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Profa. KELLY A. B. BRÁZ
Governador Nunes Freire-Ma|
2018|
MACROECONOMIA
Capítulo 1
Introdução à Macroeconomia
INTRODUÇÃO
Macroeconomia estuda a economia como um todo, analisando a
determinação e o comportamento de grandes agregados, como renda e
produtos nacionais, nível geral de preços, desemprego e emprego.
Ela trata o mercado de bens e serviços como um todo, assim como o mercado
de trabalho, e preocupa-se com aspectos de curto prazo ou conjunturais.
OBJETIVOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA
1 Alto nível de emprego: preocupação com o fator surge após a Grande
Depressão, com o teórico Keynes, pois antes predominava o pensamento liberal.
2 Estabilidade de preços: inflação é o aumento contínuo e generalizado do nível
geral dos preços.
3 Distribuição equitativa de renda: disparidade acentuada no nível de renda
brasileiro, tanto entre diferentes grupos socioeconômicos como entre regiões do
país.
4 Crescimento econômico: aumento do produto nacional por meio de políticas
econômicas que estimulem a atividade produtiva. Aumentar o produto além do
limite de quantidade exigirá:
• ou um aumento nos recursos disponíveis;
• ou um avanço tecnológico.
DILEMAS DE POLÍTICA ECONÔMICA:
INTER-RELAÇÕES E CONFLITOS DE
OBJETIVOS
CONFLITOS: metas de crescimento e equidade distributiva devido ao
fator educacional, com maioria da mão-de-obra de baixa qualificação e
baixos rendimentos.
INSTRUMENTOS DE POLÍTICA
MACROECONÔMICA
1 POLÍTICA FISCAL: é a manipulação dos tributos e dos gastos do
governo para regular a atividade econômica. Ela é usada para
neutralizar as tendências à depressão e à inflação.
2 POLÍTICA MONETÁRIA: é o controle da oferta de moeda
(dinheiro) na economia, ou seja, o meio de estabilizar e controlar ao
máximo os níveis de preços para garantir a liquidez ideal (equilíbrio)
do sistema econômico do país.
Leia mais: https://politicamonetaria.webnode.com.br
3 POLÍTICAS CAMBIAL E COMERCIAL:
CAMBIAL: atuação do governo sobre a taxa de câmbio;
COMERCIAL: instrumentos de incentivos às exportações e/ou
estímulo/desestímulo às importações.
4 POLÍTICA DE RENDAS: intervenção direta do governo na formação de
renda com o controle e congelamento de preços.
ESTRUTURA DE ANÁLISE MACROECONÔMICA
1 MERCADO DE BENS E SERVIÇOS: demanda agregada depende da evolução da
demanda dos quatro grandes setores:
• consumidores;
• empresas;
• governo;
• setor externo.
2 Mercado de trabalho: determina as taxas de salário e nível geral de
emprego. A demanda e a procura por mão-de-obra depende da taxa de
salário real e do nível de produção desejado pelas empresas.
Oferta de mão-de-obra= demanda de mão-de-obra
4 MERCADO DE TÍTULOS: análise do papel de agentes econômicos superavitários e
deficitários e como eles se interagem.
Oferta de títulos = demanda de títulos
Análise do mercado monetário e de títulos é chamado de mercado financeiro.
ECONOMIA MUNDIAL
DEFINIÇÃO – Inflação
é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos
produtos num determinado país ou região, durante um período. Num
processo inflacionário o poder de compra da moeda cai.
Exemplo: num país com inflação de 10% ao mês, um trabalhador compra
cinco quilos de arroz num mês e paga R$ 10,00. No mês seguinte, para
comprar a mesma quantidade de arroz, ele necessitará de R$11,00.
Como o salário deste trabalhador não é reajustado mensalmente, o
poder de compra vai diminuindo. Após um ano, o salário deste
trabalhador perdeu 120% do valor de compra.
A INFLAÇÃO é muito ruim para a economia de um país.
Quem geralmente perde mais são os trabalhadores
mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em
aplicações que lhe garantam a correção inflacionária.
No Brasil, existem vários índices que medem a inflação.
Os principais são:
• IGP ou Índice Geral de Preços (calculado pela Fundação
Getúlio Vargas)
• IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE -
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas),
• INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido
pelo IBGE)
• IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também
calculado pelo IBGE)
A ECONOMIA ABERTA é uma economia que
permite o livre fluxo de entrada e saída de bens,
serviços, capital e pessoas. O oposto de uma
economia fechada.
