AUTORES: JOSÉ MIGUEL COUTO E ANA CATARINA NEVES
Escola S/3 Arq. Oliveira Ferreira
Direcção Regional
de Educação do
Norte
Curso EFA-NS
Ano Lectivo 2010/2011
O que é?
Doença de Parkinson é uma doença
degenerativa do sistema nervoso central,
lentamente progressiva, idiopática (sem
causa conhecida), raramente acontece antes
dos 50 anos, comprometendo igualmente
ambos os sexos, é caracterizada por:
Rigidez muscular
Tremor de repouso
Hipocinesia (diminuição da
mobilidade)
Instabilidade postural.
Como se desenvolve?
A anomalia principal consiste numa perda de
neurónios de uma área específica do cérebro que
produzirá a diminuição de uma substância
chamada dopamina, alterando os movimentos
chamados extrapiramidais (não voluntários).
O que se sente?
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com
um tremor, outras vezes com falta de mímica facial,
diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos
(bradicinesia).
A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade
saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a
facial, é lustrosa, "graxenta" e seborreica.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos
pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos,
tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa
aumenta a velocidade da marcha para não cair
(festinação). Outras vezes, pode ficar parado
(congelado) com enorme dificuldade para se colocar
em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em
várias partes do corpo, caracterizam–se pelos três "R" -
Regular, Rítmico e de Repouso. Também se
caracterizam por diminuição dos movimentos
voluntários, manifestando-se sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por
um défice dos movimentos automáticos, o paciente fica
como que parado, estático, com os movimentos
voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive
de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a
linguagem monótona e às vezes ininteligível.
Como se trata?
O diagnóstico à medida que o tempo passa
torna-se mais nítido, evidente e fácil
(exemplo Papa João Paulo II). Assim não é
o tratamento, que costuma inicialmente
dar resultados excelentes, se os enfoques e
cuidados terapêuticos necessários não
forem tomados.
Cada indivíduo responde diferentemente
ao tratamento e o que favorece um
paciente pode desfavorecer outro. É
necessário corrigir a diminuição
progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de
medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e,
em alguns casos seleccionados, cirurgia. É
importante tomar cuidado com certos tipos
de medicamentos que desencadeiam ou
pioram o síndroma Parkinsoniano
Nutrição
O que deve comer?
O doente com esta doença não tem
restrições no modo de alimentação.
Todo o doente deve alimentar-se
com os variados grupos da
pirâmide alimentar, já que estes
doentes tem como tendência a
perda de apetite.
Tratamento Medicamentoso
Geralmente são usados medicamentos da
classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil
e biperideno, que são eficientes e bem
tolerados. A selegilina tem sido considerada
uma das principais drogas do cérebro desde
1990. Também são utilizadas a levodopa, a
carbidopa e a benzerazida.
Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos
medicamentos que quando indicados devem ser
dados progressiva e lentamente, até atingir as
doses suficientes.
Como a doença é progressiva, novas
manifestações de difícil controle aparecerão,
como o "liga - desliga" nas actividades do
paciente ("on e off") as quais estão sendo
actualmente controladas acrescentando-se ao
tratamento tolcapom e pramipexole.
Tratamento Psicoterapêutico
Pacientes com Parkinson podem ter problemas
mentais, como depressão, graus diversos de
demência, próprios da doença e piorando pelos
medicamentos anteriormente indicados (levodopa,
anticolinérgicos, selegilina, amantadina). Consegue-se
controlar este sério problema principalmente com a
Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não
piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo
contrário, podendo melhorar também o tremor. Essa
droga precisa de uma supervisão médica severa.
Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico
com os seus devidos controles.
O psicoterapeuta e a família deverão ter o doente
ocupado, dando-lhe carinho e estímulos que são
elementos importantíssimos na boa evolução do
paciente.
Tratamento Cirúrgico
Há décadas vem sendo utilizado o
tratamento cirúrgico para o controle da
sintomatologia parkinsoniana, ora
actuando sobre os tremores, ora sobre a
rigidez, com técnicas e resultados
variáveis e discutíveis.
Com os novos aperfeiçoamentos
tecnológicos, o tratamento cirúrgico em
casos sumamente seleccionados poderá
ser indicado.

Doença de parkinson

  • 1.
    AUTORES: JOSÉ MIGUELCOUTO E ANA CATARINA NEVES Escola S/3 Arq. Oliveira Ferreira Direcção Regional de Educação do Norte Curso EFA-NS Ano Lectivo 2010/2011
  • 2.
    O que é? Doençade Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontece antes dos 50 anos, comprometendo igualmente ambos os sexos, é caracterizada por: Rigidez muscular Tremor de repouso Hipocinesia (diminuição da mobilidade) Instabilidade postural.
  • 3.
    Como se desenvolve? Aanomalia principal consiste numa perda de neurónios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).
  • 4.
    O que sesente? Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia). A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa, "graxenta" e seborreica. A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento. Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, caracterizam–se pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuição dos movimentos voluntários, manifestando-se sobretudo nas mãos. Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um défice dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
  • 5.
    Como se trata? Odiagnóstico à medida que o tempo passa torna-se mais nítido, evidente e fácil (exemplo Papa João Paulo II). Assim não é o tratamento, que costuma inicialmente dar resultados excelentes, se os enfoques e cuidados terapêuticos necessários não forem tomados. Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma. O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos seleccionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram o síndroma Parkinsoniano
  • 6.
    Nutrição O que devecomer? O doente com esta doença não tem restrições no modo de alimentação. Todo o doente deve alimentar-se com os variados grupos da pirâmide alimentar, já que estes doentes tem como tendência a perda de apetite.
  • 7.
    Tratamento Medicamentoso Geralmente sãousados medicamentos da classe dos anticolinérgicos, como o triexifenedil e biperideno, que são eficientes e bem tolerados. A selegilina tem sido considerada uma das principais drogas do cérebro desde 1990. Também são utilizadas a levodopa, a carbidopa e a benzerazida. Bromocriptina, lissurida e pergolida são novos medicamentos que quando indicados devem ser dados progressiva e lentamente, até atingir as doses suficientes. Como a doença é progressiva, novas manifestações de difícil controle aparecerão, como o "liga - desliga" nas actividades do paciente ("on e off") as quais estão sendo actualmente controladas acrescentando-se ao tratamento tolcapom e pramipexole.
  • 8.
    Tratamento Psicoterapêutico Pacientes comParkinson podem ter problemas mentais, como depressão, graus diversos de demência, próprios da doença e piorando pelos medicamentos anteriormente indicados (levodopa, anticolinérgicos, selegilina, amantadina). Consegue-se controlar este sério problema principalmente com a Clozapina, que trata os quadros psicóticos, não piorando a sintomatologia parkinsoniana, pelo contrário, podendo melhorar também o tremor. Essa droga precisa de uma supervisão médica severa. Os antidepressivos fazem parte do arsenal terapêutico com os seus devidos controles. O psicoterapeuta e a família deverão ter o doente ocupado, dando-lhe carinho e estímulos que são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.
  • 9.
    Tratamento Cirúrgico Há décadasvem sendo utilizado o tratamento cirúrgico para o controle da sintomatologia parkinsoniana, ora actuando sobre os tremores, ora sobre a rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis. Com os novos aperfeiçoamentos tecnológicos, o tratamento cirúrgico em casos sumamente seleccionados poderá ser indicado.