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Prof. Ms. Guilherme T. C. Terra
Controle da dor
 Eliminar todas as sensações da polpa e do Periodonto
 de sustentação e proteção.

 Porém o paciente deverá saber distinguir uma dor
 aguda de uma pressão intensa.

 A quantidade de anestésico deverá ser a mínima
 possível para se conseguir o efeito anestésico desejado.
Indicações
 Cáries extensas.
 Doença periodontal avançada.
 Razões Ortodônticas.
 Elementos sem antagonistas.
 Fraturas não tratáveis.
 Indicações protéticas.
 Dentes inclusos/impactados.
 Dentes supranumerários.
Contra-indicações
 Contra-indicações sistêmicas

    Patologias cardíacas e P.A. alterada;

    Diabéticos não compensados;

    Deficiência de Fatores de coagulação;

    Infecções sistêmicas;

    Gestantes (Principalmente 1º e 3º Trimestre);

    Lactante;

    Período menstrual (Risco de anemia);
Contra-indicações
 Contra-indicações locais

   Pacientes irradiados em Cabeça e Pescoço;

   Inflamações e edemas (Dificuldade com a anestesia);

   Infecções locais;

   Trismo;
Avaliação
Pré-Operatória
Princípio da Oportunidade Cirúrgica
      ANAMNESE                     EXAME CLÍNICO




              DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL


         EXAMES
     COMPLEMENTARES
                           DIAGNÓSTICO
                            DEFINITIVO
Princípio da Oportunidade Cirúrgica
          DIAGNÓSTICO DEFINITIVO



          TERAPÊUTICA ADEQUADA


                                             NECESSIDADE
                                              CIRÚRGICA
      CONSERVADORA       CIRÚRGICA



             AVALIAÇÃO               AVALIAÇÃO
             SISTÊMICA                 LOCAL

                     OPORTUNIDADE
                       CIRÚRGICA
Anamnese
  Queixa principal (motivo da consulta)


  História médica (antecedentes médicos)


  Antecedentes familiares


  História Evolutiva da Doença
Sinais Vitais
 Pressão arterial

 Frequência e ritmo cardíaco

 Frequência respiratória

 Temperatura

 Altura

 Peso
Valores ideais dos sinais vitais
 Pressão arterial – 120/80 mmHg

 Frequência e ritmo cardíaco – 60-75 BPM

 Frequência respiratória – 12 por minuto

 Temperatura – 36,5° Celsius
Classificação ASA
 Classificação da American Society of Anesthesiologists
ASA II
 Adulto com PA entre 140 a 160/90 mmHg


 Diabético controlado


 Portador de desordens convulsivas controlado


 Asmático controlado
ASA III
 Angina estável
 História de AVC ou infarto agudo do miocardio há
    mais de 6 meses
   Insuficiência cardíaca congestiva
   Doença pulmonar obstrutiva crônica
   Adulto com PA entre 160 a 199/ 95 a 114 mmHg
   Diabético não controlado
   Portador de desordens convulsivas, não controlado
ASA IV
 Paciente com angina de peito instável


 Paciente com história de AVC ou IAM há menos de 6
 meses

 Paciente com severa insuficiência cardíaca congestiva


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ASA V
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 Doença renal em estágio final


 Câncer terminal


 Doenças infecciosas em estágio final
ASA VI
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Endocardite Infecciosa

“Doença rara e potencialmente fatal onde o endocárdio
    ou válvula cardíaca protética é colonizada por
       estreptococos, estafilococos e cândida.”
Endocardite Infecciosa
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   Endocardite prévia;

   Disfunção valvular adquirida (pós-febre reumática);

   Prolapso de válvula mitral com regurgitação
Avaliação clínica
 Acesso ao dente;
    Abertura bucal.
    Posicionamento do dente no arco.

 Condições periodontais;
    Presença de cálculo
    Mobilidade.

 Condições da coroa clínica;
    Risco de fraturas.

 Dentes adjacentes;
    Risco de fraturas por restaurações e/ou cáries extensas.



                                                                Terra, G.
Avaliação radiográfica
 Podem ser utilizados Rx Panorâmicos ou Periapicais.

   Avaliar a proximidade com estruturas nobres.


   Avaliar a condição óssea adjacente.


   Avaliar a configuração das raízes:


 Presença de hipercementose, anquilose e dilaceração
  radicular

                                                        Terra, G.
Avaliação radiográfica
 Configuração das raízes

    Número de raízes do dente a ser extraído;
        Atentar para anormalidade do número de raízes.

