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CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES
COMPULSÓRIAS
O que é notificação compulsória?
Por que notificar?
Notificação compulsória
É um registro que obriga e universaliza as notificações, visando o rápido controle de
eventos que requerem pronta intervenção. Para a construir o Sistema de Doenças de
Notificação Compulsória (SDNC), cria-se uma Lista de Doenças de Notificação
Compulsória (LDNC), cujas doenças são selecionadas através de determinados
critérios como: magnitude, potencial de disseminação, transcendência,
vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, compromisso
internacional com programas de erradicação, etc.
 Obs.
Devido as alterações no perfil epidemiológico, a implementação de outras técnicas
para o monitoramento de doenças, o conhecimento das emergentes ou reemergentes,
tem a necessidade de constantes revisões periódicas na LDNC no sentido de mantê-la
atualizada.
Lista Nacional das Doenças de Notificação Compulsória foi ampliada – Violência
Doméstica e Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho foram incluídos.
 Vigilância Epidemiológica:
A vigilância epidemiológica tem a finalidade de conhecer a ocorrência de doenças e
outros agravos considerados prioritários, seus fatores de risco e suas tendências, além
de planejar, executar e avaliar medidas de prevenção e de controle.
 Vigilância Epidemiológica Atribuições das esferas de governo:
 Esfera Federal-Ministério da Saúde
 Esfera Estadual
 Esfera municipal Doenças de Notificação
• Notificação compulsória mediata: até 07 dias;
• Notificação compulsória imediata: dentro de 24 horas, não podendo estender acima
de 48 horas.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA– LNC
1. Acidentes por animais peçonhentos;
2. Atendimento antirrábico;
3. Botulismo;
4. Carbúnculo ou Antraz;(peste da
Manqueira)
5. Cólera;
6. Coqueluche;
7. Dengue;
8. Difteria;
9. Doença de Creutzfeldt-Jakob;
10. Doença Meningocócica e
outras Meningites;
11. Doenças de ChagasAguda;
12. Esquistossomose;
13. Eventos Adversos Pós-
Vacinação;
14. FebreAmarela;
15. Febre do Nilo Ocidental;
16. Febre Maculosa;
17. Febre Tifóide;
18. Hanseníase;
19. Hantavirose;
20. Hepatites Virais;
21.Infecção pelo vírus da imunodeficiência
humana -HIV em gestantes e crianças
expostas ao risco de transmissão vertical;
22.Influenza humana por novo subtipo;
23.Intoxicações Exógenas (por substâncias
químicas, incluindo agrotóxicos, gases
tóxicos e metais pesados);
24.Leishmaniose Tegumentar
Americana;
25.Leishmaniose Visceral;
26. Leptospirose;
27. Malária;
28.Paralisia Flácida Aguda;
29. Peste;
30. Poliomielite;
31. Raiva Humana;
32. Rubéola;
33. Sarampo;
34. SífilisAdquirida;
35. Sífilis Congênita;
36. Sífilis em Gestante;
37. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida –
AIDS;
38. Síndrome da Rubéola Congênita;
39. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino;
40. Síndrome Respiratória Aguda Grave
associada ao Coronavírus (SARS- CoV);
40. Tétano;
41. Tuberculose;
42. Tularemia;
43. Varíola; e
44. Violência doméstica, sexual e/ou
outras violências.
Doenças de notificação compulsória imediata
São doenças que necessitam ser comunicadas no prazo de 24 horas as três esferas
de governo:
MS
SESA
SMS
Doenças de notificação compulsória imediata
I. Caso suspeito ou confirmado;
II. Surto ou agregação de casos ou óbitos;
III. Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem
acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de
animais.
I. Caso suspeito ou confirmado de:
1. Botulismo;
2. Carbúnculo ouAntraz;
3. Cólera;
4. Dengue nas seguintes situações:
- Dengue com complicações (DCC),
- Síndrome do Choque da Dengue (SCD),
- Febre Hemorrágica da Dengue (FHD),
- Óbito por Dengue
-Dengue pelo sorotipo DENV 4 nos estados sem transmissão
endêmica desse sorotipo;
5. Doença de ChagasAguda;
6. Doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não
constam noAnexo I desta Portaria;
7. FebreAmarela;
8. Febre do Nilo Ocidental;
9. Hantavirose;
10. Influenza humana por novo subtipo;
11. Peste;
12. Poliomielite;
13. Raiva Humana;
14. Sarampo;
15. Rubéola;
16. Varíola;
17. Tularemia; e
18. Síndrome de Rubéola Congênita (SRC).
II – Surto ou agregação de casos ou óbitos por:
1. Difteria;
2. Doença Meningocócica;
3.Doença Transmitida porAlimentos (DTA);
4. Influenza Humana;
5. Meningites Virais.
III – Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem
acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de
animais:
1. Primatas não humanos
2. Eqüinos
3. Aves
4. Morcegos
Raiva: Morcego morto sem causa definida ou encontrado em situação não usual,
tais como: vôos diurnos, atividade alimentar diurna, incoordenação de
movimentos, agressividade, contrações musculares, paralisias, encontrado durante
o dia no chão ou em paredes.
