Dr  Paulo Sérgio Anestesiologista (Serviço de Cardiologia, Hemodinâmica e Cirurgia Cardiovascular do HJM) Plantonista da UTI-Cardíaca do HJM  MANEJO PERIOPERATÓRIO  NA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: RECOMENDAÇÕES – AHA/ ACCF 2011
 
RECOMENDAÇÕES  TERAPIA ANTIPLAQUETÁRIA PRÉ-OPERATÓRIA CLASSE I A aspirina (100 mg a 325 mg por dia) deve ser administrada a pacientes submetidos a CRM no pré-operatório. (Nível de evidência: B) Em pacientes encaminhados para CRM eletiva, clopidogrel e ticagrelor devem ser interrompidos durante pelo menos 5 dias antes da cirurgia (Nível de evidência: B) e prasugrel por pelo menos 7 dias (Nível de evidência: C)
Em pacientes encaminhados para CRM  urgente  clopidogrel e ticagrelor devem ser interrompidos durante pelo menos 24 horas para reduzir as complicações hemorrágicas.  (Nível de evidência: B)  Em pacientes encaminhados para CRM, os antiagregantes de ação curta por via intravenosa: inibidores da glicoproteína IIb/IIIa (eptifibatide ou tirofiban) devem ser interrompidos por pelo menos 2 a 4 horas antes da cirurgia e o abciximab durante pelo menos 12 horas antes, para limitar a perda de sangue e transfusões. (Nível de evidência: B)
CLASSE IIb Em pacientes encaminhados para revascularização do miocárdio  urgente , pode ser razoável realizar a cirurgia com menos de 5 dias após descontinuar o clopidogrel ou ticagrelor e menos de 7 dias após o prasugrel ter sido descontinuado. (Nível de evidência: C)
TERAPIA ANTIPLAQUETÁRIA PÓS-OPERATÓRIA CLASSE I Se a aspirina (100 mg a 325 mg por dia) não foi iniciada no pré-operatório, ela deve ser iniciada dentro de 6 horas após a cirurgia e, em seguida continuada indefinidamente para reduzir a ocorrência de fechamento do enxerto de veia safena e eventos cardiovasculares adversos.  (Nível de evidência: A)
CLASSE IIa Para pacientes submetidos à cirurgia de revascularização miocárdica, clopidogrel 75mg por dia é uma alternativa razoável em pacientes que são intolerantes ou alérgicas à aspirina. (Nível de evidência: C)
MANEJO DA HIPERLIPIDEMIA CLASSE I Todos os pacientes submetidos à CRM devem receber terapia com estatina, a não ser que haja contra-indicação (Nível de evidência: A) Em pacientes submetidos à CRM, uma dose adequada de estatina deve ser usado para reduzir o LDL para menos de 100mg / dL e para conseguir pelo menos uma redução de 30% do LDL. (Nível de evidência: C)
CLASSE IIa Em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio, é razoável para o tratamento com terapia de estatina, baixar o LDL para menos de 70 mg / dL em pacientes de muito alto risco.  (Nível de evidência: C) Para os pacientes submetidos CRM de urgência ou emergência e que não estão tomando estatina, é razoável iniciar uma a terapia de alta dose de estatina imediatamente. (Nível de evidência: C)
CLASSE III: PREJUDICIAL A descontinuação da terapia com estatina ou outra terapia em dislipidêmicos, não é recomendado antes ou depois da revascularização do miocárdio em pacientes sem reações adversas à terapia. (Nível de evidência: B)
MANIPULAÇÃO HORMONAL CLASSE I A utilização de insulina intravenosa contínua para atingir e manter uma concentração de glicose no sangue, no pós-operatório imediato, inferior ou igual a 180 mg / dL, (evitando a hipoglicemia) é indicado para reduzir a incidência de eventos adversos, incluindo a infecção profunda da ferida esternal, após a CRM. (Nível de evidência: B)
CLASSE II b A utilização de insulina intravenosa contínua concebida para atingir um alvo intra-operatória de concentração de glicose no sangue inferior a 140 mg / dl tem eficácia incerta. (Nível de evidência: B) CLASSE III: PREJUDICIAL Terapia hormonal pós-menopausa (estrógeno / prosgesterona) não deve ser administrada a mulheres submetidas a revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