A abertura de uma economia deve ser
medida considerando múltiplas variáveis.
Por exemplo, todos os países são
considerados economias abertas em algum
grau, mas nem todos permitem a livre
movimentação de capital através das
fronteiras.
A maioria das nações ao redor do mundo
tem economias abertas e muitas nações
dependem fortemente do comércio
internacional para atingir as metas
econômicas e sociais.
Como regra geral, as ECONOMIAS ABERTAS
são vistas como mais fortes do que as
economias fechadas nas quais o comércio
internacional não ocorre, e esse tipo de
economia tende a ser melhor para
empresas, investidores e cidadãos
individuais.
As importações dão aos cidadãos de um país
acesso a produtos e serviços fornecidos por
outras nações, o que permite maior liberdade
do consumidor, porque as pessoas têm uma
gama mais ampla de opções.
A diferença entre uma ECONOMIA ABERTA e uma ECONOMIA
FECHADA está nas políticas de um país no comércio
internacional e nos mercados financeiros.
Uma ECONOMIA ABERTA permite que seus negócios e indivíduos
negociem com empresas e indivíduos em outras economias e
participem de mercados de capitais estrangeiros.
Uma ECONOMIA FECHADA impede que seus negócios e indivíduos
interajam com as economias estrangeiras em um esforço para
permanecer isolado e auto-suficiente.
A distinção básica entre uma ECONOMIA ABERTA e uma
ECONOMIA FECHADA diz respeito ao fato de o governo de um
país permitir que seus cidadãos participem do mercado global.
O MERCADO DE FUNDOS EMPRESTÁVEIS
Mercado no qual os que desejam poupar oferecem
fundos e os que desejam investir demandam
empréstimos.
• A oferta e demanda por fundos depende da taxa de
juros real.
• O processo pelo qual o mercado passa até chegar no
equilíbrio, determina a taxa de juros real de uma
economia.
• A taxa de juros é o preço do empréstimo.
• A poupança representa a oferta de fundos, enquanto
investimento representa a demanda.
EXEMPLO
Há alguns meses, o governo do nosso país aumentou o IOF
(Imposto sobre Operações Financeiras) para compras
realizadas no exterior, e esse é um fato interessante para
utilizarmos como exemplo aqui. O aumento foi de 0,38% para
6,38, e esse acréscimo se manifestará em praticamente todos
os casos de compras no exterior, sejam elas pagas em moeda
estrangeira nos cartões de débito ou em cheques de viagem.
Com este acréscimo, muitas pessoas devem colocar um
freio nas compras feitas fora do país, pelo menos neste
primeiro momento.
É inegável que o Estado deve estar atento ao sistema
econômico, isso por uma razão muito simples: em geral, a
economia se ajusta sozinha, por isso, quando há a escassez de
um produto (devido às secas no caso de alguns alimentos, por
exemplo), haverá o aumento de preços e a importação daquilo
que está em falta no mercado.
Depois de um certo tempo, o valor acabará voltando ao seu
normal. No entanto, nem sempre a economia consegue se
regular sozinha. Algumas vezes ocorrem problemas chamados de
“falhas de mercado”, que exigem a participação direta do
governo para que possam ser resolvidas, fazendo com que tudo
volte ao normal.
PERGUNTA: não seria esta uma interferência do
governo no andamento natural da economia?
Principalmente, considerando que esse aumento foi
tão grande? Economistas já afirmaram que o governo
pode estar tentando aumentar sua arrecadação
explorando um novo segmento. Isso quer dizer que
quem faz compras no exterior terá que se preocupar
com o valor do IOF, além do preço do dólar.
O PAPEL DO GOVERNO NA ECONOMIA
o papel do governo na nossa economia: É
ajudar a economia a andar sozinha, quando
necessário.
ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL
2018
Na história recente do Brasil tivemos apenas quatro presidentes
eleitos pelo voto popular, em sete eleições (com exceção de
Fernando Collor, todos os outros se reelegeram). Isso porque,
desde a instituição do regime militar em 1964, os presidentes
eram eleitos por voto indireto. E, dos quatro eleitos, dois
sofreram impeachment, um está preso e apenas um saiu ileso.
