PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ
      FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ
CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ
           CURSO DE ADMINISTRAÇÃO




                 DEISE VARGAS
                  ROGER PIRES
          WILLIAN FELLIPE DOS SANTOS




 ECONOMIA INTERNACIONAL, CÂMBIO E IED




                    São José
                      2011
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ
          FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ
   CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ
                CURSO DE ADMINISTRAÇÃO




                      DEISE VARGAS
                       ROGER PIRES
               WILLIAN FELLIPE DOS SANTOS




     ECONOMIA INTERNACIONAL, CÂMBIO E IED
A Importância da Comunicação Estrutura no âmbito Empresarial




                                     Trabalho elaborado para a disciplina de
                                     Economia II do curso de administração do
                                     Centro Universitário Municipal de São
                                     José - USJ.
                                     Orientador: Prof. Msc. Thiago Araújo.




                          São José
                            2011
Economia Internacional

Comércio Internacional

       A relação econômica entre países deve-se ao fato de que as pessoas têm necessidades,
das quais nem todas são atendidas pela produção nacional de seu respectivo país. Um
exemplo simples do porque das relações internacionais no cenário econômico mundial é a
origem do comércio, onde há especialização em determinado setor ou tipo de produção, cujo
excedente era trocado (escambo) com pessoas que tinham algo que interessasse. Tal processo
prosseguiu em constante evolução, onde pessoas se especializam em fazer algo para ter
recursos para comprar aquilo que não produz.
       No comércio internacional, por sua vez, é da mesma maneira, determinados países são
especializados em produzir algo que outros não o produzem, gerando assim a necessidade de
relação de comércio entre si.
       Da mesma maneira que as relações político-econômicas acontecem em um nível
regional, estadual e nacional, da mesma forma, com algumas peculiaridades, acontece
também às relações internacionais. Esta relação de intercambio entre nações consolida o então
chamado comercio internacional, que por sua vez acaba refletindo os mesmos problemas
inerentes ao âmbito nacional.

De acordo com a Freitas (1987, p. 14):

                             Os princípios e problemas que formam a substância das relações
                             econômicas internacionais parecem ser, à primeira vista,
                             intrinsecamente muito diferentes dos que caracterizam as relações
                             econômicas intranacionais. Mas não são. No fundo as diferenças não
                             são senão as que resultam do próprio fato de aquelas relações serem
                             conduzidas entre residentes de mais de um Estado nacional e estas,
                             somente entre residentes de um mesmo Estado soberano.


        Pode-se tomar o Brasil como um grande exemplo dessa relação de comércio a nível
mundial, onde o Brasil como grande produtor de café, por exemplo, exporta para uma grande
quantidade de países cujas características climáticas e/ou territoriais não permitem o cultivo
deste grão. Por outro lado, há uma grande quantidade de automóveis que circula em terras
brasileiras fruto de importação, bem como uma quantidade imensa de produtos tecnológicos,
tais como câmeras, reprodutores de música, entre outros.
       Por apenas estes exemplos torna-se fácil compreender o porquê das relações
internacionais de comércio, pois basta pensar na questão da especialização em um nível
macro e mundial, onde países se especializam em produzir algo, e outro da mesma maneira se
especializa em produzir outro, gerando a necessidade de comércio entre si para assim sanar
suas necessidades e desejos (dos indivíduos, da população de cada país).


Política Internacional


        Uma vez estabelecida à necessidade de comércio entre países torna-se necessário
políticas que visem facilitar e organizar este comércio, uma vez que existe toda uma política
fiscal implícita na produção e comércio de bens, cuja função implica em estabelecer regras
para tal relação, bem como buscar o equilíbrio por meio de ações de ajuste. Tais ações
refletem em medidas como a política de balanço de pagamentos, que em síntese consiste em
manter a estabilidade da economia nacional por meio de ajustes, porem com repercussões
internacionais.
De acordo com a definição de Passos (2011, p. 518) afirma que:
                              O comércio interno de um país tem influência significativa na geração
                              de recursos aos governos, através das suas taxas e impostos. O mesmo
                              raciocínio se aplica ao comércio internacional, apenas mudando o fato
                              gerador do imposto. Nas operações de comércio internacional é praxe
                              eliminar-se os impostos, mas por outro lado, cria-se o imposto
                              alfandegário, significando que para uma mercadoria entrar no país ela
                              será taxada de acordo com a política econômica do país que está
                              importando.