    Curvatura radicular;

    Cárie radicular;

    Reabsorção radicular;

    Tratamento endodôntico antigo;
        A estrutura pode se tornar mais friável.
Ergonomia
 Posição da cadeira

   A posição correta permite ao cirurgião uma correta
    estabilidade e controle dos instrumentos.

       Melhor controle da força;
       Evita acidentes e complicações.
       Menor fadiga;
Posição da cadeira
 Exodontia de dentes maxilares.

   Plano oclusal em 45° a 60° em relação ao solo;


   A boca do paciente deverá estar na altura no cotovelo do
    cirurgião.

   O cotovelo do cirurgião deverá estar junto ao corpo.
Posição da cadeira
 Exodontia de dentes mandibulares.

   Plano oclusal em 120° em relação ao solo;


   A boca do paciente deverá estar na altura no cotovelo do
    cirurgião.

   O cotovelo do cirurgião deverá estar junto ao corpo.
Princípios mecânicos
 Alavanca: Pequena força transforma-se em grande
 movimento. Realizado com o uso de elevadores.

 Cunha: Ponta ativa do instrumento toma o lugar do
 dente, fazendo o movimento de cunha. Realizado com
 o uso de fórceps e elevadores.

 Roda e eixo: Elevadores apoiando em osso sadio e
 dente a ser removido. Fazer movimento de rotação.


                                                     Terra, G.
Alavanca
Cunha
Roda e eixo
Etapas gerais da exodontia simples
 Para um dente ser removido do alvéolo, é necessário
 expandir as corticais ósseas e romper as fibras
 ligamentares.

 Existem algumas etapas gerais neste tipo de
 procedimento.
Sindesmotomia
 Diérese;

   Liberar o tecido gengival aderido ao dente;


   Realizado com o auxílio de descoladores;


   Descolador de Molt, Sindesmótomo e espátula 7.
Sindesmotomia
Luxação

 Expansão das corticais do alvéolo;



 Rompimento das fibras do ligamento periodontal;
Luxação com elevadores
 Deve ser realizada apoiando em osso sadio;
 Não apoiar no dente adjacente;
PRINCÍPIOS DO USO DE ELEVADORES
• Empunhadura dígito-palmar

• Dedo indicador sobre a haste
PRINCÍPIO DO USO DE ELEVADORES




       PONTO DE
        APOIO
PRINCÍPIO DO USO DE
ELEVADORES
• A lâmina voltada para o dente a ser
  extraído
• Força aplicada preferencialmente na
  distal e na mesial (evitar vestibular e
  palatina ou lingual) de forma
  controlada
• Inserir o elevador no espaço do
  ligamento periodontal
• Evitar usar o dente vizinho como apoio
Adaptação do fórceps
 A ponta ativa do fórceps tem o formato do colo do dente.


 Deve ser apreendido com firmeza.


 A ponta ativa do fórceps deve ser mantida paralela ao longo
  eixo do dente.

 A ponta ativa do fórceps deve ser posicionada o mais apical
  possível.
Luxação com Fórceps
 Pressão apical;

   Rompe as fibras apicais do ligamento.


   Expande a crista alveolar.


   Desloca o ponto de fulcro mais apicalmente.
       Maior eficácia na expansão alveolar e menor risco de fratura
        radicular
Ponto de fulcro inadequado
Ponto de fulcro adequado
Luxação com Fórceps
 Pressão Vestíbulo-Lingual;

   Deve ser realizada com movimentos de pressão firme,
    controlada e de velocidade lenta.

   A força maior deve ser realizada em sentido da cortical mais
    delgada.

   A cortical Vestibular é a mais delgada em toda a arcada
    superior. Na arcada inferior é mais delgada na região dos
    dentes anteriores e pré-molares.
Avulsão
 O dente deve estar luxado nesta fase, com certa
  mobilidade.

 O dente não deve ser avulsionado até que o osso esteja
  suficientemente expandido e as fibras ligamentares
  rompidas.

 A força de tração empregada deve ser mínima.