Ainda no período pós regime militar, por três vezes fomos
governados pelo vice – uma vez pela morte de Tancredo Neves e
duas após os processos de impeachment.
ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL
2018
Voltando a situação atual, ainda no primeiro mandato de
DILMA ROUSSEFF o Brasil entrou uma em forte espiral de
problemas que colocaram o país na sua pior recessão da
história. A população estava endividada, a falta de confiança e
uma sucessão de erros econômicos afugentaram investidores, a
inflação disparou assim como a dívida pública.
A presidência ficou na mão do vice-presidente Michel Temer do
PMDB que, apesar de estar junto com Dilma e o PT desde o
início, a essa altura já se dizia oposição. Temer sabia o que fazer
(ao menos no campo econômico) e nomeou uma excelente
equipe para comandar Banco Central e Ministério da Fazenda. A
estratégia deu certo, a confiança dos investidores começou a
voltar e a economia a crescer. Mas Temer acabou sofrendo com
os problemas de corrupção e os esforços que estavam
concentrados no crescimento da economia voltaram-se para
salvar sua própria pele.
ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL
2018
Quando explodiram as denúncias contra Temer já estávamos a
pouco mais de um ano da eleição. E foi isso que tornou essa
eleição tão importante.
O mercado entrou em compasso de espera. Novos investimentos
deixaram de ser feitos, investidores “tiraram o pé do acelerador”
e a própria população começou novamente a sofrer com a falta
de confiança. Estávamos muito perto de um novo divisor de águas
e não fazia sentido qualquer decisão antecipada.
O Brasil ainda está afundado em problemas. Além da
crise fiscal, perdemos o bonde de bonança no mundo
dos últimos anos. Agora que temos a possibilidade de
ver a nossa economia definitivamente começar a
crescer, o mundo começa a dar sinais de
arrefecimento. (quedaperda).
Tivemos recentemente fortes problemas afetando
Turquia e nossa vizinha Argentina. Em tese, o Brasil
está numa situação bem melhor do que eles ou, ao
menos, os problemas deles são diferentes dos
nossos. Turquia e Argentina tem forte inflação e
déficit fiscal (sai mais dólares de que entra na
economia) – problemas que não temos aqui no
Brasil.
Mas temos sim um grave problema de orçamento no país. O
Brasil gasta mais do que pode e precisamos com urgência
sair do “cheque especial”. Praticamente todos os candidatos
dizem que vão combater esse problema. Alguns de uma
forma liberal, diminuindo o tamanho do estado, abrindo o
mercado e atraindo investimentos. Outros com fórmula
contrária, querendo que o estado invista e seja o propulsor
do crescimento – fórmula parecida com a que deu errado
nos colocou nesse problema.
E de fato, todos tem chance. Estamos na eleição mais
indefinida dos últimos tempos. Por isso a importância de
escolhermos nosso candidato com a razão e não com a
emoção. Buscar informações fidedignas e não se basear
apenas nas “correntes” que recebemos todos os dias.
Conhecer as propostas dos candidatos e, mais do que
isso, pensar na viabilidade delas.
O Brasil é grande e tem um potencial imenso. Não
podemos desperdiçá-lo mais uma vez.
O SISTEMA KEYNESIANO
Também chamado de Escola ou
Teoria Keynesiana, é uma doutrina
político-econômica oposta ao
liberalismo. Nessa doutrina o
Estado tem um papel
preponderante na organização de
um país.
John M. Keynes:
ORIGEM
O Keynesianismo teve início no século XX e recebe esse
nome em homenagem ao economista britânico John
Maynard Keynes (1883-1946).
Ele expôs sua teoria econômica na obra “Teoria geral do
emprego, do juro e da moeda”
(General theory of employment, interest and money),
publicada em 1936.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO KEYNESIANISMO
- DEFESA DA INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA, principalmente em áreas onde a
iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar.
- DEFESA DE AÇÕES POLÍTICAS voltadas para o protecionismo econômico.
- CONTRA O LIBERALISMO ECONÔMICO.
- DEFESA DE MEDIDAS ECONÔMICAS ESTATAIS que visem à garantia do pleno emprego.
Este seria alcançado com o equilíbrio entre demanda e capacidade de produção.
- O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e
recessão econômica.