      A política econômica de cada país é diferente e ajustada à sua realidade econômica,
porém para que a relação de comércio entre países seja bem sucedida é necessário que
algumas medidas sejam tomadas, pois como citado acima, existe o imposto alfandegário, bem
como outros que acrescem o valor final do produto, dificultando assim tal relação.
       A tendência natural é que, devido a globalização e necessidade de comércio, a
formação de blocos econômicos seja inevitável. Contudo, a ideia inicial é que a formação
desses blocos econômicos venha surtir efeito positivo para todos os países participantes do
bloco, gerando crescimento e desenvolvimento mútuo a todos.


Conforme afirma Bezerra Júnior:
                              O que são Blocos Econômicos? São associações de países, em geral
                              de uma mesma região geográfica que estabelece relações comerciais
                              privilegiadas entre si e atuam de forma conjunta no mercado
                              internacional. Um dos aspectos mais importantes na formação dos
                              blocos econômicos é a redução ou a eliminação das alíquotas de
                              importação, com vistas à criação de zonas de livre comércio. Os
                              blocos aumentam a interdependência das economias dos países
                              membros. Uma crise no México, como a de 1994, afeta os Estados
                              Unidos e o Canadá – os outros países membros do Acordo de Livre
                              Comércio da América da Norte ( NAFTA ), por exemplo.


       A ideia de zona de livre comércio é uma tendência cada vez mais evidente no cenário
econômico mundial, porém o dito “crescimento econômico” não é uma realidade comum a
todos os países membros do respectivo bloco econômico. Uma prova disso é a crise
econômica enfrentada por alguns países desenvolvidos da União Européia, tais como
Portugal, Grécia, entre outros.


Câmbio


       Compreendem-se por câmbio todas as operações através da qual são realizada troca de
moeda, tanto de moeda nacional por estrangeira como também o inverso. O objetivo principal
desta prática é a simplificação e consequente facilitação das transações internacionais, ou seja,
aquelas realizadas por diferentes países.
Existem, portanto diversas formas de regimes cambiais que visam estabelecer
parâmetros para esta relação, porém a taxa de cambio é de determinação exclusiva de cada
Estado soberano. “Como todo preço, a taxa de câmbio é determinada pela oferta e pela
demanda, no caso, de divisas” (VASCONCELLOS, 2009, p.358), ou seja, as taxas de cambio
aplicáveis são provenientes de um princípio econômico bastante conhecido: o da oferta e
demanda.




Conforme afirma Vasconcellos (2009, p.358) sobre taxas de câmbio:
                            Parece claro que, quanto maior a oferta de divisas (dada demanda),
                            menor a taxa de câmbio: aumenta a disponibilidade de moeda
                            estrangeira, ela torna-se mais barata, isto é, o dólar fica mais barato,
                            em termos reais. Há uma valorização da moeda nacional, uma
                            desvalorização do dólar. Por outro lado, se aumentar a demanda de
                            divisas, dada a oferta, maior a taxa de câmbio (teremos que dar mais
                            reais por dólar, significando uma desvalorização do real e uma
                            valorização do dólar).


        De acordo com a explicação acima, pode-se compreender melhor a relação econômica
implícita na troca de moedas de diferentes nacionalidades. Uma prática bastante comum e, na
maioria das vezes necessária é a compra de moeda estrangeira em caso de viagem para o
exterior. A moeda dominante no mercado internacional, e pela qual todas as outras têm por
base é o dólar americano.