5. Canídeos
Raiva: canídeos domésticos ou silvestres que apresentaram doença com
sintomatologia neurológica e evoluíram para morte num período de até 10 dias ou
confirmado laboratorialmente para raiva. Leishmaniose visceral: primeiro registro
de canídeo doméstico em área indene, confirmado por meio da identificação
laboratorial da espécie Leishmania chagasi.
6. Roedores silvestres
Peste: Roedores silvestres mortos em áreas de focos naturais de peste.
LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM
UNIDADESSENTINELAS LNCS
1. Acidente com exposição a material biológico relacionado ao trabalho;
2. Acidente de trabalho com mutilações;
3. Acidente de trabalho em crianças e adolescentes;
4. Acidente de trabalho fatal;
5. Câncer Relacionado ao Trabalho;
6. Dermatoses ocupacionais;
7. Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)
8. Influenza humana;
LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM
UNIDADESSENTINELAS LNCS
9. PerdaAuditiva Induzida por Ruído – PAIR relacionada ao trabalho;
10. Pneumoconioses relacionadas ao trabalho;
11. Pneumonias;
12. Rotavírus;
13. Toxoplasmose adquirida na gestação e congênita; e
14. Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho.
LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM
UNIDADESSENTINELAS LNCS
Rede Sentinela
É composta por unidades de saúde (chamadas de unidades sentinela) que
identificam, investigam e notificam, quando confirmados, os casos de doenças,
agravos e/ou acidentes relacionados ao trabalho . Criado pelo Ministro da Saúde,
no art. 2º da Portaria GM/777, de 2004, criou a Rede Sentinela de Notificação
Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho.
 Para que serve a notificação?
 Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um
evento na população; podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de
notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas,
contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área
geográfica.
 O seu uso sistemático, de forma descentralizada, contribui para a democratização da
informação, permitindo que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e
as tornem disponíveis para a comunidade.
Por que a notificação é “compulsória”?
 A notificação é um instrumento indispensável para o planejamento da saúde, definir
prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das
intervenções. Deixar de notificar pode gerar a perpetuação de situações graves
(acidentes e doenças decorrentes do trabalho).
 Está prevista no Código Penal Brasileiro: Decreto-Lei nº 2.848, de 7/12/40.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA
 O Ministério da Saúde ampliou a Lista de Doenças de Notificação Compulsória,
através da Portaria GM/MS nº 217, de 1º de março de 2023, incluindo outras
doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública entre as que devem
ser notificadas quando houver suspeita e confirmação.
 De acordo com a Portaria 2472, publicada em primeiro de novembro de 2010 no
Diário Oficial da União, a lista inclui acidentes com animais peçonhentos,
atendimento antirrábico decorrente de ataques de cães, gatos e morcegos. A referida
portaria de janeiro de 2011 também proporciona a definição de termos estabelecidos
pelo RSI em relação às doenças, agravos e eventos graves em saúde pública.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA
 A portaria define: Evento em saúde, Emergência de Saúde Pública de
Importância Nacional (ESPIN) e Emergência de Saúde Pública de
Importância Internacional (ESPII). Além disso, a 2.472 estabelece fluxos,
critérios para as notificações, responsabilidades e atribuições dos
profissionais e serviços de saúde.
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA
Sarampo
Caso suspeito: todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular,
acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou
conjuntivite, independente da idade e da situação vacinal.
Rubéola:
Caso suspeito: todo paciente que apresente febre e exantema maculopapular,
acompanhado de linfoadenopatia retroaurícular, occipital e cervical, independente da idade
e da situação vacinal.
ESCREVER UM RELATO SOBRE A OCORRÊNCIA
MARCOS LEGAIS
• Portaria GM/777, de 2004, criou a Rede Sentinela de Notificação Compulsória de
Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho.
• Portaria GM/MS Nº 2325 de 08 de dezembro de 2003 que institui a lista nacional de
doenças de notificação compulsória;
• Portaria GM/MS Nº 104, de 25 de Janeiro de 2011.
• Portaria GM/MS nº 217, de 1º de março de 2023
MARCOS LEGAIS
Obs.: se os municípios não alimentarem o banco de dados do Sinan, por dois
meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica
(PAB), conforme Portaria N.º 1882/GM de 16/12/1997.
REFLEXÃO
Paciência e
perseverança
tem o efeito
mágico de fazer
as dificuldades
desaparecerem
e os obstáculos
sumirem...
