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Erasmo de Roterdão foi um humanista
esplêndido que teve o privilégio de nascer
e ganhar prestígio no Renascimento,
período em que houve um extraordinário
progresso da arte, do pensamento, da
literatura e de toda a vida europeia no
geral, foi também neste período que a
Europa recuperou da escuridão intelectual
vivida na Idade Média..
Embora no Renascimento muitas pessoas tivessem dado
mais importância à Antiguidade Clássica e
reconsiderado o pensamento dessa época, o
Renascimento procurava igualmente inovações.
Desidério Erasmo (nome dado à nascença), nasceu a 27 de Outubro de 1466? em
Roterdão (na Holanda/Países Baixos).
Pouco se sabe relativamente à sua família,
porém há informações de que era o
segundo filho ilegítimo de um padre
chamado Gerardius de Präel e de uma
mulher conhecida apenas pelo seu nome:
Margareth.
Todavia, ambos trataram de Erasmo até aos
seus últimos dias de vida, tendo sido
vítimas da peste negra em 1482.
Após a morte dos seus pais foi acolhido por religiosos da ordem dos agostinianos.
Durante a sua infância teve o privilégio de ter a melhor educação da época, em
mosteiros religiosos.
Posteriormente foi para Paris aos 26 anos, hospedando-se entre os frades do Colégio
Montaigú. Iniciando a sua carreira académica na Universidade de Paris através
do estudo de Teologia no ano de 1495. Seguidamente, viaja para a Inglaterra,
onde entra em contacto com vários humanistas, nomeadamente o seu grande
amigo, Thomas More.
Lá, estudou Grego na mais antiga das universidades britânicas, a Universidade de
Oxford. Em 1505, realiza um sonho de longa data e vai para Itália onde
permanece em Veneza e depois Roma, sendo recebido pelo Papa Júlio II, pelo
que nesta “visita” à Península Itálica entende melhor a importância da
Antiguidade Clássica. E em 1509 volta para Inglaterra.
“Ninguém pode escolher os próprios pais ou a pátria, mas
cada um pode moldar a sua personalidade pela educação”
- Erasmo de Roterdão
Algo que marca a mentalidade de Erasmo é o seu espírito crítico, bastante inovador,
acompanhado pela sua discórdia relativamente ao domínio da Igreja sobre a educação,
a cultura e a ciência, mesmo sendo este um clérigo, profundamente crente.
“Não merece o doce quem não experimentou o amargo”;
“É muito mais honesto estar nu do que usar roupas transparentes”;
“Nenhum animal é mais calamitoso do que o homem, pela simples
razão de que todos se contentam com os limites da sua natureza, ao
passo que apenas o homem se obstina em ultrapassar os limites da sua”.
Erasmo de Roterdão
Erasmo era, como todos os humanistas da época, extremamente atento ao mundo que
o rodeava, era igualmente da opinião de que o Homem tem livre escolha sobre
tudo aquilo que faz e de que é também o Homem quem deve estar no centro das
prioridades do mesmo (Antropocentrismo).
A sua Grande Obra:
O Elogio da Loucura é considerado, por muitos, como
sendo o expoente máximo das obras de Erasmo de
Roterdão e como uma das obras que mais influenciou a
população desta época no que toca à Reforma
Protestante.
Nesta obra, Erasmo, mostra bem o seu espírito crítico através
das suas críticas ao Papa, a reis, a cortesãos e às práticas
corruptas da Igreja. Este ensaio apresenta também várias
alusões à Antiguidade Clássica e termina com um
testamento claro dos ideias cristãos, sendo que, por
último, todo o ensaio está repleto de sátira e ironia.
.
As Navegações dos Antigos
(1532).
Após uma longa vida, repleta de viagens e conhecimento, Erasmo de Roterdão,
fixou-se na Lovaina (Bélgica) onde foi exposto a várias críticas por parte
daqueles que eram contra os seus princípios. Portanto, procurou refúgio
na Basileia (Suíça), onde recebeu hospitalidade, podendo expressar-se
livremente e onde estava rodeado de amigos. Foi lá onde uma multidão de
admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o vieram visitar, como
por exemplo Damião de Góis, um grande humanista português que era
bastante amigo de Erasmo.
Porém os anos foram passando e aos 69 anos morreu devido a um
súbito ataque de disenteria, a 11 de Julho de 1536 na Basileia,
onde também se encontra sepultado na Catedral da mesma.
Erasmo de roterdão   h.c.a.

