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atingidas pela desertificação, migrando para
outras regiões da África ou para a Europa.
Com a ocupação agropecuária, parte da
mata nativa é derrubada para dar lugar
a plantações e pastos. Sem a proteção
das raízes, o solo perde matéria orgânica
e começa a ter camadas removidas.
A cada nova cultura, a aragem do terreno
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do solo, que tem sua espessura original
diminuída. A terra nua sofre com a erosão
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redução do volume do leito dos rios
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baixas e força o agricultor a desmatar
uma área na encosta para prosseguir
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rápidos. As terras abandonadas só
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  • 1. 3 9e s c o l a n o n o n o n o 2 0 0 4 Assim surge um desertoSolo arenoso, clima quente e seco e índices pluviométricos baixos por longo período. Essas condições permitem classificar uma região como desértica. Os desertos que conhecemos hoje mantêm essas características há milhares de anos. Isso significa que eles não se formam de uma década para outra, mas o esgotamento dos solos tem provocado a expansão rápida de terrenos arenosos alexandre jubran e rodrigo ratier Em áreas com terrenos arenosos, a mata nativa é essencial para proteger o solo da degradação. As raízes das árvores sustentam a terra e retêm a água, evitando a erosão. A situação começa a mudar quando a área é ocupada de maneira predatória. O desmatamento da vegetação nativa ou das margens de rios, as queimadas, a agropecuária intensiva, o uso indiscriminado de agrotóxicos e as práticas inadequadas de irrigação podem iniciar o processo de desertificação deserto do Saara um continente que seca A África é, de longe, o continente mais atingido pela desertificação. Na borda sul do deserto do Saara, uma região do tamanho do estado de Minas Gerais virou areia nos últimos 50 anos. Hoje, a ameaça de desertificação atinge quase dois terços do continente. Além das constantes secas, os solos sofrem com a substituição das lavouras de sustento por culturas de exportação desde os anos 40. O problema tem conseqüências sociais graves: nas próximas duas décadas, cerca de 60 milhões de pessoas devem deixar as terras atingidas pela desertificação, migrando para outras regiões da África ou para a Europa. Com a ocupação agropecuária, parte da mata nativa é derrubada para dar lugar a plantações e pastos. Sem a proteção das raízes, o solo perde matéria orgânica e começa a ter camadas removidas. A cada nova cultura, a aragem do terreno e a ação da chuva carregam nutrientes do solo, que tem sua espessura original diminuída. A terra nua sofre com a erosão e os deslizamentos de terra e há uma redução do volume do leito dos rios O mau uso do solo acaba com a produtividade nas terras baixas e força o agricultor a desmatar uma área na encosta para prosseguir com o plantio. Nessa região, os efeitos da erosão são ainda mais rápidos. As terras abandonadas só servem como pasto para o gado. Em alguns anos, a produtividade nas encostas também diminui e a faixa plana vira areia Em poucas décadas, a região fértil e verde dá lugar a um terreno arenoso e improdutivo. Com a ação do vento e da água, toda a faixa do solo desaparece e só sobra areia e rocha. Mas isso não significa que um deserto tenha se formado, porque a desolação tem remédio: a desocupação do local é o primeiro passo para que gramíneas e capins mais resistentes voltem a aparecer. A recuperação total do solo, entretanto, pode demorar séculos risco agudo de desertificação risco entre moderado e alto áreas desertificadas 1 3 4 2 ■ ■ ■ ■ ambiente fonte programa de conservação e reabilitação das terras africanas consultoria roberto verdum, geógrafo da universidade federal do rio grande do sul parteintegrantedoespecialpôsteresnovaescola