 Direcionar o movimento no sentido da cortical lingual nos
  molares inferiores e vestibular nos demais dentes.
ETAPAS DA EXODONTIA COM
             ELEVADORES
• Anestesia
• Sindesmotomia
• Luxação do dente com elevadores
• Remoção do dente do alvéolo com elevadores
• Cuidados com o alvéolo
• Sutura
ETAPAS DA EXODONTIA COM
             FÓRCEPS
• Anestesia
• Sindesmotomia
• Luxação do dente com elevadores
• Adaptação do fórceps ao dente
• Luxação do dente com fórceps
• Remoção do dente do alvéolo
• Cuidados com o alvéolo
• Sutura
Técnicas específicas para a
exodontia de cada elemento
Incisivos Maxilares
 Fórceps nº 150.

 Geralmente têm raízes cônicas.

 Os laterais são mais delgados e possuem dilaceração apical.

 Movimento de rotação não deve ser realizado,
  principalmente no incisivo lateral.

 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Caninos Maxilares
 Fórceps nº 150.


 Geralmente têm raízes muito longas, o que dificulta
  sua remoção.

 Movimento de rotação não deve ser realizado.


 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Pré-molares Maxilares
 Fórceps nº 150.

 Bifurcação radicular no terço mais apical do 1º pré-
  molar. Além disso os ápices são delgados e afilados.
   Deve ser bem luxado e com muito cuidado para evitar a
    fratura dos ápices radiculares.

 Movimento de rotação não deve ser realizado.

 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Molares Maxilares
 Fórceps 18R e 18L.


 A raiz palatina é frequentemente divergente, o que
  obriga o cirurgião a realizar pacientemente a luxação
  destes elementos.

 Movimento de rotação não deve ser realizado.


 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Anteriores Mandibulares
 Fórceps nº 151.

 Geralmente têm raízes achatadas.

 Os laterais são mais delgados.

 Movimento de rotação não deve ser realizado,
  principalmente no incisivo lateral.

 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Pré-molares Mandibulares
 Fórceps nº 151.

 Raízes frequentemente cônicas.

 São os mais simples de serem removidos.

 Movimento de rotação pode ser realizado.

 A cortical mais delgada é a Vestibular.
Molares Mandibulares
 Fórceps nº 16 e 17.


 O fórceps nº 16 é utilizado nos casos onde existe lesão
  de furca periodontal.

 Movimento de rotação não deve ser realizado.


 A cortical mais delgada é a Lingual.
Técnicas auxiliares a
     exodontia
Odontosecção
 Visa diminuir a resistência na remoção do dente.


 Separar as raízes.
    Evitar fratura radicular e das tábuas ósseas.


 Realizar com alta rotação fresas diamantadas ou
  laminadas.
Odontosecção
Odontosecção
Odontosecção
Odontosecção
“Divida o dente,
  preserve o
   paciente”
Osteotomia
Remoção de fragmentos
Remoção de fragmentos
Remoção de fragmentos
Remoção de fragmentos
Cuidados trans-operatórios
 Curetagem só deve ser realizada se necessário.
    Quando necessária, a curetagem deve ser realizada com as costas da
     cureta.

 O remanescente do ligamento periodontal ajuda na reparação tecidual.

 Realizar a remoção de espículas ósseas.

 Realizar a toalete da cavidade com irrigação de soro fisiológico estéril.

 Manobra de Chompret: reposiciona as paredes alveolares.

 Tamponamento com gaze.
Cuidados pós-operatórios
 Guardar repouso por algumas horas, sem deitar-se.

 Ao deitar-se, usar dois (2) travesseiros nos primeiros 3 dias.

 Evitar fumar nos primeiros 5 dias.

 Evitar pressão negativa.

 Não fazer bochechos, não utilizar “canudinhos” e nem
  beijar nas primeiras 12 horas.
Cuidados pós-operatórios
 Evitar esforço e exercícios físicos nos primeiros sete dias.

 Saliva sanguinolenta é normal principalmente após o
  término da anestesia. Caso haja sangramento, colocar gaze
  sobre o local operado e mordê-la durante 15 minutos.

 Os pontos deverão ser removidos após 5 a 7 dias.

