVERNO
 RECONCILIAÇÃO
A FUNÇÃO REVELADORA DE CRISTO
JESUS enquanto profeta era cumprimento de profecia – Dt 18.15. Sua obra foi
semelhante ao trabalho profético do AT.
A obra reveladora de Cristo cobra uma dimensão de tempo e formas:
 Antes da criação: “λογοσ” = Jo 1.9 – Todas as verdades vieram dele.
 Na encarnação: Falou a Palavra divina e a demonstava.
 Na ascensão: Sua Igreja continua revelando o Pai.
A obra reveladora final e mais completa de Jesus acha-se no futuro: segunda
vinda (αποκαλψπσισ = revelação)
O GOVERNO DE CRISTO
Os evangelho retratam Jesus como rei, o governante de todo o
universo. O governo de Cristo não se trata apenas de um governo
futuro, mas presente através:
 das coisas criadas,
 da Igreja,
 do coração dos Seus discípulos.
Virá um tempo em que o reinado de Cristo será completo; então,
todos estarão sob seu governo, quer com boa vontade e
sinceridade, que com má vontade e relutância.
A OBRA INTERCESSORA DE CRISTO: INTERCESSÃO E EXPIAÇÃO
Através da intercessão, Jesus:
 apresenta sua justiça ao Pai para nossa justificação
 pleiteia a causa da sua justiça em favor dos que crêem, os quais
embora justificados, continuam pecando
 suplica ao Pai que os crentes sejam santificados e guardados do
poder do tentador maligno.
Já a expiação foi o que tornou possível a nossa salvação. A partir da
expiação elabora-se a eclesiologia, soteriologia, escatologia, etc...
Se Cristo era mero homem, sua obra não vale como exemplo, se
era Deus, sua obra superou tudo o que somos capazes de fazer por
nós mesmos.
A OBRA INTERCESSORA DE CRISTO: INTERCESSÃO E EXPIAÇÃO
Através da intercessão, Jesus:
 apresenta sua justiça ao Pai para nossa justificação
 pleiteia a causa da sua justiça em favor dos que crêem, os quais
embora justificados, continuam pecando
 suplica ao Pai que os crentes sejam santificados e guardados do
poder do tentador maligno.
Já a expiação foi o que tornou possível a nossa salvação. A partir da
expiação elabora-se a eclesiologia, soteriologia, escatologia, etc...
Se Cristo era mero homem, sua obra não vale como exemplo, se
era Deus, sua obra superou tudo o que somos capazes de fazer por
nós mesmos.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
FATORES BÁSICOS
A NATUREZA DE DEUS:
Santo
O LUGAR DA LEI:
O salário do pecado é a morte
A CONDIÇÃO HUMANA:
Depravação total
CRISTO:
Gl 4.4-5
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O SISTEMA SACRIFICAL DO AT
“Kaphar”= cobrir
Devia se impor as mãos sobre o animal
sacrificado (Lv 1.3,4)
Is 53 – A iniqüidade transferida para o
Servo Sofredor. As mãos sobre o animal
era uma prefiguração do crente aceitando
ativamente a obra expiatória de Cristo.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O ENSINO NO NT
Jesus possuía:
 Consciência que o Pai o havia enviado para esta obra. (Jo 10.36)
 Convicção que sua vida e morte cumpriam profecias do AT. (Is 53)
 Entendimento que sua morte constituía um resgate. (Mt 20.28)
 Visão de que era nosso substituto (Jo 15.13).
 Visão de que era um sacrifício (Jo 1.29)
 Consciência que era doador da verdadeira vida. (Jo 17.3)
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO
Sacrifício:
Hb 9.6-15 - Cristo como o Sumo sacerdote
e o Sacrifício.
As duas partes que constituíam o sistema levítico
são combinadas em Cristo. A mediação que Ele
fez começou com Sua morte e continua agora
através da sua intercessão por nós.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO
PROPICIAÇÃO:
Lv 4.35 - Ato realizado para aplicar a ira de Deus, de modo a ser
satisfeita a sua santidade e a sua justiça.
A oferta apresentada a Deus aponta
para um apaziguamento da ira de Deus e
segue-se então o perdão.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO
SUBSTITUIÇÃO:
Is 53.5, 6 e 12, Jo 1.29, 2Co 5.21, 1Pe 2.24
A ideia de substituição é incontestável.
Preposições gregas:
Anti: “em lugar de”
Hyper: “Em favor de”
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO
RECONCILIAÇÃO:
Na morte de Cristo nossa hostilidade contra Deus é removida e Ele
mesmo é o agente da reconciliação. A reconciliação é obra
exclusiva de Deus.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
OBJEÇÕES À OBRA DA EXPIAÇÃO
1. Objeção ao conceito da necessidade de expiação
Porque Deus simplesmente não perdoa os pecados?
Para Deus, remover ou não levar em conta a culpa do pecado sem exigir pagamento seria
destruir a distinção entre o certo e o errado.
2. Objeção ao conceito de substituição
Não seria impróprio ou injusto Deus enviar o Filho como substituto?
Há duas respostas para esta objeção:
1. O caráter voluntário do sacrifício (Jo 10.17-18).
2. A unidade do Pai e do Filho (Deus é tanto o juiz como o que paga a penalidade).
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
OBJEÇÕES À OBRA DA EXPIAÇÃO
3. Objeção ao conceito de propiciação
O amor do Filho e a ira do Pai não seria um conflito entre a Trindade?
1Jo 4.10 – A propiciação não mudou um Deus irado em um Deus de amor. Foi o amor que
levou Deus a enviar Jesus.
4. Objeção ao conceito da imputação da justiça de Cristo
Como uma pessoa pode ser boa no lugar de outra?
Nosso relacionamento com Cristo é um só. O crente está ligado a ele. É como se
tivéssemos casado e a partir de agora só existe uma pessoa. Desse modo, não é questão
de transferir mas, de juntar os dois de forma que tudo se torne comum, tanto a morte
como a ressurreição.
O TEMA CENTRAL DA EXPIAÇÃO
IMPLICAÇÃO DA EXPIAÇÃO SUBSTITUTIVA
1.A TEORIA DA SUBSTITUIÇÃO PENAL confirma o ensino bíblico da depravação total de
todos os homens. Somos completamente incapazes de suprir nossa necessidade.
2.A NATUREZA DE DEUS não possui uma faceta única, mas também não há tensão em
seus diferentes aspectos. Ele é justo, tanto que foi preciso prover um sacrifício pelo
pecado. Ele é amor tanto que ele mesmo proveu tal sacrifício.
3.NÃO HÁ OUTRO MEIO DE SALVAÇÃO se não pela graça através da morte de Cristo. Ela
possui valor infinito e cobre o pecado de todos os salvos, de todos os tempos.
4.HÁ SEGURANÇA PARA O CRENTE EM SEU RELACIONAMENTO COM DEUS, pois a
base desse relacionamento é completa e permanente, a morte de Cristo.
5.NUNCA DEVEMOS MENOSPREZAR A SALVAÇÃO QUE TEMOS, embora seja gratuita,
é também cara e custou a Deus o sacrifício mais extremo de todos.
PNEUMATOLOGIA
A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
Há vários motivos pelo qual
o estudo do ES se torna
importante para nós:
 O ES é o ponto em que a
Trindade se torna pessoal para o
que crê.
 Vivemos no período em que a
obra do ES é mais proeminente.
 A cultura atual dá valor à
experiência.
DIFICULDADES NA COMPREENSÃO DO ESPÍRITO SANTO
O ES é a pessoa da Trindade de quem menos temos informações
bíblicas e isso causa dificuldade no estudo da sua pessoa:
 Falta de quadro concreto:
Deus Pai pode ser compreendido por causa da figura paterna familiar que
possuímos. O Filho apareceu em forma humana e teve sua história registrada.
Mas, o ES é intangível e difícil de visualizar. “Holy Ghost” (Fantasma Santo).
 Teologia não-oficial: Pai, Filho, espírito santo:
Por causa de sua subordinação ao Pai e ao Filho na era presente somos muitas
vezes levados a crer que o ES exerce um papel inferior na Trindade.
