MODOS DE VER, SENTIR E
LIDAR COM A ALTERIDADE
Etnocentrismo e Relativismo cultural
ETNOCENTRISMO
 Fenômeno social vinculado ao senso comum
(afetivo e intelectual)
 A referência não é a humanidade, mas o grupo
 Surge do choque cultural
 Tão antigo quanto a própria humanidade
 Universal
 Possui gradações
 Monólogo etnocêntrico
 Verdades absolutas
 Naturalizações: pensa o sistema social como
inatismo
 Riscos: Violências: representações distorcidas do
outro, desumanização, genocídios, preconceito e
discriminação
RELATIVISMO
 Oposto ao Etnocentrismo
 Proposta da Antropologia
 Diálogos intercultural
 Desabslutização e dasnaturalização da cultura
 Rompe com a idéia de centro
 Enxergar o outro em seu próprio contexto ( dá voz
ao outro)
 Problematiza o preconceito
 Também passível de críticas
NECESSIDADE DO RELATIVISMO
 As idades Moderna e Contemporânea, através da
Ciência, muito fizeram para sair do mundo do
fundamentalismo baseado na dicotomia do “certo”
e do “errado”, do “bem” e do “mal”; na religião: do
“Céu” e do “Inferno”. Isso, de alguma forma,
abriu caminho, criou terreno propício ao
paradigma da relativização das coisas, de tudo.
Havia, então, uma vontade imensa de se sair do
mundo radical da Idade Média, onde tudo era
posto numa mesma “balança” e “pesado” como
absolutamente certo ou absolutamente errado. É,
então, quando entra em cena o Relativismo
Cultural.
CRÍTICAS AO RELATIVISMO
 O relativismo cultural repousa num pressuposto,
a inteireza absoluta da cultura. Não se trata
tanto em postular o seu isolamento, afinal, por
mais sólidas que sejam as fronteiras os grupos
sociais interagem entre si.
 cultura e indivíduo formariam uma unidade
indivisível. Nada existe fora da (singular)
cultura. Mas como dizia a tradição antropológica
inglesa, existiria tal entidade? Seria correto
subsumir os diversos níveis sociais num mesmo
denominador? Consideremos as frases: "toda
cultura encerra uma identidade" e "toda
sociedade encerra uma identidade". Ao
substituirmos "cultura" por "sociedade" a
argumentação se debilita.
 Esquece-se que toda identidade é uma construção
simbólica, neste sentido, ela não "é" um Ser, mas
se "constrói como"; processo no qual estão
envolvidos agentes em conflito e práticas sociais
diversificadas. Ela é uma referência coletiva, mas
também, algo em disputa, sobretudo no caso das
identidades nacionais e étnicas
 A hermenêutica diatópica pressupõe aaceitação
do seguinte imperativo transcultural:
temos o direito a ser iguais quando a diferença
nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes
quando a igualdade nos descaracteriza.
 Assim, a transformação dos direitos humanos em
um projeto cosmopolita depende do diálogo
intercultural promovido pela hermenêutica
diatópica
REFERÊCIAS
 SOUSA SANTOS, Boaventura de. Por uma
concepção multicultural de direitos humanos. In:
SOUSA SANTOS, Boaventura de (org.).
Reconhecer para libertar. Os caminhos do
cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003.

Etnocentrismo e relativismo cultural

  • 1.
    MODOS DE VER,SENTIR E LIDAR COM A ALTERIDADE Etnocentrismo e Relativismo cultural
  • 2.
    ETNOCENTRISMO  Fenômeno socialvinculado ao senso comum (afetivo e intelectual)  A referência não é a humanidade, mas o grupo  Surge do choque cultural  Tão antigo quanto a própria humanidade  Universal  Possui gradações  Monólogo etnocêntrico
  • 3.
     Verdades absolutas Naturalizações: pensa o sistema social como inatismo  Riscos: Violências: representações distorcidas do outro, desumanização, genocídios, preconceito e discriminação
  • 4.
    RELATIVISMO  Oposto aoEtnocentrismo  Proposta da Antropologia  Diálogos intercultural  Desabslutização e dasnaturalização da cultura  Rompe com a idéia de centro  Enxergar o outro em seu próprio contexto ( dá voz ao outro)  Problematiza o preconceito  Também passível de críticas
  • 5.
    NECESSIDADE DO RELATIVISMO As idades Moderna e Contemporânea, através da Ciência, muito fizeram para sair do mundo do fundamentalismo baseado na dicotomia do “certo” e do “errado”, do “bem” e do “mal”; na religião: do “Céu” e do “Inferno”. Isso, de alguma forma, abriu caminho, criou terreno propício ao paradigma da relativização das coisas, de tudo. Havia, então, uma vontade imensa de se sair do mundo radical da Idade Média, onde tudo era posto numa mesma “balança” e “pesado” como absolutamente certo ou absolutamente errado. É, então, quando entra em cena o Relativismo Cultural.
  • 6.
    CRÍTICAS AO RELATIVISMO O relativismo cultural repousa num pressuposto, a inteireza absoluta da cultura. Não se trata tanto em postular o seu isolamento, afinal, por mais sólidas que sejam as fronteiras os grupos sociais interagem entre si.
  • 7.
     cultura eindivíduo formariam uma unidade indivisível. Nada existe fora da (singular) cultura. Mas como dizia a tradição antropológica inglesa, existiria tal entidade? Seria correto subsumir os diversos níveis sociais num mesmo denominador? Consideremos as frases: "toda cultura encerra uma identidade" e "toda sociedade encerra uma identidade". Ao substituirmos "cultura" por "sociedade" a argumentação se debilita.
  • 8.
     Esquece-se quetoda identidade é uma construção simbólica, neste sentido, ela não "é" um Ser, mas se "constrói como"; processo no qual estão envolvidos agentes em conflito e práticas sociais diversificadas. Ela é uma referência coletiva, mas também, algo em disputa, sobretudo no caso das identidades nacionais e étnicas
  • 9.
     A hermenêuticadiatópica pressupõe aaceitação do seguinte imperativo transcultural: temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.
  • 10.
     Assim, atransformação dos direitos humanos em um projeto cosmopolita depende do diálogo intercultural promovido pela hermenêutica diatópica
  • 11.
    REFERÊCIAS  SOUSA SANTOS,Boaventura de. Por uma concepção multicultural de direitos humanos. In: SOUSA SANTOS, Boaventura de (org.). Reconhecer para libertar. Os caminhos do cosmopolitismo multicultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.