 A escovação deverá ser feita normalmente, evitando a
  região operada, que deverá ser higienizada com uma gaze,
  algodão ou cotonete.
Cuidados pós-operatórios
 Alimentação:

   1° dia: Líquida e fria


   2° dia: Pastosa e morna


   3° dia: Normal sob controle
Cuidados pós-operatórios
 APLICAÇÃO DE GELO

   A. Lubrificar a pele na região operada com vaselina pastosa,
    creme para mãos ou óleo de soja.


   B. Colocar 2 ou 3 cubos de gelo dentro de um saco plástico.


   C. Aplicar gelo na região durante 4 horas seguidas, com
    intervalo de 2 minutos (que praticamente corresponderá à
    troca de gelo).
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Exodontia com normalidade de forma e função 2013

  • 1. Prof. Ms. Guilherme T. C. Terra
  • 2. Controle da dor  Eliminar todas as sensações da polpa e do Periodonto de sustentação e proteção.  Porém o paciente deverá saber distinguir uma dor aguda de uma pressão intensa.  A quantidade de anestésico deverá ser a mínima possível para se conseguir o efeito anestésico desejado.
  • 3. Indicações  Cáries extensas.  Doença periodontal avançada.  Razões Ortodônticas.  Elementos sem antagonistas.  Fraturas não tratáveis.  Indicações protéticas.  Dentes inclusos/impactados.  Dentes supranumerários.
  • 4. Contra-indicações  Contra-indicações sistêmicas  Patologias cardíacas e P.A. alterada;  Diabéticos não compensados;  Deficiência de Fatores de coagulação;  Infecções sistêmicas;  Gestantes (Principalmente 1º e 3º Trimestre);  Lactante;  Período menstrual (Risco de anemia);
  • 5. Contra-indicações  Contra-indicações locais  Pacientes irradiados em Cabeça e Pescoço;  Inflamações e edemas (Dificuldade com a anestesia);  Infecções locais;  Trismo;
  • 7. Princípio da Oportunidade Cirúrgica ANAMNESE EXAME CLÍNICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EXAMES COMPLEMENTARES DIAGNÓSTICO DEFINITIVO
  • 8. Princípio da Oportunidade Cirúrgica DIAGNÓSTICO DEFINITIVO TERAPÊUTICA ADEQUADA NECESSIDADE CIRÚRGICA CONSERVADORA CIRÚRGICA AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO SISTÊMICA LOCAL OPORTUNIDADE CIRÚRGICA
  • 9. Anamnese  Queixa principal (motivo da consulta)  História médica (antecedentes médicos)  Antecedentes familiares  História Evolutiva da Doença
  • 10. Sinais Vitais  Pressão arterial  Frequência e ritmo cardíaco  Frequência respiratória  Temperatura  Altura  Peso
  • 11. Valores ideais dos sinais vitais  Pressão arterial – 120/80 mmHg  Frequência e ritmo cardíaco – 60-75 BPM  Frequência respiratória – 12 por minuto  Temperatura – 36,5° Celsius
  • 12. Classificação ASA  Classificação da American Society of Anesthesiologists
  • 13. ASA II  Adulto com PA entre 140 a 160/90 mmHg  Diabético controlado  Portador de desordens convulsivas controlado  Asmático controlado
  • 14. ASA III  Angina estável  História de AVC ou infarto agudo do miocardio há mais de 6 meses  Insuficiência cardíaca congestiva  Doença pulmonar obstrutiva crônica  Adulto com PA entre 160 a 199/ 95 a 114 mmHg  Diabético não controlado  Portador de desordens convulsivas, não controlado
  • 15. ASA IV  Paciente com angina de peito instável  Paciente com história de AVC ou IAM há menos de 6 meses  Paciente com severa insuficiência cardíaca congestiva  Adulto com PA acima de 200/115 mmHg
  • 16. ASA V  Paciente terminal  Doença renal em estágio final  Câncer terminal  Doenças infecciosas em estágio final
  • 17. ASA VI  Paciente com morte cerebral declarada  Doador de órgãos
  • 18.
  • 19. Endocardite Infecciosa “Doença rara e potencialmente fatal onde o endocárdio ou válvula cardíaca protética é colonizada por estreptococos, estafilococos e cândida.”
  • 20. Endocardite Infecciosa  Profilaxia Recomendada  Válvulas cardíacas protéticas;  Endocardite prévia;  Disfunção valvular adquirida (pós-febre reumática);  Prolapso de válvula mitral com regurgitação
  • 21. Avaliação clínica  Acesso ao dente;  Abertura bucal.  Posicionamento do dente no arco.  Condições periodontais;  Presença de cálculo  Mobilidade.  Condições da coroa clínica;  Risco de fraturas.  Dentes adjacentes;  Risco de fraturas por restaurações e/ou cáries extensas. Terra, G.