A NATUREZA DO ES:
A DIVINDADE
A NATUREZA DO ES
A DIVINDADE DO ES
Podemos concluir que o ES é Deus nos mesmos moldes do Pai e do Filho porque:
 Várias referências ao ES são intercambiáveis com as referências a Deus:
At 5.3, 4 – Para Pedro, mentir a Deus ou ao ES é a mesma coisa.
1Co 3.16 – Na frase “Santuário de Deus” e “Santuário do ES”, Paulo deixa claro que o ES é Deus.
Possui atributos únicos de Deus. Ex:
Onisciência – 1Co 2.10-11
Eternidade – Hb 1.10-12
 O poder do ES é destacado no NT:
Lc 1.35 – “o Espírito Santo” e o “poder do Altíssimo” são frases paralelas.
Rm 15.19 – Paulo reconhecia que seu ministério era realizado pelo poder do ES
Jo 16.8-11 – Jesus atribuiu ao ES o poder de mudar o coração humano.
A NATUREZA DO ES
A DIVINDADE DO ES
Podemos concluir que o ES é Deus nos mesmos moldes do Pai e do Filho porque:
 Estava presente na criação
Sl 104.30 – Ele atuou e continua atuar na criação tanto em sua origem como na providência.
 Regenera (Jo 3.5-8) , levantou Cristo da morte e nos levantará no último dia
(Rm 8.11).
Inspirou os homens na obra divina das Escrituras (2Tm 3.16)
“Inspirada”= lit. soprada ou animada pelo ES.
A NATUREZA DO ES
A DIVINDADE DO ES
O ES está em igualdade com o Pai e o Filho e
vimos isto fortemente:
 Na Grande Comissão: Mt 28.19
Na Benção Paulina: 2Co 12.4-6
 Na saudação da epístola de Pedro: 1Pe 1.2
A NATUREZA DO ES:
A PERSONALIDADE
A NATUREZA DO ES
A PERSONALIDADE DO ES
A personalidade do ES lembra-nos que não estamos lidando com uma força
impessoal. A Bíblia deixa claro que o ES é uma pessoa e possui qualidade
inerentes a isso:
 Possui pronome masculino
 Sua obra lembra a obra de alguém – um agente pessoal (conselheiro, advogado).
 Assim como Jesus glorifica o Pai. Só uma pessoa o pode fazê-lo.
 Entre as mais notáveis características estão a inteligência (Jo 14.26), a vontade (1Co
12.11) e as emoções Ef 4.30).
 Pode ser afetado, assim como acontece com as pessoas: é possível mentir a ele (At
5.3,4), apagá-lo (1Ts 5.19), resisti-lo (At 7.51), blasfemar contra ele (Mt 12.31, Mc 3.29).
 Toma parte em ações e ministérios morais: ensino, regeneração, perscrutação, fala,
intercessão.
A NATUREZA DO ES
IMPLICAÇÕES DA DOUTRINA DO ES
 O ES é uma pessoa, não uma força vaga. Podemos ter um
relacionamento pessoal e devemos orar a ele.
 Deve receber a mesma honra e respeito que dispensamos ao Pai
e ao Filho.
 O ES é um com o Pai e com o Filho, não há tensão entre as três
partes ou suas atividades.
 Deus não está distante. Através do ES o Deus Triúno chega a
nós, tão perto que, de fato, entra na pessoa que crê, tornando-se o
“Emanuel”= Deus conosco.
A OBRA DO ES
A OBRA DO ES
Uma controvérsia gira em torno
da obra do ES e dos seus dons
especiais mais espetaculares.
Na realidade, porém, precisamos
entender este tópico dentro do
pano de fundo mais geral do
estudo do ES.
A OBRA DO ES NO AT
É difícil identificar o ES no AT porque ele
reflete os primeiros estágios da revelação
progressiva.
O termo ES é raramente empregado. A
expressão usual é o “Espírito de Deus”, mas
isso nem sempre evidencia uma pessoa
distinta. Esta expressão bem poderia designar
a vontade, mente ou atividade de Deus.
A OBRA DO ES NO AT
Algumas passagens porém deixam claro a pessoa do ES no AT:
At 2.16-21 – O Pentecoste como cumprimento de Jl 2.28.
Gn 1.2 – Atuação do ES como ‘sopro’ de Deus na obra criadora.
Jó 26.13 – Atuação do ES na providência.
Ez 2.2 – Transmissão de profecias e das Escrituras.
Êx 31.3-5 – Transmissão de habilidades para tarefas.
Gn 41.38 – Faraó reconheceu a presença do Espírito em José.
Jz 6.34 – Provisão de habilidades para governar (Juízes) e guerrear.
1Sm 16.13 – Unção de reis.
Sl 51.11 – Davi ora pedindo que Deus não retire o Seu Santo Espírito.
No AT existe o prenúncio de uma época em que o ministério do
Espírito seria mais completa: Is 61 e Jl 2.28, 29.
A OBRA DO ES NA VIDA DE JESUS
Toda a extensão da vida de Jesus marca a atuação do ES. Desde seu
nascimento “descerá sobre ti o ES...” até o anúncio de seu ministério feito por
João Batista dizendo que Jesus batizaria com o ES.
O visitou na ocasião do seu batismo. E imediatamente foi cheio do ES (Lc 4.1)
Em sua tentação, foi conduzido pelo ES.
 O ES atuava quando Jesus ensinava ( Lc 4.14)
O ES estás presente nos milagres de Jesus (Mt 12.25-32).
Até suas emoções eram no Espírito Santo (Lc 10.21)
A OBRA DO ES NA VIDA DO CRENTE
 Convence do pecado (Jo 16.8-11).
Regenera (Jo 3.5, 6).
 Confere poder (Jo 14.12).
 Habita no crente (Jo 16.13, 14).
 Ensina o crente ( Jo 14.26).
 Intercede em nosso favor (Rm 8.26, 27).
 Santifica o crente (Rm 8.1-17).
 Concede dons especiais ao corpo de Cristo (Rm 12.6-8) .
A OBRA DO ES NA VIDA DO CRENTE
OS DONS DO ES
Nos escritos de Paulo há três listas distintas de dons e há uma lista breve em 1Pe.
Embora todas façam referência aos dons do Espírito, diferem quanto à
orientação básica.
Ef 4.11 é uma lista para os ofícios na igreja.
Rm 12.6-8 e 1Pe 4.11 são funções básicas exercidas na igreja.
1Co 12. 4-11 trata de habilidades especiais.
Isso não quer dizer que tais listas esgotam as possibilidades de dons do ES.
A OBRA DO ES NA VIDA DO CRENTE
OS DONS MIRACULOSOS HOJE
Glossolalia, Cura pela fé e Exorcismo:
O ES ainda dispensa estes dons à igreja hoje?
É permitido usá-los nos cultos públicos
ou estão reservados a um momento
particular? Examinemos todos os lados
da questão para compreênde-la.
Pelo fato da glossolalia ser o mais
destacado, analisemos a partir dele:
GLOSSOLALIA - DEFESA GLOSSOLALIA - DENÚNCIA
 Tais dons cessaram após a era
apostólica “havendo línguas
cessarão...” 1Co 13.8. Dizem que
o propósito do don era atestar a
revelação e a encarnação cf. Hb
2.3, 4. portanto já passou.
 Não há registro durante maior
parte da história da igreja.
 Experiência semelhante em
seitas e parapsciologia.
 Através das narrativas de Atos,
não vemos indícios que o ES
deixaria de conceder esse dom à
Igreja.
 Experiência como apoio.
 A prática não é proibida em
lugar algum das Escrituras.
 Produz benefícios na vida de
quem o possui, vitalizando a
oração.
CONCLUSÃO
1. Obra especial subseqüente e
simultânea ao novo nascimento.
O que dizer dos casos que parece haver distinção
entre o novo nascimento/ regeneração e
batismo no ES? Resposta: Período de
transição – regeneração antes do batismo no
ES (inclusive os discípulos até o Pentecoste).
Após os acontecimentos do Pentecoste não
encontramos mais nenhum outro registro da
experiência separada do novo nascimento.