Se o plano
"A" não
deu certo,
não se
preocupe.
O alfabeto
tem mais 25
letras para
você tentar.

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  • 1. CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSÓRIAS
  • 2. O que é notificação compulsória? Por que notificar?
  • 3. Notificação compulsória É um registro que obriga e universaliza as notificações, visando o rápido controle de eventos que requerem pronta intervenção. Para a construir o Sistema de Doenças de Notificação Compulsória (SDNC), cria-se uma Lista de Doenças de Notificação Compulsória (LDNC), cujas doenças são selecionadas através de determinados critérios como: magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, compromisso internacional com programas de erradicação, etc.
  • 4.  Obs. Devido as alterações no perfil epidemiológico, a implementação de outras técnicas para o monitoramento de doenças, o conhecimento das emergentes ou reemergentes, tem a necessidade de constantes revisões periódicas na LDNC no sentido de mantê-la atualizada. Lista Nacional das Doenças de Notificação Compulsória foi ampliada – Violência Doméstica e Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho foram incluídos.
  • 5.  Vigilância Epidemiológica: A vigilância epidemiológica tem a finalidade de conhecer a ocorrência de doenças e outros agravos considerados prioritários, seus fatores de risco e suas tendências, além de planejar, executar e avaliar medidas de prevenção e de controle.  Vigilância Epidemiológica Atribuições das esferas de governo:  Esfera Federal-Ministério da Saúde  Esfera Estadual  Esfera municipal Doenças de Notificação
  • 6. • Notificação compulsória mediata: até 07 dias; • Notificação compulsória imediata: dentro de 24 horas, não podendo estender acima de 48 horas.
  • 7. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA– LNC 1. Acidentes por animais peçonhentos; 2. Atendimento antirrábico; 3. Botulismo; 4. Carbúnculo ou Antraz;(peste da Manqueira) 5. Cólera; 6. Coqueluche; 7. Dengue; 8. Difteria; 9. Doença de Creutzfeldt-Jakob; 10. Doença Meningocócica e outras Meningites; 11. Doenças de ChagasAguda; 12. Esquistossomose; 13. Eventos Adversos Pós- Vacinação; 14. FebreAmarela; 15. Febre do Nilo Ocidental; 16. Febre Maculosa; 17. Febre Tifóide;
  • 8. 18. Hanseníase; 19. Hantavirose; 20. Hepatites Virais; 21.Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana -HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical; 22.Influenza humana por novo subtipo; 23.Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados); 24.Leishmaniose Tegumentar Americana; 25.Leishmaniose Visceral; 26. Leptospirose; 27. Malária; 28.Paralisia Flácida Aguda; 29. Peste; 30. Poliomielite; 31. Raiva Humana; 32. Rubéola; 33. Sarampo; 34. SífilisAdquirida;
  • 9. 35. Sífilis Congênita; 36. Sífilis em Gestante; 37. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS; 38. Síndrome da Rubéola Congênita; 39. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino; 40. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS- CoV); 40. Tétano; 41. Tuberculose; 42. Tularemia; 43. Varíola; e 44. Violência doméstica, sexual e/ou outras violências.
  • 10. Doenças de notificação compulsória imediata São doenças que necessitam ser comunicadas no prazo de 24 horas as três esferas de governo: MS SESA SMS
  • 11. Doenças de notificação compulsória imediata I. Caso suspeito ou confirmado; II. Surto ou agregação de casos ou óbitos; III. Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de animais.
  • 12. I. Caso suspeito ou confirmado de: 1. Botulismo; 2. Carbúnculo ouAntraz; 3. Cólera; 4. Dengue nas seguintes situações: - Dengue com complicações (DCC), - Síndrome do Choque da Dengue (SCD), - Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), - Óbito por Dengue -Dengue pelo sorotipo DENV 4 nos estados sem transmissão endêmica desse sorotipo; 5. Doença de ChagasAguda;
  • 13. 6. Doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam noAnexo I desta Portaria; 7. FebreAmarela; 8. Febre do Nilo Ocidental; 9. Hantavirose; 10. Influenza humana por novo subtipo; 11. Peste; 12. Poliomielite; 13. Raiva Humana; 14. Sarampo; 15. Rubéola; 16. Varíola; 17. Tularemia; e 18. Síndrome de Rubéola Congênita (SRC).
  • 14. II – Surto ou agregação de casos ou óbitos por: 1. Difteria; 2. Doença Meningocócica; 3.Doença Transmitida porAlimentos (DTA); 4. Influenza Humana; 5. Meningites Virais.