De acordo com o sitio Heakal:
                            Uma taxa de câmbio é a taxa na qual uma moeda pode ser
                            trocada por outra. Em outras palavras, é o valor da moeda de
                            outro país, comparada com a de seu próprio país. Se você estiver
                            viajando para outro país, você precisa "comprar" a moeda local.
                            Assim como o preço de qualquer ativo, a taxa de câmbio é o
                            preço pelo qual você pode comprar essa moeda. Se você estiver
                            viajando para o Egito, por exemplo, e a taxa de câmbio para
                            dólares dos EUA 1:5.5 libras egípcias, isso significa que para
                            cada dólar dos EUA, você pode comprar cinco libras egípcio e
                            meia. Teoricamente, os ativos idênticos deve vender ao mesmo
                            preço em diferentes países, porque a taxa de câmbio deve
                            manter o valor intrínseco de uma moeda frente a outra. (tradução
                            nossa).

        O Banco Central Brasileiro, também conhecido como BACEN é o órgão responsável
por regulamentar e fiscalizar todas as operações do mercado de câmbio legal no país. Para
comprar ou vender moeda estrangeira (como troca) qualquer pessoa física ou jurídica pode
fazer tal operação mediante instituição autorizada pelo BACEN. No Brasil, o Sistema de
Informações Banco Central (Sisbacen) é um sistema digital que tem por função a coleta e
armazenamento de informações, bem como a troca de informações ligando o BACEN a todos
os agentes do sistema financeiro brasileiro.
Investimento Estrangeiro Direto
De acordo com a definição do sitio Going Global:
                            O investimento estrangeiro direto (IED) desempenha um papel
                            extraordinário e crescente nos negócios globais. Ele pode prover uma
                            empresa com novos mercados e canais de comercialização, instalações
                            de produção mais barata, o acesso às novas tecnologias, produtos,
                            competências e financiamento. Para um país de acolhimento ou a
                            empresa estrangeira que recebe o investimento, que pode proporcionar
                            uma fonte de novas tecnologias, capital, processos, produtos,
                            tecnologias e técnicas de gestão organizacional, e como tal pode dar
                            um forte impulso ao desenvolvimento econômico. O investimento
                            estrangeiro direto, em sua definição clássica, é definido como uma
                            empresa de um determinado país fazendo um investimento físico ao
                            construir uma fábrica em outro país. O investimento direto em
                            imóveis, máquinas e equipamentos está em contraste com fazer um
                            investimento de carteira, que é considerado um investimento indireto.
                            (tradução nossa).
       O investimento estrangeiro direto é talvez a forma mais comum e conhecida de
investimento estrangeiro. Um exemplo de investimento estrangeiro direto é o caso das
empresas multinacionais que tem fábrica instalada aqui no Brasil, tendo como principal
representante as montadoras de automóveis americanas e européias.
Considerações Finais


       Através deste trabalho, pode-se perceber o importante papel fundamental destes
assuntos dentro de uma economia nacional, cuja relação está tão próxima do dia-dia que,
muitas vezes é passado desapercebido pelo cidadão comum. Fica claro portanto qual o papel
das políticas internacionais que, somente são possíveis graças ao planejamento econômico,
bem como seu devido estudo.
        De maneira breve e resumida, salientou-se a grande importância do entendimento das
políticas cambiais, de tal maneira que se possa compreender qual a importância das taxas
cambiais aplicadas pela política monetária de cada país, como também sua relação direta com
o dia-dia de cada cidadão, representando o papel de consumidor.
Referências Bibliográficas

BEZERRA JÚNIOR, Wilson Fernandes. Comércio internacional e os blocos econômicos.
Disponível em: <http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/251.pdf>
Acesso em: 06 Jun 2011.

GOING GLOBAL. Understanding foreign direct investment. Disponível em:
<http://www.going-global.com/articles/understanding_foreign_direct_investment.htm>
Acesso em: 06 Jun 2011.

FREITAS, Sebastião Garcia de. Economia internacional: pagamentos internacionais. 2.
Ed. São Paulo – SP: Atlas, 1983.