CONCLUSÃO
2. Falta apoio bíblíco/ teológico
É difícil determinar se os fenômenos carismáticos
são de fato dons do ES.
Não existem dados bíblicos para a cessassão dos
dons.
Os dados históricos não são claros nem
conclusivos.
CONCLUSÃO
3. As posições
Mesmo que a história prove que o dom de línguas
cessou, nada impede que Deus o restabeleça.
Por outro lado, a prova história de que o dom
esteve presente nas várias eras da Igreja, não
valida o dom.
Não podemos assumir que todos que alegam ter
tido experiência espiritual a tiveram de fato.
CONCLUSÃO FINAL
O que de fato a Bíblia nos orienta
é sermos cheios do ES (O verbo
grego indica uma ação contínua ).
Trata-se não de possuir mais do
ES pois já temos sua totalidade, e
sim do ES possuir uma fatia maior
da nossa vida.
Mais importante do que os dons
do Espírito é o fruto do ES.
IMPLICAÇÕES DA OBRA DO ESPÍRITO SANTO
1. Os dons que possuímos são concedidos pelo ES para cumprir o Seu plano.
2. O ES fortalece os crentes na vida e no serviço cristão.
3. O ES é sábio e soberano ao dispensar seus dons à Igreja. A posse ou ausência
de um dom não deve ser motivo de vanglória ou pesar.
4. Nenhum dom é para todos e nenhuma pessoa possui todos os dons. Por isso
necessitamos uns dos outros no corpo de Cristo.
5. O ES nos dará entendimento da Sua Palavra e nos guiará ao conhecimento da
verdade.
6. É correto dirigir orações ao ES assim como ao Pai e ao Filho.

Introdução a teologia sistemática

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    TEOLOGIA SISTEMÁTICA éo estudo sistematizado (organizado) da revelação especial de Deus.
  • 4.
    É a reflexãointerpretativa e sistematizada da Palavra. É uma ciência normativa, que busca a sistematização das doutrinas cristãs. É o compromisso com Deus, e com sua verdade revelada.
  • 5.
    É uma ciênciateórica e prática, pois tem relação direta com a vida daqueles que a estudam. As doutrinas exigem de nós um compromisso de vida e obediência. A Teologia deverá sempre ser fiel ao conhecimento de Deus, através da sua Palavra.
  • 6.
     A existênciade um Deus que se relaciona com sua criação.  A realidade de sua revelação está registrada nas Escrituras.  A racionalidade humana se compatibiliza com a Revelação de Deus.  A capacitação espiritual do homem de compreender a Revelação é através da Fé. (Sl119.18 / ICo 2.14-15)
  • 7.
    A TEOLOGIA SISTEMÁTICAcomo resposta à inteligência humana Não somos detentores da verdade mas, a razão humana cobra-nos o ensino lógico, verdadeiro e piedoso para interpretação correta e fiel das Escrituras. Sistematizar e harmonizar o saber é uma tendência natural do homem.
  • 8.
    A TEOLOGIA SISTEMÁTICAcomo elemento norteador da pregação • Sinaliza e o orienta o pregador na elaboração do seu sermão. • A Bíblia é compreendida se estudada sistematicamente. • Harmoniza-se com todo o estudo teológico. • Todo sermão é Teológico.
  • 9.
    A TEOLOGIA SISTEMÁTICAcomo elemento da evangelização plena • Oferece solidez à verdade transmitida. •A pregação não dirigida apenas à emoção, mas, a mente. •“Se há uma coisa que a História Igreja deveria ensinar, é a importacia de um evangelismo teológico derivado das Escrituras.” Billy Graham
  • 10.
    A TEOLOGIA SISTEMÁTICAcomo elemento apologético
  • 11.
    A TEOLOGIA ÉSERVA DAS ESCRITURAS À Teologia não cabe a tarefa de dizer o que as Escrituras não dizem, sob pena de deixar de ser uma genuína teologia. À teologia cabe a tarefa de apresentar Deus exatamente como Ele se revela em sua Palavra. Não há o que cortar ou selecionar algo para que as Escrituras se tornem mais aceitável. Deus não precisa ser justificado, explicado ou racionalizado – tarefa impossível a qualquer ser humano.
  • 12.
    A TEOLOGIA TEMUM COMPROMISSO COM A EDIFICAÇÃO DA IGREJA A Igreja é enriquecida espiritualmente com os ensinamentos da Palavra, organizados pela Teologia. ENSINO: διδασκαλια = “instrução” : deverá estar constantemente ligado com a fidelidade à Escritura.
  • 13.
  • 14.
    A DOUTRINA DEDEUS é o ponto central de grande parte doA DOUTRINA DE DEUS é o ponto central de grande parte do restante da Teologia.restante da Teologia. Duas ideias errôneas a respeito de Deus reafirmam aDuas ideias errôneas a respeito de Deus reafirmam a necessidade da correta compreensão a Seu respeito:necessidade da correta compreensão a Seu respeito:
  • 15.
     Um Sermalévolo sempre pronto para castigar nossas falhas.Um Ser malévolo sempre pronto para castigar nossas falhas.  Um Ser paternalista, indulgente e gentil , incapaz deUm Ser paternalista, indulgente e gentil , incapaz de diminuir os prazeres da vida humana.diminuir os prazeres da vida humana.
  • 16.
    TRANSCENDÊNCIATRANSCENDÊNCIA Deus está detal maneira separado da Sua criação que não age por meio dela e, portanto, nada se pode conhecer acerca d’Ele. Is 55.8-9/ Is 6.1-5 A criação de Adão – Michelangelo (1511)
  • 17.
    IMANÊNCIAIMANÊNCIA Deus pode serencontrado na sociedade humana e nos processos da natureza. Jr 23.24/ At 17.27, 28. O Homem Vitruviano – Da Vinci (1940)
  • 18.
    É importante manteras duas ênfases! TRANSCENDÊNCIA + IMANÊNCIA = DEUSTRANSCENDÊNCIA + IMANÊNCIA = DEUS
  • 19.
    IMPLICAÇÕES DA IMANÊNCIAIMPLICAÇÕESDA IMANÊNCIA  Deus não se limita a agir diretamente para cumprir Seus objetivos. Ex: usa a medicina.  Deus pode usar pessoas e organizações que não sejam declaradamente cristãs. Ex: Ciro. Devemos ter apreço pela criação, pois Deus está ativo e presente nela.  Podemos ter conhecimento a respeito de Deus através das coisas criadas.  Deus está presente até dentro daqueles que não lhe entregaram a vida.
  • 20.
    IMPLIMPLICAÇÕES DA TRANSCENDÊNCIAICAÇÕESDA TRANSCENDÊNCIA Existe algo mais elevado que os seres humanos. Deus nunca pode ser totalmente determinado por meios humanos. Deus não está limitado pela compreensão que temos d’Ele. Nossa salvação não é conquista nossa. O fato de sabermos o que Ele espera de nós é fruto da Sua auto-revelação e não da nossa descoberta. Sempre haverá uma diferença entre Deus e os seres humanos. A reverência é adequada em nosso relacionamento com Deus. Ex: Deus não obrigado a nos abençoar. Podemos buscar a obra da transcendência de Deus (os milagres).
  • 21.
    A NATUREZA DOSATRIBUTOSA NATUREZA DOS ATRIBUTOS AtributosAtributos: São as qualidades de Deus que constituem o que Ele é. É diferente de obra. Os atributos são qualidades da Deidade inteira.
  • 22.
    A NATUREZA DOSATRIBUTOSA NATUREZA DOS ATRIBUTOS AtributosAtributos: São permanentes – não podem ser perdidos ou mudados. São intrínsecos. Os atributos são característica objetivas de Sua natureza. Deus é amor, santidade, poder...
  • 23.
    CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOSCLASSIFICAÇÃODOS ATRIBUTOS Podemos classificar os atributos como naturais e morais. MORAIS: relacionados com correção: Santidade, amor, misericórdia, fidelidade. NATURAIS: superlativos amorais: conhecimento, poder. Porém, vamos tratar de atributos de Bondade (morais) e de Grandeza (amorais ou naturais).