  • 15. III – Doença, morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem acarretar a ocorrência de doenças em humanos, destaca-se entre outras classes de animais: 1. Primatas não humanos 2. Eqüinos 3. Aves 4. Morcegos Raiva: Morcego morto sem causa definida ou encontrado em situação não usual, tais como: vôos diurnos, atividade alimentar diurna, incoordenação de movimentos, agressividade, contrações musculares, paralisias, encontrado durante o dia no chão ou em paredes.
  • 16. 5. Canídeos Raiva: canídeos domésticos ou silvestres que apresentaram doença com sintomatologia neurológica e evoluíram para morte num período de até 10 dias ou confirmado laboratorialmente para raiva. Leishmaniose visceral: primeiro registro de canídeo doméstico em área indene, confirmado por meio da identificação laboratorial da espécie Leishmania chagasi. 6. Roedores silvestres Peste: Roedores silvestres mortos em áreas de focos naturais de peste.
  • 17. LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM UNIDADESSENTINELAS LNCS 1. Acidente com exposição a material biológico relacionado ao trabalho; 2. Acidente de trabalho com mutilações; 3. Acidente de trabalho em crianças e adolescentes; 4. Acidente de trabalho fatal; 5. Câncer Relacionado ao Trabalho; 6. Dermatoses ocupacionais; 7. Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) 8. Influenza humana;
  • 18. LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM UNIDADESSENTINELAS LNCS 9. PerdaAuditiva Induzida por Ruído – PAIR relacionada ao trabalho; 10. Pneumoconioses relacionadas ao trabalho; 11. Pneumonias; 12. Rotavírus; 13. Toxoplasmose adquirida na gestação e congênita; e 14. Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho.
  • 19. LISTADE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIAEM UNIDADESSENTINELAS LNCS Rede Sentinela É composta por unidades de saúde (chamadas de unidades sentinela) que identificam, investigam e notificam, quando confirmados, os casos de doenças, agravos e/ou acidentes relacionados ao trabalho . Criado pelo Ministro da Saúde, no art. 2º da Portaria GM/777, de 2004, criou a Rede Sentinela de Notificação Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho.
  • 20.  Para que serve a notificação?  Sua utilização efetiva permite a realização do diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento na população; podendo fornecer subsídios para explicações causais dos agravos de notificação compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para a identificação da realidade epidemiológica de determinada área geográfica.  O seu uso sistemático, de forma descentralizada, contribui para a democratização da informação, permitindo que todos os profissionais de saúde tenham acesso à informação e as tornem disponíveis para a comunidade.
  • 21. Por que a notificação é “compulsória”?  A notificação é um instrumento indispensável para o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir que seja avaliado o impacto das intervenções. Deixar de notificar pode gerar a perpetuação de situações graves (acidentes e doenças decorrentes do trabalho).  Está prevista no Código Penal Brasileiro: Decreto-Lei nº 2.848, de 7/12/40.
  • 22. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA  O Ministério da Saúde ampliou a Lista de Doenças de Notificação Compulsória, através da Portaria GM/MS nº 217, de 1º de março de 2023, incluindo outras doenças, agravos e eventos de importância para a saúde pública entre as que devem ser notificadas quando houver suspeita e confirmação.  De acordo com a Portaria 2472, publicada em primeiro de novembro de 2010 no Diário Oficial da União, a lista inclui acidentes com animais peçonhentos, atendimento antirrábico decorrente de ataques de cães, gatos e morcegos. A referida portaria de janeiro de 2011 também proporciona a definição de termos estabelecidos pelo RSI em relação às doenças, agravos e eventos graves em saúde pública.
  • 23. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA  A portaria define: Evento em saúde, Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Além disso, a 2.472 estabelece fluxos, critérios para as notificações, responsabilidades e atribuições dos profissionais e serviços de saúde.
  • 24. DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Sarampo Caso suspeito: todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e da situação vacinal. Rubéola: Caso suspeito: todo paciente que apresente febre e exantema maculopapular, acompanhado de linfoadenopatia retroaurícular, occipital e cervical, independente da idade e da situação vacinal.
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  • 36. ESCREVER UM RELATO SOBRE A OCORRÊNCIA
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  • 41. MARCOS LEGAIS • Portaria GM/777, de 2004, criou a Rede Sentinela de Notificação Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho. • Portaria GM/MS Nº 2325 de 08 de dezembro de 2003 que institui a lista nacional de doenças de notificação compulsória; • Portaria GM/MS Nº 104, de 25 de Janeiro de 2011. • Portaria GM/MS nº 217, de 1º de março de 2023
  • 42. MARCOS LEGAIS Obs.: se os municípios não alimentarem o banco de dados do Sinan, por dois meses consecutivos, são suspensos os recursos do Piso de Assistência Básica (PAB), conforme Portaria N.º 1882/GM de 16/12/1997.
  • 43. REFLEXÃO Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem... Se o plano "A" não deu certo, não se preocupe. O alfabeto tem mais 25 letras para você tentar.