- A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que
não haja crescimento e descontrole da inflação.
Vale ressaltar que KEYNES era contrário à
estatização da economia, como havia ocorrido nos
países socialistas após a Revolução Russa de 1917.
Ele defendia o sistema capitalista, porém acreditava
que deveria haver ações e medidas de controle por
parte do Estado.
Essa teoria foi muito importante para renovar a teoria
econômica clássica. Pautada na chamada
“macroeconomia”, propõe um regime de pleno
emprego e o controle da inflação.
De tal maneira, o desemprego desapareceria
mediante a força do mercado, posto que no
sistema capitalista todos poderiam ser
empregados.
Defende também a ideia do Estado de oferecer
benefícios sociais aos trabalhadores, por exemplo,
seguro saúde, seguro desemprego, salário mínimo,
dentre outros.
DESEMPREGO NO BRASIL CRESCE DESDE 2014
Uma das principais consequências da crise
econômica que atingiu o Brasil entre 2014 e 2016
foi o aumento do desemprego. A diminuição dos
investimentos fez com que as empresas
produzissem menos e demitissem funcionários
que, por sua vez, reduziram o consumo em um
ciclo de encolhimento da economia que está entre
os mais graves da história do país.
Junto com uma retração que chegou a
ser de 8% do PIB (Produto Interno Bruto)
comparando ao início da crise, veio o
aumento da taxa de desocupação
DOIS ANOS DE GOVERNO TEMER
O alto nível da taxa de desocupação e o medo do
desemprego mostram que o governo do
presidente Michel Temer falhou em uma de suas
principais promessas para a economia. Quando
assumiu o Planalto, ainda interinamente em maio
de 2016, o presidente colocou como prioridade a
retomada da confiança na economia. Na visão de
Temer, a confiança dos agentes econômicos
puxaria a recuperação e consequentemente a
geração de empregos.
O plano passava por uma série de medidas de
controle das contas públicas, de aumento de
competitividade e de incentivo ao setor privado.
Primeiro foi aprovada a emenda constitucional que
institui o teto de gastos públicos. Em seguida,
mudanças importantes no mercado de trabalho
como a regulamentação da terceirização e a
reforma trabalhista.
MARCIO POCHMANN, professor do Instituto de Economia da
Unicamp e presidente da Fundação Perseu Abramo (PT)
TIAGO CABRAL BARREIRA, consultor do FGV/IBRE (Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas)
Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br
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SLIDES DE MACROECONOMIA (AULA 2)

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SLIDES DE MACROECONOMIA (AULA 2)

  • 1. Profa. KELLY A. B. BRÁZ Governador Nunes Freire-Ma| 2018| MACROECONOMIA
  • 3. INTRODUÇÃO Macroeconomia estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, como renda e produtos nacionais, nível geral de preços, desemprego e emprego. Ela trata o mercado de bens e serviços como um todo, assim como o mercado de trabalho, e preocupa-se com aspectos de curto prazo ou conjunturais.
  • 4. OBJETIVOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA 1 Alto nível de emprego: preocupação com o fator surge após a Grande Depressão, com o teórico Keynes, pois antes predominava o pensamento liberal. 2 Estabilidade de preços: inflação é o aumento contínuo e generalizado do nível geral dos preços. 3 Distribuição equitativa de renda: disparidade acentuada no nível de renda brasileiro, tanto entre diferentes grupos socioeconômicos como entre regiões do país. 4 Crescimento econômico: aumento do produto nacional por meio de políticas econômicas que estimulem a atividade produtiva. Aumentar o produto além do limite de quantidade exigirá: • ou um aumento nos recursos disponíveis; • ou um avanço tecnológico.
  • 5. DILEMAS DE POLÍTICA ECONÔMICA: INTER-RELAÇÕES E CONFLITOS DE OBJETIVOS CONFLITOS: metas de crescimento e equidade distributiva devido ao fator educacional, com maioria da mão-de-obra de baixa qualificação e baixos rendimentos.