  • 24.
    A GRANDEZA DEDEUSA GRANDEZA DE DEUS ESPIRITUALIDADEESPIRITUALIDADE  Não está sujeito a limitações físicas, ponto geográfico ou espacial. Não pode ser representado por figura física ou objeto. Não pode ser contido em um espaço, nem controlado.
  • 25.
    A GRANDEZA DEDEUSA GRANDEZA DE DEUS VIDAVIDA Deus está vivo. Ele é caracterizado pela vida. Seu próprio nome indica que ele vive – “EU SOU”. As Escrituras não discutem sua existência apenas a afirma. Não somente vive, mas todas as demais formas de vida dependem d’Ele. Ele mesmo não depende de nenhuma fonte de vida. Jo 5.26 diz que Ele tem a vida em Si mesmo. É referido pelo adjetivo “Eterno”, pois já existia antes da criação do mundo.
  • 26.
    A GRANDEZA DEDEUSA GRANDEZA DE DEUS PERSONALIDADEPERSONALIDADE Individual, auto-consciente. Possui vontade, é caaz de sentir, escolher e ter relacionamento recíproco com outros seres. Possui um nome pelo qual se revela. Isso demonstra que Ele não é um ser abstrato, incognoscível. Este nome não é usado apenas para descrevê-Lo, mas também para invocá-Lo. Se relaciona. Deus tem comunhão com as pessoas. Ele sabe, sente, deseja, age. Deus não é uma máquina ou computador insensível. Ele é um Pai que se envolve e ama.
  • 27.
    A GRANDEZA DEDEUSA GRANDEZA DE DEUS INFINITUDEINFINITUDE Deus é diferente de qualquer coisa dentro da nossa experiência. Não é somente ilimitado mas, ilimitável. Ele é infinito em relação ao tempo, espaço, conhecimento e poder.
  • 28.
    A BONDADE DEDEUSA BONDADE DE DEUS Pureza Moral:Pureza Moral: Santidade: totalmente separado da Sua criação (Ex 15.11/ Is 6.1-4). Retidão: só ordena o que é correto, de acordo com a Sua lei (Sl 19.7-9) Justiça: Deus punirá o pecado, pois a punição é intrínseco ao pecado. Integridade:Integridade: Genuinidade: é verdadeiro. Veracidade: diz a verdade. Fidelidade: se prova verdadeiro.
  • 29.
    A BONDADE DEDEUSA BONDADE DE DEUS Amor:Amor: Benevolência: Cuidado e sustento dispensados à raça humana. Graça: Não se baseia nos méritos humanos para agir, mas em Si mesmo. Misericórdia: É a compaixão terna e amorosa por Seu povo. Persistência: Adia o julgamento, é longânimo e peciente.
  • 30.
    A TRIUNIDADE DEDEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade A UNIDADE DE DEUS A unidade de Deus foi revelada exaustivamente a Israel. A religião judaica é rigorosamente monoteísta. (Êx 20.2-3/Dt 6.4). O NT também a afirma (1Co 8.4-6/ Tg 2.19).
  • 31.
    PROVA BÍBLICA DADOUTRINA DA TRINDADEPROVA BÍBLICA DA DOUTRINA DA TRINDADE PROVAS NO ATPROVAS NO AT  Yeowah e Elohim?Yeowah e Elohim?  Deus fala de Si mesmo no pluralDeus fala de Si mesmo no plural (Gn 1.26/ 11.7)(Gn 1.26/ 11.7)  Anjo de Jeová (Gn 16.7-13)Anjo de Jeová (Gn 16.7-13)  Palavra e a Sabedoria de Deus sãoPalavra e a Sabedoria de Deus são personificadas (Pv 8.12-31 e Slpersonificadas (Pv 8.12-31 e Sl 33.4-6)33.4-6)  Menção de mais de uma pessoa (SlMenção de mais de uma pessoa (Sl 33.6/ 45.6-7).33.6/ 45.6-7). PROVAS NO NTPROVAS NO NT  Filho de Deus, o Salvador (Mt 1.21/Filho de Deus, o Salvador (Mt 1.21/ Lc 1.76-79/ Fp 3.30)Lc 1.76-79/ Fp 3.30)  O ES habita na Igreja (At 2.4/ RmO ES habita na Igreja (At 2.4/ Rm 8.9-11/ 1Co 3.16)8.9-11/ 1Co 3.16)  Deus enviando o Filho (Jo 3.16/GlDeus enviando o Filho (Jo 3.16/Gl 4.4)4.4)  O Pai e o Filho enviando o ES (JoO Pai e o Filho enviando o ES (Jo 14.26)14.26)  Relacionamento Pai/ Filho/ ESRelacionamento Pai/ Filho/ ES  Batismo de JesusBatismo de Jesus o Depende decisivamente da revelação o É imprescindível reunir provas escriturísticas o A Bíblia não trata claramente da Trindade, mas dá evidências dela
  • 32.
    A TRIUNIDADE DEDEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade A DEIDADE DE DEUS Como a Igreja chegou ao conceito da Trindade após os indícios da Unidade Divina? PAI = Deus Jesus = Será???
  • 33.
    A TRIUNIDADE DEDEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade A DEIDADE DE CRISTO As Escrituras afirmam a deidade de Cristo. “...subsistindo em forma de Deus...” Fp 2.6 Forma = “ morphé ou schéma”: substância.
  • 34.
    A TRIUNIDADE DEDEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade A DEIDADE DE CRISTO Jesus nunca afirmou diretamente sua deidade mas, considerou coisas que são exclusivas de Deus como suas: Os anjos (Lc 12.8-9) O Reino de Deus (Mt 12.28) Os eleitos (Mc 13.20) Alegou perdoar pecados (Mc 2.8-10) Alegou ter poder para julgar o mundo (Mt 25.31) Reinar sobre o mundo (Mt 24.30)
  • 35.
    A TRIUNIDADE DEDEUS: a TrindadeA TRIUNIDADE DE DEUS: a Trindade A DEIDADE DO ESPÍRITO As passagens que referem ao Espírito Santo como Deus são intercambiáveis com referências ao próprio Deus. Ex: Ananias e Safira. O ES possui qualidades de Deus e executa as obras d’Ele. O ES é colocado em pé de igualdade com Deus. Ex:  Fórmula batismal Declarações trinitárias A benção Paulina
  • 36.
    AS OBRAS EOS PRECEITOS DE DEUS
  • 37.
    O PLANO DEDEUS Para onde vai a história e por quê? RESPOSTA DO CRISTIANISMO: Deus tem um plano que inclui tudo o que ocorre. Ele está neste momento, concretizando Seu plano eterno.
  • 38.
    Definição: O PLANO DEDEUS É a Sua decisão eterna. É a concretização de todas as coisas que virão a acontecer pelo Seu decreto.
  • 39.
    PLANO DE DEUS PREDESTINAÇÃOOU PREORDENAÇÃO? PREDESTINAR Sentido estreito de salvação ou condenação. PREORDENAR Sentido amplo e geral.
  • 40.
    ENSINO NO AT Obra de planejar ligada à aliança  Inconcebível qualquer evento à parte da vontade de Deus. Ex:  A chuva  Destruição das nações – Is 37.26  Construção de reservatórios – Is 22.11  Cuidado com Israel – Dn 12.1  Crença na eficácia do plano divino  Mais proeminente na Literatura sapiencial e profetas:  Experiência de Jó – 38.3-4  Consolo para Israel – Is 40.12  Exaltação do poder de Deus – Jr 10.12-13 ENSINO NO NT  Jesus afirma que Deus preparou de antemão eventos grandes:  Queda e destruição de Jerusalém – Lc 21.20-22 bem como os pequenos:  Apostasia e Traição de Judas e a fidelidade dos demais discípulos – Mt 26.24, Mc 14.21, Lc 22.22, Jo 17.12.  Destacado pelos apóstolos - At 2.23  Explícito por Paulo – 1Co 12.18, 15.38, Gl 3.8, 4.4-5, Rm 9-11. O PLANO DE DEUS
  • 41.