BETA-BLOQUEADORES NO PERIOPERATÓRIO CLASSE I Os beta-bloqueadores devem ser administrados por pelo menos 24 horas antes da revascularização miocárdica para todos os pacientes sem contra-indicações, para reduzir a incidência ou seqüelas clínicas da FA pós-operatória. (Nível de evidência: B) Os beta-bloqueadores devem ser reiniciados o mais rapidamente possível após CRM em todos os pacientes sem contra-indicações pelo mesmo motivo anterior. (Nível de evidência: B)
Os beta-bloqueadores devem ser prescritos para todos os pacientes sem contra-indicações após revascularização miocárdica no momento da alta hospitalar. (Nível de evidência: C) CLASSE IIa Uso pré-operatório de beta-bloqueadores em pacientes sem contra-indicações, em particular aqueles com fração de ejeção do VE (FEVE) superior a 30%, pode ser eficaz na redução do risco de mortalidade intra-hospitalar. (Nível de evidência: B)
O uso de beta-bloqueadores pode ser eficaz na redução da incidência de isquemia do miocárdio perioperatória. (Nível de evidência: B) A administração intravenosa de beta-bloqueadores em pacientes clinicamente estáveis, incapazes de tomar medicação oral é razoável no início do período pós-operatório. (Nível de evidência: B) A eficácia dos beta-bloqueadores pré-operatórios na redução da taxa da mortalidade hospitalar, em pacientes com FEVE inferior a 30% é incerta. (Nível de evidência: B)
INIBIDORES DA ECA e BLOQUEADORES DO RECEPTOR DE ANGIOTENSINA   CLASSE I  Inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina, dados antes da RM devem ser reinstituídos no pós-operatório quando o paciente é estável, a não ser que haja contra-indicação. (Nível de evidência: B) 
Os inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina devem ser iniciados no pós-operatório e mantidos indefinidamente na revascularização do miocárdio em pacientes que não estavam recebendo-os no pré-operatório, que são estáveis, e que têm uma FEVE inferior ou igual a 40%, hipertensão arterial, diabetes mellitus, ou doença renal crônica , a menos que contra-indicado. (Nível de evidência: A) 
CLASSE IIa  É razoável iniciar inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina no pós-operatório e prossegui-los indefinidamente em todos os pacientes de revascularização miocárdica que não estavam recebendo-os no pré-operatório e são considerados de baixo risco (ou seja, aqueles com FEVE normal em quem os fatores de risco cardiovasculares são bem controlados), a não ser que contra-indicado. (Nível de evidência: B) 
CLASSE IIb  A segurança da administração pré-operatória (vespera da cirugia) dos inibidores da ECA ou bloqueadoresdos dos receptores da angiotensina nos pacientes em terapia crônica é incerto. (Nível de evidência: B) A segurança de iniciar inibidores da ECA ou bloqueadores angiotensinreceptor antes da alta hospitalar não está bem estabelecida.  (Nível de evidência: B) 
CESSAÇÃO DO TABAGISMO CLASSE I Todos os fumantes devem receber no hospital aconselhamento educacional e ser oferecida terapia para parar de fumar durante a hospitalização para RM. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia do tratamento farmacológico para a cessação tabágica oferecido aos pacientes antes da alta hospitalar é incerto. (Nível de evidência: C)
  DISFUNÇÃO EMOCIONAL E CONSIDERAÇÕES  PSICOSSOCIAIS CLASSE IIa A terapia cognitiva comportamental ou de cuidado colaborativo para pacientes com depressão clínica após CRM podem ser benéficas como medida objetiva para redução da depressão. (Nível de evidência: B)
REABILITAÇÃO CARDÍACA CLASSE I A reabilitação cardíaca é recomendada para todos os pacientes elegíveis após revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: A)