  • 22. Avaliação radiográfica  Podem ser utilizados Rx Panorâmicos ou Periapicais.  Avaliar a proximidade com estruturas nobres.  Avaliar a condição óssea adjacente.  Avaliar a configuração das raízes:  Presença de hipercementose, anquilose e dilaceração radicular Terra, G.
  • 23. Avaliação radiográfica  Configuração das raízes  Número de raízes do dente a ser extraído;  Atentar para anormalidade do número de raízes.  Curvatura radicular;  Cárie radicular;  Reabsorção radicular;  Tratamento endodôntico antigo;  A estrutura pode se tornar mais friável.
  • 24. Ergonomia  Posição da cadeira  A posição correta permite ao cirurgião uma correta estabilidade e controle dos instrumentos.  Melhor controle da força;  Evita acidentes e complicações.  Menor fadiga;
  • 25. Posição da cadeira  Exodontia de dentes maxilares.  Plano oclusal em 45° a 60° em relação ao solo;  A boca do paciente deverá estar na altura no cotovelo do cirurgião.  O cotovelo do cirurgião deverá estar junto ao corpo.
  • 26. Posição da cadeira  Exodontia de dentes mandibulares.  Plano oclusal em 120° em relação ao solo;  A boca do paciente deverá estar na altura no cotovelo do cirurgião.  O cotovelo do cirurgião deverá estar junto ao corpo.
  • 27. Princípios mecânicos  Alavanca: Pequena força transforma-se em grande movimento. Realizado com o uso de elevadores.  Cunha: Ponta ativa do instrumento toma o lugar do dente, fazendo o movimento de cunha. Realizado com o uso de fórceps e elevadores.  Roda e eixo: Elevadores apoiando em osso sadio e dente a ser removido. Fazer movimento de rotação. Terra, G.
  • 29. Cunha
  • 31. Etapas gerais da exodontia simples  Para um dente ser removido do alvéolo, é necessário expandir as corticais ósseas e romper as fibras ligamentares.  Existem algumas etapas gerais neste tipo de procedimento.
  • 32. Sindesmotomia  Diérese;  Liberar o tecido gengival aderido ao dente;  Realizado com o auxílio de descoladores;  Descolador de Molt, Sindesmótomo e espátula 7.
  • 34. Luxação  Expansão das corticais do alvéolo;  Rompimento das fibras do ligamento periodontal;
  • 35. Luxação com elevadores  Deve ser realizada apoiando em osso sadio;  Não apoiar no dente adjacente;
  • 36. PRINCÍPIOS DO USO DE ELEVADORES • Empunhadura dígito-palmar • Dedo indicador sobre a haste
  • 37. PRINCÍPIO DO USO DE ELEVADORES PONTO DE APOIO
  • 38. PRINCÍPIO DO USO DE ELEVADORES • A lâmina voltada para o dente a ser extraído • Força aplicada preferencialmente na distal e na mesial (evitar vestibular e palatina ou lingual) de forma controlada • Inserir o elevador no espaço do ligamento periodontal • Evitar usar o dente vizinho como apoio
  • 39. Adaptação do fórceps  A ponta ativa do fórceps tem o formato do colo do dente.  Deve ser apreendido com firmeza.  A ponta ativa do fórceps deve ser mantida paralela ao longo eixo do dente.  A ponta ativa do fórceps deve ser posicionada o mais apical possível.
  • 40. Luxação com Fórceps  Pressão apical;  Rompe as fibras apicais do ligamento.  Expande a crista alveolar.  Desloca o ponto de fulcro mais apicalmente.  Maior eficácia na expansão alveolar e menor risco de fratura radicular
  • 41. Ponto de fulcro inadequado
  • 42. Ponto de fulcro adequado
  • 43. Luxação com Fórceps  Pressão Vestíbulo-Lingual;  Deve ser realizada com movimentos de pressão firme, controlada e de velocidade lenta.  A força maior deve ser realizada em sentido da cortical mais delgada.  A cortical Vestibular é a mais delgada em toda a arcada superior. Na arcada inferior é mais delgada na região dos dentes anteriores e pré-molares.
  • 44. Avulsão  O dente deve estar luxado nesta fase, com certa mobilidade.  O dente não deve ser avulsionado até que o osso esteja suficientemente expandido e as fibras ligamentares rompidas.  A força de tração empregada deve ser mínima.  Direcionar o movimento no sentido da cortical lingual nos molares inferiores e vestibular nos demais dentes.