    PLANO DE DEUS ANATUREZA DO PLANO DE DEUS 1.É desde a eternidade. Sl 139.16 2.As decisões contidas nele são livres. Is 40.13-14 3.É para a Sua própria glória. Ef 1.5-6 4.É totalmente inclusivo. Sl 119.91 5.É eficaz. Is 14.24-27 6.Diz respeito às Suas ações e não à Sua natureza. 7.É imutável. 8.Envolve a ação humana de forma secundária. At 13.48
  • 42.
    VONTADE DE DEUSX LIVRE-ARBÍTRIO Pela lógica, o que tem prioridade, o plano de Deus ou a vontade humana? O PLANO DE DEUS
  • 43.
    VONTADE DE DEUSX LIVRE-ARBÍTRIO CALVINISTAS O Plano de Deus é logicamente anterior, as decisões humanas são conseqüência. Tanto par a salvação como para as demais coisas. A decisão de Deus assegura que cada indivíduo agirá invariavelmente de determinada maneira. O PLANO DE DEUS É INCONDICIONAL E INDEPENDENTE DA DECISÃO HUMANA. O PLANO DE DEUS ARMINIANOS Deus permite e espera que os seres humanos exerçam a vontade que receberam. Caso contrário, não haveria motivos para se fazer apelos, por exemplo, pois já está tudo decretado. A mesma lógica segue para os demais eventos da vida humana. O PLANO DE DEUS É CONDICIONADO À DECISÃO HUMANA.
  • 44.
    VONTADE DE DEUSX LIVRE-ARBÍTRIO O PLANO DE DEUS UM MODELO CALVINISTA MODERADO O Plano de Deus é incondicional no que diz respeito à decisão humana. Ex: Esaú e Jacó – Rm 9.11-13
  • 45.
    O SIGNIFICADO DALIBERDADE HUMANA O PLANO DE DEUS Deus pode criar seres genuinamente livres e ainda assim assegurar- se de que todas as coisas que devem acontecer acontecerão, incluindo decisões e atos livres desses seres? O que significa dizer que sou livre? As minhas escolhas são baseadas na atividade divina em mim, através de uma série de fatores dos quais eu não exerço controle.
  • 46.
    A CRIAÇÃO A OBRAGERADORA DE DEUS:
  • 47.
    A CRIAÇÃO –OBRA GERADORA DE DEUS “ex nihilo” – a partir do nada – Gn 1.1, Jo 1.1-3
  • 48.
    A CRIAÇÃO –OBRA GERADORA DE DEUS SUA NATUREZA TOTALMENTE INCLUSIVA  A expressão - “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” - não se resume esses dois itens, mas a tudo que existe.  Nada existe fora de Deus – Jo 1.3.
  • 49.
    A CRIAÇÃO –OBRA GERADORA DE DEUS OBRA DO DEUS TRIUNO Apesar do AT não revelar distinções claras a respeito da Trindade no ato da criação, em 1Co 8.6 Paulo inclui o Pai e o Filho. Jo 1.3 também revela o Filho na criação. Gn 1.2, Jó 26.13, Sl 104.30 fazem referência ao Espírito, mas é difícil determinar se é o ES ou se refere-se à obra de Deus por meio de Seu sopro.
  • 50.
    A CRIAÇÃO –OBRA GERADORA DE DEUS SEU PROPÓSITO: A glória de Deus Deus tinha um propósito ao dar existência à realidade. A criação glorifica a Deus ao executar Sua vontade – Sl 19.1
  • 51.
    A PROVIDÊNCIA A OBRACONTÍNUA DE DEUS:
  • 52.
    A PROVIDÊNCIA –OBRA CONTÍNUA DE DEUS Se a criação é a obra geradora de Deus com respeito ao universo, a providência é seu relacionamento contínuo com esse universo.
  • 53.
    A PROVIDÊNCIA –OBRA CONTÍNUA DE DEUS Podemos entender a Providência como:  Preservação • Da natureza - Sl 104.5, Cl 1.17, • De Israel - Daniel na cova, Amigos de Daniel na fornalha. • Do Seu povo (gentios) – preocupados com o que vestir ou o que comer.  Governo • A atividade governamental de Deus é universal. Estende-se a todos os assuntos e lugar. • Não está restrita ao Seu povo. •Mas, Deus está pessoalmente interessado nos Seus. •Nossa atividade e a atividade divina não se excluem mutuamente. •Deus é soberano em Seu governo. •Precisamos de cautela ao para identificar atos humanos como providência de Deus.
  • 54.
  • 55.
    CONCEITO CristologiaCristologia Estudo dapessoa e da obra de Cristo. É o centro da Teologia Cristã. Se somos cristãos tudo mais é secundário se comparado à exata compreensão a respeito de Cristo. É necessário dedicação ao elaborar nossa cristologia.
  • 56.
  • 57.
    A DIVINDADE DECRISTO FATO CONTROVERSO E CRUCIAL Nossa fé repousa no fato de Jesus ser Deus. O testemunho das Escrituras nos dão ampla variedade de material e ênfases. Vejamos:
  • 58.
    A DIVINDADE DECRISTO 1.1. A AUTOCONSCIÊNCIA DE JESUSA AUTOCONSCIÊNCIA DE JESUS O que Jesus pensava e cria a respeito de si mesmo? Não há declarações explícitas, mas encontramos alegações totalmente impróprias , caso feitas por alguém menor que Deus. A seguir apresentaremos algumas declarações - pouco vaga para nós, mas não para seus opositores - que o próprio Jesus fez a respeito da sua divindade.
  • 59.
    A DIVINDADE DECRISTO  Enviaria seus anjos (Mt 13.41)  Reino de Deus como “seu reino”  Poder para perdoar pecados (Mc 2.5-7) Julgar a terra (Mt 25.31-46)  Redefinição do valor do sábado (Mc 2.27-28)  Relacionamento incomum com o Pai (Jo 10.30)  Declaração explícita no momento de seu julgamento e condenação (Jo 19.7)  Aceitou que os discípulos lhe atribuíssem divindade (Jo 20.28)  Justaposição do AT com o NT: “...eu porém vos digo...” (Mt 5.21-28)  Poder sobre a vida e a morte ( Jo 5.21)
  • 60.
    A DIVINDADE DECRISTO OUTROS TESTEMUNHOS:  Evangelho de João: 1.1-4 Identifica o Verbo como divino e distingue o Verbo de Deus.  Hebreus: 1.1-3 - Ressalta a superioridade do Filho  Paulo: Cl 1.15-20 = “...Imagem do Deus invisível...” Cl 2.9 = “Porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade...”
  • 61.
    A DIVINDADE DECRISTO OUTROS TESTEMUNHOS: O termo “Senhor” NT: Kyrios (Senhor) ao estado de Jesus ressurreto e exaltado. Na LXX, é usado para traduzir Jeová ou Adonai. Um título usado somente para Deus. Os apóstolos deram o título máximo a Jesus.
  • 62.
    A DIVINDADE DECRISTO A PROVA DA RESSURREIÇÃO Wolfhart Pannenberg: Cristologia amplamente baseada na ressurreição de Jesus. Sutenta que o significado de uma acontecimento é o significado a ele atribuído pelas pessoas que o vivem. No tempo dos judeus, ‘ressurreição’ significaria ‘divindade’. O surgimento do cristianismo poder ser compreendido “apenas quando examinado de acordo com a esperança escatológica de uma ressurreição da morte, então o que se designa como tal é um evento histórico, mesmo que não saibamos nada mais específico a seu respeito.”
  • 63.
    A DIVINDADE DECRISTO A PROVA DA RESSURREIÇÃO Dentro da primeira comunidade cristã havia um testemunho confiável do túmulo vazio. Na polêmica judaica contra a mensagem cristã da ressurreição de Cristo não há nenhuma alegação de que o túmulo não estava vazio. Portanto, temos prova adequada para estabelecer a historicidade da ressurreição que, em si, é prova da divindade de Jesus.
  • 64.