HEAKAL, Reem. Currency exchange: floating rate vs fixed rate. Disponível em:
<http://www.investopedia.com/articles/03/020603.asp> Acesso em: 06 Jun 2011.

PASSOS, Carlos Roberto Martins, Princípios de economia. 4. ed. São Paulo – SP: Thomson,
2011.

VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de, Economia: micro e macro. 4. ed. São
Paulo – SP: Atlas, 2009.

Economia internacional, cambio e ied final

  • 1.
    PREFEITURA MUNICIPAL DESÃO JOSÉ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DEISE VARGAS ROGER PIRES WILLIAN FELLIPE DOS SANTOS ECONOMIA INTERNACIONAL, CÂMBIO E IED São José 2011
  • 2.
    PREFEITURA MUNICIPAL DESÃO JOSÉ FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE SÃO JOSÉ CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ - USJ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DEISE VARGAS ROGER PIRES WILLIAN FELLIPE DOS SANTOS ECONOMIA INTERNACIONAL, CÂMBIO E IED A Importância da Comunicação Estrutura no âmbito Empresarial Trabalho elaborado para a disciplina de Economia II do curso de administração do Centro Universitário Municipal de São José - USJ. Orientador: Prof. Msc. Thiago Araújo. São José 2011
  • 3.
    Economia Internacional Comércio Internacional A relação econômica entre países deve-se ao fato de que as pessoas têm necessidades, das quais nem todas são atendidas pela produção nacional de seu respectivo país. Um exemplo simples do porque das relações internacionais no cenário econômico mundial é a origem do comércio, onde há especialização em determinado setor ou tipo de produção, cujo excedente era trocado (escambo) com pessoas que tinham algo que interessasse. Tal processo prosseguiu em constante evolução, onde pessoas se especializam em fazer algo para ter recursos para comprar aquilo que não produz. No comércio internacional, por sua vez, é da mesma maneira, determinados países são especializados em produzir algo que outros não o produzem, gerando assim a necessidade de relação de comércio entre si. Da mesma maneira que as relações político-econômicas acontecem em um nível regional, estadual e nacional, da mesma forma, com algumas peculiaridades, acontece também às relações internacionais. Esta relação de intercambio entre nações consolida o então chamado comercio internacional, que por sua vez acaba refletindo os mesmos problemas inerentes ao âmbito nacional. De acordo com a Freitas (1987, p. 14): Os princípios e problemas que formam a substância das relações econômicas internacionais parecem ser, à primeira vista, intrinsecamente muito diferentes dos que caracterizam as relações econômicas intranacionais. Mas não são. No fundo as diferenças não são senão as que resultam do próprio fato de aquelas relações serem conduzidas entre residentes de mais de um Estado nacional e estas, somente entre residentes de um mesmo Estado soberano. Pode-se tomar o Brasil como um grande exemplo dessa relação de comércio a nível mundial, onde o Brasil como grande produtor de café, por exemplo, exporta para uma grande quantidade de países cujas características climáticas e/ou territoriais não permitem o cultivo deste grão. Por outro lado, há uma grande quantidade de automóveis que circula em terras brasileiras fruto de importação, bem como uma quantidade imensa de produtos tecnológicos, tais como câmeras, reprodutores de música, entre outros. Por apenas estes exemplos torna-se fácil compreender o porquê das relações internacionais de comércio, pois basta pensar na questão da especialização em um nível macro e mundial, onde países se especializam em produzir algo, e outro da mesma maneira se especializa em produzir outro, gerando a necessidade de comércio entre si para assim sanar suas necessidades e desejos (dos indivíduos, da população de cada país). Política Internacional Uma vez estabelecida à necessidade de comércio entre países torna-se necessário políticas que visem facilitar e organizar este comércio, uma vez que existe toda uma política fiscal implícita na produção e comércio de bens, cuja função implica em estabelecer regras para tal relação, bem como buscar o equilíbrio por meio de ações de ajuste. Tais ações
  • 4.