MONITORIZAÇÃO PERIOPERATÓRIA ECG CLASSE I A monitorização contínua de arritmias pelo ECG deve ser realizada por pelo menos 48 horas em todos os pacientes após a CRM. (Nível de evidência: B)
CLASSE IIa Monitorização contínua do segmento ST para a detecção de isquemia é razoável no intra-operatório de pacientes submetidos a CRM. (Nível de evidência: B) CLASSE IIb Monitorização contínua do segmento ST para a detecção de isquemia pode ser considerada no início do período pós-operatório de revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
CATETERIZAÇÃO DA ARTÉRIA PULMONAR CLASSE I A colocação de um cateter na artéria pulmonar é indicada, de preferência antes da indução da anestesia ou incisão cirúrgica, em pacientes em estado de choque cardiogênico submetidos à CRM. (Nível de evidência: C)
CLASSE IIa A colocação de um cateter na artéria pulmonar pode ser útil no intra ou pós-operatório imediato, em pacientes com instabilidade hemodinâmica aguda. (Nível de evidência: B) CLASSE IIb A colocação de um cateter na artéria pulmonar pode ser razoável em pacientes clinicamente estáveis ​​submetidos à CRM após análise do risco de base do paciente, o procedimento cirúrgico planejado, e a definição prática. (Nível de evidência: B)
MONITORAMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL CLASSE IIb A eficácia da monitorização intra-operatória   do electroencefalograma, processada para reduzir a possibilidade de  eventos clínicos adversos ou para a detecção de hipoperfusão cerebral em pacientes submetidos RVM é incerta. Nível de evidência: B)
A eficácia do uso rotineiro de monitorização intra-operatória ou no  pós-operatório imediato da saturação  de oxigênio cerebral, através de espectroscopia por infravermelho, para detecção de hipoperfusão cerebral, em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio é incerta. (Nível de evidência: B)
CONSIDERAÇÕES ANESTÉSICAS CLASSE I O manuseio anestésico voltada para uma recuparação acelerada e extubação pós-operatória precoce de pacientes de baixo e médio risco, submetidos a CRM sem complicações é recomendado. (Nível de evidência: B) Esforços multidisciplinares são indicadas para garantir um nível ótimo de analgesia e conforto ao paciente durante todo o período perioperatório. (Nível de evidência: B)
Os esforços são recomendados para melhorar a comunicação interdisciplinar e segurança do paciente no ambiente perioperatório. (Nível de Evidência B) O acompanhamento de um anestesista treinado em cardíaca (ou médico credenciado experiente) credenciado no uso de ECO transesofágico perioperatório é recomendado para fornecer ou supervisionar cuidados anestésicos de pacientes que são considerados de alto risco. (Nível de evidência: C)
CLASSE IIa Regimes baseados em anestésicos voláteis podem ser úteis para facilitar a extubação precoce e reduzindo o tempo de acordar do paciente. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia da anestesia/analgesia peridural torácica alta  para uso de analgésicos de rotina é incerta. (Nível de evidência: B)
CLASSE III: PREJUDICIAL Os inibidores da ciclooxigenase-2 não são recomendados para alívio da dor no período pós-operatório de revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B) O uso rotineiro de estratégias de extubação precoce em instalações limitadas para  atendimento a emergências de vias aéreas ou suporte respiratório avançado é potencialmente prejudicial. (Nível de evidência: C)
ECOCARDIOGRAFIA  TRANSESOFÁGICA INTRA-OPERATÓRIA CLASSE I O ecocardiograma transesofágico intra-operatório deve ser realizado para avaliação de distúrbios hemodinâmicos agudos, persistentes e com risco a vida,  que não responderam ao tratamento. (Nível de evidência: B) O ecocardiograma transesofágico intra-operatório deve ser realizado em pacientes submetidos à cirurgia valvar concomitante. (Nível de evidência: B)