    DISTANCIAMENTOS HISTÓRICOS DACRENÇA NA DIVINDADE PLENA DE CRISTO EBIONISMO: Seita de judeus cristãos que negavam a divindade real ou ontológica de Jesus. Jesus era um homem comum com dons incomuns. ARIANISMO: Ex: Testemunhas de Jeová. Deus é a única origem de todas as coisas e a única existência ‘não-criada’ em todo o universo. Somente ele possui atributos divinos. ‘O Verbo’, portanto, é um ser criado, apesar de ser o primeiro e o mais elevado dos seres. O Verbo é uma criatura perfeita, mas não tem existência própria.
  • 65.
    IMPLICAÇÕES DA DIVINDADEDE CRISTO Porque Jesus é Deus:  Podemos ter conhecimento real de Deus através da sua pessoa;  A redenção está à nossa disposição através do seu sacrifício vicário;  Deus e a humanidade foram religados;  É correto adorar a Cristo.
  • 66.
  • 67.
    A HUMANIDADE DECRISTO Pela encarnação a divindade e a humanidade foram unidas em uma pessoa. Sem esta verdade, não podemos ser salvos, pois não teremos comunhão com Deus. A validade da obra realizada na morte de Cristo e sua aplicabilidade a nós como seres humanos, depende da realidade de sua humanidade, assim como a sua eficácia depende da genuinidade de sua divindade. O ministério intercessor de Jesus depende de sua humanidade para que ele possa se compadecer de nós em nossas aflições.
  • 68.
    A HUMANIDADE DECRISTO Sua natureza física Tinha um corpo físico – nasceu, cresceu, sentia fome, sede, cansaço e até morreu. Sua natureza psicológica Ele pensava, raciocinava, sentia, amava. Algumas das reações de Jesus são particularmente humanas como: Se irou com a venda no Templo; Se maravilhou com a fé do centurião e com a incredulidade de Nazaré; Afligiu-se ao pressentir sua morte; Agitou-se no espírito e chorou pela morte de Lázaro.
  • 69.
    A HUMANIDADE DECRISTO Enquanto homem, Jesus estava limitado em sua divindade:  Não era onipresente  Não era onisciente por completo – Ex: Mc 13.32 Jesus tinha necessidade de uma vida religiosa e participava regularmente do culto e tinha uma vida de oração na dependência do Pai.
  • 70.
    A HUMANIDADE DECRISTO Os que estavam próximos de Jesus, o consideravam plenamente humano, mesmo após sua ressurreição, ele os convidou para verificar sua humanidade. (Lc 24.39). Jesus fazia tudo que eles faziam sangrou, dormiu, chorou.
  • 71.
    HERESIAS PRIMITIVAS ARESPEITO DA HUMANIDADE DE JESUS DOCETISMO: Jesus só parecia ser homem. Deus não podia tornar-se material, já que toda a matéria é má. O Deus transcendente não poderia ter-se unido a uma influência tão corruptora. Sendo imutável, não poderia passar por modificações físicas ou em sua natureza. Não poderia ter-se exposto às experiências da vida humana. A natureza física de Jesus, era simples ilusão e não realidade, Jesus era como um fantasma, uma aparição. APOLINARISMO: Cristologia baseada apenas em Jo 1.14 “o Verbo se fez carne” – a carne era o único aspecto envolvido da natureza humana. Jesus era humano fisicamente, mas não psicologicamente ou seja, sua alma era divina. Jesus não possuía vontade humana, por isso, não podia pecar.
  • 72.
    A OBRA DECRISTO
  • 73.
    OS ESTÁGIOS DAOBRA DE CRISTO Cada um desses estágios, constitui-se uma série de passos. HUMILHAÇÃO EXALTAÇÃO
  • 74.
    A HUMILHAÇÃO Encarnação (Jo1.14, Fp 2.6-7, Gl 4.4) Ainda que Jesus viesse para o apogeu do que esta terra pode oferecer, o declínio – comparado à glória que ele deixou – seria abismal: Assumiu forma de servo, escravo. Pertenceu a uma família bem comum.  Natural de Belém (cidade obscura e sem relevância). Nasceu em um estábulo, deitado numa manjedoura.
  • 75.
    A HUMILHAÇÃO Morte O derradeiropasso descendente na humilhação de Jesus foi sua morte. Ele, que era “a vida” (jo 14.6), o Criador, o doador da vida e da nova vida que constitui vitória sobre a morte, tornou-se sujeito à morte e isso não foi apenas mera possibilidade, mas realidade. Não cometera nenhum pecado para receber dele seu salário. A morte de cruz era a forma mais humilhante dos romanos executarem seus criminosos. Foi uma morte lenta, dolorosa e torturosa, acrescida de zombaria, sarcasmo e ignomínia.
  • 76.
    A EXALTAÇÃO Ressurreição Este foio primeiro passo de retorno no processo de sua exaltação. A incapacidade da morte em segurá-lo simboliza a completude da sua vitória. Que mais podem fazer as forças do mal, se alguém a quem elas mataram não permanece morto? A ressurreição foi o passo fundamental em sua exaltação – ele foi libertado da maldição que recaiu sobre ele por ter arcado voluntariamente com o pecado de toda a raça humana.
  • 77.
    A EXALTAÇÃO Ressurreição Este foio primeiro passo de retorno no processo de sua exaltação. A incapacidade da morte em segurá-lo simboliza a completude da sua vitória. Que mais podem fazer as forças do mal, se alguém a quem elas mataram não permanece morto? A ressurreição foi o passo fundamental em sua exaltação – ele foi libertado da maldição que recaiu sobre ele por ter arcado voluntariamente com o pecado de toda a raça humana. Fica a pergunta: Qual a natureza do corpo ressuscitado de Jesus?
  • 78.
    A EXALTAÇÃO Ascensão eassento à destra do Pai Antes da Idade Moderna, costumava-se pensar em ascensão como uma transição geográfica, espacial de um lugar (terra) para outro (céu). Mas, sabe-se que Deus é espírito transcendente. A mudança acontece numa mudança de estado, condição. Não foi uma alteração física somente, mas espiritual. O significado da ascensão é que Jesus deixou para trás as condições da vida terrena: dor (física e psicológica), oposição, hostilidade, descrença, infidelidade... Jesus teve de ascender ao céu para:  Preparar-nos um lugar  Possibilitar a descida do ES
  • 79.
    AS FUNÇÕES DECRISTO Historicamente classifica-se a obra de Cristo em três ofícios: sacerdote, profeta e rei. Essas verdades e títulos devem ser mantidos para que possamos reconhecer tudo o que Cristo realiza em seu ministério. Mas, falaremos das três funções de Cristo, a saber:  REVELAÇÃO  GOVERNO  RECONCILIAÇÃO
  • 80.
    A FUNÇÃO REVELADORADE CRISTO JESUS enquanto profeta era cumprimento de profecia – Dt 18.15. Sua obra foi semelhante ao trabalho profético do AT. A obra reveladora de Cristo cobra uma dimensão de tempo e formas:  Antes da criação: “λογοσ” = Jo 1.9 – Todas as verdades vieram dele.  Na encarnação: Falou a Palavra divina e a demonstava.  Na ascensão: Sua Igreja continua revelando o Pai. A obra reveladora final e mais completa de Jesus acha-se no futuro: segunda vinda (αποκαλψπσισ = revelação)
  • 81.
    O GOVERNO DECRISTO Os evangelho retratam Jesus como rei, o governante de todo o universo. O governo de Cristo não se trata apenas de um governo futuro, mas presente através:  das coisas criadas,  da Igreja,  do coração dos Seus discípulos. Virá um tempo em que o reinado de Cristo será completo; então, todos estarão sob seu governo, quer com boa vontade e sinceridade, que com má vontade e relutância.
  • 82.
    A OBRA INTERCESSORADE CRISTO: INTERCESSÃO E EXPIAÇÃO Através da intercessão, Jesus:  apresenta sua justiça ao Pai para nossa justificação  pleiteia a causa da sua justiça em favor dos que crêem, os quais embora justificados, continuam pecando  suplica ao Pai que os crentes sejam santificados e guardados do poder do tentador maligno. Já a expiação foi o que tornou possível a nossa salvação. A partir da expiação elabora-se a eclesiologia, soteriologia, escatologia, etc... Se Cristo era mero homem, sua obra não vale como exemplo, se era Deus, sua obra superou tudo o que somos capazes de fazer por nós mesmos.