    refletem em medidascomo a política de balanço de pagamentos, que em síntese consiste em manter a estabilidade da economia nacional por meio de ajustes, porem com repercussões internacionais. De acordo com a definição de Passos (2011, p. 518) afirma que: O comércio interno de um país tem influência significativa na geração de recursos aos governos, através das suas taxas e impostos. O mesmo raciocínio se aplica ao comércio internacional, apenas mudando o fato gerador do imposto. Nas operações de comércio internacional é praxe eliminar-se os impostos, mas por outro lado, cria-se o imposto alfandegário, significando que para uma mercadoria entrar no país ela será taxada de acordo com a política econômica do país que está importando. A política econômica de cada país é diferente e ajustada à sua realidade econômica, porém para que a relação de comércio entre países seja bem sucedida é necessário que algumas medidas sejam tomadas, pois como citado acima, existe o imposto alfandegário, bem como outros que acrescem o valor final do produto, dificultando assim tal relação. A tendência natural é que, devido a globalização e necessidade de comércio, a formação de blocos econômicos seja inevitável. Contudo, a ideia inicial é que a formação desses blocos econômicos venha surtir efeito positivo para todos os países participantes do bloco, gerando crescimento e desenvolvimento mútuo a todos. Conforme afirma Bezerra Júnior: O que são Blocos Econômicos? São associações de países, em geral de uma mesma região geográfica que estabelece relações comerciais privilegiadas entre si e atuam de forma conjunta no mercado internacional. Um dos aspectos mais importantes na formação dos blocos econômicos é a redução ou a eliminação das alíquotas de importação, com vistas à criação de zonas de livre comércio. Os blocos aumentam a interdependência das economias dos países membros. Uma crise no México, como a de 1994, afeta os Estados Unidos e o Canadá – os outros países membros do Acordo de Livre Comércio da América da Norte ( NAFTA ), por exemplo. A ideia de zona de livre comércio é uma tendência cada vez mais evidente no cenário econômico mundial, porém o dito “crescimento econômico” não é uma realidade comum a todos os países membros do respectivo bloco econômico. Uma prova disso é a crise econômica enfrentada por alguns países desenvolvidos da União Européia, tais como Portugal, Grécia, entre outros. Câmbio Compreendem-se por câmbio todas as operações através da qual são realizada troca de moeda, tanto de moeda nacional por estrangeira como também o inverso. O objetivo principal desta prática é a simplificação e consequente facilitação das transações internacionais, ou seja, aquelas realizadas por diferentes países.
  • 5.
    Existem, portanto diversasformas de regimes cambiais que visam estabelecer parâmetros para esta relação, porém a taxa de cambio é de determinação exclusiva de cada Estado soberano. “Como todo preço, a taxa de câmbio é determinada pela oferta e pela demanda, no caso, de divisas” (VASCONCELLOS, 2009, p.358), ou seja, as taxas de cambio aplicáveis são provenientes de um princípio econômico bastante conhecido: o da oferta e demanda. Conforme afirma Vasconcellos (2009, p.358) sobre taxas de câmbio: Parece claro que, quanto maior a oferta de divisas (dada demanda), menor a taxa de câmbio: aumenta a disponibilidade de moeda estrangeira, ela torna-se mais barata, isto é, o dólar fica mais barato, em termos reais. Há uma valorização da moeda nacional, uma desvalorização do dólar. Por outro lado, se aumentar a demanda de divisas, dada a oferta, maior a taxa de câmbio (teremos que dar mais reais por dólar, significando uma desvalorização do real e uma valorização do dólar). De acordo com a explicação acima, pode-se compreender melhor a relação econômica implícita na troca de moedas de diferentes nacionalidades. Uma prática bastante comum e, na maioria das vezes necessária é a compra de moeda estrangeira em caso de viagem para o exterior. A moeda dominante no mercado internacional, e pela qual todas as outras têm por base é o dólar americano. De acordo com o sitio Heakal: Uma taxa de câmbio é a taxa na qual uma moeda pode ser trocada por outra. Em outras