CLASSE IIa O ecocardiograma transesofágico intra-operatório é razoável para o monitoramento do estado hemodinâmico, função ventricular, o movimento da parede regional e função valvar em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
PRÉ-CONDICIONAMENTO E MANEJO DA ISQUEMIA MIOCÁRDICA CLASSE I O manejo orientado para otimizar os fatores determinantes da perfusão arterial coronariana (por exemplo: a freqüência cardíaca, pressão arterial diastólica ou média e ventrícular direita, ou pressão diastólica final do ventrículo esquerdo) é recomendado para reduzir o risco de isquemia miocárdica perioperatória e infarto. (Nível de evidência: B)
CLASSE IIa Anestesia baseada em anestésicos voláteis pode ser útil na redução do risco de isquemia do miocárdio e infarto perioperatório. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia da profilaxia farmacológica ou por estratégias de reperfusão controlada, destinadas a induzir o pré-condicionamento ou atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio ou inflamação sistêmica induzida cirurgicamente  é incerta. (Nível de evidência: A)
O pré-condicionamento mecânico pode ser considerado para reduzir o risco de isquemia do miocárdio e infarto perioperatório  em pacientes submetidos a CEC (Nível de evidência: B)   Estratégias de pré-condicionamento isquêmico remoto, utilizando extremidade periférica (oclusão/reperfusão) pode ser considerada para atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio. (Nível de evidência: B) A eficácia de estratégias de pós-condicionamento para atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio é incerta. (Nível de evidência: C)
 

MANEJO PERIOPERATÓRIO NA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: RECOMENDAÇÕES – AHA/ ACCF 2011

  • 1.
    Dr PauloSérgio Anestesiologista (Serviço de Cardiologia, Hemodinâmica e Cirurgia Cardiovascular do HJM) Plantonista da UTI-Cardíaca do HJM MANEJO PERIOPERATÓRIO NA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: RECOMENDAÇÕES – AHA/ ACCF 2011
  • 2.
  • 3.
    RECOMENDAÇÕES TERAPIAANTIPLAQUETÁRIA PRÉ-OPERATÓRIA CLASSE I A aspirina (100 mg a 325 mg por dia) deve ser administrada a pacientes submetidos a CRM no pré-operatório. (Nível de evidência: B) Em pacientes encaminhados para CRM eletiva, clopidogrel e ticagrelor devem ser interrompidos durante pelo menos 5 dias antes da cirurgia (Nível de evidência: B) e prasugrel por pelo menos 7 dias (Nível de evidência: C)
  • 4.
    Em pacientes encaminhados paraCRM urgente clopidogrel e ticagrelor devem ser interrompidos durante pelo menos 24 horas para reduzir as complicações hemorrágicas. (Nível de evidência: B) Em pacientes encaminhados para CRM, os antiagregantes de ação curta por via intravenosa: inibidores da glicoproteína IIb/IIIa (eptifibatide ou tirofiban) devem ser interrompidos por pelo menos 2 a 4 horas antes da cirurgia e o abciximab durante pelo menos 12 horas antes, para limitar a perda de sangue e transfusões. (Nível de evidência: B)
  • 5.
    CLASSE IIb Em pacientes encaminhados pararevascularização do miocárdio urgente , pode ser razoável realizar a cirurgia com menos de 5 dias após descontinuar o clopidogrel ou ticagrelor e menos de 7 dias após o prasugrel ter sido descontinuado. (Nível de evidência: C)
  • 6.
    TERAPIA ANTIPLAQUETÁRIA PÓS-OPERATÓRIA CLASSEI Se a aspirina (100 mg a 325 mg por dia) não foi iniciada no pré-operatório, ela deve ser iniciada dentro de 6 horas após a cirurgia e, em seguida continuada indefinidamente para reduzir a ocorrência de fechamento do enxerto de veia safena e eventos cardiovasculares adversos.  (Nível de evidência: A)
  • 7.