  • 45. ETAPAS DA EXODONTIA COM ELEVADORES • Anestesia • Sindesmotomia • Luxação do dente com elevadores • Remoção do dente do alvéolo com elevadores • Cuidados com o alvéolo • Sutura
  • 46. ETAPAS DA EXODONTIA COM FÓRCEPS • Anestesia • Sindesmotomia • Luxação do dente com elevadores • Adaptação do fórceps ao dente • Luxação do dente com fórceps • Remoção do dente do alvéolo • Cuidados com o alvéolo • Sutura
  • 47. Técnicas específicas para a exodontia de cada elemento
  • 48. Incisivos Maxilares  Fórceps nº 150.  Geralmente têm raízes cônicas.  Os laterais são mais delgados e possuem dilaceração apical.  Movimento de rotação não deve ser realizado, principalmente no incisivo lateral.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 49. Caninos Maxilares  Fórceps nº 150.  Geralmente têm raízes muito longas, o que dificulta sua remoção.  Movimento de rotação não deve ser realizado.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 50. Pré-molares Maxilares  Fórceps nº 150.  Bifurcação radicular no terço mais apical do 1º pré- molar. Além disso os ápices são delgados e afilados.  Deve ser bem luxado e com muito cuidado para evitar a fratura dos ápices radiculares.  Movimento de rotação não deve ser realizado.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 51. Molares Maxilares  Fórceps 18R e 18L.  A raiz palatina é frequentemente divergente, o que obriga o cirurgião a realizar pacientemente a luxação destes elementos.  Movimento de rotação não deve ser realizado.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 52. Anteriores Mandibulares  Fórceps nº 151.  Geralmente têm raízes achatadas.  Os laterais são mais delgados.  Movimento de rotação não deve ser realizado, principalmente no incisivo lateral.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 53. Pré-molares Mandibulares  Fórceps nº 151.  Raízes frequentemente cônicas.  São os mais simples de serem removidos.  Movimento de rotação pode ser realizado.  A cortical mais delgada é a Vestibular.
  • 54. Molares Mandibulares  Fórceps nº 16 e 17.  O fórceps nº 16 é utilizado nos casos onde existe lesão de furca periodontal.  Movimento de rotação não deve ser realizado.  A cortical mais delgada é a Lingual.
  • 56. Odontosecção  Visa diminuir a resistência na remoção do dente.  Separar as raízes.  Evitar fratura radicular e das tábuas ósseas.  Realizar com alta rotação fresas diamantadas ou laminadas.
  • 61. “Divida o dente, preserve o paciente”
  • 67. Cuidados trans-operatórios  Curetagem só deve ser realizada se necessário.  Quando necessária, a curetagem deve ser realizada com as costas da cureta.  O remanescente do ligamento periodontal ajuda na reparação tecidual.  Realizar a remoção de espículas ósseas.  Realizar a toalete da cavidade com irrigação de soro fisiológico estéril.  Manobra de Chompret: reposiciona as paredes alveolares.  Tamponamento com gaze.
  • 68. Cuidados pós-operatórios  Guardar repouso por algumas horas, sem deitar-se.  Ao deitar-se, usar dois (2) travesseiros nos primeiros 3 dias.  Evitar fumar nos primeiros 5 dias.  Evitar pressão negativa.  Não fazer bochechos, não utilizar “canudinhos” e nem beijar nas primeiras 12 horas.
  • 69. Cuidados pós-operatórios  Evitar esforço e exercícios físicos nos primeiros sete dias.  Saliva sanguinolenta é normal principalmente após o término da anestesia. Caso haja sangramento, colocar gaze sobre o local operado e mordê-la durante 15 minutos.  Os pontos deverão ser removidos após 5 a 7 dias.  A escovação deverá ser feita normalmente, evitando a região operada, que deverá ser higienizada com uma gaze, algodão ou cotonete.
  • 70. Cuidados pós-operatórios  Alimentação:  1° dia: Líquida e fria  2° dia: Pastosa e morna  3° dia: Normal sob controle
  • 71. Cuidados pós-operatórios  APLICAÇÃO DE GELO  A. Lubrificar a pele na região operada com vaselina pastosa, creme para mãos ou óleo de soja.  B. Colocar 2 ou 3 cubos de gelo dentro de um saco plástico.  C. Aplicar gelo na região durante 4 horas seguidas, com intervalo de 2 minutos (que praticamente corresponderá à troca de gelo).