  • 83.
    A OBRA INTERCESSORADE CRISTO: INTERCESSÃO E EXPIAÇÃO Através da intercessão, Jesus:  apresenta sua justiça ao Pai para nossa justificação  pleiteia a causa da sua justiça em favor dos que crêem, os quais embora justificados, continuam pecando  suplica ao Pai que os crentes sejam santificados e guardados do poder do tentador maligno. Já a expiação foi o que tornou possível a nossa salvação. A partir da expiação elabora-se a eclesiologia, soteriologia, escatologia, etc... Se Cristo era mero homem, sua obra não vale como exemplo, se era Deus, sua obra superou tudo o que somos capazes de fazer por nós mesmos.
  • 84.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO FATORES BÁSICOS A NATUREZA DE DEUS: Santo O LUGAR DA LEI: O salário do pecado é a morte A CONDIÇÃO HUMANA: Depravação total CRISTO: Gl 4.4-5
  • 85.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O SISTEMA SACRIFICAL DO AT “Kaphar”= cobrir Devia se impor as mãos sobre o animal sacrificado (Lv 1.3,4) Is 53 – A iniqüidade transferida para o Servo Sofredor. As mãos sobre o animal era uma prefiguração do crente aceitando ativamente a obra expiatória de Cristo.
  • 86.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O ENSINO NO NT Jesus possuía:  Consciência que o Pai o havia enviado para esta obra. (Jo 10.36)  Convicção que sua vida e morte cumpriam profecias do AT. (Is 53)  Entendimento que sua morte constituía um resgate. (Mt 20.28)  Visão de que era nosso substituto (Jo 15.13).  Visão de que era um sacrifício (Jo 1.29)  Consciência que era doador da verdadeira vida. (Jo 17.3)
  • 87.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO Sacrifício: Hb 9.6-15 - Cristo como o Sumo sacerdote e o Sacrifício. As duas partes que constituíam o sistema levítico são combinadas em Cristo. A mediação que Ele fez começou com Sua morte e continua agora através da sua intercessão por nós.
  • 88.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO PROPICIAÇÃO: Lv 4.35 - Ato realizado para aplicar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a sua santidade e a sua justiça. A oferta apresentada a Deus aponta para um apaziguamento da ira de Deus e segue-se então o perdão.
  • 89.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO SUBSTITUIÇÃO: Is 53.5, 6 e 12, Jo 1.29, 2Co 5.21, 1Pe 2.24 A ideia de substituição é incontestável. Preposições gregas: Anti: “em lugar de” Hyper: “Em favor de”
  • 90.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO O SIGNIFICADO BÁSICO DA EXPIAÇÃO RECONCILIAÇÃO: Na morte de Cristo nossa hostilidade contra Deus é removida e Ele mesmo é o agente da reconciliação. A reconciliação é obra exclusiva de Deus.
  • 91.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO OBJEÇÕES À OBRA DA EXPIAÇÃO 1. Objeção ao conceito da necessidade de expiação Porque Deus simplesmente não perdoa os pecados? Para Deus, remover ou não levar em conta a culpa do pecado sem exigir pagamento seria destruir a distinção entre o certo e o errado. 2. Objeção ao conceito de substituição Não seria impróprio ou injusto Deus enviar o Filho como substituto? Há duas respostas para esta objeção: 1. O caráter voluntário do sacrifício (Jo 10.17-18). 2. A unidade do Pai e do Filho (Deus é tanto o juiz como o que paga a penalidade).
  • 92.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO OBJEÇÕES À OBRA DA EXPIAÇÃO 3. Objeção ao conceito de propiciação O amor do Filho e a ira do Pai não seria um conflito entre a Trindade? 1Jo 4.10 – A propiciação não mudou um Deus irado em um Deus de amor. Foi o amor que levou Deus a enviar Jesus. 4. Objeção ao conceito da imputação da justiça de Cristo Como uma pessoa pode ser boa no lugar de outra? Nosso relacionamento com Cristo é um só. O crente está ligado a ele. É como se tivéssemos casado e a partir de agora só existe uma pessoa. Desse modo, não é questão de transferir mas, de juntar os dois de forma que tudo se torne comum, tanto a morte como a ressurreição.
  • 93.
    O TEMA CENTRALDA EXPIAÇÃO IMPLICAÇÃO DA EXPIAÇÃO SUBSTITUTIVA 1.A TEORIA DA SUBSTITUIÇÃO PENAL confirma o ensino bíblico da depravação total de todos os homens. Somos completamente incapazes de suprir nossa necessidade. 2.A NATUREZA DE DEUS não possui uma faceta única, mas também não há tensão em seus diferentes aspectos. Ele é justo, tanto que foi preciso prover um sacrifício pelo pecado. Ele é amor tanto que ele mesmo proveu tal sacrifício. 3.NÃO HÁ OUTRO MEIO DE SALVAÇÃO se não pela graça através da morte de Cristo. Ela possui valor infinito e cobre o pecado de todos os salvos, de todos os tempos. 4.HÁ SEGURANÇA PARA O CRENTE EM SEU RELACIONAMENTO COM DEUS, pois a base desse relacionamento é completa e permanente, a morte de Cristo. 5.NUNCA DEVEMOS MENOSPREZAR A SALVAÇÃO QUE TEMOS, embora seja gratuita, é também cara e custou a Deus o sacrifício mais extremo de todos.
  • 94.
  • 95.
    A IMPORTÂNCIA DADOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO Há vários motivos pelo qual o estudo do ES se torna importante para nós:  O ES é o ponto em que a Trindade se torna pessoal para o que crê.  Vivemos no período em que a obra do ES é mais proeminente.  A cultura atual dá valor à experiência.
  • 96.
    DIFICULDADES NA COMPREENSÃODO ESPÍRITO SANTO O ES é a pessoa da Trindade de quem menos temos informações bíblicas e isso causa dificuldade no estudo da sua pessoa:  Falta de quadro concreto: Deus Pai pode ser compreendido por causa da figura paterna familiar que possuímos. O Filho apareceu em forma humana e teve sua história registrada. Mas, o ES é intangível e difícil de visualizar. “Holy Ghost” (Fantasma Santo).  Teologia não-oficial: Pai, Filho, espírito santo: Por causa de sua subordinação ao Pai e ao Filho na era presente somos muitas vezes levados a crer que o ES exerce um papel inferior na Trindade.
  • 97.
    A NATUREZA DOES: A DIVINDADE
  • 98.
    A NATUREZA DOES A DIVINDADE DO ES Podemos concluir que o ES é Deus nos mesmos moldes do Pai e do Filho porque:  Várias referências ao ES são intercambiáveis com as referências a Deus: At 5.3, 4 – Para Pedro, mentir a Deus ou ao ES é a mesma coisa. 1Co 3.16 – Na frase “Santuário de Deus” e “Santuário do ES”, Paulo deixa claro que o ES é Deus. Possui atributos únicos de Deus. Ex: Onisciência – 1Co 2.10-11 Eternidade – Hb 1.10-12  O poder do ES é destacado no NT: Lc 1.35 – “o Espírito Santo” e o “poder do Altíssimo” são frases paralelas. Rm 15.19 – Paulo reconhecia que seu ministério era realizado pelo poder do ES Jo 16.8-11 – Jesus atribuiu ao ES o poder de mudar o coração humano.
  • 99.
    A NATUREZA DOES A DIVINDADE DO ES Podemos concluir que o ES é Deus nos mesmos moldes do Pai e do Filho porque:  Estava presente na criação Sl 104.30 – Ele atuou e continua atuar na criação tanto em sua origem como na providência.  Regenera (Jo 3.5-8) , levantou Cristo da morte e nos levantará no último dia (Rm 8.11). Inspirou os homens na obra divina das Escrituras (2Tm 3.16) “Inspirada”= lit. soprada ou animada pelo ES.