    CLASSE IIa Para pacientessubmetidos à cirurgia de revascularização miocárdica, clopidogrel 75mg por dia é uma alternativa razoável em pacientes que são intolerantes ou alérgicas à aspirina. (Nível de evidência: C)
  • 8.
    MANEJO DA HIPERLIPIDEMIA CLASSEI Todos os pacientes submetidos à CRM devem receber terapia com estatina, a não ser que haja contra-indicação (Nível de evidência: A) Em pacientes submetidos à CRM, uma dose adequada de estatina deve ser usado para reduzir o LDL para menos de 100mg / dL e para conseguir pelo menos uma redução de 30% do LDL. (Nível de evidência: C)
  • 9.
    CLASSE IIa Em pacientessubmetidos a revascularização do miocárdio, é razoável para o tratamento com terapia de estatina, baixar o LDL para menos de 70 mg / dL em pacientes de muito alto risco.  (Nível de evidência: C) Para os pacientes submetidos CRM de urgência ou emergência e que não estão tomando estatina, é razoável iniciar uma a terapia de alta dose de estatina imediatamente. (Nível de evidência: C)
  • 10.
    CLASSE III: PREJUDICIAL A descontinuaçãoda terapia com estatina ou outra terapia em dislipidêmicos, não é recomendado antes ou depois da revascularização do miocárdio em pacientes sem reações adversas à terapia. (Nível de evidência: B)
  • 11.
    MANIPULAÇÃO HORMONAL CLASSE IA utilização de insulina intravenosa contínua para atingir e manter uma concentração de glicose no sangue, no pós-operatório imediato, inferior ou igual a 180 mg / dL, (evitando a hipoglicemia) é indicado para reduzir a incidência de eventos adversos, incluindo a infecção profunda da ferida esternal, após a CRM. (Nível de evidência: B)
  • 12.
    CLASSE II bA utilização de insulina intravenosa contínua concebida para atingir um alvo intra-operatória de concentração de glicose no sangue inferior a 140 mg / dl tem eficácia incerta. (Nível de evidência: B) CLASSE III: PREJUDICIAL Terapia hormonal pós-menopausa (estrógeno / prosgesterona) não deve ser administrada a mulheres submetidas a revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
  • 13.
    BETA-BLOQUEADORES NO PERIOPERATÓRIOCLASSE I Os beta-bloqueadores devem ser administrados por pelo menos 24 horas antes da revascularização miocárdica para todos os pacientes sem contra-indicações, para reduzir a incidência ou seqüelas clínicas da FA pós-operatória. (Nível de evidência: B) Os beta-bloqueadores devem ser reiniciados o mais rapidamente possível após CRM em todos os pacientes sem contra-indicações pelo mesmo motivo anterior. (Nível de evidência: B)
  • 14.
    Os beta-bloqueadores devem serprescritos para todos os pacientes sem contra-indicações após revascularização miocárdica no momento da alta hospitalar. (Nível de evidência: C) CLASSE IIa Uso pré-operatório de beta-bloqueadores em pacientes sem contra-indicações, em particular aqueles com fração de ejeção do VE (FEVE) superior a 30%, pode ser eficaz na redução do risco de mortalidade intra-hospitalar. (Nível de evidência: B)
  • 15.
    O uso debeta-bloqueadores pode ser eficaz na redução da incidência de isquemia do miocárdio perioperatória. (Nível de evidência: B) A administração intravenosa de beta-bloqueadores em pacientes clinicamente estáveis, incapazes de tomar medicação oral é razoável no início do período pós-operatório. (Nível de evidência: B) A eficácia dos beta-bloqueadores pré-operatórios na redução da taxa da mortalidade hospitalar, em pacientes com FEVE inferior a 30% é incerta. (Nível de evidência: B)
  • 16.
    INIBIDORES DA ECAe BLOQUEADORES DO RECEPTOR DE ANGIOTENSINA   CLASSE I  Inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina, dados antes da RM devem ser reinstituídos no pós-operatório quando o paciente é estável, a não ser que haja contra-indicação. (Nível de evidência: B) 
  • 17.