  • 6. INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA 1 POLÍTICA FISCAL: é a manipulação dos tributos e dos gastos do governo para regular a atividade econômica. Ela é usada para neutralizar as tendências à depressão e à inflação. 2 POLÍTICA MONETÁRIA: é o controle da oferta de moeda (dinheiro) na economia, ou seja, o meio de estabilizar e controlar ao máximo os níveis de preços para garantir a liquidez ideal (equilíbrio) do sistema econômico do país. Leia mais: https://politicamonetaria.webnode.com.br
  • 7. 3 POLÍTICAS CAMBIAL E COMERCIAL: CAMBIAL: atuação do governo sobre a taxa de câmbio; COMERCIAL: instrumentos de incentivos às exportações e/ou estímulo/desestímulo às importações. 4 POLÍTICA DE RENDAS: intervenção direta do governo na formação de renda com o controle e congelamento de preços.
  • 8. ESTRUTURA DE ANÁLISE MACROECONÔMICA 1 MERCADO DE BENS E SERVIÇOS: demanda agregada depende da evolução da demanda dos quatro grandes setores: • consumidores; • empresas; • governo; • setor externo.
  • 9. 2 Mercado de trabalho: determina as taxas de salário e nível geral de emprego. A demanda e a procura por mão-de-obra depende da taxa de salário real e do nível de produção desejado pelas empresas. Oferta de mão-de-obra= demanda de mão-de-obra
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  • 12. 4 MERCADO DE TÍTULOS: análise do papel de agentes econômicos superavitários e deficitários e como eles se interagem. Oferta de títulos = demanda de títulos Análise do mercado monetário e de títulos é chamado de mercado financeiro.
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  • 21. DEFINIÇÃO – Inflação é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos produtos num determinado país ou região, durante um período. Num processo inflacionário o poder de compra da moeda cai. Exemplo: num país com inflação de 10% ao mês, um trabalhador compra cinco quilos de arroz num mês e paga R$ 10,00. No mês seguinte, para comprar a mesma quantidade de arroz, ele necessitará de R$11,00. Como o salário deste trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra vai diminuindo. Após um ano, o salário deste trabalhador perdeu 120% do valor de compra.
  • 22. A INFLAÇÃO é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária.
  • 23. No Brasil, existem vários índices que medem a inflação. Os principais são: • IGP ou Índice Geral de Preços (calculado pela Fundação Getúlio Vargas) • IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), • INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) • IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE)
  • 24. A ECONOMIA ABERTA é uma economia que permite o livre fluxo de entrada e saída de bens, serviços, capital e pessoas. O oposto de uma economia fechada. A abertura de uma economia deve ser medida considerando múltiplas variáveis. Por exemplo, todos os países são considerados economias abertas em algum grau, mas nem todos permitem a livre movimentação de capital através das fronteiras.
  • 25. A maioria das nações ao redor do mundo tem economias abertas e muitas nações dependem fortemente do comércio internacional para atingir as metas econômicas e sociais.
  • 26. Como regra geral, as ECONOMIAS ABERTAS são vistas como mais fortes do que as economias fechadas nas quais o comércio internacional não ocorre, e esse tipo de economia tende a ser melhor para empresas, investidores e cidadãos individuais.
  • 27. As importações dão aos cidadãos de um país acesso a produtos e serviços fornecidos por outras nações, o que permite maior liberdade do consumidor, porque as pessoas têm uma gama mais ampla de opções.
  • 28. A diferença entre uma ECONOMIA ABERTA e uma ECONOMIA FECHADA está nas políticas de um país no comércio internacional e nos mercados financeiros. Uma ECONOMIA ABERTA permite que seus negócios e indivíduos negociem com empresas e indivíduos em outras economias e participem de mercados de capitais estrangeiros. Uma ECONOMIA FECHADA impede que seus negócios e indivíduos interajam com as economias estrangeiras em um esforço para permanecer isolado e auto-suficiente. A distinção básica entre uma ECONOMIA ABERTA e uma ECONOMIA FECHADA diz respeito ao fato de o governo de um país permitir que seus cidadãos participem do mercado global.
  • 29. O MERCADO DE FUNDOS EMPRESTÁVEIS Mercado no qual os que desejam poupar oferecem fundos e os que desejam investir demandam empréstimos.