palavras, é o valor da moeda de outro país, comparada com a de seu próprio país. Se você estiver viajando para outro país, você precisa "comprar" a moeda local. Assim como o preço de qualquer ativo, a taxa de câmbio é o preço pelo qual você pode comprar essa moeda. Se você estiver viajando para o Egito, por exemplo, e a taxa de câmbio para dólares dos EUA 1:5.5 libras egípcias, isso significa que para cada dólar dos EUA, você pode comprar cinco libras egípcio e meia. Teoricamente, os ativos idênticos deve vender ao mesmo preço em diferentes países, porque a taxa de câmbio deve manter o valor intrínseco de uma moeda frente a outra. (tradução nossa). O Banco Central Brasileiro, também conhecido como BACEN é o órgão responsável por regulamentar e fiscalizar todas as operações do mercado de câmbio legal no país. Para comprar ou vender moeda estrangeira (como troca) qualquer pessoa física ou jurídica pode fazer tal operação mediante instituição autorizada pelo BACEN. No Brasil, o Sistema de Informações Banco Central (Sisbacen) é um sistema digital que tem por função a coleta e armazenamento de informações, bem como a troca de informações ligando o BACEN a todos os agentes do sistema financeiro brasileiro.
  • 6.
    Investimento Estrangeiro Direto Deacordo com a definição do sitio Going Global: O investimento estrangeiro direto (IED) desempenha um papel extraordinário e crescente nos negócios globais. Ele pode prover uma empresa com novos mercados e canais de comercialização, instalações de produção mais barata, o acesso às novas tecnologias, produtos, competências e financiamento. Para um país de acolhimento ou a empresa estrangeira que recebe o investimento, que pode proporcionar uma fonte de novas tecnologias, capital, processos, produtos, tecnologias e técnicas de gestão organizacional, e como tal pode dar um forte impulso ao desenvolvimento econômico. O investimento estrangeiro direto, em sua definição clássica, é definido como uma empresa de um determinado país fazendo um investimento físico ao construir uma fábrica em outro país. O investimento direto em imóveis, máquinas e equipamentos está em contraste com fazer um investimento de carteira, que é considerado um investimento indireto. (tradução nossa). O investimento estrangeiro direto é talvez a forma mais comum e conhecida de investimento estrangeiro. Um exemplo de investimento estrangeiro direto é o caso das empresas multinacionais que tem fábrica instalada aqui no Brasil, tendo como principal representante as montadoras de automóveis americanas e européias.
  • 7.
    Considerações Finais Através deste trabalho, pode-se perceber o importante papel fundamental destes assuntos dentro de uma economia nacional, cuja relação está tão próxima do dia-dia que, muitas vezes é passado desapercebido pelo cidadão comum. Fica claro portanto qual o papel das políticas internacionais que, somente são possíveis graças ao planejamento econômico, bem como seu devido estudo. De maneira breve e resumida, salientou-se a grande importância do entendimento das políticas cambiais, de tal maneira que se possa compreender qual a importância das taxas cambiais aplicadas pela política monetária de cada país, como também sua relação direta com o dia-dia de cada cidadão, representando o papel de consumidor.
  • 8.
    Referências Bibliográficas BEZERRA JÚNIOR,Wilson Fernandes. Comércio internacional e os blocos econômicos. Disponível em: <http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/251.pdf> Acesso em: 06 Jun 2011. GOING GLOBAL. Understanding foreign direct investment. Disponível em: <http://www.going-global.com/articles/understanding_foreign_direct_investment.htm> Acesso em: 06 Jun 2011. FREITAS, Sebastião Garcia de. Economia internacional: pagamentos internacionais. 2. Ed. São Paulo – SP: Atlas, 1983. HEAKAL, Reem. Currency exchange: floating rate vs fixed rate. Disponível em: <http://www.investopedia.com/articles/03/020603.asp> Acesso em: 06 Jun 2011. PASSOS, Carlos Roberto Martins, Princípios de economia. 4. ed. São Paulo – SP: Thomson, 2011. VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de, Economia: micro e macro. 4. ed. São Paulo – SP: Atlas, 2009.