    Os inibidores daECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina devem ser iniciados no pós-operatório e mantidos indefinidamente na revascularização do miocárdio em pacientes que não estavam recebendo-os no pré-operatório, que são estáveis, e que têm uma FEVE inferior ou igual a 40%, hipertensão arterial, diabetes mellitus, ou doença renal crônica , a menos que contra-indicado. (Nível de evidência: A) 
  • 18.
    CLASSE IIa  Érazoável iniciar inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina no pós-operatório e prossegui-los indefinidamente em todos os pacientes de revascularização miocárdica que não estavam recebendo-os no pré-operatório e são considerados de baixo risco (ou seja, aqueles com FEVE normal em quem os fatores de risco cardiovasculares são bem controlados), a não ser que contra-indicado. (Nível de evidência: B) 
  • 19.
    CLASSE IIb  A segurançada administração pré-operatória (vespera da cirugia) dos inibidores da ECA ou bloqueadoresdos dos receptores da angiotensina nos pacientes em terapia crônica é incerto. (Nível de evidência: B) A segurança de iniciar inibidores da ECA ou bloqueadores angiotensinreceptor antes da alta hospitalar não está bem estabelecida.  (Nível de evidência: B) 
  • 20.
    CESSAÇÃO DO TABAGISMOCLASSE I Todos os fumantes devem receber no hospital aconselhamento educacional e ser oferecida terapia para parar de fumar durante a hospitalização para RM. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia do tratamento farmacológico para a cessação tabágica oferecido aos pacientes antes da alta hospitalar é incerto. (Nível de evidência: C)
  • 21.
      DISFUNÇÃO EMOCIONAL ECONSIDERAÇÕES PSICOSSOCIAIS CLASSE IIa A terapia cognitiva comportamental ou de cuidado colaborativo para pacientes com depressão clínica após CRM podem ser benéficas como medida objetiva para redução da depressão. (Nível de evidência: B)
  • 22.
    REABILITAÇÃO CARDÍACA CLASSEI A reabilitação cardíaca é recomendada para todos os pacientes elegíveis após revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: A)
  • 23.
    MONITORIZAÇÃO PERIOPERATÓRIA ECG CLASSEI A monitorização contínua de arritmias pelo ECG deve ser realizada por pelo menos 48 horas em todos os pacientes após a CRM. (Nível de evidência: B)
  • 24.
    CLASSE IIa Monitorização contínua do segmentoST para a detecção de isquemia é razoável no intra-operatório de pacientes submetidos a CRM. (Nível de evidência: B) CLASSE IIb Monitorização contínua do segmento ST para a detecção de isquemia pode ser considerada no início do período pós-operatório de revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
  • 25.
    CATETERIZAÇÃO DA ARTÉRIAPULMONAR CLASSE I A colocação de um cateter na artéria pulmonar é indicada, de preferência antes da indução da anestesia ou incisão cirúrgica, em pacientes em estado de choque cardiogênico submetidos à CRM. (Nível de evidência: C)
  • 26.
    CLASSE IIa A colocaçãode um cateter na artéria pulmonar pode ser útil no intra ou pós-operatório imediato, em pacientes com instabilidade hemodinâmica aguda. (Nível de evidência: B) CLASSE IIb A colocação de um cateter na artéria pulmonar pode ser razoável em pacientes clinicamente estáveis ​​submetidos à CRM após análise do risco de base do paciente, o procedimento cirúrgico planejado, e a definição prática. (Nível de evidência: B)
  • 27.
    MONITORAMENTO DO SISTEMA NERVOSOCENTRAL CLASSE IIb A eficácia da monitorização intra-operatória   do electroencefalograma, processada para reduzir a possibilidade de  eventos clínicos adversos ou para a detecção de hipoperfusão cerebral em pacientes submetidos RVM é incerta. Nível de evidência: B)
  • 28.