  • 30. • A oferta e demanda por fundos depende da taxa de juros real. • O processo pelo qual o mercado passa até chegar no equilíbrio, determina a taxa de juros real de uma economia. • A taxa de juros é o preço do empréstimo. • A poupança representa a oferta de fundos, enquanto investimento representa a demanda. EXEMPLO
  • 31. Há alguns meses, o governo do nosso país aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compras realizadas no exterior, e esse é um fato interessante para utilizarmos como exemplo aqui. O aumento foi de 0,38% para 6,38, e esse acréscimo se manifestará em praticamente todos os casos de compras no exterior, sejam elas pagas em moeda estrangeira nos cartões de débito ou em cheques de viagem. Com este acréscimo, muitas pessoas devem colocar um freio nas compras feitas fora do país, pelo menos neste primeiro momento.
  • 32. É inegável que o Estado deve estar atento ao sistema econômico, isso por uma razão muito simples: em geral, a economia se ajusta sozinha, por isso, quando há a escassez de um produto (devido às secas no caso de alguns alimentos, por exemplo), haverá o aumento de preços e a importação daquilo que está em falta no mercado. Depois de um certo tempo, o valor acabará voltando ao seu normal. No entanto, nem sempre a economia consegue se regular sozinha. Algumas vezes ocorrem problemas chamados de “falhas de mercado”, que exigem a participação direta do governo para que possam ser resolvidas, fazendo com que tudo volte ao normal.
  • 33. PERGUNTA: não seria esta uma interferência do governo no andamento natural da economia? Principalmente, considerando que esse aumento foi tão grande? Economistas já afirmaram que o governo pode estar tentando aumentar sua arrecadação explorando um novo segmento. Isso quer dizer que quem faz compras no exterior terá que se preocupar com o valor do IOF, além do preço do dólar. O PAPEL DO GOVERNO NA ECONOMIA
  • 34. o papel do governo na nossa economia: É ajudar a economia a andar sozinha, quando necessário.
  • 35. ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL 2018 Na história recente do Brasil tivemos apenas quatro presidentes eleitos pelo voto popular, em sete eleições (com exceção de Fernando Collor, todos os outros se reelegeram). Isso porque, desde a instituição do regime militar em 1964, os presidentes eram eleitos por voto indireto. E, dos quatro eleitos, dois sofreram impeachment, um está preso e apenas um saiu ileso. Ainda no período pós regime militar, por três vezes fomos governados pelo vice – uma vez pela morte de Tancredo Neves e duas após os processos de impeachment.
  • 36. ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL 2018 Voltando a situação atual, ainda no primeiro mandato de DILMA ROUSSEFF o Brasil entrou uma em forte espiral de problemas que colocaram o país na sua pior recessão da história. A população estava endividada, a falta de confiança e uma sucessão de erros econômicos afugentaram investidores, a inflação disparou assim como a dívida pública.
  • 37. A presidência ficou na mão do vice-presidente Michel Temer do PMDB que, apesar de estar junto com Dilma e o PT desde o início, a essa altura já se dizia oposição. Temer sabia o que fazer (ao menos no campo econômico) e nomeou uma excelente equipe para comandar Banco Central e Ministério da Fazenda. A estratégia deu certo, a confiança dos investidores começou a voltar e a economia a crescer. Mas Temer acabou sofrendo com os problemas de corrupção e os esforços que estavam concentrados no crescimento da economia voltaram-se para salvar sua própria pele. ATUAL SITUAÇÃO ECONÒMICA DO BRASIL 2018
  • 38. Quando explodiram as denúncias contra Temer já estávamos a pouco mais de um ano da eleição. E foi isso que tornou essa eleição tão importante. O mercado entrou em compasso de espera. Novos investimentos deixaram de ser feitos, investidores “tiraram o pé do acelerador” e a própria população começou novamente a sofrer com a falta de confiança. Estávamos muito perto de um novo divisor de águas e não fazia sentido qualquer decisão antecipada.
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  • 40. O Brasil ainda está afundado em problemas. Além da crise fiscal, perdemos o bonde de bonança no mundo dos últimos anos. Agora que temos a possibilidade de ver a nossa economia definitivamente começar a crescer, o mundo começa a dar sinais de arrefecimento. (quedaperda).
  • 41. Tivemos recentemente fortes problemas afetando Turquia e nossa vizinha Argentina. Em tese, o Brasil está numa situação bem melhor do que eles ou, ao menos, os problemas deles são diferentes dos nossos. Turquia e Argentina tem forte inflação e déficit fiscal (sai mais dólares de que entra na economia) – problemas que não temos aqui no Brasil.
