Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
Sessão de esclarecimento aos pais 
Maria Adelaide Cruz
Nesta sessão, vamos falar de…
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Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
Efeitos devastadores da Segunda Guerra Mundial. 
Institucionalização e hospitalização de crianças. 
Feminização do trabalho. 
Novas configurações das famílias. 
Expansão da oferta de creches e jardins de infância. 
Em Portugal 
Lei da Adoção – período de «gestação». 
Parentalidade e alargamento da Licença Parental.
Vinculação – Os seres vivos de várias espécies, nos 
primeiros tempos de vida, permanecem junto da 
mãe (ou outro agente maternante), ligando-se 
através de fortes laços. 
Ainda antes do nascimento, mãe e bebé iniciam uma 
relação. 
Ser futura mãe e ser futuro pai é marcado por uma 
relação simbólica, um jogo de fantasia. 
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Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
A vinculação inicia-se durante o período de gravidez, 
sob a forma de representação, quando a mãe sente, 
«pensa» e «conversa» com o bebé.
Contributos da Etologia. 
Vinculação não é determinada pela necessidade de 
alimento. 
Determinantes são as necessidades de afeto e de 
vínculo social. 
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Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
Imprinting. 
Perto do primeiro ano a maioria das crianças já 
encontram outras figuras de vinculação. 
O vínculo com cuidadores, como amas e 
educadoras, não tem a qualidade do vínculo à mãe.
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Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
No 2º ano de vida inicia-se o processo de 
individuação. 
Individualidade e identidade. 
Tensão dialética entre processo de vinculação e 
processo de separação-individuação. 
«Situação Estranha». Três padrões de vinculação: 
segura, evitante e ambivalente (ou resistente). 
Importância das primeiras vinculações e influência 
nas relações futuras, em contextos como a creche. 
Hospitalismo. 
Qualidade do cuidador substituto (ou instituição de 
guarda).
Estabilidade, continuidade e consistência nos 
cuidados e serviços das creches. 
Condições de funcionamento deficientes, 
impreparação do pessoal, mudanças constantes 
deste ou outros problemas laborais, são fatores 
acumulados de risco nas creches. 
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Importância da vinculação nos primeiros anos de vida 
Qualidade do cuidador substituto (ou instituição de 
guarda). 
Vinculação no contexto de creche e jardim de 
infância. 
Fatores familiares são sempre os mais determinantes 
para o desenvolvimento. 
Relação família-creche (mesossistema).
Bibliografia 
Camarneiro, A. (2011). Vinculação pré-natal e organização psicológica do homem e da mulher durante a 
gravidez: relação com o tipo de parto e com a patologia obstétrica dos II e III trimestres de gestação. Tese 
de Doutoramento. Fac. de Psicologia, Universidade de Lisboa 
Figueiredo, B. (2003). Vinculação materna: Contributo para a compreensão das dimensões envolvidas no 
processo inicial de vinculação da mãe ao bebé. Revista Internacional de Psicologia Clínica y de la Salud, 
vol. 3, nº 3, 521-539, consultado em 18/11/2014, em 
http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/3696/1/Vincula%C3%A7%C3%A3o%20materna%20C 
ontributo%20para.pdf 
Fleming, M. (2005). Entre o medo e o desejo de crescer: psicologia da adolescência. Porto: Afrontamento 
Gomes-Pedro, J. (2004). O que é ser criança?: da genética ao comportamento. In Análise Psicológica 
(2004), 1 (XXII), p. 33-42, consultado em 18/11/2014, em 
http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0870-82312004000100004&script=sci_arttext 
Machado, T. S. (2009). Vinculação aos pais: retorno às origens. Psicologia, Educação e Cultura, XIII (1), 
139-156, consultado em 20/11/2014, em 
https://eg.sib.uc.pt/bitstream/10316/15052/1/Vinc.retorn%C3%A0orig.PE%26C.2009.pdf 
Mata, I. (2005). Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem. 1a. ed., 3a imp. Lisboa: Universidade 
Aberta 
Oliveira, M., & Cunha, M. (2007). Infância e desenvolvimento, consultado em 18/11/2014, em 
http://repositorio.esepf.pt/handle/10000/115 
Papalia, D. E., Olds, S. W., & Feldman, R. D. (2006). Desenvolvimento humano. 8a. ed. Porto Alegre: 
Artmed. 
Tavares et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.