    A eficácia do usorotineiro de monitorização intra-operatória ou no pós-operatório imediato da saturação de oxigênio cerebral, através de espectroscopia por infravermelho, para detecção de hipoperfusão cerebral, em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio é incerta. (Nível de evidência: B)
  • 29.
    CONSIDERAÇÕES ANESTÉSICAS CLASSE IO manuseio anestésico voltada para uma recuparação acelerada e extubação pós-operatória precoce de pacientes de baixo e médio risco, submetidos a CRM sem complicações é recomendado. (Nível de evidência: B) Esforços multidisciplinares são indicadas para garantir um nível ótimo de analgesia e conforto ao paciente durante todo o período perioperatório. (Nível de evidência: B)
  • 30.
    Os esforços são recomendados paramelhorar a comunicação interdisciplinar e segurança do paciente no ambiente perioperatório. (Nível de Evidência B) O acompanhamento de um anestesista treinado em cardíaca (ou médico credenciado experiente) credenciado no uso de ECO transesofágico perioperatório é recomendado para fornecer ou supervisionar cuidados anestésicos de pacientes que são considerados de alto risco. (Nível de evidência: C)
  • 31.
    CLASSE IIa Regimes baseados em anestésicosvoláteis podem ser úteis para facilitar a extubação precoce e reduzindo o tempo de acordar do paciente. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia da anestesia/analgesia peridural torácica alta  para uso de analgésicos de rotina é incerta. (Nível de evidência: B)
  • 32.
    CLASSE III: PREJUDICIAL Os inibidoresda ciclooxigenase-2 não são recomendados para alívio da dor no período pós-operatório de revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B) O uso rotineiro de estratégias de extubação precoce em instalações limitadas para atendimento a emergências de vias aéreas ou suporte respiratório avançado é potencialmente prejudicial. (Nível de evidência: C)
  • 33.
    ECOCARDIOGRAFIA TRANSESOFÁGICAINTRA-OPERATÓRIA CLASSE I O ecocardiograma transesofágico intra-operatório deve ser realizado para avaliação de distúrbios hemodinâmicos agudos, persistentes e com risco a vida,  que não responderam ao tratamento. (Nível de evidência: B) O ecocardiograma transesofágico intra-operatório deve ser realizado em pacientes submetidos à cirurgia valvar concomitante. (Nível de evidência: B)
  • 34.
    CLASSE IIa O ecocardiogramatransesofágico intra-operatório é razoável para o monitoramento do estado hemodinâmico, função ventricular, o movimento da parede regional e função valvar em pacientes submetidos a revascularização do miocárdio. (Nível de evidência: B)
  • 35.
    PRÉ-CONDICIONAMENTO E MANEJODA ISQUEMIA MIOCÁRDICA CLASSE I O manejo orientado para otimizar os fatores determinantes da perfusão arterial coronariana (por exemplo: a freqüência cardíaca, pressão arterial diastólica ou média e ventrícular direita, ou pressão diastólica final do ventrículo esquerdo) é recomendado para reduzir o risco de isquemia miocárdica perioperatória e infarto. (Nível de evidência: B)
  • 36.
    CLASSE IIa Anestesia baseada emanestésicos voláteis pode ser útil na redução do risco de isquemia do miocárdio e infarto perioperatório. (Nível de evidência: A) CLASSE IIb A eficácia da profilaxia farmacológica ou por estratégias de reperfusão controlada, destinadas a induzir o pré-condicionamento ou atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio ou inflamação sistêmica induzida cirurgicamente  é incerta. (Nível de evidência: A)
  • 37.
    O pré-condicionamento mecânico pode serconsiderado para reduzir o risco de isquemia do miocárdio e infarto perioperatório  em pacientes submetidos a CEC (Nível de evidência: B)   Estratégias de pré-condicionamento isquêmico remoto, utilizando extremidade periférica (oclusão/reperfusão) pode ser considerada para atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio. (Nível de evidência: B) A eficácia de estratégias de pós-condicionamento para atenuar as conseqüências adversas da lesão de reperfusão do miocárdio é incerta. (Nível de evidência: C)
  • 38.