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  • 1.
  • 2. Erasmo de Roterdão foi um humanista esplêndido que teve o privilégio de nascer e ganhar prestígio no Renascimento, período em que houve um extraordinário progresso da arte, do pensamento, da literatura e de toda a vida europeia no geral, foi também neste período que a Europa recuperou da escuridão intelectual vivida na Idade Média..
  • 3. Embora no Renascimento muitas pessoas tivessem dado mais importância à Antiguidade Clássica e reconsiderado o pensamento dessa época, o Renascimento procurava igualmente inovações.
  • 4. Desidério Erasmo (nome dado à nascença), nasceu a 27 de Outubro de 1466? em Roterdão (na Holanda/Países Baixos).
  • 5. Pouco se sabe relativamente à sua família, porém há informações de que era o segundo filho ilegítimo de um padre chamado Gerardius de Präel e de uma mulher conhecida apenas pelo seu nome: Margareth. Todavia, ambos trataram de Erasmo até aos seus últimos dias de vida, tendo sido vítimas da peste negra em 1482.
  • 6. Após a morte dos seus pais foi acolhido por religiosos da ordem dos agostinianos. Durante a sua infância teve o privilégio de ter a melhor educação da época, em mosteiros religiosos. Posteriormente foi para Paris aos 26 anos, hospedando-se entre os frades do Colégio Montaigú. Iniciando a sua carreira académica na Universidade de Paris através do estudo de Teologia no ano de 1495. Seguidamente, viaja para a Inglaterra, onde entra em contacto com vários humanistas, nomeadamente o seu grande amigo, Thomas More.
  • 7. Lá, estudou Grego na mais antiga das universidades britânicas, a Universidade de Oxford. Em 1505, realiza um sonho de longa data e vai para Itália onde permanece em Veneza e depois Roma, sendo recebido pelo Papa Júlio II, pelo que nesta “visita” à Península Itálica entende melhor a importância da Antiguidade Clássica. E em 1509 volta para Inglaterra. “Ninguém pode escolher os próprios pais ou a pátria, mas cada um pode moldar a sua personalidade pela educação” - Erasmo de Roterdão
  • 8. Algo que marca a mentalidade de Erasmo é o seu espírito crítico, bastante inovador, acompanhado pela sua discórdia relativamente ao domínio da Igreja sobre a educação, a cultura e a ciência, mesmo sendo este um clérigo, profundamente crente.
  • 9. “Não merece o doce quem não experimentou o amargo”; “É muito mais honesto estar nu do que usar roupas transparentes”; “Nenhum animal é mais calamitoso do que o homem, pela simples razão de que todos se contentam com os limites da sua natureza, ao passo que apenas o homem se obstina em ultrapassar os limites da sua”. Erasmo de Roterdão Erasmo era, como todos os humanistas da época, extremamente atento ao mundo que o rodeava, era igualmente da opinião de que o Homem tem livre escolha sobre tudo aquilo que faz e de que é também o Homem quem deve estar no centro das prioridades do mesmo (Antropocentrismo).
  • 10. A sua Grande Obra: O Elogio da Loucura é considerado, por muitos, como sendo o expoente máximo das obras de Erasmo de Roterdão e como uma das obras que mais influenciou a população desta época no que toca à Reforma Protestante. Nesta obra, Erasmo, mostra bem o seu espírito crítico através das suas críticas ao Papa, a reis, a cortesãos e às práticas corruptas da Igreja. Este ensaio apresenta também várias alusões à Antiguidade Clássica e termina com um testamento claro dos ideias cristãos, sendo que, por último, todo o ensaio está repleto de sátira e ironia.
  • 11. . As Navegações dos Antigos (1532).
  • 12. Após uma longa vida, repleta de viagens e conhecimento, Erasmo de Roterdão, fixou-se na Lovaina (Bélgica) onde foi exposto a várias críticas por parte daqueles que eram contra os seus princípios. Portanto, procurou refúgio na Basileia (Suíça), onde recebeu hospitalidade, podendo expressar-se livremente e onde estava rodeado de amigos. Foi lá onde uma multidão de admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o vieram visitar, como por exemplo Damião de Góis, um grande humanista português que era bastante amigo de Erasmo.
  • 13. Porém os anos foram passando e aos 69 anos morreu devido a um súbito ataque de disenteria, a 11 de Julho de 1536 na Basileia, onde também se encontra sepultado na Catedral da mesma.

Notas do Editor

  1. Ensaio: texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expõe ideias, críticas e reflexões éticas e filosóficas a respeito de um certo tema