Importância da vinculação no primeiro ano de vida

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    Importância da vinculaçãonos primeiros anos de vida Sessão de esclarecimento aos pais Maria Adelaide Cruz
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    | 3 | Importância da vinculação nos primeiros anos de vida Efeitos devastadores da Segunda Guerra Mundial. Institucionalização e hospitalização de crianças. Feminização do trabalho. Novas configurações das famílias. Expansão da oferta de creches e jardins de infância. Em Portugal Lei da Adoção – período de «gestação». Parentalidade e alargamento da Licença Parental.
  • 4.
    Vinculação – Osseres vivos de várias espécies, nos primeiros tempos de vida, permanecem junto da mãe (ou outro agente maternante), ligando-se através de fortes laços. Ainda antes do nascimento, mãe e bebé iniciam uma relação. Ser futura mãe e ser futuro pai é marcado por uma relação simbólica, um jogo de fantasia. | 4 | Importância da vinculação nos primeiros anos de vida A vinculação inicia-se durante o período de gravidez, sob a forma de representação, quando a mãe sente, «pensa» e «conversa» com o bebé.
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    Contributos da Etologia. Vinculação não é determinada pela necessidade de alimento. Determinantes são as necessidades de afeto e de vínculo social. | 5 | Importância da vinculação nos primeiros anos de vida Imprinting. Perto do primeiro ano a maioria das crianças já encontram outras figuras de vinculação. O vínculo com cuidadores, como amas e educadoras, não tem a qualidade do vínculo à mãe.
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    | 6 | Importância da vinculação nos primeiros anos de vida No 2º ano de vida inicia-se o processo de individuação. Individualidade e identidade. Tensão dialética entre processo de vinculação e processo de separação-individuação. «Situação Estranha». Três padrões de vinculação: segura, evitante e ambivalente (ou resistente). Importância das primeiras vinculações e influência nas relações futuras, em contextos como a creche. Hospitalismo. Qualidade do cuidador substituto (ou instituição de guarda).
  • 7.
    Estabilidade, continuidade econsistência nos cuidados e serviços das creches. Condições de funcionamento deficientes, impreparação do pessoal, mudanças constantes deste ou outros problemas laborais, são fatores acumulados de risco nas creches. | 7 | Importância da vinculação nos primeiros anos de vida Qualidade do cuidador substituto (ou instituição de guarda). Vinculação no contexto de creche e jardim de infância. Fatores familiares são sempre os mais determinantes para o desenvolvimento. Relação família-creche (mesossistema).
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    Bibliografia Camarneiro, A.(2011). Vinculação pré-natal e organização psicológica do homem e da mulher durante a gravidez: relação com o tipo de parto e com a patologia obstétrica dos II e III trimestres de gestação. Tese de Doutoramento. Fac. de Psicologia, Universidade de Lisboa Figueiredo, B. (2003). Vinculação materna: Contributo para a compreensão das dimensões envolvidas no processo inicial de vinculação da mãe ao bebé. Revista Internacional de Psicologia Clínica y de la Salud, vol. 3, nº 3, 521-539, consultado em 18/11/2014, em http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/3696/1/Vincula%C3%A7%C3%A3o%20materna%20C ontributo%20para.pdf Fleming, M. (2005). Entre o medo e o desejo de crescer: psicologia da adolescência. Porto: Afrontamento Gomes-Pedro, J. (2004). O que é ser criança?: da genética ao comportamento. In Análise Psicológica (2004), 1 (XXII), p. 33-42, consultado em 18/11/2014, em http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0870-82312004000100004&script=sci_arttext Machado, T. S. (2009). Vinculação aos pais: retorno às origens. Psicologia, Educação e Cultura, XIII (1), 139-156, consultado em 20/11/2014, em https://eg.sib.uc.pt/bitstream/10316/15052/1/Vinc.retorn%C3%A0orig.PE%26C.2009.pdf Mata, I. (2005). Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem. 1a. ed., 3a imp. Lisboa: Universidade Aberta Oliveira, M., & Cunha, M. (2007). Infância e desenvolvimento, consultado em 18/11/2014, em http://repositorio.esepf.pt/handle/10000/115 Papalia, D. E., Olds, S. W., & Feldman, R. D. (2006). Desenvolvimento humano. 8a. ed. Porto Alegre: Artmed. Tavares et al. (2007). Manual de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Porto: Porto Editora.