  • 42. Mas temos sim um grave problema de orçamento no país. O Brasil gasta mais do que pode e precisamos com urgência sair do “cheque especial”. Praticamente todos os candidatos dizem que vão combater esse problema. Alguns de uma forma liberal, diminuindo o tamanho do estado, abrindo o mercado e atraindo investimentos. Outros com fórmula contrária, querendo que o estado invista e seja o propulsor do crescimento – fórmula parecida com a que deu errado nos colocou nesse problema.
  • 43. E de fato, todos tem chance. Estamos na eleição mais indefinida dos últimos tempos. Por isso a importância de escolhermos nosso candidato com a razão e não com a emoção. Buscar informações fidedignas e não se basear apenas nas “correntes” que recebemos todos os dias. Conhecer as propostas dos candidatos e, mais do que isso, pensar na viabilidade delas. O Brasil é grande e tem um potencial imenso. Não podemos desperdiçá-lo mais uma vez.
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  • 45. O SISTEMA KEYNESIANO Também chamado de Escola ou Teoria Keynesiana, é uma doutrina político-econômica oposta ao liberalismo. Nessa doutrina o Estado tem um papel preponderante na organização de um país. John M. Keynes:
  • 46. ORIGEM O Keynesianismo teve início no século XX e recebe esse nome em homenagem ao economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946). Ele expôs sua teoria econômica na obra “Teoria geral do emprego, do juro e da moeda” (General theory of employment, interest and money), publicada em 1936.
  • 47. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO KEYNESIANISMO - DEFESA DA INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA, principalmente em áreas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar. - DEFESA DE AÇÕES POLÍTICAS voltadas para o protecionismo econômico. - CONTRA O LIBERALISMO ECONÔMICO. - DEFESA DE MEDIDAS ECONÔMICAS ESTATAIS que visem à garantia do pleno emprego. Este seria alcançado com o equilíbrio entre demanda e capacidade de produção. - O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e recessão econômica. - A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que não haja crescimento e descontrole da inflação.
  • 48. Vale ressaltar que KEYNES era contrário à estatização da economia, como havia ocorrido nos países socialistas após a Revolução Russa de 1917. Ele defendia o sistema capitalista, porém acreditava que deveria haver ações e medidas de controle por parte do Estado.
  • 49. Essa teoria foi muito importante para renovar a teoria econômica clássica. Pautada na chamada “macroeconomia”, propõe um regime de pleno emprego e o controle da inflação.
  • 50. De tal maneira, o desemprego desapareceria mediante a força do mercado, posto que no sistema capitalista todos poderiam ser empregados.
  • 51. Defende também a ideia do Estado de oferecer benefícios sociais aos trabalhadores, por exemplo, seguro saúde, seguro desemprego, salário mínimo, dentre outros.
  • 52. DESEMPREGO NO BRASIL CRESCE DESDE 2014 Uma das principais consequências da crise econômica que atingiu o Brasil entre 2014 e 2016 foi o aumento do desemprego. A diminuição dos investimentos fez com que as empresas produzissem menos e demitissem funcionários que, por sua vez, reduziram o consumo em um ciclo de encolhimento da economia que está entre os mais graves da história do país.
  • 53. Junto com uma retração que chegou a ser de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) comparando ao início da crise, veio o aumento da taxa de desocupação
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  • 55. DOIS ANOS DE GOVERNO TEMER O alto nível da taxa de desocupação e o medo do desemprego mostram que o governo do presidente Michel Temer falhou em uma de suas principais promessas para a economia. Quando assumiu o Planalto, ainda interinamente em maio de 2016, o presidente colocou como prioridade a retomada da confiança na economia. Na visão de Temer, a confiança dos agentes econômicos puxaria a recuperação e consequentemente a geração de empregos.
  • 56. O plano passava por uma série de medidas de controle das contas públicas, de aumento de competitividade e de incentivo ao setor privado. Primeiro foi aprovada a emenda constitucional que institui o teto de gastos públicos. Em seguida, mudanças importantes no mercado de trabalho como a regulamentação da terceirização e a reforma trabalhista.
  • 57. MARCIO POCHMANN, professor do Instituto de Economia da Unicamp e presidente da Fundação Perseu Abramo (PT) TIAGO CABRAL BARREIRA, consultor do FGV/IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br © 2018 | Todos os direitos deste material são reservados