  • 100.
    A NATUREZA DOES A DIVINDADE DO ES O ES está em igualdade com o Pai e o Filho e vimos isto fortemente:  Na Grande Comissão: Mt 28.19 Na Benção Paulina: 2Co 12.4-6  Na saudação da epístola de Pedro: 1Pe 1.2
  • 101.
    A NATUREZA DOES: A PERSONALIDADE
  • 102.
    A NATUREZA DOES A PERSONALIDADE DO ES A personalidade do ES lembra-nos que não estamos lidando com uma força impessoal. A Bíblia deixa claro que o ES é uma pessoa e possui qualidade inerentes a isso:  Possui pronome masculino  Sua obra lembra a obra de alguém – um agente pessoal (conselheiro, advogado).  Assim como Jesus glorifica o Pai. Só uma pessoa o pode fazê-lo.  Entre as mais notáveis características estão a inteligência (Jo 14.26), a vontade (1Co 12.11) e as emoções Ef 4.30).  Pode ser afetado, assim como acontece com as pessoas: é possível mentir a ele (At 5.3,4), apagá-lo (1Ts 5.19), resisti-lo (At 7.51), blasfemar contra ele (Mt 12.31, Mc 3.29).  Toma parte em ações e ministérios morais: ensino, regeneração, perscrutação, fala, intercessão.
  • 103.
    A NATUREZA DOES IMPLICAÇÕES DA DOUTRINA DO ES  O ES é uma pessoa, não uma força vaga. Podemos ter um relacionamento pessoal e devemos orar a ele.  Deve receber a mesma honra e respeito que dispensamos ao Pai e ao Filho.  O ES é um com o Pai e com o Filho, não há tensão entre as três partes ou suas atividades.  Deus não está distante. Através do ES o Deus Triúno chega a nós, tão perto que, de fato, entra na pessoa que crê, tornando-se o “Emanuel”= Deus conosco.
  • 104.
  • 105.
    A OBRA DOES Uma controvérsia gira em torno da obra do ES e dos seus dons especiais mais espetaculares. Na realidade, porém, precisamos entender este tópico dentro do pano de fundo mais geral do estudo do ES.
  • 106.
    A OBRA DOES NO AT É difícil identificar o ES no AT porque ele reflete os primeiros estágios da revelação progressiva. O termo ES é raramente empregado. A expressão usual é o “Espírito de Deus”, mas isso nem sempre evidencia uma pessoa distinta. Esta expressão bem poderia designar a vontade, mente ou atividade de Deus.
  • 107.
    A OBRA DOES NO AT Algumas passagens porém deixam claro a pessoa do ES no AT: At 2.16-21 – O Pentecoste como cumprimento de Jl 2.28. Gn 1.2 – Atuação do ES como ‘sopro’ de Deus na obra criadora. Jó 26.13 – Atuação do ES na providência. Ez 2.2 – Transmissão de profecias e das Escrituras. Êx 31.3-5 – Transmissão de habilidades para tarefas. Gn 41.38 – Faraó reconheceu a presença do Espírito em José. Jz 6.34 – Provisão de habilidades para governar (Juízes) e guerrear. 1Sm 16.13 – Unção de reis. Sl 51.11 – Davi ora pedindo que Deus não retire o Seu Santo Espírito. No AT existe o prenúncio de uma época em que o ministério do Espírito seria mais completa: Is 61 e Jl 2.28, 29.
  • 108.
    A OBRA DOES NA VIDA DE JESUS Toda a extensão da vida de Jesus marca a atuação do ES. Desde seu nascimento “descerá sobre ti o ES...” até o anúncio de seu ministério feito por João Batista dizendo que Jesus batizaria com o ES. O visitou na ocasião do seu batismo. E imediatamente foi cheio do ES (Lc 4.1) Em sua tentação, foi conduzido pelo ES.  O ES atuava quando Jesus ensinava ( Lc 4.14) O ES estás presente nos milagres de Jesus (Mt 12.25-32). Até suas emoções eram no Espírito Santo (Lc 10.21)
  • 109.
    A OBRA DOES NA VIDA DO CRENTE  Convence do pecado (Jo 16.8-11). Regenera (Jo 3.5, 6).  Confere poder (Jo 14.12).  Habita no crente (Jo 16.13, 14).  Ensina o crente ( Jo 14.26).  Intercede em nosso favor (Rm 8.26, 27).  Santifica o crente (Rm 8.1-17).  Concede dons especiais ao corpo de Cristo (Rm 12.6-8) .
  • 110.
    A OBRA DOES NA VIDA DO CRENTE OS DONS DO ES Nos escritos de Paulo há três listas distintas de dons e há uma lista breve em 1Pe. Embora todas façam referência aos dons do Espírito, diferem quanto à orientação básica. Ef 4.11 é uma lista para os ofícios na igreja. Rm 12.6-8 e 1Pe 4.11 são funções básicas exercidas na igreja. 1Co 12. 4-11 trata de habilidades especiais. Isso não quer dizer que tais listas esgotam as possibilidades de dons do ES.
  • 111.
    A OBRA DOES NA VIDA DO CRENTE OS DONS MIRACULOSOS HOJE Glossolalia, Cura pela fé e Exorcismo: O ES ainda dispensa estes dons à igreja hoje? É permitido usá-los nos cultos públicos ou estão reservados a um momento particular? Examinemos todos os lados da questão para compreênde-la. Pelo fato da glossolalia ser o mais destacado, analisemos a partir dele:
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    GLOSSOLALIA - DEFESAGLOSSOLALIA - DENÚNCIA  Tais dons cessaram após a era apostólica “havendo línguas cessarão...” 1Co 13.8. Dizem que o propósito do don era atestar a revelação e a encarnação cf. Hb 2.3, 4. portanto já passou.  Não há registro durante maior parte da história da igreja.  Experiência semelhante em seitas e parapsciologia.  Através das narrativas de Atos, não vemos indícios que o ES deixaria de conceder esse dom à Igreja.  Experiência como apoio.  A prática não é proibida em lugar algum das Escrituras.  Produz benefícios na vida de quem o possui, vitalizando a oração.
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    CONCLUSÃO 1. Obra especialsubseqüente e simultânea ao novo nascimento. O que dizer dos casos que parece haver distinção entre o novo nascimento/ regeneração e batismo no ES? Resposta: Período de transição – regeneração antes do batismo no ES (inclusive os discípulos até o Pentecoste). Após os acontecimentos do Pentecoste não encontramos mais nenhum outro registro da experiência separada do novo nascimento.
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    CONCLUSÃO 2. Falta apoiobíblíco/ teológico É difícil determinar se os fenômenos carismáticos são de fato dons do ES. Não existem dados bíblicos para a cessassão dos dons. Os dados históricos não são claros nem conclusivos.
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    CONCLUSÃO 3. As posições Mesmoque a história prove que o dom de línguas cessou, nada impede que Deus o restabeleça. Por outro lado, a prova história de que o dom esteve presente nas várias eras da Igreja, não valida o dom. Não podemos assumir que todos que alegam ter tido experiência espiritual a tiveram de fato.
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    CONCLUSÃO FINAL O quede fato a Bíblia nos orienta é sermos cheios do ES (O verbo grego indica uma ação contínua ). Trata-se não de possuir mais do ES pois já temos sua totalidade, e sim do ES possuir uma fatia maior da nossa vida. Mais importante do que os dons do Espírito é o fruto do ES.
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    IMPLICAÇÕES DA OBRADO ESPÍRITO SANTO 1. Os dons que possuímos são concedidos pelo ES para cumprir o Seu plano. 2. O ES fortalece os crentes na vida e no serviço cristão. 3. O ES é sábio e soberano ao dispensar seus dons à Igreja. A posse ou ausência de um dom não deve ser motivo de vanglória ou pesar. 4. Nenhum dom é para todos e nenhuma pessoa possui todos os dons. Por isso necessitamos uns dos outros no corpo de Cristo. 5. O ES nos dará entendimento da Sua Palavra e nos guiará ao conhecimento da verdade. 6. É correto dirigir orações ao ES assim como ao Pai e ao Filho.